Infecções e Antibioticoterapia em Cirurgia

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INFEC
ÇÃO INTRA
-ABDOMINAL
INFECÇÃO
INTRA-ABDOMINAL
Disciplina de Mol
éstias Infecciosas
Moléstias
Departamento de Medicina
Santa Casa de Miseric
órdia de São Paulo
Misericórdia
Abril
Abril 2004
2004
INFEC
ÇÃO DE FERIDA CIRURGICA
INFECÇÃO
••2
2aa causa IH (ISC)
••Morbidade
Morbidade e Mortalidade
••Relação
Relação com o procedimento
••Até
Até 30 dias ppós-op.
ós-op.
••Critérios
Critérios Cl
ínicos
Clínicos
Incisional - superf./profundo
Ó
rgão/Espaço (93% óóbitos)
bitos)
Órgão/Espaço
Cirurgias do TGI:5.3
-10.2%
TGI:5.3-10.2%
Pittet D et al.
al. Infect Control Hosp Epidemiol 1999;20:37
PATOGÊNESE/MICROBIOLOGIA
• Maioria por Inocula
ção Direta de Flora End
ógena
Inoculação
Endógena
Cirurgias Limpas: S. aureus , S. epidermidis
Cirurgias Contaminadas: Polimicrobianas
• IH: Mesmos Agentes c/ Sensibilidade Diferente
ORSA
ORSA,, ORSE, VRE
• Fonte Ex
ógenas (Material ou pessoal contaminados)
Exógenas
Mãos, nasal, ororfaringe
Horan Tc, et al. Infect Control Hosp Epidemiol 1992;13:606
INFEC
ÇÃO INTRA
-ABDOMINAL
INFECÇÃO
INTRA-ABDOMINAL
PERITONITE
••
Inflama
ção Bacteriana
Inflamação
Bacteriana
••
Espontânea
ós-operatório
Espontânea ou
ou PPós-operatório
••
Secund
ária Perfura
ção
Secundária
Perfuração
••
Peritôneo
Peritôneo Parietal
Parietal
••
Dissemina
ção para
Disseminação
para Tecidos
Tecidos
Vizinhos
Vizinhos
••
Abscessos
-abdominal
Abscessos Intra
Intra-abdominal
Nathens AB, et al. Am J Surg 1996;172(suppl 6A):1S-6S
PATOGÊNESE
Bact
érias na
Bactérias
na Cavidade
Cavidade
Rutura
Rutura
Peritoneal
Peritoneal
Sobrevida
L
i
s
e
Lesão
Lesão Mesotelial
Mesotelial
A
A
bb
ss
cc
ee
ss
ss
oo
Degranula
ção
Degranulação
Mast
ócitos
Mastócitos
Ativa
ção
Ativação
Complemento
Complemento
Substâncias
Substâncias
Vasoativas
Vasoativas
Quimiotaxia
Quimiotaxia
Influxo
Influxo PMN
PMN
Permeabildade
Permeabildade Vascular
Vascular
Fibrina
Fibrina
OBITO
Exsuda
ção Plasma
Exsudação
Plasma
p/
p/ Peritôneo
Peritôneo
Fagocitose
Fagocitose
Absor
ção Exsudato
/Pus
Absorção
Exsudato/Pus
Canais
áticos
Canais Diafragm
Diafragmáticos
MODS
MODS
Defesas
Defesas
Sistêmica
Sistêmica
Toxemia,
Toxemia, SEPSE
SEPSE
Zibari GB, et al.
al. Surg Infect 2000;1: 2323-29
B
a
c
t
e
r
i
a
n
a
CAUSAS
• 80% Lesão Necr
ótica do
Necrótica
TGI / Outros Ó
rgãos
Órgãos
Estômago
Estômago
<< 1000
1000
• Perfura
ção
Perfuração
Estômago/Duodeno 31%
100
-10000
100-10000
Apendice 22%
11-10
-10
Milhões
Milhões
Doudeno
Doudeno
Jejuno
Jejuno
ÍÍleo
leo
Intestino Delgado 21%
Intestino Grosso 13%
-14
12
12-14
3.8
-10 123.8-10
Colon
Colon
BACT
ÉRIAS
BACTÉRIAS
Nathens AB, et al.
al. Am J Surg 1996;172(suppl
1996;172(suppl 6A):1S6A):1S-6S
Caso cl
ínico - Paciente sexo masculino, 47 anos, com diagn
óstico
clínico
diagnóstico
de abscesso cavit
ário, provavelmente apresenta uma neoplasia
cavitário,
intestinal. Paciente em REG, est
ável hemodinamicamente
estável
hemodinamicamente..
Quais bactérias devem ser cobertas pelo esquema antimicrobiano?
1. Somente bacilos Gram-negativos
2. Somente o enterococo
3. Somente os anaeróbios
4. Somente estafilococos
5. Gram-negativos aerobios e anaeróbios
6. Gram-negativos aerobios e anaeróbios e enterococos
7. Gram-negativos aero/anaeróbios, enterococos e estafilococos
MICRORGANISMOS
Idade,
ça, Dieta,
ção, Acidez
ástrica, Motilidade,
Idade, Ra
Raça,
Dieta, Cirurgias
Cirurgias ,, Nutri
Nutrição,
Acidez G
Gástrica,
Motilidade, Imunidade
Imunidade,,
Uso
óticos
Uso de
de antibi
antibióticos
• Bact
érias Aer
óbias:
Bactérias
Aeróbias:
E. coli
• Bact
érias Anaer
óbias:
Bactérias
Anaeróbias:
Klebsiella
Enterobacter
Prevotella melaninogenicus
Proteus
Enterococcus faecalis
Bacteroides fragilis
Fusobacteria
Peptostreptococcus
Enterococus faecium
Streptococcus sp
sp..
Clostridium perfringens
Staphylococcus
Pseudomonas aeruginosa
Propionibacteria
Clostridium difficile
Veillonella
Zibari GB, et al. Surg Infect 2000;1:15-21
Bact
érias Gram Positivas
Bactérias
Multiresistentes
•
•
•
Grande Incidência: Sthaphylococcus e Enterococcus
Varia
ção geogr
áfica dos Padrões de R
Variação
geográfica
Sthaphylococcus aureus
aureus:: ORSA 2.4% ⇒ 29% (1991)
GISA (MIC = 88µ
µg/ml)
β--lactamases
lactamases ((Plasmidial
Plasmidial e cromossômicas
cromossômicas)) e # PBP
Enterococcus : VRE E. faecium 14%
Ticarcilina MIC > 50 µg/ml
Alta Mortalidade, uso de Cloranfenicol
Rapp RP. Surgical Infec 2000;1:39-47
Qual é a importância de se prescrever
antimicrobianos com cobertura anti-anaeróbia
nestes pacientes ?
1. Nenhuma
2. Indispens
ável
Indispensável
3. Controversa, mas é prefer
ível administrar a cobertura
preferível
4. Controversa, e por esta razão,
razão,éé considerada opcional
Peritonite ou Abscesso Intra
Intra-- abdominal
• Infec
ção: 2 fases
Infecção:
1a: bacilos Gram
-negativos anaer
óbios facultativos
Gram-negativos
anaeróbios
2a: anaer
óbio bacilo Gram
-negativo
anaeróbio
Gram-negativo
• Tratamento isolado com clindamicina ou metronidazol
⇓ forma
ção de abscesso
formação
⇔ não da bacteremia/ peritonite ou letalidade
• A uso de antibi
óticos com espectro para BGN
antibióticos
aero/anaer
óbio reduz tanto a mortalidade quanto a
aero/anaeróbio
forma
ção de abscesso.
formação
Identifica
ção de B. fragilis
Identificação
em Infec
ções Intra
-abdominais
Infecções
Intra-abdominais
Condi
ção
Condição
n
Apendicite
ccólon
ólon perfurado
52
63
4
2
Outros
Cepas
Törnqvist et al - Br J Surg 1985; 72(4):261-264
Culturas em Infec
ções Intra
-abdominais
Infecções
Intra-abdominais
Número de espécies/coleta
n=152
10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
0
Estômago
/duodeno
Aeróbios
Perfuração
delgado
Isquemia
delgado
Apendicite
Anaeróbios
Cólon/reto
Total
Walker - J Clin Microbiol 1994; 32: 557
Infec
ções intra
-abdominais
Infecções
intra-abdominais
É necess
ária cobertura para anaer
óbios?
necessária
anaeróbios?
1. Os anaer
óbios geralmente não são encontrados em pr
ática
anaeróbios
prática
2.
3.
4.
5.
di
ária.
diária.
Os anaer
óbios geralmente são encontrados em estudos
anaeróbios
controlados.
Estudos randomizados são controversos ((há
há influência de
outros fatores).
H
á relatos de recorrência quando o tratamento não é
Há
realizado.
Persiste a recomenda
ção de cobertura espec
ífica.
recomendação
específica.
Quanto tempo deve durar a antibioticoterapia?
1. Menor tempo poss
ível, o mais importante é a limpeza
possível,
cir
úrgica.
cirúrgica.
2. O mais breve poss
ível, levando
-se em conta parâmetros
possível,
levando-se
cl
ínicos.
clínicos.
3. Deve obedecer normas pr
é-estabelecidas e bem estudadas.
pré-estabelecidas
Proposta para Dura
ção da Antibioticoterapia
Duração
Grupo
Exemplo
Duração
1. Contaminação precoce
(<12-24h)
Trauma de cólon,
úlcera perfurada
Dose única
2. Inflamação focal
sem perfuração
Gangrena localizada,
apendicite, colecistite
Dose única
3. Inflamação regional
extensa sem pus
Colecistite ou flegmão
por apendicite graves
Poucos dias
4. Supuração local
Abscesso diverticular
ou do apêndice
Sem ATB após
Deixar aberto
Dreno
5. Peritonite purulenta
generalizada
Peritonite grave
pós-operatória
Falha após uma
semana indica
investigação
Saadia R & Lipman J - Antibiotics and the gut. Eur J Surg 1996 (Suppl 576): 39-41.
Crit
érios para Interrup
ção da
Critérios
Interrupção
Antibioticoterapia
•
•
Paciente deve estar melhor
– Menos dor
– Sorri e conversa espontaneamente
– Est
á com fome
Está
– H
ábito intestinal restaurado
Hábito
– Sem distensão abdominal
Paciente deve estar est
ável
estável
– Afebril h
á 48h
há
– Normotenso
úria
Normotenso,, sem taquicardia ou olig
oligúria
– Leuc
ócitos <12.500, com redu
ção do desvio
Leucócitos
redução
Patchen Dellinger, E- Undesired effects of antibiotics and future studies.Eur J Surg 1996; Suppl 576: 29-32.
Condon,RE - Microbiology of wound contamination and infection. Eur J Surg 1996; Suppl 576: 9-12.
Cronologia de Tratamento
TERAPIA
A
A
N
N
T
T
II
B
B
II
Ó
Ó
T
T
II
C
C
O
O
C
C
II
R
R
U
U
R
R
G
G
II
A
A
PERITONITE
U
T
I
ANTIBI
ÓTICOTERAPIA CIR
ÚRGICA
ANTIBIÓTICOTERAPIA
CIRÚRGICA
““LESS
LESS IS MORE
”
MORE”
• R
ápido e Objetivo no Diagn
óstico e Tratamento
Rápido
Diagnóstico
• Diferenciar Inflama
ção, Contamina
ção, Infec
ção
Inflamação,
Contaminação,
Infecção
• Considerar Co
-morbidades e Poss
ível Resistência
Co-morbidades
Possível
• Estratifica
ção de Riscos:
Estratificação
Gravidade - APACHE II
IH, Enterococo VRE
Barie
-29
2000;1:23
Barie OS.
OS. Surg
Surg Infect
Infect 2000;1:232000;1:23-29
ANTIBI
ÓTICOTERAPIA CIR
ÚRGICA
ANTIBIÓTICOTERAPIA
CIRÚRGICA
““LESS
LESS IS MORE
”
MORE”
Gravidade Leve/Moderada
Ampicilina + Aminoglic
Aminoglic.. + Metro/Cloranfen
Ciprofloxacina + Metro/Cloranfen
Ticarcilina + Á
c. Clavulânico
Ác.
Ertapenem
Cefalosporinas + Metro/Cloranfen
Barie OS. Arch Surg 2001;127:83-89
Schein M, et al. Br J Surg 1994;81:989-991
ANTIBI
ÓTICOTERAPIA CIR
ÚRGICA
ANTIBIÓTICOTERAPIA
CIRÚRGICA
““LESS
LESS IS MORE
”
MORE”
Infec
ção/Paciente Graves
Infecção/Paciente
Peritonite Hospitalar
Piperacilina + Tazobactam
Cefepime + Metronidazol
Quinolona + Metronidazol
Azatreonam + Metronidazol
Carbapenêmicos
Barie OS. Arch Surg 2001;127:832001;127:83-89
Schein M, et al.
al. Br J Surg 1994;81:9891994;81:989-991
Ú
lcera Perfurada
Úlcera
Tuberculose Intestinal
Tuberculose Intestinal
Obrigado !
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