Economia Circular

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Economia Circular
ECONOMIA CIRCULAR
• ECONOMIA CIRCULAR: INOVAÇÃO QUE GERA TRANSFORMAÇÃO
• DO BERÇO AO BERÇO
• ECONOMIA CIRCULAR COMO POLÍTICA PÚBLICA
• NOVO NEGÓCIO
ECONOMIA CIRCULAR:
INOVAÇÃO QUE GERA TRANSFORMAÇÃO
Em 2012, cerca de 62 milhões de toneladas de resíduos sólidos foram produzidos no Brasil. Segundo
dados do Ministério do Meio Ambiente, apenas 2% desse material retorna à cadeia produtiva. Os
resíduos que não são reciclados acabam em lixões (17,8%), aterros controlados (24,2%) e aterros
sanitários (58%). O não reaproveitamento dos resíduos sólidos custa ao país R$ 8 bilhões por ano.
Segundo relatório da Ellen MacArthur Foundation – organização sem fins lucrativos que estuda e
estimula a adoção da economia circular –, 65 bilhões de toneladas de matéria-prima foram inseridas
no sistema produtivo do mundo todo em 2010. Projeções do instituto indicam que até 2020, a
quantidade terá subido para 82 bilhões de toneladas por ano.
Preocupada com as questões de geração de resíduos e aumento da extração de matéria-prima, a
Embraco – fabricante de compressores herméticos para refrigeração – mantém um programa de
logística reversa chamado Top Verde. Em 12 anos, a iniciativa já reciclou mais de 3 milhões de
compressores recolhidos pela Embraco. Em 2012, foram recicladas mais de 6200 toneladas de
materiais como aço, ferro, alumínio, cobre e óleo. Parte dos resíduos é inserida na cadeia produtiva
da própria Embraco e os excedentes são encaminhados para empresas parceiras.
Exemplos de materiais que são reinseridos no ciclo produtivo são os rotores e estatores, partes do
motor elétrico do compressor que são reaproveitados em equipamentos de ventilação, por exemplo.
Para aprimorar e expandir a experiência de fechamento de ciclo é imprescindível que consumidores,
empresas de varejo, indústrias e governo entendam seu papel nesse processo. Isso significa também
mudar a forma de criar e de utilizar os produtos: eles não serão mais consumidos e descartados, mas
utilizados e transformados em novos produtos.
A logística reversa é uma forma de romper com a economia linear, onde a matéria-prima é extraída,
transformada em produtos e descartada após o uso. Com uma economia circular, onde tudo pode ser
reaproveitado, é possível reduzir a extração de matéria-prima e o descarte de resíduos no meio
ambiente
Do berço ao berço
A economia circular tem como conceito transformar os resíduos em insumos para a produção de
novos produtos. Assim como na natureza, na qual os restos de frutas consumidas por animais se
decompõem e viram adubo para as plantas fechando o ciclo, peças de eletrodomésticos usadas
podem ser reprocessadas e reintegradas à cadeia de produção. Um dos principais conceitos da
economia circular é o Cradle to Cradle (do Berço ao Berço), que defende que a inovação é o caminho
para transformar os resíduos de uma cadeia produtiva em componentes e materiais para outra.
Outros conceitos são importantes para entender a economia circular. Um deles é o Biomimetismo,
que estuda os processos da natureza e os aplica para solucionar problemas, ou seja, trata-se de
imitar a natureza para resolver desafios humanos. Outro conceito importante é a Ecologia Industrial,
que atrelado ao Biomimetismo e ao Cradle to Cradle, visa a criação de processos de ciclo fechado,
desenhando sistemas de produção adaptados aos ecossistemas locais.
A Embraco busca incorporar essa lógica em suas metas, que
são firmadas de acordo com a realidade de cada fábrica.
Dessa forma, a empresa busca se aproximar cada vez mais de
um modelo econômico circular. Em 2013, 96% dos resíduos
produzidos globalmente foram reciclados. O objetivo é chegar
aos 100% até 2022. A empresa também tem metas globais de
diminuição de gasto de energia, de gás natural e de água.
De acordo com a Ellen MacArtur Foundation, essa nova forma de pensar as cadeias produtivas traz
benefícios micro e macro econômicos, além de estimular a inovação. Os produtos e materiais passam
a ser desenvolvidos para que voltem à cadeia de produção. Com isso, a extração de matéria-prima
diminui e os recursos naturais que entram no ciclo produtivo são utilizados por mais tempo,
preservando o meio ambiente. A necessidade de reciclar e reaproveitar materiais promove o
desenvolvimento de novas relações entre as empresas, que passam a ser também fornecedoras e
consumidoras de materiais que serão reincorporados ao ciclo produtivo.
Economia Circular
como Política Pública
A implantação da economia circular não é uma tarefa que envolve somente as empresas. É
necessário que todos os envolvidos no ciclo de vida de um produto entendam seu papel nesse novo
modelo. Num mundo onde as relações de produção e comércio são cada vez mais globalizadas, a
necessidade de disseminar o conceito de Economia Circular se faz cada vez mais presente e em
larga escala, incluindo a população consumidora.
Assim, a disseminação do conceito de Economia Circular tem ocorrido em vários países. Entre eles,
a China, onde a Economia Circular faz parte da Lei de Promoção da Produção Limpa, promulgada
em 2002. Entre as medidas de conscientização da população estão a rotulagem ecológica de
produtos, a difusão de informações sobre questões ambientais nos veículos de comunicação e os
cursos de Produção Limpa oferecidos pelas instituições de ensino, que têm o objetivo de formar
profissionais familiarizados com a economia circular.
As leis ambientais chinesas também buscam promover o
controle dos impactos ambientais e da poluição. Além disso,
há incentivos fiscais para que as indústrias instaladas no
país promovam a evolução de seus processos produtivos,
deixando de ter processos lineares e passando a adotar
processos circulares.
No Brasil, foi implantada a Política Nacional de Resíduos Sólidos, lei de 2010 que visa garantir a
responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, operação reversa e o acordo
setorial. A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos prevê que todos os
agentes do ciclo produtivo, os consumidores e os serviços públicos tenham atribuições para
minimizar o volume de resíduos sólidos e seus impactos ambientais. Assim, os acordos setoriais são
firmados entre as indústrias e o poder público para implantar a responsabilidade compartilhada pelo
ciclo de vida do produto. A operação reversa é o conjunto de práticas que asseguram que os
produtos sejam reintegrados ao ciclo produtivo.
Novo Negócio
Por entender que as empresas são essenciais no processo de implantação da Política Nacional de
Resíduos Sólidos, a Embraco assinou em 2013 a Carta de Compromissos “Empresas pela Gestão
Sustentável de Resíduos Sólidos”. Um dos compromissos assumidos é o de criar projetos ou negócios
inclusivos e sustentáveis na cadeia de valor.
A Embraco se insere nesse segmento com o Nat.Genius, novo negócio focado no fechamento
do ciclo de produtos de linha branca e refrigeração comercial, ao final da vida útil. Baseado
nos conceitos da economia circular, o Nat.Genius tem como objetivo ser uma nova fonte de
componentes e materiais sustentáveis para o desenvolvimento de novos produtos para
outras indústrias.
Globalmente, a Embraco conta com 500 profissionais dedicados à Pesquisa e Desenvolvimento, uma
estrutura completa de engenharia de materiais e química, além de parcerias com universidades. O
Nat.Genius conta com essa estrutura de laboratórios e pesquisadores para transformar materiais
que seriam descartados em matéria-prima para outros ciclos produtivos.
A operação, que iniciou na região Sul, tem um plano que prevê a criação de outras quatro unidades
de manufatura reversa em regiões estratégicas do país, ajudando a minimizar a quantidade de
resíduos sólidos que são desperdiçados, diminuindo os danos ao meio ambiente e promovendo uma
cultura mais sustentável.
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