Enviado por andressamarie20

Artigo - Andressa Maria

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A ESPIRAL LITERÁRIA: O DIÁLOGO ENTRE O SENHOR DAS MOSCAS E OS
MENINOS DA RUA PAULO
SILVA, Andressa Maria da1
1 INTRODUÇÃO
Sabe-se que a literatura pode ser abordada de diversas formas. O presente artigo tem
como objetivo analisar os livros O Senhor das Moscas (1963) e Os Meninos da Rua Paulo
(1907) sob o viés da Literatura Comparada. Para isso, faz-se necessário uma abordagem
sucinta da literatura comparada, logo após, apresenta-se as obras e seus autores com o intuito
de confrontar ambas as produções. Aborda-se a relação entre crianças-personagens em um
primeiro plano. Desta maneira, objetiva-se comparar a relação que se estabelece entre elas e
as narrativas como um todo.
2 LITERATURA COMPARADA
A Literatura é um campo de possibilidades e entre os seus desdobramentos encontrase a Literatura Comparada. Esta tem como objetivo relacionar duas ou mais obras entre si e,
com isso, perceber as particularidades sócio-culturais e até históricas, por meio da
confrontação entre as criações. Essa investigação pode enveredar-se por diversas
possibilidades. Entre elas estão: (i) os caminhos internos que determinado autor optou por
voltar-se; (ii) os mitos, influências externas, como a conjuntura social que atravessou a obra;
(iii) as influências internas, como as referências empregadas e seus motivos; (iv) além da
estruturação da composição sob o foco da crítica textual.
Com isso, a literatura comparada torna-se um recurso que permite observar as obras
através de um valor que está além do original e liga-se “[...] principalmente às
transformações, que cada autor contribui para a história da literatura.” (LAZAROTTO, 2011,
p. 1). Todavia, é importante salientar que existem definições pré-estabelecidas e estas definem
se determinada obra encaixa-se ou não como literária. Isto se faz necessário, pois é
fundamental que a literariedade determine as especificidades da literatura para que não se
afastem do conjunto de características que compreendem esse caráter.
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Graduanda em Letras Português-Inglês, pela Universidade Estadual de Goiás. Endereço eletrônico:
[email protected]
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Segundo Samoyault (1968), os trabalhos que envolvem teoria crítica e literatura
desenvolvem-se no campo da intertextualidade. Ou seja, trata-se da memória da literatura, que
tem como base a poética. Isto se dá, pois é ela que compreende os componentes teóricos que
fundamentam os textos. Entre esses processos dos estudos literários é de suma importância
refletir sobre como as produções surgiram. Assim, o comparativista deve partir do
pressuposto de que existe uma premissa literária, um modelo, e a partir desse modelo que são
feitas as remissões. Quer dizer que, existem obras matrizes que deram origem a outras, que
também se colocarão a aurora de outra, e isto se define como uma dança que é ritmada pelo
desenrolar gradual de palavras que desenham a espiral literária.
A articulação que ilumina as obras literárias e os seus valores está além de um
período, sexo, classe social, cultura, entre outras características, pertencentes àqueles que se
encaminham pelas veredas das produções. Um dos pontos consideráveis da literatura
comparada encontra-se na auto retomada. Se não há ineditismo, consequentemente, ocorre
uma mesclagem. Todavia, isso não diminui o valor de uma obra, afinal o autor está no centro
dessa cadeia que se ramifica em particularidades. Portanto, é importante pensar o autor nesse
meio de análise como a peça chave que abre ou fecha as portas do manuseio literário. Com
isso, faz-se necessário abordar brevemente sobre a vida e obra de William Golding (19111993) (O Senhor das Moscas) e Ferenc Molnár (1878-1952) (Os Meninos da Rua Paulo).
2.1.1 Golding e Molnár: dois percursos
A carreira do inglês Sir William Gerald Golding iniciou-se com pequenas
publicações de poemas. Logo depois, em 1935, Golding recebeu o diploma em Literatura
Inglesa em Oxford. Em seu currículo têm-se componentes, como a atuação no papel de
escritor, ator, dramaturgo e novelista. Ele também exerceu a função de professor de inglês,
filosofia e música na Maidstone Grammar School, entre 1938-1940. Já em 1945 ele deu aula
de inglês na Escola do Bispo Wordsworth e permaneceu na função até 1961.
Em 1940 William Gerald Golding ingressou na marinha inglesa e também durante a
Segunda Guerra Mundial atuou na perseguição de tropas inimigas. Trabalho esse que
perdurou até 1944. Em 1954 publicou o romance O Senhor das Moscas, que antecedeu os
títulos Os Herdeiros (1955) e Pincher Martin (1956), entre outros. A princípio O Senhor das
Moscas não obteve sucesso. Na época de sua veiculação a obra vendeu menos que três mil
exemplares. Todavia, foi com o passar do tempo que se tornou um best-seller de vendas. Em
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1983 Golding recebeu o Prêmio Nobel por este romance, que se tornou leitura obrigatória na
academia.
O sucesso do livro O Senhor das Moscas expandiu-se para os cinemas e em 1963
teve a sua primeira adaptação, por Peter Brook (1925-). Já em 1990 surge uma nova
adaptação do livro, que também ganhou as salas das instituições de ensino. A temática que
envolve o escritor liga-se ao embate entre o homem e sua natureza. Assim, entre as diversas
produções do autor as personagens encontram-se em situações em que os seus limites são
testados. Este é o caso da narrativa de O Senhor das Moscas, que conta a história da queda de
um avião que transportava um grupo de crianças inglesas de até doze anos para um local mais
seguro e longe da guerra. Os estudantes de um colégio interno ficaram presos em uma ilha
tropical deserta sem a vigilância de adultos. A partir daí, desencadeia-se uma utopia
democrática que se desmembra em terror e selvageria.
Quanto ao judeu Ferenc, embora tenha nascido Ferenc Neumann, o escritor
transfigurou-se em húngaro. A tradução do seu sobrenome ligava-se a questões de cunho
socioculturais, que tinham o intuito de ajustar e inserir socialmente a população judaica. Com
isso, surge o Molnár. Em 1939, para fugir das perseguições nazistas, Ferenc Molnár emigrou
para os Estados Unidos, onde se refugiou até o final de sua vida. Antes disso, aos vinte anos,
o escritor já havia realizado publicações literárias. A Europa foi palco para a encenação de
várias de suas peças teatrais. Entre as suas produções estão a peça Lilon (1909), com
adaptação cinematográfica em 1933 por Fritz Lang (1890-1976) e Os Meninos da Rua Paulo,
que teve três adaptações para o cinema em diversos idiomas, sendo em 1929, 1969 e 2003.
Percebe-se que Os Meninos da Rua Paulo foi uma obra de grande repercussão e, com
isso, tornou-se a mais conhecida da carreira de Molnár. A narrativa, apesar de ser considerada
como juvenil, também alcança um público maduro. Desta forma, mira justamente nos
apontamentos acerca das limitações sociais que envolvem os jovens. Aborda também como as
guerras desencadeiam agressões emocionais que envolvem a todos. Este é o contexto
narrativo interno, mas observa-se que é o resultado do contexto no qual o autor estava
inserido. A transição entre a candura das crianças à malícia dos adultos é um dos elementos
primordiais da obra, todavia a notoriedade da criação deve-se ao fato de que essa poderia
desenrolar-se em qualquer parte do mundo.
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2.2.1 Os habitantes narrativos: o campo de desenvolvimento
Como já foi dito brevemente em O Senhor das Moscas trata-se sobre o universo
infantil e seus desdobramentos acerca de situações limites. O instinto de sobrevivência é
latente. A frente das adversidades os garotos unem-se em busca de comida, água e abrigo.
Este é um lindo sentimento de união, afinal juntos são mais forte. No entanto, a
competitividade, que é uma característica inerente do ser humano, aflorou e a medida que a
trama desenvolve-se, os jovens tornam-se antagonistas. A luta pela soberania os dividiu em
dois grupos, liderados pelas personagens Ralph e Jack. Essa divisão moral relaciona-se à
civilização e harmonia e contrapõe-se à barbárie, respectivamente. Deste modo, surge a guerra
entre os grupos o que explora e salienta a obscuridade do espírito dos homens.
A intocada ilha em que os meninos encontram-se representa o paraíso. Isto pode ser
compreendido como uma metáfora para o bíblico Jardim do Éden. No livro de Génesis é
narrado como Deus cria Adão e Eva. Dois seres que aos poucos foram desenvolvendo
consciência e compreendendo o mundo exterior. Como figuras perfeitas sempre obedeciam as
ordens do Altíssimo, todavia, com o passar do tempo, ambos tornaram-se questionadores,
como dois adolescentes. Ao experimentar o fruto proibido da árvore do conhecimento e voltar
o olhar para si e sua condição humana ambos foram julgados pelo Pai e fadados a seguir a
vida sem a sua proteção. É justamente isso que acontece com os meninos na ilha. Eles estão
no paraíso, mas a medida que vão tomando consciência de suas vidas acabam agindo de modo
que os leva a auto destruição. Assim como Adão e Eva os garotos estão sem a supervisão de
um ser superior, neste caso falta a figura de um adulto. Por isso, inclinam-se para o mal. A
ilha é o tema central, pois trata da natureza sombria daqueles que corrompem o que é bom.
Durante a narrativa os meninos compreendem a importância de fazerem uma
fogueira. Assim, a fumaça aparece como um meio de conexão entre selvageria e a
humanização. Embora a fogueira tenha sido acesa para facilitar um possível resgate isto vai
sendo deixado de lado, afinal as características polidas dão espaço ao embrutecimento. Ralph
não consegue manter o fogo aceso por muito tempo e muito menos restaurar a ordem entre
eles. A fé de serem encontrados esvai-se assim como a fumaça. Embora, a princípio, o fogo
fosse controlado, ao final o desequilíbrio reinava. Nisto reside a ironia, já que foi por meio da
destruição que os jovens foram resgatados. A expressão onde há fumaça há fogo fez todo o
sentido na estória e por meio da fumaça ocasionada por um incêndio que tripulantes de um
navio guerrilheiro avistaram que havia algo errado e assim checaram o local e encontraram os
jovens.
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A linguagem abordada no livro está impregnada por simbologias. Como exemplo
tem-se o bicho, que imita a crueldade inata. Com isso, surge o que chamaram de grande
cobra. Mais uma vez evoca-se uma passagem bíblica. Todavia, Simon, o garoto que simboliza
a fé, percebe que o verdadeiro monstro está presente em cada um deles. A obra em si trata
sobre a decadência. Isto pode ser observado logo ao ler o título da produção. A sua explicação
aparece em certo momento da trama em que uma cabeça de porco é empalada e usada como
oferenda para o temido bicho. Isto é uma representação da autorruína. Esse senhor das moscas
é o retrato do mal que pode ser aproximado à figura de Satã. Isto porque “senhor das moscas é
uma tradução literal do hebreu e significa Beelzebub, que juntamente com Lúcifer e
Leviathan, foram os três primeiros anjos caídos.” (MARIA, 2016).
A guerra que envolve a trama também é uma representação que aponta como o
mundo adulto é incapaz de manter a paz e o amor. Ao passo que existe um bicho, esse ser é
associado a figura de um homem paraquedista que cai na ilha em decorrência desses conflitos.
A queda do paraquedas, assim como a queda do avião, são rupturas sociais. A fuga e o medo
da guerra simbolizam o encontro da alma humana com aquilo que ela mais teme: reconhecerse em meio ao caos. Já o oceano representa o quão frágil é a existência. Ao fazer um exame
em que se compara o mar e a vida, pode-se contemplar a associação a força, a harmonia, a
continuidade e firmeza. Todas essas características estão presentes no homem e do mesmo
modo que acontece nos mares, isso se esvai com o passar do tempo e sob circunstâncias
adversas.
Quando se fala da memória literária pode-se compreender isso através da queda do
avião na ilha. Essa ilha é uma referência a bíblia, um texto de retomada literária característico
da melancolia. Nessa rememoração compreende-se que um autor não sai ileso das escolhas e
percursos que decide fazer assim como a queda que deixou uma cicatriz na até então intocada
ilha. A partir do momento que uma obra é acessada há uma apropriação. Todavia, o resultado
é uma é fruto de possibilidades literárias. Assim, esse traço, aproxima-se da ruína, que é
justamente uma nova forma literária sendo construída a partir de um princípio. Desta forma,
tem-se a hipertextualidade que compreende a paródia, em que o sentido liga-se à mudança de
significante sem corromper o significado.
Quanto a narrativa de Os Meninos da Rua Paulo observa-se que a temática também
está impregnada pela guerra. Esta obra tem como personagens centrais dois grupos de
crianças entre dez e quatorze anos. Assim como em O Senhor das Moscas os jovens entram
em um embate pela posse de um terreno. Com isso, surgem os conflitos e a guerra instaura-se.
A princípio esse terreno da Rua Paulo é o paraíso de toda criança, pois é onde se encontram
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para conversar e brincar e assim socializar entre eles. Mas existe o segundo grupo que é o que
não compartilha dessa coletividade. Com isso, eles sugerem que seja realizada uma disputa
pela terra. Essa rivalidade é comum dos homens, mas as crianças conseguem se organizar de
modo maduro. Os jovens engajam-se em funções bem definidas. Assim como Ralph, Jack,
Porquinho, Roger e Simon tinham características bem definidas. Surgem então demarcações
com poderes hierárquicos de acordo com as habilidades que cada um possuía.
A luta pelo intitulado grund entre os meninos da Sociedade do Betume e os camisas
vermelhas é emocionante. A Sociedade do Betume está dentro do grund, assim como a
literatura que revive em si. Quanto a cor utilizada para definir um dos grupos esta é uma
metáfora para o resultado inerente das guerras: o derramamento de sangue. Isto Molnár viu de
perto, afinal ele se exilou nos Estados Unidos para fugir dos ataques nazistas que tinha uma
ideologia de raça superior. Acerca dessa filosofia uma personagem é diretamente utilizada
para fazer uma crítica. O presidente da Sociedade do Betume é o Weiss, que em alemão
significa branco. Referência a etnia branca-caucasiana.
Já quanto a falta de divisão de terras, embora o olhar esteja voltado para crianças,
fala da impossibilidade de compartilhamento e vivências harmoniosas entre grupos distintos.
O que ocorre no mundo externo, em especial, no mundo adulto. Sabe-se que a literatura
comparada é um produto do historicismo, que é tudo que se pode ver e confirmar. Com isso, a
obra apresenta uma Budapeste do final do século XIX, que historicamente foi palco das
referidas ocupações nazistas, e que internamente é cenário para embates de vida ou morte.
O encontro dos exércitos ocorre na Rua Paulo, como já mencionado, mas observando
a fundo esse nome pode-se constatar que assim como o primeiro livro analisado neste artigo,
O Senhor das Moscas, mais uma vez têm-se diversas rememorações bíblicas. Se, no primeiro,
associa-se à trama a figura de Leviathan, animal marinho presente nas passagens do Antigo
Testamento, em Os Meninos da Rua Paulo tem-se a alusão ao apostolo Paulo de Tarso, que
contribuiu para a composição do Novo Testamento. Além disso, antes de ser batizado era
conhecido como Saulo. Ou seja, há uma aproximação com o autor Ferenc Neumann,
posteriormente, Ferenc Molnár. Afinal, autor e obra não se desassociam.
O terreno baldio, entre outras significações, é uma metáfora para o solo literário,
assim como a ilha. Isto porque, há um enfrentamento para defender esse solo definido como
pertencente a um grupo, todavia outros querem usufruir deste espaço. Assim como a literatura
que não é fechada em si. É nesse locus que há uma reapropriação, com isso torna-se um
campo de batalha que fala do próprio processo criativo literário. A originalidade, a falta de
contato de outras mãos e olhares, não é literatura. É necessário esse movimento. Os dois lados
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opostos pode significar as escolhas dos autores que optam por envereda-se por uma trila ou
por outra. Quer dizer, trata-se de uma seleção de fatos.
Em Os Meninos da Rua Paulo fala-se de uma batalha em que existiam tarefas
estabelecidas, como manter o betume sempre molhado. Sabe-se que o betume é encontrado na
natureza, ou pode ser obtido artificialmente. Além de ser viscoso e escuro ele é altamente
inflamável, assim como os ânimos dos homens. Nesse histórico, entre as diversas
denominações que esse material recebe, uma delas é a de asfalto. A bíblia cita lagos de asfalto
que eram usados tanto para acender fogueiras quanto como impermeabilizantes. Em Gênesis
há uma passagem em que Deus diz a Nóe para passar betume dentro e fora da arca. Na
narrativa, o betume é sempre molhado através da mastigação que é justamente o deglutir
literário. Porque assim como os animais, os homens, mas no ato da escrita, mastigam as
palavras, digerem, regurgitam as ideias e depois as engolem mais uma vez. É um ciclo. Além
disso, como os animais os homens entrem em disputas por territórios e isso é exposto na obra.
Em O Senhor das Moscas é imposta uma situação extrema que envolve a luta pela
sobrevivência. Isto não se afasta da narrativa de Os Meninos da Rua Paulo, pois uma
brincadeira entre crianças tornou-se uma peleja pela sobrevivência. Ambas as narrativas
assemelham-se não só pelo fato de terem crianças-personagens, mas também por retratar o
mundo das guerras sob o olhar infantil e assim traduzir o mundo adulto. Percebe-se um
atravessamento externo em ambas. Desta forma, estabelecem-se críticas sociais e culturais.
O retrato da infância é uma representação psicológica de como a hostilidade humana
afeta os homens em todos os campos, sejam eles de futebol, ou não. Além disso, percebe-se
um diálogo próximo com passagens da Bíblia. Esta fala sobre diversos discípulos, que são
aprendizes, aqueles que estudam e repassam os seus conhecimentos, ou seja aproximam-se do
fazer narrativo tanto das obras mencionadas como de outras. Afinal, é isso que faz o literato,
que por meio de suas produções mostra sua faceta de seguidor dos mestres.
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3 Referências
GOLDING, William. O Senhor das Moscas. Rio de Janeiro: O Globo; São Paulo: Folha de
S. Paulo, 2003 [1954].
KASSE, Eduardo. Escrever é mastigar, digerir, regurgitar e engolir novamente.
Disponível em: <https://eduardokasse.com.br/blog/2013/02/25/escrever-e-mastigar-digerirregurgitar-e-engolir-novamente/> Acesso em: 28 nov. 2018.
LAZAROTTO, Kellyn Regina. Literatura comparada: dois romances, duas regiões, dois
irmãos. V Encontro Internacional de Letras, Foz do Iguaçu, ago./set. 2011, p. 1-10.
MARIA, Ana. Simbologia em O Senhor das Moscas. Disponível
<https://habitantesdenarnia.wordpress.com/2016/06/24/simbologia-em-o-senhor-dasmoscas/> Acesso em: 28 nov. 2018.
em:
MOLNÁR, Ferenc. Os meninos da rua Paulo. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.
NETSABER RESUMOS. Adão e Eva – Metáfora da Autoconsciência e Individualização da
Alma.
Disponível
em:
<http://resumos.netsaber.com.br/resumo-114207/adao-e-eva-metafora-da-autoconsciencia-e-individualizacao-da-alma> Acesso em: 28 nov. 2018.
PASSEI WEB. Os meninos da Rua Paulo, de Ferenc Molnár. Disponível em:
<https://www.passeiweb.com/estudos/livros/os_meninos_da_rua_paulo> Acesso em: 28 nov.
2018.
SAMOYAULT, Thiphanie. A intertextualidade. Tradução: Sandra Nitrini. São Paulo:
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William
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Disponível
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WIKIPÉDIA.
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Disponível
<https://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_de_Tarso> Acesso em: 28 nov. 2018.
em:
WIKIPÉDIA. Betume. Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Betume> Acesso em:
28 nov. 2018.
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