a análise multifatorial como método de análise da - Unifal-MG

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A ANÁLISE MULTIFATORIAL COMO MÉTODO DE ANÁLISE DA
SUSCETIBILIDADE À EROSÃO LAMINAR: O EXEMPLO DO
TRIANGULO MINEIRO
Carlos Felipe Nardin
[email protected]
Mestrando em geografia pela universidade federal de Uberlândia
António de Sousa Pedrosa
[email protected]
Professor doutor da Universidade Federal de Uberlândia
Área: Geografia
Subárea: Geoprocessamento e aplicações
RESUMO
A erosão laminar é um processo morfogenético extremamente importante já que é um dos
principais fatores de degradação dos solos. Deste modo torna-se fundamental determinar quais
as áreas de maior susceptibilidade a este processo, no sentido de tomar medidas mitigadoras a
fim de evitar uma rápida degradação dos solos. Usando a análise multifatorial que o ArcGis
permite, elaboramos um mapa de susceptibilidade á erosão laminar para o Triângulo mineiro
com base na análise de diversos fatores que influenciam este processo: litologia, tipo de solos,
formas de relevo, declive e uso da terra.
Palavras chave: Erosão laminar, susceptibilidade, análise multifatorial, degradação de solos.
ABSTRACT
The sheet erosion is an extremely important morphogenetic process since it is one of the main
factors of land degradation. Thus it becomes essential to determine which areas of greatest
susceptibility to this process in order to take mitigating measures to avoid rapid degradation.
Using multifactorial analysis that allows ArcGIS, we made a map of susceptibility to sheet
erosion for the “Triangulo mineiro”, based on the analysis of several factors that influence this
process: lithology, soil type, landforms, slope and land use.
Keywords: laminar erosion, susceptibility, multifactorial analysis, soil degradation.
INTRODUÇÃO
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Um dos processos de vertente mais importante no sentido de explicar a erosão de
solos é o escoamento superficial, sua escorrência, é um dos processos
morfogenéticos mais importantes responsáveis pela evolução das formas de relevo.
Este conceito é entendido como o fluxo de água que se movimenta pela superfície do
alto para a base das vertentes e que apresenta várias fases hierarquizadas de
desenvolvimento (CLAUZON et al., 1971). Sua manifestação é dependente da
continuidade e da intensidade do episódio chuvoso e da velocidade de infiltração
(Neboit, 1991). No entanto, não podemos negligenciar a influência das condições
topográficas, litológicas, climáticas, edáficas e, ainda, e, ainda do uso da terra (W HITE,
1986; VOGT, 1989; PEDROSA, et al. 2001ª).
Segundo Birot (1981), o escoamento superficial pode se manifestar de dois modos
distintos: concentrada e difuso. Lima (1989) considera ainda dois tipos de escorrência
em manto (overlandflow): o “sheetflow” cujo fluxo pode ser laminar ou turbulento e o
“sheetflood” que é caracterizado por um fluxo turbulento.
A escorrência difusa se caracteriza pelo aparecimento de múltiplos fios de água
instáveis e anastomosados que vão se modificando ao longo de um período de
atividade, assim como de um período a outro, não deixando formas vigorosas e
duráveis no terreno. Birot (1981) afirma que a sua capacidade de transporte se limita
às argilas e limos. Por isso, Neboit (1991) não tem dúvida em considerá-la como o
vírus do solo, já que o seu comportamento seletivo, para além de arrastar os
elementos mais finos e, como tal, os mais úteis ao desenvolvimento biológico das
plantas, permite, também, a evacuação de uma grande percentagem de matéria
orgânica. Este último autor considera que os materiais transportados pelo escoamento
superficial difuso possuem um teor em matéria orgânica muito superior àquele que se
encontra nos solos. Este processo leva ao empobrecimento dos mesmos e, como tal,
a uma diminuição da sua produtividade.
A escorrência concentrada se define pelo escoamento linear da água cuja principal
consequência
é
o
surgimento
de
ravinas
nas vertentes,
inicialmente
mal
hierarquizadas, podendo constituir, após certa evolução, uma rede bem ramificada,
chegando a atingir uma profundidade de ordem métrica (BIROT, 1981; PEDROSA et. al.,
2001b). Caracterizam-se por possuir uma atividade episódica diretamente relacionada
com a precipitação e, mais concretamente, com a sua intensidade e duração do
episódio chuvoso.
Os diferentes movimentos individuais de partículas terão também de ser estudados já
que possuem consequências geomorfológicas importantes. O “splash” é um processo
que atua fundamentalmente ao nível de desagregação do solo. Young (1960)
considera-o mais poderoso que o escoamento superficial, apesar de relativamente
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menos importante como agente de transporte. O impacto das gotas de chuva sobre o
solo permite a sua desagregação em pequenos fragmentos que saltam e se deslocam
em qualquer direção, apesar de, num plano inclinado, a proporção de partículas
deslocadas para jusante seja maior do que para montante (BIROT, 1981). Esta é uma
das principais consequências deste processo na geodinâmica das vertentes. Este
processo ao desagregar os solos, torna-se fundamental já que ao libertar as partículas
deixa-as vulneráveis para o seu transporte. Assim, a ação de transporte do
escoamento superficial para além de ser facilitada torna-se mais eficaz.
A destruição da cobertura vegetal tem como consequência o forte incremento do
escoamento superficial e, como tal, o aumento do processo erosivo por ação laminar
das águas sobre os solos. Assim, por exemplo, após os incêndios florestais ou após a
lavra dos campos de cultivo, o solo ao ficar completamente descoberto, passa a sofrer
diretamente o impacto das gotas de chuva, cuja ação erosiva se torna maior já que se
faz sentir de uma forma direta, no levantar das partículas e, de uma forma indireta, ao
prepará-las para sofrerem a ação da água de escorrência, no seu trabalho
fundamental de transporte. Significa, então, que o homem, na sua ação sobre o
território é um dos principais agentes que contribui para que se verifiquem altas taxas
de erosão laminar dos solos. De fato, o homem, como utilizador e explorador dos
recursos naturais da superfície da Terra ao longo da sua história e, mais
concretamente, nestes últimos séculos, é, sem dúvida, um influente fator e, ao mesmo
tempo, um agente com forte capacidade de intervenção na morfogênese (REBELO,
1977, 1991, 2001; NEBOIT, 1979, 1990; BÜCKNER, 1986; GOUDIE, 1990; PEDROSA,
1994, 1997, 2012).
A atuação do homem é cada vez mais, um dos fatores fundamentais na evolução
geomorfológica e a sua ação pode inserir-se na dinâmica dos ecossistemas, de que,
aliás, faz parte, ou pode assumir um papel de ruptura no equilíbrio ambiental existente,
alterando a atuação dos processos morfogenéticos. Em casos mais extremos, pode
provocar o surgimento de processos que não teriam razão de existir se considerasse,
apenas, sua dinâmica natural. Lamentavelmente, o homem provoca quase um efeito
de rompimento do equilíbrio dinâmico das forças da natureza. Deste modo torna-se
importante conhecer a sua atuação sobre o território de forma a determinarmos as
situações de maior gravidade em termos de suscetibilidade e de risco de erosão de
solos e, assim, podermos propor medidas de correção da sua atuação contribuindo
para uma maior sustentabilidade dos ecossistemas.
A ação do homem na área do Domínio Morfoclimático do Cerrado no Brasil tornou-se
particularmente destruidora durante os últimos trinta anos do século XX, fato que
resultou de uma exploração mais profunda dos recursos naturais (RIBEIRO, 2002). Este
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problema levou-o à utilização de técnicas cada vez mais agressivas no intuito de
retirar o maior rendimento possível do meio natural, sem qualquer preocupação com
as consequências que, eventualmente, pudessem ter na dinâmica global dos diversos
processos morfogenéticos, nomeadamente na erosão laminar dos solos e, mesmo, na
dinâmica global do ecossistema.
As condições climáticas são também fundamentais para a compreensão deste
processo, principalmente as caraterísticas de precipitação na sua maior ou menor
concentração temporal e distribuição espacial.
A região do Triângulo Mineiro possui uma precipitação anual média em torno de 1489
mm e temperatura média anual estimada em 23,7 Cº (SILVA, 2010). A dinâmica
climática do Triângulo Mineiro é influenciado por diversos tipos de massas de ar
(tropical continental, equatorial continental, tropical atlântica e polar atlântica), que
condicionam os diversos tipos de tempo e, como tal, o tipo de precipitação,
fundamental para a compreensão dos processos morfogenéticos responsáveis pela
erosão dos solos. As caraterísticas de continentalidade e morfológicas da região são
elementos importantes para explicar as variações de precipitação e da própria
temperatura.
Podemos no entanto afirmar que o clima da região possui características tipicamente
tropicais, (DEL GROSSI apud NISHYAMA & RODRIGUES, 2001) com a presença de duas
estações bem definidas: i) uma seca que compreende, normalmente, os meses de
abril a outubro , ; ii) uma outra caracterizada pela presença de precipitações, variando
de 1300 a 1700 mm, registrando as maiores médias nos municípios de Cascalho Rico
e Prata (1660 e 1618 mm respectivamente), enquanto que as menores foram
registradas nos municípios de Tupaciguara (1352 mm) e Ipiaçu (1,379 mm) (Silva,
2010). Esta última estação corresponde aos meses de novembro a março, período
onde se concentra a maior parte das chuvas na região. Segundo a classificação de
Koppen, o clima da região é denominado como tipo mesotérmico ou CWa (NYSHYAMA
& RODRIGUES,2010).
Pretende-se com este trabalho contribuir para o conhecimento das áreas de maior
vulnerabilidade á erosão laminar dos solos no Triângulo Mineiro. Este trabalho de
diagnóstico poderá servir de base para apoiar eventuais medidas de correção ou
mitigação das técnicas que o homem usa na preparação dos terrenos para as suas
práticas silvo-agro-florestais.
MATERIAIS E MÉTODOS
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No sentido de desenvolvermos o modelo, numa fase inicial foi necessário selecionar
os fatores permanentes que consideramos mais importantes para definir a
susceptibilidade do território á erosão laminar dos solos, provocada pelo escoamento
superficial. Em função de trabalhos já desenvolvidos (PEDROSA et. al, 2012; ANDRADE
et al., 2012; ALLAN-SILVA et al., 2012 ) se levou em consideração o uso da terra, a
litologia, o tipo de solos, o declive e as formas de relevo. Para além de considerarmos
estes fatores permanentes como fundamentais para explicar a dinâmica de erosão
laminar dos solos, teremos de ter em linha de conta que também são aqueles que se
encontravam disponíveis para ser usados em Sistemas de Informação Geográfica e,
como tal, permitiriam a análise multifatorial de forma a determinar o grau de
susceptibilidade à erosão.
O trabalho foi desenvolvido através de técnicas de geoprocessamento, que consistiu
basicamente nas etapas de interpolação de dados georreferenciados, reclassificação e
sobreposição de layers. O modelo desenvolvido em ArcGis 9.3 (Weighted overlay) é
uma técnica onde se aplica uma escala de valores comum a fatores diversos e
diversificados de forma a criar uma análise integrada. A análise dos problemas
geográficos exige muitas vezes a ponderação de muitos fatores diversificados e este
modelo facilita a sua apreciação e ponderação integrada, por sobreposição de mapas
em formato raster reclassificados, que geram um produto final, que no caso presente
se refere ao mapa de susceptibilidade á erosão laminar.
Permite, ainda, uma análise dos fatores diferenciada, facto extremamente relevante,
pois na realidade nem todos possuem a mesma importância para a compreensão do
problema.
A ferramenta Weighted Overlay permite ter em consideração os diversos fatores
analisados, assim como, as diversas relações entre eles. Reclassifica os valores nos
rasters de entrada para uma escala comum de avaliação da aptidão da preferência de
risco ou, então, em alguma escala semelhante unificadora. Os dados raster de entrada
são ponderados pela importância e somados para produzir um mapa de saída. As
etapas são as seguintes:
i)
Para a finalização do modelo teremos de escolher a escala de avaliação
numérica que pode a ser as predefinidas no ArcGis ou então escolher uma
outra escala adequada aos nossos propósitos. Os valores que se obtêm
numa extremidade da escala representam um extremo de adequação (ou
outro critério); valores do outro lado representa o outro extremo.
ii) Aos valores das células de cada raster de entrada na análise são atribuídos
valores da escala de avaliação procedendo-se á reclassificação dos
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rasters. Isto torna possível a realização de operações aritméticas entre os
diferentes rasters que originalmente possuíam valores diferentes;
iii) Para cada raster de entrada pondera-se uma percentagem tendo como base a
sua importância para o modelo. A soma dos valores ponderados para todos
os mapas raster terá de ser obrigatoriamente de 100%;
iv) Os valores das células de cada quadrícula dos rasters de entrada são
multiplicados pelo valor ponderado que lhe foi atribuído;
v) Os valores das células resultantes são somados para produzir o resultado final,
ou seja o modelo neste caso de susceptibilidade.
RESULTADOS E DISCUSSÕES
As rochas predominantes no Triângulo Mineiro correspondem a diversos tipos de
Arenitos que ocupam cerca de 47% da macrorregião que estamos a tratar. Destes
destacam-se os Arenitos fanglomeráticos e vulcanoclásticos (da formação de Marília)
e os Arenitos finos e argilitos pertencentes á formação de Uberaba (PACHECO &;
NISHIYAMA s/d). Dado as suas caraterísticas de rochas predominantemente arenosas
foram consideradas de susceptibilidade moderada a elevada no seu contributo para a
compreensão da erosão laminar.
Os basaltos são a segunda rocha mais representada (16,2%) e correspondem á
formação da “Serra Geral” (W HITE, 1908) inserida num grupo S. Bento (KAEFER, 1979),
cujas caraterísticas se relacionam com os derrames intrusivos que ocorreram durante
o Cretáceo inferior e que recobrem a bacia do Paraná (MELFI et al., 1988), abrangendo
toda a região centro-sul do Brasil e estendendo-se ao longo das fronteiras do
Paraguai, Uruguai e Argentina. Esta unidade está constituída dominantemente
por basaltos e basalto-andesitos de filiação toleiítica.
Foram considerados de susceptibilidade moderada no seu contributo para a erosão
laminar. Naturalmente se o afloramento de basalto não se encontrar intemperizado o
seu contributo é claramente inferior já que as águas do escoamento superficial não
poderão atuar com eficácia na remoção dos elementos constituintes da rocha. A razão
porque foram considerados moderamente susceptíveis resulta do fato de, na sua
maior parte, existe certo intemperismo pelo que se torna possível à mobilização de
elementos pelo escoamento.
O complexo de xistos e filitos de Araxá, ocupam cerca de 13,6% da área do Triângulo
Mineiro e foram considerados de média susceptibilidade para o modelo de análise da
erosão laminar. Este grupo é constituído por nappes de metassedimentos com rochas
vulcânicas associadas (SEER, et al, 2001).Ocorrem, ainda, rochas granitóides
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sincolisionais de fusão crustal (Granito Jurubatuba Granitóide do cinturão Brasilia), que
consideramos com elevada susceptibilidade no processo de erosão laminar já que
apresentam um grau de intemperismo elevado.
Simões e Navarro (1996,1997) concluíram que a evolução estrutural dos grupos
Araxá, Ibiá e Canastra, na região de Araxá, é similar à da Nappe de Passos (SIMÕES
1995, VALERIANO 1993, VALERIANO et al. 1994, 1996), e descrevem uma estrutura
sinformal regional que denominaram Sinforma de Araxá.
Para Seer (1999) os grupos representam terrenos tectono-estratigráficos, separados
por zonas de cisalhamento, sem vínculos genéticos entre si e provenientes de regiões
geográficas distintas reunidas por colisão ocorrida entre 630 e 600 Ma (SEER, 1999) no
sector meridional da Faixa de Brasília.
Deste modo as rochas constituintes da denominada sinforma de Araxá, mostra-se
extremamente diversificada sendo de salientar que o Grupo Araxá compõe-se
essencialmente
de
“metamorfitos
de
fácies
epidoto-anfibolito,
consistindo
essencialmente de micaxistos e quartzitos com intercalações de anfibolitos (SEER et
al., 2001) ", estes últimos subordinados. Estas rochas estariam sotopostas por um
embasamento constituído de gnaisses e granitos. O grupo Canastra formado é
formado por rochas metassedimentares compostas fundamentalmente por quartzitos e
filitos. A Formação Ibiá é composta por uma faixa de calcoxistos. Os xistos
apresentam-se classificados em calcosericita a clorita-xistos, adentrando estruturas
dobradas (PACHECO &; NISHIYAMA s/d). Assim, em função do tipo rocha foi atribuído
um nível de susceptibilidade maior ou menor que reflete as caraterísticas
mineralógicas, de textura e de dureza das diversas litologias, constituintes deste
complexo.
Salientam-se ainda em termos de importância percentual as argilas e siltitos (7,9%) da
unidade de Paraopeba que pelas suas características foram classificadas com
moderadamente susceptíveis á erosão laminar. Os filitos (6,9%) da unidade de
Paracatu foram entendidos como moderadamente susceptíveis.
Todas as restantes rochas que assinalamos apresentam-se residuais, não ocupando
grande percentagem de território no Triangulo Mineiro, pelo que não irão ter uma
grande influência no desenvolvimento do modelo a que nos propusemos. Salientamos
apenas os quartzitos que pelas suas caraterísticas foram considerados os de menor
susceptibilidade á erosão laminar.
Nas regiões tropicais os tipos de solos que influenciam de forma muito direta o
comportamento da erosão laminar. O seu índice de contribuição para o modelo
multifatorial foi baseado em outros trabalhos já desenvolvidos para esta região
(PEDROSA et. al, 2012; ANDRADE et al., 2012; ALLAN-SILVA et al., 2012) e em Santos
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(2008) em que faz a classificação dos solos em função da sua erodibilidade para o
estado de Mato Grosso.
Os solos que consideramos possuir um maior índice de susceptibilidade a este
processo foram os cambissolos e os neossolos. Enquanto que os primeiros na região
do Triângulo Mineiro são importantes, já que ocupam uma área de cerca de 17,8%, os
Neossolos correspondem apenas a 2,9%, o que, naturalmente a sua importância no
contributo para o modelo é menor. Os Cambissolos são constituídos por material
mineral com horizonte B incipiente subjacente a qualquer tipo de horizonte superficial
(JACOMINE, 2008-2009). Devido à heterogeneidade do material de origem, das formas
de relevo e condições climáticas em que são formados, as suas características são
extremamente variáveis. É, no entanto comum o estádio incipiente de evolução do
horizonte subsuperficial, que apresenta em geral, fragmentos de rochas permeando a
massa do solo e/ou minerais primários facilmente alteráveis (reserva de nutrientes),
além de pequeno ou nulo incremento de argila entre os horizontes superficiais e
subsuperficiais (MANZATTO et al, 2002)
Os neossolos são constituídos por material mineral, não hidromórfico, ou por material
orgânico pouco espesso, que não apresentam alterações expressivas em relação ao
material originário
devido
à
baixa
intensidade
de
atuação
dos processos
pedogenéticos (JACOMINE, 2008-2009). Relacionam-se quase sempre com depósitos
sedimentares (planícies fluviais, sedimentos arenosos marinhos ou não) ou, então,
com regiões de relevo acidentado (MANZATTO et al, 2002).
Os argissolos e os plintossolos também foram considerados como importantes para o
desenvolvimento do modelo. Os primeiros ocupam também uma área significativa
nesta área (16,2%) enquanto que os segundos tem muita pouca representatividade.
Os argissolos também formam uma classe bastante heterogênea e que, em geral, cuja
caraterística comum é um aumento substancial no teor de argila em profundidade.
Apresentam-se bem estruturados com uma textura que varia de arenosa a argilosa
nos horizontes superficiais e de média a muito argilosa nos subsuperficiais (MANZATTO
et al, 2002), daí possuírem uma erodibilidade alta (SANTOS, 2008). Os plintossolos
apresentam uma diversificação morfológica e analítica muito grande, formados sob
condições de restrição à percolação da água, sujeitos ao efeito temporário de excesso
de umidade, de um modo geral, e apresentam sinais de má drenagem (JACOMINE,
2008-2009).
Os latossolos são a classe dominante no Triângulo Mineiro, ocupando cerca de 56,7%
da região. Apesar da distinção que fizemos no quadro os latossolos foram
considerados de baixa a média erodibilidade. São de textura variável, de média a
muito argilosa, geralmente muito profundos, porosos, macios e permeáveis, o que
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implica uma boa drenagem, apresentando pequena diferença no teor de argila em
profundidade. Apresentam-se em avançado estágio de intemperização, muito
evoluídos, como resultado de enérgicas transformações do material constitutivo. São
virtualmente desprovidos de minerais primários ou secundários menos resistentes ao
intemperismo (JACOMINE, 2008-2009, MANZATTO et al, 2002.)
Os restantes solos ocupam uma área pouco significativa nesta área já que não
atingem 4% do território possuindo, deste modo, pouco significado para a execução do
modelo, tendo sido a sua classificação baseada em função das suas caraterísticas
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principais apresentadas por Santos (2008).
Os declives são um fator importante como condicionante da susceptibilidade á Erosão
laminar, como tem sido demonstrado em diversos trabalhos que procuram aplicar o
modelo multifatorial de análise (PEDROSA, et al. 2012; ALLAN-SILVA et al.
2012;
ANDRADE et al, 2012). Os declives que se mostram com maior importância para
explicar o desencadeamento deste processo são aqueles que se apresentam
compreendidos entre 12º e os 45º. Naturalmente que quanto menos for o declive
menor será a importância para o desencadeamento do processo em questão. No
Triângulo Mineiro os declives predominantes são os de baixo valor o que reflete de
uma forma muito clara o tipo de relevo predominante nesta área, ou seja, as
Chapadas e áreas planálticas, as colinas e as depressões a que denominamos de
fluvio-tectônicas. Os declives com valor superior a 12º correspondem a uma área
menor coincidindo com o domínio serrano de baixa altitude, dos morros, mas
fundamentalmente com os vales encaixados e vertentes escarpadas. Considerando a
distribuição dos declives no Triangulo Mineiro e a predominância de declives baixos,
certamente que não será um fator de grande influência no resultado final do modelo.
O mapa das formas de relevo que foram consideradas baseou-se nas categorias de
geodiversidade definidas para Minas Gerais elaborado pelo CPRM (MACHADO & SILVA,
2010) com algumas adaptações á área do Triângulo Mineiro que apresenta algumas
características especificas relacionadas com a sua estrutura litológica e, com o fato de
se encontrar inserida em dois grandes domínios geológicos: i) Bacia do Paraná na
parte mais ocidental; ii) Faixa Brasilia na área mais oriental desta região.
No domínio das “Chapadas e áreas planálticas” foram englobados todas as áreas que
constituem superfícies “tabulares alçadas” ou relevos soerguidos. São formas que se
apresentam com baixo declives ou então incipientemente dissecadas e representam
no Triângulo Mineiro cerca de 22,6% da sua área. Apresentam amplitude de relevo
que varia de 0 a 20 m e topos planos. Nessas formas de relevo, há franco predomínio
de processos de pedogênese, com frequente atuação de processos de laterização e
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ocorrências muito esporádicas de processos relacionados com a erosão laminar, pelo
que foram classificadas com baixo índice de suscetibilidade (MACHADO & SILVA, 2010).
Ainda de entre os baixos índices de susceptibilidade consideramos as planícies fluviolacusrtres que no Triângulo Mineiro ocupam uma área muito pouco significativa.
Correspondem fundamentalmente a terraços fluviais de fundo de vale e constituem
zonas de acumulação atual ou subatual. Situam-se num nível mais elevado que o das
várzeas atuais e acima do nível das cheias sazonais, pelo que são pouco susceptíveis
á erosão laminar, facto que se acentua dado o predomínio de baixos declives (0-3º)
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(MACHADO & SILVA, 2010).
O que consideramos de depressões fluvio-tectónicas representam apenas 6,9% da
área do Triângulo Mineiro tendo sido consideradas de média susceptibilidade.
Constituem superfícies planas a levemente onduladas em cuja génese se encontram
processos relacionados com a erosão fluvial, fortemente condicionados pela ação da
tectónica, algumas das quais poderão corresponder a grabens. Segundo Machado e
Silva, (2010) caracterizam-se por “um relevo suave ondulado extenso e monótono”,
mas não correspondem a relevos de colinas ou morros devido ás amplitudes de relevo
muito baixas e ao aparecimento de rampas de baixo declive. Verifica-se assim, na
atualidade, um equilíbrio entre os processos de pedogênese e morfogênese.
O domínio das colinas que representa cerca de 28,9% do território do Triângulo
Mineiro foram consideradas de média susceptibilidade, já que se constituem como
formas pouco dissecadas com vertentes convexas e topos amplos, de morfologia
tabular ou alongada (MACHADO & SILVA, 2010). Segundo os mesmos autores
predominam processos de pedôgenese “com ocorrência restrita de processos de
erosão laminar ou linear acelerada”.
Quanto ao domínio dos morros, também fortemente representados na área de estudo
(26,7%) pelas suas caraterísticas de vertentes
convexas-côncavas e topos
arredondados ou aguçados foram considerados já com uma elevada susceptibilidade.
Apesar de existir um equilíbrio entre os processos de pedogênese e morfogênese
(MACHADO & SILVA, 2010) ocorrem frequentemente processos erosivos associados á
erosão laminar formando-se com frequência sulcos e ravinas.
O domínio serrano de baixa altitude também foi considerado de elevada
susceptibilidade a estes processos erosivos. Representa apenas uma área de 8,1% do
território do Triângulo Mineiro, localizando-se fundamentalmente na sua parte SE.
Corresponde a alinhamentos morfo-estruturais, maciços montanhosos, de tipo front de
cuestas e hogback. São formas acidentadas, com vertentes predominantemente
retilíneas a côncavas, escarpadas e topos de cristas alinhadas, aguçados ou
levemente arredondados, com sedimentação coluvial e depósitos de talude (MACHADO
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& SILVA, 2010). Nesse padrão de relevo há franco predomínio de processos erosivos
relacionados com o escoamento superficial.
Os vales encaixados e as vertentes escarpadas pelas suas caraterísticas de declives
elevados foram considerados de forte susceptibilidade á erosão laminar. Não são, no
entanto muito significativas na área do Triângulo Mineiro já que representam apenas
2,8% e 3,7% respetivamente, do seu território. Os vales encaixados correspondem
quase na sua totalidade ao vale do rio Aguari fortemente encaixado sobre as
chapadas e áreas planálticas. Pode significar uma retomada erosiva recente em
processo de reajuste ao nível de base regional. Há predomínio de processos de
morfogênese (formação de solos rasos), com atuação frequente de processos de
erosão laminar (MACHADO & SILVA, 2010). As vertentes escarpadas localizam-se em
ambiente serrano ou em áreas de degraus estruturais e rebordos erosivos associados
ás chapadas ou planaltos, são vertentes muitas vezes retilíneas onde predominam os
processos erosivos associados ao escoamento superficial, naturalmente relacionado
com os fortes declives que apresentam.
No que se refere ao uso da Terra, regra geral, todos os espaços se encontram
fortemente antropizados tendo desaparecido quase completamente a vegetação
natural que se relacionava com o cerrado (RIBEIRO, 2002). Assim atendendo ás
caraterísticas de cada uso consideramos as Lavouras temporárias como a classe mais
susceptível á erosão laminar. Ainda dentro de uma forte susceptibilidade foram
considerados as Lavouras,
Lavouras e outros usos e os denominados usos
diversificados. Naturalmente deve-se ao fato de nestes terrenos serem exercidos
diversas atividades de revolvimento dos solos que facilitam a atividade erosiva,
principalmente durante a estação das chuvas. Representam cerca de 15% da região
do Triangulo Mineiro.
Os diversos tipos de pastagens ocupam 39% desta área, o que significa que é a
classe de uso mais bem representativa. Distinguem-se, no entanto diversas categorias
que consideramos já que, entendemos que podem ter comportamentos distintos, face
á susceptibilidade da erosão laminar. Assim, a categoria pastagens e outros usos
foram classificados como de elevada susceptibilidade já que os “outros usos” podem
influenciar o comportamento do escoamento superficial facilitando a erosão laminar
dos solos. No que se refere ás “pastagens” e “pastagens plantadas” dado que existe
uma cobertura permanente das herbáceas foram entendidas como de média
susceptibilidade á erosão laminar. As “pastagens naturais”, pelo fato de não se ter
remexido o solo, e existir também a cobertura herbácea foram entendidas como de
baixa susceptibilidade.
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Ainda dentro dos usos que consideramos de baixa ou muito baixa susceptibilidade,
englobamos as atividades de agropecuária de média densidade (25% a 50% de
ocupação por estabelecimentos agropecuários) e a agropecuária de baixa densidade
(inferior a 25% de ocupação por estabelecimentos agropecuários), pelo fato de
entendermos que são atividades que não remexem os solos e preservam, ainda, áreas
de vegetação natural do tipo cerrado, que acaba por ser um bom protetor natural dos
solos contra a erosão laminar, dada a sua elevada cobertura do solo seja por
herbáceas, seja por formações vegetais subarbustivas, arbustivas e, mesmo arbórea.
1719
RESULTADOS E DISCUSSÃO
O mapa de susceptibilidade (Figura 1) que resultou da aplicação deste modelo ou
matriz de interpretação/previsão classifica em cinco graus distintos de intensidade
relativamente á erosão laminar: Muito Baixa, Baixa, Moderada, Elevada e Muito
Elevada.
Os extremos apresentam uma pouca representatividade, dominando
claramente as classes Moderada e Elevada mostrando uma forte susceptibilidade no
Triangulo Mineiro de ocorrência do processo erosão laminar. Esta última é
fundamentalmente importante na parte montante da Bacia do rio Araguari, coincidindo
com o domínio geológico da Faixa Brasília e já também do cráton de S. Francisco.
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Figura 1: Mapa de susceptibilidade a partir de análise multifatorial
Autor: Pedrosa, 2014
Relaciona-se com o tipo de solos que aí predomina (cambissolos e argissolos) e com
as formas de relevo dominantes nesta área, nomeadamente o domínio serrano de
baixa altitude, ás áreas onde predominam os morros, as vertentes escarpadas e os
vales encaixados.
A importância de um mapa de susceptibilidade á erosão laminar relaciona-se
prioritariamente com as estratégias de prevenção que os trabalhos sobre riscos e,
nomeadamente sobre riscos naturais, devem possuir.
Assim ao dar conhecimento das áreas com maior susceptibilidade para a ocorrência
deste tipo de fenómeno, onde pode estar associado o surgimento de sulcos e ravinas,
permite o desenvolvimento de estratégias de mitigação, associadas ao uso da terra,
que permitam controlar e minimizar os efeitos da erosão laminar. Em áreas onde a
prática agrícola é fundamental, como no Triangulo Mineiro, estas medidas terão de se
relacionar com as técnicas agrícolas utilizadas, principalmente quando o maquinário é
muito utilizado, com o tipo de produtos que se cultiva e a sua adequação ás condições
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edafo-climáticas da área e, ainda, á sobre exploração dos solos. Deve-se procurar,
assim formas de evitar o agravamento de erosão, procurando técnicas agrícolas
menos agressivas como por exemplo, utilizar um sistema de rotação de culturas e
formas de plantação/semeação que impliquem pouco remeximento dos solos
agrícolas. Se atenuação na utilização deste tipo de práticas não for suficiente, porque
a erosão, continua intensa, então deve-se introduzir medidas mais extremas de
conservação dos solos que passam pela construção de terraços em curvas de nível,
ou mesmo a introdução de controles ecológico-estruturais para prevenir e controlar o
escoamento concentrado e impedir o desenvolvimento de formas de ravinamentos
profundos.
Independentemente do grau de susceptibilidade á erosão laminar existem sempre
algumas medidas que se deverão ter em atenção: i) a existência permanente de
plantas no solo que facilita a infiltração em detrimento do escoamento superficial; ii)
evitar o sobre-pastoreio e o pisoteio do gado em vertentes de forte declive ou em solos
menos desenvolvidos; iii) utilizar o plantio direto, para evitar o remeximento profundo
dos solos e acelerar o processo de erosão; iv) manter áreas de plantas endógenas
quer ao longo dos rios quer em áreas de declive mais elevado de forma a facilitar a
infiltração do escoamento superficial e evitar o aparecimento de formas erosivas de
rápida expansão que levam á degradação dos solos.
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