AULA GRÁTIS - Resumão.

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Resumo de Economia
Profs. Heber Carvalho e Jetro Coutinho
AULA GRÁTIS - Resumão.
Olá caros(as) amigos(as),
Eu e o Prof. Heber elaboramos esse resumo de Economia para
ajudar você a resolver suas provas!
Sabemos que a Economia não é uma matéria muito querida pelos
alunos e acreditamos que esse resumo facilitará muito a vida de vocês.
Condensamos neste arquivo as principais disposições sobre falhas
de mercado e sobre macroeconomia.
Esperamos que o resumo seja muito útil!
Grande Abraço e muito boa sorte!
Heber e Jetro
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RESUMÃO
1. FALHAS DE MERCADO
EXTERNALIDADES
Externalidades positivas acontecem quando o benefício (marginal)
social supera o benefício (marginal) privado. Neste caso, há uma
tendência à suboferta (o governo, neste caso, deve incentivar a produção
do bem que provoca a externalidade positiva).
Externalidades negativas acontecem quando o custo (marginal) social
supera o custo (marginal) privado. Neste caso, há uma tendência à
superoferta (o governo, neste caso, deve desincentivar a produção do
bem que provoca a externalidade positiva).
Causas das externalidades


Ausências dos direitos de propriedade
Existência de custos de transação
Tragédia dos comuns: a falta de direitos de propriedade leva ao
aparecimento de externalidades.
Teorema de Coase: se não houver custos de transação, a distribuição
de direitos de propriedade pode eliminar as externalidades.
Corrigindo as externalidades (emissão de poluentes)
O governo poderia incentivar a redução de emissões poluentes por
meio de três medidas:
a) Fixação de um limite para a emissão de poluentes;
b) Imposição de taxas (imposto de Pigou) sobre a emissão de
poluentes;
c) Emissão de licenças negociáveis para poluir.
Em regra, teremos o seguinte:

Se houver informações incompletas (o regulador não conhece os
custos e os benefícios da redução da poluição), a imposição de
limites ou padrões é melhor.

Se o regulador possui informações suficientemente relevantes, as
taxas (imposto de Pigou) são a melhor solução.
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O imposto de Pigou apresenta efeitos positivos sobre a eficiência
econômica (pois visa reduzir uma externalidade).
BENS PÚBLICOS
Os bens públicos são aqueles não rivais e não exclusivos (não
excludentes).
A não rivalidade significa que o seu consumo por parte de um indivíduo
ou de um grupo social não prejudica o consumo do mesmo bem pelos
demais integrantes da sociedade. Também significa que o custo marginal
de prover o bem para um consumidor adicional é nulo.
A não exclusividade refere-se à impossibilidade de excluir as pessoas do
consumo dos bens públicos. O fato de não ser possível individualizar o
consumo permite que algumas pessoas desfrutem dos bens públicos sem
pagar. Essas pessoas são chamadas de free riders (os caronas). É a
presença de “caronas” que faz com que a provisão do bem público seja
ineficiente (seja uma falha de mercado).
Os bens públicos podem ser providos pelo setor público e também pelo
setor privado (ou seja, podemos ter a iniciativa privada produzindo um
bem público).
Bem semi-público ou meritório é aquele em que temos somente um dos
atributos ou temos ambos de forma comprometida (exemplo: educação,
saúde, cultura, lazer, etc).
Bem privado é aquele rival e exclusivo.
2. MODELO KEYNESIANO SIMPLES
Condições para o equilíbrio no modelo Keynesiano (todas certas):





Oferta agregada = demanda agregada
Produção = demanda
Y=C+I+G+X–M
Investimento = poupança
Investimento planejado = poupança planejada
Composição da demanda agregada  Y = C + I + G + X – M
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3. MOEDA
Funções da moeda:



Meio de troca.
Unidade de conta.
Reserva de valor.
....
Demanda de moeda:
Motivo
Transação
Precaução
Especulação
Variável
determinante
Renda
Renda
Taxa de juros
Relação:
Variável X Demanda de moeda
Direta
Direta
Inversa
A demanda por moeda depende tanto da renda como da taxa de juros.
Quanto maior (menor) for a renda, maior (menor) será a demanda por
moeda. Quanto maior (menor) for a taxa de juros, menor (maior) será a
demanda por moeda.
Os dois primeiros motivos (transação e precaução) são fruto da teoria
clássica. Ou seja, para os economistas clássicos, a demanda por moeda
não dependia, ou não era sensível à taxa de juros. Assim, para os
clássicos, a demanda por moeda era completamente inelástica à taxa de
juros.
Por outro lado, para Keynes, devido ao motivo especulação, a demanda
por moeda era elástica à taxa de juros. Isto é, segundo a teoria
keynesiana, a demanda por moeda, além de sofrer a influência da renda,
sofria também a influência da taxa de juros.
....
Agregados monetários:
Meios de pagamento restritos:
M1 = PMPP + DV
O M1 é sinônimo de oferta de moeda, e possui as seguintes
características:
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i.
Liquidez absoluta e
ii.
Não rende juros.
Características dos meios de
pagamento M1
Meios de pagamento ampliados:
M2 = M1 + depósitos especiais remunerados + depósitos de poupança +
títulos emitidos por instituições depositárias
M3 = M2 + quotas de fundo de renda fixa + operações compromissadas e
registradas no sistema SELIC
Poupança financeira:
M4 = M3 + títulos públicos de alta liquidez
...
Multiplicador monetário:
𝐊=
𝟏
𝐜 + 𝐫. 𝐝
𝐨𝐮
𝐊=
𝟏
𝟏 − 𝐝. (𝟏 − 𝐫)
c = PMPP/M1
d = DV / M1
r = R / DV
Quanto maior o “c”, menor o K;
Quanto maior o “d”, maior o K;
Quanto maior o “r”, menor o K.
....
Diversos conceitos:
Base monetária = PMPP + Disponibilidades em caixa do sistema bancário
Ou
BM = PMPP + Encaixes totais
Onde, encaixes totais são:
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Reservas compulsórias
Encaixes bancários
(totais) = Reservas
Depósitos (encaixes
ou reservas) junto
ao BACEN
Reservas voluntárias
Caixa
Reservas compulsórias: é a parcela dos depósitos que os bancos são
obrigados legalmente a depositar em suas contas junto ao BACEN para
poderem fazer frente a suas obrigações;
Reservas voluntárias: são recursos que os bancos mantêm junto ao
BACEN por opção, ou seja, sem que sejam obrigados a isto.
Caixa: dinheiro mantido nas agências, caixas eletrônicos (é o dinheiro, em
moeda corrente, mantido nos bancos comerciais).
...
Criação e destruição de moeda (M1)
O grande bizú para verificar de modo bem simples se há criação ou
destruição de moeda é checar se haverá aumento ou redução de M1
(PMPP + DV) em poder do público. Com isso, você já mata as questões.
Vejamos alguns exemplos:

Uma instituição financeira comprar ações de sua emissão que se
encontram em poder do público (criação de moeda).
Se a instituição financeira compra ações, ela entrega M1 ao público e
recebe um haver não monetário, ocorrendo, portanto, criação de moeda.

O governo comprar títulos públicos que se encontram em poder do
público ou das instituições financeiras (não há criação nem
destruição).
Quando o governo compra títulos públicos do público, ele entrega M1 ao
público, provocando a criação de moeda. Se ele comprar títulos de
instituições financeiras, não há criação nem destruição de moeda, pois o
“público” não recebeu M1 neste caso.
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
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Clientes de uma instituição financeira sacarem recursos, em moeda
corrente, de suas contas de depósito à vista (nem criação nem
destruição).
Neste caso, a redução no valor de DV é igual ao aumento no valor de
PMPP, de tal forma que a quantidade de M1 na economia será a mesma.

Clientes de uma instituição financeira transferirem recursos de sua
conta de depósito à vista para sua conta de poupança (destruição
de moeda).
Neste caso, haverá redução de DV (redução de M1, portanto) e aumento
na quantidade de poupança (que é M2). Veja que, no final, houve redução
de M1 na economia, ocorrendo, portanto, destruição de moeda.
....
Instrumentos de Política Monetária

Reservas obrigatórias dos bancos comerciais
Um aumento dessa taxa de reservas representará uma diminuição
dos meios de pagamento.

Redescontos
Se ocorre um aumento da taxa de redesconto, devemos entender
que há desincentivo à expansão monetária e há elevação das taxas
de juros.

Operações de mercado aberto (open market)
São compras e vendas de títulos públicos no mercado de capitais.
Quando o BACEN compra títulos no mercado, aumentam os
depósitos no sistema bancário e, com isso, o volume de reservas,
permitindo a ampliação da oferta de moeda pelos bancos. Isto
acontece porque o governo, neste caso, entrega moeda ao mercado
e retira os títulos. Quando o BACEN vende títulos, ele enxuga a
quantidade de moeda, pois estará recebendo moeda (reduzindo os
depósitos no sistema bancário) e entregando títulos.
....
Teoria Quantitativa da Moeda (TQM)
A TQM – que é uma teoria clássica - é fundamentada basicamente sobre
a seguinte formulação:
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MV = PT
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Onde: M=oferta de moeda (base monetária), V=velocidade de circulação
da moeda, P nível geral de preços e T=quantidade de transações ocorrida
no sistema econômico.
Na teoria clássica, coeteris paribus, aumentos da oferta monetária
provocarão somente aumento dos preços. Assim, quando a oferta
monetária é aumentada, isto acabará provocando inflação.
4. MODELO IS-LM NA ECONOMIA FECHADA
O modelo IS-LM trabalha com o equilíbrio em 02 mercados (de bens e de
moeda).
Equilíbrio no mercado de bens e serviços => equilíbrio no lado real da
economia => investimento é igual à poupança => curva IS
Equilíbrio no mercado de moeda => equilíbrio no lado monetário da
economia => demanda é igual à oferta de moeda => curva LM
Curva IS

A curva IS é negativamente inclinada;

O investimento é função inversa da taxa de juros;

A curva IS será deslocada para a direita quando houver aumento da
renda Y, sendo que este aumento deve ser provocado por aumentos
em C, I ou G;

A curva IS será deslocada para a esquerda quando houver redução
da renda Y, sendo que esta redução deve ser provocada por reduções
em C, I ou G;

A curva IS é afetada pela política fiscal do governo;

A curva IS será pouco inclinada (mais horizontal) quando a
elasticidade da demanda por investimento em relação à taxa de juros
for alta;

A curva IS será vertical quando o investimento for totalmente
inelástico à taxa de juros (é o caso do modelo keynesiano
simplificado).
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Curva LM

A curva LM é positivamente inclinada;

A curva LM representa o equilíbrio no lado monetário da economia,
ou no mercado de moeda (oferta de moeda=demanda de moeda),
representando as combinações de valores de renda e taxa de juros
que produzem o equilíbrio no mercado monetário;

A demanda de moeda é função direta da renda (motivos transação e
precaução) e função inversa da taxa de juros (motivo especulação);

A curva LM será deslocada para a direita e para baixo quando houver
aumento da oferta de moeda (política monetária expansiva);

A curva LM será deslocada para a esquerda e para cima quando
houver redução da oferta de moeda (política monetária restritiva);

A curva LM é afetada pela política monetária do governo;

A curva LM será pouco inclinada (mais horizontal) quando a
elasticidade da demanda de moeda em relação à taxa de juros for
elevada;

A curva LM será muito inclinada (mais vertical) quando a elasticidade
da demanda de moeda em relação à taxa de juros for baixa.

A curva LM será horizontal quando a demanda por moeda for
totalmente elástica em relação aos juros (armadilha da liquidez).
Neste trecho, a política monetária expansiva não desloca a curva do
lugar (não há possibilidade de a curva ir para a direita).

A curva LM será vertical quando a demanda por moeda for
totalmente inelástica aos juros (caso clássico ou teoria quantitativa
da moeda).
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O efeito deslocamento ou expulsão (crowding out)
i
E2
iE2
iE1
Curva LM
ΔG.K
E1
ΔY=YE2 – YE1
Curva IS2
Curva IS1
YE1
YE2
Y
O aumento de gastos do governo (ΔG) faz deslocar a curva IS1 para
IS2. Esse aumento dos gastos deveria provocar o aumento na renda de
equilíbrio equivalente ao valor do aumento dos gastos multiplicado pelo
multiplicador keynesiano (K). Assim, o aumento na renda de equilíbrio
(ΔY) provocado pelo aumento de gastos deveria ser (ΔG.K), de forma que
ΔY=ΔG.K. No entanto, observa-se que o aumento em Y foi em magnitude
menor que o aumento de gastos do governo multiplicado por K. Ou seja,
ΔY<ΔG.K; e isto acontece devido ao papel da taxa de juros.
Quando o governo aumenta os gastos, há aumento da taxa de juros
(iE1 para iE2). Como os investimentos são função inversa da taxa de juros,
consequentemente, o aumento dos gastos do governo resultará em um
decréscimo nos investimentos (decréscimo em I), de forma que esse
decréscimo em I fará com que a renda não aumente no valor exato do
aumento dos gastos do governo multiplicado pelo multiplicador
keynesiano. Assim, temos que o aumento de G faz com que a renda
aumente em ΔG.K, mas, ao mesmo tempo, faz com que o agregado
investimento (I) seja reduzido em algum valor, em virtude do aumento
das taxas de juros.
Esse fenômeno é conhecido como crowding-out ou efeito
deslocamento. Entende-se que, neste caso, o governo está ocupando
um espaço maior na economia, em detrimento do setor privado.
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Quadro resumo da eficácia das políticas monetária e fiscal
POLÍTICA MONETÁRIA
Curva IS
Ineficaz
Eficaz
POLÍTICA FISCAL
Curva IS
Eficaz
Ineficaz
Muito inclinada
Pouco inclinada
Muito inclinada
Pouco inclinada
Curva LM
Eficaz
Ineficaz
Curva LM
Ineficaz
Eficaz
Visão geral da curva LM:
i
LM
Trecho normal ou intermediário:
LM positivamente inclinada
Trecho clássico:
LM vertical
Trecho keynesiano:
LM horizontal
YPE
Y
Na LM horizontal, somente a política fiscal é eficaz para aumentar a
renda.
Na LM vertical, somente a política monetária é eficaz para aumentar a
renda.
... não esqueça ainda que:
Na IS vertical, somente a política fiscal é eficaz para aumentar a renda.
Casos especiais
Modelo keynesiano simples
Armadilha
da
liquidez
(trecho keynesiano)
Caso clássico (curva LM
vertical)
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Política fiscal
Eficaz
Política monetária
Ineficaz
Eficaz
Ineficaz
Ineficaz
Eficaz
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