ácido ciclo em

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Metabolismo e Endocrinologia
Teórica: 3
Temas:
3.1. Lípidos – nutrição e digestão
3.2. Catabolismo e síntese de ácidos gordos e triacilgliceróis
3.3. Metabolismo do colesterol e das lipoproteínas
Data: 02.03.2011
3.1. Lípidos – Nutrição e Digestão
Lípidos
 Compostos de carbono e hidrogénio (cadeias alifáticas, formadas por –CH2–), geralmente com
mais de 8 carbonos, caracterizados por uma baixa solubilidade em água e elevada solubilidade
em solventes não-polares.
 Desempenham funções variadas destacando-se os papéis de reserva energética, precursores
hormonais, constituintes das membranas biológicas, cofactores, etc.
 Fornecem energia de utilização imediata (ácidos gordos - AG) ou reserva ilimitada (triacilgliceróis
- TAG) (Note-se: triacilglicerol = triglicérido)
 Aumentam a palatabilidade do alimento e produzem uma sensação de saciedade.
 Actuam como veículo alimentar para as vitaminas lipossolúveis.
 Fornecem os ácidos gordos polinsaturados essenciais: ácido linoleico, linolénico e araquidónico;
são precursores de leucotrienos, lipoxinas, prostaglandinas e tromboxanos (actuam como
hormonas locais).
 Elevado valor de energia  9 Kcal/g
 Reduzido valor nutritivo – ác. Linoleico 3g/dia (RDA)
 Devem constituir 30% do valor calórico da dieta
 Carência: marasmo; diminuição da absorção de vitaminas lipossolúveis, etc.
 Excesso: obesidade; diabetes mellitus; dislipidémias; DCV; neoplasias (mama, útero, próstata,
cólon), etc.
Absorção e digestão de lípidos

Enzimas lipídicas digestivas:
Enzima
Lipase (+colipase)
Substrato
Triacilgliceróis (TAG)
Fosfolipase
Fosfolípidos
Colesterol Hidrolase
Ésteres de Colesterol
Produto
AG + MAG + glicerol
Localização
Saliva, S. Gástrico, S.
Pancreático
Lisofosfolípidos
+ S. Pancreático
AG + Ác. Fosfórico +
aminoálcool
AG + colesterol
S. Pancreático
3.2. Catabolismo e síntese de ácidos gordos e triacilgliceróis
Os ácidos gordos são ácidos carboxílicos (têm um grupo COOH) com cadeias de hidrocarbonetos
formadas por um número variado de carbonos (entre 4 e 36). Raramente ocorrem livres na natureza e
podem ser considerados como a unidade fundamental da classe dos lípidos.
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A partir de ácidos gordos podem formar-se diferentes tipos de lípidos, sendo os
triacilgliceróis dos mais simples. Estes constituem uma grande fonte de reserva
energética (encontram-se armazenados nas células adiposas) e são formados a
partir de uma molécula de glicerol associada a três ácidos gordos.
A hidrólise de um triglicérido/diglicérido é uma forma de obter energia
metabólica. A reacção de degradação leva à formação de um
diglicérido/monoglicérido e à libertação de um ácido gordo, energia e uma
molécula de água. Posteriormente o ácido gordo pode ser degradado, fornecendo
grandes quantidades de energia.
Os ácidos gordos podem vir da dieta e entrarem num processo catabólico ou
serem armazenados. Em determinadas condições, alguns ácidos gordos podem até
ser sintetizados no organismo.
Lípidos estruturais e triacilgliceróis contêm principalmente ácidos gordos de pelo
menos 16 carbonos.
3.2.1. Metabolismo de triacilgliceróis e fosfolípidos
A maioria dos ácidos gordos ingeridos ou sintetizados pelo organismo são usados para armazenamento
de energia sob a forma de triacilgliceróis ou são incorporados nas membranas fosfolipídicas das células.
A predominância de cada uma das vias depende das necessidades do organismo: em períodos de rápido
crescimento é favorecida a síntese de fosfolípidos que integram as membranas celulares; quando o
crescimento é mais lento e a ingestão de alimentos supera as necessidades energéticas formam-se
triacilgliceróis que são armazenados nas células adiposas.
Triacilgliceróis são uma das principais formas de armazenamento de energia e apresentam algumas
vantagens e desvantagens em relação às reservas de glicogénio: permitem armazenar uma maior
quantidade de energia recorrendo a uma menor massa, mas o processo de obtenção de energia a partir
do glicogénio é mais rápido.
Os precursores dos triacilgliceróis são o acil-CoA gordo e o glicerol-3-fosfato. O acil-CoA gordo, com
entre 14 a 18 carbonos (as enzimas desta via são específicas para ácidos gordos desta dimensão, de
modo a garantir a qualidade dos triglicéridos sintetizados), é formado do mesmo modo que na βoxidação. Já o glicerol-3-fosfato tem origem na reacção entre uma molécula de glicerol e outra de dihidroxiacetona-fosfato, um intermediário da glicólise.
Inicialmente dois acil-CoA gordos reagem um glicerol-3-fosfato e dão origem a ácido fosfatídico, que
pode seguir dois caminhos:
É desfosforilado a diacilglicerol e sofre uma nova acetilação por um terceiro acil-CoA gordo. Dá
origem a triacilglicerol;
Sofre uma série de reacções (que não vão ser especificadas) em que lhe é adicionada uma
“cabeça” e dá origem a um tipo de fosfolípido, glicerofosfolípido.
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A hidrólise de triacilgliceróis, ou lipólise, utilizada para produzir ácidos gordos livres e glicerol que
podem ser oxidados de forma a gerar ATP, ocorre no fígado ou tecido adiposo e é catalisada por lipases.
O mecanismo de catabolismo e anabolismo de TAG forma o chamado ciclo dos triacilgliceróis.
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3.2.2. Catabolismo (oxidação) de ácidos gordos
Para poderem entrar no ciclo de oxidação os ácidos gordos livres têm que ser activados, isto é, têm que
ser convertidos em acil-CoA gordo e transportados para as mitocôndrias, onde se vai dar todo o
processo de extracção de energia. A activação dos ácidos gordos dá-se na membrana mitocondrial
externa pela enzima acil-CoA gordo sintetase, com gasto passagem de 1 ATP a AMP, e o seu transporte
está dependente da bomba de carnitina, onde o grupo acil-CoA é substituído por acil-carnitina para
poder entrar na mitocôndria. Uma vez dentro do organelo a acil-carnitina volta a ser convertida em acilCoA e o ácido gordo pode agora ser metabolizado.
A oxidação de ácidos gordos (activados) ocorre no interior das mitocôndrias, é um processo aeróbio e
envolve três etapas:
1ª etapa – β-oxidação: uma cadeia de ácidos gordos é oxidada dando origem a resíduos de
acetil-CoA (Ciclo de Lynen);
2ª etapa: acetil-CoA entram no ciclo de Krebs e são oxidadas a CO2;
3º etapa: os electrões provenientes das oxidações anteriores entram na cadeia respiratória e
permitem a síntese de ATP.
A β-oxidação é um ciclo em espiral e engloba 4 reacções:
1. Oxidação: remoção de H dos carbonos α e β (primeiros dois carbonos ligados a hidrogénios),
formação de uma ligação dupla C=C em trans e redução de FAD a FADH2;
2. Hidratação: adição de H2O à ligação dupla acabada de formar, processo catalisado pela enzima
enoil-CoA hidratase. Ao carbono α é adicionado um H e ao carbono β é adicionado um grupo
OH, formando um grupo hidroxilo (COH).
a. A enzima enoil-CoA hidratase só actua em ligações duplas do tipo trans.
Consequentemente, ácidos gordos insaturados, que contém ligações duplas do tipo cis,
requerem a acção um outra enzima - uma isomerase, que converte as ligações cis em
trans;
3. Segunda oxidação: oxidação do grupo hidroxilo, formação de um grupo cetona no carbono β e
redução de NAD+ a NADH;
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4. Clivagem: a ligação entre Cα e Cβ é clivada dando origem a uma molécula de acetil-CoA e a um
acil-CoA gordo com menos dois carbonos que entra de novo no ciclo de β-oxidação.
Este processo decorre até que o ácido gordo original tenha sido completamente oxidado a
móleculas de acetil-CoA.
A oxidação completa de ácidos gordos com um número ímpar de carbonos dá origem a uma molécula
com apenas 3 átomos de carbono na cadeia principal, proprionil-CoA. Para formar acetil-CoA este
composto têm ainda que sofrer três reacções:
1. Carboxilação: o enzima propionil-CoA carboxilase adiciona um grupo carboxílico ao carbono-2
do proprionil-CoA e forma-se D-metilmalonil-CoA. Consome-se CO2 ou HCO3- e gasta-se 1 ATP;
2. Isomerização: D-metilmalonil-CoA é isomerado a L-metilmalonil-CoA por acção de metilmalonilCoA epimerase;
3. Rearranjo: L-metilmalonil-CoA é rearranjado de modo a formar sucinil-CoA, que já pode integrar
o ciclo de Krebs. O enzima interveniente é a metilmalonil-CoA mutase e requer o co-factor
coenzima B12, derivado da vitamina B12.
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A oxidação de ácidos gordos é o processo mais rentável para a obtenção de energia metabólica. O
número de carbonos de um ácido gordo determina o número de oxidações necessárias e o número de
acetil-CoA formadas, determinando consequentemente a quantidade de ATP que pode ser sintetizada:
Balanço energético genérico
Activação do ácido gordo
-1 ATP
Β-oxidação
1 NADH (2,5 ATP) + 1 FADH2 (1,5
ATP) por ciclo – 4 ATP
Ciclo de Krebs (Acetil-CoA) 10 ATP por cada acetil-CoA
Deste modo, por cada ácido gordo com n carbonos (n par) temos:
Balanço energético final – n carbonos
Activação do ácido gordo
Β-oxidação
n/2-1 ciclos
Ciclo de Krebs (Acetil-CoA) n/2 moléculas
-2
4 x (n/2-1)
10 x (n/2)
O balanço energético total será, por exemplo:
Carbonos
12
14
16
18
Acetil-CoA
6
7
8
9
Β-oxidação
5
6
7
8
ATP total
79
93
107
121
No caso especial da oxidação do etanol, este é transformado em acetaldeído ainda no citoplasma por
acção do enzima álcool desidrogenase e, já na mitocôndria, forma acetil-CoA pela acção de acetaldeído
desidrogenase. Em cada uma destas reacções é reduzido um NAD+ a NADH + H+. Em casos de consumo
excessivo de álcool o equilíbrio NAD+/NADH é afectado e diversos processos metabólicos, como o ciclo
de Krebs e a β-oxidação, podem ser impedidos provocando, respectivamente, cetoacidose e esteatose
(fígado gordo), o que contribui para o desenvolvimento de cirrose.
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3.2.3. Síntese de ácidos gordos
A biossíntese de ácidos gordos ocorre apenas em determinadas circunstâncias e não segue, em geral, a
via inversa à β-oxidação. As vias de anabolismo e catabolismo dos AG não fazem uso das mesmas
enzimas e nem sequer ocorrem no mesmo local da célula (síntese dá-se no citosol (zona do citoplasma
que não contém organelos) enquanto a degradação se dá na mitocôndria), o que facilita o processo de
regulação.
A síntese de ácidos gordos inicia-se no acetil-CoA proveniente da oxidação do piruvato ou do
catabolismo de aminoácidos, sendo a contribuição da β-oxidação pouco significativa para este
propósito. Como a membrana mitocondrial não é permeável à acetil-CoA, o seu transporte para o
citosol é realizado através do citrato (ácido cítrico): no interior da mitocôndria acetil-CoA e oxaloacetato
reagem sob a acção do enzima citrato-sintetase, de modo a formar citrato. Este, por sua vez, é
transportado para o citosol onde, por acção de citrato-lipase e com gasto de um ATP, origina de novo
acetil-CoA e ácido oxaloacético. A acetil-CoA vai ser utilizada na síntese lipídica mas o oxaloacetato deve
ser devolvido ao meio interno da mitocôndria.
Para reentrar na mitocôndria o oxaloacetato é reduzido a malato, com gasto de NADPH + H+, passa pelo
transportador de malato e é de novo oxidado a oxaloacetato, desta vez com formação de NADPH + H+.
Alternativamente, o malato é convertido em piruvato pela enzima málica e origina o poder redutor de
NADPH que vai ser utilizado na biossíntese dos ácidos gordos. O piruvato entra então para a mitocôndria
onde é carboxilado a oxaloacetato pela piruvato carboxilase e com gasto de um ATP.
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Já no citosol, o enzima acetil-CoA carboxilase catalisa a transformação de acetil-CoA em malonil-CoA,
uma molécula que vai ser utilizada na síntese dos ácidos gordos.
O alongamento das cadeias carbonadas dá-se pela repetição de uma sequência com 4 reacções, onde
em cada ciclo são adicionados dois carbonos, até se perfazer um total de 16C.
1. Condensação: os grupos acilo do aceti-CoA e do malonil-CoA são transferidos, respectivamente,
por uma acetil-transferase e uma malonil-transferase para uma Proteína Transportadora de
Acilo – ACP. O acetil-ACP e o malonil-ACP reagem então para formar acetoacetil-ACP numa
reacção de condensação catalisada pelo enzima acetil-malonial-ACP;
2. Redução do grupo carbonilo: o grupo carbonilo do C-3 do acetoacetil-ACP é reduzido por acção
de NADPH + H+;
3. Desidratação: é eliminada água a partir do OH do C-2 e de um H do C-3 de modo a formar uma
ligação dupla entre esses carbonos;
4. Redução da ligação dupla: a ligação dupla C=C é reduzida a uma ligação simples, com
intervenção de NADPH + H+;
O ciclo repete-se de modo a permitir o alongamento da cadeia carbonada.
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O processo de síntese descrito apenas permite a formação de ácidos gordos com até 16 carbonos na sua
cadeia principal. O prolongamento dessas cadeias é feito por um outro processo, que não vai ser
descrito.
3.3. Metabolismo do colesterol e lipoproteínas
O colesterol é um tipo de lípido formado por um conjunto rígido de anéis associado a uma pequena
cadeia carbonada. É maioritariamente hidrofóbico mas apresenta um grupo hidróxido OH polar, pelo
que é uma molécula anfipática. É produzido apenas por animais (no fígado), intercala-se nas membranas
plasmáticas regulando a sua fluidez, e é um precursor de hormonas esteróides, como a testosterona, a
progesterona e o estrogénio, e dos sais biliares.
O colesterol é essencial ao bom funcionamento do organismo e apesar de poder ser ingerido na dieta
alimentar (colesterol exógeno) a maior parte da sua quantidade é formada no fígado (colesterol
endógeno). É sintetizado a partir de acetil-CoA num processo que engloba quatro fases:
1. Condensação de 3 unidades de acetato origina um intermediário com 6 carbonos, o
mevalonato.
Inicialmente dois acetil-CoA condensam para formar acetoacetil-CoA e, de seguida, esta
molécula reage com outro acetil-CoA e dá origem a βhidroxi-β-metilglutaril-CoA (HMG-CoA
também é um intermediário na síntese de corpos cetónicos). Nestas duas reacções intervêm,
respectivamente, os enzimas tiolase e HMG-CoA sintetase. Mevalonato forma-se então pela
redução de HMG-CoA, com intervenção do enzima HMG-CoA redutase e de duas moléculas de
NADPH + H+;
2. Conversão de mevalonato a unidades activadas de isopreno;
3. Polimerização de 5 unidades de isopreno forma uma molécula com uma sequência de 30
carbonos, os esqualeno;
4. Ciclização do esqualeno forma os 4 anéis do núcleo esteróide e uma série de reacções
(oxidações, remoções e migrações de grupos metil) produzem a molécula final, o colesterol.
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Uma pequena parte do colesterol formado no fígado vai integrar as membranas fosfolipídicas dos
hepatócitos mas a sua maioria vai ser exportado numa de três formas: colesterol biliar, sais biliares e
ésteres de colesterol.
Os ésteres de colesterol formam-se no fígado pela acção de acil-CoA-colesterol acil transferase. Este
enzima catalisa a transferência de um ácido gordo a partir de acil-CoA gordo para o local do grupo
hidróxido do colesterol, tornando-o ainda mais hidrofóbico. Os ésteres de colesterol são depois
armazenados no fígado ou transportados para outras células por lipoproteínas.
Moléculas como triacilgliceróis, fosfolípidos, colesterol e ésteres de colesterol precisam de ser
transportadas dos seus locais de síntese para locais onde vão ser armazenados ou consumidos. No
entanto, como estes compostos são hidrofóbicos não podem circular livremente na corrente sanguínea.
As proteínas responsáveis por esse transporte são as lipoproteínas, complexos macromoleculares de
proteínas transportadoras específicas, as apolipoproteínas.
As lipoproteínas são constituídas por proteínas, lípidos e colesterol, apresentando o seu núcleo lípidos
hidrofóbicos rodeados por apoproteínas, colesterol e lípidos hidrofílicos. Têm uma densidade inferior à
das proteínas regulares – essa densidade é tanto menor quanto maior a quantidade de lípidos e o
diâmetro.
Existem 4 classes fundamentais de lipoproteínas que desempenham funções específicas e que se
distinguem pela sua densidade e composição:
Quilomicra: maiores e menos densas de todas as lipoproteínas, contém uma grande quantidade
de triacilgliceróis. São sintetizadas no RE de células do epitélio intestinal (intestino delgado) e
transportam as gorduras da dieta, através da corrente sanguínea, até tecidos onde estas serão
consumidas ou armazenadas. Aí activam lipases de lipoproteínas e permitem a libertação de
ácidos gordos para os tecidos.
A quillomicra remaniscente, praticamente livre triacilgliceróis mas que ainda apresenta
colesterol, é levada para o fígado, endocitada e degradada por lisossomas;
VLDL (very-low-density lipoprotein): quando são consumidas mais gorduras do que as
necessárias para satisfazer as necessidades imediatas do organismo, o fígado começa a produzir
triacilgliceróis. As proteínas VLDL, sintetizadas no fígado, transportam esses ácidos gordos de
origem endógena, juntamente com algum colesterol e ésteres de colesterol, até ao músculo e
tecido adiposo. Já nos tecidos alvo é activa uma lipoproteína lipase que permite a libertação de
ácidos gordos livre. No músculo esses ácidos gordos são oxidados para obtenção de energia,
enquanto no tecido adiposo são reconvertidos em triacilgliceróis e armazenados.
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O VLDL remanescente é removido da circulação pelos hepatócitos ou, após remoção da maioria
dos triacilgliceróis que ainda podem existir na lipoproteína, dá origem a LDL;
LDL (low-density lipoprotein): contêm maioritariamente colesterol e ésteres de colesterol. São
responsáveis pelo seu transporte do fígado para os tecidos extra-hepáticos e ainda pela
regulação da quantidade do mesmo nesses tecidos, inibindo quer a síntese do próprio colesterol
como dos receptores das LDL;
HDL (high-density lipoprotein): são as lipoproteínas mais densas e contêm maioritariamente
proteínas, apresentando uma pequena quantidade de colesterol. Formam-se no fígado e
intestino delgado e são responsáveis pelo transporte de colesterol dos tecidos periféricos até ao
fígado, onde parte do colesterol vai ser convertido em sais biliares. HDL libertas de colesterol
podem não ser absorvidas pelo fígado e, em vez disso, podem voltar a tecidos extra-hepáticos e
remover o colesterol aí presente, originando o chamado transporte reverso do colesterol.
Chama-se vulgarmente “mau colesterol” às LDL, pois contribuem para a formação de placa nas paredes
arteriais, e “bom colesterol” às HDL, pois estas transportam colesterol dos tecidos para a síntese de
hormonas esteróides e ácidos biliares.
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