A Associação de Portadores de Síndrome de Tourette, Tiques e

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A Associação de Portadores de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno ObsessivoCompulsivo, através de seu site, traz importantíssimas orientações para portadores de TOC.
Veja alguns trechos:
"Se você ou uma pessoa de quem você gosta foi diagnosticada com Transtorno ObsessivoCompulsivo (TOC), talvez a sua impressão é de que você seja a única pessoa a enfrentar as
dificuldades dessa doença. Mas você não está sozinho. Nos Estados Unidos, um em cada 50
adultos é atualmente portador de TOC e duas vezes esse número já sofreu da doença em algum
momento de sua vida.
Felizmente, existem agora tratamentos para esse transtorno que são muito eficazes e ajudam a
recuperar uma qualidade de vida mais satisfatória. Eis aqui algumas das respostas às perguntas
mais freqüentemente feitas sobre o Transtorno Obsessivo-Compulsivo.
.............. O TOC pode começar em qualquer momento, desde a idade pré-escolar até a adulta
(normalmente por volta dos 40 anos). De um terço à metade dos adultos com TOC relatam que
o início se deu durante a infância. Infelizmente, o TOC passa despercebido com muita
freqüência. Em média, as pessoas com TOC consultam 3 a 4 médicos e passam 9 anos à procura
de tratamento, antes de receberem o diagnóstico correto. Os estudos comprovaram ainda que
transcorrem em média 17 anos, desde o momento em que se instala o TOC até que as pessoas
consigam tratamento adequado.
O TOC tende a ser sub-diagnosticado e sub-tratado por diversos motivos. As pessoas com TOC
podem manter segredo sobre seus sintomas ou carecer de insight sobre sua doença. Nos
serviços médicos, muitos não estão familiarizados com os sintomas e não estão treinados para
dar o tratamento adequado. Algumas pessoas não têm acesso aos recursos de tratamento. Isso
é uma pena, pois o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, inclusive a prescrição dos
medicamentos corretos, podem ajudar as pessoas a evitar o sofrimento associado ao TOC e
diminuir o risco de desenvolverem outros problemas, tais como a depressão ou problemas
conjugais ou de trabalho......
COMO É TRATADO O TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO?
O primeiro passo no tratamento do TOC é instruir o paciente e sua família quanto ao TOC e seu
tratamento como doença médica. Nos últimos 20 anos, foram desenvolvidos dois tratamentos
eficazes para o TOC: a psicoterapia cognitiva-comportamental (CBT) e a medicação com um
inibidor de reabsorção de serotonina (SRI).
Estágios do Tratamento
Fase aguda: o tratamento destina-se a dar um fim ao episódio atual do TOC.
Tratamento de manutenção: o tratamento destina-se a prevenir futuros episódios de TOC.
Componentes do Tratamento
Educação: Este ponto é crucial para ajudar os pacientes e a família a aprenderem melhor como
lidar com o TOC e prevenir suas complicações.
Psicoterapia: A psicoterapia comportamental-cognitiva (CBT) é o elemento chave no
tratamento da maioria dos pacientes com TOC.
Medicação: A medicação com o inibidor de reabsorção de serotonina (SRI) é de grande utilidade
para muitos pacientes. ...........
O que podem fazer a família e os amigos para ajudar?
Muitas pessoas da família se sentem frustradas e confusas perante os sintomas do TOC. Não
sabem como ajudar. Se você tem alguém na família, ou um amigo com TOC, a sua tarefa
primeira e mais importante é aprender o máximo possível sobre o transtorno, suas causas, seu
tratamento.
Ao mesmo tempo, deve se certificar que a pessoa com o TOC tem acesso às informações sobre a
doença. .........
Ajudar o doente a compreender que existem tratamentos úteis já é um grande passo em direção
à sua recuperação. Quando uma pessoa com TOC se recusa a receber tratamento, a família se
vê em dificuldades. Continue oferecendo material educativo. Em alguns casos, pode ser útil fazer
uma reunião de família e discutir o problema, como se faz quando existe um problema de
alcoolismo e a pessoa não quer se tratar.
Os problemas familiares não provocam TOC, mas a maneira das famílias reagirem aos sintomas
poderá afetar o curso da doença, assim como os sintomas podem provocar grandes
perturbações e problemas na família. Os rituais de TOC podem acorrentar sem piedade os
membros da família, e às vezes é necessário que todos acompanhem o paciente na
psicoterapia.
O terapeuta pode ajudar os membros da família a aprenderem como se desvencilhar dos rituais,
passo a passo e com o consentimento do paciente. Uma interrupção abrupta da participação nos
rituais do TOC, sem o consentimento do paciente, rara vez ajuda, uma vez que nem o paciente
nem a família sabem como lidar com a angústia decorrente do fato.
A recusa em participar dos rituais não ajuda os que apresentam sintomas ocultos e, o que é
mais importante, não ajuda o paciente a aprender uma estratégia de vida, para lidar com seus
sintomas de TOC a longo prazo.
Comentários negativos, ou crítica dos familiares, em geral pioram o quadro do TOC, ao passo
que uma família calma, que demonstra apoio, pode ajudar no resultado final do tratamento. Se a
pessoa considerar suas opiniões como uma interferência, lembre-se que é a doença falando.
Procure ser o mais gentil e paciente possível, pois é a melhor maneira de ajudar a pessoa a se
livrar dos sintomas de TOC.
Dizer a uma pessoa que deve parar como seu comportamento compulsivo não ajuda e só faz a
pessoa se sentir pior, porque não consegue. Ao invés disso, elogie qualquer tentativa de opor
resistência ao TOC, focalizando sua atenção nos possíveis elementos positivos da vida da
pessoa. Evite expectativas muito altas ou muito baixas.
Não force. Lembre-se que ninguém detesta mais o TOC do que a pessoa que tem o transtorno.
Trate a pessoa normalmente, depois de recuperada, mas fique atento para os sinais de recaída.
Se a doença estiver voltando, você poderá perceber isso antes que o próprio doente. Assinale os
sintomas de maneira sutil e sugira uma conversa com o médico. Mas aprenda a diferenciar um
dia ruim de um episódio de TOC. É importante não atribuir ao TOC tudo o que acontece de
errado.
Os familiares podem ajudar o clínico no tratamento do paciente. Quando o doente estiver em
tratamento, converse com o médico, se possível. Ofereça-se para visitar o médico junto com o
paciente, para compartilhar suas opiniões sobre o andamento do tratamento.
Encoraje o paciente a se manter fiel à medicação e/ou à psicoterapia. No entanto, se o paciente
já estiver sob tratamento por um longo período sem apresentar grandes melhoras nos sintomas,
ou sente efeitos colaterais perturbadores, encoraje-o a procurar o médico para obter outro
tratamento, ou a procurar uma segunda opinião.
Quando crianças e adolescentes são portadores de TOC, é importante que os pais trabalhem
juntamente na escola com os professores, para ter certeza de que eles compreendem o
transtorno. Como no caso de qualquer criança com alguma doença, os pais devem estabelecer
limites coerentes e fazer com que a criança ou adolescente saiba exatamente o que se espera
deles."
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