Enviado por renatarcd

estudo dirigido 5 COA - Odontologia

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Odontogeriatria: resumo
Primeira abordagem- Prótese imediata
É uma prótese removível a ser instalada logo após as exodontias.
- Objetivo: Minimizar os efeitos funcionais, psicológicos, estéticos que surgem na
transição da fase de dentado para edentulo.
Funcional:
Mantém a posição e funcionamento da musculação;
Reduz transtornos ou reajustes fonéticos devido a falta de elementos dentários;
Mantém a capacidade funcional de mastigação e deglutição.
Anatômico:
Minimiza alterações na ATM;
Mantém ou estabelece uma Dimensão vertical de oclusão;
Confere ou mantem a estética do terço inferior da face( neste caso preocupa-se com
o colapso dos tecidos mole);
Impede o espraiamento lingual ( língua espalha)
Estético:
Mantem o suporte dos tecidos mole do terço inferior da face;
Possibilidade de usar os dentes artificiais;
Psicológicas:
Evita o constrangimento na ausência dos elementos dentários;
Permite o equilíbrio emocional;
Melhora a aceitação das exodontias;
Cirúrgicas:
Guia de cicatrização para o tecido mole;
Controla edema, protege a ferida cirúrgica, auxilia na hemorragia,
Confere na obtenção de um rebordo melhor enquanto este vai remodelando pós
cirurgia.
Desvantagens:
É um custo a mais no tratamento;
Previsibilidade incerta da adaptação desta prótese;
Dor e desconforto pos cirúrgico;
Necessita de mais ajustes e reembasamento ao longo do tratamento.
Necessito avalia as condições dos pacientes para elaboração de uma Prótese total
Imediata:
-Condições sistêmica e medicação (tem influência mais para a cirurgia em si);
- Analise da mucosa oral em busca de lesões, ou até lesões ósseas ( analise
radiográfica);
-Adequação do meio bucal ( tem necessidade de restaurações, endo- são focos de
infecções a serem eliminadas antes de elaborar uma cirurgia);
- Mais especificamente sobre o planejamento cirúrgico: avaliar possibilidade de
executar em uma sessão ou duas..., se terá necessidade de acerto de rebordo);
- Avaliação do antagonista se está com plano oclusal nivelado( sem extrusões por
exemplo), se são elementos naturais, ou uma P.T.
- Instalação simultânea do superior e inferior( planejamento é em conjunto, quando
irá reabilitar os dois arcos)
Moldagem da forma tradicional:
Difere-se em duas questões: NÃO uso HDR (aqui é a moldeira de estoque- OS
ELEMENTOS AINDA ESTÃO PRESENTES). E na moldagem funcional NÃO devese tentar utilizar pasta zincoenólica ( material anelástico- extremamente retentivo)
Geralmente molda-se a área edentula com a pasta e a dentada com alginato( fica
uma moldagem mista)
Passo a passo;
Consiste na moldagem anatômica com a moldeira de estoquevazamento do
modelo (modelo de estudo)confecção da moldeira individual moldagem
funcional( periférica e a propriamente dita) Nesta etapa no modelo obtido( modelo de
trabalho) delimito a área chapeável contotnando lea lingual?palatina os elementos
presentesenvio ao laboratório para confecção de chapa de prova  prova de
chapa e plano + check bite+seleção de dentes manda para lab para montagem
dos dentes em ceravolta para avaliação no pacienteagenda a cirurgia o
modelo de trabalho é devolvido ao laboratório com a base de prova e os dentes
montados ( o modelo sofre desgaste dos elementos que serão extraídos e realizamse desgastes planejados nas áreas que será necessário a osteotomia) o laboratório
confeccionará o guia cirúrgico ( é fiel ao rebordo em que as mudanças foram
realizadas, para durante a cirurgia ser guia de execução de acertos ósseos nas
áreas necessárias) e ajustará a base de prova conforme as alterações de rebordo
executadas no modelo de trabalho.- dia da cirurgia executam-se as exodontias,
utiliza o guia cirúrgico observando areas isquêmicas em quem há compressão do
rebordo e vai realizando osteotomia e osteoplastia planejadas. OBS: tentar executar
o menor número de ajuste no dia em relação a PT imediata.
Guia cirúrgico: é uma placa/chapa feita de resina acrílica termopolimerizavel que
guiará o profissional após as extrações na execução do acerto de rebordo.
Esse guia deve ter: o máximo de transparência, mínimo 2 mm de espessura, e
fidelidade a PT imediata.
Sobre as exodontias:
Menos traumática possível, assim como executar alveoloplatias conservadoras.
Cuidados antes da instalação:
-Imersão em clorexidina 2% para desinfecção;
-Em seguida lavar com soro (remover a clorexidina)
-Ajustes da base de oclusão, reembasamento e aplicação de adesivos ( tentar
realiza-lo com o mínimo de esforço sobre a ferida cirúrgica, evitar manipular a área
demais- tipo inserindo e removendo a pt imediata muitas vezes no dia da cirurgia)
Recomendação ao paciente:
- Que mantenha a PT imediata( sem remové-la pelas próximas 24 horas)
- Higienizá-la;
-Compressa de gelo para controle de edema;
-Obedecer a medicação e repouso pós operatório.
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
Paciente deve retornar após 48 horas para reembasamentos ( soft linersmaterial resiliente), ajustes se necessário
Após 7 dias de cirurgia: remoção de sutura + material resiliente se
necessário.
15 a 30 dias: troca-se novamente o material resiliente
30 dias: reembasamento com material rígido
6 meses: reembasamento mediato/ laboratorial ou Inicio da confecção da
prótese total removível definitiva.
Segunda abordagem: Reembasamento (conhecendo técnicas e
materiais)
Sabe-se que o rebordo altera-se a longo do tempo, vai sofrendo um processo de
remodelação, o que exige que a prótese seja readaptada de acordo com essas
mudanças.
Temos 2 tipos de reembasamento:
- Consultório
-Laboratório


No caso do materiais este podem ser TEMPORÁRIOS: realizado com
materiais resilientes/ soft liner ( alta resiliência e baixa duração-Possuem
material plasticizador que ao poucos vai sendo lixiviado do material )
DEFINITIVO: ( mediato/ imediato)
1-Técnica temos a por adição( em acrescentamos o material na base da PT

2- Técnica por substituição que trocamos o tipo de material da base da PT
1- Técnica por adição imediato (com material rígido ou resiliente)
 Realiza-se alívios internos com a maxcut nas áreas de inserção do
material
 De acordo com o material de escolha executa-se sua manipulação: (se
o material é o resiliente: deve-se isolar a superfície externa da prótese
seja isolada para que o material não grude, e que haja uma espessura
de 2 a 3 mm deste material )- ( quando trata-se do rígido: necessitamos
manipulá-lo e inseri-lo, após promover um alivio para sua inserção –
lembrando que estará com a função na maioria das vezes de aumentar
a retenção da prótese, e que na maioria das vezes a DVO do paciente
está adequada, não necessitando de interferências) tanto o material
rígido quanto o resiliente possuem um sistema de glazeamento no final
de sua inserção e acomodação. Administra-se o liquido na área de
inserção do material- e alguns deles pedem a imersão por 10 minutos
em agua quente, e outros em agua fria.
 A prótese deve ser levada em boa e devidamente comprimida sobre o
rebordo- ou manualmente- pelas mãos do CD ou com o paciente
ocluindo. Em situações é interessante a execução de movimentos
peristálticos, abertura e fechamento, movimentação com os lábios para
adaptar devidamente a base da protese nas bridas, freios, e inserções
musculares. (em boca deve permanecer por 5 minutos enquanto fora
por 10 minutos- lembrando que quando trabalhamos com material
rígido sua reação de polimerização libera calor! CUIDADO com a
fibromucosa do paciente)
 Após devida polimerização executamos o acabamento e polimento da
prótese com sequencias de borrachas abrasivas, e pasta de polimento
para resina acrílica.
2- Técnica de reembasamento mediato por adição
Neste caso a vantagem é o maior controle do material de reembasamento, e
acabamento e polimento mais refinados;
Desvantagem: Aumento do tempo clínico com a necessidade de envio para
laboratório
# a própria prótese do paciente serve como moldeira!
 Em primeira instancia avaliar necessidade de executar alívios na base
da prótese para inserção do material de moldagem;
 Em alguns casos a godiva, ou silicone de condensação são utilizados
na periferia da base da prótese para executar moldagem daquela
região e promover no reembasamento um melhor vedamento periférico
da região e retenção vertical da prótese.
 Em seguida seleciona-se o material de moldagem (polieter, silicona de
adição, polissulfetos, condesação, e zincoenólica – neste caso faz-se
necessário isolar os dentes artificiais.
 Realizo um “travamento posterior da moldeira” com cera utilidade, na
região de fóvea pterigoidea e levo o molde novamente me boca para
verificar a retenção.
 Proponho a desinfecção do molde de clorexidina 4 / 2%, executo o
vazamento do gesso, e envio ao laboratório, com base no modelo
enviado a protese será levada a mufla e realizada uma prensarem de
resina acrílica termopolimerizavel.
3- Reembasamento definitivo por substituição
É uma técnica indicada em situações que o reparo não solucionará o
problema e sim a substituição:
-Quando observada porosidades na base da prótese;
-Quando após a desinclusão faltou material em alguma região;
- Caso de alteração de cor da base a prótese que esteticamente não esta
agradando o paciente.
 Aqui novamente a prótese será utilizada como moldeira individual para
que possamos confeccionar um modelo de trabalho e neste seja feita a
troca da base;
 A prótese deficiente deve ser montada em articulador, com o padrão
oclusal do paciente definido, para que quando o protético for realizar a
substituição não altere o posicionamento dos elementos da prótese.
Material resiliente: utilizado
normalmente após exodontias em
PT imediatas, ou rebordos com
ulcerações de mucosa por trauma
da prótese.
Material rígido: prótese com
perfeita DVO porém que
apresentam má retenção
Terceira abordagem: Odontogeriatria em si
Detalhes relevantes sobre a saúde do idoso:
a- Sabe-se que este grupo é o que mais prevalecem as doenças sistêmicas;
b- Sabe-se que uma má saúde bucal interfere no funcionamento digestório;
c- È necessário para o CD o conhecimento da interferência do envelhecimento
na cavidade bucal;
d- Ter um conhecimento, ou buscar tê-lo das mais frequentes medicações
presentes geralmente na vida diária do grupo idiosos.
Oque é o envelhicemento: é algo funcional, social e biológico.
Do ponto de vista cronológico: idoso é todo aquele que apresenta idade a
partir de 60 anos em países subdesenvolvidos, e mais de 65 anos em países
desenvolvidos;
Do ponto de vista biológico: é um processo continuo da vida, em que o
potencial de renovação celular diminui, o que implica em series de
consequências depreciativas do organismo;
Do ponto de vista social: as características das pessoas que as classificam
(depende da cultura, condições de vida, trabalho);
Do ponto de vista intelectual: falhas de memória, de aprendizado, fala,
orientação;
Do ponto de vista econômico: pessoas que já contribuíram economicamente,
mas no momento, não mais.
Senescência: transformações biológicas, fisiológicas naturais
Senilidade: situação em que o envelhecimento está associado a patologias/
maus hábitos de saúde
Fatores que contribuem para o aumento da expectativa de vida:
1) Programas de imunização;
2) Melhora no sistema de saúde publica
3) Condições de moradia, saneamento básico e alimentação;
4) Avanço da medicina;
5) Melhora dos hábitos pessoais
Transição demográfica (especificamente sobre a população idosa)
Refere-se a mudança no padrão de natalidade e mortalidade, temos um perfil
de alta natalidade e alta mortalidade, transformando-se a partir d década de
70 para um perfil de baixa natalidade e baixa mortalidade.
Feminilização da velhice: a mulher alcançando uma expectativa de vida maior
que a dos homens, isto pode referir-se aos cuidados com reação a saúde
(visitas regulares a médico, menor índice de hábitos e vícios)
Essa TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA resultou em uma TRANSIÇÃO
EPIDEMIOLÓGICA: temos uma mudança no quadro de necessidade de
atenção à saúde para doenças infecto contagiosas, para um quadro de
atenção à saúde para doenças degenerativas, autoimunes e neoplasias.
(OBS: acredita-se que futuramente 2/3 da atenção odontológica estará
voltada para a população idosa)
Devo conhecer para a odontogeriatria sobre: atendimento hospitalar/
domiciliar , doenças comuns, saber trabalhar em um sistema multidisciplinar,
processo do envelhecimento, comunicação adequada, farmacologia aplicada(
principalmente classes de medicamentos e suas interações), diagnostico e
planejamento.
O que seria a multidisciplinariedade: são várias ciências envolvidas em um
mesmo caso, executando tarefas distinta.
 Atua de forma fragmentada, mas não é explorado a relação entre os
conhecimento,
 Não há uma hierarquia estabelecida.
Em relação ao trabalho interdisciplinar : a comunicação entre as áreas acontece o
tempo todo, um profissional dialogando com o outro a fim de tratar conjuntamente o
caso.
 Atuam de forma integrada;
 Há uma hierarquia estabelecida no sistema ( sempre há um chefe)
Exame clínico e anamnese em odontogeriatria
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Anamnese ( objetivos principais da anamnese no idoso):
Doença sistêmica?
Uso de medicação?
Tratamento odontológico prévio?
Está em algum tratamento/ controle medico?
Perda visual, auditiva, motora?
Paciente é dependente?
Estado mental e perda cognitiva?
Atendendo a um paciente idoso:
Não deve-se interferir durante a fala dele (a resposta deve atender sua
demanda, e nada mais);
Dialogar com familiares;
Observar marcha, capacidade cognitiva, fala, autonomia;
Estar atento a escuta verbal e não verbal.
Exame clínico geral
 Devemos estar atentos ao quadro de presbiopia( diminuição da capacidade
de focar nitidamente em objetos) e presbiacusia ( diminuição da capacidade
auditiva do paciente)
 Diminuição de aguá ( observa-se a hiposalivação, viscosidade da saiva
aumentada)
 Redução da percepção da dor( sabemos que o sistema nervoso tem baixo
potencial de renovação, oque implica em diminuição progressiva da
capacidade de ver, ouvir e sentir com o envelhecimento)
 Pele e mucosa finas fora a fragilidade e vasos sanguíneos( oque implica em
maior suceptibilidade a formação de hematomas, feridas, e dificuldade de
cicatrização)
 Disfagia: dificuldade de engolir ( trabalhe bem com o sugador – não deixar
acumular saliva!, fora o cuidado com o manuseio de fragmentos ou peças
pequenas- risco ainda maior de aspiração)
 Imunoincompetentes ( não conte muito com a resposta imune deste
paciente!)
Pressão arterial:
Padrões normais: 120x80 mmhg
Controlada/limítrofe: 139/89 mmhg
Leve: 140- 150 x 90-99 mmhg
Moderada: 160-179 x 100-109 mmhg
Grave: 180 x 110 mmhg
OBS: lembrando que estamos falando de idosos; uma pressão no padrao
limítrofe ou leve não necessariamente esta descompensado, o tratamento proposto
ao caso deste paciente o manteve nestas faixas por ser o máximo que obtem-se
com a intervenção e que o organismo do paciente consegue responder ao
tratamento.
Glicemia casual: 70- 200 mg/dl isto para um diabético compensado (sabe-se que o
normal é até 99 – mas é o que o organismo consegue responder ao tratamento)
OBS: podemos propor Testes (quando suspeitamos da capacidade cognitiva do
paciente)
Mini mental: teste de triagem para avaliar a capacidade cognitiva
-Orientação temporal e espacial;
-Memoria de registro ( imediato);
-Cálculo – se a pessoa ainda consegue fazer cálculos simples
- Linguagem
Teste AVD ( atividade vida diária)
Oque consegue ou não fazer sem ajuda
- É um questionário para o paciente e o acompanhante;
É segmentado em dois momentos:
1) Avalia-se a Atividade básica vida diária (ABVD)
( cuidados pessoais, continência urinária eficaz)
2) Avalia-se a Atividades Instrumentais da Vida Diária ( AIVD)
( coisas da vida doméstica, trabalhos manuais)
 Exame físico extra oral:
a) Assimetria facial
b) Abertura bucal
c) Perfil facial ( se a prótese esta discrepante com a relação ao posicionamento
craniofacial)
d) Selamento labial
e) DVO ( presença de queilite angular, diminuição da vermelhidão do lábio,
aprofundamento das linhas faciais)
f) Padrões de fonética
g) Estética

Exame intra oral:
a) Avaliação de tecido mole ( em busca de lesões fundamentais, anatomia do
rebordo, coloração, textura da mucosa)
b) Tecido duro: dente a dente, ipc...
c) Higiene bucal: índice de controle de placa (registro de placa)
Síndrome de Kelly/ combinação:
define-se a situação clínica de
paciente com Prótese total superior
e edentulismo bilateral posterior
inferior
Obs: dentes extruídos permitem um padrão de
oclusão mas não de desoclusõo. Referencia aos
dentes anteriores que nesta situação geralmente
encontram-se extruídos.
d) Avalia-se extrusões dentarias, contatos
prematuros, falta de espaço protético, alteração
de DVO;
Desencadeia um padrão de
alteração de altura, consistência,
forma de rebordo diferente da
porção anterior em relação a
posterior edentula.
EXAMES LABORATORIAIS
1) Coagulograma
A. Hemostasia
-Primária: proposta pelas plaquetas;
-Secundária: fibrinas
-Terciária: o conjunto plaquetas+ fibrina processo de fibrinólise e substituição por
um tecido semelhante ao lesionado
B. Tempo d coagulação e retração do coágulo ( avalia superficialmente plaquetas e
fibrinogênio)
C. Tempo de sangramento ( avalia o sistema vaso plaquetario em quantidade e
qualidade)
D. Tempo de atividade protrombina e RNI
E. Tempo de protrombina parcial ativada
D. Tempo de atividade de protrombina e RNI
-Aqui avaliamos a via extrínseca de coagulação;
- Aqui observamos o controle do uso de anti coagulantes e níveis de vitamina K
(lembrando que há muitos medicamentos como a varfarina que são moduladores
de vitamina K)
- RNI: é um índice padronizado internacionalmente de avaliação de tempo de
ação de protrombina. ( Quando entre 2-3 paciente está controlado- em relação
ao risco de trombose, acima de 4 é de alto risco). Em relação ao tempo de
protrombina o RNi alto representa que o tempo de ação desta é maior.
E. Tempo de protrombina parcial ativado
-Avalia a via Intrinseca;
-Fator II, V, VIII de coagulação( se há deficiência), e efetividade do uso de
heparina, em pacientes que tem indicação para uso( transplantados).
2) Glicemia em jejum ( caso de conceder o diagnóstico de diabetes )
- normoglicemia <100 mg/dl
- pre diabetes >/=100 e < 126 mg/dl
- diabetes estabelecida >/= 126 mg/dl
3) Glicohemoglobina/ hemoglobina glicosada
É a avaliação da glicose ligada a hemoglobina para monitorar paciente portadores
da diabetes de miellitus (sabe-se que a glicose permanece ligada a hemoglobina de
90-120 dias na hemoglobina)
***Mais comum para o monitoramento da doença;
Avalia-se glicose 2 horas depois de sobrecarga
<140mg/dl --------- 5,7
>/= 140 mg/dl até <200mg/dl---------- >/= 5,7 e < 6,5
>/=200 mg/dl------------------>/= 6,5
PACIENTES IDOSOS E USO DE BIOSFONATO
-Uma medicação antirreabsortiva (utilizado em tratamento de osteoporosealendronato/ são situações quem uso pequenas doses). Já em casos de neoplasias
(utilizo altas doses da medicação- impede metástase óssea);
Em casos de pacientes que fazem uso de bisfosfonato para situação de
osteoporose:
-Avalio a idade do paciente ( 60 anos);
-Procedimentos odontológicos invasivos;
-Doenças debilitantes associadas;
-Longo período de uso da medicação ( é uma medicação acumulativa!)
O CTX
Marcador de remodelação óssea. É uma proteína sérica, que avaliamos seu nível
sérico a fim de enquadrar a situação clinica em três possíveis parâmetros:
BAIXO: indica alta atividade da medicação antirreabsortiva; (abaixo de 100 pg/ml)
MODERADO: indica atividade mediana ( 100 – 150 pg/ml)
ALTO: indica baixa atividade do medicamento antirreabsortivo (acima de 150 pg/ml)
PLANEJAMENTO INTEGRAL: considerações variáveis
- Sistêmica; (observadas na anamnese e exame físico)
- Bucais; (exame especial, exames complementares)
- Psicossociais; (estado emocional do paciente, participação da família, expectativa
do paciente, perspectiva de vida)
DOENÇAS COMUNS NO PACIENTE IDOSO
1) ALZHEIMER
Doença DEGENERATIVA CRONICA IRREVERSIVEL.
-Associada a uma degeneração de neurônios que compõe áreas do cérebro,
responsáveis pela fala, memória e percepção.Observa-se um estado de
demência com pensamentos abstratos, declínio das funções físicas e
cuidados pessoais.
-Causa: DESCONHECIDA
-Fatores de risco: herança genética e idade;
A perda da memória é o primeiro sinal, capaz de alterar a rotina de trabalho, vida familiar
e social.
Sabe-se que também o quadro de Alzheimer pode estar associado a um deposito
excessivo de betamieloide (uma proteína ) que é responsável por recobrir o cérebro,
numa questão de proteção. Quando não reabsorvida vai gerando uma compressão em
certas áreas do cérebro reduzindo o potencial de regeneração neuronal.
O diagnóstico é determinado a partir de critério de eliminação para outras
possíveis patologias que podem apresentar os sinais e sintomas do Alzheimer
(depressão, hipotireoidismo, tumores cerebrais, reação adversa a drogas,
deficiência de vitaminas, hematoma subdural).
Confirma-se o diagnóstico com: (exame neurológico +, ausência de outras
condições que justifiquem o quadro de demência, declínio progressivo das
capacidade funcionais, entre os 40-90 anos).
- Propõe-se como tratamento o uso de medicação que retarde a degeneração
neuronal: são compostos de acetil colina que aumenta a capacidade neuronal
dos neurônios que estão vivos, afim de retardar a morte destes.
- Existem vacinas que impedem o deposito de betamieloide recobrindo o
cérebro;
- propõe atualmente o tratamento com ultrassom que emite ondas que
ajudam na fragmentação da camada betamieloide instalada.
CONDUTA ODONTOLOGICA PERANTE OS ESTAGIOS DO ALZHEIMER
I.
Estágio I: vai apresentar déficit de memória, dificuldade de
comunicação, confusão mental.
Atendimento: é possível propor reabilitações mais complexas. Mas
propor prevenção é o ideal.
Estágio II: agressivo, paciente dependente de acompanhante, já tem
episódios de alucinações
Atendimento: indica-se prótese total removível. (OBS: descarta-se
próteses unitária, totais fixas- dificuldade de higienização)
Estágio III: incapacidade de comunicar-se, incontinência urinaria e
fecal, dependência de alimentação, ou ate mesmo alimenta-se por
sonda.
Atendimento: adequação bucal básica, controle da dor e infecção.
OBS: todo paciente com Alzheimer necessita de um atendimento
preventivo!
2) PARKINSON
Doença DEGENERATIVA PROGRESSIVA IRREVERSIVEL
- Neste caso paciente enfrenta a deficiência da dopamina neutransmissor
responsável pela contratilidade da musculatura lisa (paciente vai
progressivamente perdendo controle da postura, equilíbrio, força, fora um
tremor persistente).
Hipótese diagnóstica
- Acúmulo de radicais livres,
- Ação de toxinas ambientais;
- Anomalia de mitocôndria;
- predisposição genética.
Medicação para Parkison é a dopamina exógena.
- Levodopa: é uma dopamina exógena. Seu uso a logo prazo provoca
movimentos involuntários (discinese) e distúrbios psíquicos.
- Tocalpona ( medicação complementar): diminui os efeitos claterias da
medicação levodopa
- Rosagilina: tem efeito neuroprotetor.
OBS: para o CD o interessanteé que o atendimento seja realizado no horário
de pico dessas medicações (que tomem 40-60 minutos antes do atendimento)
EFEITOS DO PARKISON NA SAÚDE BUCAL
- Dor orofacial;
- Lesão do tecido mole
- Desconforto ATM;
- Instabilidade da prótese total removível e fixa;
- Fratura dental;
- Déficit salivar
Fases do PARKISON:
a. Inicial: ainda possui precisão de movimentos de escovação, consegue
passar escovas interdentas, mas já não usa o FIO DENTAL;
b. Avançada: instabilidade extrema dos movimentos, não há firmeza dos
movimentos (Necessário a adaptação dos instrumentos. Ex: cabo da
escova ser engrossado)
OBS: precisamos que os cuidadores participem!
NO ATENDIMENTO A PACIENTE COM PARKSON:
 Não propor consultas muito prolongadas;
 Agendar o horário próximo a pico de efeito das medicações ( 6090 minutos depois de medicado)
 Posição de cadeira inclinada
 Usar o sugador! Risco de aspiração
 Avaliar a retenção da prótese ( a inteção é explorar ao máximo o
que a anatofisiologia do rebordo do paciente pode promover, já
que os tremores podem carretar em instabilidade da mesma)
 Adaptação dos instrumentos de Higiene Oral,
 Avaliar a retenção da prótese removível;
 Avaliar necessidade de manejo de contenção,
 Planejamento do caso clínico do paciente de acordo, com
estado de saúde do paciente
MANEJO COM PACIENTE EM TERAPIA ANTINEOPLASICAS
-Neoplasia: um proliferação descontrolada, com invasiva e
metastática.
-Modalidades de tratamento: quimioterapia, radioterapia,
transplante de medula óssea, ressecção cirúrgica
-Terapia cirúrgica: O CD normalmente participa da adequação
bucal do paciente que recebera tratamento, ou seja visando
minimizar secundários. Ou no planejamento reabilitação de
pacientes que passam por essa intervenção cirúrgica na região
de cabeça e pescoço ( que quando geralmente levam a perda
de função de algum ou alguns componentes do sistema
estomatognático).
+Quimioterapia: através de compostos químicos tem por
objetivo impedir a proliferação celular das células tumorais.
+Radioterapia: através da aplicação ionizante há lesão nuclear
das células tumorais.
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