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Manipulação Psicológica

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ESCOLA SUPERIOR DE GESTÃO, CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS
1ºAno
Curso: Psicologia (1º Ano)
Cadeira: Metódos de Pesquisa e Investigação Científica
Tema: Manipulação: Uma perspetiva Psicológica
Docente: Dr.Hachimo Cassamo Chagane
Discente:
Código de aluno:
Shannaya Biby Nizar Jumá
Maputo, 2 de junho de 2019
486220
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 2
1.1 OBJETIVO GERAL ............................................................................................................ 3
1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ................................................................................................ 3
2. METODOLOGIA ................................................................................................................ 3
3. JUSTIFICATIVA .................................................................................................................. 3
A MANIPULAÇÃO PSICOLÓGICA SEGUNDO DRA. HARRIET B BRAKER
1. MANIPULAÇÃO PSICOLÓGICA NO GERAL ....................................................................... 6
2. VULNERABILIDADE À MANIPULAÇÃO ............................................................................. 7
3. MOTIVOS DOS MANIPULADORES ................................................................................... 7
3.1 SERÁ QUE OS MANIPULADORES ENTENDEM OS SEUS MOTIVOS? ........................ 8
COMO MANIPULADORES ENVISIONAM O MUNDO........................................................... 9
4. IDENTIFICAÇÃO DE MANIPULADORES (DISTÚRBIOS) .................................................. 10
5. MECANISMOS DA MANIPULAÇÃO ................................................................................ 12
4. CASOS DE MANIPULAÇÃO PSICOLÓGICA ...................................................................... 16
5. CONSIDERAÇÕES FINAIS ................................................................................................ 20
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...................................................................................... 21
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1. INTRODUÇÃO
A Psicologia é o estudo científico da mente e do comportamento. Todavia, a psicologia é
uma ciência que engloba várias sub-áreas como: desenvolvimento humano, saúde,
comportamento social e processos cognitivos.
Com isto, é importante enfatizar que a psicologia é uma ciência bastante nova, com os seus
maiores avanços há cerca de 150 anos atrás, embora possamos remeter o início de
pensamentos de estudo psicológico à Grécia Antiga.
Como foi dito anteriormente, a psicologia remete-nos à várias sub-áreas, das quais, iremos
focar neste trabalho científico, o comportamento social, mais especificamente:
A manipulação na psicologia.
O conceito de manipulação psicológica é um tema bastante complexo e pouco estudado
pertencente à uma sub-área da Psicologia, o comportamento. Todavia, até ao presente
existem duas perspetivas diferentes em relação a este tema, o da Dra. “Harriet B. Braker”
e do Dr. “George Simmon”, contudo, o foco estará concentrado para a perspetiva da Dra.
Harriet B.Braker neste trabalho cíentifico.
De acordo com Webster, a definição de manipulação psicológica é a qu se segue: a
manipulação psicólogica é um tipo de influência social que tem como objetivo mudar o
comportamento ou percepção de outros através de uma metódos não diretos,
enganadores, ilusórios e dissimulados. Estas tácticas mencionadas, servem para que o
manipulador alcance os seus objetivos, todavia, o objetivo principal do manipulador é
criar um desequílibrio de poder para explorar as fraquezas para servir os seus próprios
interesses.
Neste trabalho científico, iremos explorar a manipulação psicológica, camada por
camada, começando com a noção geral de manipulação psicólogica, vulnerabilidades,
mecanismos e adiante. O estudo destes tópicos fornecerá compreensão sobre o conceito
de manipulação psicológica e o impacto que este tem na sociedade uma vez que não é
algo de fácil identificação. Salienta-se que a manipulação psicológica é um tema cujo
estudo ainda não foi desenvolvido com muita profundidade devido ao facto da psicologia
ser uma ciência muita nova. Por esta ter recebido o título de ciência no fim do século
XVIII, a manipulação psicológica consta como uma das muitas sub-áreas da psicologia, o
que é compreensível uma vez que “a Psicologia contém vários objetos de estudos com
atenção à complexidade do ser humano.” (Ana Bock, 2001)
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1.1 OBJETIVO GERAL
 Fazer o estudo da manipulação psicológica ao analisar este com outros conceitos
como a persuasão e análise comportamental.
1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS





Explicar como as atitudes das pessoas mudam externamente através da persuasão
Aprofundamento do raciocínio manipulativo
Percepção dos motivos dos manipuladores
O processo: Como funciona a manipulação mental
De que modo é que a manipulação afecta a sociedade.
2. METODOLOGIA
Para a concretização deste trabalho, foram utilizados vários recursos de nível informático,
bibliográfico e entrevistas. Mais especificamente: Vídeos na internet, artigos na internet,
entrevistas a psicológos clínicos e advogados, e por fim recurso aos livros: “In Sheep´s
Clothing”; “Character Disturbance” & “The Judas Syndrome” – Dr. George Simmon; “Who’s
pulling the strings” – Dra. Harriet B. Braker.
3. JUSTIFICATIVA
A problemática apresentada neste trabalho constata tratar-se de um problema aparente
na sociedade embora não seja vísivel. Ainda assim, é um tema muito pouco abordado e
estudado, embora reconhecido. O uso da manipulação psicológica é utilizada no dia-a-dia
e o seu uso é muitas vezes não identificado devido à falta de informações. Esta falta de
informações consequentemente gera negligência em relação ao desenvolvimento e
capacidades mentais de certos indivíduos e portanto à falta de atenção a monopolização
dos manipuladores, formação de neuroses nas vítimas assim como a falta de
acompanhamento psicológico apropriado a vítimas de manipulação psicológica.
Exemplos: assassinos em massa, psicopatas, crianças manipuladoras, familiares que
manipulam os seus entes queridos. Os exemplos referidos anteriormente provocam
ansiedade, stress, frustração, sentimentos de dúvidas, incapacidade nas vítimas que
passa despercebido devido à falta de informação, salientando que a compreensão deste
tema providencia capacidades para a identificação de um manipulador, que poderá
conceder auxílio às vítimas e mudança de atitudes perante a um manipulador através da
3
compreensão dos seus mecanismos e adiante. O estudo e a escolha da análise da
manipulação psicológica é feita com base nas investigações feitas em relação aos
relacionamento interpessoais e à mudanças de comportamento drásticas perante certas
situações de certos indivíduos, sobretudo, é uma problemática cujo estudou mostrou ser
relevante após a discussão da mente e apresentação de situações verídicas embora
pareçam não credíveis pela Dra. Kátia Regina Paim da disciplina “Introdução a Psicologia”
no Instituito Superior de Gestão e Tecnologias (ISPO – A POLITÉCNICA) e pelas hipóteses
de estudo elaboradas pela colega da autora deste trabalho ciéntifico Firdoos Aslam.
Como auxílio à justificativa do trabalho, serão apresentados no fim do trabalho casos de
manipulação psicológica.
4
A MANIPULAÇÃO PSICOLÓGICA
SEGUNDO DRA. HARRIET B BRAKER
5
1. MANIPULAÇÃO PSICOLÓGICA NO GERAL
O que é manipulação? Como é que sei que estou a ser manipulado, ou ainda, alguma vez
já te deparaste com o sentimento de estares bastante nervosa com alguém mas ao
encarar o indivíduo em questão, sais a questionar a tua sanidade e o motivo pela qual
encontravas-te chateado (a) em primeiro lugar? – Estas perguntas, são todas perguntas
válidas e perguntas a que a Dra.Harriet B Braker tenta responder.
No seu livro “Who’s pulling the strings?”, a Dra.Harriet afirma que a manipulação
psicológica não tem idade, genéro, orientação sexual, ela pode-se apresentar em várias
formas, e pode inclusive começar dentro das relações mais íntimas do indivíduo (pais,
irmãos, companheiro, filhos). Para haver manipulação psicológica, obrigatoriamente terá
que existir uma relação entre o manipulador-manipulado, e então uma questão de
controle e contracontrole. É com base nisto que a autora faz a sua próxima afirmação
que consiste na distinção de manipulador VS influenciador.
A definição de manipulação é a seguinte: “controlar ou brincar sob meios injustos,
ilusórios e dissimulados, sobretudo se for para vantagem própria. Utilizar estes meios
para alcançar os seus próprios objetivos.” (Webster)
MANIPULADOR VS INFLUENCIADOR:
A manipulação, é bastante diferente, e não deve ser confundida com influência direta e
legítima. Todos nós tentamos influenciar uns aos outros, faz parte da natureza humana,
sobretudo em desacordo, ocorre em vários tipos de relações pai-filho, professor-aluno,
terapeuta-paciente – Ex: Quando há divergência entre amigos num tópico em particular,
como o aborto, há sempre a tendência de dissuadir o amigo para que concorde com ele.
– A isto chama-se influência direta e legítima, tentativa de persuasão com os melhores
interesses e necessidades do sujeito, é direta e honesta (com excepção das publicidades)
O contraste entre estas duas é que a manipulação cresce e alimenta-se num ambiente de
mentiras, falsas manhas & comunicação decetiva, o manipulador procura oportunidades
para isolarem as suas vítimas de forma vlenta e subtil, de modo a que a natureza
manipuladora do indivíduo mantenha-se escondida.
Contudo, é importante notar que nem todos os indivíduos manipuladores são iguais,
podendo ser intencional ou não. Alguns manipuladores estão completamente
conscientes dos seus atos, outros estão menos conscientes e podem agir devido à certos
mecanismos de defesa presentes como medo, insegurança…
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2. VULNERABILIDADE À MANIPULAÇÃO
Segundo a perspetiva da Dra. Harriet B. Braker (2004) existem características que são
suscetíveis à manipulação, ou seja, ela descreve traços de personalidade e tendências
que podem fazer um indivíduo uma vítima de manipulação.
Ao que foi descrito, a Dra. refere-se à isto como “botões” que os manipuladores usam
para pressionar as suas vítimas, mais especificamente, são descritas 7 traços de
personalidade, das quais são:







Querer agradar a todos constantemente;
Vício na aprovação e aceitação dos outros;
Medo de emoções negativas
Incapacidade de dizer “não”
Falta de personalidade própria
Insegurança excessiva
Locus externo de controlo
Os enfoques anteriores revelam traços de personalidade que podem ser usados contra o
indíviduo, e podem ser sujeitos à manipulação.
3. MOTIVOS DOS MANIPULADORES
É normal ficarmos angustiados, frustrados com somente com a ideia de termos sido alvos
de manipulação psicólogica, e ficamos sem saber o que fazer, perguntamos-nos antes
“Porque é que a manipulação existe?” – Bem, é angustiante, mas existe porque funciona.
O motivo mais simples pela qual isto acontece é porque, os manipuladores não querem
trabalhar para manipular, fazem-no porque é natural e fácil, há uma naturalidade em
manipular no seu ser.
Adiante, no ponto de vista da Dra. Harriet (2004) é possível enunciar três motivos
interpessoais principais:
1. Precisam avançar nos seus objetivos e ganhos pessoais a qualquer custo dos
outros. São completamente egocêntricos e egoístas, mesmo que digam o
contrário.
2. O manipulador apresenta necessidades supremas de obter sentimentos de poder
e superioridade em relação a outros indivíduos. O manipulador procura
reconhecimento e validação sobre o controlo que este(a) tem sobre os outros.
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3. O manipulador quer e necessita de se sentir em controlo. Sentir que não estão em
controlo ou estão a perder o controlo em qualquer sentido suscita níveis altos de
ansiedade. O manipulador quer ser visto e quer ver-se em controlo das emoções
dos outros. Isto manifesta-se mais visivelmente em competições.
Estes motivos, desencadeam para o psicólogo uma cadeia complexa que leva-os a
pesquisar para além dos motivos enunciados. Nos motivos enunciados, é subjacente em
todos eles, a necessidade de controle por parte do manipulador, e está associado não só
a necessidade de controle sobre os outros, mas sobre si mesmos. Pessoas manipuladores
tendencialmente sofrem de muita ansiedade quando o seu controlo é ameaçado. Em
contradição, “os seus problemas de controle podem revelar por si só como problemas
subjacentes em controlar o seu próprio comportamento. Como o controle é o problema
principal psicológico em questão, estes podem apresentar problemas de controlo por
perda do mesmo em certas situações como:”
(Who’s pulling your strings p.33– Dra.Harriet B Braker)
 Raiva
 Consumo de comida
 Consumo de álcool
 Uso de drogas
 Uso de tabacco
 Sinais de mudanças de humor e emoção bastante abruptas.
3.1 SERÁ QUE OS MANIPULADORES ENTENDEM OS SEUS MOTIVOS?
Como já foi mencionado neste trabalho, nem todos os manipuladores estão conscientes
dos seus atos, e é com base nisto que a Dra.Harriet faz a distinção destes em dois grupos:
os que estão conscientes dos seus atos e motivos manipuladores e outros que
encontram-se largamente inconscientes das suas tácticas e métodos manipulativos nas
suas relações interpessoais.
Porque é que é relevante falar questionar sobre à consciência que os manipuladores
possam ter sobre os seus motivos?
-»Não basta somente nós sabermos os motivos pela qual os manipuladores fazem o que
fazem pois não é suficiente para um estudo aprofundado sobre o seu comportamento.
Para a melhor compreensão, determina-se se estes estão conscientes ou não do que
fazem. Isto leva-nos a outro ponto, que é “Porque é que as pessoas não manipuladores
questionam-se acerca dos motivos dos manipuladores?” – Simples, porque ao
questionarem, querem determinar a probabilidade destes mesmos mudarem, e
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insconscientemente acreditam que fazer outra pessoa consciente dos seus atos
manipuladores será suficiente para que estes mudem. Embora apresentem esta crença
inconsciente, fazer outra pessoa consciente dos seus métodos manipuladores e entrarem
numa discussão sobre o mesmo acerca de “violação de direitos humanos” não é
suficiente para que estes mudem.
No entanto, o paragráfo anterior não significa que não haja alguma probabilidade dos
manipuladores mudarem pois existem dois tipos de manipuladores diferentes, sendo o
1º tipo o menos provável de mudar.
Distinção entre os dois tipos de manipuladores
Os dois tipos de manipuladores podem ser distinguidos como:
 Ego-congruentes
 Ego-incongruentes
A manipulação do 1º tipo é ego-congruente, o que significa que controlar e manipular
os outros vai de acordo com a maneira que eles pensam deles mesmo. Ou seja, eles não
sofrem de conflitos interiores sobre o facto de que podem ou não estar a violar o direito
dos outros com o seu comportamento. Eles não se importam ou racionalizaram o seu
comportamento de modo a que o seu comportamento esteja justificado a seu ver.
O 2º tipo de manipulação psicológica, ser visto como manipulador é ego-incongruente,
o que significa que é inconsistente com a maneira que eles se percepcionam. Este tipo de
manipuladores muitas vezes desenvolvem métodos de manipulação como mecanismos
de defesa para lidar com a sua ansiedade e medos.
COMO MANIPULADORES ENVISIONAM O MUNDO
Naturalmente, os manipuladores apresentam uma maneira diferente de encarar o
mundo em relação a pessoas não-manipuladoras. E de certa maneira, é esta visão de
mundo que é refletida no seu comportamento. Como foi mencionado no tópico
“Conceito de manipulação psicológica”, os manipuladores possuem a crença de que
neste mundo só existem dois pápeis: manipular, ou ser manipulado. Em suma, eles
envisionam o mundo como um tabuleiro de xadrez, e como sendo preto ou branco, não
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há espaço para cinzento, portanto manipuladores não vêm outra maneira de estabeler
relações interpessoais a não ser essa. (Who’s Pulling your Strings – Dra.Harriet)
Uma vez que estes envisionam o mundo como sendo um jogo, num jogo há sempre
alguém que ganha e alguém que perde. Não há espaço para um cenário em que ambos
ganham ou ambos perdem. O terceito ponto sobre como estes envisionam o mundo é
referente à crença de que as pessoas existem para servir ou cumprir com as suas
necessidades, o que em consequência não permite que estes exerçam empatia. Para
finalizar, o último ponto está diretamente relacionado com o anterior, em que o
manipulador opera de modo, consciente ou inconscientemente, de que as suas
necessidades ou propósitos merecem ser cumpridas.
EM SUMA
1. Crença na existência única de dois pápeis neste mundo: manipular ou ser
manipulado,
2. A vida é um jogo, há sempre alguém que ganha e que perde, não há espaço para
empates
3. O mundo é visto como um tabuleiro de xadrez, as pessoas são os peões e servem
somente para servir o seu próposito
4. Crença consciente ou inconsciente de que as necessidades/propósitos merecem
ser cumpridas.
4. IDENTIFICAÇÃO DE MANIPULADORES (DISTÚRBIOS)
Segundo a Dra. Harriet B. Braker, existem certos distúrbios ou padrões de personalidade
que contêm a manipulação, com enfâse no facto de que um indíviduo pode recair sobre
várias categorias e não só uma, das quais são por definições segundo o livro DSM-5
(Manual de diagnóstico e estatística das perturbações mentais: quinta edição) e o livro
Who’s pulling the Strings:
 A personalidade de Maquiavel:
Denominada a partir do Príncipe Italiano Maquiavel, este tipo de personalidade é
quase considerada o sinónimo de ser manipulador. As personalidades maquiavélicas
esão comprometidas com a proposição de que os fins justificam os meios.
Maquiavelismo é definido como uma esrátegia manipulativa de interação social que
usa as pessoas como ferramentas para ganhos pessoais. (Who’s pulling the Strings,
Dra. Harriet B. Braker, 2003)
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 Perturbação Narcísica da Personalidade:
A característica essencial da perturbação narcísica da personalidade consiste num
padrão invasivo de grandiosidade, necessidade de admiração e ausência de empatia,
com início da idade adulta e presente numa variedade de contextos. Os indivíduos
com esta personalidade ou traços desta acreditam que são superiores, especiais ou
únicos e querem ser reconhecidos como tal. (DSM-V, 2017)
 Perturbação Estado-Limite (Borderline) da Personalidade:
A característica essencial da perturbação estado-limite (borderline) é um padrão
invasivo de instabilidade no relacionamento interpessoal, autoimagem e afetos, e
impulsividade marcada com inicio na idade adulta. Os indivíduos com esta
personalidade fazem esforços fréneticos para evitar o abandono, seja real ou
imaginário. Estes medos de abandono estão associados a uma intolerância a estarem
sozinhos e a uma necessidade de terem outros indivíduos próximos de si. Têm um
padrão de relacionamento instável e intenso. (DSM-V,2017)
 Perturbação Dependente da Personalidade:
A característica essencial da perturbação dependente da personalidade é uma
necessidade global e excessiva de ser cuidado, o que origina um comportamento
suubmisso e pegajo e angústia de separação. Os indíviduos com este distúrbio tem
grande dificuldade em tomar decisões do dia-a-dia sem um aconselhamento
excessivo e reasseguramento dos outros. (DSM-V, 2017)
 Perturbação Histrónica da personalidade
A característica essencial da perturbação histrónica da personalidade consiste numa
emocionalidade e comportamento de chamada de atenção invasiva e excessivos. Os
indivíduos com pertubação histrónica da personalidade sentem-se desconfortáveis ou
não estimados quando não são o centro das atenções. Com frequência muito vivos e
dramáticos, tendem a atrair as atenções para si mesmos e podem inicialmente
agradar aos novos conhecimentos pelo seu entusiasmo, abertura aparente ou
encanto. Eles assumem o papel de “alma da festa”, se não forem o centro das
atenções podem fazer algo dramático para atraírem as atenções. (DSM-V, 2017)
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 Perturbação Passiva-Agressiva da Personalidade
Estes indivíduos demonstram a sua hostilidade através de meios passivos do que
agressivos. Contudo, através da sua resistência passiva às exigências ou necessidades
dos outros, estes demonstram extrema frustração. Por outras palavras, os indivíduos
que têm este distúrbio manipulam os outros através da sua passividade. (Who’s
pulling your strings)
 Personalidades de Raiva Tipo A
O termo “tipo A” é dada a personalidades de níveis de stress alto e padrões de
comportamento. A essência de personalidades “Tipo A”é a chamada de “doença da
pressa”. Estes indivíduos preocupam-se em fazer mais e mais e mais em menos
tempo. Em adição a isto, pessoas que tem personalidades tipo A também são
caracterizadas como sendo altamente competitivos, preocupados com quantidades
de sucesso (coisas materiais). Consequentemente, quando os seus planos não correm
como planejado, o resultado é extrema frustração e raiva e pode ser traduzida mais
tarde fisicamente em doença coronária arterial. (Who´s pulling your strings)
 Personalidade Antissocial
 Personalidade Viciadas
5. MECANISMOS DA MANIPULAÇÃO
Até agora fez-se o estudo da identificação dos manipuladores, vulnerabilidades na
personalidade, os motivos dos manipuladores e a conceituação da manipulação. No
entanto, como é que a manipulação funciona em concreto?
“Manipulação, por simples palavras, é como um truque de magia, se tirares tempo para
aprender como a manipulação funciona, é menos provável que sejas apanhada
desprevenida quando fores deparada com o mesmo, pois já saberas o que estão à
procura. O mistério terá desvanecido” (Ted Talks: The dark magic of communication by
Christopher Cummings)
Os relacionamentos manipulativos depende da activação de um, ou dois dos principios
da motivação humana: ganho ou perda. Não é muito mais complexo que isto. A
manipulação em termos curtos resulta sempre na promessa de ganho e na ameaça de
perda. Em algumas relações manipulativas, há a promessa de algo valioso a ganhar ou a
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promessa de uma recompensa, e portanto a vítima coopera, o que nos remete a um
jogo, produto do estudo elaborado pelo matemático Albert W. Tucker denominado “o
dilema do prisioneiro clássico”, que afirma o seguinte:
Dois membros de uma gangue de assaltantes de bancos, Dave e Henry, foram
imprisionados e estão a ser interrogados em duas salas separadas. As autoridades não
tem outras testemunhas, e só podem provar o caso contra estes se conseguirem
convencer pelo menos um deles a traír o seu cúmplice e testemunhar o crime. Cada
assaltante tem a escolha de cooperar com o seu cúmplice e permanecer em silêncio ou
traír o seu cúmplice e testemunhar contra este. Se ambos cooperarem um com o outro e
permanecerem em silêncio, ambos vão para a prisão por 1 ano porque as autoridades
não conseguiram provar o caso contra eles. Se um confessar e o outro não, então o que
confessou sai livre e o outro vai para a prisão por 20 anos, contudo, se ambos
confessarem, os dois vão para a prisão por 10 anos. Que escolha é que farão? (Plato,
Stanford)
Em abaixo, apresenta-se o quadro original do dilemma do prisioneiro clássico e um outro
quadro do dilemma do prisioneiro mas referente à manipulação
Dilema do prisioneiro original:
Dilema ajustado à manipulação:
Manipulador
Henry
Confessar
Dave
Confessar
10, 10
anos
Não
confessar
20, 0
anos
Não
confessar
0, 20 anos
1, 1 ano
Mani
pula
do
Cooperar
Competir
Cooperar
10, 10
anos
0, 20 anos
Competir
20, 0
anos
1, 1 ano
Com este dilemma clássico, é mais fácil de compreender como funciona a manipulação,
que decorre do processo de ganho e perda. O manipulador é quem geralmente dita as
“regras” e faz a escolha, de cooperar ou competir, todavia, na maior parte dos casos, o
manipulador quer sempre competir, é ambicioso, pois faz parte da sua natureza, e como
tal, assume que os outros também estão sempre a competir, à procura de ganhar.
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Além deste dilemma clássico, a Dra. Harriet (2004) faz referêncoa as diferentes técnicas
de controle que os manipuladores utilizam para controlar as suas vítimas, e, em termos
psicológicos podemos definir estes métodos de controle como:
 O reforço positivo – O conceito de reforço positivo é pertencente à área de
Psicologia, Behaviorismo (análise do comportamento), e consiste no processo da
probabilidade da ocorrência de um comportamento como resulta numa
consequência positiva. Ou seja,chamamos de reforçamento positivo quando há o
aumento da frequência de um comportamento pelo acréscimo de alguma coisa
como consequência desse comportamento. Daqui, a manipulação dos traços de
personalidade advém do reforço positivo que inclui “elogios; charme superficial;
simpatia superficial; desulpas excessivas; dinheiro, presentes, aprovação; atenção,
ou até reconhecimento público”.
 O reforço negativo – Similar ao reforço positivo, no entanto, é o aumento da
frequência de um comportamento pela ausência ou retirada de alguma coisa
como consequência dessse comportamento. Embora pareça controverso os dois
serem ferramentas da manipulação psicológica, o reforço negativo surge de modo
mais controlador, menos subtil, apresenta uma ideia bastante apelativa
dissimulada. Inclui remover o indivíduo de uma situação negativa como uma
recompensa. Ex: Se fizeres isto por mim, não terás que ir a exame.
 Reforçamento parcial ou intermitente – A maior parte do nosso comportamento
não é reforçado sempre que ocorre, ao invés, é formado um padrão de
reforçamento intermitente, que afeta o quão rápido uma resposta operante é
aprendida, e então podem-se formam horários de reforçamento de acordo com
B.F Skinner. Este, é um dos meios utilizados pelo manipulador para controlar as
suas vítimas, uma vez que, através do reforçamento intermitente é possível criar
um ambiente eficaz de medo e dúvida. Da mesma maneira que reforçamento
parcial ou intermitente positivo pode ocorrer e causar persistência, como é no
caso dos “viciados em jogos de casino” – Ex: Só mais um jogo!
 Punição – Como o reforço, pode ser tanto positiva ou negativa e é a diminuição da
frequência de um comportamento pelo acréscimo/ausência de alguma coisa como
consequência desse comportamento. Isto inclui no contexto da manipulação
psicológica gritos, tratamento silencioso, intimidação, ameaças, auto-vitimização,
choro..
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Estes pontos, demonstram as tácticas utilizadas pelos manipuladores, e é de enfatizar
que na manipulação, podem ser usadas simultaneamente mais do que uma táctica num
relação interpessoal manipulativa. Ex: No inicio do processo manipulativo, o manipulador
pode fazer a promessa de uma promoção de trabalho, e à medida que o processo
progride, a táctica de controlo pode mudar para à perspetiva e ameaça do indíviduo em
questão perder o emprego. Quando a manipulação toma este rumo, ela torna-se mais
visível e exaustiva.
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4. CASOS DE MANIPULAÇÃO PSICOLÓGICA
I.
Primeiro caso:
“Bob é um físico super bem-sucedido em Beverly Hills, na Califórnia. E portanto ele é
frequentemente convidado para dar palestras e discursos em conferências médicas
em todo o país. Em uma das suas viagens para Nova Iorque, Bob conhece Cindy, cujo
trabalho era coordenar e produzir conferências médicas para grandes empresas
farmacêuticas, universidades e outros clientes. Bob e Cindy sentiram-se atraídos um
pelo outro instantaneamente e não muito depois começaram um romance intenso.
Este relacionamento tinha os seus entusiasmos e dificuldades que tipicamente vem
com relacionamentos à longa-distância, uma vez que a sua casa e trabalho situavamse na Costa Este e dela na Costa Oeste. À medida que o relacionamento foi
crescendo, Bob encontrava-se viajando quase semanalmente para Nova Iorque para
ver a Cindy em fim de semanas muito breves.
Quando ele primeiro procurou por mim, perguntei-lhe o que inicialmente tinha o
atraído pela Cindy, e ele respondeu, sem hesitação, que ele amava a sua auto-estima.
Ela era linda, com boa postura, uma boa conversasionista, assegurada de si mesma e
uma amante excelente. Ela tinha construído uma carreira bem-sucedida, e pela
perspetiva dele do que observou nas conferências médicas dela, ela era
extremamente competente ao que fazia.
Após três meses a viverem separados, Bob e Cindy decidiram que a relação a longa
distância estava a ficar muito díficil, e discutiram a possibilidade de viverem juntos e
eventualmente casarem. Ambos concordaram que não seria prático que Bob
desistisse da sua careira aspirante em Beverly Hills, e que Cindy deveria mudar-se
para Beverly Hills. Dentro de um mês desta decisão, Cindy fez as malas e mudou-se.
Ao príncipio, era fantástico para ambos. Cindy mimava Bob, fazia com que ele
sentisse-se acarinhado, sempre mostrando-se disponível para o mesmo. Ela adorava
cozinhar para ele e mostrar preocupação para com ele, e Bob amava a atenção, que
ele tentava retribuir.
Entretanto, um dia, num cenário diferente, Bob anunciou que ele tinha feito planos
com amigos de irem jogar ténis no próximo sábado.
A reação dela tomou-lhe de surpresa. Com esta notícia, Cindy mostrou-se
extremamente insatisfeita. Ela reclamava e chorava que estava a ser abandonada
após ela ter deixado tudo para ficar com ele em Califórnia. Ela não conhecia ninguém
em Califórnia e o que é que ela era suposto fazer enquanto ele não estivesse em casa,
e coisas deste género.
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E num estalar de dedos, era como se a Cindy fosse irreconhecível para ele, a mulher
independente, assegurada de Nova Iorque agora parecia uma mulher dependente e
extremamente carente. Este lado da Cindy ele não conhecia e não gostava de quem
estava a conhecer. Mas humor da Cindy mudou um pouco depois de Bob ter dito que
iria voltar para casa logo que conseguisse, cancelando os seus planos com os amigos.
Por algum tempo, parecia que “aquela antiga” Cindy estava de volta. Contudo, o
incidente do ténis foi só o ínicio. Sempre que Bob queria sair, a birra da Cindy
aumentava e as suas reclamações também aumentavam. No principio, ela utilizava: o
tratamento do silêncio, birra, choro, humor deprimido, auto-vitimização, negação de
relações íntimas como maneiras de pressionar Bob. Na maior parte dos casos, ela
conseguia manipular Bob em mudar os seus planos ou levar-lhe consigo. Com o
tempo, a sua birra tranformou-se em gritos, em raiva, e discussão intensa por parte
dela. Uma vez que Bob não gostava de gritos, ele tendia a ceder e a conceder antes
que ela começasse a gritar. Ele procurava uma maneira de desligar a dor que ele
sentia, e se ele sentisse que ela estava prestes a ficar zangada, ele concedia
imediatamente aos desejos dela. Às vezes ele pedia desculpa e prometia não
abandonar-lhe, e a Cindy antiga estava de volta. Mas Bob sentia-se bastante
incomodado com este padrão que tinha-se desenvolvido. Bob evitava tanto as zangas
dela que ele desenvolveu pontadas fortes no estomâgo sempre que ele sentia que ela
estava prestes a ficar zangada. Ele então começou a comprar-lhe prendas e a
satisfazer-lhe em tudo. Mas o problema é que Bob não gostou de quem ele
transformou-se, e então seis meses depois de começar a viver com a Cindy, ele veio
consultar-me.” – (Who’s Pulling the Strings – Dra.Harriet)
II.
Segundo caso:
Angelina nasceu no exterior e Inglês é sua segunda língua. Ela conheceu o Barry
depois de vir para a Austrália com um visto de estudante. Ela estava trabalhando para
se sustentar; e estudando para melhorar suas habilidades de inglês e ter suas
qualificações profissionais estrangeiras reconhecidas. Barry tinha um trabalho
responsável. Nenhum deles tinha sido casado ou tinha uma relação de longo prazo.
Eles logo começaram a viver juntos como um casal, e Angelina solicitou um visto de
parceiro com Barry como seu patrocinador. Registaram a sua relação de facto e
separaram-se após quase doze meses. Não há filhos.
No início do relacionamento, Barry pediu a Angelina para conseguir um emprego
diferente que não envolvesse turnos noturnos e finais de semana para que ela
pudesse estar em casa para cuidar da cozinha e da casa, e disponível para ir em
17
intervalos curtos e feriados com Barry. Angelina entretanto apreciou seu trabalho e
estava feliz em trabalhar duro por um bom pagamento. Barry continuou insistindo até
que um dia, quando Angelina estava saindo para o trabalho, ele escondeu as chaves
do carro. Eventualmente, ele deu-lhe as chaves, mas disse-lhe que era a 'última vez'
que ele o permitiria. Barry tentou, e falhou, encontrar Angelina um emprego a tempo
inteiro durante a semana por um salário mais alto, então ela foi forçada a desistir do
seu turno de trabalho e tornar-se uma "dona de casa" para Barry. Embora entediada e
frustrada em casa, ela se candidatou a inúmeros cargos sem sucesso. Barry
pressionou-a a candidatar-se a funções para as quais ainda não tinha qualificações;
ela resistiu.
Barry assumiu cada vez mais o controle de suas vidas diárias. Ele agendou os fins-desemana de acordo com um horário rigoroso que não combinava com Angelina; levoua em longas viagens de carro que Angelina achou desagradáveis, e não lhe permitiu
ouvir a música que ela gostava; e ele escolheu destinos que ela não gostava. Angelina
não tolerava que lhe dessem ordens, e discutiam com frequência. Muitas vezes, Barry
lembrou-lhe que controlava seu visto e ameaçou escrever para a autoridade de
imigração retirando seu patrocínio. Barry tinha em sua posse todos os documentos e
detalhes da imigração de Angelina.
Com o tempo, Angelina conseguiu outro emprego por turnos com o qual estava
razoavelmente satisfeita. Barry ficou com raiva porque ela estava ganhando menos
dinheiro e ele reclamou que seu inglês estava piorando. Barry exigiu que Angelina
transferisse todos os seus salários para ele, e ele então colocaria uma quantia a cada
semana em uma conta conjunta que ela poderia acessar para pagar mantimentos e
despesas domésticas. Novamente, Angelina questionou essas demandas afirmando
que ela estava feliz em compartilhar, mas também tinha direito ao seu próprio
dinheiro para comprar, por exemplo, presentes para ele. Barry nunca depositou
dinheiro suficiente na conta conjunta, e Angelina teve que pedir regularmente mais, o
que ela achou humilhante. Enquanto isso, Barry era livre para gastar o seu salário eo
saldo do salário de Angelina como ele quisesse.
Angelina foi feita responsável pela cozinha e tarefas domésticas, enquanto também
trabalhar e estudar. Ele criticou e depreciou seus esforços em torno da casa. Ele
comprou suas roupas que ela sentiu que eram idade inadequada e desconfortável.
Sexo ocorreu em termos de Barry, sem qualquer consideração pelos desejos de
Angelina. Ele disse-lhe que ela era obrigada a dormir com ele como condição do visto,
e se ela não o fizesse, ele iria denunciá-la. Ele também disse a Angelina que as
mulheres australianas manipularam os homens para que eles pudessem ter filhos, e
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adquirir a maior parte da renda e ativos antes de divorciar-se deles. Angelina concluiu
que Barry a tinha perseguido porque acreditava que podia tirar vantagem da sua
dependência do visto.
Quando eles se conheceram pela primeira vez, Barry falou com Angelina de seus
muitos amigos, no entanto, a única pessoa que eles nunca viram foi a mãe de Barry.
Barry recusou convites para que eles passassem tempo com alguns dos membros
próximos da família de Angelina que viviam perto. Ele monitorou seu telefone e
atividade de internet. Barry objetou a Angelina falar sua primeira língua. Em uma
ocasião, quando ela estava no telefone para um membro da família em seu país de
origem, Barry empunhou uma faca exigindo que ela terminar a conversa e cozinhar o
jantar. Angelina estava ciente de que Barry também manteve rifles em casa.
Angelina estava se tornando cada vez mais isolada, humilhada e deprimida pelo abuso
de Barry. Ela começou a trabalhar mais para ficar longe dele. Barry, em seguida, criou
um quadro branco na cozinha de gravação de suas listas, ele iria tocar e texto dela
repetidamente no trabalho exigindo saber o seu turno vezes. Angelina diz que ela se
sentiu como um escravo: trabalhar longas horas, sendo constantemente monitorado,
e renunciar ao seu salário.
A situação tornou-se intolerável para Angelina e ela saiu para ficar com uma amiga.
Um membro da família encorajou-a a obter alguns conselhos do serviço de apoio do
Tribunal da Magistratura local. Foi encaminhada para outros serviços que a ajudaram
com o seu pedido de visto e recomendaram-lhe que solicitasse uma ordem de
proteção. Começou também a consultar um psicólogo, pois a sua saúde emocional e
confiança tinham-se deteriorado acentuadamente. – (Casos da Law.Edu)
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5. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A dissertação procurou estudar a manipulação psicólogica como um problema encarado
pela sociedade no dia-a-dia do ser humano através da problematização dos mecanismos,
tácticas, suscestibilidades e abordagem aos possíveis distúrbios que vem com a
característca “manipulação psicológica” da personalidade. Enfatiza-se que o estudo
elaborado no âmbito da disciplina de Métodos de Pesquisa e Investigação Cíentifica no
curso de Psicologia, procura aprofundar o conhecimento da mente humana e o
comportamento humano com bases no fornecimento de possíveis explicaçoes, teorias e
justificações para os “problemas inconscientes/conscientes” que advém do
comportamento humano como o estudo em causa: manipulação psicológica.
Dentro do conceito de manipulação psicológica, é importante não confundir
influenciador com manipulador, uma vez que, o influenciador procura influenciar com
base na persuasão, e métodos diretos. Alguns exemplos de influenciadores: Políticos,
Comerciantes, Publicidade televisiva… Isto tudo faz parte de influência direta, em
contraste com a manipulação psicológica que se centra em métodos indiretos e
dissumulados tendo em consideração que na maior parte dos casos os indíviduos vítimas
de manipulação não se apercebem de que estão a ser manipulados contrariamente à
influência social.
Neste trabalho, foram apresentadas teorias e hipóteses para a compreensão do
comportamento de um manipulador e por consequência, o funcionamento da sua
mente. O comportamento humano, é algo que pode ser explicado através das três
escolas de pensamento: Psicanálise (Sigmund Freud); Behaviorismo (B.F. Skinner) &
Fenomologia Humanista (Carl Rogers). As três escolas mencionadas, abordam e explicam
o comportamento humano de diferentes formas, e no estudo do tema em questão, uma
das problemáticas da pesquisa foi a carência de informações e bases para a formulação
de teorias em relação à explicação concreta do comportamento e mente de um
manipulador. Embora isto, na dissertação elaborada é representada a perspetiva da
Dra.Harriet B. Braiker, que postula teorias sobre os mecanismos mencionados
anteriormente, além das bases obtidas com recorrência ao estudo providenciado pelo
Instituito Superior de Gestão e Tecnologias (ISPO: A POLITÉCNICA, Em Maputo) e à
recorrência aos diversos livros, artigos de internet, entrevistas breves e utilização de
conferências (TED TALKS) no YouTube.
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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BRAKER, Harriet B.: Who’s Pulling Your Strings? How To Break The Cycle Of Manipulation
And Regain Control Of Your Life, 1ªEdição, Editora Mc-Graw Hill Education, New York
2003
SIMON, George K.: In Sheep’s Clothing: Understanding And Dealing With Manipulative
People, 2ª Edição, Editora Parkhurst Brothers Publishers Inc., Abril de 2010
SIMON, George K. PhD: Character Disturbance: A Phenomenon Of Our Age, 1ªEdição,
Editora Parkhurst Brothers Publishers Inc., Junho de 2011
FREUD, Sigmund: The Psychopathology Of Everyday Life, Última edição, Editora
CreateSpace Independent Publishing Platform, Junho de 2010
American Pyschiatric Association: Manual De Diagnóstico E Estatística Das Perturbações
Mentais, 5ªEdição, Climpesi Editores (edição em português), Lisboa, Novembro de 2017
BOCK, Ana: Psicologias: Uma Introdução Ao Estudo De Psicologia, 13ª Edição, Editora
Saraiva, 2001
https://lifelessons.co/personal-development/manipulate/
https://www.psicoedu.com.br/2017/03/reforco-positivo-negativo-exemplo.html
https://plato.stanford.edu/entries/prisoner-dilemma/
https://www.verywellmind.com/what-is-persuasion-2795892
https://psychologia.co/emotional-manipulation/
https://www.youtube.com/watch?v=cfNJmmabimU
https://www.investopedia.com/terms/p/prisoners-dilemma.asp
https://law.uq.edu.au/research/our-research/using-law-and-leaving-domesticviolence/domestic-violence-case-studies
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