Vacinas

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Doses que protegem
Vacinas oferecidas pelo SUS ajudam na prevenção de doenças perigosas
O sarampo é uma ameaça à saúde das crianças, principalmente das que
apresentam um quadro de desnutrição. As complicações da doença podem levar à
morte. Para enfrentar o problema, na década de 90 os países do continente
americano apostaram em políticas públicas para eliminar a doença. Desde 2000,
não há confirmação de que casos de sarampo tenham origem no Brasil. A
imunização contra o sarampo e doenças como rubéola, poliomielite e caxumba faz
parte do calendário de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS). Levar os
filhos para cumprir esse calendário representa uma grande arma na guerra contra
essas doenças.
Desde novembro de 2006, houve casos de sarampo nos municípios de
Filadélfia, Irecê e João Dourado, na Bahia. Os técnicos da Saúde confirmaram 24
casos em Filadélfia, 18 em João Dourado e um em Irecê. Outros 54 estão sendo
investigados em oito municípios, incluindo Salvador. A cepa (tipo) do vírus do
sarampo que está circulando é a D4, comum na população da África e da Ásia.
Assim, o surto provavelmente tem como origem o contato dos pacientes com
alguém que trouxe o vírus do exterior. “Faz pouco tempo que países de fora do
nosso continente começaram a se conscientizar com mais vigor sobre a
necessidade de medidas mais eficazes contra o sarampo”, lembra o diretor de
Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Expedito Luna. “Logo, estamos
vulneráveis a surtos no Brasil, provocados por viajantes que vêm da África,
Europa e Ásia”.
Além da dose oferecida da vacina tríplice viral – que também protege contra
rubéola e caxumba – o Ministério da Saúde promove campanhas nacionais de
vacinação contra o sarampo a cada quatro anos. A última aconteceu em 2004 e a
próxima será realizada em 2008.
Desde a detecção do primeiro caso na Bahia, o Ministério da Saúde iniciou
o bloqueio da cadeia de transmissão, vacinando quem teve contato com pacientes
ou com pessoas suspeitas de terem a doença. ”Em João Dourado já estamos há
60 dias sem registrar novos casos, portanto, concluímos que as ações de controle
no município foram eficazes”, afirma Expedito Luna. O Ministério da Saúde
recomenda a vacinação contra o sarampo para as pessoas que viajarem para os
locais onde haja incidência ou suspeita de casos. Quem viajar para fora do
continente americano também deve se vacinar contra o sarampo. “Isso é
necessário para que o viajante, quando voltar, não corra o risco de trazer o vírus
do sarampo ao país”, recomenda Luna.
Rubéola – A partir do segundo semestre de 2006, os estados do Rio de Janeiro e
Minas Gerais começaram a sofrer com surtos de rubéola. A Secretaria de
Vigilância em Saúde do Ministério identificou cerca de 300 casos em Minas Gerais
e 200 no Rio.
Assim como o sarampo, a rubéola faz parte do grupo das doenças que
provocam manchas avermelhadas na pele. Ambas são transmitidas de uma
pessoa para a outra. A rubéola preocupa mais as autoridades de saúde quando
atinge gestantes até o terceiro mês da gravidez. “Nas pessoas em geral,
apresenta um quadro mais brando e pode até ser assintomática. Porém, nas
grávidas até o terceiro mês de gestação pode causar malformação nos fetos, a
chamada Síndrome de Rubéola Congênita”, explica Expedito. O Ministério da
Saúde vem promovendo ações de bloqueio da transmissão da doença.
Atualmente, o governo federal discute com os estados brasileiros e com a
Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) estratégias para eliminação da
rubéola do Brasil.
Entre os anos de 2000 e 2003, o país desenvolveu campanhas maciças
para imunizar mulheres em idade fértil (dos 12 aos 39 anos) contra a rubéola. No
período, cerca de 40 milhões de mulheres receberam a vacina. A cobertura, nesta
faixa etária, chegou a mais de 90%. A questão é que hoje há mulheres em idade
fértil que não receberam a vacina na época, por que ainda não tinham atingido a
faixa etária coberta. Elas estão expostas a contrair a doença dos grupos não
imunizados – mulheres que entre 2000 e 2003 estavam acima dos 39 anos e
homens.
O Ministério da Saúde recomenda, ainda, às pessoas que forem viajar para
a Amazônia e para a África que tomem a vacina contra febre amarela. A dose tem
validade de dez anos e leva 10 dias para surtir efeito. A febre amarela se transmite
quando um mosquito que picou um macaco infectado – reservatório da doença –
pica o homem.
De olho no calendário
Em março do ano passado, o calendário de vacinas do SUS incorporou a
vacina contra o rotavírus. A infecção por esse microrganismo ameaça
principalmente a saúde de crianças menores de cinco anos e responde por cerca
de 30% dos casos de diarréias graves nesta faixa etária. Cada bebê tem direito a
tomar duas doses da vacina, uma aos dois meses e outra aos quatro meses de
idade.
A vacina contra o rotavírus reforça um elenco do calendário de imunizações
que protege contra várias outras doenças perigosas para as crianças. Bebês com
idade entre zero e um ano tomam a gotinha para prevenção da poliomielite aos
dois, quatro e seis meses, além das doses de reforço oferecidas nas campanhas
nacionais de vacinação contra a pólio.
Logo que nascem, as crianças também recebem a BCG, proteção contra
formas graves de tuberculose, e a primeira dose da vacina contra hepatite B. Com
um mês e aos seis meses, os bebês voltam a receber a vacina contra hepatite B.
Aos dois, quatro e seis tomam a tetravalente, proteção em relação à coqueluche,
difteria, tétano e ao hemófilus influenza B, vírus responsável por doenças como a
meningite. Com um ano, é a vez de a criança receber a tríplice viral, para se
proteger do sarampo, rubéola e caxumba.
Todas essas vacinas são gratuitas e estão disponíveis nos postos de saúde
do SUS. “Nosso calendário é amplo, universal e reconhecido por toda a
população”, afirma Expedito Luna, coordenador de Vigilância Epidemiológica do
Ministério da Saúde. “Até mesmo pessoas que poderiam pagar pela vacina na
rede privada vêm ao SUS porque sabem como funciona e conhecem a seriedade
e a eficácia do nosso sistema”, comemora.
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