Vírus

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Vírus da AIDS
O vírus da imunodeficiência humana (HIV), um
retrovírus que não é oncogênico, é o agente etiológico
básico da síndrome da imunodeficiência adquirida
(SIDA/AIDS). A doença foi descrita pela primeira vez em
1981, e o vírus foi isolado no final de 1983, quando foi
denominado LAV, HTL-V-III ou ARV. Desde então, a
síndrome da imunodeficiência adquirida se tornou uma
epidemia mundial. Uma vez infectados, a maioria dos
pacientes até o momento permanece assintomática,
embora pareçam ser infectantes por toda a vida.
Este retrovírus é pertencente a uma
sub-família especial chamada Lentivirinae
(lentivírus). O HIV, é um vírus que possui
uma característica peculiar desta família
de ser totalmente exógeno ( os indivíduos
são infectados pela introdução dos vírus
por fontes externas e não pela ativação
em seqüências silenciosas contidas no
DNA celular).
A característica de infecção pelo HIV é a depleção
dos linfócitos T auxiliares-indutores. A molécula
CD4 (marcador fenotípico da célula T4) é o
receptor do vírus, apresentando uma grande
afinidade pelo envoltório viral. Determinados subgrupos de monócitos e macrófagos podem possuir
essa a molécula CD4, podendo ligar-se e ser
infectados pelo HIV. A infecção se torna ativa
quando as células T4 não apresentarem mais
moléculas CD4 em sua superfície. Outra
característica da infecção é a incapacidade de
promover uma resposta adequada de
imunoglobulina M (IgM), quando de estímulo
antigênico pois, possuem atividade anormal de
células B.
Suas manifestações clínicas são
caracterizadas por uma supressão
acentuada do sistema imune e pelo
aparecimento de neoplasias incomuns,
sobretudo o sarcoma de Kaposi, ou por uma
grande variedade de graves infecções
oportunistas. Os sintomas mais graves são
precedidos por um período de diarréia e
emagrecimento que pode incluir fadiga,
perda inexplicável de peso, mal-estar,
diarréia crônica, dispnéia, febre, placas
brancas na língua (leucoplasia pilosa,
candidíase oral) e linfadenopatia. Seu
período de incubação parece ser longo,
variando de 6 meses a mais de 7 anos.
A foto da lâmina de uma bactéria do gênero Bacillus.
Nesta, ela se encontra em esporulação.
Célula vegetativa
Bacillus anthracis (mais fotos)
Esta bactéria é responsável pelo carbúnculo, que
é basicamente uma patologia de carneiros, gado bovino,
cavalos e muitos outros animais, e os seres humanos
são afetados apenas raramente. Geralmente a infecção
é contraída pela penetração do esporo através da
mucosa ou da pele ferida, e, raramente pela inalação
dos esporos. Nos animais, a porta de entrada é a boca
e o trato gastrintestinal. Os esporos dos solos
contaminados encontram fácil acesso quando ingeridos
com vegetação irritante ou contendo espinhos. Nos
seres humanos, as escoriações na pele ou a inalação
levam à infecção.
Os esporos germinam no tecido da porta de entrada,
e o crescimento de microorganismos na forma
vegetativa resulta na formação de um edema
gelatinoso e congestão. Os bacilos propagam-se
através dos vasos linfáticos para a corrente
sangüínea e multiplicam-se livremente no sangue e
nos tecidos um pouco antes e depois da morte do
animal. No plasma de animais que morreram de
carbúnculo, já foi constatada a existência de um fator
tóxico. Este material mata camundongos ou cobaias
após a inoculação, sendo neutralizado
especificamente pelo soro contra carbúnculo.
Outra forma de contaminação é feita por inalação
(doença dos classificadores de lã). A inalação dos
esporos do carbúnculo a partir da poeira da lã,
pêlos ou couro resulta na germinação dos esporos
nos pulmões ou nos gânglios linfáticos
traqueobrônquicos e na produção de mediastinite
hemorrágica, pneumonia, meningite e sepsis, e
em geral são rapidamente fatais.
Bacillus cereus
Este microorganismo é responsável por intoxicação alimentar,
que é dividida em duas síndromes: síndrome emética ou vomitiva,
associada a alimentos preparados com arroz,e a síndrome
diarréica, associada a temperos e alimentos preparados com
carne. O B. cereus produz várias enterotoxinas que provocam
doenças que se manifestam mais como intoxicação do que como
uma infecção transmitida por alimentos. A forma emética
manifesta-se 1 a 6 horas após a ingestão de alimentos
contaminados, enquanto a forma diarréica tem o período de
incubação de 1 a 24 horas.
O achado de B. cereus nas fezes do paciente não é prova
definitiva para que se dê o diagnóstico da doença por B. cereus,
pois esta bactéria é encontrada nas fezes normais. É considerado
diagnóstico aceitável, o achado de uma concentração igual ou
superior a 105 de bactérias por grama de alimento.
Campylobacter jejuni (mais fotos)
O C. jejuni surgiu como um patógeno humano
comum, causando sobretudo enterite e, às vezes,
invasão sistêmica. Esta bactéria é pelo menos tão
comum quanto as salmonelas e shigelas como causa de
diarréia. São bastonetes Gram-negativos, em forma
de "vírgula", de "S" ou de "asa de gaivotas". São
móveis e não formam esporos.
Este microorganismo apresenta lipopolissacarídios
com atividade endotóxica. Toxinas extracelulares
citopáticas e enterotoxinas já foram encontradas.
A infecção é contraída via oral a partir de alimentos e
bebidas contaminados (p. ex., leite), contato com
animais infectados ou atividade sexual anugenital-oral.
O Campylobacter jejuni é suscetível ao ácido gástrico, e a
ingestão de aproximadamente 104 microorganismos
costuma ser necessária para provocar infecção. O
microorganismo multiplica-se no intestino delgado, invade o
epitélio e provoca inflamação que resulta no aparecimento
de hemácias e leucócitos nas fezes. Algumas vezes, a
corrente sangüínea é invadida, e surge um quadro clínico de
febre entérica. As manifestações clínicas consistem em dor
abdominal repentina, diarréia profusa que pode ser
visivelmente acompanhada de sangue, cefaléia, mal-estar e
febre. De modo geral, a doença é limitada a um período de 5
a 8 dias, embora possa demorar mais tempo. Os C. jejuni
isolados costumam ser suscetíveis à eritromicina e o
tratamento encurta a duração da eliminação fecal das
bactérias.
Cianobactéria
Esta é a fotomicrografia de uma cianobactéria. Estes, são seres
procariotos fotossintéticos anaeróbios. Esta tipagem bacteriana, é
a terceira da divisão dos seres procariotos.
Clostridium botulinum (mais fotos)
Esta bactéria é comumente encontrada no solo e na água,
e pode crescer em alimentos (enlatados, embalados à
vácuo etc.) se o meio for convenientemente anaeróbico. A
toxina pelo Clostridium botulinum é uma proteína
extraordinariamente potente (a toxina mais potente já
conhecida), contudo, é termo-sensível e é destruída por
aquecimento adequado. Existem oito tipos diferentes da
toxina botulínica, e os tipos A, B e E são os mais comuns
em botulismo humano.
A toxina é absorvida pelo intestino e levada para os nervos
motores, onde bloqueia a liberação de acetilcolina nas
sinapses e nas junções neuromusculares. Não ocorre
contração muscular, e o resultado é a paralisia.
Clostridium perfringens (mais fotos)
O Clostridium perfringens é a bactéria responsável
pela gangrena gasosa. Ele é encontrado em todo o
meio ambiente. A gangrena gasosa ocorre quando
feridas dos tecidos moles são contaminadas por C.
perfringens, como ocorre em traumatismos, aborto
séptico e ferimentos de guerra. A bacteremia associada
ao C. perfringens pode ser rapidamente fatal. Também
pode ocorrer a forma mais branda da doença. Após a
instalação do processo infeccioso, os microorganismos
elaboram toxinas necrotizantes, CO2 e H2, acumulam-se
nos tecidos e são detectados clinicamente como gás.
O paciente apresenta edema e comprometimento
circulatório, promovendo, assim, a propagação da
infecção anaeróbica. O tratamento inclui a remoção
cirúrgica da infecção e administração de penicilina.
O C. perfringens é uma causa comum de
intoxicação alimentar (mas não é tão comum como
com Staphylococcus aureus). A doença é
provocada por uma enterotoxina produzida e
liberada durante o processo de esporulação. O
período de incubação é de 8 a 24 horas, e depois o
paciente apresenta dor abdominal, náuseas e
diarréia aguda
Clostridium tetani
Os esporos do Clostridium tetani, responsáveis pelo
tétano, estão presentes em todo o meio ambiente. Estes
esporos germinam em tecidos desvitalizados com Eh de
+10 mV (o Eh do tecido normal é + 120 mV). Enquanto
crescem, os microorganismos sintetizam a toxina
tetanospasmina. A infecção se dá pela propagação da
toxina pelos nervos até o sistema nervoso central
(SNC), onde se liga aos gangliosídios e suprime a
liberação de neurotransmissores inibitórios. A morte
resulta da incapacidade de respirar.
O tétano é uma doença evitável pois existe vacina. Esta
vacina é feita a partir do toxina tetânica formalizada
(toxóide tetânico).
Vírus da Dengue (flavivírus)
O flavivírus acima é responsável pelo dengue. O dengue é
uma infecção transmitida por mosquitos (Aedes aegypti),
que se caracteriza por febre, mialgia, atralgia, linfadenopatia
e erupção cutânea. A convalescença pode durar semanas.
Escherichia coli (mais fotos)
Escherichia coli é um bacilo Gram-negativo natural do
trato intestinal de seres humanos e animais
(Enterobacteriaceae). Este microorganismo, no
intestino, geralmente, não provoca doenças e até
contribui para a atividade normal e a nutrição junto com
outras bactérias entéricas (Proteus, Morganella,
Providencia e Citrobacter, por exemplo).
As manifestações clínicas de infecções por E. coli e
pelas outras bactérias entéricas dependem do local da
infecção, e não podem ser diferenciadas por sinais e
sintomas de processos causados por outras bactérias.
As patogenias causadas pela E. coli são: infecção do
trato urinário, "diarréia do viajante", sepsis e meningite.
Enterobacter aerogenes
Este microorganismo tem cápsulas pequenas, pode ter vida livre
ou viver no trato intestinal, e provoca infecções no trato urinário
além de sepsis.
Enterococcus faecalis (em cissiparidade)
Também chamados de Streptococcus
faecalis, são encontrados na microbiota
normal e nas infecções cardiovasculares, do
trato urinário e na meningite.
Espirilo
Os espirilos (ou vibrio) estão entre as bactérias mais
comuns nas águas superficiais em todo o mundo. São
bacilos aeróbios curvos, móveis (possuindo um flagelo
polar). Não formam esporos. A patologia mais comum
é o cólera provocado pelo Vibrio cholerae.
Haemophilus influenzae
Hantavirus (Hantavirus pulmonary syndrome)
Helicobacter pylori
Influenza
O vírus influenza, pertencente à família Orthomixoviridae
representa a principal determinante de morbidade e mortalidade
causadas por doenças respiratórias e, às vezes, a infecção
ocorre sob a forma de epidemias mundiais. A elevada freqüência
de rearranjo genético, típica dos ortomixovírus, e as
conseqüentes alterações antigênicas nas glicoproteínas da
superfície viral tornam os vírus influenza desafios notáveis para o
controle.
O vírus influenza é separado em três tipos:
- Influenza A: é extremamente variável do ponto de
vista antigênico, sendo responsável pela maioria dos casos de
gripe epidêmica.
- Influenza B: pode exibir alterações antigênicas e,
algumas vezes, provocar epidemias.
- Influenza C: é estável antigenicamente, e
provoca apenas doenças brandas.
Klebsiella pneumoniae
Essa bactéria é pertencente à família
Enterobacteriaceae. A K. pneumoniae é encontrada
no trato respiratório e nas fezes de aproximadamente
5% das pessoas normais. É responsável por uma
pequena fração (cerca de 3%) das pneumonias
bacterianas. A K. pneumoniae pode provocar extensa
consolidação necrotizante hemorrágica nos pulmões.
Algumas vezes, dá origem à infecções do trato urinário
e bacteremia, com lesões focais em pacientes
debilitados. Outras bactérias entéricas podem também
provocar pneumonia.
Listeria monocytogenes
Mycobacterium leprae
O microorganismo acima, descoberto em 1873 por
Hansen, é responsável pela hanseníase (lepra).
Mycobacterium leprae são bacilos álcool-ácidoresistentes típicos isolados, em feixes paralelos ou em
massas globulares, são encontrados regularmente em
raspados de pele ou mucosas (sobretudo do septo
nasal). Com freqüência, os bacilos são encontrados no
interior das células endoteliais dos vasos sangüíneos ou
nas células mononucleares.
A instalação da hanseníase é insidiosa. As lesões
acometem os tecidos mais frios do corpo, tais como:
pele, nervos superficiais, nariz, faringe, laringe, olhos e
testículos. As lesões cutâneas podem ser maculares,
anestésicas, pálidas e com 1 a 10 cm de diâmetro;
podem ser nódulos infiltrados eritematosos, difusos ou
bem diferenciados, com 1 a 6 cm de diâmetro ou podem
ser apenas uma infiltração difusa da pele. Os distúrbios
neurológicos manifestam-se por infiltração e
espessamento dos nervos, com conseqüente anestesia,
neurite, parestesias, úlceras tróficas, reabsorção óssea
e encurtamento digital.
Esta doença é dividida em dois grandes grupos:
lepromatosa e tuberculosa, com vários estágios
intermediários. Na lepra lepromatosa, a evolução é
progressiva e maligna, com formação de lesões
cutâneas nodulares, acometimento nervoso simétrico
lento, abundantes bacilos álcool-ácido-resistentes nas
lesões cutâneas, bacteremia cutânea e um teste
cutâneo negativo com lepromina (extrato de tecido
lepromatoso). Na lepra lepromatosa, a imunidades
celular está muito comprometida, e a pele mostra-se
infiltrada por células T supressoras. No tipo
tuberculóide, a evolução é benigna e não-progressiva,
com o paciente mostrando lesões cutâneas maculares,
grave acometimento assimétrico de nervos (sem
instalação abrupta com poucos bacilos presentes nas
lesões) e teste cutâneo positivo com lepromina.
Na lepra tuberculóide, a imunidade celular está
íntegra, e a pele mostra-se infiltrada por células T
auxiliares.
Algumas sulfonas especiais (p.ex.: dapsona, DDS) e
a rifampicina suprimem o crescimento do M. leprae
e as manifestações clínicas da hanseníase, se o
medicamento for administrado por vários meses.
Mycobacterium tuberculosis
Esta bactéria é um bacilo aeróbico, que não forma
esporos. O M. tuberculosis é responsável pela
tuberculose. Os bacilos da tuberculose medem cerca de
0,4 por 3 m e são caracterizados pela "álcool-ácidoresistência".
Mycoplasma pneumoniae
A primeira etapa na infecção por M. pneumoniae é a
ligação do microrganismo a um receptor existente na
superfície das células epiteliais respiratórias. O espectro
clínico da infecção varia de uma infecção assintomática
à pneumonia grave, com envolvimento neurológico e
hematológico ocasional e várias lesões cutâneas. O
período de incubação varia de uma a três semanas. A
instalação costuma ser insidiosa, com o paciente
apresentando lassidão, febre, cefaléia, dor de garganta
e tosse.
Neisseria gonorrhoeae
Penicillium
Poliovírus
Salmonella enteritidis
Salmonella typhi
Salmonella typhimurium
Shiguella dysenteriae
Staphylococcus aureus
Staphylococcus epidermidis
Streptococcus pneumoniae (mais fotos)
Vibrio cholerae
Vibrio parahaemolyticus
Epirilo halofílico, anaeróbico facultativo
Yersinia pestis
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