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Val-HeFT
(The Valsartan Heart-Failure Trial)
Planejamento do estudo. Estudo randomizado, duplo-cego, placebo controlado
comparando o valsartan com o placebo em pacientes com diagnóstico de insuficiência
cardíaca classes II, III, ou IV de NYHA (New York Heart Association). O estudo alocou
um total de 5 010 pacientes com idade superior a 18 anos, sendo a etiologia mais freqüente
isquêmica (57%). Para ser elegível o paciente deveria estar usando dose fixas de inibidor da
ECA (enzima de conversão da angiotensina), diuréticos, digoxina, e beta-bloqueadores nas
últimas duas semanas e ter disfunção ventricular documentada. Participaram do estudo 302
centros de 16 países.
Desenho do estudo.
Características dos pacientes. Idade média: 63 anos. Sexo masculino: 80%. Classe
funcional de NYHA II – 62%, III – 36%, e IV – 2%. Diabetes: 25%. Fibrilação atrial: 12%.
Fração de ejeção: 267%.
Desfechos primários. Foram dois os desfechos primários mortalidade e composição de
mortalidade e morbidade (parada cardiovascular com ressuscitação, hospitalização por
insuficiência cardíaca, administração intra-venosa de vasodilatador ou inotrópicos por
quatro horas ou mais sem hospitalização.
Desfechos secundários. Qualquer modificação nos parâmetros cardiovasculares (fração de
ejeção, classe funcional de NYHA, escore de qualidade de vida, sinais e sintomas de
insuficiência cardíaca) basais após o início do tratamento.
Dose empregada. A dose inicial foi de 40 mg duas vezes ao dia, sendo dobrada a cada
duas semanas até a dose 160 mg. Os critérios de para aumento da dose foram pressão
sistólica  90 mmHg em pé, ausência de sintomas de hipotensão, e níveis séricos de
creatinina < que 2,0 mg/dl ou elevação menor que 50% dos níveis basais.
Resultados. A mortalidade foi similar nos dois grupos. A incidência do combinado dos
objetivos primários, todavia, foi 13,2% menor no valsartan que no placebo (risco relativo,
0.87; intervalo de confiança 97.5%, 0.77 a 0.97; P = 0.009), predominantemente por causa
do menor número de pacientes hospitalizados com insuficiência cardíaca: 455 (18.2%) no
grupo placebo e 346 (13.8%) no grupo valsartan (P<0.001). Tratamento com valsartan
também resultou em significante melhora na classe funcional de NYHA, fração ejeção,
sinais e sintomas de falência cardíaca, e qualidade de vida quando comparado com placebo
(P<0.01). Em uma pós análise dos objetivos primários combinados e da mortalidade em
grupos definidos de acordo com o tratamento basal com inibidores de ECA ou betabloqueadores, o valsartan teve efeito favorável nos pacientes que não haviam recebido
nenhum destes tipos de droga mas um efeito adverso nos pacientes que receberam ambos
tipos de droga.
Conclusão. O valsartan reduz significantemente o combinado de mortalidade e morbidade
dos objetivos primários e melhora dos sinais e sintomas clínicos nos pacientes com
insuficiência cardíaca, quando adicionado à terapia prescrita. Todavia, a segunda
observação dos efeitos adversos na mortalidade e morbidade no sub-grupo recebendo
valsartan, um inibidor da ECA, e um beta-bloqueador aumentou a preocupação com o
potencial de segurança dessas combinações específicas.
N Engl J Méd 2001;345:1667-75
Resumo.
Dra. Núbia Welerson Vieira
Pós-graduanda do Departamento de Cardio-Pneumologia da FMUSP (InCor-HC/FMUSP)
Revisão.
Prof. Dr. José Antonio Franchini Ramires
Prof. Titular do Departamento de Cardio-Pneumologia da FMUSP (InCor-HC/FMUSP)
Diretor Geral do Instituto do Coração (InCor-HC/FMUSP)
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