governo do paraná secretaria de estado da educação

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GOVERNO DO PARANÁ
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO
COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE
DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL – PDE
LEOCIMARA LAURA DE FARIA
A
PARTICIPAÇÃO
DO
PROFESSOR
NA
ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO DA
ESCOLA PÚBLICA
SIQUEIRA CAMPOS/PR
Janeiro/2008
GOVERNO DO PARANÁ
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
SUPERINTENDÊNCIA DA EDUCAÇÃO
COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE DESENVOLVIMENTO
EDUCACIONAL – PDE
LEOCIMARA LAURA DE FARIA
A PARTICIPAÇÃO DO PROFESSOR NA ORGANIZACÃO DO TRABALHO
PEDAGÓGICO DA ESCOLA PÚBLICA
Material Didático no formato OAC – Objeto
de
Aprendizagem
Colaborativo
apresentado à Coordenação Estadual do
Programa
de
Desenvolvimento
Educacional do Estado do Paraná, como
requisito parcial à obtenção de título de
Professor/PDE.
Orientadora: Professora Ms. Ana Lucia
Ferreira Aoyama.
SIQUEIRA CAMPOS/PR
JANEIRO/2008
IDENTIFICAÇÃO
* Autor: Leocimara Laura de Faria
* Estabelecimento: Colégio Estadual “Professor Segismundo Antunes
Netto”
* Ensino: Profissional – Curso de Formação de Docentes em Nível Médio
* Disciplina: OTP - Organização do Trabalho Pedagógico
* Conteúdo Estruturante: Organização do Trabalho Pedagógico
* Conteúdo Específico: A Participação do Professor na Organização do
Trabalho Pedagógico
1-RECURSO DE EXPRESSÃO
Problematização do Conteúdo
CHAMADA PARA RECURSO DE EXPRESSÃO: A participação do professor na
forma como escola pública se organiza pode influenciar na qualidade do
ensino ofertado?
TÍTULO: A Discussão do Trabalho Pedagógico na Formação Inicial dos
Professores
TEXTO:
A Disciplina de Organização do Trabalho Pedagógico faz parte do
grupo das Disciplinas de Formação Específica do Curso de Formação de
Docentes em nível médio do Ensino Profissional. Tem por finalidade ofertar
conteúdos que instrumentalize o futuro docente para conhecer o sentido
da Educação Nacional, suas estruturas administrativa e pedagógica. Todo
seu conteúdo fundamenta-se na diversidade de ações que as instituições
escolares realizam diariamente, ou seja, no trabalho que a escola oferece,
no caso, o trabalho pedagógico. É necessário trazer para as aulas da
disciplina em questão, conteúdos que deem conta de explicitar o que é o
Trabalho Pedagógico, como e quando ele acontece, quem são os principais
elementos envolvidos e qual a sua importância no processo ensino e
aprendizagem.
Aos profissionais da educação é fundamental dominar conceitos e
práticas relacionadas com o Trabalho Pedagógico. Libanêo (2004, p.14) dá
sustentação a essa colocação quando escreve:
[...] devemos reconhecer a importância das políticas
educacionais e das normas legais para o ordenamento
político, jurídico, institucional e organizacional do sistema
de ensino, mas elas precisam sempre ser submetidas a uma
avaliação do ponto de vista social e ético.
Se quisermos uma educação de qualidade, a organização do
trabalho que se processa no ambiente escolar precisa ser pensada e
praticada de acordo com os fins que se quer atingir na concretização
desse desejo. É bastante oportuno iniciar com os futuros profissionais da
educação, a reflexão sobre a natureza do trabalho pedagógico, no curso
de Formação de Docentes para que eles se percebam desde então cooparticipantes tanto da sua elaboração, quanto da sua execução.
Compreender a dimensão do trabalho pedagógico que deve ser
efetivado pela escola, desde a formação inicial favorece ao futuro docente
estabelecer parâmetros para sua carreira profissional. Para que uma vez
formado e atuando na educação, oriente sua prática desvinculada do
caráter de reprodução dos interesses capitalistas da sociedade. Ilustrando
essa colocação pode-se citar Libanêo (2004, p.15) quando diz que:
[...] não basta aos futuros professores desenvolver saberes
e competências para sair-se bem nas aulas, é preciso que
saibam como e porque são tomadas certas decisões no
âmbito do sistema, como a direção da escola passa essas
decisões aos professores, e como essas decisões expressam
relações de poder, como também expressam idéias sobre
como devem se comportar e que tipo de aluno deve ser
formado.
Hoje tem se tornado quase que unânime na fala dos professores
pedagogos reclamações de que os demais profissionais da escola não
valorizam suas ações. O que pode ser resultado de não conhecerem o
papel do pedagogo, ou por não se identificarem com este profissional na
articulação do trabalho pedagógico. Então, o Curso de Formação de
Docentes constitui-se num local propício para se estudar este conteúdo
partindo dos principais conceitos e concepções de homem, de sociedade,
de conhecimento, de trabalho, de cultura, de aprendizagem.
Outra questão a ser levada em conta, é em relação a formação dos
professores, que ao cursarem a Formação de Docentes sem oportunidades
de discutir a diversidade de ações que permeiam o Trabalho Pedagógico
numa disciplina específica. E se esse futuro professor acabar por exercer a
função de docente apenas com a formação inicial, sem um curso superior
ou até mesmo concluindo um outro curso superior que não seja o Curso de
Pedagogia, como ele irá dominar certos saberes inerentes ao Trabalho
Pedagógico?
REFERÊNCIAS:
LIBÂNEO, José Carlos. Organização e Gestão da Escola – Teoria e
Prática. 5. ed. Goiânia: Editora Alternativa, 2004.
2- RECURSOS DE INVESTIGAÇÃO
2.1Investigação Disciplinar
TÍTULO: A Influência da Organização do Trabalho Pedagógico na prática
educativa dos professores pedagogos
TEXTO:
Tomando como pressuposto que o sucesso dos alunos na
aprendizagem
escolar
depende
de
uma
escola
bem
organizada,
preocupada com o bom desempenho dos professores em sala de aula,
assegurando a eles condições pedagógico-didáticas, bem como, condições
organizacionais e operacionais.
Percebe-se no dia-a-dia que mesmo os profissionais da educação
que já estão há muito tempo dentro da instituição ainda não conseguem
entender com clareza como a escola está organizada, que dirá os futuros
professores que ao mesmo tempo em que estão recebendo conhecimento
de nível médio assegurando a continuidade dos seus estudos para o nível
superior, também estão sendo preparados para a docência na Educação
Infantil e para o Ensino Fundamental – anos iniciais. Então, certamente,
constitui-se necessário explorar dentro dos conteúdos da disciplina de OTP
– Organização do Trabalho Pedagógico, conhecimentos e saberes que
levem os futuros professores a conhecerem como se organiza a escola,
quem é quem dentro da estrutura organizacional e que funções são
atribuídas aos membros da Equipe Técnico-Pedagógica.
Ao adentrar a sala de aula e ser observado por vários olhares
curiosos a respeito de como será a aula de OTP de hoje, que assunto, que
atividades o professor irá propor, o professor pedagogo tem que ter
consciência de que não é nem justo, e nem correto privar esses alunos
(futuros professores) de conhecerem como realmente a escola é, está e
deve ser organizada. Se esses futuros professores estão se apropriando de
conhecimentos de formação específica, os quais compõem a formação
inicial de cada um para o exercício da docência, como então, deixar de
lado, ou mesmo empobrecer o tema, aligerar o conteúdo tão necessário
que
servirá
de
subsídio
para
melhor
compreensão
do
processo
educacional dentro e fora da unidade escolar.
Trabalhar com o futuro professor as funções da escola sem
explicitar como a escola deve se organizar para bem cumprir essas
funções e atingir os objetivos propostos, torna-se um trabalho “capenga”,
pois ele sairá do curso sem dominiar as relações que se processam na
escola e sem compreender que a Organização do Trabalho Pedagógico
tem influência diretamente nas ações em sala de aula. E ainda, sem
entender que mudanças e ajustes nos sistemas político, cultural, sócioeconômico estão interrelacionadas com o sistema educacional. Como diz
Libâneo (2004, p.14):
[...] é necessário admitir que há, de fato, uma inter-relação
entre as políticas educacionais, a organização e gestão das
escolas, as práticas pedagógicas na sala de aula e o
comportamento das pessoas. As políticas educacionais e
diretrizes organizacionais e curriculares são portadoras de
intencionalidades, idéias, valores, atitudes, práticas, que
influenciam as escolas e seus profissionais na configuração
das práticas formativas, determinando um tipo de sujeito a
ser educado. Essas orientações chegam as escolas e, em
muitos casos, os professores não as questionam, e é aí que
os problemas começam, pois não vêem que as relações
sociais e políticas nunca são harmônicas nem estáveis; ao
contrário,
são
tensas,
conflituosas,
contraditórias,
favorecendo espaço para que as escolas e os seus
profissionais operem com relativa autonomia em face do
sistema político dominante. Ou seja, as pessoas podem
tanto aderir como resistir ou dialogar com tais políticas e
diretrizes e formular coletivamente, práticas formativas e
inovadoras em razão de outro tipo de compreensão das
coisas.
Ao invés de mergulhar os alunos (futuros professores) no universo
do aparato burocrático, enfando-os só com conteúdos sobre a Legislação
que rege o Sistema Educacional é necessário provê-los de conceitos, de
concepções sobre a Organização do Trabalho Pedagógico. Libâneo
também defente a idéia do quanto é importante na formação de
professores o conhecimento da estrutura, da organização e da gestão do
sistema educacional. E aí é válido acrescentar que este conhecimento
pode ser trabalhado tanto a nível médio como superior:
[...] na formação de professores é importante o
conhecimento da estrutura, da organização e da gestão do
sistema educacional e das escolas. No currículo do curso de
Pedagogia e dos cursos de Licenciatura, o estudo do
sistema educacional tem sido feito na disciplina Estrutura e
Funcionamento do Ensino, a qual, em alguns lugares, vem
sendo substituída por Políticas Educacionais e Gestão da
Educação. Essas disciplinas estudam temas da educação
sob um enfoque mais geral; as políticas educacionais, os
planos de educação, a estrutura organizacional do sistema
escolar, as relações entre educação e sociedade, etc. [...]
essas disciplinas têm, em comum, os princípios, métodos e
procedimentos relacionados com o processo de trabalho na
escola, as formas de gestão e de tomada de decisões, as
relações internas entre os integrantes da escola, as relações
da escola com a comunidade e a sociedade.(Libâneo,
2004p. 22-23).
No exercício da docência, o professor tem também como função
participar na Organizaçao do Trabalho Pedagógico, ou seja, tem que dar
sua contribuição para que sejam planejadas e efetivadas de forma coletiva
as ações pedagógicas da escola. Pois a Organização do Trabalho
Pedagógico constitui-se num espaço de aprendizagem profissional, na
medida em que os professores participam ativamente da sua organização,
formando com os demais colegas uma equipe de trabalho, aprendendo
novos saberes, assim como um modo de agir coletivo, em favor da
formação dos alunos. José Carlos Libâneo (2004), fala dessa atribuição do
docente deixando bem explícito o caráter de coletividade que a
organização da escola precisa ter:
Uma das funções profissionais do professor é participar
ativamente na gestão e organização da escola, contribuindo
nas decisões de cunho organizativo, administrativo e
pedagógico-didático. Para isso, ele precisa conhecer bem os
objetivos e o funcionamento de uma escola, dominar e
exercer competentemente sua profissão de professor,
trabalhar em equipe e cooperar com os outros profissionais.
(p.36)
Como o professor irá participar ativamente da organização e
gestão da escola, se lhe faltar os conhecimentos necessários. Por isso o
professor pedagogo que detém a cadeira da disciplina de OTP –
Organização do Trabalho Pedagógico no Curso de Formação de Docentes
deve ter presente esta preocupação, esse compromisso com a formação
profissional dos futuros professores. É importante o professor pedagogo
despertar em seus alunos a consciência de que sendo a escola um espaço
educativo, lugar de aprendizagem, os professores ao participarem de sua
organização,
da
tomada
de
decisões,
também
desenvolvem
sua
profissionalidade.
Sobre o conceito de Trabalho Pedagógico, Celso Vasconcellos
(2002, p.11) traz uma definição curta, porém abrangente ao máximo:
Trabalho Pedagógico é o âmago das instituições de
ensino, na medida em que seu núcleo é o trablho com o
conhecimento, é a especificidade da escola, constituindose como a grande finalidade da práxis educativa.
A partir dessa definição pode-se considerar o quanto o Trabalho
Pedagógico é importante para o processo de ensino e aprendizagem. Ele é
pensado, gestado e executado conforme as ideologias que perpassam
pela escola, pelos ideais dos profissionais que lá trabalham. Então não dá
para o professor dizer que isso não é tarefa sua, não é de seu interesse,
nem do seu conhecimento. Porque tudo o que a escola realiza, realiza
porque foi planejado de alguma forma, foi estipulado por alguém, ou por
um grupo. De forma bastante simplista pode-se conceituar o Trabalho
Pedagógico como sendo o conjunto das ações que a escola realiza
diariamente em função do seu bem mais precioso, os alunos.
Trabalho
pedagógico
é
atividade
pedagógica
por
trabalhar
fundamentalmente com o saber. Este trabalho não pode ser realizado de
forma individualista, alienada e desarticulado. Pela reflexão crítica e
coletiva, ele tem se mostrado como um caminho extremamente fértil no
enfrentamento dos desafios da sala de aula e da escola. O trabalho
pedagógico
deve
ser
articulado
na
perspectiva
de
uma
gestao
democrática e libertadora da sala de aula e da escola. O trabalho
pedagógico implica uma direção para atingir eficazmente os objetivos da
escola e é carregado de intencionalidades canalizadas para a qualidade do
ensino para que os alunos atinjam níveis satisfatórios de capacidades
cognitivas e operativas.
Procurando esclarecer ainda mais sobre o Trabalho Pedagógico,
segue o elenco dessas ações educativas que compõem o núcleo desse
trabalho escolar: construção e implementação do Plano de Ação da
Direção, da Equipe Técnico-Pedagógica e dos Funcionários; criação e
efetivação dos Órgãos Colegiados (Conselho Escolar - APMF (Associação
de Pais, Mestres e Funcionários) - Grêmio Estudantil); construção coletiva
do Projeto Político Pedagógico; construção da Proposta Pedagógica
Curricular; construção coletiva do Regimento Escolar; implementação do
Trabalho Pedagógico no coletivo da escola: (Organização do espaço e
tempo escolar - Organização da prática escolar); formação continuada do
coletivo de profissionais da escola; relações entre escola e comunidade;
avaliação
do
Trabalho
Pedagógico.
Cada
uma
delas
tem
seu
desdobramento em outras ações peculiares ao sistema educacional.
Há uma íntima relação entre o que acontece no contexto da
organização escolar e o que acontece nas salas de aula, pelo fato de que
as práticas de gestão são práticas educativas e de que a escola é um
espaço de aprendizagem e formação profissional, é muito útil que os
diretores,
a
equipe
pedagógica,
e
professores
compreendam,
criticamente, os processos de tomada das decisões que provém do Estado
e do sistema educativo para assumir uma postura permeada por práticas
democráticas no interior da escola, em favor da classe trabalhadora,
desprovida do conhecimento acadêmico, cientifíco e cultural.
REFERÊNCIAS:
LIBÂNEO, José Carlos. Organização e Gestão da Escola – Teoria e
Prática. 5. ed. Goiânia: Editora Alternativa, 2004.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Coordenação do Trabalho
Pedagógico – Do Projeto Político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula.
São Paulo: Libertad, 2002.
2.2Perspectiva Interdisciplinar
TÍTULO: O Sentido da Educação Brasileira
TEXTO:
2.3Contextualização
TÍTULO: O Trabalho Pedagógico no Contexto Social
TEXTO:
Frente ao momento de reestruturação produtiva, capitalista,
globalização da economia, avanços tecnológicos, em que as políticas
econômicas, sociais, educacionais são levadas a se ajustar ao modelo de
desenvolvimento capitalista que ora se consolida, a escola brasileira tem o
grande desafio de preparar crianças e jovens para continuarem atuando
nesta sociedade, mas dotados de capacidades para compreender,
analisar, arguir, lutar e transformar para o bem comum.
Cada vez mais é notável o impacto das transformações nos
sistemas de ensino e nas escolas. Impossível passar despercebido o
impacto dessas mudanças, especialmente o recondicionamento das
escolas aos intentos do capitalismo internacional e dos interesses
financeiros. E com isso o ensino tem sido afetado por uma série de
fatores: mudanças nos currículos, na organização das escolas (formas de
gestão, ciclos de escolarização, concepção de avaliação etc), introdução
de novos recursos didáticos (televisão, vídeo, computador, internet),
desvalorização da profissão docente.
Quando o professor participa na organização e gestão do trabalho
pedagógico, a ele é oprtunizado aprender várias coisas: tomar decisões
coletivamente, formular o projeto pedagógico, dividir com os colegas as
preocupações,
desenvolver
coletivamente
a
o
espírito
responsabilidade
pela
de
solidariedade,
escola,
investir
assumir
no
seu
desenvolvimento profissional. Mas, principalmente, aprende sua profissão.
Então, o professor deve ter essa capacidade de entendimento
desde a sua formação inicial, para que ele vá analisando desde os seus
estágios como se processa o Trabalho Pedagógico nas diferentes escolas
(rede pública estadual, municipal, rede particular), como são tomadas as
decisões, e vá fortalecendo suas convicções para que uma vez docente
em sala de aula, ou pedagogo na Equipe Pedagógica tenha além da
fundamentação teórica, princípios e valores que o levem a assumir uma
postura comprometida com a democratização da escola pública em favor
dos
desprovidos
do
conhecimento
construido
históricamente
pela
humanidade.
Se quisermos um profissional com esse perfil, não dá para
postergar a outros cursos os conhecimentos sobre a organização e gestão
escolar,
sobre
políticas
públicas, ou sobre
os ajustes
do mundo
globalizado, ou sobre os propósitos das nações de quererem elevar cada
vez mais sua capacidade econômica mesmo que a escola sirva como
“elevador social”, isto é, formando o homem necessário para o aumento
da produtividade e do lucro. É tão urgente quanto necessário propiciar
uma formação aos futuros professores que dê conta de torná-los capazes
de compreender e participar do amplo e complexo processo do sistema
educacional.
REFERÊNCIAS:
LIBÂNEO, José Carlos. Organização e Gestão da Escola – Teoria e
Prática. 5. ed. Goiânia: Editora Alternativa, 2004.
3- RECURSOS DIDÁTICOS
3.1Sítios
TÍTULO DO SÍTIO: CRE Mário covas – Centro de Referência em Educação
DISPONÍVEL EM: http://www.crmariocovas.sp.gov.br
ACESSADO EM: janeiro de 2008.
COMENTÁRIOS: Traz artigos e links que tratam do papel desempenhado
por diretores e coordenadores na organização do trabalho escolar, assim
como os desafios por eles enfrentados na gestão da escola. Com artigos
comentados que poderão enriquecer a reflexão.
TÍTULO DO SÍTIO: Portal da ANPED – Associação Nacional de Pós
Graduação e Pesquisa em Educação
DISPONÍVEL EM: http://www.anped.org.br
ACESSADO EM: janeiro de 2008
COMENTÁRIOS: Site com resultados de estudos atuais, e rico arquivo de
artigos sobre temas educacionais, servindo tanto para leituras como para
pesquisas de aprofundamento teórico. Responsável pela publicação da
Revista Brasileira de Educação.
TÍTULO DO SÍTIO: Portal Planeta Educação
DISPONÍVEL EM: http://www.planetaeducacao.com.br
ACESSADO EM: janeiro de 2008
COMENTÁRIOS: É um portal com vários links de educação como notícias,
matérias, artigos, espaço para o professor trocar experiências, publicar
suas idéias, navegar pelas várias áreas do conhecimento, pesquisar
legislação.
TÍTULO DO SÍTIO: CADEP – Coordenação de Apoio a Direção e Equipe
Pedagógica. Produção Coletiva. Curitiba: SEED/PR
DISPONÍVEL
EM:
http://www.diaadiaeducaao.pr.gov.br/portals/cadep/?
PHPSESSID=2007070413470912
ACESSADO EM: janeiro de 2008
COMENTÁRIOS: Contribui com os professores pedagogos, subsiando com
material, reflexões, leituras, para a prática pedagógica numa perspectiva
de compromisso com o fazer do trabalho coletivo no âmbito da escola,
tomando a relação aluno-professor como principal eixo.
TÍTULO DO SÍTIO: SciELO
DISPONÍVEL EM: http://www.scielo.com.br
ACESSADO EM: janeiro de 2008
COMENTÁRIOS: Traz um hol de artigos científicos de autores conceituados,
publicados em revistas, jornais, periódicos, abordando temas de todas as
áreas do conhecimento. De vasta contribuição aos professores pedagogos
como leituras, reflexões, pesquisas de estudo.
3.2.Sons e Vídeos
Vídeo
TÍTULO: Escritores da Liberdade
DIREÇÃO: Richard LaGravenese
PRODUTORA: Paramount Pictures
DURAÇÃO: 122 minutos
LOCAL DA PUBLICAÇÃO: Alemanha / EUA
ANO: 2007
DISPONÍVEL EM: http://www.paramoutbrasil.com.br
SINOPSE: No gênero Drama, colorido, Hilary Swank, duas vezes premiada
com o Oscar atua nesta instigante história evolvendo adolescentes,
criados no meio de tiroteiros e agressividade, e a professora que oferece o
que eles mais precisam: uma voz própria. Quando vai parar numa escola
corrompida pela violência e tensão racial, a professora Erin Gruwell
combate um sistema deficiente, lutando para que a sala de aula faça a
diferença na vida dos estudantes. Agora, contando suas próprias histórias,
e ouvindo as dos outros, uma turma de adolescentes supostamente
indomáveis vai descobrir o poder da tolerância, recuperar suas vidas
desfeitas e mudar seu mundo. Com eletrizantes performances de um
elenco de astros, incluindo Patrick Dempsey (Grey’s Anatomy) ganhador
do Globo de Ouro, Escritores da Liberdade é baseado no aclamado bestseller O Diário dos Escritores da Liberdade.
COMENTÁRIO: Esta obra ilustra a importância da escola ter os alunos
como o bem mais precioso do sistema educacional, integrando as práticas
docentes para que a escola ensine por meio de uma educação
humanizadora, que faça diferença na vida dos alunos.
TÍTULO: Perfume de Mulher
DIREÇÃO: Martin Brest
PRODUTORA: Universal Pictures
DURAÇÃO: 156 minutos
LOCAL DA PUBLICAÇÃO: EUA
ANO: 1992
DISPONÍVEL EM: http://www.interfilmes.com.br
SINOPSE: Drama. Colorido. Frank Slade (Al Pacino), um tenente-coronel
cego, viaja para Nova York com Charlie Simms (Chris O'Donnell), um
jovem acompanhante, com quem resolve ter um final de semana
inesquecível antes de morrer. Porém, na viagem ele começa a se
interessar pelos problemas do jovem, esquecendo um pouco sua amarga
infelicidade.
COMENTÁRIO: No final, esta obra, traz uma provocação: Que tipo de ser
humano a escola está formando? Submisso, alienado, individualista ou
com condições de atuar na sociedade num espírito de solidariedade,
consciente, crítico e comprometido com o bem comum?
TÍTULO: O Sorriso de Monalisa
DIREÇÃO: Diretor: Mike Newell
PRODUTORA: Red OM Films
DURAÇÃO: 125 minutos
LOCAL DA PUBLICAÇÃO: EUA
ANO: 2003
DISPONÍVEL EM: www.SonyPictures.com.br
SINOPSE: Drama colorido. Elenco: Julia Roberts, Kirsten Dunst, Julia Stiles e
Maggie Gyllenhaal. Katharine Watson (Julia Roberts) é uma professora
recém-saída da Universidade, que traz consigo um grande desejo de
mudar a sociedade na qual vive.
Consegue ser contratada por um conceituado colégio, para lecionar
História da Arte, porém se sente enormemente incomodada com o
conservadorismo e as regras da escola e decide lutar contra essa situação.
A partir da maneira como ministra seu conteúdo, chamando a atenção dos
alunos para certos temas, e da forma como enfrenta as determinações do
colégio e da sociedade, Katharine desperta a admiração de seus alunos,
auxiliando a alguns a enfrentarem os desafios impostos pela vida, num
aprendizado que vai muito além do conteúdo escolar.
COMENTÁRIO: Exemplos de compromisso com a formação integral do
aluno podem ser percebidos no transcorrer de todo o filme. Servindo para
refletir sobre o sentido das práticas pedagógicas que se processam na
escola.
Áudio-CD/MP3
TÍTULO DA MÚSICA: Estudo Errado
EXECUTOR/INTÉRPRETE: GABRIEL PENSADOR Vocal: ARICIA MESS Vozes
Extras: MIGUEL CONTINO, JORGE TITO; FÁBIO FONSECA, FÁTIMA REGINA
Coro de Crianças: GABRIEL E BETINA, FARIA, LUIS FELIPE, JULIANA E
BERNARDO LEAL, RODRIGO CAMPBELL, GABRIEL NUNES, Baixo Teclado:
FÁBIO FONSECA E MÁRCIO MIRANDA, Teclados: FÁBIO FONSECA Samples:
GENIUS OF LOVE (TOM TOM CLUB)
TÍTULO DO CD: Gabriel O Pensador – As Melhores de 1999
NÚMERO DA FAIXA: 9
NOME DA GRAVADORA: Sony Music
ANO: 1998
DISPONÍVEL EM: http://www.sonymusic.com.br
LOCAL: São Paulo
TEXTO:
Atenção para a chamada:
-Aderbal=presente
-Aninha=eu
-Breno=aqui
-Carol=presente
-Douglas=alô
-Fernandinha= tô aqui
-Geraldo=tôooo
-Itamarzinho=faltou
-Juquinha=...Eu tô aqui. Pra quê? / Será que é pra aprender? Ou será que é
para aceitar, me acomodar e obedecer? / Tô tentando passar de ano para
meu pai não me bater. Sem receio de saco cheio porque não fiz o dever. /
A professora já tá de marcação porque sempre me pega disfarçando,
espiando e colando toda prova dos colegas. / E ela esfrega na minha cara
um zero bem redondo. / E quando chega o boletim lá em casa eu me
escondo. / Eu quero jogar botão, videogame, bola de gude. Mas meus pais
só querem que eu “vá pra aula” e “estude”! / Então desta vez eu vou
estudar até decorar, cumpádi. / Pra me dar bem e minha mãe deixar eu
ficar acordado até mais tarde. / Ou quem sabe aumentar a minha mesada.
/ Pra eu comprar mais revistinha (do Cascão?) Não. De mulher pelada. / A
diversão é limitada e meu pai não tem tempo pra nada. / E a entrada do
cinema é censurada (vai pra casa pirralhada!). A rua é perigosa então eu
vejo televisão (tá mais um corpo estendido no chão). / Na hora do jornal
eu desligo porquê nem sei o que é inflação – ué, não te ensinaram? – Não.
A maioria das matérias que eles dão eu acho inútil. / Em vão, pouco
interessante, eu fico pu...To cansado de estudar, de madrugar, que
sacrilégio (vou pro colégio!) Então eu fui relendo tudo até a prova
começar. Voltei louco pra contar.
Manhê! Tirei um dez na prova. / me dei bem tirei um cem e eu
quero ver quem me reprova. Decorei toda a lição. / Não errei
nenhuma questão. / não aprendi nada de bom. / mas tirei dez (Boa
filhão).
Quase tudo o que aprendi.
Amanhã eu já esqueci
Decorei, copiei.
Memorizei, mas não entendi.
Decoreba: esse é o método de ensino. / Eles me tratam como ameba e
assim eu não raciocino. / Não aprendo as causas e as conseqüências só
decoro os fatos. Desse jeito até história fica chato. / Mas os velhos me
disseram que o “porquê” é o segredo. / Então quando eu não entendo
nada, eu levanto o dedo. / Porque eu quero usar a mente pra ficar
inteligente. / Eu sei que ainda não sou gente grande, mas eu já sou
gente. / Eu sei que o estudo é uma coisa boa. / O problema é que sem
motivação a gente enjoa. / O sistema bota um monte de abobrinha no
programa. / Mas dá para aprender a ser ignorante. Ah! Um ignorante, por
mim eu sem saia da minha cama (Ah! Deixa eu dormir). / Eu gosto dos
professores e eu preciso de um mestre. Mas eu prefiro que eles me
ensinem alguma coisa que preste / O que é corrupção. / Para que serve
um deputado? / Não me diga que o Brasil foi descoberto por acaso? / Ou
que a minhoca é hermafrodita. / Ou sofre a tênia solitária. / Não me faça
decorar as capitanias hereditárias!!!
- Alô o que vai cair na prova de amanhã?
O quadrado da hipotenusa.
Cromossomos, tabela periódica...
Ah...Vamos fugir dessa jaula.
“Hoje eu tô feliz” (matou o presidente?) não matei aula, porque num dava.
Eu não agüentava mais. / Eu vou escutá um Pensador escondido dos meus
pais. / Mas se eles fossem da minha idade eles entenderiam. / Esse não é
o valor que o professor merecia. / Aluno iiii sujô (heim?) o inspetor!
(acabou a farra, já pra sala do coordenador!) / Achei que ia ser suspenso,
mas era só pra conversar, me disseram que a escola era o meu segundo
lar. / E é verdade. Eu aprendo muita coisa realmente. / Faço amigos. /
Conheço gente. Mas o ideal é que a escola me prepare pra a vida. /
Discutindo e ensinando os problemas atuais. E não me dando as mesmas
aulas que eles deram pros meus pais. / Com matérias das quais eles não
lembram mais nada. / E quando eu tiro dez é sempre a mesma palhaçada.
Manhê! Tirei um dez na prova. / me dei bem tirei um cem e eu
quero ver quem me reprova. Decorei toda a lição. / Não errei
nenhuma questão. / não aprendi nada de bom. / mas tirei dez (Boa
filhão).
Encarem as crianças com mais seriedade. / Pois na escola é onde
formamos a nossa personalidade. Vocês tratam a educação como um
negócio onde a ganância, a exploração e a indiferença são os sócios. /
Quem devia lucrar só é prejudicado. / Assim cês vão criar uma geração de
revoltados. / Tá tudo errado e eu já tô de saco cheio. / Agora me dá minha
bola e deixa eu ir pro recreio.
Juquinha ta falando demais, assim eu vou te deixar sem recreio. Mais é só
verdade fessora, eu sei, mas colabora senão eu perco meu emprego.
COMENTÁRIO: Com essa música é possivel levar os alunos (futuros
professores) a reflexão e análise crítica da coerência entre a função social
da escola com as práticas educativas executadas no dia-a-dia. Auxilia a
identificar essas práticas, nas ações do trabalho da escola.
3.3Proposta de Atividades
TÍTULO: Um pouco da Estrutura Organizacional da Escola Pública
TEXTO:
Poderá o professor pedagogo no exercício da docência, ao estar
trabalhando conteúdos do tema Trabalho Pedagógico, realizar algumas
atividades práticas com os futuros professores, dentre as quais sugere-se:
Atividade nº 01 – ENTREVISTA COM PROFESSORES PEDAGOGOS
QUE EXERCEM A FUNÇÃO DE ESPECIALISTAS JUNTO A EQUIPE TÉCNICOPEDAGÓGICA:
Objetivo: oportunizar aos futuros professores conhecerem o papel
dos professores pedagogos da Equipe Técnico-Pedagógica, os quais são os
principais articuladores do Trabalho Pedagógico, e as influências de suas
práticas nos trabalhos da escola.
I Etapa - Elaborar de forma coletiva com a turma de alunos as
questões que cada um tem sobre o que esses profissionais representam
para o dia-a-dia da escola. Importante que essas questões sejam
elaboradas a partir das prórprias dúvidas e curiosidades dos alunos
alimentadas pela provocação do professor no sentido de despertar ainda
mais outras dúvidas, outras observações.
II Etapa - É aconselhável que o professor disponha previamente na
Biblioteca Escolar fontes e referenciais para que esses alunos possam
pesquisar ampliando as informações sobre o assunto.
III Etapa - Dividir a classe em pequenos grupos, onde cada um
fique com uma tarefa específica como: entrevistador – relator –
apresentador. Conforme o tamanho do grupo, as funções podem ser
compartilhadas entre dois até três elementos.
IV Etapa – Sortear entre os grupos as escolas que participarão do
estudo em questão. Para que a turma tenha noção de como as escolas se
organizam para processarem seu trabalho de ensino e aprendizagem é
importante que sejam visitadas escolas da rede estadual, da rede
municipal e da rede particular. E ainda, que sejam selecionadas escolas da
periferia, centro e área rural, para que venham para a sala de aula ricas
discussões sobre as diferentes realidades que as escolas enfrentam
diariamente.
V Etapa – Elaborar um cronograma com datas para agendamento
das visitas, data da realização da visita, prazo para o relator preparar o
material com o estudo feito, data para o apresentador de cada grupo
expor para toda a turma o resultado obtido com a entrevista, observações
e pesquisas complementares.
VI Etapa – Realização das entrevistas e atividades complementares
conforme consta no cornograma.
VII Etapa – Apresentação dos grupos. Nesta apresentação, pode-se
cobrar bastante criatividade dos grupos, no sentido de tornar o momento
interessante, envolvente e mais importante ainda, bastante claro,
facilitando o entendimento para os demais colegas. (Exemplos: exposição
do trabalho final em forma de documentários filmados; em forma de
painel de fotos; em forma de slides ou transparências; em forma de
dramatizações; em forma de álbum seriado, quadros estatísticos, etc.).
Atividade
nº
2
–
DOCUMENTÁRIOS
SOBRE
OS
ÓRGÃOS
COLEGIADOS
Objetivo: explorar com seus alunos a real necessidade para a
escola em se ter os órgãos colegiados implantados e em pleno
funcionamento.
Uma atividade interessante que o professor pedagogo pode fazer
com os alunos: orientar que os alunos façam um passeio livre de 15
minutos pela escola observando a estrutura física, a quantidade de alunos
por sala de aula, a quantidade de funcionários, as atividades que estão
acontecendo. Assim que todos retornem o professor pode indagá-los se é
possível cuidar dessa escola apenas a direção; será que o dia-a-dia da
escola gera muitas decisões, muitas atividades; o que de mais importante
deve acontecer numa escola. Após esses e outros questionamentos, com o
apoio de textos o professor pedagogo pode encaminhar o assunto para a
existência dos órgãos colegiados na escola pública e suas principais
finalidades.
Além de contar com a legislação, textos que dão conta de informar
sobre o assunto é bom partir para atividades práticas onde os alunos
possam observar, pesquisar e dabater sobre o resultado final dos
trabalhos. Uma sugestão é que os alunos sejam divididos em grupos,
ficando cada grupo responsável por estudar e apresentar um dos órgãos
colegiados.
I Etapa – Apresentar aos alunos o assunto a ser estudado, reunindo
com antecendencia vários materiais que poderão ser utilizados pelos
grupos durante a fase de pesquisa.
II Etapa – Despertar nos alunos curiosidades em saber o porquê da
existência desses ógãos colegiados dentro da escola e quais suas
finalidades. Para tanto, um hol de questões podem ser elaboradas de
forma que o pesquisador explore bem as atribuições de cada membro do
colegiado e as formas como este membro atua. Se realmente tem
consciência da dimensão do seu papel para o trabalho da escola. Muito
importante também, analisar se os membros desses colegiados recebem
alguma formação que os fundamente para o exercício do cargo e se eles
são preparados para agir coletivamente no trabalho pedagógico da escola.
III Etapa – Montar um cronograma das datas e horários em que as
atividades serão realizadas, conscientizando os alunos da necessidade de
prévio agendamento com os membros dos colegiados para realizar as
atividades de entrevistas, de filmagens.
IV Etapa – Apresentação final do trabalho. Cada grupo deverá
formatar o resultado de sua pesquisa em forma de gravação de um breve
documentário sobre o órgão colegiado que estudou e repassá-lo para a
classe, ou poderá convidar os membros para falarem ao vivo para toda a
turma sobre o colegiado do qual fazem parte. Ou ainda, não sendo
possível nenhuma dessas formas, o próprio grupo deverá relatar aos
demais colegas o estudo feito.
V Etapa – Elaboração de um plenário onde cada grupo expresse o
entendimento sobre órgãos colegiados e a avaliação sobre os colegiados
que a escola tem e a forma como eles vem atuando na Organização do
Trabalho Pedagógico, culminando na elaboração de um relatório coletivo.
Atividade nº 3 – MESA REDONDA SOBRE O FINANCIAMENTO DA
EDUCAÇÃO
Objetivo: levar o futuro professor a conhecer como se processa o
financiamento da educação, as formas como os recursos financeiros
chegam até a escola e como são gerenciados, os mecanismos de controle
e fiscalização do uso desses recursos. É necessário trabalhar com os
futuros professores conteúdos que demostrem de onde vêm os recursos
financeiros responsáveis pela manutenção da escola tanto da rede
estadual, municipal e particular.
Os alunos participam desta atividade distribuídos em grupos,
sendo um grupo responsável em pesquisar o assunto numa escola
estadual, outro numa escola particular, outro nas escolas da rede
municipal, outro nos centros de educação infantil, outro nas entidades de
atividades educativas especializadas como APAE – Lar do Menor e outros
similares.
Ao concluir a parte de pesquisa, o professor pedagogo programa
com os alunos uma aula onde a sala seja organizada como o cenário de
programa de televisão com a participação de vários convidados que sob a
coordenação do professor debaterão o tema financiamento da educação.
Neste caso os convidados debatedores, são os próprios alunos, um
representante de cada grupo.
O professor pedagogo conduz o debate alternando as questões
entre os convidados de forma que todos falem como cada uma das
escolas visitadas é mantida financeiramente. Aqui para tornar o momento
bastante interessante e educativo, o professor pedagogo pede que os
alunos que atuarão como convidados especiais treinem com antecedência
para que as suas colocações sejam feitas de forma clara e objetiva.
Também vale muito a criatividade do professor pedagogo em fazer com
que todos entrem no clima de um programa de entrevistas, onde quem
não for convidado participa como platéia com direito a formular
questionamentos aos membros da mesa redonda.
REFERÊNCIAS:
COLOMBO, Irineu Mário. Educação Básica: perguntas e respostas sobre a
legislação e atividade docente. – Curitiba: Reproset Gráfica, 2004.
BRASIL, Ministério da Educação. http://www.mec.com.br
PEDAGÓGICO, Projeto Político. Colégio Estadual “Professor Segismundo
Antunes Netto”. Siqueira Campos, PR, 206.
PARANÁ. Construção Coletiva das propostas Curriculares para
Reformulação da Organização dos Cursos Integrados da Rede
Estadual. Curitiba, 2006.
3.4Imagens
IMAGEM:
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/educadores
Esta imagem traz a tona reflexões sobre a visão de mundo que a
escola precisa ter para que seus alunos possam receber uma educação
que lhes dê condições cognitivas, operativas, culturais, científicas para de
fato poderem analisar, compreender, emitir conceitos, formular suas
prórias opiniões sobre as mais diversas questões que influenciam a vida
diária de todo ser humano. Sabe-se que colocar no papel o perfil de ser
humano ideal que escola e sociedade desejam é apenas uma etapa,
enquanto que, articular a prática educativa, as ações administrativas e
pedagógicas da escola integrando-as num Trabalho Pedagógico voltado
para os princípios da formação humana requer algumas posturas que
talvez muitos profissionais da educação ainda tenham dificuldades para
empreendê-las.
Para que o mundo seja adequado aos nossos desejos, as
transformações devem partir da formação de cada ser humano. Portanto,
o ideal de mundo para a escola deve ser conhecido de todos os seus
profissionais, para que não haja distanciamento entre teoria e prática.
Quando os futuros professores ainda como parte da sua formação
inicial, têm contato com conteúdos que lhes trazem fundamentação para a
formação de conceitos de mundo, de sociedade, de ser humano, de
conhecimento, de educação, de cultura e entendem a articulação que
esses conceitos devem ter nas práticas educativas da escola, a prática
docente deles tem grandes probalidades de acontecer numa perspectiva
de participação coletiva nas decisões da escola, no enfrentamento dos
problemas bem como na busca de soluções.
4- RECURSO DE INFORMAÇÃO
4.1 Sugestão de Leitura
Revista Científica
TÍTULO DO ARTIGO: Trabalho e educação: fundamentos ontológicos e
históricos REFERÊNCIA: Num primeiro momento, o artigo caracteriza, em
suas linhas básicas, os fundamentos histórico-ontológicos da relação
trabalho-educação que, nas suas origens, se manifestava na forma de
plena
identidade.
indissolubilidade
Mostra,
em
seguida,
como,
não
obstante
a
da referida relação, se manifestou na história o
fenômeno da separação entre trabalho e educação. No terceiro momento
aborda o tortuoso e difícil processo de questionamento da separação e
restabelecimento dos vínculos entre trabalho e educação que vem
marcando a sociedade moderna. Finalmente, esboça a conformação do
sistema de ensino sob a égide do trabalho como princípio educativo,
concluindo
com
a
discussão
do
controvertido
tema
da
educação
fundamentos
histórico-
politécnica.
Palavras-chave:
filosóficos
da
relação
trabalho-educação;
educação;
educação
politécnica.
SAVIANI,
Demerval.
Trabalho e educação: fundamentos ontológicos e históricos. Rev. Bras.
Educ. Jan. /abr. 2007, vol.12, no. 34 p.152-165. ISSN 1413-2478.
COMENTÁRIOS: com este texto o professor pedagogo pode trabalhar
conceito de trabalho, definir a essência humana, explorar o surgimento,
da divisão de classes e da conseqüente dualidade na função da educação,
discutindo o contravertido tema educação politécnica.
Periódico
TÍTULO DO ARTIGO: Com o olhar nos professores: Desafios para o
enfrentamento das realidades escolares
REFERÊNCIA: MARIN, Alda Junqueira.Com o olhar nos professores:
Desafios para o enfrentamento das realidades escolares. Cad.
CEDES, Abr. 1998, vol.19, no.44, p.8-18. ISSN 0101-3262.
A escola tem sido crescentemente focalizada, não só no Brasil, mas em
outros países, constituindo importante fonte para a compreensão das
realidades vividas e sofridas pela grande maioria das populações mais
privilegiadas econômica, social e culturalmente. A bibliografia produzida
pelos autores de tais estudos denuncia, de maneira contundente, a baixa
qualidade educacional em vários países, expressa por problemas como
indisciplina na sala de aula, precárias condições para o trabalho educativo,
despreparo dos professores para realizar adequadamente seu trabalho,
baixo status profissional e baixa remuneração, agravados no Brasil pelos
alarmantes índices de evasão e repetência. Com o olhar nos professores,
como comprometimento político e preocupação de pesquisa, desde o ano
de 1984, nossos estudos permitem dizer que esse quadro de problemas
não constitui um insucesso generalizado, mas representa, sobretudo,
desafios a enfrentar.
Palavras-chave:
Realidade
escolar;
desafios
educacionais;
professor.
COMENTÁRIOS:
A autora colabora apresentando os desafios a enfrentar, ou seja, superar a
falta de vontade e de comprometimento político dando condições para
melhorar
as
práticas
docentes
numa
perspectiva
democrática
e
libertadora.
Livro
TÍTULO DO LIVRO: Crítica da Organização do Trabalho Pedagógico e da
Didática
REFERÊNCIAS: FREITAS, Luiz Carlos de. Crítica da Organização do
Trabalho Pedagógico e da Didática – Campinas, São Paulo: Papirus,
1995.
COMENTÁRIOS: Da página 92 a 114 a obra traz uma contribuição sobre as
influências que a organização do Trabalho Pedagógico sofre com o
capitalismo, fala que sua organização não ocorre de forma isolada
devendo cuidar para que ele não aconteça de forma fragmentada.
TÍTULO DO LIVRO: Gestão Democrática da Escola Pública
REFERÊNCIAS: PARO, Vitor Henrique. Gestão Democrática da Escola
Pública. – 3 ed. São Paulo, SP: Ática, 2006.
COMENTÁRIOS: O autor fala da democracia nas escolas e os entraves para
que de fato ela se efetive em favor das camadas populares e do sucesso
no processo de ensino e aprendizagem.
TÍTULO DO LIVRO: Escola e Democracia
REFERÊNCIAS: SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia: Teorias da
Educação, Curvatura da Vara, Onze Teses sobre Educação e Política - 14
ed. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1986.
COMENTÁRIOS: O autor reforça o compromisso que a escola deve ter para
com a aprendizagem do aluno, com o sucesso dele na escola,
principalmente com os alunos das camadas populares, assegurando-lhes
apropriar-se do conhecimento histórico.
TÍTULO DO LIVRO: Coordenação do Trabalho Pedagógico – Do Projeto
político-pedagógico ao cotidiano da sala de aula.
REFERÊNCIAS: VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Coordenação do
Trabalho Pedagógico – Do Projeto Político-pedagógico ao cotidiano da
sala de aula. São Paulo: Libertad, 2002.
COMENTÁRIOS: O autor discute as práticas educativas que acontecem
diariamente nas escolas, trazendo contribuições para decifrar a tão
complexa, fascinante e extremamente necessária atividade educativa, na
perspectiva de uma gestão democrática e libertadora.
Internet
TÍTULO: O Trabalho Pedagógico na Escola Capitalista
DISPONÍVEL EM: http://www.faced.ufba.br/rascunho_digital/textos/436.htm
- 71k ACESSO EM: janeiro de 2.008
COMENTÁRIOS: a autora (Nair Casagrande) discute como a escola pública,
uma vez atrelada ao sistema capitalista, também se torna capitalista ao
nortear sua função social, seus objetivos, seu trabalho pedagógico em
favor dos interesses da elite dominante.
4.2 Notícias
Revista on-line
TÍTULO DA NOTÍCIA: O que ensinar a quem ensina
REFERÊNCIA: Revista Educação - Endereço:
http://revistaeducacao.uol.textos.asp?codigo=12224
TEXTO:
“30/07/2007
-
O
que
ensinar
a
quem
ensina
Em meio ao corporativismo acadêmico e à oscilação das políticas públicas,
cursos de formação de professores escorregam na busca do equilíbrio
entre práticas pedagógicas e conhecimento do objeto a ser ministrado.
É necessário avançar para um campo mais livre do corporativismo
acadêmico e do caráter remediativo das políticas públicas. Falar que a
formação de professores vai mal não é novidade. Há décadas discute-se a
deficiência dos cursos de formação e questões centrais continuam sem
resposta: qual o caráter da formação docente? Os cursos devem apontar
para o ensino técnico-profissionalizante ou para a formação acadêmica?
Que identidades estão por trás da figura do bacharel, na formação de
especialistas, e dos egressos dos cursos de licenciatura? Que lógica
pontua a visão curricular de uma ou outra concepção e como isso
tangencia, na prática, as exigências curriculares impostas à educação
básica?
Apesar da enxurrada de leis, diretrizes e parâmetros curriculares, da
multiplicação de cursos e faculdades dirigidos ao magistério, a figura do
professor, que personifica o desafio da educação na sala de aula,
permanece frágil, ainda à procura de identidade.
Estudo feito pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) em
2003 demonstra que a formação do professor afeta diretamente o
desempenho do aluno. Quando o educador possui formação superior, a
média de seus alunos na prova de leitura é de 172 pontos. Quando a
formação é secundária, cai para 157.
Resta saber, exatamente, qual é a formação pretendida - um embate que
se arrasta nos últimos 30 anos e emerge com a freqüência com que
aparecem os dados, e a conseqüente fragilidade da escola pública.
"Ainda não há uma política nacional de formação e valorização do
magistério", critica Helena de Freitas, presidente da Associação Nacional
pela Formação de Profissionais da Educação (Anfope).
Fragmentação
Na formação superior, os contrastes e dilemas na qualificação docente
refletem a própria estrutura do ensino acadêmico no país. Com a reforma
universitária iniciada nos anos 70, o Brasil incorpora o sistema norteamericano - a separação de pesquisa e ensino - e retira das faculdades de
filosofia os departamentos de educação, até então responsáveis pela
formação de professores em nível superior.
O modelo, que na essência permanece até hoje, ainda está na raiz dos
sucessivos debates travados em torno da formação desses profissionais.
Nem a polêmica criação dos Institutos de Educação Superior (Resolução
01/99), nem as sucessivas diretrizes curriculares para a formação inicial
de professores da educação básica conseguiram vencer a fragmentação
acadêmica e avançar com consistência na formação dos profissionais de
ensino.
"As universidades mantêm uma estrutura medieval, um corporativismo
que acaba loteando os currículos segundo essa lógica, e não segundo o
interesse da formação do professor. Há muita dificuldade para articular as
especialidades com os saberes específicos da formação docente a partir
da pedagogia", sustenta Roxane Rojo, professora do Departamento de
Lingüística Aplicada da Unicamp.
Conhecimentos pedagógicos
Na prática, é fácil comprovar a dificuldade apontada pela educadora. Até
hoje, o campo específico da educação e da pedagogia se reduz a cerca de
1/5 do total da carga horária dos cursos de formação inicial.
Na USP, a Faculdade de Educação mantém apenas seis disciplinas de
conhecimentos pedagógicos na grade da licenciatura: Introdução aos
Estudos de Educação (60h), Psicologia da Educação (60h), Didática (60h),
Metodologia do Ensino I e II (120h), Política e Organização da Educação
Básica no Brasil (60h), além de Estágio Supervisionado (300h).
Outro entrave diz respeito à prática de ensino. Nas licenciaturas que
preparam profissionais para o atendimento a crianças de 0 a 11 anos, a
exigência legal aponta para 300 horas de estágio supervisionado,
"prioritariamente em educação infantil e nos anos iniciais do ensino
fundamental",
e
100
horas
de
atividades
teórico-práticas
de
aprofundamento em áreas específicas. No curso de Enfermagem, por
exemplo, o estágio corresponde a pelo menos 20% da carga horária total,
fixada
em
3.200
horas.
Ainda que seja desejável a ampliação da carga horária destinada à prática
de ensino, os especialistas alertam para os perigos de sua aplicação
isolada da reformulação curricular.
"A prática pedagógica
sem
reflexão teórica
é
mera situação de
treinamento. Falta uma estrutura curricular e falta ao professor uma
formação básica. A formação pedagógica precisa vir antes da formação do
especialista. Essa é uma lógica que precisa ser invertida", sustenta
Lisandre Maria Castello Branco, professora da Faculdade de Educação da
USP e psicanalista pelo Sedes
Sapientiae.
"Se você perguntar para
muitos cursos de licenciatura qual o seu conceito de educação, muitos
ficam sem resposta. Se perguntar qual o papel do professor, muitos não
sabem. Precisa existir um currículo articulado, diversificado, em que o
embasamento teórico é fundamental", propõe.
Objetos de ensino
Se é consenso que para se tornar professor é preciso ter conhecimentos e
práticas que ultrapassam o campo de sua especialidade, há também
críticas à precariedade da formação nas áreas específicas - aquelas que,
na sala de aula, se constituem em objetos de ensino.
Na Universidade Estadual de Feira de Santana (UFFS), Bahia, a grade de
licenciatura para formação inicial de professores de Geografia prevê 150
horas para o ensino específico da disciplina, distribuídas em dois módulos
de 75 horas cada.
Em tese de doutorado apresentada na Federal de São Carlos, a
pesquisadora Cleonice Braga, da Faculdade de Educação da UFFS, analisa
o cenário para propor uma visão que, acredita, vai ao encontro da
necessidade dos cursos de formação. Entende que, se todos os alunos
desenvolvem ou desenvolverão sua prática de ensino em Geografia, seria
de fundamental importância que essa disciplina fosse destacada como
ponto de partida para as reflexões, como direcionadora de estudos
teóricos, "para que pudesse ser reconstruída e, finalmente, transformada".
Afinal,
onde
os
professores
das
séries
iniciais
aprenderão
os
conhecimentos das áreas específicas que precisarão ensinar ou que já
ensinam? É uma discussão carente de proposições objetivas ainda hoje.
Ao instituir que "somente serão admitidos professores habilitados em nível
superior ou formados por treinamento em serviço", a LDB 9.394/96
fomentou a participação da rede privada de ensino superior. Só em 2000,
142 novos cursos de Pedagogia foram autorizados pelo MEC, a maior parte
de instituições privadas, segundo dados do Censo Escolar e de outras
fontes cruzados por Roselane Campos, da Federal de Santa Catarina.
"Que meta poderia estar comprometida com a qualidade, ao prever a
formação de 225 mil professores em dez anos?", questiona Cleonice.
Mas o nó da questão não parece estar no caráter quantitativo. Políticas
para a educação por vezes têm de assumir um alcance ampliado, de
massa. Ao contemplar o aumento de professores graduados para as
etapas iniciais do ensino fundamental, a proposta avançou - ainda mais
quando se considera seu alcance em regiões até então desprovidas de
qualquer referencial acadêmico para a formação do magistério. O entrave
é que, ao ignorar deficiências antigas, a explosão de licenciaturas não veio
acompanhada de mudanças qualitativas. Não teve nem mesmo o próprio
exemplo do Estado, que preferiu repassar a instituições particulares
grande parcela da responsabilidade pela formação. Multiplicaram-se as
licenciaturas, algumas sem cumprir sequer a carga horária prevista em lei.
O estudo de Roselane Campos, realizado em 2004, indicava a existência
de 2.138 cursos de formação de professores, divididos em 765 cursos
Normais Superiores e 1.373 cursos de Pedagogia. Do total, 38,54% são
vinculados a instituições públicas federais e estaduais e 61,31% a
instituições privadas.
"Houve e continua havendo um investimento grande na privatização do
ensino superior, apesar das negativas do discurso oficial. O ProUni é
exemplo dessa política, ao fornecer bolsa de estudo em faculdades
particulares, ao invés de fortalecer as universidades públicas", diz Roxane
Rojo, da Unicamp.
Rebaixamento
O cenário preocupa. Se, de um lado, são essas instituições que oferecem o
maior número de vagas - faculdades integradas, isoladas, não raro sem
vínculos com a pesquisa e a produção de conhecimento -, não se pode
ignorar que concentram também um número menor de docentes titulados
em relação às instituições públicas.
"São ações que marcam uma concepção de formação de professores
aligeirada, rebaixada, orientada por manuais didáticos e de caráter
pragmatista", critica a presidente da Anfope.
A mesma expansão desordenada aconteceu com os cursos a distância,
também legitimados para a formação inicial. Hoje, é quase impossível
precisar o número de cursos, estudantes e pólos a distância. Há
instituições com mais de mil pólos espalhados pelo país e cursos que o
futuro professor só freqüenta uma ou duas vezes ao mês. Outros, só
quando têm dúvida.
Avanços e conflitos
Ainda que timidamente, a política oficial trouxe avanços em 2002. A
formação de professores deixou de ser um apêndice do bacharelado,
houve melhor distribuição das matérias pedagógicas no currículo e a
carga horária total aumentou para 3.200 horas - 2.800 dedicadas às
atividades formativas.
Em abril de 2006, novo parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE
05/2006) ampliou as mudanças nos cursos de pedagogia, com a indicação
clara de que cabe a eles, por excelência, a formação de professores para
educação infantil e séries iniciais do ensino fundamental. A intenção era
fortalecer a educação básica. O resultado concreto sugere um conflito
ainda maior na já fragilizada identidade dos cursos de formação. Ao
confronto entre bacharelado e licenciaturas, somou-se outro, entre as
licenciaturas e os cursos de pedagogia.
Para os críticos, o formato descaracterizou a formação docente, ao incluir
na Pedagogia também a missão de preparar profissionais na área de
serviços e apoio escolar, "bem como em outras áreas nas quais sejam
previstos conhecimentos pedagógicos".
Surgiram comparações que apontam a pedagogia como um verdadeiro
empório, com produtos variados, dependendo da demanda do cliente.
Com promessas de emprego em outros segmentos do mercado de
trabalho, não foram poucos os cursos que se distanciaram do espaço da
educação como a finalidade da formação de seus profissionais.
No
extremo
oposto,
ainda
que
contrários
às
distorções
criadas,
aglutinaram-se os defensores da chamada Base Comum Nacional, no
entendimento de que o exercício de atividades como supervisão, gestão e
coordenação pedagógica têm como base a docência e a ela devem estar
atrelados de forma indissociável.
Contradições
Há um conflito claro quando a formação de professores esbarra na
realidade concreta da sala de aula. Fala-se em formar alunos com visão
crítica, mas a muitos professores falta uma visão ampliada da realidade.
Fala-se em formar alunos pensantes, quando há docentes que não
conseguem desenvolver habilidades de raciocínio ou flexibilidade de
pensamento.
As críticas não são novidade. Ao contrário, chegam a ser repetitivas,
tratadas em um sem-número de artigos, teses e estudos de diferentes
especialistas. Culpar o professor é ignorar o enorme paradoxo em que
está inserida sua identidade e prática profissional.
"O professor só ensina aquilo que sabe e na perspectiva daquilo em que
acredita. Se ele é formado no paradigma da transmissão-recepção do
conteúdo, dificilmente se sentirá à vontade para desenvolver a atividade
docente em uma perspectiva construtiva, conforme proposta dos PCNs e
das novas diretrizes para formação de professores da educação básica",
diz
Inez Araújo, pesquisadora do Centro de Educação da Federal de
Sergipe.
Está aí a primeira contradição entre o que é proposto pelos documentos
oficiais e o que é efetivamente realizado nos cursos de formação.
Outra, mais gritante, põe em xeque a coerência entre a formação e a
prática esperada do futuro professor. As diretrizes, ao fundamentar a
simetria invertida, deixam como pressuposto a idéia de que, em seu
processo formativo, o futuro profissional vivencie experiências que, mais
tarde, realizará com seus alunos no exercício do magistério. Não é o que
acontece. Os professores universitários, por não estarem formados pela
visão apontada pelas diretrizes, não formam alunos para essa nova
realidade educacional. Não se pode pretender semelhança alguma entre a
disciplinarização calcificada nas universidades e os eixos temáticos dos
PCNs para o ensino fundamental. É preciso antes diminuir a distância
entre
as
instituições
formadoras
e
a
educação
básica.
No estudo em que acompanhou o uso da matemática na vida de crianças
e jovens da periferia de Recife, a pesquisadora Teresinha Carraher
demonstrou que, na prática, eles utilizam conhecimentos que não são
capazes de reproduzir na vida escolar. No livro Na Vida 10, na Escola Zero
(Cortez, 1995), ela traz sugestões para olhar o raciocínio de
forma
independente da ideologia do saber instituído.
José Carlos Libâneo, da Faculdade de Educação da Universidade Católica
de Goiás, completa: "Há excesso de discurso científico-educacional e
pobreza de práticas pedagógicas. Estamos preocupados com os desafios
do futuro, o professor do futuro, a escola do futuro, enquanto vivemos nas
escolas um presente dramático, sofrido e contraditório". Qualquer
semelhança com a história do Brasil não é mera coincidência.
Déficit crescente
O país corre sério risco de ficar sem professores de ensino médio na rede
pública. Ao estabelecer a correlação entre o fomento pretendido pelo Foeb
para os anos finais da educação básica e o número de egressos das
licenciaturas, o Conselho Nacional de Educação ecoou o alerta que já
havia sido dado dez anos atrás. Em 2003, o próprio governo Lula apontou
a gravidade do problema, com a criação da Capemp (Comissão de
Aperfeiçoamento de Professores do Ensino Médio e Profissional). Agora,
ampara-se no sinal vermelho indicado pelo Saeb em 2005 para concluir o
óbvio: há um enorme déficit de professores - 235 mil, segundo dados
preliminares do Inep - particularmente de física, química, matemática e
biologia.
Relatório da Câmara de Educação Básica do CNE, divulgado em julho, fala
em "apagão do ensino médio" e pede "providências urgentes". O tom
alarmista, embasado por números aparentemente subestimados (o déficit
era de 253,8 mil em 2003), faz parecer novidade uma questão antiga.
Frente a uma demanda estimada em 55,2 mil professores de física para o
ensino médio, por exemplo, pouco mais de 7 mil efetivamente se
licenciaram entre 1990 e 2001.”
COMENTÁRIOS: Com esta notícia, o professor pedagogo poderá refletir
como a formação dos professores vem acontecendo no cenário nacional,
motivando-o para diferentes posturas em relação aos futuros professores
que estão sob sua responsabilidade no curso de formação inicial.
Jornal on-line
TÍTULO DA NOTÍCIA: Educação e Construção Humana
REFERÊNCIA: Notícia impressa de A TRIBUNA - O melhor jornal da região:
http://www.atribunamt.com.br
Link para o artigo: http://www.atribunamt.com.br/?p=14361
TEXTO:
“Por Redacao em Janeiro 23, 2008 @ 1:18 am.
O que significa ser humano? Como a educação tem participado dessa
construção cultural da vocação, de ser gente e pessoa? Que perguntas
devemos fazer ou que caminhos devemos trilhar nessa auto-descoberta
contínua e pessoal?
Nós humanos não queremos estar somente vivos, necessitamos sentir que
vale a pena viver. Necessitamos de um sentido de vida que faça as
pequenas coisas que compõe o nosso dia-a-dia terem sentido e valor.
“Somos diferentes! Não necessariamente melhores, mas diferentes em
relação às outras espécies. Saber dessas diferenças é fundamental para
nossa compreensão do sentido da vida”, diz o pesquisador Jun Mo Sung.
Quem sou eu? Quem somos? Que imagem de família, ou que práticas do
dia-a-dia se é comum nas famílias, nos dias comuns de trabalho, domingos
e festas? As crianças em casa estão tendo espaço educativo para brincar?
Os pais apóiam ou fazem comentários educativos quando as crianças nas
suas imaginações e criações desenham castelos e coroam o pai de rei e a
mãe de rainha, com um simples rabisco numa folha de papel? Nossas
casas têm espaço para diálogo? Que valores nossas casas tem promovido?
Que protótipo humano estamos construindo?
E as escolas? Como estão? Estão bem limpas? Tem banheiros em bom
estado de uso? Torneira? Os alunos respeitam a organização material da
escola no cuidado e zelo? Tem merenda? Espaço para leitura, jornal,
revista e acesso à internet ou à informática? O projeto pedagógico está
inserido com o pensamento científico? Tem parcerias firmadas com
prefeitura, universidade, empresas, movimentos organizados, enfim, com
a comunidade de humanos e seres vivos?
O consumo excessivo de álcool, principalmente cerveja, em festas, fins de
semana e nas casas, torna o ambiente pesado, tenso. Casas com pouco
espaço físico, na maioria das vezes, músicas com volume alto, de um
abominável conteúdo, nada educativo, e as crianças, nem sempre tem o
que fazer a não ser, “encher a barriga” de refrigerantes, bebidas
artificiais, jogos artificiais, até os mais velhos nem se despertarem mais,
dormindo no mesmo lugar, no chão, no banheiro, vomitando o excesso
que o corpo necessita, desesperados, se batem em gritos sob a pressão
do estômago na ânsia de não mais suportar a quantidade de mantimento
consumido.
Que espaço educativo estão tendo as casas onde crescem as crianças,
jovens, adultos e idosos? Que músicas são tocadas nas festas, em casa,
aos domingos e no seu convívio geral? Têm conteúdo educativo essas
músicas? Que imagem cultural as canções de um canto a outro do nosso
país tem criado enquanto consciência de povo e nação? Afinal, nossas
canções têm traduzido nosso imaginário?
A
construção
humana
acontece
no
dia-a-dia,
participando
dos
acontecimentos, moldando pelos costumes sociais e culturais, enfim, é na
luta, no trabalho e no caminhar que vamos projetando e transformando a
realidade, nosso pensar e os produtos de nosso pensar.
(*) Hélio Inácio Santana é filósofo, artista-educador e escritor. Mestrando
em educação UFMT “
COMENTÁRIOS: reflete que a formação humana se processa em todos os
espaços e principalmente no da educação formal. Portanto, a escola
precisa tecer sua função social formando sujeitos que dêm conta de
enfrentar com conhecimento as dificuldades vividas em sociedade.
4.3 Destaques
TÍTULO: Jornadas Pedagógicas
REFERÊNCIAS: disponibilizado pela Secretaria de Estado da Educação do
Paraná, criado no exercício de 2.003 servindo de suporte pedagógico aos
professores
pedagogos
seja
na
prática
pedagógica
ou
docente.http://www.diaadiaeducaao.pr.gov.br/portals/cadep/?
PHPSESSID=2007070413470912
TEXTO:
Desde 2.003 os professores pedagogos do Estado do Paraná
podem contar com a contribuição da Secretaria de Estado da Educação
por meio da CADEP. O grande destaque desse órgão, é em relação as
Jornadas Pedagógicas que acontecem anualmente na sua maioria de
forma presencial tanto para os professores pedagogos como para os
diretores. Além dos encontros presenciais e outros à distância, a CADEP
também disponibiliza um link no portal da educação recheado de
propostas, de textos, para leituras e reflexões. Transcrevemos abaixo
algumas definições, finalidades e ações da CADEP.
OBJETIVOS:
A Coordenação de Apoio à Direção e Equipe Pedagógica – CADEP,
busca contribuir para que as equipes de direção e equipes pedagógicas
possam construir a competência teórico-metodológica necessária para
direcionar,
organizar,
interferir,
propor
e
acompanhar
o
trabalho
pedagógico nas escolas, tendo como pano de fundo a efetivação da
organização escolar democrática, do compromisso político-social com a
formação de cidadãos e cidadãs e da construção das bases para uma
sociedade melhor. ·A CADEP, portanto, tem a responsabilidade de
instrumentalizar
diretores
e
pedagogos,
para
que
assumam
o
compromisso de defesa da Educação pública, gratuíta e de qualidade,
enquanto articuladores do processo pedagógico nas Escolas Públicas
Estaduais, movidos pela ação coletiva e acreditando em uma educação
emancipatória e transformadora”.
“Organizar
o
trabalho
pedagógico
escolar:
processo
de
participação e construção coletiva da qualidade social da educação
pública junto às Equipes Pedagógicas dos Núcleos Regionais de Educação
e das Escolas Estaduais do Paraná”.
“Discutir e propor fundamentos teórico-metodológicos referentes à
gestão democrática da escola pública, compreendendo a articulação
destes fundamentos com a dimensão pedagógica da função da direção,
enquanto dirigente do projeto político-Pedagógico de cada escola”.
“Delinear as diretrizes gerais para a função de direção e equipe
pedagógica, embasadas na compreensão da organização pedagógica da
escola, nas relações democráticas do processo coletivo de trabalho e na
socialização do conhecimento, tendo como norteador, os princípios da
Política de Educação Pública para o Estado do Paraná”.
“AÇÕES PRIORITÁRIAS DA CADEP PARA 2005
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO:
•
Compreensão
dos
fundamentos
teórico-metodológicos
da
organização do trabalho pedagógico na construção e reformulação
do Projeto Político-Pedagógico da Escola Pública, numa perspectiva
da Pedagogia Progressista transformadora.
Valorização da participação da comunidade escolar no processo de
tomada de decisões coletivas e na construção do Projeto PolíticoPedagógico,
enquanto
concretização
emancipatória da educação.
da
concepção
democrática
e
JORNADAS PEDAGÓGICAS:
•
Promover a formação continuada dos pedagogos que atuam nos
NREs e Escolas, instrumentalizando-os como articuladores da
construção coletiva de uma Educação Pública de Qualidade e para
Todos.
ESTATUTO DO CONSELHO ESCOLAR:

Incentivar a criação de espaços e canais de participação, junto a
comunidade escolar, democratizando as relações de poder no
interior da Escola.

Promover a gestão democrática no interior da escola, fortalecendo a
atuação dos Conselhos Escolares;

Ampliar a participação da comunidade escolar e local na gestão
pedagógica, administrativa e financeira das escolas públicas;

Promover a revisão e reformulação do Estatuto do Conselho Escolar,
enfatizando o processo de gestão democrática.
CADERNOS PEDAGÓGICOS:

Coordenar a construção coletiva dos cadernos pedagógicos a partir
dos cursos de formação continuada para as equipes pedagógicas
dos Núcleos

Elaborar subsídios pedagógicos para as escolas públicas da rede
estadual, delineando diretrizes gerais para a compreensão da
organização pedagógica da escola”.
COORDENADOR:
PROF. BENJAMIN PEREZ MAIA
EQUIPE DE APOIO:
ADILSON CLÁUDIO MUZIi
GISELE D’ANGELIS BOGONI
VÂNIA MARA PEREIRA MACHADO
COMENTÁRIO: As Jornadas Pedagógicas trouxeram avanço nas práticas da
Equipe Técnico-Pedagógica, com capacitações permeadas de reflexões, de
palestras, de grupos de estudos e com as reformulações do Projeto Político-Pedagógico, da Proposta Curricular Pedagógica e do Regimento Escolar.
4.4PARANÁ
TÍTULO: O Currículo da Escola Pública do Paraná refletido no Trabalho
Pedagógico
TEXTO:
A Educação Básica Paranaense vive um momento bastante
importante. Desde o ano de 2003 estudos e discussões estão sendo
travadas para a reformulação das Propostas Pedagógicas Curriculares do
Estado do Paraná. Dentro da tendência Histórico-Critica, de forma coletiva
contando com o envolvimento e a participação de todos os professores
que estão na ativa no interior das escolas, as propostas curriculares estão
sendo reformuladas algumas com os trabalhos já em fase de versão oficial
outras ainda na fase de versão preliminar. Tomando como ponto de
partida o Objeto de Estudo de cada área do conhecimento a partir daí, são
elencados os conteúdos estruturantes e os conteúdos específicos com
seus principais refenciais teóricos e metodológicos, os critérios e
instrumentos para a prática avaliativa.
Durante o processo de discussão da proposta curricular, fez-se
necessário o entendimento da dimensão, dos objetivos estipulados pela
escola dentro das práticas pedagógicas, dentro da Organização do
Trabalho Pedagógico. Os professores pedagogos sendo os principais
articuladores do Trabalho Pedagógico, tiveram importante participação
neste momento, provocando reflexões com os professores de cada
disciplina sobre as concepções que a escola tem de sociedade, de mundo,
de educação, de conhecimento, de cultura e de homem, ou melhor, de ser
humano. Para então, norteados pelo objeto de estudo da disciplina em
questão, evocar sua importância para a formação do ser humano, do
aluno de hoje, membro ativo da comunidade escolar.
Ficou bastante notório que conhecer e participar da Organização
do Trabalho Pedagógico da Escola é mais que importante, é essencial. Se
hoje,
percebe-se
que
este
trabalho
vem
acontecendo
de
forma
fragmentada, isolada, sendo organizado e pensado por uma minoria
dentro da escola, talvez seja justamente pela condição de alienação do
corpo docente em relação as práticas educativas que processam
diariamente. Ficando sem saber quem as definiu e em nome de que foram
definidas e estão em prática.
Um fato muito importante que vem reforçar a importância de todos
os profissionais da educação participarem da Organização do Trabalho
Pedagógico, é que nos útimos quatro anos, no início de cada semestre
letivo, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná, pede que as escolas
realizem
as
atividades
referentes
a
Semana
Pedagógica
com
a
participação de todos os profissionais da escola (agentes administrativos,
auxiliares de serviços gerais, professores, professores pedagogos, direção)
numa perspectiva de maior envolvimento na condução das práticas
pedagógicas. Dessas capacitações, já resultaram a reformulação do
Projeto Político-Pedagógico, a reformulação da Proposta Pedagógica
Curricular de cada uma das áreas do conhecimento, a reformulação do
Regimento Escolar, a construção e avaliação dos Planos de Ação da
Direção, da Equipe Técnico-Pedagógica e dos Funcionários.
Paralelamente, professores pedagogos e diretores de escola
recebem nos eventos denominados Jornadas Pedagógicas, capacitações
promovidas pela própria Secretaria de Estado da Educação, retomando a
fundamentação teórica necessária para cada um desses profissionais,
provocando neles reflexões sobre o papel de principais articuladores da
prática educativa, enfim do trabalho que a escola realiza. Despertando na
quipe Técnico-Pedagógica sentidos para assumir uma nova postura na
perspectiva de exercer práticas democráticas no interior a escola.
O próprio PDE – Programa de Desenvolvimento Educacional –
idealizado pela Secretaria de Estado da Educação em parceria com as
Universidades Estaduais do Paraná, reflete a preocupação com os
caminhos da educação paranaense. Os 1.200 professores que participam
da primeira turma trazem para o ano letivo de 2.008 o compromisso de
ajudar a escola no enfrentamento de alguns de seus principais problemas
relacionados
a
qualidade
do
ensino.
Provavelmente
as
escolas
paranaenses não serão as mesmas a partir deste programa, pois além dos
professores/pde, também há os professores participantes do GTR – Grupo
de Trabalho em Rede que estão imbuídos de propósitos de mudanças para
a educação que ora se processa no interior da escola pública. Mudanças
que revertam em melhoria no processo de ensino e aprendizagem,
tomando o aluno como o bem mais precioso do sistema educativo.
Pois bem, uma vez comentadas essas ações que vêm acontecendo
na
Educação
Paranaense,
quando
a
própria
disciplina
de
OTP
–
Organização do Trabalho Pedagógico – do Curso de Formação de Docentes
também passa por esse processo de reformulação curricular, tem-se
certeza do quanto é necessário levar aos futuros professores conteúdos de
natureza pedagógica que dêem conta de instrumentalizá-los no processo
de aprendizagem sobre as dimensões que o trabalho pedagógico atinge
na prática docente.
REFERÊNCIAS:
PARANÁ. Construção Coletiva das propostas Curriculares para
Reformulação da Organização dos Cursos Integrados da Rede
Estadual. Curitiba, 2006.
PARANÁ, Secretaria de Estado da. Orientações Curriculares para o
Curso de Formação de Docentes da Educação Infantil e Anos
Iniciais do Ensino Fundamental, em Nível Médio, na Modalidade
Normal. Curitiba, 2006.
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