Resumo das Comunicações IX CONGRESSO BRASILEIRO DE

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Sociedade Brasileira de Cardiologia • ISSN-0066-782X • Volume 99, Nº 5, Novembro 2012
Resumo das Comunicações
IX CONGRESSO BRASILEIRO DE
CARDIOGERIATRIA E I CONGRESSO
DE LONGEVIDADE
GRAMADO - RS
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Resumo das Comunicações
IX CONGRESSO BRASILEIRO DE
CARDIOGERIATRIA E I CONGRESSO DE
LONGEVIDADE
GRAMADO - RS
TEMAS LIVRES - 26/10/2012
APRESENTAÇÃO ORAL
27074
27526
Perfil de pacientes octagenários encaminhados ao laboratório de
hemodinâmica. Registro Prevent Sênior
Angina atípica em paciente idoso com escore de Framingham <10% e lesão
em TCE severa
RODRIGO B. ESPER, SANDRO FAIG, CARLOS AUGUSTO HOMEM DE
MAGALHAES CAMPOS, ROGER RENAULT GODINHO, LEANDRO RICHA VALIM,
FABIO CONEJO, MARCIO H A NASCIMENTO, EDUARDO MENDES MOTTA,
KARINA DE BONIS THOMAZ e JANIA ROBERTA MESQUITA SILVA.
CRISTIANO LORENZINI NOSKOSKI, JULIANA LORENZINI NOSKOSKI, RAFAEL
RECH, EULER ROBERTO FERNANDES MANENTI, KAREN RUSCHEL, MARCIO
LAUTERT BALBINOTTI, LUCIANO MARCELO BACKES, ROGER ALBERTO COSTA
e RICARDO CUNHA.
Hospital Sancta Maggiore, São Paulo, SP, BRASIL.
Hospital Mãe de Deus, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Fundamento: Com o aumento da expectativa de vida, torna-se cada vez mais
comum a realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos em pacientes
acima de 80 anos. Poucos centros de intervenção possuem um registro dos
procedimentos diagnósticos e terapêuticos que contemplem todos os pacientes
consecutivos encaminhados ao laboratório de hemodinâmica. Este estudo analisa
o perfil de pacientes acima de 80 anos encaminhados a um centro de intervenção.
Métodos: Registro incluindo todos os pacientes consecutivos que foram
submetidos a procedimentos diagnósticos e terapêuticos em um único laboratório
de hemodinâmica, no período de 21/12/2011 a 08/03/2012. Foram analisados os
dados clínicos e dos procedimentos realizados nos pacientes com idade ≥ 80 anos.
Resultados: De 392 procedimentos realizados, 71 (18,1%) foram em pacientes com
idade ≥ 80 anos. Dos pacientes acima de 80 anos, 59,2% (42) eram do sexo feminino,
com idade média de 84,7 anos (desvio padrão de 5,2); 47,9% estavam em vigência
de síndrome coronária aguda e 39,4% eram diabéticos. Os procedimentos foram
realizados pela via radial em 84,5% (n=60) dos pacientes, com taxa de cross-over da
via radial de 2,8%(n=2). Foram realizadas cinecoronariografias diagnósticas isoladas
em 76,1% (n=56), cinecoronariografias seguida de angioplastia em 15,5% (n=11) e
7% (n=5) realizaram angioplastia eletiva isolada. O tempo de escopia médio foi de
6,4 minutos (± 4,9) e com volume de contraste médio de 75,2 ml (±38,6). Conclusão:
Pacientes acima de 80 anos contemplam 18,1% dos pacientes encaminhados ao
laboratório de hemodinâmica do registro Prevent Sênior. A via radial utilizada como
primeira opção de acesso em grande idoso é factível, desta forma, minimizando a
chance de complicações vasculares neste grupo de pacientes.
Fundamento: A investigação de Doença Coronariana Aterosclerótica em pacientes
idosos sintomáticos (sintomas anginosos atípicos) deve ser continuada, mesmo que
o risco calculado pela tabela de Framinghan seja baixo (<10%). Objetivo: Relato
de caso de uma paciente feminina, 72 anos, com H. familiar de Infarto Agudo do
Miocárdio. Chega no consultório referindo PRECORDIALGIA ATÍPICA aos médios
esforços, há 02 meses. Risco de Framingham calculado = RISCO BAIXO (<10%).
ECG = NORMAL. TESTE ERGOMETRICO com alterações isquêmicas em Baixa
carga de esforço. Ao CAT apresentou Lesão severa em Óstio de Tronco de C.
Esquerda, sendo encaminhada para CRVM. Objetivamos relatar a importância
da História clínica (sintomas) e da H. familiar para determinar a continuação de
investigação no diagnóstico da doença aterosclerótica. Delineamento: Relato de
caso. Métodos: Imagens da lesão e descrição das alterações (CAT + T.ERG.), Ex.
sg., CRVM. Conclusão: O escore de Framingham é de fundamental importância
para determinarmos o risco cardiovascular dos pacientes, mas o julgamento clínico
e a análise de todos os parâmetros de risco devem também ser considerados na
decisão de prosseguir com a investigação da doença coronariana aterosclerótica.
27529
29053
Perfil de 231 pacientes geriátricos em um Ambulatório de Ergometria do RS
Aplicatividade de escores de CHA2DS2-VASC e HASBLED em pacientes idosos
portadores de fibrilação atrial persistente
CRISTIANO LORENZINI NOSKOSKI, JULIANA LORENZINI NOSKOSKI,
RAFAEL RECH, EULER ROBERTO FERNANDES MANENTI, MARCIO LAUTERT
BALBINOTTI, LUCIANO MARCELO BACKES, ROGER ALBERTO COSTA, KAREN
RUSCHEL e RICARDO CUNHA.
Hospital Mãe de Deus, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Fundamento: Doenças cardiovasculares são as principais responsáveis pela
mortalidade na população geral no mundo ocidental. Identificar o perfil dos pacientes
submetidos a exames de ergometria e os respectivos resultados é de fundamental
para elaborar ações de saúde. Objetivo: Descrever o perfil dos pacientes na
faixa geriátrica referendados a um Ambulatório de Ergometria da Capital, no
período de 01 ano de análise. Delineamento: Estudo transversal. Amostra: A
amostra foi composta por 231 pacientes com idades variando entre 72 a 84 anos,
atendidos no ambulatório de Ergometria de um hospital de Porto Alegre. Métodos:
Os dados foram coletados na admissão dos pacientes e resultados dos exames
foram comparados posteriormente, no período de março a dezembro de 2011. As
informações foram registradas pela equipe em formulário específico, organizadas
em planilha Excel e analisadas por estatística descritiva através de freqüências
relativas e absolutas no programa SPSS 18.0. Resultados: A avaliação do perfil
dos pacientes geriátricos atendidos no ambulatório mostra que a maior causa que
referendou o exame foi Dor Torácica (32,5%), seguida por dispneia e palpitações
(12,4% e 10,5% respectivamente). Do total de pacientes, 64% eram do sexo feminino,
36% masculino. Com médias de idade entre 45 e 75 anos. Dentre o total de exames
12,5% foram positivos para isquemia, 6,76% inconclusivos, o restante teve resultados
negativos. Conclusão: O perfil de pacientes referendados tem grande variabilidade
de indicações, algumas pouco precisas. Nos pacientes com dor torácica Típica e
sexo masculino, o exame demonstrou altos índices de positividade (62%). O teste
ergométrico, apesar de ter limitações na população geriátrica, em alguns pacientes
é de fácil realização e custo mais acessível à esta população e constitue importante
ferramenta inicial na busca pelo diagnóstico da Doença Coronariana Aterosclerótica.
1
Arq Bras Cardiol 2012: 99(5 supl.1)1-9
RAFAEL SOUZA DA SILVA, WILSON JOSE DE SALES, CAROLINNE ATTA FARIAS
e LENORA MARIA DE BARROS E SILVA.
Nucleo de Prevenção Senior, São Paulo, SP, BRASIL.
Fundamento: Através da aplicação dos escores de CHA2DS2-VASC e HASBLED
em ptes com FA permanente, avaliamos da indicação a efetiva a prescrição dos anti
coagulantes orais (ACO) em ptes idosos. Materiais e Métodos: Estudo prospectivo
em idosos submetidos a aval clinica e aos escores em questao em ambito ambultorial.
Fatores de inclusão: pacientes idosos em consulta eletiva, com confirmado diagnóstico
de FA permanente, c/ FC controlada, c/ ou s/ terapia ACO. Fatores de exclusão: pctes
c/ idade < 60a; portadores de FA permanente com FC descomp de considerável
gravidade a qual motivasse encaminhamento ao PS. Resultados: 52 pactes foram
acompanhados prospectivamente de ago/11 a maio/12, sendo 42,3% mulheres (22) e
57,7% de homens (30). A idade variou de 60 anos a 96 anos, com idade média de 82
anos. Foram encontrados 44,2% dos pacientes em uso de ACO. No sub-grupo que já
apresentava histórico de AVC (48,8%), a ACO foi visto em 75%. O AAS foi encontrado
em 26,9% e 7,69% em uso de clopidogrel. Entre os fármacos usados para controle
da FC, os betabloq foram os mais comumente prescritos (48,8%), acompanhados
da amiodarona (20%) e do digital (11,1%). Os pcts foram submetidos a pontuação
em dois escores: um de indicação a anticoagulação oral (CHA2DS2-VASC) e outro
decontra indicação para a anticoagulação (HASBLED). Em nosso estudo, a pontuação
média encontrada nos dois escores (CHA2DS2-VASC e HASBLED) foi de 4,2 e 1,53
respectivamente. Entre os pacientes não anticoagulados, as pontuações foram de 3,8
e 1,48 respect. No grupo que recebia ACO, a indicação pelo escore de CHA2DS2-VASC
se torna ainda maior, com valor médio de 4,6. Ainda nesse grupo, o escore de HASBLED
teve valor médio de 1,6. Entre os pacientes que já tinham histórico de AVC, encontramos
uma pontuação média encontrada nos dois escores (CHA2DS2-VASC e HASBLED)
foi de 5,58 e 2,0 respectivamente. Conclusão: O escore de CHA2DS2-VASC é uma
ferramenta importante ao médico que transmite segura na conduta de iniciar a terapia
de ACO. Entretanto, esse estudo traz a evidência de que a maior parte dos médicos
ainda tem receio em anticoagular seus pctes, a despeito da indicação formal pelos
guidelines, mesmo com um Escore de Risco de Sangramento (HASBLED) baixo.
Resumos Temas Livres
29104
Relação entre indicadores de obesidade e pressão arterial em indivíduos com
insuficiência cardíaca
ALINE MARCADENTI, VÂNIA AMES SCHOMMER, ESTEFANIA INEZ WITTKE,
ANDRE LUIS CAMARA GALVAO, CAMILA WESCHENFELDER, ROMULO DA
SILVA SCHUDIKIN, KAREN LEMOS, JULIO R VIEGAS, JUVENAL SOARES DIAS
DA COSTA e AIRTON TETELBOM STEIN.
Hospital Nossa Senhora da Conceição, Porto Alegre, RS, BRASIL - Universidade
Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Porto Alegre, RS, BRASIL Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Objetivo: Avaliar associação entre indicadores de obesidade, pressão arterial
sistólica e diastólica em indivíduos com insuficiência cardíaca. Métodos: Estudo
transversal entre indivíduos maiores de 18 anos de ambos os sexos. Foram aferidas
circunferência do pescoço, pressão arterial e níveis séricos de triglicerídeos, para
determinação da cintura hipertrigliceridêmica. Calculou-se razão cintura-quadril
(RCQ) e índice de massa corporal (IMC). Os dados foram expressos em média±DP
ou percentual. Foram usados os testes de ANOVA, ANCOVA, correlação de
Pearson e regressão linear múltipla. Resultados: 60 participantes foram incluídos:
idade 62,8 ±11,5 anos, 61,7% homens, 36,7% apresentavam EWET (cintura
hipertrigliceridêmica) e 78,3% diagnóstico médico prévio de HAS. Entre os homens
Texto de PAS com e Texto
Texto
Textoe PAD
as médias
sem EWET foram
(121,3±16,4 vs.Texto
119,9±20,1 P=0,9)
Texto
Texto
Texto
(77,5±12,8
vs. 70,5±11,3Texto
P=0,2) e entre as
mulheres com Texto
e sem EWET (128,0±15,6
Texto
Texto
vs. Texto
117,8±21,1 P=0,2) e Texto
PAD (79,1±7,0 vs
68,9±7,8 P=0,007).
No sexo Texto
masculino
Texto
Texto
Texto
observou-se
uma correlação
entre PAS eTexto
CC (r=0,39, P=0,04)
e entre asTexto
mulheres
Texto
Texto
Texto
correlação
significativa entre
PAD e CCTexto
(r=0,54, P=0,01),
CP (r=0,54, Texto
P=0,01) e
Texto
Texto
Texto
Texto
Texto
IMC (r=0,50, P=0,02). Após ajustes para idade a média de PAD permaneceu maior
Texto
Texto
Texto
Texto
Texto
entre as mulheres com EWET (P =0,01), e houve associação entre PAD e CC
Texto
Texto
Texto
Texto
Texto
(β=0,35, EP=0,1, P= 0,02), CP (β =1,32, EP=0,5, P= 0,02) e IMC (β =0,49, EP=0,2
Texto
Texto
Texto
Texto
Texto
P= 0,03) entre as mulheres e PAS e CC entre os homens (β =0,47, EP=0,2, P= 0,04).
Conclusão: Existe uma associação direta entre CC, CP, IMC e PAD em mulheres
com EWET e CC e PAS em homens.
29105
Câncer de Mama: depressão e medo da morte
CLAUDIA ADRIANA FACCO LUFIEGO.
PUC RS, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Objetivo: Avaliar os sentimentos despertados em mulheres com câncer de mama
e o papel do psicólogo no processo do adoecer. O câncer de mama no Brasil, é a
segunda maior causa de óbito entre as mulheres e afeta o estado emocional da
paciente e de sua família. Métodos: O estudo avaliou 20 mulheres, com idade
entre 40 e 80 anos, que tiveram diagnóstico de câncer de mama e que foram
mastectomizadas. A aplicação dos testes se deu durante as entrevistas com a
psicóloga, respeitando o setting terapêutico e ocorreram em um hospital universitário.
Foram utilizadas: Escala de Auto Estima de Rosenberg e as Escalas de Beck (BDI,
BAI). Resultados: Os escores obtidos para a aplicação do BDI (Inventário Beck
de Depressão) mostram que: 40% das mulheres apresentaram níveis mínimos
de depressão; 35% níveis leves e 25% depressão em grau moderado. Nenhuma
paciente obteve escore para qualificar como depressão em nível Grave. Os
resultados do BAI mostraram os seguintes escores: 25% das mulheres com níveis
mínimos de ansiedade; 40% nível leve; 25% níveis moderados e 10% com níveis
altos de ansiedade (Grave). Os resultados da Escala de Auto Estima de Rosenberg
mostrou que 20% das mulheres tiveram uma sensível mudança em sua auto estima
e 80% evidenciaram uma redução mais acentuada em seu nível de auto estima.
Conclusão: Os resultados confirmam o que outras pesquisas já evidenciaram: de
que a depressão e a ansiedade são os transtornos psicológicos mais prevalentes em
mulheres com câncer de mama. O diagnóstico está correlacionado simbolicamente
a “sentença de morte” ou “perda de algo”. Os sentimentos despertados são: medo
da morte e da dor, angústia, ansiedade, depressão, raiva, assim como sintomas
físicos: fadiga, problemas de sono, alterações na imagem corporal e redução da
libido. O suporte psicológico auxilia no enfrentamento dos problemas e reajustamento
psicossocial. Porém, mais pesquisas são necessárias para comprovar a importância
da Psiconcologia para a melhoria da qualidade de vida da paciente e sua família.
29129
29282
Efetividade e complicações da anticoagulação oral (ACO) com varfarina em
octogenários portadores de fibrilação atrial (FA) não valvular
Suplementação com óleo de linhaça na melhora do perfil lipídico em idosos
ANGELA TERESA BACELAR ALBUQUERQUE BAMPI, CLAUDIA CRISTIANY
GARCIA LOPES, MARCELO EIDI OCHIAI, AMANDA FUJII GELD, JOAO BATISTA
C. C. SERRO AZUL, NEUZA LOPES, HUMBERTO PIERRI, LUIZ FERNANDO
ESCOBAR GUZMAN e LÍVIA PERES HUCK.
InCor - HCFMUSP, São Paulo, BRASIL.
Fundamento: Nos pacientes sob ACO, uma forte correlação entre altos valores de
TTR (time in therapeutic range) e redução de complicações como hemorragias e
tromboses foi demonstrada. Este estudo analisa essa correlação em octogenários
portadores de FA não-valvular. Materiais e Métodos: Os registros de 171 idosos
entre os anos de 2010 e 2011 foram revisados; dados adicionais foram adquiridos por
entrevista telefônica. Os valores do tempo de protrombina (TP) e razão normalizada
internacional (INR) foram avaliados. A idade média foi 84 (+/-3,26) anos e 70,76%
são mulheres. A principal indicação para tratamento com varfarina foi FA (78,36%),
totalizando 134 pacientes. O TTR de pacientes com FA não valvular foi calculado
pelo método de secção transversal. Resultados: O valor médio INR foi de 2,2 (+ /
-0,93). O TTR de pacientes com FA com INR 2-3 (n = 84) foi 61,12%. Complicações
ocorreram em 39 pacientes (22,80%). Entre esses, sangramentos menores foram
os mais comuns (61,53%). Sangramentos maiores aconteceram em 2 pacientes
(5,12%), porém sem gravidade. Eventos tromboembólicos atingiram 13 pacientes
(33,3%) culminando em 5 óbitos, dos quais 3 estavam com INR terapêutico. O total
de mortes foi 34; 73,52% por causas gerais e 26,47% por doenças cardiovasculares.
Não houveram mortes por intoxicação cumarina. Conclusão: O TTR dos
octogenarios desse estudo ficou abaixo de indices americanos e europeus, porém
correlacionado com baixos indices de complicações graves e ausência de desfechos
fatais por sangramentos. A terapia anticoagulante com warfarina, sob monitoramento
continuo, continua sendo indicada e pode ser considerada segura em octogenarios.
CELIA CRISTINA DIOGO FERREIRA, ANA PAULA ALVES AVELINO, CAMILLA
CHRISTINE PENHA DE SOUZA, JULIANA CHAVES BARBOSA, MAYARA DE
PAULA MIRANDA, GLAUCIA MARIA MORAES OLIVEIRA e GLORIMAR ROSA.
Programa de Pós-graduação em Medicina - Cardiologia - UFRJ, Rio de Janeiro, RJ,
BRASIL - Instituto de Nutrição Josué de Castro - UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, BRASIL.
Fundamento: O óleo de linhaça tem sido investigado como uma fonte rica de
ácidos graxos poliinsaturados da série n-3, que atuam principalmente na obtenção
de perfil lipídico não aterogênico. Nossa hipótese é que a orientação nutricional
aliada a suplementação do óleo de linhaça promoveria melhora no perfil lipídico.
Objetivo: O objetivo deste estudo foi investigar o efeito da suplementação com óleo
de linhaça associado à orientações nutricionais, na melhora do perfil lipídico em
idosos. Métodos: Foi realizado um ensaio clínico, duplo-cego, placebo controlado,
com 110 idosos randomizados em 2 grupos: placebo (GP) e óleo de linhaça (GL),
suplementado com 3g de óleo de linhaça, ambos os grupos receberam orientações
nutricionais e foram suplementados durante 90 dias, com encontros quinzenais
para acompanhamento nutricional e análise do recordatório 24 horas, com coleta
de sangue mensal para as análises bioquímicas. Resultados: Foi observado em
ambos os grupos, redução das concentrações de colesterol total GP (215±42,6 e
Δ=28,5±32,9; p<0,001) e GL (217±30,4 e Δ=30,7±27,1; p<0,001), LDL-colesterol
GP (139±36,6 e Δ=21,7±26; p<0,001) e GL (138±22,5 e Δ=32,57±31,9; p<0,001), e
triglicerídeos GP (170±67,6 e Δ=35,2±57,9; p<0,001) e GL (184±68,4 e Δ=32,57±31,9;
p<0,001), porém apenas o GL apresentou aumento nas concentrações de HDL-c,
após os 90 dias de suplementação (41,2±8,2 e Δ=8,8±7,2; p<0,001). Conclusão:
Os resultados sugerem que a intervenção nutricional foi eficiente, mas o óleo de
linhaça destacou-se no aumento das concentrações de HDL-c. Além disso, as
concentrações das lipoproteínas atingiram os valores de normalidade preconizados
pelas Diretrizes brasileiras.
Arq Bras Cardiol 2012: 99(5 supl.1)1-9
2
Resumos Temas Livres
29283
29385
Função cognitiva de idosos: impacto da suplementação com óleo de linhaça
e fatores associados
Protocolo alternativo utilizando cicloergômetro na fase hospitalar da
reabilitação de cirurgia de revascularização do miocárdio
CELIA CRISTINA DIOGO FERREIRA, ANA PAULA ALVES AVELINO, CAMILLA
CHRISTINE PENHA DE SOUZA, JULIANA CHAVES BARBOSA, FERNANDA
BASTOS DE OLIVEIRA, RAFAELA DE AZEVEDO SILVEIRA RANGEL, GLAUCIA
MARIA MORAES OLIVEIRA e GLORIMAR ROSA.
MARGARETE DIPRAT TREVISAN, DIENE GOMES COLVARA LOPES, VANICE
HOHEMBERGER DE OLIVEIRA, FABRÍCIO EDLER MACAGNAN, CLARISSA
BLATTNER e ADRIANA KESSELER.
Programa de Pós-graduação em Medicina - Cardiologia - UFRJ, Rio de Janeiro, RJ,
BRASIL - Instituto de Nutrição Josué de Castro - UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, BRASIL.
Fundamento: A população de idosos vem crescendo em ritmo acelerado nas últimas
décadas aumentando a prevalência de problemas relacionados ao envelhecimento,
como o transtorno cognitivo, sendo importante investigar fatores que auxiliem na
prevenção deste. Objetivo: Avaliar o efeito da suplementação com óleo de linhaça
associado a orientações nutricionais na melhora do transtorno cognitivo em idosos.
Métodos: Foi realizado um ensaio clínico, duplo-cego, placebo controlado, com
110 idosos randomizados em 2 grupos: placebo (GP) e óleo de linhaça (GL),
suplementado com 3g de óleo de linhaça, ambos os grupos receberam orientações
nutricionais e foram suplementados durante 90 dias, com encontros quinzenais
para acompanhamento nutricional e análise do recordatório 24 horas, com
coleta de sangue mensal para as análises bioquímicas. O transtorno cognitivo foi
avaliado por meio do Mini-Exame do Estado Mental (MEEM), no início e ao final da
intervenção. Os dados foram analisados com programa SPSS 17,0, empregando
os testes: Shapiro-Wilk, Qui-quadrado, Wilcoxon, Mann Whitney e regressão
linear múltipla. Considerou-se 5% de significância estatística. Resultados: Foram
analisados os fatores associados com o déficit cognitivo (concentrações de folato,
cobalamina e homocisteína, escolaridade, pressão arterial, prática de atividade
física e suplementação), e somente o emprego do óleo de linhaça (β=-2,7, p<0,001)
e o exercício físico (β=2,3, p<0,001) se associaram de forma dependente com a
melhora da pontuação no MEEM. Conclusão: Esses resultados sugerem que a
suplementação com o óleo de linhaça 3g/90 dias foi eficaz na melhora da cognição
e o aumento foi ainda maior nos praticantes de atividade física.
Fundamento: Com o envelhecimento, a prevalência de doenças crônicodegenerativas aumenta principalmente as doenças cardiovasculares (DCV). Apesar
das ações preventivas a cardiopatia isquêmica continua elevando o número de
cirurgia de revascularização do miocárdio (CRM) e a demanda de reabilitação.
Objetivo: Avaliar a influência do cicloergômetro sobre a distância máxima percorrida
(DMP) no teste de caminhada de seis minutos (TC6) no pós-operatório (PO) de
CRM. Métodos: Ensaio clínico randomizado, controlado e cego para a avaliação
do TC6. Quinze pacientes submetidos à CRM foram divididos em grupo protocolo
padrão (PP, 6 pacientes) e protocolo alternativo (PA, 9 pacientes), sendo que, no
PA a caminhada no corredor foi substituída por 15-20 minutos no cicloergômetro. O
TC6 foi realizado no 3° dia de PO e no dia da alta hospitalar. A variação na DMP foi
comparada através da ANOVA de duas via para um fator de repetição. Resultados:
A análise multivariada mostrou significativa interação (p=0,026) entre os fatores
grupo (PP vs PA) e situação (Pré vs Pós-teste). A DMP aumentou significativamente
(p=0,001) apenas no PA (48%). Inicialmente a DMP foi de 224±53 metros no PP
e de 227±58 metros no PA, na alta hospitalar a DMP passou para 248±74 metros
e 325±73. Na comparação final a DMP foi 31% maior no PA (p = 0,04) quando
comparado ao PP. Conclusão: O aumento significativo da DMP observado no PA
demonstra que o uso do cicloergômetro na fase hospitalar pode ser considerado
uma ferramenta fisioterapêutica importante na reabilitação das limitações físicas
envolvidas no pós-operatório de CRM.
29658
29667
Idosos imunizados contra o pneumococo portadores de doença crônica
internados em hospital geral em RECIFE-PE
Prevalência de complicações após intervenção coronária percutânea com
stent em idosos
MARCIANA CRISTINA BATISTA DA SILVA e MARCIA CRISTINA AMÉLIA DA SILVA.
FRANCISCO JESUS ALONSO CRUZ, FERNANDO CAMPELO NOGUEIRA,
MARCIA CRISTINA AMÉLIA DA SILVA e NELSON ANTONIO MOURA DE ARAUJO.
Hospital Geral Otávio de Freitas, Recife, PE, BRASIL.
Fundamento: Em idosos portadores de doenças crônicas, a vacina contra o
pneumococo reduz em 60% a 70% a forma invasiva da infecção por este agente e em
até 18% as formas resistentes ao tratamento. Idosos com cardiopatia habitualmente
tem múltiplas comorbidades, o que o inclui entre os pacientes com indicação formal
para vacinação. Contudo, os dados sobre a aderencia a esta normatização nos
idosos são poucos. Pacientes e Métodos: Estudo do tipo descritivo, transversal,
que incluiu pacientes com 60 anos ou mais, internados em Hospital Geral Público
Estadual da cidade do Recife, Pernambuco, Brasil, durante o mês de fevereiro de
2008, após aprovação do comitê de ética em pesquisa deste serviço. O objetivo
foi descrever o perfil dos pacientes idosos internados neste serviço e a taxa de
vacinação entre estes. Resultados: Foram incluídos 39 pacientes, após assinatura
do termo de consentimento livre e esclarecido pelo paciente ou responsável.
Destes, 20 (51,3 %) eram do sexo feminino e a média de idade foi de 68,67 (±7,38
anos). As comorbidades mais frequentes foram Neoplasia Pulmonar (10/ 25,64%),
Diabetes Mellitos (6/15,38%), Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (5/12,82%) e
Cirrose Hepática (4/10,25%). As causas de internamento mais comuns foram as
respiratórias em 15 (38,4%). Contudo, houve 11 (28,2%) com sintomas respiratórios
associados a outras causas de internamentos. Dentre os entrevistado, 1 (2,5%)
havia recebido a vacina e os outros 38 (97,48%) desconheciam a sua indicação.
Conclusão: A frequência de vacinação contra Pneumococo na amostra estudada
é muito baixa, apesar do perfil de alto risco dos pacientes. Considerações Finais:
Avaliar a situação vacinal do idoso deve ser uma rotina a cada consulta, devendo o
cardiologista conhecer a população-alvo da vacina contra Pneumococo e encaminhála ao centro de referência de imunobiológicos especiais para recebê-la. Esta ação
pode ser responsável por redução da mortalidade por pneumonia pneumocócica e
do número de internamentos destes pacientes.
3
Hospital São Lucas PUCRS, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Arq Bras Cardiol 2012: 99(5 supl.1)1-9
Unicordis Urgências Cardiológicas, Recife, PE, BRASIL.
Fundamento: Complicações após intervenção coronária percutânea (ICP) alerta
o intervencionista e a instituição para um problema e permite a construção de
soluções adequadas. Objetivo: Conhecer a prevalência das principais complicações
intra-hospitalares de pacientes submetidos à ICP em hospital particular do Recife.
Métodos: Estudo descritivo, retrospectivo, que incluiu pacientes submetidos à ICP no
período de junho de 2009 a maio de 2010, de ambos os sexos, eletivos, de urgência
(após 24 horas da admissão) ou de emergência (até 24 horas da admissão). Os
prontuários com informações incompletas foram excluídos. As variáveis analisadas
foram idade, sexo, raça, fatores de risco clássicos para DAC, momento de realização
do procedimento, local de acesso, tipo de técnica de punção, tipo de stent implantado,
duração do procedimento e tempo de retirada do introdutor. Resultados: De um
total de 199 pacientes submetidos a ICP, foram excluídos 47 (23,62%) pacientes por
dados incompletos nos prontuários. Os 152 pacientes restantes foram incluídos no
estudo e tiveram uma média de idade de 63,9 ± 12,4 anos, 104 (68,4%) foram do sexo
masculino e 101 (66,4%) tiveram SCA com ou sem supra de ST como diagnóstico
de entrada. Houve 21 (13,82%) complicações intra-hospitalares, predominando
nos portadores de doença arterial obstrutiva periférica (DAOP), diabéticos (DM) e
dislipidêmicos (DLP) e foram assim distribuídas: formação de hematoma no local
de punção em 08 casos (5,26%) e 03 (1,97%) casos de sangramento no sítio de
punção, dissecção coronariana e embolia intra-coronariana com oclusão de subramo respectivamente. Os casos de acidente vascular cerebral isquêmico, choque
cardiogênico, arritmia do tipo fibrilação ventricular e infarto agudo do miocárdio sem
supra de ST totalizaram 04 casos. Conclusão: A prevalência das complicações foi
13,82% predominando as complicações vasculares menores. Não ocorreram casos
de infarto agudo do miocárdio com supra de ST, insuficiência renal e necessidade
de cirurgia de revascularização miocárdica de urgência. Complicações graves
ocorreram com maior frequência durante procedimentos de urgência, em portadores
de DAOP, DM e DLP.
Resumos Temas Livres
29673
Análise de pacientes idosos coronariopatas quanto a internação hospitalar
RAFAEL SOUZA DA SILVA, VANESSA MORAES ASSALIM, RITA PITA DE MORAES,
GISLAINE MARA DE OLIVEIRA PACHECO, LENORA MARIA DE BARROS E SILVA,
WILSON JOSE DE SALES e CAROLINNE ATTA FARIAS.
Prevent Senior, São Paulo, SP, BRASIL.
29704
Monitorização ativa do INR em anti coagulação crônica com antagonista da
vitamina K – da estratégia a eficácia
RAFAEL SOUZA DA SILVA, VANESSA MORAES ASSALIM, RITA PITA DE MORAES,
GISLAINE MARA DE OLIVEIRA PACHECO, LENORA MARIA DE BARROS E SILVA,
WILSON JOSE DE SALES e CAROLINNE ATTA FARIAS.
Prevent Senior, São Paulo, SP, BRASIL.
Fundamento: DAC é a maior causa de internação hospitalar, independente da faixa etária. Na
população idosa, a presença de coronariopatia obstrutiva é uma comorbidade bastante prevalente, o
que aumenta as chances de internação, retardo na alta hospitalar e morte intra-hospitalar. Objetivo:
O presente estudo traz uma avaliação de dados estatísticos de pacientes idosos submetidos à
internação hospitalar por qualquer causa, num período de 12 meses, e avaliados pós alta (30 dias).
Materiais e Métodos: Estudo retrospectivo observacional, de corte transversal, em pacientes idosos
com id > 65 anos, sabidamente portadores de DAC, e que estiveram internados no período de jul
2011 a jul 2012. Os dados foram coletados através de análise sistemática dos prontuários médicos.
Fatores de inclusão: idosos com DAC, internados por qualquer causa. Fatores de exclusão: pacts
com idade < 65 anos nao portadores de DAC; não submetidos à internação hospitalar ou internados
em período maior que 12 meses (julho de 2011 a julho de 2012). Foram exclusos ainda os óbitos
intra-hospitalares. Resultados: N=758, sendo a maioria do sexo feminino (57,2% vs. 42,8%). A
idade variou de 65 anos a 106 anos. As coronariopatias foram: tto clínico: 36,3%; tto percutâneo:
28,7% e CRM: 35% (vide gráfico 1). A análise laboratorial prévio a internação revelou que 77,1%
dos pctes não apresentavam o nível de LDL-c dentro das metas < 70, a despeito do uso de estatina
(65,6%). A DM foi prevalente em 40,3% e o uso de AAS foi de 64,8%. A FA foi encontrado em
27,6%. A causa mais comum de internação instab. da DAC (70,8%). Para o cálculo de taxa de
internação, os pacientes foram divididos em quatro grupos, de acordo com a faixa etária: grupo de
65-74 (Grupo 1), de 75-79 (Grupo 2), de 80-84 (Grupo 3) e > 85 (Grupo 4), sendo que cada grupo
apresentava o seguinte número de pacientes: Grupo 1 = 345 pcts, Grupo 2 = 154 pcts, Grupo 3
= 148 pcts, Grupo 4 (> 85 anos) = 111 pcts. A taxa de internação nos quatro grupos foi de: 1,48;
1,68; 2,13 e 1,77 internações por ano respect. Conclusão: DAC continua sendo a maior entidade
patológica de risco de morte e internação para o idoso. O prolongado período de internação do
idoso advém de cofatores que agregam maior pior prognóstico a esta população.
Fundamento: Monitorização do INR se fazem indispensável. Objetivo: Avaliar a eficácia
do serviço de Monitoramento na Terapia ACO. Materiais e Métodos: Pcts em uso de ACO,
divididos em dois grupos: Grupo de controle periódico de INR a critério médico, aqui chamado
como Grupo 1; grupo de pts em uso de ACO e com controle através da COLMÉIA, chamado
de Grupo 2. Fatores de inclusão: pacientes idosos, em uso de ACO com ant da vit K, c/ ou s/
internação. Fatores de exclusão: pcts em ACO q n fosse ant da vit K; pcts com período > 6m s/
acomp de INR. Resultados: Avaliamos 80 pcts em uso de ACO de jan 12 a jun12. As patologias:
FA (78,7%), TVP (15,1%) e TEP (6,2%). Foram divididos em dois grupos (40 pacientes – Grupo
1; 40 ptes – Grupo 2). Duas variantes foram avaliadas e comparadas entre os dois grupos:
variação do valor de INR e tempo (em dias) de permanência dos pcts fora do alvo. Padronizou-se
que variações de 0,2 pontos a partir do valor considerado alvo como aceitável para ambos os
grupos. O cálculo de dias fora do valor almejado foi obtido pelo ponto médio entre o valor de
INR fora da faixa-alvo e o último exame de INR dentro da normalidade. No Grupo 1, o número
de dias com INR fora da meta almejada foi de 2.832,6 dias (que representa 39% do tempo
total avaliado ou 11,8 dias por mês para cada paciente deste grupo), enquanto que o Grupo 2
foi de 1146 dias (15,9% do tempo total avaliado ou 4,4 dias por mês para cada paciente deste
grupo). Quanto a variação de INR, o gráfico abaixo demonstra que menor variação entre os
pacientes do Grupo controle, quando comparados ao pacientes do grupo standard. Conclusão:
O presente estudo demonstra que a monitorização e consequente intervenção ativa no controle
da ACO demonstra melhores resultados quando comparados aos resultados do tratamento
convencional. Considerando que o estudo foi realizado em uma população de idosos, isso pode
fazer a diferença na prevenção de complicações e de internações ocasionadas pelo uso de ACO.
29705
29707
Influência da renda na frequência de polifarmácia entre idosos hipertensos
A doença arterial coronariana como um determinante de desigualdade na
auto-percepção do estado de saúde em pacientes idosos
ANA CAROLINE MACÊDO DE FARIAS POSSÍDIO, MARCOS VINICIUS FERRAZ
DE LUCENA, RENATA AQUINO COELHO DE MACEDO, HUGHETTE CARMEM
MELO TORRES GALINDO, MIRIAM CRISTIANA CAMPOS TORRES NUNES e
MARCIA CRISTINA AMÉLIA DA SILVA.
RAFAEL SOUZA DA SILVA, CAROLINNE ATTA FARIAS, VANESSA MORAES
ASSALIM, WILSON JOSE DE SALES, LENORA MARIA DE BARROS E SILVA, RITA
PITA DE MORAES e GISLAINE MARA DE OLIVEIRA PACHECO.
Faculdade de Ciências Médicas de PE, Recife, PE, BRASIL.
Prevent Senior, São Paulo, SP, BRASIL.
Fundamento: O acesso á medicação e aos serviços de saúde é renda-dependente,
o que pode interferir na frequência de polifarmácia entre os idosos hipertensos.
Objetivo: Conhecer a influência da renda na frequência de polifarmácia entre idosos
hipertensos atendidos em unidades de saúde na região metropolitana do Recife, PE,
Brasil. Métodos: Estudo observacional, descritivo, realizado em unidades de saúde
na região metropolitana do Recife, no período de julho a setembro/2010. Incluiu 370
pacientes, ambos os sexos, hipertensos, ≥ 65 anos, 50,54% no serviço público e
49,46% no privado. Foi considerado polifarmácia o uso de 2 ou mais medicamentos
por 90 dias ou mais, sendo classificada como maior, se ≥ 5 medicamentos e menor,
se uso de 2 a 4. Resultados: 347 (93,78%) pacientes apresentaram pelo menos uma
comorbidade, sendo as mais frequentes: Sedentarismo (60%), Dislipidemia (46,22%) e
Obesidade (33,24%). Estavam em tratamento medicamentoso 345 (93,24%) pacientes.
A polifarmácia foi encontrada em 74,86% dos atendidos no serviço público e 78,69% no
privado, sendo (66,84%) e (50,82%) classificados como polifarmácia menor e (8,02%)
e (27,87%) como polifarmácia maior, respectivamente. Entre os idosos atendidos
no serviço público 87,16% referiram renda per capita de até um salário mínimo. Ao
contrário daqueles atendidos no serviço privado, que tiveram renda per capita de
mais de um salário mínimo em 75,96%. Entretanto, não houve diferença, significativa
estatisticamente, entre a ocorrência ou não de polifarmácia entre os estratos de
renda. Entre os pacientes com polifarmácia, aqueles com maior renda per capita,
apresentaram uma frequência mais elevada de polifarmácia maior (cinco ou mais
medicações por dia) do que pacientes com menor renda, diferença esta significante
estatisticamente (p < 0,05). Conclusão: Polifarmácia foi igualmente frequente entre
idosos hipertensos portadores de múltiplas comorbidades (76,75%), independente da
renda per capta. Contudo, a polifarmácia maior foi mais frequente nos pacientes com
maior renda per capita (p< 0,05). Nesses pacientes, atenção maior deve ser dada
ao risco de efeitos colaterais e interação medicamentosa, mais comum entre idosos
usando múltiplas medicações.
Objetivo: Comp diferentes percepções entre 2 pop:idosos c/ e s/ DAC. Materiais e
Métodos: Idosos > 65a, 2grupos: c/ e s/ DAC. Foram submetidos a estrat de risco de
internação pela Escala de Boult, e, observando as respostas qto ao questionamento da
auto percepção a saúde, estabeleceu-se os resultados. Fat de inclusão: idosos > 65a,
c/ capazes de responder escala de Boult. Fatores de exclusão: pcts < 65a; incapazes
de responder a Boult. Resul: período de jul 11 a jul12, foram coletados dados de 1578
pacientes, com idade entre 65 a 106 anos, divididos em 2 grupos: Grupo A (c/ DAC) e
Grupo B (desconhecem DAC) com n= 758 e 820 respect. Em todos os pcts foi aplicado
a E de Boult que tem por finalidade avaliar fatores de risco como sendo indicadores de
intern hospitalar. São eles: auto-percepção do estado de saúde, número de pernoite
hospitalar e número de visitas médicas nos últimos 12 meses, DM, dç cardiaca, sexo,
presença de cuidador e faixa etária. P/ a analise das respostas obtidas, os pcts dos 2
grupos foram comparados nos mesmo grupos etários. Baseado na análise da 1questão
de Boult (“Em geral, como você define seu estado de saúde?”) e suas 5 possíveis
respostas (“Ruim”, “Médio”, “Boa”, “Muito Boa” e “Excelente”). Resultados: Consideram
seu estado de saúde dito “Ruim” 11,3% dos pcts do Grupo A, versus 10,5% do grupo
B. Consideram seu estado de saúde dito “Médio” 39,8% dos pcts do Grupo A, versus
30,6% do grupo B. Consideram seu estado de saúde dito “Boa” 36,5% dos pcts do
Grupo A, versus 43,7% do grupo B. Consideram seu estado de saúde dito “Muito boa”
8,8% dos pcts do Grupo A, versus 10,9% do grupo B. Consideram seu estado de saúde
dito “excelente” 3,5% dos pacientes do Grupo A, versus 4,4% do grupo B. Em ambos
os grupos, houve uma pior percepção do estado de saúde entre as mulheres qdo
comparado com os homens (Grupo A 65,2% vs. 34,8% e Grupo B 73,7% vs. 26,3%).
Conclusão: A auto percepção do estado de saúde qualificadas como NEGATIVAS
(“ruim” e “média”) são mais prevalentes entre os coronariopatas, enquanto que as
POSITIVAS (“boa”, “muito boa” e “excelente”) são mais prevalentes entre os sem DAC.
Entre os sexos, as piores percepções sao femininas, enquanto as melhores sao masc.
Arq Bras Cardiol 2012: 99(5 supl.1)1-9
4
Resumos Temas Livres
29713
Nefropatia induzida por contraste pós cineangiocoronariografia em idosos
Exercício físico e prevenção secundária em idosos institucionalizados
DEBORAH COSTA LIMA DE ARAUJO e MARCIA CRISTINA AMÉLIA DA SILVA.
FERNANDO BEHLING, FATIMA FERRETTI TOMBINI, SIPIONI PEDRO BISOLO
ALLIEVI e MAURICIO JACOBY.
FUNCORDIS, Recife, PE, BRASIL.
Fundamento: Nefropatia induzida por contraste (NIC) é uma das complicações
mais frequentes após o uso de contraste iodado nos idosos e têm sido relacionada
a aumento de mortalidade. Objetivo: Este estudo teve por objetivo conhecer a
frequência e a mortalidade relacionada à NIC em idosos após realização de CATE em
hospital terciário, privado, de cardiologia, na cidade de Recife, PE, Brasil. Métodos:
Estudo retrospectivo, que incluiu pacientes acima de 65 anos internados no ano de
2011 submetidos a CATE ou angioplastia, após aprovação pelo CEP. Resultados:
De janeiro a dezembro de 2011 foram realizados 550 exames de cineangio ou
angioplastia coronariana no serviço, sendo 250 em maiores de 65 anos, porém
foram incluídos para análise apenas 156 pacientes por dados incompletos nos
prontuários dos restantes.Os procedimentos foram indicados principalmente no
contexto de SCASST, sendo 55% do sexo masculino, com mediana da idade de 73
anos (±7,0 anos; 65-95anos), HAS (90,44%), com IRC previa (44,23%) e Diabetes
mellitus (38,22%). Noventa por cento fez algum tipo de prevenção de nefropatia
por contraste,62% representada por N-Acetilcisteína e SF 0,9%. A frequência de
IRA variou de 4,9% a 10,8%, conforme o critério diagnóstico utilizado (elevação
da creatinina basal em 50% ou elevações maiores ou iguais a 25%). O grupo que
desenvolveu IRA era constituído principalmente por mulheres (2:1) e teve média de
idade mais elevada que o grupo sem IRA. Todos foram tratados conservadoramente,
recuperando os níveis prévios de creatinina em 50% dos casos no 5º dia após o
procedimento. A mortalidade foi maior no grupo com IRA (11%) do que no grupo
sem IRA (0%), que também aumentou permanência hospitalar (mediana de 15 x 6
dias, respectivamente com e sem IRA). Conclusão: A frequência de nefropatia por
contraste variou de 4,9% a 10,8%, conforme o critério diagnóstico utilizado. São
de maior risco as mulheres, com idade acima de 80 anos, HAS, DLP, DAC prévia
e portadores de IRC prévia. Houve menor ocorrência de nefropatia por contraste
entre os pacientes que fizeram nefroproteção com solução de bicarbonato. Análise
estatística para comparação das médias e diferenças dos resultados serão realizadas
posteriormente,em busca de preditores maiores e menores de IRA por contraste
nesta população.
29724
Correlação entre marcadores lipídicos pró-aterogênicos e níveis plasmáticos
de óxido nítrico em idosos da Amazônia
ARAE RIGÃO DE OLIVEIRA, LUIZ FILIPE MACHADO GARCIA, EULER ESTEVES
RIBEIRO, RAFAEL NOAL MORESCO, MARTA MARIA MEDEIROS FRESCURA
DUARTE e IVANA BEATRICE MÂNICA DA CRUZ.
Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, RS, BRASIL - Universidade
Federal do Amazonas, AM, BRASIL.
Fundamento: O estresse oxidativo pode afetar na oxidação/nitração de
lipídeos plasmáticos, resultando em um elevado risco de aterogênese e doença
cardiovascular (DCV). Estudos têm sugerido associação entre níveis aumentados
de espécies reativas, como é o caso do óxido nítrico plasmático (ONp), com fatores
de risco cardiometabólicos. Objetivo: Analisar a correlação entre níveis plasmáticos
de ONp e marcadores bioquímicos de risco cardiovascular em uma população de
idosos ribeirinhos da Amazônia. Pacientes e Métodos: Foram analisadas 637 subamostras de idosos (homens = 295, mulheres = 342) do projeto Idoso da Floresta,
no município de Maués (AM), com idade média de 72,3 ±8,1 anos. Foram aplicadas
entrevistas (avaliação da história clínica e estilo de vida), avaliações antropométricas
e bioquímicas. Os níveis de ONp foram determinados por espectrofotometria. A
amostra total foi agrupada em 3 categorias, considerando os percentis 25, 50 e 75
dos níveis de ONp, que foram respectivamente: 14, 24 e 67 µg/mL. A seguir, os
fatores de risco cardiovascular e relato prévio de DCV foram comparados entre os
grupos. Resultados: Os idosos com ONp < 14 µg/mL apresentaram menores níveis
de LDL e maiores níveis de HDL que os demais. Esta associação foi independente
do sexo, idade, uso de medicamentos e morbidades prévias. Não foi observada
associação entre os níveis de ONp com hipertensão, diabetes, DCV prévia e
obesidade. Conclusão: Os resultados indicam uma correlação entre os níveis
de ONp com marcadores lipídicos associados a aterosclerose (LDL-colesterol e
HDL-colesterol). Estes resultados corroboram com estudos prévios que também
encontraram resultados semelhantes.
5
29714
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Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ, Chapecó,
SC, BRASIL.
Fundamento: A disciplina de Fisioterapia na Promoção da Saúde II promove
a participação de acadêmicos em projetos de intervenção com idosos
institucionalizados no município de Chapecó-SC. As ações devem ter por objetivo
promover a saúde e prevenir enfermidades nesse grupo. Sabendo que os benefícios
do exercício físico são tanto fisiológicos como psíquicos e sociais e, que refletem
positivamente na qualidade de vida, optou-se por esta estratégia como elemento
central das intervenções. Objetivo: Os objetivos centram-se em relatar a experiência
de intervenções com exercícios físicos em idosos institucionalizados. Descrição
do caso: Foram realizadas 14 intervenções, durante 7 meses com duração
aproximada de 2h cada. Estas foram registradas em diários de campo e destas
foram selecionados quatro relatórios cujo tema envolvia a prática de exercícios e
atividades físicas e realizado análise de conteúdos destes para produzir este resumo.
Os participantes eram convidados a participarem por livre adesão e os exercícios
escolhidos visavam a melhoria e manutenção da flexibilidade, força muscular,
equilíbrio, coordenação e desempenho motor. Comentários: Foi observado que
os idosos aderiram bem às práticas e que o convívio e a sociabilidade no grupo
melhoraram com o desenvolvimento de atividades. Ainda, as ações desenvolveram
maior habilidade para a realização das atividades de vida diária bem como
diminuíram o risco de quedas e conseqüentes implicações. A prática de exercícios
físicos é importante para a manutenção da saúde em qualquer idade e de forma
especial à terceira idade pelas modificações que essa fase provoca. Essa experiência
permitiu aos estudantes explorar a prática de ações direcionadas prioritariamente
para a promoção da saúde e prevenção de enfermidades e contribuiu com uma
formação profissional mais sensível frente às necessidades de cada indivíduo.
TEMAS LIVRES - 26 e 27/10/2012
APRESENTAÇÃO POSTER
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Prevalência da Hipertensão Arterial Sistêmica em pacientes idosos longevos
Avaliação das características clínicas e dos desfechos na síndrome
coronariana aguda: papel da idade na ocorrência das complicações
RAFAEL SOUZA DA SILVA, CAROLINNE ATTA FARIAS, WILSON JOSE DE SALES
e LENORA MARIA DE BARROS E SILVA.
Nucleo de Prevenção Senior, São Paulo, SP, BRASIL.
Objetivo: Propõe-se uma avaliação da HAS em idosos longevos (idade ≥ 80a) e
seus diversos esquemas terapêuticos, correlações de HAS c/ outras comorbidades.
Materiais e Métodos: Est retrospectivo de corte transversal, em pctes idosos
longevos (idade ≥ 80 anos) atendidos em amb. A coleta de dados: análise sistemática
dos prontuários. Fat. de inclusão: idosos longevos (idade ≥ 80 anos). Fat.de exclusão:
pctes com idade < 80 anos. Resultados: Foram avaliados 1063 pctes de agosto/11
a maio/12, sendo 557 mulheres (52,3%) e 506 homens (47,7%). A idade: de 80
anos a 106 anos (idade média de 85,2 anos) sendo 82,5% de octagenários, 14% de
nonagenários e 3,5% decentenários. Haviam 69,5 % c/ HAS em tto medicamentoso,
sendo a comorb de maior prevalencia (2º - sobrepeso e obesidade: 48,2%; 3º-DLP:
34,9%; 4º - DM: 20%). Outras comorbidades: DAC (9,5%), FA (4,5%), sind demenciais
(7,2%) e o tabagismo (3,4%). Em relação a HAS, quando dividido por sexo, a HAS
foi mais prevalente no sexo feminino (67,5% vs 62,5%). Nos pacientes com histórico
de AVC, a HAS foi prevalente em 81,6%, (30,2% não estavam sob controle da PA).
Entre os diabéticos a prevalência foi de 84,9%. Qto ao tto, fármaco mais prescrito
foram os BRAs (28,1%), seguidos pelos IECAs (26,6%), diuréticos (18,5%), os
Betabloq (15,7%) e pelos BCCs (11,1%). Em terapia combinada: BRA com diurét
(21,9%), IECA + diurét (20,4%), BB+diurét (10,9%). Havia ainda 5,4% dos pctes
avaliados que não usavam anti hipert e não estavam na meta de PA. Foram ainda
encontrados 32,4% dos pacientes hipertensos que, a despeito do uso de anti hipert,
não se encontravam dentro da meta pressórica preconizada. Conclusão: Seguindo
uma tendência dos países desenvolvidos, o Brasil encontra-se em uma constante
mudança na pirâmide etária da população brasileira e projeções de crescimento da
população idosa. Os dados apresentados nos demonstram um panorama amplo
das comorbidades mais prevalentes nesta população, que, por dependerem de
tto medic. prolongado, tornam-se grandes grandes consumidores, sendo o grupo
etário de maior consumo de medicamentos e, portanto, movimentando ativamente
a economia de tal setor.
JESSICA CAROLINA MATOS D`ALMEIDA SANTOS, MARIO DE SEIXAS ROCHA,
MARCOS SILVA ARAUJO, ANTONIO MORAES DE AZEVEDO JUNIOR e MAURICIO
BATISTA NUNES.
Hospital Português, Salvador, BA, BRASIL - Escola Bahiana de Medicina e Saúde
Pública, Salvador, BA, BRASIL.
Fundamento: Os idosos representam uma população heterogênea, principalmente nos
extremos etários, em que há um maior predomínio de fatores de risco e comorbidades.
Segundo informações do IBGE a expectativa de vida aumentou de forma expressiva
nos últimos 20 anos no Brasil. A OMS considera idosos de 60-74 anos e anciãos
e velhice extrema aqueles com mais de 75 anos. Neste contexto surgem alguns
questionamentos. Os indivíduos mais jovens tem melhor prognóstico que os anciãos e
os com velhice extrema? Em que aspectos diferem do ponto vista clínico na ocorrência
da Síndrome Coronariana Aguda (SCA)? Objetivo: Avaliar as características clínicas
e desfechos cardiovasculares de idosos e comparar diferenças entre individuos mais
jovens e muito idosos (anciãos e velhice extrema). Métodos: Estudo longitudinal
constituído de idosos em seguimento hospitalar de hospital terciário, distribuído por
faixa etária em dois grupos: G1 – indivíduos mais jovens (< 75 anos) e G2 – muito
idosos (75 anos ou mais). Foram avaliados prospectivamente 206 pacientes admitidos
consecutivamente com SCA sem elevação de ST. Foram registrados dados clínicos,
demográficos, laboratoriais e desfechos ao longo do período de internamento. Os dados
foram avaliados e comparados. Resultados: A idade média foi de 69 ± 12 anos, e 51%
eram do sexo masculino. Setenta pacientes (34%) tinham idade ≥ 75 anos. Cerca de
3% dos pacientes foram a óbito. Os pacientes muito idosos apresentaram infarto agudo
do miocárdio sem SST (25,7 vs 41,4%; p=0,026) e disfunção renal (24,3 vs 58,6%;
p<0,001) com mais freqüência do que aqueles mais novos, entretanto apresentaram
obesidade (30,7 vs 18%; p=0,078) e doença cerebrovascular (9,6 vs 2,9%; p=0,094)
com menor freqüência. A presença da complicação fibrilação atrial aguda (2,9 vs 8,6%;
p=0,092) foi mais freqüente naqueles pacientes com idade ≥ 75 anos. Conclusão:
Observou-se que os muito idosos apresentam uma maior frequencia de condições
clínicas relevantes e de preditores associados com complicações na vigência da SCA.
29094
29098
Descrição da prevalência de síndrome metabólica em idosos atendidos pela
estratégia da saúde da família a partir de diferentes critérios diagnósticos e
sua associação com risco cardiovascular
Análise dos benefícios de um programa de atividade física em população de
idosos do Projeto AMI
CAMILA BITTENCOURT JACONDINO, VERA E CLOSS, FABIANA HENRIQUES
GOULARTE, GABRIELE CARLOS CARDOSO, MARIA GABRIELA VALLE
GOTTLIEB, IRÊNIO GOMES e CARLA SCHWANKE.
LUCY MATSUMURA, MARILENA ZULIM, ISABELLA COSTA FALEIROS, BENEDITO
DE P OLIVEIRA NETO, GABRIELLA PELLIZZER, RODRIGO GARCIA LEITE, MARIA
C K MEDEIROS, ERICO MARQUES KOHL, ALEXANDRE A LIMA e ANGELA H
SICHINEL.
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Hospital São Julião, Campo Grande, MS, BRASIL.
Fundamento: A Síndrome Metabólica (SM) é considerada um transtorno complexo
que aumenta a mortalidade cardiovascular em 2,5 vezes e a geral em 1,5 vezes.
Sua prevalência aumenta com a idade e é variável de acordo com a população
investigada e com o critério diagnóstico utilizado. Objetivo: Descrever a prevalência
da SM e seus componentes em idosos atendidos pela Estratégia da Saúde da
Família (ESF) a partir de diferentes critérios diagnósticos e sua associação com risco
cardiovascular (RCV). Métodos: Estudo transversal realizado com 344 idosos do
Estudo Multidimensional dos Idosos Atendidos pela ESF de Porto Alegre no período
de março a dezembro de 2011. Os critérios diagnósticos de SM utilizados foram:
National Cholesterol Education Program’s Adult Treatment III (NCEP-ATPIII), NCEPATPIII revisado e International Diabetes Federation (IDF). O RCV foi avaliado pelo
Escore de Risco de Framingham (ERF). Resultados: A média da idade da amostra
foi 68,2±6,8 anos (60-95 anos), sendo 133 homens (38,7%) e 211 mulheres (61,3%).
A prevalência da SM pelos critérios NCEP-ATPIII, NCEP-ATPIII revisado e IDF foi
61,3%, 65,7% e 68,3%, respectivamente. Dos componentes dos critérios para o
diagnóstico da SM, o mais prevalente foi hipertensão arterial sistêmica (HAS=69,5%).
As mulheres apresentaram SM significativamente mais frequentemente que os
homens em todos os critérios. Não se observou diferença quanto à classificação
do ERF, nem em relação à faixa etária. Conclusão: A prevalência de SM variou
de 61,3% (NCEP-ATPIII) a 68,3% (IDF), sendo mais frequente nas mulheres. A
HAS foi o componente mais prevalente. Não houve associação de SM com RCV.
Fundamento: A ocorrência de quedas é, nos dias atuais, um dos principais
fatores de mortalidade e morbidade em idosos, principalmente em função de suas
conseqüências (fraturas, imobilizações, perda de mobilidade, dependência para
realização de atividades da vida diária, entre outras) Menz HB (2001). Objetivo:
Analisar os benefícios de um programa de atividade física (exercício ativo suave)
em relação a quedas em idosos assistidos no Hospital São Julião. Delineamento:
Estudo descritivo, de corte transversal, orientado pelo método quantitativo em
pesquisa. Para a análise estatística, utilizamos o programa Epiinfo versão 3.4.3,
bem como fórmulas matemáticas. Materiais e Métodos: 33 pacientes, participaram
da intervenção sendo que 19 foram reavaliados 10 (52,63%) sexo feminino e 9
(47,36%) sexo masculino. Foi aplicado na intervenção uma tabela de 30 exercícios
suaves. Resultados: Relataram história de queda antes da intervenção 49,2% do
sexo feminino e 33% do sexo masculino sendo que após a intervenção relataram
queda 50% do sexo feminino e 26,2% do sexo masculino. Conclusão: A seqüência
de exercícios proposta neste trabalho pode ser utilizada com a finalidade de evitar
quedas em idosos agregando as vantagens de ser de baixo custo e fácil aplicação.
Arq Bras Cardiol 2012: 99(5 supl.1)1-9
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Resumos Temas Livres
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Circunferência da cintura de idosos e mortalidade - Estudo SABE: Saúde,
Bem-Estar e Envelhecimento - São Paulo/Brasil. 2000 e 2006
Comparação do Escore de Risco de Framingham entre idosos atendidos pela
rede básica e idosos atendidos pela rede terciária de saúde pública
LUIZA ANTONIAZZI GOMES DE GOUVEIA, MARIA DE FATIMA NUNES MARUCCI,
DAIANA APARECIDA Q SCARPELLI DOURADO, MARIA LUCIA LEBRAO e YEDA
APARECIDA DE OLIVEIRA DUARTE.
VERA E CLOSS, BETINA GAMA ETTRICH, ANA MARIA PANDOLFO FEOLI, PAULA
ENGROFF, SAMILLA ROVERSI GUISELLI, JÚLIA KREUZBURG RECK, IRÊNIO
GOMES e CARLA SCHWANKE.
Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, BRASIL.
PUCRS, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Fundamento: Estudos mostram que a gordura na região abdominal pode ser um
risco para doenças crônicas e aumentar as taxas de mortalidade, porém, essa relação
deve ser investigada em indivíduos idosos, devido às alterações fisiológicas desse
grupo populacional. Objetivo: Verificar a associação entre valores de circunferência
da cintura (CC) e mortalidade, no período 2000 a 2006, em idosos, segundo sexo
e grupo etário. Métodos: Participaram desse estudo 1801 idosos (≥ 60 anos),
participantes do Estudo SABE: epidemiológico e de base domiciliar, realizado no
município de São Paulo. As variáveis foram valor da CC; óbito no período de 6
anos; grupos etários (60 - 74 anos e ≥ 75 anos) e sexo. Para verificar a associação
entre as variáveis foi utilizado teste de Rao e Scott e regressão logística (p<0,05)
para amostras complexas. O programa STATA 10.1 for Windows foi utilizado para
os cálculos. Resultados: O valor médio de CC era 94cm no sexo feminino e 96cm
no sexo masculino. A incidência de óbito foi de 20% no período de 6 anos, sendo a
maior parte no sexo masculino (52,2%) e no grupo etário de 60 - 74 anos (58,1%)
(p<0,05). O valor de CC não se associou com mortalidade no período de 6 anos,
para ambos sexos e grupos etários: mulheres de 60 - 74 anos (OR=1,00; IC=0,991,02) e ≥ 75 anos (OR=0,99; IC=0,98-1,01); homens de 60 - 74 anos (OR=1,02;
IC=0,99-1,05) e ≥ 75 anos (OR=0,99; IC=0,97-1,01). Conclusão: A circunferência
da cintura não se relacionou com a mortalidade de idosos no período de 6 anos.
Fundamento: O Escore de Risco de Framingham (ERF) estima o risco absoluto
de um indivíduo desenvolver doença arterial coronariana em 10 anos, sendo uma
ferramenta importante no campo da prevenção primária. Objetivo: Comparar o ERF
de idosos atendidos pela rede básica (RB) e rede terciária (RT) da saúde pública.
Métodos: Foram avaliados 323 idosos do Estudo Multidimensional dos Idosos
Atendidos pela Estratégia de Saúde da Família (ESF) de Porto Alegre-RS (EMISUS) e
141 idosos de um ambulatório de Geriatria de hospital universitário. O ERF foi obtido
e os idosos foram classificados em: baixo risco (escore < 10%), risco intermediário (10
e 20%) e alto risco (> 20%). As variáveis foram analisadas pelo teste T de Student,
qui-quadrado e tendência linear do qui-quadrado. Resultados: A média da idade dos
idosos da RB foi 66,9±5,2 anos e da RT 71,3±5,1 anos. O sexo mais frequente foi
o feminino (P < 0,001), tanto na RB (N=194; 60,1%), como na RT (N=115; 81,6%).
O ERF médio dos idosos da RT foi significativamente maior (P=0,011) do que os
da RB (11,6±7,2% e 9,7±6,9%, respectivamente). A maior frequência de risco baixo
(53,3%) foi observada nos idosos da RB e a maior frequência de risco alto (12,1%)
foi observada nos idosos da RT (P=0,013). Conclusão: O risco cardiovascular foi
superior nos idosos da rede terciária de saúde pública, contudo 5,9% dos idosos da
rede básica têm alto risco, justificando a importância das políticas públicas voltadas
para a diminuição da morbimortalidade por doenças cardiovasculares em idosos.
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29140
Perfil dos pacientes de alto risco cardiovascular da Unidade Básica de Saúde
do Hospital Nossa Senhora da Conceição de Porto Alegre/RS
Associação entre capacidade funcional e risco cardiometabólico em idosos
FERNANDA CABRAL FERRARI, AIRTON TETELBOM STEIN, ELIZABETH DA
ROSA DUARTE e ALINE MARCADENTI.
CARLA SCHWANKE, CRISTIANE ALVES BORGES, THAIS DE LIMA RESENDE,
PAULA ENGROFF, RODOLFO HERBERTO SCHNEIDER e MARIA GABRIELA
VALLE GOTTLIEB.
Hospital Nossa Senhora da Conceição, Porto Alegre, RS, BRASIL.
PUCRS, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Objetivo: O estudo visa analisar o perfil dos 84 pacientes de alto risco cardiovascular
da unidade primária do Hospital Nossa Senhora da Conceição referente ao estudo
REACT coordenado pela SBC. Métodos: Os critérios de inclusão de pacientes
foram idade superior a 45 anos e pelo menos um dos fatores abaixo: qualquer
evidência de doença arterial coronária, qualquer evidência de AVC isquêmico ou AIT,
qualquer evidência de doenças vascular periférica, Diabetes Mellitus e três fatores
de risco cardiovascular excetuando-se DM (inclui HAS, tabagismo, dislipidemias,
idade Superior a 70 anos, nefropatia diabética, história familiar de DAC, doença
carotídea assintomática). Como instrumento de coleta de dados foi utilizado um
questionário previamente determinado, após a concessão assinada de um TCLE. A
análise estatística dos dados está sendo feita pelo programa SPSS 16v. Resultados:
Dos resultados, ainda parciais, 65,2% dos pacientes estão com a idade ≥ 65anos,
destes 45,7% são do sexo feminino. Dos entrevistados 69,6% são diabéticos,
28,3% possuem doença arterial coronariana e 25,9 % já sofreram algum evento
cardiovascular maior (AVC, IAM) destes 17,2% são diabéticos. Quanto às metas
estabelecidas pelas diretrizes da SBC para pacientes com alto risco cardiovascular
apenas 39,1% estavam com nível controlado de pressão arterial (< 130/80 mmHg),
15,6% estão com peso ideal (IMC < 25), 37% realizam alguma atividade física e
apenas 23,9% dos 60,9% que possuíam exames clínicos dos últimos seis meses
estavam com nível de LDL - colesterol adequado (< 100 mg/dl). Dos pacientes
diabéticos 95% não estão dentro das metas estabelecidas (glicemia < 130 mg/dl
e HbA < 7%) e o uso concomitante de AAS, estatinas e IECA apenas 19,56% dos
pacientes fazem uso. Foram encaminhados ao cardiologista no último ano 54,3%
dos entrevistados destes 65,2% realizaram algum exame complementar como
ECG, Te, MAPA, Holter e Ecocardiograma. Conclusão: Presume-se que ainda há
a necessidade de buscar por intervenções para que tanto os médicos quantos os
pacientes consigam atingir as metas adequadas para que haja uma maior redução
dessas doenças e de suas complicações.
Fundamento: Os fatores risco cardiometabólicos (FRCM) têm alta prevalência
e relevância epidemiológica pela morbi-mortalidade, alto custo de tratamento e
potencial impacto na autonomia e independência de idosos. Objetivo: Verificar
a associação entre capacidade funcional e fatores de risco cardiometabólicos em
idosos. Métodos: Estudo transversal, observacional, onde foram avaliados 75
idosos (14 homens e 61 mulheres) do Ambulatório de Geriatria do Hospital São
Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. Os
idosos foram divididos em independentes (INDEP - n=47) e dependentes (DEP n=28) nas atividades de vida diária (AVD – avaliadas pela escala de Katz). Também
foram investigadas variáveis: demográficas (idade, sexo), antropométricas (índice
de massa corporal – IMC) e bioquímicas (glicemia e perfil lipídico). Resultados:
A média da idade dos idosos INDEP foi 74,04±6,97 anos e dos DEP 72,14±6,84
anos. Foi encontrada diferença significativa e da capacidade funcional em relação
ao sexo [26 (92,9%) dos DEP eram do sexo feminino e 2 (7,1%) do sexo masculino;
35 (74,5%) dos INDEP eram do sexo feminino e 12 (25,5%) do masculino; P=0,048]
e ao estado civil [12 (42,9%) idosos DEP eram viúvos; P=0,011]. Também foram
encontradas diferenças estatisticamente significativas entre os grupos (INDEP x
DEP) com relação ao colesterol total (182,50±36,81 mg/dL x 202,04±42,31 mg/
dL; P=0,04), LDL-c (105,33±33,33 mg/dL x 123,70±41,98 mg/dL; P=0,04) e IMC
(27,81±5,35 kg/m2 x 32,25±6,36 kg/m2; P=0,03). Conclusão: Idosos dependentes
apresentaram níveis significativamente mais elevados de colesterol total, LDL-c e
IMC do que os idosos independentes, conferindo um maior risco cardiometabólico
a estes indivíduos.
Arq Bras Cardiol 2012: 99(5 supl.1)1-9
Resumos Temas Livres
29143
Relação entre sedetarismo e síndrome metabólica em idosos atendidos em
um ambulatório geriátrico
MARIA GABRIELA VALLE GOTTLIEB, CARLA SCHWANKE, VERA ELISABETH
CLOSS e IRÊNIO GOMES.
PUCRS, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Fundamento: Síndrome metabólica (SM) é um distúrbio muito prevalente em idosos
e agrega um conjunto de fatores de risco cardiovascular (FRCV). Diversos estudos
têm demonstrado que sedentarismo é um FRCV importante para o desenvolvimento
de doenças cardiovasculares. Objetivo: Avaliar a associação entre sedentarismo
e SM em idosos atendidos no Ambulatório do Serviço de Geriatria do Hospital São
Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS. Métodos:
Estudo transversal, observacional, onde foram incluídos 75 idosos (61 mulheres e 14
homens) com idade igual ou superior a 60 anos. O diagnóstico de SM foi realizado
através do critério NCEP-ATPIII e o sedentarismo foi avaliado pelo Questionário
Internacional de Atividade Física (IPAQ) versão longa. Resultados: 65 (86,7%)
dos idosos foram considerados regularmente ativos, 03 (4,0%) muito ativos e 07
(9,3%) sedentários. A média de tempo despendido sentado em um dia da semana
foi 263,06±208,32min e em um final de semana inteiro foi 280,40±214,14min. A
prevalência de SM foi de 45,9% (n=34). Encontrou-se associação entre sexo e SM
[32 (53,3%) eram do sexo feminino; P=0,08). Não foi verificada associação entre
nível de atividade física e SM (P=0,410). Também não foram encontradas diferenças
estatisticamente significativas com relação ao tempo médio sentado em um dia da
semana (idosos com SM=280,88±225,20min, idosos sem SM=241,75±192,67min;
P=0,42) e em um final de semana inteiro (idosos com SM=289,11±222,52min, idosos
sem SM=267,25±208,60min; P=0,66) entre idosos com e sem SM. Conclusão: Não
se observou assiciação entre atividade física e síndrome metabólica em idosos.
29144
Por que os nonagenários não chegam aos 100 anos?
ANDRE RIBEIRO, CRISTINA LOUREIRO CHAVES SOLDERA, CLAUDINE
LAMANNA SCHIRMER, ANDREA RIBEIRO MIRANDOLA, ANDRESSA
LEWANDOWSKI, JOEL HIRTZ DO NASCIMENTO NAVARRO e ANGELO JOSE
GONCALVES BOS.
PUCRS, Porto Alegre, RS, BRASIL - IPA, Porto Alegre, RS, BRASIL - UFCSPA,
Porto Alegre, RS, BRASIL.
Fundamento: O Censo de 2000 identificou 261.200 idosos no Brasil com 90 ou
mais anos de idade. Após 10 anos apenas 24.236 (9,3%) tinham 100 anos de idade
segundo dados do Censo de 2010. Objetivo: O presente trabalho teve o objetivo
de identificar e relatar as causas que levaram os 236.964 idosos nonagenários em
2000 a não atingir os 100 anos de idade. Métodos: Através da consulta aos dados
do TABWIN DATASUS observamos as principais causas de morte das pessoas que,
em 2000, tinham 90 ou mais anos. Em cada ano entre 2000 e 2009 o número de
mortes por causa foi contabilizado. As causas específicas de morte foram descritas
de acordo com o CID10. As análises foram feitas por meio dos dados dos dois
Censos (2000 e 2010) e pelo DATASUS (de 2000 até 2010). Resultados: Foram
registradas 221977 mortes entre 2000 e 2010. Entre as principais causas de morte
dos potenciais centenários de 2010, destacam-se Morte Sem Assistência Médica
com 31.429 (14,2%), seguido de Outros Sinais e Sintomas Anormais (causas
indefinidas) em 24.731 pessoas (11,2%) e Doenças Cerebrovasculares em 22335
(10,1%), Outras Doenças Cardíacas em 20713 (9,3%) e Pneumonia em 19544
(8,8%). Conclusão: Verificamos um número expressivo de mortes sem assistência
médica. Acreditamos que a pouca atenção dada à saúde dos brasileiros com 90
anos ou mais de idade seria a principal causa de morte dessa parcela da população
que cresceu 80% no período pesquisado, contrastando com a queda de 1,4% do
número de centenários no país.
29497
Análise do testamento vital e suas possíveis implicações no ordenamento
jurídico brasileiro
ANELISE CRIPPA SILVA, GIOVANA PALMIERI BUONICORE, ANDRÉIA RIBEIRO
DA ROCHA e ANAMARIA GONÇALVES DOS SANTOS FEIJÓ.
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Fundamento: O testamento vital é uma modalidade de declaração da vontade do
paciente terminal que visa proteger os direitos constitucionais como a dignidade
humana, liberdade e autonomia. O paciente terminal não pode ser obrigado a
submeter-se à terapêuticas médicas mesmo quando não possui total autonomia
desta decisão. Para entender a aplicabilidade deste documento de origem americana,
no Brasil, se faz necessário uma análise no nosso ordenamento jurídico. Objetivo:
Analisar o ordenamento jurídico brasileiro e sua estrutura para verificar a viabilidade
deste testamento em comparação com o vigente na Califórnia. Métodos: Foi
feita uma revisão bibliográfica e uma análise do ordenamento jurídico brasileiro
em comparação com o modelo americano em relação ao testamento vital e suas
possíveis implicações em nosso país. Resultados: Embora nossa Carta Magna
seja norteada pela dignidade humana e pelos princípios da autonomia e liberdade,
o ordenamento carece de legislação específica que regulamente a declaração da
vontade do paciente terminal. Já há um avanço legislativo com o anteprojeto do
Código Penal ao abordar temas polêmicos como eutanásia e ortotanásia, porém,
a regulamentação do fim da vida – os meios legais para concretizar essa vontade
–, não foram abordados. Verificamos que os resultados da Califórnia, que possui
diretrizes regulamentando esta prática, são positivos tanto para o paciente quanto
para o profissional da área da saúde. Conclusão: Implementar o testamento vital no
Brasil trará grande avanço para o respeito à autonomia do indivíduo, permitindo que
sua vontade seja preservada futuramente. Porém, ainda carece de regulamentação
para que haja segurança jurídica na sociedade.
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Síndrome da Apneia/Hipopneia obstrutiva do sono no idoso cardiopata
ELISANDRA DE SOUSA ALVES e MARCIA CRISTINA AMÉLIA DA SILVA.
PROCAPE, Recife, PE, BRASIL.
Fundamento: Estudos observacionais tem demonstrado associação entre a
Síndrome de Apneia obstrutiva do Sono (SAOS) e hipertensão arterial sistêmica
(HAS), com possível aumento da mortalidade cardiovascular em pacientes com
a forma grave da doença não tratada. O Questionário de Berlim (QB) é uma
ferramenta simples, barata e acessível, já validada no Brasil, porém são poucos
os dados existentes sobre a frequência de SAOS no idoso, no País. Objetivo:
Descrever a associação entre SAOS clínica e comorbidades dos pacientes atendidos
em ambulatório de cardiologia de um hospital universitário da cidade de Recife.
Métodos: Estudo transversal, descritivo, prosprectivo, realizado no período de
agosto a dezembro de 2011, em ambulatório de cardiologia de Hospital Universitário,
a partir de demanda espontânea, com aplicação do QB após assinatura do TCLE.
Resultados: Foram incluídos 107 pacientes dos quais apenas 4 (3,7%) não tinham
critério de SAOS segundo o QB. A mediana de idade dos pacientes foi de 60 anos. A
maioria dos pesquisados era do sexo feminino (55,3%). Dos 103 pacientes com QR
positivo, 58,2% foram classificados como de alto risco e 41,8% como de baixo risco.
Não houve diferença significativa quando comparados os grupos de risco quanto às
características biológicas e comorbidades. Entre as medidas antropométricas (peso,
altura, IMC, circunferências abdominal, do pescoço e quadril), houve associação
significativa apenas em relação ao IMC OR 1,13 (IC 95% 1,03 – 1,25, p = 0,011).
Conclusão: Houve uma grande positividade do QB, principalmente de alto risco,
entre os pacientes do estudo o que ressalta a importância de se rastrear a SAOS
entre os pacientes atendidos em ambulatório de cardiologia, notadamente entre
idosos nos quais HAS é uma comorbidade frequente. O risco é mais elevado entre
os idosos com IMC elevado.
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Resumos Temas Livres
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Cardiomiopatia hipertrófica no idoso
ANGELA AMORIM DE ARAUJO, MARCO ANTONIO DE VIVO BARROS, MAILSON
MARQUES DE SOUZA e TATIANE MACIEL PEREIRA.
Universidade Federal da Paraiba, João Pessoa, PB, BRASIL - Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Fundamento: A cardiomiopatia hipertrófica (CMH) é a doença cardíaca de origem
genética mais comum. É de transmissão autossômica dominante causada por
mutações em genes responsáveis pela codificação de proteínas do sarcômero
cardíaco. Caracteriza-se pela hipertrofia ventricular com função sistólica preservada
e relaxamento diminuído. Sua apresentação pode variar desde a forma assintomática
até a graves, como a morte súbita. Nos últimos anos, um número crescente de
portadores de CMH é diagnosticado após os 65 anos. Objetivo: Considerando
este contexto, este estudo teve como objetivo descrever a CMH na pessoa idosa.
Métodos: Trata-se de um estudo bibliográfico realizado através das bases de dados
Scielo (12) e BVS (08), onde foram utilizados os unitermos: cardiopatia, hipertrófica,
idoso. O estudo compreendeu o período de agosto a setembro de 2012. Resultados:
O idoso, acometido CMH apresenta uma distorção morfológica do VE, alterando a
amplitude da valva mitral, prejudicando a fração de ejeção no momento da sístole.
Os sintomas clínicos incluem tonturas, síncope, palpitações, dor precordial e dispneia
aos esforços. O exame físico evidencia as seguintes características clínicas: pulso
bisferens, ictus propulsivo e sustentado, 4ª bulha, sopro sistólico de ejeção ou sopro
sistólico de regurgitação mitral. O ecocardiograma é o método mais empregado
no diagnóstico e acompanhamento da doença, permitindo localizar a hipertrofia.
Conclusão: O tratamento farmacológico sobressai os agentes betabloqueadores, e o
cirúrgico abrange a cardiomiectomia trasvalvular aórtica e o implante de marcapasso
definitivo atrioventricular. Contudo, torna-se necessário maiores estudos sobre a
temática, para que os profissionais de saúde estejam capacitados para prestar
assistência a pessoa idosa acometida por CMH.
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Importância da interpretação do eletrocardiograma nas arritmias cardíacas de
emergências: visão dos enfermeiros
ANGELA AMORIM DE ARAUJO, IVANILDA LACERDA PEDROZA E FRANCILEIDE
DE ARAÚJO RODRIGUES.
Universidade Federal da Paraiba, João Pessoa, PB, BRASIL - Pontificia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, BRASIL.
Objetivo: Esta pesquisa teve por objetivo descrever a importância da interpretação
do eletrocardiograma pelos enfermeiros em relação às arritmias cardíacas de
emergência que podem acometer os pacientes internados em unidades de pacientes
críticos e relatar as condutas adotadas pela enfermagem diante destas arritmias.
Delineamento: Trata-se de um estudo exploratório descritivo, com abordagem
quanti-qualitativa. Amostra: A amostra foi constituída por 14 enfermeiros destas
unidades e o instrumento utilizado foi um formulário de entrevista semi-estruturado
com questões abertas inerentes ao tema. Métodos: A pesquisa foi desenvolvida
nos setores de urgência, emergência e na unidade de terapia intensiva de um
hospital público, localizado no município de João Pessoa, Paraíba. Resultados:
Os resultados revelaram que os enfermeiros têm um conhecimento básico sobre
eletrocardiograma, porém reconhecem a importância de saber identificar as
arritmias de emergências através do monitor cardíaco. Contudo, um número menor
de enfermeiros relatou não ser capaz de reconhecê-las. Conclusão: Considerase, portanto, que o enfermeiro deve ser conhecedor das medidas adotadas no
atendimento dos pacientes em emergências cardiovasculares, identificando,
através do eletrocardiograma, os quatro ritmos emergenciais de parada cardíaca,
uma vez que estas necessitam de intervenção de emergência e são comumente
responsáveis pela morte súbita.
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