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5-Filosofia Medieval

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Uma forma diferente de aprender
Assim como a filosofia antiga, a filosofia medieval possuía suas características próprias, o que
contribuía para que ela pudesse ser analisada não apenas por uma época diferente, mas também
por uma forma de pensar mais analítica, que em sua grande maioria, era ligada a um mesmo
foco, a religiosidade. As principais questões debatidas pelos filósofos medievais eram:

A relação entre a razão e a fé;

A existência e a natureza de Deus;

Fronteiras entre o conhecimento e a liberdade humana;

Individualização das substâncias divisíveis e indivisíveis.
Em resumo, o que vemos é que os principais temas estão relacionados a fé, o que prova o
argumento da intervenção da igreja neste período da filosofia. Relacionar a fé, que é algo sem
uma explicação lógica ou científica com a razão, que busca o entendimento das coisas, era uma
forma que a igreja tinha de tentar explicar o que até ali não tinha explicação.
A existência e a natureza de Deus, para a filosofia, era algo complexo, pois se partirmos do
pressuposto de que a filosofia busca explicar as coisas desde o seu início, buscando formas de
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provar o que está sendo apresentado, agora era uma obrigação filosófica explicar a existência de
Deus.
Neste período não era difícil encontrar pensadores que defendessem a tese de que fé e religião
não deveriam estar subordinadas uma a outra, de que o indivíduo não precisaria ter sua fé ligada
diretamente as racionalidades com as quais está acostumada a viver, porém, um nome se
destacou em meio aos filósofos quanto a buscar uma forma racional de justificar as crenças.
Conhecido como Santo Agostinho de Hipona, esse filósofo cristão desenvolveu uma idéia de que
todo homem possui uma consciência moral e um livre arbítrio, que todos temos a consciência do
que é certo e errado, do mesmo jeito que temos o direito de escolha, para fazer ou não cada
coisa, mesmo sabendo que acarretarão conseqüências.
PRINCIPAIS PERÍODOS
Patrística (I d.C a VII d.C)
È um período que se caracteriza pelo resultado dos esforços dos apóstolos (João e Paulo) e dos
primeiros ''Padres da Igreja''para conciliar a nova religião com o pensamento filosófico mais
corrente da época entre os gregos e os romanos. Não o bastante, tomou com tarefa a defesa da
fé cristã, frente as diversas críticas advindas de valores teóricos e morais dos ''antigo''. Os nomes
mais salientes desse período são os de Justino, Tertuliano, Clemente de Alexandria, Orígenes,
Gregório de Naziano, Basílio, Gregório,de Nissa, eles representam a primeira tentativa de
harmonizar determinados princípios da Filosofia grega ( particularmente do Epicurismo,do
Estoicismo e do pensamento de Platão) com a doutrina cristã.(...). Eles não só estavam
envolvidos com a tradição cultural helênica como também conviviam com filósofos estóicos,
epicuristas, sofistas, pitagóricos e neoplatonicos. E não só conviviam, como também foram
educados nesse ambiente multiforme da Filosofia grega ainda de suas conversões''.
Medieval
(XIII
d.C
a
XIV
d.C)
Período bastante influenciado pelo pensamento socrático e platônico (conhecido aqui
como eoplatônismo,vindo da filosofia de Plotino). Ocupou-se em discutir e problematizar
''Questões Universais''. É nesse período que o pensamento cristão se firma como ''Filosofia
Cristão'‘, que mais tarde se torna Teologia.
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Renascença (XIV d.C. a XVI d.C.)
É marcada pela descoberta de obras de Platão desconhecidas na Idade Média e novas obras de
Aristóteles, ainda temos a recuperação de trabalhos de grandes autores e artistas gregos e
romanos. São três as linhas de Pensamento:
- Neoplatonismo e Hermetismo;
- Pensamentos florentinos;
- Antropocentrismo.
Foi um período marcado por uma efervescência teórica prática, alimentada principalmente por
descobertas marítimas e crises político culturais que culminaram em profundas criticas á Igreja
Católica, que evoluíram para reforma Protestante (a Igreja Católica responde com a ContraReforma e com a Inquisição).
Origem do Cristianismo
Cristianismo é uma religião monoteísta, centrada na vida e nos ensinamentos de Jesus de
Nazaré, tais como são apresentados no Novo Testamento.A fé cristã acredita em Jesus como o
Cristo, Filho de Deus, Salvador e Senhor. Os seguidores do cristianismo, conhecidos como
cristãos, acreditam que Jesus seja Messias profetizado na Bíblia Hebraica (a parte das escrituras
comum tanto ao cristianismo quanto ao judaísmo). A teologia cristã ortodoxa alega que Jesus
teria sofrido, morrido e ressuscitado para abrir caminho para o céu aos humanos; os cristãos
acreditam que Jesus teria ascendido aos céus, e a maior parte das denominações ensina que
Jesus irá retornar para julgar todos os seres humanos, vivos e mortos, e conceder a imortalidade
aos seus seguidores. Jesus também é considerado para os cristãos como modelo de uma vida
virtuosa, e tanto como o revelador quanto a encarnação de Deus.
Os cristão chamam a mensagem de Jesus Cristo de Evangelho (''Boas Novas''), e por isto
referem-se
aos
primeiros
relatos
de
seu
ministério
como
evangelhos
O cristianismo se iniciou como uma seita judaica e, como tal, da mesma maneira que o próprio
judaísmo ou o islamismo,é classificada como uma religião judaico-cristã.
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Após se originar no Mediterrâneo Oriental,rapidamente se expandiu em abrangência e
influência,ao longo de poucas décadas;no século IV ja havia se tornado a religião dominante no
Império Romano.Durante a Idade Média a maior parte da Europa foi cristianizada,e os cristão
também seguiram sendo uma significante minoria religiosa no Oriente Médio,Norte da África e em
partes da Índia.Depois da Era das Descobertas,através do trabalho missionário e da
colonização,o cristianismo se espalhou para as Américas e pelo resto do mundo.
O cristianismo desempenhou um papel de destaque na formação da civilização ocidental pelo
menos desde o século IV. A primeira nação a adotar o cristianismo como religião oficial foi a
Armênia, fundando a Igreja Ortodoxa Armênia, em 301.
No inicio do século XXI o cristianismo conta com entre 1,5 bilhão e 2,1 bilhões de seguidores,
representado cerca de um quarto a um terço da população mundial,e é uma das maiores religiões
do
mundo.O
cristianismo
também
é
a
religião
de
Estado
de
diversos
países.
A ascensão do imperador romano Constantino representou um ponto de virada para o
cristianismo.Em 313 ele publica o Édito de Tolerância (ou Édito de Milão) através do qual o
cristianismo é reconhecido como uma religião do Império,e conhece a liberdade religiosa aos
cristãos.A Igreja pode possuir bens e receber donativos e legados.È também reconhecida a
jurisdição dos bispos. A questão da conversão de Constantino ao cristianismo é um tema de
profundo debate entre os historiadores, mas em geral aceita-se que sua conversão ocorreu
gradualmente.
Constantino quis também intervir nas querelas teológicas que na altura marcavam o cristianismo.
Mais tarde, nos anos de 391 e 392, o imperador Teodósio I combate o paganismo, proibindo o
seu culto e proclamando o cristianismo religião oficial do Império Romano.
Patrística (Santo Agostinho)
Características Gerais
Com nome de patrística entende-se o período do pensamento cristão que se seguiu á época neo
testamentária e chega até ao começo da Escolástica, isto é, os séculos II-VIII da era vulgar.
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Este período da cultura cristão e designado com o nome de patrística, por quando representa o
pensamento dos Padres da Igreja, que são os construtores da teologia católica, guias, mestres da
doutrina cristã.
A Patrística é contemporânea do último período do pensamento grego, o período religioso, com a
qual tem fecundo contato, entretanto dele diferenciado-se profundamente, sobretudo como o
teísmo se diferencia do panteísmo. É também contemporâneo do império romano, com o qual
também polemiza, e que terminará por se cristianismo depois de Constantino.
A patrística divide-se geralmente em três períodos.

Até o ano 200 dedicou-se á defesa do Cristianismo contra seus adversários (padres
apologistas, como São Justino Mártir,etc.).

Até o ano450 é o período em que surgem os primeiros grandes sistemas de filosofia
cristão (Santo Agostinho,Clemente Alexandrino,etc.).

Até o século VIII reelaboram-se as doutrinas já formuladas e de cunho original (Boécio,
etc)
Esta divisão da Literatura Patrística em três períodos é geralmente feita, mais didaticamente,da
seguinte forma:
Período Ante-Niceno - correspondente ao período anterior ao Concilio Ecumênico de
Nircéia(324 d.C.).Geralmente compreende os escritos surgidos entre o século I e inicio IV século.
Período Niceno - correspondente ao período entre os anos anteriores até alguns imediatamente
posteriores ao Cocílio Ecumênico de Nicéia (324 d.C).Geralmente compreende os escritos
surgidos entre o inicio do IV século até o final deste.
Período do Pós-Niceno- corresponde ao período compreendido entre os V e VIII séculos.
Filosofia Escolástica
A Escolástica inventou um método para discussão de idéias filosóficas. Conhecido como disputa,
esse artifício consistia em apresentar uma tese, que seria defendida ou refutada com base em
argumentos encontrados na Bíblia, na obra de Platão, Aristóteles; e demais Padres da Igreja. Foi
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um movimento que pretendia usar os conhecimentos greco-romanos para entender e explicar a
revelação religiosa do cristianismo. As idéias dos filósofos gregos Platão e Aristóteles adquirem
grande importância nesta fase. Os teólogos e filósofos cristão começam a se preocupar em
provar a existência da alma humana e de Deus
Para os filósofos escolásticos a Igreja possuía um importante papel de conduzir os seres
humanos à salvação. No século XII, os conhecimentos passam a ser debatidos, armazenados e
transmitidos de forma mais eficiente com o surgimento de várias universidades na Europa.
Principais representantes: Anselmo de Cantuária, Albertus Magnus, São Tomás de Aquino, John
Duns Scotus e Guilherme de Ockham.
Durante a Idade Média, aconteceu um sincretismo entre as crenças religiosas e o conhecimento
clássico. Assim, os filósofos medievais foram influenciados pelas obras de Aristóteles, que foram
conservadas e traduzidas pelos árabes Averróis e Avicena. Platão também influenciou o
pensamento medieval. Porém, os filósofos da época só conheciam o neoplatônico, pela Filosofia
de Plotino do século VI d.C. A Idade Média conta com particularidades diversas que se afasta
daquela errônea perspectiva que a define como a “Idade das trevas”. Contudo, a predominância
dos valores religiosos e as demais condições específicas fazem do período medieval apenas
singular em relação aos demais períodos históricos. Nesse sentido, o expressivo monopólio
intelectual exercido pela Igreja estabeleceu uma cultura de traço fortemente teocêntrico.
Não por acaso, os mais proeminentes filósofos que surgiram nessa época tiveram grande
preocupação em discutir assuntos diretamente ligados ao desenvolvimento e à compreensão das
doutrinas cristãs. Já durante o século III, Tertuliano apontava que o conhecimento não poderia ser
válido se não estivesse atrelado aos valores cristãos. Logo em seguida, outros clérigos
defenderam que as verdades do pensamento dogmático cristão não poderiam estar subordinadas
à razão.
Em contrapartida, existiam outros pensadores medievais que não advogavam a favor dessa
completa oposição entre a fé e a razão. Um dos mais expressivos representantes dessa
conciliação foi Santo Agostinho, que entre os séculos IV e V defendeu a busca de explicações
racionais que justificassem as crenças. Em suas obras “Confissões” e “Cidade de Deus”,
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inspiradas em Platão, ele aponta para o valor onipresente da ação divina. Para ele, o homem não
teria autonomia para alcançar a própria salvação espiritual. A idéia de subordinação do homem
em relação a Deus e da razão à fé acabou tendo grande predominância durante vários séculos no
pensamento filosófico medieval. Mais do que refletir interesses que legitimavam o poder religioso
da época, o negativismo impregnado no ideário de Santo Agostinho deve ser visto como uma
conseqüência próxima às conturbações, guerras e invasões que viriam a marcar a formação do
mundo medieval.
Contudo, as transformações experimentadas com a Baixa Idade Média promoveram uma
interessante revisão da teologia agostiniana. A chamada filosofia escolástica apareceu com o
intuito de promover a harmonização entre os campos da fé e da razão. Entre seus principais
representantes estava São Tomas de Aquino, que durante o século XIII lecionou na universidade
de Paris e publicou “Suma Teológica”, obra onde dialoga com diversos pontos do pensamento
aristotélico
São Tomás, talvez influenciado pelos rigores que organizavam a Igreja, preocupou-se em criar
formas de conhecimento que não se apequenassem em relação a nenhum tipo de
questionamento. Paralelamente, sua obra teve uma composição mais otimista em relação à figura
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do homem. Isso porque acreditava que nem todas as coisas a serem desvendadas no mundo
dependiam única e exclusivamente da ação divina. Dessa maneira, o homem teria papel ativo na
produção de conhecimento.
Apesar dessa nova concepção, a filosofia escolástica não foi promotora de um distanciamento
das questões religiosas e, muito menos, afastou-se das mesmas. Mesmo reconhecendo o valor
positivo do livre-arbítrio do homem, a escolástica defende o papel central que a Igreja teria na
definição dos caminhos e atitudes que poderiam levar o homem à salvação. Com isso, os
escolásticos promoveram o combate às heresias e preservaram as funções primordiais da Igreja.
Apesar de ter as mesmas preocupações que a Filosofia patrística, filosofia cristã dos primeiros
séculos, os pensadores do medievo acrescentaram um assunto importante em sua filosofia: o
Problema dos Universais, que diz respeito à idéia e sua relação com a realidade. Fora a filosofia
dos gregos, os medievais foram influenciados pelo pensamento de Santo Agostinho, bispo,
escritor, teólogo, filósofo, Padre latino e Doutor da Igreja Católica. Surge nesta época a teologia,
que é a Filosofia cristã. Um dos temas mais discutidos por esta vertente filosófica é a prova da
existência de Deus e da alma. Era necessário comprovar a existência do criador e do espírito
humano imortal. Entre os assuntos encontrados na Filosofia medieval estão a hierarquia entre os
seres existentes (relação de domínio entre superiores e inferiores), domínio de papas e bispos
sobre reis e barões, separação e diferença entre espírito e corpo, fé e razão, Deus e homem.
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Maimônides, Nahmanides, Yeudah ben Levi (judeus), Avicena, Averróis, Alfarabi e Algazáli
(árabes), Abelardo, Duns Scoto, Escoto Erígena, Santo Anselmo, Santo Tomás de Aquino, Santo
Alberto Magno, Guilherme de Ockham, Roger Bacon e São Boaventura são considerados os
principais nomes da Filosofia medieval. Uma grande característica deste período é a interferência
da Igreja Católica em todas as áreas do conhecimento, e por esse motivo tornou-se comum
encontrarmos tanto temas religiosos como os próprios membros da igreja fazendo parte dos
filósofos que vieram a dar vida a este momento da história da filosofia.
Filosofia dos Padres Apostólicos
Nos séculos I e II, a filosofia desenvolvida esteve relacionada com o início do Cristianismo e,
portanto, os filósofos desse período estavam preocupados em disseminar os ensinamentos
de Jesus Cristo.
Recebe esse nome uma vez que esse cristianismo primitivo esteve baseado nos escritos de
diversos apóstolos. O maior representante desse período foi Paulo de Tarso, ou Apóstolo Paulo,
que escreveu muitas epístolas registradas no Novo Testamento.
Filosofia dos Padres Apologistas
Nos séculos III e IV a filosofia medieval passa para uma nova fase relacionada com a apologia
(defesa e elogio) que os filósofos buscavam na religião cristã.
De tal modo, eles rechaçavam a filosofia greco-romana por alegarem que os temas pagãos não
estavam de acordo com os ideais do Cristianismo. Nesse período destacam-se os apologistas
cristãos: Justino Mártir, Orígenes de Alexandria e Tertuliano.
Filosofia Patrística
O período patrístico, que durou do século I d.C. à VII d.C, ficou caracterizado pelos esforços dos
apóstolos João e Paulo e dos primeiros Padres da igreja para fazer uma ligação entre a nova
religião e o pensamento filosófico da época, que tinha o pensamento greco-romano em linha de
frente.
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Os nomes mais destacados desse período foram: Justino Mártis, Tertuliano, Clemente de
Alexandria, Orígenes, Gregório de Nazianzo, Basílio de Cesaréia e Gregorio de Nissa. Eles não
apenas eram envolvidos em com a filosofia grega, a cultura helênica como também foram
educados no ambiente desse tipo de filosofia, e assim sendo, queriam usar essa forma de
pensamento para ajudar na expansão do cristianismo.
A Patrística se desenvolveu num ambiente altamente influenciado pela filosofia grega e dela se
valeu para esclarecer e defender o novo conteúdo da fé. O Neoplatonismo, contemporâneo da
Patrística, teve grande ascendência sobre os primeiros escritores cristãos. Encontramos, nessa
época, duas tendências opostas: de um lado, os padres da Igreja oriental ou grega, que
pretenderam harmonizar o pensamento grego com a religião cristã; de outro, os padres da Igreja
ocidental ou latina, que combateram a cultura pagã.
A filosofia foi utilizada para defender a religião cristã dos ataques dos seus adversários pagãos e
gnósticos (gnosticismo - ecletismo filosófico e religioso que gerou a heresia gnóstica: redução da
criação e redenção cristãs a fenômenos naturais), e para prestar ajuda na justificação dos
dogmas (pontos fundamentais e indiscutíveis de uma doutrina religiosa).
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Uma forma diferente de aprender
A Patrística não nos legou nenhum sistema filosófico cristão; a maioria das questões de que
tratou derivou de polêmicas doutrinárias e de tentativas de sua resolução. Até Santo Agostinho, a
Patrística foi ocasional e fragmentária. Alguns representantes da Patrística. Os primeiros padres
da Igreja escreveram em defesa (apologia) da nova religião e por isso foram chamados de
Apologistas.
São Justino, padre apologista grego, foi considerado o fundador da Patrística; viveu no século II e
morreu mártir em Roma. Entre os apologistas latinos, deve ser citado Tertuliano de Cartago que
nasceu na metade do século II e morreu em Roma, em 240. Dos apologistas da Igreja oriental
devem ser lembrados Clemente (fins do século II - início do III) e Orígenes (século III), o maior
dos pensadores cristãos anteriores a Agostinho. As grandes discussões sobre os dogmas e a
refutação das heresias foram, pouco a pouco, desenvolvendo a filosofia cristã e deram aos seus
defensores a estatura de filósofos à altura dos seus antecessores na antiguidade clássica.
SANTO AGOSTINHO
Agostinho acreditava que o pensar racional fosse compatível com a verdade revelada por Deus e
que, portanto, a filosofia pudesse servir à teologia. Ele foi o principal representante dessa forma
de pensar e, através dela, procurou fazer o entrosamento das várias tendências da Patrística - à
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síntese que realizou, ele mesmo chamou filosofia cristã, sistematizando uma concepção do
mundo, do homem e de Deus, que por muito tempo foi a doutrina fundamental da Igreja Católica.
Quando Agostinho se converteu ao cristianismo, já conhecia muito bem, principalmente através
da leitura dos textos de Cícero, o pensamento clássico (néoplatônicos, néo-pitagóricos,
epicuristas e estóicos). Também para ele, o pensar filosófico busca resolver o problema da
felicidade: afirma que o homem não tem razão para filosofar, exceto para atingir a felicidade.
Entendia que a filosofia não sai em busca do conhecimento da natureza do universo físico ou dos
deuses, mas sim, do homem à procura da felicidade. Como o próprio Agostinho encontrou essa
felicidade ou beatitude através da fé e da intuição e não pelo esforço intelectual, ele retoma o
grande problema da Patrística - a conciliação entre a razão e a fé, entre a filosofia pagã e a fé
cristã.
Agostinho conhecia as idéias dos céticos da Nova Academia platônica (Arcesilau e Carnéades)
que, como já vimos, ensinavam que se deve duvidar de tudo e que só se pode conhecer o que é
provável (probabilismo), sem absoluta certeza da verdade. Ele consegue vencer o ceticismo,
aprofundando-o: se duvido, no ato de duvidar tenho consciência de mim mesmo como aquele que
duvida - Se eu me engano, eu sou, pois aquele que não é, não pode ser enganado - não posso
duvidar do meu próprio ser, tenho a certeza de mim como existente. Atingindo a certeza da
própria existência através da dúvida, Agostinho antecipa Descartes, que formulou sua reflexão
doze séculos mais tarde: cogito, ergo sum - penso, logo existo.
Essa primeira certeza fundamentou sua teoria do conhecimento e revelou a essência do homem:
ser pensante em quem o pensamento não se confunde com a matéria. Seu modo de ver o
homem como uma alma que se serve de um corpo, foi herdado de Platão através do
conhecimento da doutrina do neo-platônico Plotino. Agostinho ensina que a união da alma com o
corpo, tendo sido criada por Deus, não pode ser um mal; que a alma é hierarquicamente superior
ao corpo e tende a um fim que está além da ordem natural: tende a Deus, que é o seu princípio.
Esse conceito é também platônico: lembremo-nos de que Platão acreditava que a terra não é o
fim último da alma, senão que, após sua passagem pelo mundo natural, deverá voltar ao mundo
das idéias.
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Agostinho distingue dois tipos de conhecimento:
- Aquele que decorre dos órgãos dos sentidos que apreendem os objetos exteriores - é mutável,
temporal; portanto, não necessário.
- O conhecimento das verdades imutáveis e eternas; portanto, necessário.
Se considerarmos que o homem é tão mutável quanto as coisas que nossos sentidos percebem,
donde virá o conhecimento da verdade imutável e necessária? Responde o filósofo: da
iluminação divina. Outra vez encontramos Platão - na alegoria da caverna, o homem pode
conhecer a verdade, porque um sol externo (a idéia do Bem) ilumina o mundo das Idéias. Para
Agostinho, então, conhecer a verdade é possível, porque as Idéias, as verdades, estão presentes
em nosso intelecto e Deus nos concede a graça de iluminá-las, para que possamos conhecê-las.
Conceito difícil de ser entendido, aproxima-se dos conceitos platônicos da reminiscência e das
idéias inatas; mas nosso filósofo cristão procura diferenciar os dois conceitos: as idéias não são
inatas, mas presentes em nós como reflexos da verdade divina, como um presente que Deus nos
oferece.
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Como o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus, tem uma presença da verdade que
não é a Verdade absoluta que ele procura - esta presença da verdade, que é, ao mesmo tempo,
uma ausência da Verdade absoluta, faz do homem um ser inquieto, à procura da luz infinita da
Verdade absoluta. Agostinho foi o filósofo da inquietação humana, do homem como inquieto
perene.
Como o pensamento humano descobriu a existência de Deus? De acordo com
Agostinho, nada há no homem e no mundo superior à mente, mas a mente intui verdades
imutáveis e absolutas, que são superiores a ela; portanto, existe a Verdade imutável, absoluta e
transcendente que é Deus. Não podemos conhecer Deus na sua essência e dele só podemos
falar por analogia com aquilo que conhecemos.
Novamente recorrendo a Platão, Agostinho incorpora o mundo das aparências e o mundo das
idéias ao pensamento e à mística cristã. Deus está fora do tempo, é sempre presente; o mundo
foi criado junto com o tempo e não no tempo - antes do mundo ser criado, não havia tempo. Deus
é eterno, presente, fora do tempo. Antes de Agostinho, Deus era visto como um organizador do
caos inicial. Bem diversa é a doutrina cristã do filósofo, para quem Deus é o criador de todos os
seres, a partir do nada e como conseqüência do seu amor infinito. Agostinho também contesta o
maniqueísmo (doutrina de origem persa, segundo a qual o universo foi criado e é regido pela luta
entre dois princípios antagônicos com a mesma força: Deus, o bem absoluto e o Demônio, o mal
absoluto)
Outro problema de difícil resolução, abordado por Agostinho, foi o do livre arbítrio: depois do
pecado original (antes o homem era livre, mas tendia naturalmente para o bem), o homem
possuía o livre arbítrio, isto é, a possibilidade de escolher entre um bem maior e um bem menor,
entre o bem e o mal e entre um mal maior e um mal menor. A vontade pode afastar o homem de
Deus, fazendo escolhas erradas. Afastar-se de Deus significa ir para o não-ser, isto é, caminhar
para o mal. Eis aí o pecado, que não é necessário e deriva, unicamente, da vontade do homem,
nunca de Deus. Caminhando para o pecado, a alma decai e não consegue salvar-se sozinha vem, então, a graça divina para dirigir o homem para o bem, sem, no entanto, privá-lo do livre
arbítrio. Sem o auxílio da graça, exercendo o livre arbítrio, o homem poderia escolher o mal. Mas,
segundo Agostinho, nem todos recebem a graça; apenas os predestinados à salvação a recebem
das mãos de Deus. Esse conceito de predestinação, da dualidade dos eleitos e dos condenados
é exposto em sua obra Cidade de Deus; nela, o autor descreve os homens no mundo, depois do
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pecado original ( a vontade, movida pelo orgulho, distanciou-se de Deus): aqueles que persistem
no erro de Adão e Eva, ou seja, no pecado, vivem na cidade dos homens, na cidade da terra,
onde são sempre castigados; os que recebem a graça divina, os eleitos, constroem a Cidade de
Deus e viverão para sempre, eternamente no Bem. Todos os fatos históricos negativos, como as
guerras, o dilúvio e os impérios opressores, pertencem à cidade dos homens; os fatos positivos,
como a arca de Noé, Moisés, os profetas e, principalmente, a vinda de Jesus ao mundo, são
manifestações da Cidade de Deus.
Agostinho escreveu a Cidade de Deus, enquanto assistia os bárbaros destruírem o Império
Romano; deu uma resposta ao paganismo romano que acusava o cristianismo de ter culpa nesse
desastre - não foi um desastre, mas a mão de Deus que castigou os pagãos da cidade dos
homens, para dar lugar ao cristianismo, arauto da Cidade de Deus.
A doutrina filosófica e
teológica de Agostinho, elaborada no final da Antiguidade, exerceu enorme influência durante a
Idade Média. Sua capacidade de aprofundar e ampliar a relação entre a filosofia antiga principalmente platônica e neo-platônica - e o cristianismo, fez dele o fundador do platonismo
cristão e o primeiro sistematizador da filosofia cristã.
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A FILOSOFIA ÁRABE
Tal como os filósofos cristãos, também os árabes tentaram conciliar o conteúdo da revelação com
a filosofia, ou melhor, esforçaram-se por explicar racionalmente a verdade revelada através da
filosofia. Pretendiam perpassar a obscuridade da fé com a luz da razão natural. Trata-se de
conciliar a fé com a razão, síntese que muitas vezes culmina em modos originais de pensar. O
pensamento rígido do Corão e dos tradicionalistas chocou muitas vezes com a cosmo visão
platônica e aristotélica, sobretudo nas concepções da criação e da ação divina sobre o mundo.
Os árabes tiveram contato com a filosofia grega através dos territórios conquistados onde
predominava a cultura helênica e assim conheceram obras gregas no campo da medicina,
matemática e filosofia. Através das traduções feitas pelos judeus de Espanha dos comentadores
de Aristóteles, os europeus puderam conhecer a maior parte do corpus aristotelicum, que era
desconhecido até então. O que mais se conhecia de Aristóteles era somente a lógica, depois,
através dos comentadores árabes, juntou-se a metafísica, a física, a ética e a psicologia.
BIBLIOGRAFIA
http://www.suapesquisa.com/idademedia/filosofia_medieval.htm
https://www.todamateria.com.br/filosofia-medieval/
http://www.infoescola.com/filosofia/filosofia-medieval/
http://brasilescola.uol.com.br/historiag/filosofia-medieval.htm
Sugestões de vídeo aulas
https://www.youtube.com/watch?v=yJpwoA_BOtk
https://www.youtube.com/watch?v=y1cnrz1uTcs
https://www.youtube.com/watch?v=ngxVe7QQ3zg
https://www.youtube.com/watch?v=6GP_OGHQokQ
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