Edição 12 - Fresenius Medical Care

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Um informativo da Fresenius Medical Care do Brasil
Ano III
Nº 12
Conheça alguns investimentos feitos pela Fresenius
Medical Care que fizeram da terapia uma excelente
alternativa ao tratamento do paciente renal
Página 7
XXIV Congresso Brasileiro de Nefrologia
Dr. Miguel Riella fala sobre como será o evento
Páginas 9
Atualização Clínica
Diretrizes de Melhores Práticas na Diálise nas
Unidades Franqueadas da FME
Serviços
O novo Serviços Técnicos traz vantagens
diferenciadas aos parceiros da companhia
Página 12
1
Editorial
Novos rumos no comando da
Fresenius Medical Care
Olá a todos. Como esta é a primeira edição do
BRA, desde que recentemente assumi a Presidência da Fresenius Medical Care, gostaria de
aproveitar este espaço para falar um pouco sobre quem eu sou, minha experiência profissional
e expectativas no comando da companhia.
Atuei cerca de 25 anos na Organização Glaxo.
Ingressei na companhia quando era apenas Glaxo e a deixei em julho de 2004, quando ocupava o
cargo de presidente da Glaxo SmithKline da empresa no
Brasil. Sou biofísico formado pela Universidade de Nottingham
(Inglaterra), onde realizei pesquisas médicas. Apesar de ter abandonado os estudos científicos, nunca deixei o segmento de saúde.
Além de constantes consultorias feitas para a área, em 2005 trabalhei com o Hospital Pró-Cardíaco, onde ajudei a montar a compa-
diálise, estruturando internamente algumas áreas para consolidar a
nhia de células-tronco Excellion Serviços Médicos SA. Fui diretor na
empresa e preparar muitas novidades para este mercado.
América Latina da ONG The Smile Train, que auxilia o tratamento e
A Fresenius Medical Care cresceu muito nos últimos anos e tem um
cirurgia de adultos e crianças pobres com fissuras labiopalatinas.
portfólio completo de produtos. Creio que juntos teremos muitas
Fiquei fascinado pela cultura e missão corporativas da FME. É uma
oportunidades para acrescentar à qualidade do serviço de Nefrolo-
companhia boa para você trabalhar. Você pode ser criativo, fazê-la
gia prestado no país.
crescer, é descentralizada. Tenho um desafio muito bonito. No momento tenho me dedicado a refletir e aprender sobre Nefrologia e
John Anderson
Presidente da Fresenius Medical Care do Brasil
Fresenius pelo Mundo
1º Curso Online da Sociedade Latino-americana de Nefrologia e
Hipertensão é lançado em parceria com a Fresenius Medical Care
Em uma iniciativa pioneira, a SLANH (Sociedade
José Suassuna, Dr. Emmanuel Budermann, Dr. Emerson Quintino de Lima.
Latino-americana de Nefrologia e Hipertensão),
com o apoio da Fresenius Medical Care, lançou o
A SLANH buscou oferecer uma atualização em Nefrologia de forma prática e
1º Curso Online em Insuficiência Renal Aguda (IRA).
confortável onde cada participante pode fazer o curso nos dias e horários de
O projeto representa um importante investimento na área
educacional. Ministrado no site da instituição, consiste em
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sua preferência, bastando ter uma senha de acesso online. O curso está
disponível para todos profissionais sócio da SLANH e convidados da Fre-
cinco aulas que visam uma revisão de conceitos e atualiza-
senius Medical Care. Saiba mais sobre o curso online em IRA no estande
ção de práticas com o que há de mais moderno segundo a
de nossa empresa durante o XXIV Congresso Brasileiro de Nefrologia,
visão de grandes especialistas brasileiros com forte atuação
que acontecerá de 13 a 17 de setembro em Curitiba, ou acessando o
em IRA, como: Dr. Luis Yu, Dr. Oscar Pavão dos Santos, Dr.
site www.Slanh.org.
Cuidar® promove educação renal na Astrazeneca
O CUIDAR®, Programa de Cuidado Integral à Saúde Renal da Fresenius Medical Care, acaba
de participar de uma iniciativa inédita. Seu Diretor, o nefrologista Dr. Walter Gouvêa, ministrou
palestras a cerca de 700 funcionários da Astrazeneca sobre conscientização e sensibilização
relacionadas à Doença Renal Crônica. O evento fez parte do programa Saúde Ativa - que é
promovido pelo laboratório em parceria com a Sul América e a Marsh -, a todos os colaboradores da companhia.
O objetivo do Saúde Ativa é promover educação em saúde e conscientizar os funcionários sobre como obter uma vida mais saudável pela redução de fatores de
risco. O perfil de saúde de cada funcionário foi identificado e analisado via questionários sobre hábitos de vida, histórico pessoal/familiar e exames laboratoriais
(colesterol,
triglicérides,
aferição
de pressão arterial, peso e altura).
Cada colaborador obteve relatório
com os resultados do exame.
“Os dados obtidos estão sendo devidamente analisados e eles muito contribuirão alargar o conhecimento acerca
Exames clínicos e questionários de avaliação de
saúde foram realizados nos colaboradores da
Astrazeneca.
da Doença Renal Crônica no Brasil,
bem como auxiliarão na formulação de
propostas para a sua resolução. O CUI-
DAR® agradece à Marsh e à Sul América pela oportunidade de inserir o módulo de “Doenças Renais” no Programa Saúde Ativa, e à Astrazeneca por nos ter acolhido de braços
abertos”, diz Dr. Walter Gouvêa.
Durante o evento foram distribuídos os kits “Dicas de Saúde Renal”, desenvolvidos pelo CUIDAR®. “A palestra do Dr. Walter Gouvêa, um nefrologista apaixonado pelo que faz, contagiou
toda a platéia. Além de explicar muito didaticamente alguns processos realizados pelos nossos rins, desfez ‘mitos’ e enfatizou a importância desse órgão que, embora vital, é geralmente
tão relegado a segundo plano por todos nós”, conta Márcia Barros, Assistente da Diretoria de
Operações da Astrazeneca.
Dr. Walter Gouvêa proferiu palestra a cerca de 700 funcionários
Workshops Regionais da FME promovem atualização em Nefrologia
Os Workshops Regionais da Fresenius Medical Care foram realiza-
FME), Drª. Cristiane Rosa (infectologista e Coordenadora de Contro-
dos durante os meses de maio, junho e julho. A iniciativa tem o obje-
le da Infecção Hospitalar da FME), Drª. Rosa Moysés (Professora da
tivo de atualização e discussão científica, e confraternização com os
Faculdade de Medicina da USP), Dr. Hugo Abensur (Diretor Médico
clientes da área de Marketing e Vendas.
do Serviço de Nefrologia do Hospital das Clínicas de São Paulo),
Dr. Gustavo Capanema (Diretor Médico de Serviço de Nefrologia da
Os Workshops Regionais consistem em palestras relacionadas à
Santa Casa de Belo Horizonte), Drª. Cristina Karohl (médica do Hos-
Nefrologia com duração de um dia, proferidas pelos palestrantes:
pital das Clínicas de Porto Alegre). Os workshops já foram promovi-
Dr. Francisco Alves (Coordenador Médico de Diálise Peritoneal da
dos em Salvador, Belo Horizonte e São Paulo.
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Notícias
Fresenius
Nephron é referência em tratamento dialítico
no Nordeste
Qualidade e rigor no cumprimento de normas marcam operação de um dos
principais parceiros da Fresenius Medical Care no país
Talvez em poucas clínicas de diálise que são referências no país o his-
desenvolvido por Dr. Ruy Penalva, em 1983, que provava que doença
tórico do serviço seja tão importante quanto à figura do seu gestor.
óssea renal não estava relacionada só ao hiperparatireoidismo.
A Nephron, um complexo formado por duas unidades dialíticas em
Salvador e uma em Vitória da Conquista, é um dos principais centros
“Mostrei que a doença óssea, pelo menos na Bahia, era causada
de atendimento nefrológico do nordeste e do país há 25 anos. Sua
por altos teores de alumínio na água da torneira e era resistente às
existência e crescimento se devem muito à figura do diretor, Dr. Ruy
terapias convencionais, como vitamina D, controle de cálcio e fósfo-
Penalva, que prima não só pela qualidade no atendimento aos
ro e paratireodectomia, usadas no combate do hiperparatireoidismo.
pacientes renais, como pela valorização da Nefrologia brasileira
Esses pacientes tinham osteomalacia pura ou prevalente (mista) por
junto ao governo e aos seus pares. A rotina puxada não cansa o
alumínio. Dosei alumínio na água na Faculdade de Química da UFBa,
nefrologista. Ele ainda tem fôlego para produzir e lançar CDs de
quando montamos o método em forno de grafite. Mandei o alumínio
artistas locais, onde exerce seus dons como compositor, pro-
sérico para ser dosado nos Estados Unidos, pelo Dr. Slatopolsky. As
dutor e até cantor. No momento se dedica a um novo hobby:
biópsias ósseas foram analisadas na Universidade de Cornell pela Drª.
estuda libélulas, tendo descoberto um novo gênero/espécie
Manjula Bansal e uma outra, de demência dialítica, pelo Dr. Teiltelbaum, da
(Garrisonia aurindae) descrito em publicação no exterior.
equipe do Dr. Slatopolsky. Mais de 15 pacientes meus foram biopsiados.
Apresentei estes trabalhos pioneiros no XII Congresso Brasileiro de Nefrolo-
A Nephron foi conseqüência do trabalho do Dr. Ruy Penalva
gia e no VI Congresso Latino-americano de Nefrologia. Havia pacientes na
e de sua esposa, Drª. Maria Auxiliadora Penalva, que aten-
Clínica São Lucas há 15 anos sem andar que voltaram a caminhar. Quem
diam inicialmente em consultório. Apesar das dificuldades na
despertou a atenção destes problemas foram estudos ingleses e norte-ame-
época em se credenciar uma clínica de diálise, fundaram a
ricanos”, explica o nefrologista.
Nephron Serviços Especializados em Pediatria e Nefrologia
S/C Ltda., que seria o embrião da empresa atual. Em Salva-
Foi a partir destes congressos, e ao demonstrar que a água da torneira na
dor não havia clínicas independentes de diálise. “A equipe
Bahia atingia valores de 200-400 mcg de alumínio, que levaram Dr. Ruy Pe-
inicialmente consistia na minha esposa, que já tinha migrado
nalva a disseminar a deionização da água de diálise. “Toda diálise era feita
para a Nefrologia Pediátrica, e outra médica. Meus sócios e
com água de torneira, inclusive no Hospital das Clínicas de SP, onde fiz resi-
eu trabalhávamos, dávamos plantão. Trouxemos auxiliares de
dência. Recebi chamadas de diversos estados tentando trocar experiências
outros serviços. Alguns deles estão conosco até hoje. No iní-
comigo sobre deionização, que era precária também”. O grave problema em
cio eram 16 pacientes em dois turnos. Foi um período terrível
Caruaru, também foi decisivo para a criação da primeira portaria em diálise
em que a inflação atingia valores impressionantes e o SUS
feita pelo Ministério da Saúde, de acordo com Dr. Ruy. “Dr. Adib Jatene, en-
pagava com três meses de atraso. Quando você recebia o
tão Ministro, me ligou umas dez vezes para trocar figurinha comigo sobre a
reembolso, estava altamente defasado. A gente tocava o ser-
nova portaria. Houve uma importação maci-
viço praticamente sem lucro”, relembra Dr. Ruy Penalva.
ça de máquinas de proporção. Foi uma exi-
Notícias
Fresenius
gência minha ao Ministro Jatene e à Ministra
A grande expansão da Nephron, segundo seu Diretor, foi mar-
Dorothea Werneck que se tirassem os im-
cada por dois eventos: o episódio de mortes de pacientes em
postos de máquinas e produtos de diálise
Caruaru, ligado à água contaminada por microcistina, que gerou
para adequar a diálise brasileira àquela do
uma revolução no tratamento dialítico brasileiro com normas rígidas de controle e avaliação do tratamento, e um estudo científico
Dr. Ruy Penalva
4
Ivete Ferretti é Coordenadora
de Enfermagem da Nephron
primeiro mundo. Com a
cretaria de saúde. Batemos todas as metas de transplante
estabilidade do Real,
de cadáver. Mantemos sempre uma quantidade grande de
máquinas, dialisadores
pacientes preparados, esperando transplante, com exames
e osmose reversa fo-
atualizados periodicamente”, diz Dr. Ruy Penalva.
ram barateados”.
A clínica atua com uma equipe multidisciplinar, formada por
Após o período de ra-
nefrologistas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e assis-
dicais transformações na Nefrologia nacional, Dr. Ruy Penalva vislumbrou
tentes sociais, que periodicamente realizam e se submetem à
a oportunidade de crescer sua clínica de diálise, trocando suas máqui-
reciclagem teórica em auditório próprio. Os pacientes partici-
nas de tanque por de proporção. A Fresenius Medical Care foi parceira
pam de eventos sociais bastante animados no Natal, Festa de
fundamental nesse processo.
São João, com direito a sanfoneiro tocando em meio a pacientes e equipe dançando da sala de diálise, Páscoa.
“Havia uma grande desconfiança dos nefrologistas com máquinas de
proporção. Recebia notícias de que a FME tinha uma máquina que era
“O que mais me orgulho é manter o tratamento absolutamente
‘um Volkswagen’, a 4008-B, não quebrava. Disse ao gerente regional
rígido. Não abrimos mão de a manutenção estar em dia. Se
de vendas que ia comprar 20 e tantas máquinas 4008-B, que não
uma peça dura 3 mil horas na máquina, trocarei com 3 mil
era tão conhecida no nordeste. Adquiri também uma osmose reversa.
horas. Não arrisco a vida do paciente. Se o paciente tiver uma
Apostamos na companhia apenas na base de relatos pessoais de
infecção ou um episódio febril, todo o material é descartado.
colegas que tinham as máquinas em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Não reuso mais do que 12 vezes e não descumpro um item da
Trouxe pela primeira vez à Bahia os dialisadores da FME, a polisulfo-
portaria. Nem sempre somos reconhecidos por isso. Essas coi-
na, o HPS, fui comprando as novidades que a empresa vinha trazen-
sas invisíveis aos olhos do paciente que a Nephron faz é o que
do”, relembra Dr. Ruy Penalva.
me orgulha”, exulta Dr. Ruy Penalva.
O pioneirismo do Diretor Geral da Nephron também ocorreu no passado
Orgulho é o mesmo sentimento experimentado por Ivete Ferretti,
em relação a outro serviço. Foi o primeiro na Bahia a treinar equipes de
Coordenadora de Enfermagem, que atua na Nephron há 18 anos.
manutenção de máquinas de diálise. Tanto investimento se reverte na
“Não escolhemos nossos equipamentos e insumos por serem os
pujança da estrutura da clínica. São oito casas nos Barris, que reúnem
mais baratos. Nossos pacientes sentem a diferença na qualidade
setor de convênios, administração e HPS, diálise para SUS, almoxari-
do serviço. Trabalhamos seguindo a portaria e temos autonomia
fado, manutenção, tratamento de água, gerador etc. Na matriz mais
para desempenharmos nosso trabalho. A clínica respira Fresenius
de 300 pacientes são atendidos em três turnos. Cerca de 60 diálises
Medical Care, que investe em nosso treinamento, nos convidado a
por turno chegaram a ser realizadas. Uma nova unidade está sendo
participar de congressos”, relata. A forte parceria com a companhia
criada, chamada Dializa, focada ao tratamento via convênios.
é endossada por Dr. Ruy Penalva: “Só não compro da empresa o que
ela não tem para vender”.
A segunda unidade fica em Itapuã, com atendimento para SUS e
convênio. Há quatro anos foi inaugurado o serviço mais recente,
em Conquista, que atende a mais de 100 pacientes com cerca
de 30 máquinas da FME. Em 2008 mais de 54 mil procedimentos de hemodiálise foram feitos em mais de 600 pacientes.
“Nossa clínica foi a segunda estrutura privada ambulatorial de
hemodiálise de Salvador. Todo mundo sabe que a Nephron é
Na Nephron os pacientes participam de
eventos muito animados como Festa de
São João, aniversários e atividades educacionais.
padrão. Temos concorrentes à altura. Hoje a preferência do
paciente do SUS pela unidade está centrada em três coisas:
a proximidade com a casa dele, o turno (prefere pela manhã,
segunda, quarta e sexta) e uma coisa que conta muito e a
Nephron tem se destacado, o transplante. Em geral, os pacientes preferem estar em unidades hospitalares, porque sabem que lá podem fazer um transplante mais facilmente e
ter retaguarda de internação mais eficiente. Mas a Nephron
bateu todos os recordes, foi a que mais transplantou pacientes entre as unidades satélites. Ganhamos louvor até da se-
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Notícias
Fresenius
Fundação do Rim realiza I Jornada
de Doença Renal Crônica na Infância
e na Adolescência no Rio de Janeiro
Ana Mota (Diretora), Solimar Romero (Assistente Administrativa), Elenir Klen (Assistente Social), Livia Guedes (Presidente) e Drª.
Fátima Bandeira (Consultora Médica), da
Fundação do Rim.
Evento inédito em Nefrologia Pediátrica proporcionou discussões abrangentes em torno do problema que afeta centenas de crianças e adolescentes
A Fundação do Rim realizou, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, a I
Jornada de Doença Renal Crônica na Infância e na Adolescência. O evento teve a presença de alguns dos mais renomados especialistas brasileiros
como palestrantes.
O público assistiu atentamente às
apresentações.
A idéia da Jornada surgiu como uma oportunidade de reunir os grupos de
especialistas envolvidos no cuidado da criança e do adolescente portador de
Doença Renal Crônica no Rio de Janeiro e discutir temas da prática clínica diária. A presença de profissionais dos diferentes serviços – Hospital Geral de Bonsucesso, Hospital dos Servidores do Estado, Gamen, Instituto Martagão Gesteira
e Clínica de Doenças Renais –, contribuiu para o sucesso do encontro.
Foram abordados temas como “Prevenção da Doença Renal Crônica na Infância”;
“Tratamento dialítico na infância – ‘Vencendo dificuldades para uma vida melhor’”;
“Modalidades Dialíticas: Como escolher”; “Transplante Renal Pediátrico”; “Complicações da Doença Renal Crônica”. A importância da equipe multidisciplinar foi
tema de um simpósio onde psicólogos, nutricionistas, assistentes sociais e fisioterapeutas discutiram as melhores abordagens para uma visão global e mais humanizada do atendimento.
Da esquerda para direita: Dr. Frederico Ruzany,
Dr. Cristiano Guilherme Leite, Dr. Luiz Afonso Mariz, Dr. José Guilherme Leite e Dr. Walter Gouvêa,
palestrantes do evento.
A importância do evento residiu não só na promoção da discussão em torno da
miliares. Alguns dos principais veículos de comunica-
nefrologia pediátrica, mas também por ter possibilitado a troca de experiências
ção do país divulgaram a iniciativa, tais como: O Globo
entre os médicos especialistas e o trabalho realizado pela Fundação do Rim. Ou-
Online, Extra Online, Jornal O Dia e O Dia Online, Jor-
tro ponto destacado foram os resultados obtidos pela instituição no cuidado das
nal do Brasil Online, Jornal Expresso, Jornal Tribuna da
crianças e adolescentes portadores de doenças renais crônicas.
Imprensa, rádios MEC, CBN, BandNews e Nacional. O
Jornal do Brasil publicou matéria de página inteira sobre
o tema e o RJTV, da TV Globo, fez reportagem sobre a
“Demos mais um importante passo ao promover a Jornada de Doença Renal
Fundação do Rim e doença renal na infância e adolescên-
na Infância e na Adolescência, atuando também no campo científico. Temos
cia com a Drª. Fátima Bandeira.
certeza de que o evento contribuiu e enriqueceu o intercâmbio de informações e de conhecimento entre aqueles que lidam com a doença renal, bene-
“Acho que a Fundação do Rim cumpriu mais uma tarefa na
ficiando cada vez mais os pacientes em tratamento”, avalia Livia Guedes,
sua missão de melhorar a qualidade de vida destas crian-
Presidente da Fundação do Rim.
ças e adolescentes. A capacitação de pessoas é fundamental
Para a Drª. Fátima Bandeira, nefrologista pediátrica e Consultora Médica
da instituição, o evento possibilitou debates importantes em torno do
problema. “Com esta Jornada a Fundação do Rim se torna promoto-
para a melhor prestação do atendimento. Acreditamos que esta
experiência foi extremamente proveitosa e esperamos que possamos repeti-la”, crê Drª. Fátima Bandeira.
ra de conhecimento científico e parceira da comunidade nefrológica
pediátrica. É importante que uma organização do Terceiro Setor vá
além do caráter assistencialista no cuidado das crianças e adolescentes portadores de Doença Renal Crônica”, diz.
Criada há quatro anos, a Fundação do Rim atende hoje cerca de 200
crianças e adolescentes em situação de risco social portadores de
doenças renais. Com sede no Rio de Janeiro, desenvolve projetos que
vão desde fisioterapia até reforço alimentar, programas educacionais e
A Jornada também foi uma excelente oportunidade para
mostrar a sociedade civil brasileira um pouco da realidade
enfrentada pelos portadores de doenças renais e seus fa
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deformação profissional. Para saber mais sobre os projetos desenvolvidos
pela Fundação do Rim, acesse o site www.fundacaodorim.org.br ou ligue
(21) 2286-8037.
Diálise Peritoneal - Novos Rumos em 2008
A Fresenius Medical Care iniciou suas atividades com Diálise Peritoneal no
colha da DP como uma excelente alternativa ao tratamento
Brasil há aproximadamente10 anos. Entretanto, a partir de 2004, a terapia co-
do paciente renal.
meçou a ser mais enfatizada pela empresa, com o objetivo de se conquistar
um número maior de pacientes e um aumento na participação de mercado.
Muitas mudanças já foram implementadas, mas há ainda
Tais fatos, associados ao crescimento da prevalência de diálise no Brasil
muitos projetos pela frente que irão apoiar este crescimen-
que, embora ainda baixa (432 p.p.m.) quando comparada à Europa, vem su-
to, já que operacionalmente nossa estrutura está sendo re-
bindo consideravelmente nos últimos anos, confirmam um grande potencial
pensada e reorganizada, o fluxo dos processos estão sendo
para esta terapia como uma excelente alternativa à Hemodiálise.
revisados. Tudo pensado e executado para dar suporte à
Infelizmente ainda no Brasil lamentavelmente existem muitas barreiras blo-
introdução recente do serviço Call Center 24h para atendi-
queando a expansão desta modalidade de tratamento. Por exemplo: os
mento de dúvidas da cicladora “PD Night” para pacientes e
nova estratégia da terapia. Como exemplo, podemos citar a
limites impostos pelo governo, a percepção dos médicos, os problemas lo-
clientes. Este serviço funciona após o expediente normal do
gísticos e etc. Porém, sabe-se que quando é bem entendida pelo paciente
Call Center, inclusive nos finais de semana e feriados, além
e pelo corpo clínico, é uma terapia que oferece muito para o paciente renal
do desenvolvimento de novos materiais promocionais e de
crônico, pois em termos de qualidade de vida não tem nada que possa ser
treinamento. A área de Marketing vem trabalhando fortemente
comparado à Diálise Peritoneal.
com as diversas áreas da companhia no sentido de chegar a
excelência nos serviços prestados ao cliente de DP.
Após 2004 muitas ações foram implementadas. Introduções importantes
também foram feitas como o lançamento do sistema de bolsa dupla com
A Fresenius Medical Care acredita que todas estas ações se
tecnologia Disc e Pin, o andy.disc®, que oferece mais segurança e facili-
revertam em melhorias para o paciente e para uma melhor per-
dade de uso, tanto para o paciente quanto para o médico. Outro grande
cepção da Diálise Peritoneal por nossos clientes. Para o futuro,
incentivo para o crescimento do programa foi o projeto “PD Service”, ini-
com a finalidade de fortalecer ainda mais a terapia, a compa-
ciado em 2005 com o objetivo de identificar e trabalhar clientes com forte
nhia pretende introduzir novos produtos que reforcem e confir-
entendimento para DP reforçando a qualidade e resultados da terapia.
mem a liderança da empresa.
Entretanto, a partir deste ano, baseado num reposicionamento da empresa que vê esta terapia com grandes
chances de crescimento e com possibilidades de
oferecer aos pacientes um tratamento individualizado, o trabalho tem sido mais intensificado, desmistificando a imagem de que o foco
da FME é HD.
Em maio foi realizada a primeira Reunião exclusiva
para DP com a Força
de Vendas. Um novo
logotipo foi desenvolvido
para
transmitir
esta nova fase: “DP
Mudando a Vida para
Melhor”, que quer traduzir
realmente
este
espírito de mudanças. A
Força de Vendas também
foi reestruturada, o que
representa um ganho substancial, já que o foco à terapia tem sido contínuo. Tantos
investimentos se traduzem em
bons resultados, com aumento
do número de pacientes e a es-
7
Notícias
Fresenius
CONCENTRADOS DE 10 LITROS GERAM VANTAGENS PARA
CLIENTES DA FME
Na última edição do BRA, foi divulgado o lançamento dos concentra-
Ellyton Magalhães – Gerente Regional Centro-leste
dos ácidos para hemodiálise de 10 litros para diluição 1:44. Trata-se
“A economia de
de uma bombona de 10 litros que substitui três bombonas de 5 litros,
custo e de arma-
proporcionando um custo-benefício muito melhor para os clientes da
zenagem são os
Fresenius Medical Care.
principais relatos
que
O concentrado ácido de 10 litros, aliado ao bibag®, forma o COMBO
recebemos
dos clientes sobre
Fresenius Medical Care. A combinação destes produtos potencializa
as vantagens do
economia e praticidade na diálise.
produto. Em Tocantins, temos um exem-
Passados seis meses de seu lançamento, os benefícios do produto já
plo muito bom da
podem ser constatados. Depoimentos dos gerentes regionais da FME
utilização do galão de
comprovam o impacto que a utilização dos concentrados ácidos tem
10 litros. O cliente re-
proporcionado no cotidiano das clínicas dos clientes da companhia.
duziu em 30% o espaço de armazenagem do
Túlio Santos – Gerente Regional
produto. Como ele está
do Nordeste
a 2000 km de distância de Jaguariúna, só precisa fazer um pedido
“Segurança, baixo custo, inova-
por mês, o que antes não era possível. Temos relatos de clientes que
ção para o tratamento, facilidade
dizem que o maior impacto foi na economia de estrutura física e outros
de armazenamento e o diferen-
que dizem que o maior impacto foi na redução de custos. Na rotina das
cial no mercado. Essas são as
clínicas o impacto também é bastante perceptível. O concentrado de
principais vantagens na utiliza-
5 litros precisava ser trocado cerca de três vezes ao dia, o de 10 litros
ção do produto, relatada pelos
só é trocado uma vez ao dia. Isso é muito bom, pois libera o técnico de
clientes. O tempo necessário
enfermagem para realizar outras atividades e se dedicar mais ao pacien-
para a troca do produto mudou a rotina nas clínicas que o uti-
te. O melhor aproveitamento dos técnicos de enfermagem é um grande
lizam. A praticidade na utilização, a segurança no tratamento
benefício para as clínicas. Hoje, os médicos percebem que o tratamento
e o baixo custo são os principais benefícios oferecidos pelo
bibag®. A inovação dele agrega valores ao tratamento do paciente renal”.
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ficou mais seguro, as clínicas ganharam mais espaço
e a economia financeira é bem maior”.
XXIV CONGRESSO BRASILEIRO DE NEFROLOGIA EM FOCO
Para falar sobre o principal evento da Nefrologia do país, nada melhor do que obter as expectativas e detalhes
com seus idealizadores. Por isso, nada melhor do que colher estas impressões com Dr. Miguel Riella, presidente
do XXIV Congresso Brasileiro de Nefrologia. O organizador antecipa aos leitores do BRA algumas novidades em
torno do evento, que terá o patrocínio da Fresenius Medical Care.
1 - Quais serão as principais diferenças do Congresso Brasileiro de Nefrologia deste ano em relação ao último realizado?
Este congresso terá um tema central: “A Doença Renal Crôni-
de lançar novos produtos.
Tudo isto contribui para o
sucesso do evento.
ca é comum, prejudicial e tratável”. Este tema coincide com o
mote adotado pelo Dia Mundial do Rim, que aliás foi instituído
4 - Como vê a participação de jovens nefrologistas/residentes em
pela International Society of Nephrology e International Fe-
Nefrologia neste Congresso? Aumentou a procura, a participação?
deration of Kidney Foundations para alertar e conscientizar
Através das Ligas Acadêmicas de Nefrologia, estamos disponibilizando
o mundo de que a DRC é mais freqüente do que se pen-
um número limitado de inscrições gratuitas, procurando trazer estes gru-
sava. Esta freqüência ficou evidente em estudos recentes
pos organizados de várias partes do Brasil. Também reduzimos bastante
mostrando que na comunidade adulta, entre 10-15% das
a taxa de inscrição para os jovens médicos residentes de Nefrologia. O
pessoas possuem DRC e não sabem. Estes números alar-
futuro da nefrologia brasileira depende do estímulo a vinda destes jovens,
maram a comunidade cientifica que se mobilizou porque
depende da participação deles.
precisará do clinico geral para cuidar destes pacientes.
Não há no mundo tantos nefrologistas para isto.
5 - Como avalia a importância da participação da Fresenius Medical
Care e das outras indústrias no Congresso Brasileiro de Nefrologia?
O segundo aspecto a ressaltar sobre o evento é a divulgação
A Fresenius Medical Care, assim como as demais indústrias ligadas à
de que a DRC pode ser tratável. Medicamentos mais recente-
área nefrológica, sempre participaram de nossos congressos e foram
mente mostraram que são capazes de não só reduzir a pressão
parceiras da Sociedade Brasileira de Nefrologia. Elas reconhecem a
arterial sistêmica, mas também reduzir a pressão intra-glomeru-
oportunidade ímpar de apresentarem seus produtos e dialogarem com
lar e, com isto, retardar a progressão da doença renal crônica ou
os mais de 3 mil nefrologistas e enfermeiras da área.
mesmo abortá-la. Além disto, esta nova classe de medicamentos
(inibidores da enzima conversora da renina ou bloqueadores dos
receptores de angiotensina) pode reduzir a proteinúria, que por
si só pode desencadear reações inflamatórias no rim e contribuir
Dr. Miguel Riella.
para a progressão da DRC. O outro aspecto que merece ser frisado é que a DRC é prejudicial. Existem também dados recentes
que mostram como a DRC está associada à doença cardiovascular.
Grande parte dos pacientes com DRC não chegam à diálise ou
transplante renal, falecendo muito antes de doença cardiovascular.
Ou seja, a DRC é um fator multiplicador da doença arteriosclerótica,
desencadeada pelo diabete e pela hipertensão arterial.
2 - Quais serão os principais temas e destaques deste Congresso?
O programa científico é abrangente, procurando atualizar a comunidade nefrológica nas varias áreas: lesão aguda e crônica dos
rins, diálise (hemodiálise e diálise peritoneal), e transplante renal.
Foram convidados mais de 15 nefrologistas da Europa e Estados
Unidos para discutirem estas áreas com a nefrologia brasileira.
3 - Quais são as expectativas/objetivos deste evento?
A expectativa é que suplante o número de participantes dos congressos anteriores. A quantidade de trabalhos recebidos é maior
do que os anteriores. Vários fatores contribuem: Curitiba é uma
cidade atraente e de fácil acesso por via aérea, é tranqüila e possui agora um moderno centro de Convenções, o Embratel Convention Center. A economia do país vive um momento bom e as
indústrias farmacêuticas estão lançando ou estão na iminência
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Atualização Clínica
DIRETRIZES DE MELHORES PRÁTICAS NA DIÁLISE: UMA PRIORIDADE
NAS UNIDADES FRANQUEADAS FRESENIUS MEDICAL CARE
Dr. Jorge Strogoff, Dr. Marco Leite e Dr. Frederico Ruzany
Diretoria Médica da Fresenius Medical Care
Nosso objetivo
Metas clínicas
É função da Direção Médica da Fresenius Medical Care definir e as-
Adotamos metas nacionais e metas individuais para cada Unidade
segurar que as melhores práticas clínicas estejam sendo oferecidas
de Diálise. As metas nacionais são sempre iguais ou superiores às
aos pacientes em terapia renal substitutiva em todas as Unidades
metas individuais. Quando uma Unidade está muito abaixo da meta
franqueadas. São atribuições da Diretoria Médica nacional:
e o alcance daquele índice se mostra improvável para aquele ano
1-Estabelecer e uniformizar as rotinas médicas e de enfermagem
mesmo com todo esforço, estabelecemos uma meta consensual,
para todas as Unidades.
mais modesta, com a Direção daquela Unidade de forma que pos-
2-Definir as metas clínicas anuais para cada Unidade.
sam se empenhar na busca de uma meta alcançável.
3-Acompanhar o desempenho das Unidades.
4-Discutir, apontar falhas e apoiar as medidas necessárias para me-
Temos metas relativas à adequação, controle da anemia, metabolis-
lhorar o desempenho das Unidades através de relatórios, teleconfe-
mo mineral ósseo, nutrição e controle da pressão arterial. Para o ano
rências e visitas periódicas.
de 2008, temos priorizado o cumprimento de 3 metas:
1-Adequação: A meta nacional é ter 85% de nossos pacientes com
São 30 unidades franqueadas em 7 Estados (RJ, SP, MG, BA, PI, PE
Kt/V equilibrado > ou =1,2 ( ou Kt/V standardizado > ou = 2,4 /se-
e CE) e no Distrito Federal. O objetivo final é que os pacientes rece-
mana nos pacientes com diálise mais freqüente). Esta meta deve ser
bam a mesma qualidade de tratamento, não importando o Estado ou
cumprida por todas as Unidades. Além disso, cada Unidade deve
cidade onde residam.
ter >90% de seus pacientes dialisando pelo menos 12 horas por
semana. Nenhuma meta individual mais baixa para adequação foi
Uniformização de rotinas
considerada, já que acreditamos que prover dose adequada de diá-
Buscamos a uniformidade de condutas, isto é, que todos os proces-
lise aos nossos pacientes é nosso compromisso primário.
sos estejam bem definidos e que o cumprimento destas rotinas es-
2-Anemia: A meta nacional é ter pelo menos 80% dos pacientes com
teja sendo executado em cada Unidade franqueada. Todas as uni-
Hb > ou = 11 g/dl. Como a política de distribuição e os critérios para
dades têm à disposição dos médicos e enfermeiras os manuais de
fornecimento de eritropoietina e ferro variam de Estado para Estado
Rotina Médica e Rotina de Enfermagem, respectivamente. Desvios
ou mesmo entre municípios, a meta foi reduzida para 70% dos pa-
da rotina estabelecida são desestimulados. Buscamos estimular que
cientes com Hb > ou =11 g/dl em alguns Estados.
qualquer modificação da rotina em determinada Unidade seja discu-
3-Hipertensão: A meta nacional é ter pelo menos 80% dos pacientes
tida previamente com a Direção e se considerada adequada, pode-
com PAS <140 mmHg e PAD <90 mmHg (média mensal de todas as
rá ser incorporada à rotina e adotada pelas demais Unidades.
medidas pré-HD), com menos de 50% dos pacientes usando antihipertensivos, já que nosso objetivo é o controle da PA através do
Levantamento dos dados
ajuste do peso seco. Como esta meta de 80% logo mostrou-se ina-
Todas as Unidades utilizam o mesmo Prontuário Eletrônico, o Renal
tingível, cada Unidade teve uma meta individualizada, baseada no
Manager, onde são lançados e atualizados diariamente os dados dos
retrospecto do ano anterior. Assim, as metas individuais por Unidade
pacientes referentes aos procedimentos realizados, complicações,
variam de 55% a 75% de pacientes com PA controlada, respeitando-
internações, informações sobre acesso vascular, evolução médica,
se o limite de no máximo, 50% usando drogas.
evolução de enfermagem, medicações, exames laboratoriais, etc.
Desempenho das Unidades
Para facilitar o trabalho e minimizar o risco de erros, os exames labo-
A seguir são apresentados os resultados do primeiro semestre de 28
ratoriais da rotina mensal dos pacientes são transferidos eletronica-
Unidades franqueadas. Duas Unidades ficaram de fora desta aná-
mente dos principais laboratórios que atendem nossas clínicas para
lise (uma que foi inaugurada ainda este ano e outra que ainda não
o Renal Manager. Desta forma, cerca de uma semana após a coleta,
está completamente integrada ao sistema informatizado).
os resultados de todas as avaliações laboratoriais já estão disponíveis reduzindo o tempo para tomada de decisões. Todos os dados
A meta de 85% de pacientes com Kt/V equilibrado > ou =1,2 ( ou
são transferidos para o FMC Register, o registro latino-americano
Kt/V standardizado > ou = 2,4 /semana nos pacientes com diálise
para consolidação e análise de resultados clínicos.
mais freqüente) foi alcançada no primeiro semestre deste ano pela
maioria da Unidades (Figura 1).
10
Atualização Clínica
A meta de controle da anemia para 2008 ainda não foi alcançada neste primeiro semestre
(Figura 2). Porém, como houve significativa
Fig. 1 Pacientes com Kt/V equilibrado > ou = 1,2 em cada Unidade
franqueada (média cumulativa do 1º semestre de 2008)
melhora dos resultados no segundo trimestre
em comparação com o primeiro, é possível que
muitas Unidades atinjam a meta até o final do
ano (figura 3).
Quanto ao controle da pressão arterial, o alcance desta meta tem se mostrado bem mais difícil
(Figura 4). Por ora, ainda perdura em muitas unidades o ciclo vicioso de uso exagerado de antihipertensivos dificultando a redução do peso
seco (por predispor a ocorrência de hipotensão
intra ou pós-diálise) perpetuando a hipertensão.
Fig. 2 Pacientes com Hb > ou = 11 g/dl em cada Unidade franqueada
(média cumulativa do 1º semestre de 2008)
O percentual de pacientes usando anti-hipertensivos é de 54%, mas bastante heterogêneo entre
as Unidades, variando de 17% a 83%.
Análise crítica dos resultados
Todas as Unidades enviam para a Diretoria Médica nacional, até o dia 10 de cada mês, os dados do FMC Register referentes ao mês anterior.
Estes dados são analisados e devolvidos com
críticas à Unidade em menos de uma semana.
Ao final de cada trimestre as Unidades também
recebem um resumo de seu desempenho em
Fig. 3 Média mensal de pacientes
adequação, controle da anemia e da pressão
com Hb > ou = 11 g/dl em
todas as Unidades ao longo
do 1º semestre de 2008
arterial. Caso tenha ficado abaixo da meta proposta em alguma parâmetro, recebe também
um diagrama de Pareto específico para a meta
não alcançada. Este deve servir como uma instrumento para diagnóstico da(s) causa(s) de não
ter alcançado a meta. Um plano de ação para
reversão do mal desempenho deve ser traçado
Fig. 4 Pacientes com PA controlada (<140/90 mmHg) em cada Unidade
franqueada (média cumulativa do 1º semestre de 2008)
pela Direção da Unidade e enviado à Direção
Médica nacional.
A análise crítica dos dados nos permitiu fazer
diagnósticos aparentemente simples das causas da falha em alcançar algumas metas, mas
que provavelmente passariam despercebidas
sem este instrumento. Por exemplo, observamos
que nos pacientes anêmicos havia uma grande
diferença entre a dose mensal de EPO prescrita
pelo médico e aquela efetivamente administrada
alcançassem níveis satisfatórios de Hb. Assim, em um período de 3 meses, o percentual
aos pacientes no período. O controle estrito para
de pacientes com Hb > ou =11 g/dl saltou de 62% para 74%.
garantir que a administração de EPO fosse feita
conforme a prescrição médica fez com que um
Concluindo, a busca de metas claras a serem alcançadas pelas clínicas e o constante monito-
percentual significativo de pacientes antes com
ramento dos resultados são formas de garantir um tratamento de excelência. Espera-se que o
anemia supostamente refratária ao uso da EPO
alcance de uma série de metas se traduza numa menor taxa de mortalidade.
11
Serviços
Novas instalações do Serviços Técnicos
Serviços Técnicos Fresenius Medical Care
produtividade e desempenho e têm o melhor custo-benefício para
Desde o início de 2008, a Fresenius Medical Care tem buscado ofe-
garantir manutenção responsável, qualificada e certificada.
recer seus Serviços Técnicos com maior qualidade e acessibilidade
para as clínicas de hemodiálise em todo o Brasil. Além de comercia-
Os contratos de serviços se obrigam a garantir disponibilidade de
lizar os melhores produtos reconhecidos pelo mercado, tem com-
peças e atendimento por pessoal qualificado em 8 horas, ou até 24
promisso com a maior confiabilidade para o tratamento realizado
horas para os locais mais remotos em todo o país. Incluem-se nos
aos pacientes renais. Algumas ações foram tomadas para aproximar
contratos FME pacotes de informações gerenciais em revisões ope-
a companhia de seus clientes, como:
racionais, que garantem visibilidade do consumo de peças, número
e tempo entre falhas, efetividade de revisões preventivas e custos
Relacionamento com Clientes
Sejam em instalações, manutenções preventivas ou corretivas, a
percepção de qualidade de produtos e serviços gera lealdade e
reconhecimento do valor de uma marca. A FME atesta a importância
de uma atuação impecável em cada um destes momentos e tem atuado para garantir que o Serviços Técnicos proporcione experiências
positivas e marcantes aos seus clientes e parceiros. Produtos de alta
totais de manutenção, permitindo aos clientes avaliar a sua tendência de custos e desempenho em relação a toda a base nacional de
equipamentos instalados. Ao optar por um destes contratos, as clínicas recebem todo o suporte para se diferenciar e criar valor através
da confiança estabelecida junto à ANVISA e a pacientes de planos
de saúde.
tecnologia e qualidade requerem suporte rápido, disponibilidade de
Estrutura Nacional de Serviços Técnicos
peças, pessoal qualificado e estrutura de apoio que atendam aos re-
A FME é a única fabricante de equipamentos e produtos para he-
quisitos ditados pelo mercado e normas vigentes, contribuindo des-
modiálise que dispõe de equipe própria em território nacional para
ta forma com a qualidade de vida e tratamento proporcionado aos
oferecer Serviços Técnicos de qualidade, atender e superar as ex-
pacientes com insuficiência renal. A FME está focada em oferecer
pectativas de seus clientes. Alinhados aos objetivos de foco total
soluções completas para cada um de seus clientes.
no sucesso de seus clientes, uso de peças de reposição originais e
custos baixos de manutenção a companhia tem uma robusta equi-
Produtos e Custos de Serviços Técnicos
A FME investiu em aperfeiçoar os processos de gestão em torno dos
clientes e conseguiu reduzir agressivamente os custos praticados
em peças originais de reposição, garantindo os melhores materiais
para revisões e manutenções que viabilizam o correto cuidado dos
equipamentos, sem impacto nos custos operacionais dos nossos
parceiros.
pe administrativa que provê aos clientes informações e atendimento
rápido que esperam, assim como gerenciar instrumentos de última
geração exclusivos e calibrados para garantir a confiabilidade em
calibrações, manter os níveis de inventário de peças sempre melhorados, garantindo disponibilidade e logística eficiente.
Fresenius Medical Care Serviços Técnicos, nosso negócio é criar
soluções para o seu sucesso!
A qualificada mão-de-obra FME, que dispõe de Técnicos e Engenheiros treinados pela Fábrica, tornam os Serviços Técnicos da
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12
SAC.:
Web:
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0800 0123434
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BRA é um informativo da Fresenius Medical Care do
Brasil Ltda., com periodicidade trimestral. Proibida a
reprodução total ou parcial, salvo com autorização
expressa da Fresenius Medical Care.
Editora: Renata Frade
Revisão: Ester Gomes
Design e Produção Gráfica: Nobrasso
Fotos: FME Corporativas e Renata Frade
As matérias contidas neste veículo são de inteira responsabilidade dos seus autores.
Setembro de 2008 l Tiragem: 6.000 unidades
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