Revista Diabetes em Goias 108

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índice
04
BENEFÍCIOS DA BOMBA DE INSULINA
TECNOLOGIA A FAVOR DA DIABETES
06
PREVENÇÃO DO PÉ DIABÉTICO
NOVIDADES DA ASSOCIAÇÃO EUROPEIA
PARA O ESTUDO DO DIABETES
08
35 ANOS DE SUPERAÇÃO
10
IAPD VAI A CATALÃO
CONCENTRE SUA MOVIMENTAÇÃO
FINANCEIRA NA COOPERATIVA
diabetes
|3
E GARANTA SUA FATIA DE RESULTADOS,
ALÉM DOS MELHORES SERVIÇOS PARA
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agênciasalt
09
05
b
início
c
Bomba de insulina
melhora qualidade
de vida do paciente
Tatiana Rassi explica que, o tratamento prevê
a possibilidade de múltiplas aplicações ao
longo do dia e redução do número de injeções
O Sistema de Infusão Contínua de
Insulina (SICI) ou Bomba de Insulina é um
microcomputador programado para liberar
o hormônio por meio de uma cânula que
fica inserida na pele. A endocrinologista
pediátrica pela Universidade Federal de
Minhas Gerais (UFMG) e pela University
of Miami, Tatiana de Oliveira Rassi, explica
que essa liberação pode ser realizada de
duas maneiras. Constante, para controlar
a glicose no sangue entre as refeições,
chamada de índice basal, ou em dose
extra, para a correção da glicemia e
cobertura de alimentos, chamada de bolus. Para os pacientes da diabetes tipo 1 o
tratamento é indicado em qualquer idade e,
de preferência, que estejam familiarizados
com a contagem de carboidratos e com
o cálculo de insulina para correção. Só é
recomendado para pacientes com o tipo
2 que já estejam em uso de insulina. De
acordo com a endocrinologista, o principal
objetivo da bomba, como nas demais
formas de tratamento da diabetes mellitus,
é o controle glicêmico do paciente. Vantagens
Tatiana Rassi declara que a vantagem
da bomba é que todas essas programações
podem ter valores diferentes de acordo
com o horário. Por exemplo, pode haver
uma dose basal mais baixa durante a
madrugada, quando existe um risco
maior de hipoglicemias; e mais alta no
início da manhã quando a necessidade
de insulina às vezes é maior. “O bolus
pode ter programações especiais como
o prolongado, ideal para alimentos ricos
em gordura”, detalha.
De acordo com ela, a bomba de
insulina melhora a qualidade de vida do
paciente, com a possibilidade de múltiplas
aplicações ao longo do dia e redução do
número de injeções. A cânula deve ser
trocada a cada três dias. Outro benefício
é que diminui o risco de hipoglicemias,
em casos de pacientes com essa alteração,
ou de crianças pequenas que precisam de
doses menores.
Riscos
Para ela, nenhuma terapia com
insulina é totalmente livre de riscos.
“Apesar de haver uma menor chance de
hipoglicemias, pacientes em uso da bomba
têm um risco aumentado de desenvolver
cetoacidose diabética mais rapidamente
caso fiquem um período de tempo sem
Tatiana Rassi declara que,
nenhuma terapia com insulina
é totalmente livre de risco
o aparelho”, ressalta. A cetoacidose ocorre
quando o corpo não consegue usar o
açúcar como fonte de combustível, em vez
disso, a gordura é usada com essa função.
Segundo a médica, é importante que a
pessoa faça a manutenção regularmente
do aparelho, o treinamento adequado para
o uso e acompanhamento frequente com
o médico responsável.
Para aproveitar ao máximo o potencial,
é imprescindível uma monitoração
intensiva da glicemia, seja por medidas
de pontas de dedos ou por meio de
aparelhos de medição contínua (CGMS).
Revista
Diabetes
outubro/dezembro de
2014
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em Goiás
Direção de Jornalismo: Iúri Rincon Godinho
Editora: Tatiana Cardoso
Redação: Ana Paula Machado e Lara Leão
Comercialização: Ademar Carvalho
Arte Final: Vinícius Carneiro e Thálitha Miranda
Endereço: Rua 27-A, 150, St. Aeroporto
Goiânia - GO - 74.075-310
Fone: 3224-3737 - Fax: 3229-0871
www.contatocomunicacao.com.br
Conselho Editorial
Nelson Rassi
Victor Gervásio e Silva
Sérgio Vêncio
Elias Hanna
Haroldo Souza
Judith Mesquita
Nacionais
Ruy Lira (Pernambuco)
Saulo Cavalcanti (Belo Horizonte)
Jorge Luiz Gross (Rio Grande do Sul)
Balduíno Tschiedel (Porto Alegre)
Mirnaluci Gama (Paraná)
Mauro Scharf (Paraná)
Antônio Chacra (São Paulo)
Daniel Giannella (São Paulo)
Durval Damiani (São Paulo)
Publicação com a qualidade:
Amélio Godoy (Rio de Janeiro)
Leão Zagury (Rio de Janeiro)
Reine Fonseca (Bahia)
Walter Minicucci (Campinas - São Paulo)
Hermelinda Pedrosa (Distrito Federal)
Reginaldo Albuquerque (Distrito Federal)
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pLaneta medicina
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TecNoloGia a FaVoR
da diabeTeS
Fibra Ative
beneficia diabéticos
As bombas de infusão de insulina são equipamentos pequenos
e portáteis que liberam insulina de ação rápida 24 horas por
dia. Do tamanho aproximado de um pequeno telefone celular,
as bombas de infusão de insulina liberam insulina através de
um pequeno tubo e uma cânula (conhecidos como o conjunto
de infusão) colocados sob a sua pele. A quantidade de insulina
liberada pode ser adaptada para satisfazer suas necessidades
individuais. Pessoas de todas as idades com diabetes de tipo 1 ou
tipo 2 podem usar a terapia com bomba de infusão de insulina.
No entanto, o seu médico o aconselhará sobre sua adequação
específica a essa terapia.
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Verde é um suplemento à
base de polidextrose, uma
fibra alimentar solúvel, de
fácil diluição. Apresenta
sabor neutro e não altera a
textura dos alimentos. Auxilia
no bom funcionamento do
intestino, causando saciedade
e favorece os que tem
a doença, pois ajuda no
controle da glicose.
FONTE: MEDTRONICBRASIL.COM.BR
Gestação
O desenvolvimento de diabetes gestacional é um quadro que acomete entre 2,4 a 7,2% das gestantes, segundo dados da
Sociedade Brasileira de Endocrinologia. As causas do diabetes gestacional envolvem as mudanças hormonais no corpo
da mulher durante a gestação. A placenta, para garantir que a glicose chegue de forma adequada ao bebê em formação,
acaba enfraquecendo a insulina da mãe. A diabetes gestacional requer diagnóstico e tratamento breves, pois pode causar
desde parto prematuro até o nascimento de bebês acima do peso.
diabetes
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F ONTE:
MINHAVIDA . COM . BR
c
encontro
b
“Sapatos não
devem ser
apertados ou com
costuras internas”
Os cuidados com os pés para quem possui diabetes deve ser
redobrado. A endocrinologista Judith Vaz, responsável pelo
Ambulatório de Pé Diabético do Hospital Alberto Rassi (HGG), e
membro do Grupo Brasileiro de Pé Diabético (BRASPEDI), relata
que a maioria das úlceras estão associadas a calçados inadequados.
Limpeza diária, evitar andar descalço e com chinelos são alguns
dos cuidados básicos para os pacientes com essa patologia
Quais são os sintomas da isquemia?
Eles se manifestam principalmente por claudicação, ou seja, a
dor é geralmente em panturrilhas ao caminhar, melhorando
com o repouso.
Quais são as principais complicações da diabetes nos pés?
Quais as consequências dessas patologias?
A mais frequente é a neuropatia periférica, que são presença
de sintomas e/ou sinais de disfunção dos nervos periféricos.
Acarreta insensibilidade nos pés, favorecendo o desenvolvimento de calosidades e deformidades, diante de um trauma
desencadeia a ulceração. A presença de isquemia (má circulação) e infecção, são fatores associados a complicações
das úlceras.
A complicação é o temido “pé diabético”, resultando em risco
elevado de amputação.
Qual é a prevalência destas complicações?
outubro/dezembro de
2014
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A prevalência da neuropatia é variável, em decorrência dos
diagnósticos e da população estudada. Estima-se que esteja
presente em 50% dos diabéticos, sendo que 25% dessa população desenvolverá uma úlcera nos pés ao longo do tempo.
A maioria está associada a calçado inadequado.
Existe alguma forma de prevenir o “pé diabético”?
O tratamento envolve a estabilização do controle glicêmico,
que reduz o risco de desenvolver a neuropatia, uso de medicamentos para aliviar a dor e para retardar a progressão.
Uma vez instalada a doença, para evitar seu desenvolvimento
por meio da detecção do “pé em risco”, que representa o
membro com neuropatia e/ou isquemia, mas sem lesão. O
diagnóstico é realizado com testes neurológicos e palpação
dos pulsos periféricos. Essa avaliação deve ser realizada em
todo paciente diabético anualmente.
Quais são os sintomas da neuropatia?
Quais seriam os cuidados básicos
dos pés com neuropatia?
Metade são assintomáticos, portanto a ausência de sintomas
não afasta a presença de neuropatia. Quando presentes,
variam desde dormência, formigamento, queimação até
dor tipo agulhadas, choque e “alodínea”, desencadeada por
estímulos como o toque do lençol e da meia. A dor piora
com o repouso e melhora em atividade.
Limpeza diária dos pés e dos calçados apropriados. Não é
indicado andar descalço e o uso de chinelas. Sapatos não
devem ser apertados ou com costuras internas. Os pés não
devem ser expostos a banhos de imersão devido ao risco de
queimaduras, as unhas devem ser cortadas adequadamente, e
os calos removidos apenas por profissional da saúde treinado.
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Clinicamente comprovado
• Proporciona maior conforfo2
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Ponta da agulha
Ap
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Ponta da agulha
trifacetada (padrão)
1
1.
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BENEFÍCIOS PARA O PACIENTE
Facilita na adesão ao tratamento
Melhora do controle glicêmico
3,4,5
3
Para todas as pessoas
|7
diabetes
dos pacientes
consideraram agulhas
pentafacetadas
3,5
Compatível com todas as
canetas do mercado6
Setor Universitário - 3269 3000
Setor Aeroporto - 3257 7700
Setor Marista - 3920 5000
63% 23% 47%
2
fáceis de aplicar
2
menos força na
penetração com
PentaPoint™ quando
comparada com o padrão
de agulhas trifacetadas
REDUÇÃO
COMPROVADA
DA DOR 2
7
dos pacientes
declararam que a
agulha mais
confortável facilita a
adesão ao tratamento
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ideias
c
HAROLDO SILVA DE SOUZA | Endocrinologista
Novidades
do EASD 2014
outubro/dezembro de
2014
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Dentre os medicamentos para o tratamento do diabetes, os
inibidores da enzima SGLT-2, as glifozinas, como são conhecidos,
mereceram destaque por serem uma classe nova de drogas
A Associação Europeia para o Estudo do Diabetes teve sua
reunião anual em Viena, Áustria, no período de 15 a 19 de
setembro de 2014, com uma extensa programação científica,
englobando desde ciência básica até as últimas novidades
tecnológicas no campo do diabetes mellitus.
Dentre os medicamentos para o tratamento do diabetes,
os inibidores da enzima SGLT-2, as glifozinas, como são
conhecidos, mereceram destaque por serem uma classe nova
de drogas, desenvolvida por várias indústrias farmacêuticas e
já comercializadas em vários países, incluindo o Brasil. Estes
fármacos têm ação nos rins, aumentando a excreção renal de
glicose, o que resultaria na diminuição dos níveis de açúcar no
sangue, associado a uma pequena perda de peso.
Quanto as insulinas, as novidades apresentadas foram
o desenvolvimento de análogos de insulina de ação quase
imediata, com efeitos mais rápidos do que os existentes
atualmente, com melhor controle do diabetes pós refeição
e, o lançamento mundial do análogo de insulina Degludec,
que funciona como uma insulina basal, de ação prolongada,
superior a 24 horas, trazendo como benefício uma maior
flexibilidade no horário de aplicação, apesar da recomendação
de uso diário, associado a um menor risco de hipoglicemia.
Essa insulina, já comercializada no Brasil desde setembro
de 2014, ainda será lançada em associação com análogos
de insulina de ação ultrarrápida e com análogos de GLP-1,
como o liraglutide, no mesmo frasco, facilitando o tratamento
e contribuindo ainda mais para o controle do diabetes, em
especial o período pós-alimentar.
Um novo tratamento do diabetes, inclusive debatido
durante o congresso foi o Endobarrier. Trata-se de um
dispositivo sintético, introduzido via endoscopia digestiva alta,
no início do intestino delgado, que funcionaria como uma
“camisinha”, diminuindo a absorção de alimentos na primeira
porção do intestino, auxiliando no controle do diabetes e na
perda de peso. Na prática, funcionaria como uma cirurgia
disarbsortiva, porém menos invasiva.
Entretanto, sem dúvida, a maior sensação do congresso,
pelo menos em termos de tecnologia, foi o sensor de glicose
Libre Flash Glucose Monitoring System, já liberado para
comercialização na Europa e com previsão para lançamento no
Brasil em 2015. É um sensor de glicose pequeno, do tamanho
de 2 moedas empilhadas, colocado, a princípio, na região
posterior do braço, com duração de até 14 dias, que mede a
glicose do líquido intersticial a cada 5 minutos, através de um
filamento de 5mm introduzido na pele, sem necessidade de
medida da glicose de ponta de dedo para calibração e a prova
d’água (figura abaixo).
A leitura é feita por um dispositivo do formato de um
telefone celular, que fornece a medida da glicose atual, o
registro das últimas 8 horas e a direção da tendência da
glicose. Esse aparelho, ainda não liberado para uso em
crianças, pode revolucionar o sistema de monitoramento do
diabetes, com significativa melhora da qualidade de vida, a
um custo razoável, estimado inicialmente, em cerca de 60
euros por dispositivo, com custo mensal de 120 euros. A
glicemia de ponta de dedo só estaria indicada nas variações
abruptas, repentinas, da glicose.
Enquanto ainda esperamos o pleno desenvolvimento do
“pâncreas artificial”, idealizado como um sistema operacional
inteligente, fechado, de monitoramento e aplicação de insulina
e, talvez glucagon, sem interferência do paciente, que também
teve trabalhos apresentados durante a reunião, essas são as
principais novidades do EASD.
b
associada
c
iaPd visita associação dos
diabéticos do Sudeste Goiano
adisgo possui aproximadamente 3500
associados e equipe formada por médicos
de diversas especialidades, cozinheiro,
secretrária e administradores
Os membros do Instituto de Assistência e Pesquisa em
Diabetes (IAPD) visitaram, em setembro, a Associação dos
Diabéticos do Sudeste Goiano (Adisgo), em Catalão. Fundada
em 1990, possui aproximadamente 3500 associados e
um corpo clínico formado por cardiologista, nutricionista,
endocrinologista, psicóloga e podólogo. A equipe ainda
é formada por administradora e orientadora em diabetes,
cozinheiro especializado em culinária dietética, secretário e
administrador financeiro.
Todos os anos, a entidade realiza a Festa Junina Diet, que
fornece comida diet aos associados diabéticos e caldo, mané
pelado, cachorro quente e canjica para acompanhantes;
Festas do Dia das Mães, Dia dos Pais e Dia do Diabetes.
No mês da mulher são realizados exames de prevenção
(ginecologia) gratuitos.
A Adisgo promove encontros frequentes, além da
contagem de carboidratos em diabéticos tipo1. A cozinha
dietética funciona todas as terças-feiras. Nos outros dias
pode-se fazer encomendas.
Como ser associado
diabetes
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em dia
b
Para a comunidade se associar e ter direito às consultas
e ao trabalho de educação em diabetes é preciso ter diabetes tipo 1, 2 ou gestacional, e participar, inicialmente,
de três reuniões. Após ser aceito na associação, o novo
membro ganha um cartão tipo usuário da Adisgo, paga
uma taxa mensal de R$5,00 (não é obrigatório) e deve
frequentar as reuniões mensais que acontecem todo dia
primeiro de cada mês.
Parcerias
A Adisgo possui convênio com outras especialidades médicas. Assim, pacientes ganham descontos nas consultas. A
associação ainda tem parceria com a farmácia da prefeitura.
As receitas da entidade não precisam de processo e todos
os medicamentos utilizados no consultório da instituição são
fornecidos via municipal. Como não é realizado atendimento
de urgência, pacientes são encaminhados para a Santa Casa
local. O laboratório é conveniado com a associação.
IAPD realiza campanha no
Dia Mundial do Diabetes
O Instituto de Assistência e Pesquisa em Diabetes
(IAPD), em parceria com o Laboratório Núcleo,
promoverá, no dia 14 de novembro, das 8 às 12
horas, uma ação preventiva em comemoração
ao Dia Mundial do Diabetes, no parque Vaca
Brava, em Goiânia. Uma equipe multiprofissional
realizará aferição de pressão arterial, medição de
glicemia, atendimento nutricional, além da prática
de atividades físicas. Serão dadas informações para
prevenção e tratamento da diabetes. Participe!
Rodrigo Lúcio Cabral é diabético tipo 1 desde os 10 anos.
Obediência e hábitos saudáveis foram necessários para que
chegasse aos 45 com saúde, disposição e uma rotina normal
b
c
experiência de vida
Diabético usa internet para
orientar sobre a doença
Aos 10 anos o zootecnista e atual estudante de nutrição,
Rodrigo Lúcio Cabral, descobriu ser portador da diabetes
tipo I. A doença ocorre quando a produção de insulina no
pâncreas é insuficiente, pois suas células sofrem destruição
autoimune. Assim, o paciente não consegue produzir a
quantidade adequada do hormônio.
Comum em crianças, adolescentes e jovens adultos, a
enfermidade aparece com sintomas características, dentre eles
fome e sede constante, perda de peso, vontade de urinar diversas
vezes ao dia e fraqueza. Rodrigo conta que logo no começo
perdeu quatro quilos em uma noite, e que o diagnóstico não
foi uma tarefa fácil. “Há 35 anos poucas pessoas falavam sobre
o assunto, ainda mais em crianças”, recorda.
Apesar da dificuldade, ele teve o apoio dos familiares
para continuar com uma rotina normal. “Procurei melhorar
meu estado de espírito e não temer a doença. Minha família
deu uma força tremenda para que eu pudesse levar uma
vida normal, como levei e tenho levado até hoje”, explica.
Atualmente com 45 anos, afirma que se sente cada vez
mais jovem, devido as escolhas saudáveis que foi obrigado a
fazer. Em uma rede social, transmite sua experiência e conta
como foi a sua adaptação. “Temos até um grupo na internet,
onde conversamos sobre a doença, assim posso ajudar
outras pessoas, como me ajudaram. Acho essa oportunidade
maravilhosa”, ressalta.
O estudante de nutrição ressalta ainda que a área da
saúde o ajudou durante esse processo, por isso a opção pelo
curso atual. Acredita que a nutrição trouxe mais credibilidade,
e passou a entender como melhorar a saúde. Ele afirma
que nunca teve problema causado por diabetes, e trouxe
consciência corporal, entendendo como seu organismo
reage aos alimentos. “Atualmente, a suplementação se faz
presente em minha vida, sendo primordial para alcançar
níveis adequados de bem-estar. Só a alimentação normal não
supre o que necessitamos no dia-a-dia, evitando as carências
nutricionais”, detalha.
Sua saúde é resultado de sua boa conduta, fundamental
para a vida de um diabético. “Disciplina é a chave do sucesso
em qualquer área, contudo para quem tem diabetes é crucial
para se ter mais saúde”, reforça.
ITENS FUNDAMENTAIS PARA
SE TER UMA VIDA PLENA
outubro/dezembro de
2014
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Hábitos saudáveis
Por causa da diabetes, Rodrigo teve que adquirir uma
rotina saudável desde criança, com alimentação balanceada
e a prática de exercícios físicos. “Na teoria tenho uma
enfermidade, mas fui condicionado a uma rotina que me
permitem um corpo mais saudável, declara.
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Controle eficiente da glicemia
Alimentação equilibrada, balanceada e nutritiva
Atividade física, de preferência aeróbica
Suplementação adequada ao seu organismo
RODRIGO LÚCIO CABRAL:
“procurei melhorar meu estado
de espírito e não temer a doença”
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