Potencial do suco de laranja na modulação da microbiota intestinal

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Alim. Nutr.= Braz. J. Food Nutr., Araraquara
SIMPAN 2014
ISSN 0103-4235
e-ISSN 2179-4448
Potencial do suco de laranja na modulação da
microbiota intestinal humana
A. L. R. F. DUQUE 1
M. MONTEIRO 1
K. SIVIERI 1
■ Introdução: O suco de laranja, é o mais consumido no mundo, é fonte de vitamina C e contém folato, potássio, carotenoides,
flavonoides, fibras. O consumo diário de suco de laranja é associado a efeitos benéficos à saúde humana, como a prevenção
de doenças crônico-degenerativas e o equilíbrio da microbiota intestinal, relacionados à presença de compostos bioativos.
Objetivo: Avaliar a influência do suco de laranja sobre a microbiota intestinal humana usando o Simulador do Ecossistema
Microbiano Humano (SEMH). Materiais e Métodos: Suco de laranja fresco e pasteurizado foi fornecido por uma indústria
citrícola. Os sucos foram introduzidos no SEMH para digestão durante duas semanas. Os produtos dos reatores do SEMH
foram avaliados quanto à composição da microbiota intestinal, com base na enumeração de bactérias aeróbias e anaeróbias
totais, Lactobacillus spp., Bifidobacterium spp., Clostridium spp.. Resultados: Houve aumento na contagem de microorganismos de todos os gêneros avaliados (>0,5 ciclo log/mL) no suco fresco, com exceção de Bifidobacterium spp.. No
cólon ascendente observou-se aumento de 1,87 log/mL na contagem de Lactobacillus spp.. No suco pasteurizado observou-se
estímulo de bactérias aeróbias e anaeróbias totais e Lactobacillus spp. na microbiota do cólon descendente. Houve aumento
na contagem de bactérias do gênero Lactobacillus spp. nos cólons ascendente, transverso e descendente. Conclusão: Os
resultados sugerem que o suco de laranja fresco tem capacidade de modular a microbiota intestinal, enquanto o suco de
laranja pasteurizado estimulou apenas a microbiota do cólon descendente, principalmente os Lactobacillus spp.
■ Palavras-chave: Simulador do Ecossistema Microbiano Humano, microbiota intestinal, suco de laranja, micro-organismos
comensais.
Apoio financeiro: CAPES
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Departamento de Alimentos e Nutrição, Faculdade de Ciências Farmacêuticas, UNESP, Araraquara, SP, Brasil.
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