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TRATAMENTO ORTODÔNTICO DE CAMUFLAGEM DE MÁ OCLUSÃO
DE CLASSE III COM RECURSO A ELÁSTICOS INTERMAXILARES
RESUMO
O tratamento da má oclusão de Classe III constitui um
desafio clínico para o profissional, podendo envolver um
tratamento ortopédico nos pacientes em fase de crescimento e/ou um tratamento ortodôntico cirúrgico-ortognático em pacientes adultos, ou um tratamento ortodôntico com camuflagem e compensação dento-alveolar do
problema esquelético subjacente. Este artigo tem como
objetivo apresentar um tratamento ortodôntico de uma
paciente com má oclusão de Classe III, com recurso a forças elásticas intermaxilares.
Introdução
A má oclusão de Classe III apresenta uma prevalência
relativamente baixa comparativamente com as restantes
más oclusões, rondando dos 1,5% a 5,3% na população
europeia1. A má oclusão de Classe III caracteriza-se por uma
mesioclusão molar e canina, que raramente atinge a dimensão de um pré-molar, e uma sobremordida horizontal incisiva invertida ou topo-a-topo. Esta má oclusão poderá ter na
base da sua etiologia um componente esquelético (resultante de uma desarmonia envolvendo o terço médio e inferior
da face e por vezes a base craniana), um componente funcional (resultante de um deslizamento mandibular anterior
e/ou lateral) e/ou um componente dentário2.
O tratamento da má oclusão de Classe III constitui um
desafio clínico para o profissional, podendo envolver um tratamento ortopédico nos pacientes em fase de crescimento
e/ou um tratamento ortodôntico cirúrgico-ortognático em
pacientes adultos. Outra opção terapêutica para os casos
esqueléticos menos severos poderá passar pelo tratamento
ortodôntico com camuflagem e compensação dento-alveolar do problema esquelético subjacente2.
Este artigo tem como objetivo apresentar um tratamento
ortodôntico de uma paciente com má oclusão de Classe III,
com recurso a forças elásticas intermaxilares.
Caso Clínico
A paciente R.B., de 38 anos de idade, recorreu à Consulta
de Ortodontia da Clínica Dentária dos Carvalhos apresentado
a seguinte queixa principal: “Encaixo os dentes ao contrário”.
Após avaliação clínica e estudo ortodôntico, verificou-se
que a paciente apresentava: tipo Classe III, causado maioritariamente por uma retromaxilia; altura facial inferior
aumentada; mesofacial; ângulo naso-labial aumentado; sulco lábio-mentoniano pouco marcado; relação molar e canina
Dra. Susana Melo
Médica dentista, Clínica Dentária dos Carvalhos, prática
clínica em ortodontia.
Fig. 1a, 1b e 1c. Fotografias extra-orais frontais e de perfil iniciais. Traçado cefalométrico inicial em RC.
de Classe III em posição de intercuspidação máxima (PIM);
sobremordida horizontal invertida em PIM e topo-a-topo em
relação cêntrica (RC) (Figuras 1 e 2).
O plano de tratamento compreendeu a utilização de aparelho ortodôntico auto-ligado do Sistema Damon® com torque standard maxilar e mandibular, tendo sido planeado e
dividido em quatro fases:
• Fase I - 12 semanas
– Arcos .014 CuNiTi maxilar e mandibular para alinhamandibulares com o propósito de obter alguma desoclusão dentária;
– Elásticos bilaterais de 5/16” e 2 oz com vetor de Classe III,
com o objetivo de descruzar a mordida cruzada anterior.
• Fase II – 36 semanas
Primeiros arcos - 12 semanas
– Arcos .014x.025 CuNiTi maxilar e mandibular;
– Elásticos bilaterais de 5/16” e 3 oz com vetor de
Classe III;
Segundo arco - 10 semanas
– Arco .016x.025 CuNiTi mandibular;
Terceiro arco - 10 semanas
– Arco .019x.025 TMA maxilar;
– Documentação fotográfica per tratamento (Figuras 3a,3b
e 3c);
– Recolagem de determinados brackets;
Quartos arcos – 4 semanas
– Arco 014x.025 CuNiTi maxilar e mandibular;
• Fase III – 16 semanas
Primeiro arco- 8 semanas
para posicionamento anterior das raízes dos incisivos
maxilares;
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bular para encerramento de espaços remanescentes
posteriores;
– Elásticos bilaterais de ¼” e 3 oz com vetor de Classe III;
– Elástico corrente médio de 33 a 43 para fechamento dos
espaços remanescentes anteriores.
• Fase IV - 8 semanas
– Arco .019x.025 TMA maxilar;
mento e nivelamento;
– Aplicação de levantes de mordida nos incisivos centrais
– Arco .019x.025 maxilar com pré torque negativo
14
Segundos arcos - 8 semanas
– Arcos .019x.025 SS maxilar e .016x.025 SS mandi-
• Contenção:
– Maxila: Placa de Hawley;
– Mandíbula: Contenção fixa colada do 3.3. ao 4.3.
Considerações Finais
No final do tratamento ortodôntico verificou-se uma
melhoria global na harmonia do perfil da paciente, com
diminuição significativa do ângulo naso-labial e aumento
de volume na região geniana (Figuras 4a, 4b e 4c). Intraoralmente é possível verificar uma neutroclusão dos sectores
laterais com correção das sobremordidas horizontal e vertical (Figuras 5a, 5b e 5c).
Numa análise mais cuidada e através das áreas de sobreposição de Ricketts, é possível verificar os movimentos ortodônticos efetuados culminaram na correção da má oclusão.
Verifica-se, então, que ocorreu retro-inclinação dos incisivos
mandibulares e uma pró-inclinação e intrusão dos incisivos
maxilares (Figuras 6a e 6b).
Para o sucesso dos movimentos ortodônticos efetuados,
em muito contribuiu a cooperação da paciente na utilização
de elásticos de Classe III. Dentro dos efeitos dos elásticos
de Classe III salientam-se a protrusão e pró-inclinação dos
incisivos maxilares, retrusão e retro-inclinação dos incisivos
mandibulares e rotação horária da mandíbula. Estes efeitos contribuíram para a correção da má-oclusão de Classe
III. Como consequência das alterações dentoalveolares que
Fig. 2a,2b e 2c. Fotografias intraorais iniciais.
Fig. 3a,3b e 3c. Fotografias intraorais aos 8 meses de tratamento.
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Fig. 4a, 4b e 4c. Fotografias extra-orais frontal e de perfil final. Traçado cefalométrico final.
ocorreram, verificou-se uma diminuição no ângulo naso-labial, protrusão do lábio superior e retrusão do lábio inferior,
melhorando significativamente o perfil.
Todavia, a utilização de forças elásticas intermaxilares
possui também alguns efeitos adversos que deverão ser
monitorizados aquando da sua utilização de forma a que
estes possam ser contrariados e minimizados. Poderá ocorrer uma rotação anti-horária do plano oclusal, que deverá
ser cuidadosamente controlada por forma a que não surjam
alterações na consonância do sorriso. É também necessário
controlar o torque radiculo-vestibular conferido aos incisivos mandibulares por forma a que não surjam deiscências
ósseas que levarão a recessões gengivais numa zona predominantemente estética e visível3.
Poderá debater-se se um tratamento ortodôntico cirúrgico-ortognático poderia ou não trazer à paciente uma maior
estabilidade e melhor estética facial. Esta não foi a alter-
Fig. 5a,5b e 5c. Fotografias intraorais finais.
nativa selecionada, uma vez que a paciente não sentia a
necessidade de alterar a sua face e um tratamento ortodôntico cirúrgico-ortognático acarreta um custo mais elevado e
maiores riscos, que a paciente não estava disposta a correr.
Além disso, do ponto de vista médico, não se considerou
absolutamente necessário a realização da cirurgia para o
êxito do tratamento. No que respeita à estabilidade, considera-se que a estabilidade do tratamento será conferida
pelas corretas sobre-mordidas obtidas, pela ausência de
potencial de crescimento mandibular e pela correta utilização das contenções. n
Fig. 6a e 6b. Terceira e quarta áreas de sobreposição.
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Referências Bibliográficas
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