Definições de Ratings

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Definições de Ratings e Outras
Formas de Opinião*
Grupo de Políticas de Crédito
15 de Junho de 2015
(*) Este documento é uma tradução do texto em inglês. Embora tenham sido envidados esforços na preparação desta tradução, a
Fitch não assume qualquer responsabilidade por eventuais erros, ambiguidades ou omissões decorrentes desta tradução e/ou
quaisquer outros danos (sejam diretos, indiretos, casuais, consequentes ou punitivos) que possam surgir em conexão com esta
tradução. Em caso de divergência entre a tradução e o texto original em inglês, o texto original em inglês deverá prevalecer.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
ENTENDENDO OS RATINGS DE CRÉDITO – USOS E LIMITAÇÕES .............................................................................................. .4
A.
ESCALAS DE RATINGS DE CRÉDITO ............................................................................................................................... 6
SUMÁRIO DAS ESCALAS PRINCIPAIS ................................................................................................................................... 7
A.1 ESCALAS EMISSORES INTERNACIONAIS E ESCALAS DE RATINGS DE CRÉDITO. ............................................................ 9
A.1.1 Escalas de Rating de Longo Prazo............................................................................................................... 9
A.1.1.1
Escalas de Rating de Crédito de Emissores ........................................................................................ 9
A.1.1.2. Teto País……………………………………………………………………………………………………… 9
A.1.1.3
Obrigações de Finanças Corporativas – Escalas de Ratings de Longo Prazo ................................. 12
A.1.1.4
Obrigações de Finanças Estruturadas, Finanças Públicas e Project Finance – Escalas de Ratings
de Longo Prazo ................................................................................................................................................... 15
A.1.2 Escalas de Rating de de Curto Prazo ......................................................................................................... 18
A.1.2.1
Ratings de Curto Prazo Atribuídos a Obrigações Corporativas, Finanças Públicas e Estruturadas. 18
A.1.2.2
Relações Entre Ratings de Curto e Longo Prazo em Empresas e Finanças Públicas ..................... 19
A.2 RATINGS DE RECUPERAÇÃO ................................................................................................................................... 21
A.3. OUTROS RATINGS INTERNACIONAIS DE CRÉDITO ... …………………………………………………………………….23
A.3.1.RATINGS INDIVIDUAIS, DE SUPORTE E DE VIABILIDADE PARA BANCOS ................................................................... 23
A.3.1.1
Ratings de Suporte ............................................................................................................................. 23
A.3.1.2
Ratings de Viabilidade ........................................................................................................................ 26
A.3.1.3
Ratings Individuais…………………………………………………………………………..………………28
A.3.2 Definições de Ratings de Força Financeira de Seguradoras ..................................................................... 29
A.3.2.1
Ratings Internacionais de Longo Prazo de Força Financeira de Seguradoras ................................ 30
A.3.2.2
Ratings Internacionais de Curto Prazo de Força Financeira de Seguradoras ................................. 32
A.4 RATINGS NACIONAIS .............................................................................................................................................. 33
A.4.1 Ratings Nacionais de Crédito ..................................................................................................................... 33
A.4.2 Ratings Nacionais de Crédito de Longo Prazo .......................................................................................... 34
A.4.3 Ratings Nacionais de Crédito de Curto Prazo .......................................................................................... 35
A.4.4 Ratings Nacionais de Força Financeira de Seguradoras ........................................................................... 37
A.5 USOS ADICIONAIS DAS ESCALAS PRINCIPAIS DE RATINGS DE CRÉDITO ..................................................................... 39
A.5.1 Expected Ratings ........................................................................................................................................ 39
A.5.2 Ratings Privados ......................................................................................................................................... 39
A.5.3 Ratings de Programas ................................................................................................................................ 39
A.5.4 Ratings “Somente Juros” ............................................................................................................................ 39
A.5.5 Ratings “Somente Principal” ....................................................................................................................... 39
A.5.6 Ratings de “Taxa de Retorno” ..................................................................................................................... 39
A.6.7 Ratings "Sem Reforço"..............................................................................................................................38
B.
OUTRAS ESCALAS ESPECIAIS ..................................................................................................................................... 40
B.1 RATINGS DE FUNDOS ............................................................................................................................................. 40
B.1.1 Ratings Internacionais de Qualidade de Crédito de Fundos ...................................................................... 40
B.1.2 Ratings Internacionais de Volatilidade de Fundos...................................................................................... 41
B.1.3 Ratings Internacionais de Fundo de Curto Prazo ....................................................................................... 43
B.1.4 Ratings de Qualidade de Fundos ............................................................................................................... 44
B.1.5 Ratings Nacionais de Crédito de Fundos, de Volatilidade e de Fundos em Papéis de Curto Prazo ......... 47
B.1.5.1
Ratings Nacionais de Crédito de Fundos ........................................................................................... 47
B.1.5.2
Ratings Nacionais de Volatilidade de Fundos.................................................................................... 47
B.1.5.3
Ratings Nacionais de Fundos de Curto Prazo ................................................................................... 47
C. ESCALAS DE RATINGS NÃO CREDITÍCIAS........................................................................................................................ 48
C.1. Ratings de Servicers............................................................................................................................................... 48
C.1.1. Rating de Servicers em Geral.............................................................................................................................. 48
C.2. Escalas de Rating de Gestores de Recursos.......................................................................................................... 52
C.2.1. Escalas de Rating de Gestores de Recursos (Internacional)............................................................................... 52
C.2.2. Escala de Ratings Nacional de Gestores de Recursos........................................................................................ 53
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
2
D.
OUTRAS FORMAS DE OPINIÃO ..................................................................................................................................... 54
D.1.1 Serviços de Avaliação de Rating.................................................................................................................. 54
D.1.2 Credit Opinions (*) .......................................................................................................................................... 54
D.1.3 Opiniões Fornecidas Pelas Afiliadas da Fitch Que Não Atribuem Rating ..................................................... 54
E.
OBSERVAÇÕES E PERSPECTIVAS DOS RATINGS ........................................................................................................... 55
E.1.1
E.1.2
E.1.3
F.
Rating em Observação ............................................................................................................................... 55
Perspectiva de Rating ................................................................................................................................. 55
Quando Atribuir Observações ou Perspectivas Para Ratings .................................................................... 55
AÇÕES DE RATINGS .................................................................................................................................................... 57
F.1.1
F.1.2
F.1.3
F.2.1
Ações de Rating Padrões.......................................................................................................................... 57
Ações Sobre Dados .................................................................................................................................... 58
Ações Históricas ......................................................................................................................................... 59
Retiradas ..................................................................................................................................................... 60
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
3
Entendendo os Ratings de Crédito – Usos e Limitações
Os ratings, incluindo Observações e Perspectivas, atribuídos pela Fitch são opiniões baseadas em critérios e metodologias que a
agência vem continuamente avaliando e atualizando. Portanto, ratings são o resultado do trabalho coletivo da Fitch e não de um
indivíduo, ou de um grupo de indivíduos, exclusivamente responsável pelo rating. Ratings não são fatos, portanto, não podem ser
descritos como “exatos” ou “inexatos”. Os investidores devem consultar as escalas de rating específicas para se orientarem sobre
os riscos presentes nas avaliações.
As opiniões da Fitch contemplam um horizonte futuro e incluem a visão dos analistas sobre desempenho futuro. Em muitos casos,
as opiniões sobre desempenho futuro podem incluir prognósticos (i) recebidos através de projeções não públicas; (ii) serem
baseadas em uma tendência de determinada fase do ciclo do setor ou ciclo econômico mais amplo; ou (iii) serem baseadas em
desempenho histórico. Como resultado, embora os ratings possam incluir tendências cíclicas e tipicamente tentarem avaliar a
probabilidade de pagamento no vencimento “final”, as mudanças substanciais nas condições econômicas e as expectativas (de um
emissor em particular) podem resultar em alteração de rating.
Os ratings de crédito da Fitch não tratam diretamente de outro risco que não seja o de crédito. Os ratings de crédito não comentam
sobre a adequação do preço de mercado de um título ou sobre a liquidez dos instrumentos avaliados, embora estes fatores
possam afetar a opinião da Fitch em relação ao risco de crédito, tais como acesso ao capital ou a probabilidade de
refinanciamento.
Ratings são uma medida relativa de risco e, como consequência, a atribuição de uma mesma categoria de rating para entidades ou
obrigações financeiras pode não refletir totalmente pequenas diferenças de risco. O rating de crédito, como opinião sobre um
ranking relativo de vulnerabilidade à inadimplência, não sugere ou transmite uma estatística específica sobre a probabilidade de
inadimplência, apesar de a agência publicar históricos de inadimplência que podem ser comparados aos ratings no momento da
inadimplência. Os ratings de crédito são opiniões sobre a qualidade relativa de crédito e não previsões de probabilidade de
inadimplência específica.
Ratings são opiniões baseadas em informações conhecidas pela Fitch, incluindo documentos públicos ou não, e informações
fornecidas por emissores e outros participantes do mercado. A publicação e a manutenção de todos os ratings estão sujeitas ao
acesso à informação de forma suficiente e condizente com os critérios e as metodologias da agência para formar uma opinião.
A atribuição e a manutenção dos ratings da Fitch se baseiam em informações obtidas diretamente dos emissores, underwriters e
outras fontes que a Fitch considera confiáveis. A Fitch realiza uma razoável investigação sobre as informações utilizadas por ela,
em conformidade com sua metodologia de rating, e obtém razoável comprovação destas informações de fontes independentes,
desde que estas estejam disponíveis para esta finalidade em relação a uma obrigação e em determinada jurisdição.
A conduta de verificação da informação da Fitch e o alcance da comprovação dela por terceiros dependerão da natureza do título
avaliado e seu emissor; das exigências e práticas na jurisdição em que o título está sendo negociado e/ou o emissor está
domiciliado; da disponibilidade e da natureza da informação pública relevante; do acesso ao corpo gerencial do emissor e seus
conselheiros; da disponibilidade de verificações preexistentes de terceiros, como relatórios de auditor, cartas de procedimentos
acordadas, avaliações, relatórios atuariais, relatórios de engenharia, opiniões jurídicas e outros fornecidos por terceiros; da
disponibilidade de fontes de verificação competentes e independentescom relação ao título em análise ou na jurisdição do emissor;
e de uma variedade de outros fatores.
Os usuários dos ratings da Fitch devem entender que nenhuma das investigações das informações ou verificações por terceiros
pode assegurar que todas as informações sobre as quais a agência apoia seus ratings serão precisas e completas. Em última
análise, o emissor e seu conselheiros são responsáveis pela exatidão da informação que eles fornecem para a Fitch e para o
mercado através de documentos e outros relatórios. A atribuição dos ratings pela Fitch depende do trabalho de especialistas,
incluindo os relatórios financeiros dos auditores independentes e relatórios dos advogados sobre questões jurídicas e tributárias.
Além disso, os ratings são intrinsecamente voltados para o futuro e incorporam hipóteses e previsões sobre eventos futuros que,
por sua natureza, não podem ser comprovadas como fatos. Sendo assim, apesar da comprovação dos fatos, os ratings podem ser
afetados por eventos futuros ou condições que não foram previstas até o momento em que a classificação foi emitida ou afirmada.
Se alguma informação fornecida estiver deturpada ou for enganosa, o rating atribuído à operação pode não ser apropriado. A
atribuição de rating a um emissor ou a uma emissão não deve ser vista como garantia da exatidão, integralidade ou pontualidade
da informação utilizada para esta avaliação ou dos resultados obtidos a partir de seu uso.
Se uma avaliação de rating não se beneficia da participação do emissor/originador, mas a Fitch se considera satisfeita com a
disponibilidade em “nível mínimo” de informações públicas ou de outras fontes para a metodologia aplicável ao caso, será
concedida ao emissor não participante a oportunidade de fazer comentários sobre a opinião de rating da agência e a pesquisa dos
dados antes que sejam publicadas.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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Ratings não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de um título, assim como não comentam sobre a
adequação do preço de mercado de um título ou deste em relação à carteira de um determinado investidor. Rating tampouco
reflete o grau de isenção ou de incidência de tributação sobre o pagamento de qualquer título de qualquer emissão. A Fitch não
tem um relacionamento fiduciário com qualquer emissor, assinante ou qualquer outro ente. Não há intenção de criar e nada deve
ser interpretado como se tivesse sido criada uma relação fiduciária entre a Fitch e as classificações de qualquer emissor ou
investidor que utilize seus ratings. A Fitch não fornece às partes serviços de consultoria financeira, jurídica, auditoria, contábil,
avaliações de valores ou serviços atuariais. O rating não deve usado como substituto de tais serviços.
Os ratings podem ser alterados, qualificados, colocados em Observação, terem Perspectivas atribuídas, modificados ou retirados
como resultado de alterações ou inclusão de novas informações, exatidão, indisponibilidade ou falta destas, ou por outras razões
que a Fitch considere suficientes para tomar uma ação de rating.
A atribuição de um rating pela Fitch não constitui consentimento da agência para usar seu nome como especialista para qualquer
declaração de registo, documentos de oferta de títulos ou outros documentos relevantes para legislação do mercado mobiliário.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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Introdução
O propósito deste documento é fornecer um material de referência única, contendo todas as definições de rating
também disponíveis no website da Fitch Ratings, em benefício de todas as partes interessadas.
A Fitch Ratings publica vários tipos de ratings. Os mais comuns são os ratings de crédito, mas a agência também
publica classificações, scores e avaliações relativas sobre força financeira ou operacional. Por exemplo, a Fitch atribui
ratings específicos a prestadores de serviço de cobrança de hipotecas residenciais e comerciais; gestores de
recursos; e fundos de investimento. Em cada caso, os investidores devem consultar as escalas de rating específicas
para se orientarem sobre os riscos presentes nas avaliações.
A. Escalas de Ratings de Crédito
Os ratings de crédito da Fitch constituem uma opinião quanto às condições relativas de um emissor em honrar seus
compromissos financeiros, tais como pagamento de juros, pagamentos de dividendos sobre ações preferenciais não
cumulativas, pagamento de principal, sinistros de seguros ou obrigações com contrapartes. Os ratings de crédito são
utilizados por investidores como indicação da probabilidade de receberem o seu capital devido, segundo os termos
acordados na ocasião da realização do investimento. Os ratings de crédito da agência são aplicáveis a uma gama
global de emissores e emissões, incluindo países, estados, municípios, instituições financeiras, seguradoras,
empresas, outras entidades de finanças públicas e suas obrigações, assim como operações estruturadas lastreadas
por recebíveis ou outros ativos financeiros.
Os termos "grau de investimento" e “grau especulativo” foram estabelecidos ao longo do tempo como abreviações para
descrever as categorias na escala internacional de Longo Prazo de ‘AAA’ a ‘BBB’ e de ‘BB’ a ‘D’, respectivamente. Esses
termos são uma convenção do mercado e não indicam qualquer recomendação para investimentos ou endosso de um
título específico com este propósito. Categorias “grau de investimento” indicam uma probabilidade baixa a moderada de
inadimplência; enquanto categorias “grau especulativo" ou sinalizam uma probabilidade de inadimplência mais alta ou
indicam que a inadimplência já ocorreu.
A designação “Não Avaliado” ou “NA” é usada para indicar títulos não avaliados pela Fitch em situações em que a
agência analisou alguns, mas não todos, os títulos de uma emissão.
Os ratings de crédito expressam uma medida relativa de risco, o que significa que eles representam uma medida
ordinal de risco de crédito e não uma previsão da frequência específica de inadimplência ou perda. Para informações
sobre o histórico de desempenho dos ratings, por favor, consulte a Matriz de Transição de Rating e Taxa de
Inadimplência com explicações sobre o histórico das taxas de inadimplência e seus significados. O órgão regulador
europeu (ESMA) também mantém um sistema onde se pode consultar as taxas de inandimplência dos ratings.
Os ratings de crédito da Fitch não tratam diretamente de outro risco que não seja o de crédito. Em particular, não
contemplam riscos de perdas de valor de mercado ocasionadas por mudanças em taxas de juros, liquidez e outras
condições de mercado. No entanto, em termos de pagamento das obrigações avaliadas, o risco de mercado pode ter
influência sobre a capacidade de um emissor de cumprir com seus compromissos. Ratings, no entanto, não refletem o
fato de que o risco de mercado venha a influenciar o montante ou outro aspecto do pagamento das obrigações (por
exemplo, como no caso de bônus atrelados a índices).
Nos componentes de inadimplência dos ratings atribuídos a obrigações individuais ou instrumentos de dívida, a
agência avalia a probabilidade de não pagamento ou de inadimplência de acordo com os termos da documentação da
transação. Em casos limitados, a Fitch pode incluir considerações adicionais (por exemplo, avaliar para um patamar
maior ou menor do que o padrão, em função de aspectos envolvidos na documentação da operação). Nestes casos, a
Fitch explicará as premissas que embasaram a opinião da agência no comunicado do rating.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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Sumário das Escalas Principais
A.1 Emissores Internacionais e Escalas de Ratings de Crédito
Os ratings internacionais de crédito estão relacionados a compromissos em moeda estrangeira ou em moeda local e,
em ambos os casos, avaliam a capacidade de honrar estes compromissos, utilizando uma escala aplicável
globalmente. Assim sendo, tanto o Rating em Moeda Estrangeira quanto em Moeda Local são avaliações
1
internacionalmente comparáveis .
O Rating Internacional em Moeda Local mede a probabilidade de pagamento na moeda da jurisdição em que o
emissor está domiciliado e, desta forma, não leva em consideração a possibilidade de não vir a ser possível converter
moeda local para moeda estrangeira, ou de efetuar transferências entre jurisdições soberanas (risco de transferência
e conversibilidade (T&C).
O Rating em Moeda Estrangeira considera adicionalmente o perfil do emissor ou do título, após levar em consideração
o risco de transferência e conversibilidade. Este risco é normalmente demonstrado, no caso de diferentes soberanias,
pelo teto país, que atribui um “teto” para o Rating em Moeda Estrangeira da maiora, embora não todos os emissores
dentro de um determinado país.
Onde o rating não é explicitamente descrito como moeda estrangeira ou local em um comentário de ação de rating, o
leitor deve assumir que se trata de um Rating em Moeda Estrangeira (ou seja, o rating é aplicável a todas as
obrigações em moedas conversíveis).
A.1.1 Teto País
O teto país reflete o julgamento da Fitch em relação ao risco da imposição, pelas autoridades de um país, de controles
de capital ou de câmbio que impossibilitem ou dificultem substancialmente a capacidade de conversão, pelo setor
privado, de moeda local em moeda estrangeira e de transferência para credores não residentes no país – risco de
transferência e conversibilidade (T&C).
A.2 Ratings de Recuperação
A escala de Rating de Recuperação é baseada na expectativa quanto à recuperação relativa de uma obrigação em
caso de inadimplência, saída da situação de insolvência, falência ou após a liquidação do tomador ou de suas
garantias. Sendo assim, apesar das definições citarem uma banda de porcentagem de recuperação dada a
inadimplência para ilustrar uma relativa ordem de grandeza, a escala de Rating de Recuperação é uma escala ordinal
e não uma tentativa de prever com precisão um determinado patamar de recuperação.
A.3 Outros Ratings Internacionais de Crédito
A Fitch atribui Rating de Viabilidade e Rating de Suporte para bancos, que refletem a opinião sobre a probabilidade de
um banco enfrentar dificuldades que necessitem de suporte externo e, neste caso, se ele efetivamente irá receber
este suporte ou não. Adicionalmente, a Fitch atribui ratings a companhias de seguro, que refletem sua força financeira.
A.4 Ratings Nacionais de Crédito
Em certos mercados, como no Brasil, a Fitch atribui ratings em escala nacional, que são uma avaliação da qualidade
de crédito relativa ao rating do mais baixo risco de crédito no país. Segundo esta escala, o “melhor” risco normalmente
será, porém não necessariamente, atribuído a todas as obrigações financeiras emitidas ou garantidas pelo governo
dessa jurisdição. Os ratings nacionais não são comparáveis internacionalmente e são reconhecidos pela adição de um
identificador especial para o país em questão. O desempenho dos ratings nacionais também não é comparável ao
longo do tempo, dada a calibração móvel de toda a escala em relação à entidade ou às entidades com o mais baixo
risco de crédito em um país, cuja qualidade creditícia em relação a outros emissores internacionais pode mudar
1
Em 25 de março de 2010, a Fitch determinou que iria recalibrar seus ratings de finanças públicas americanas em determinados setores para
manter a comparabilidade com outros ratings internacionais de crédito ("Recalibration of U.S. Public Finance Ratings"). A recalibragem dos ratings
dos estados americanos Commonwealth de Puerto Rico, Distrito de Columbia, cidade de Nova York City foi implementada em 5 de abril 2010, e o
restante, em 30 de abril de 2010.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
7
significativamente ao longo do tempo.
A.5 Usos Adicionais das Escalas Principais de Rating de Crédito
As escalas principais de rating de crédito podem ser utilizadas para fornecer uma opinião de crédito de obrigações
não públicas ou de certos programas de emissão. Também são usadas para fornecer uma opinião de crédito sobre
uma perspectiva mais estreita, como pagamento somente de juros e pagamento de principal.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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A.1 Emissores Internacionais e Escalas de Ratings de Crédito
As escalas principais de Ratings de Crédito (representadas por categorias que vão de ‘AAA a D’ e de ‘F1 a D’) são
usadas para rating de dívida e de força financeira. O texto a seguir mostra como elas são usadas para emissores e
obrigações de dívida nos setores corporativos, em finanças públicas e em finanças estruturadas. Para as escalas de
fundos de investimentos, por favor, consultar a seção B.2.
A.1.1 Escalas de Rating de Longo Prazo
A.1.1.1 Escalas de Ratings de Crédito de Emissores
Ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor (IDRs – Issuer Default Ratings) são atribuídos a emissores de
vários setores, incluindo instituições financeiras e não financeiras, emissores soberanos e companhias de seguro. Os
IDRs opinam sobre a relativa vulnerabilidade de uma entidade à inadimplência em relação às suas obrigações
financeiras. O risco de inadimplência “limite” medido pelo IDR é, geralmente, aquele de obrigações financeiras cujo
não pagamento melhor refletiria a falha não solucionada da entidade. Assim sendo, os IDRs também contemplam a
vulnerabilidade relativa à falência, à recuperação judicial ou a conceitos similares, embora a agência reconheça que
os emissores possam também fazer, de forma antecipada, uso voluntário destes mecanismos.
Em geral, os IDRs fornecem um ranking ordinal de emissores baseado na visão da agência sobre a relativa
vulnerabilidade à inadimplência, mais do que numa previsão de porcentagem específica da probabilidade de
inadimplência. Para informações históricas sobre a experiência de inadimplência de emissores avaliados pela Fitch,
por favor consultar os estudos de transição de matrizes de rating e de inadimplência disponíveis no website da
agência.
A.1.1.2 Teto País
O teto país é expresso usando os símbolos do Rating de Longo Prazo de emissor de Longo Prazo e está relacionado
a jurisdições soberanas avaliadas com o IDR. O teto país reflete o julgamento da Fitch em relação ao risco de
imposição, pelas autoridades de um país, de controles de capital ou de câmbio, que impossibilitem ou dificultem
substancialmente a capacidade de conversão, pelo setor privado, de moeda local para moeda estrangeira ou de
transferência de de moeda estrangeiras para credores não residentes no país – risco de transferência e
conversibilidade (T&C). Assim sendo, eles não são ratings, mas expressões de um limite máximo para os ratings em
moeda estrangeira para a maioria, mas não todos, os emissores de um país.
Devido à forte correlação entre o risco soberano e o risco T&C, o teto país pode apresentar um maior grau de
volatilidade do que seria normalmente esperado quando este risco estiver situado acima do rating soberano em
moeda estrangeira.
AAA: Mais alta qualidade de crédito
O rating ‘AAA’ reflete a menor expectativa de risco de inadimplência. É atribuído apenas em casos de capacidade
excepcionalmente elevada de pagamento dos compromissos financeiros. Essa capacidade é altamente improvável de
ser adversamente afetada por eventos previsíveis.
AA: Qualidade de crédito muito alta
O rating ‘AA’ denota uma expectativa muito baixa de risco de inadimplência. Indica uma capacidade muito elevada de
pagamento de compromissos financeiros. Essa capacidade não é significativamente vulnerável a eventos previsíveis.
A: Qualidade de crédito alta
O rating ‘A’ denota uma baixa expectativa de risco de inadimplência. A capacidade de pagamento de compromissos
financeiros é considerada forte. Essa capacidade, todavia, pode ser mais vulnerável a alterações nos negócios ou nas
condições econômicas, do que no caso de categorias de ratings melhores.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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BBB: Boa qualidade de crédito
O rating ‘BBB’ indica que, no momento, existe uma baixa expectativa de risco de inadimplência. A capacidade de
pagamento de compromissos financeiros é considerada adequada. Todavia, mudanças adversas nos negócios e nas
condições econômicas têm mais possibilidade de limitar essa capacidade.
BB: Especulativo
O rating ‘BB’ indica um risco de inadimplência mais elevado, particularmente como resultado de mudanças adversas
nos negócios e nas condições econômicas ao longo do tempo. Entretanto, existem alternativas financeiras ou de
negócios que fazem com que os compromissos financeiros sejam honrados.
B: Altamente especulativo
O rating ‘B’ indica que um significativo risco de inadimplência está presente, porém uma limitada margem de
segurança ainda existe. Os compromissos financeiros estão sendo honrados. Entretanto, a capacidade de continuar
efetuando pagamentos está vulnerável à deterioração nos ambientes de negócios e econômico.
CCC: Risco de crédito substancial
A inadimplência é uma possibilidade real.
CC: Risco de crédito muito alto
Algum tipo de inadimplência é provável.
C: Risco de crédito excepcionalmente alto
A inadimplência é iminente ou inevitável, ou o emissor está sem alternativas. As condições que levam o rating de um
emissor para a categoria ‘C’ incluem:
a.o emissor entrou em período de carência ou de cura após o não pagamento de uma importante obrigação
financeira,
b.o emissor entrou em um período de negociação de “perdão” temporário ou acordo de imobilização após a
inadimplência de um pagamento de uma importante obrigação financeira; e
c.a Fitch acredita que um ‘RD’ ou ‘D’ seja iminente ou inevitável, incluindo o anúncio formal de uma troca de dívida
coercitiva.
RD: Inadimplência Restrita
Ratings ‘RD’ indicam, na opinião da Fitch, que um emissor está inadimplente no pagamento não resolvido de um
bônus, empréstimo ou outra importante obrigação financeira, mas que não entrou legalmente em processo de
recuperação judicial, intervenção administrativa, liquidação ou de encerramento formal ou que não encerrou suas
atividades. A categoria ‘RD’ inclui:
a.inadimplência seletiva no pagamento de uma classe específica ou dívida em determinada moeda;
b.expiração, sem sucesso, de uma eventual carência, período de cura ou tolerância dos credores da inadimplência
após suspensão de um pagamento de dívida bancária, títulos no mercado de capital ou outra importante obrigação
financeira;
c.extensão de múltiplos perdões ou período de tolerância após a inadimplência em um pagamento de uma ou mais
importante obrigação financeira, em série ou em paralelo; e
d.execução de uma troca de dívida coercitiva de uma ou mais obrigações financeiras.
D: Inadimplência
Ratings ‘D’ indicam, na opinião da Fitch, que um emissor entrou com pedido de recuperação judicial, intervenção
administrativa, liquidação ou processo de encerramento formal ou que encerrou suas atividades.
Ratings de inadimplência não são atribuídos de forma prospectiva a entidades ou suas obrigações. Dentro deste
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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contexto, o não pagamento de um instrumento em período de carência ou com mecanismo de diferimento não será
considerado como inadimplente até a expiração do diferimento ou da carência, a menos que a inadimplência seja
provocada por falência ou outra circunstância similar, ou por uma troca de dívida coercitiva.
A inadimplência “iminente” tipicamente se refere a uma ocasião em que a suspensão de um pagamento foi indicada
pelo emissor e é tudo, menos inevitável. Isto pode acontecer, por exemplo, se um emissor perdeu o período de
pagamento, mas tipicamente possui um período de carência durante o qual pode curar a inadimplência do pagamento.
Uma outra alternativa seria se um emissor formalmente anunciou uma troca de dívida coercitiva, mas a data da troca
ainda se estende por vários dias ou semanas num futuro imediato.
Em todos os casos, a atribuição de um rating de inadimplência reflete a opinião da agência como a mais apropriada
categoria de rating consistente com o universo das classificações e pode diferir da definição de inadimplência em
relação às obrigações financeiras do emissor ou práticas comerciais locais.
Nota:
Os modificadores "+" ou "-" podem ser adicionados a um rating para denotar sua posição relativa nas categorias
principais de rating. Os sufixos não são adicionados a IDRs de Longo Prazo 'AAA' ou a IDRs de Longo Prazo abaixo
de ‘B’.
Limitações da Escala de Ratings de Crédito de Emissor
Limitações específicas relevantes para a escala de ratings de crédito de emissor incluem:
- Os ratings não preveem um percentual específico de probabilidade de inadimplência ao longo de um período de tempo
determinado.
- Os ratings não opinam sobre o valor de mercado de um título ou ação do emissor, ou sobre a probabilidade de que este valor
possa mudar.
- Os ratings não opinam sobre a liquidez dos títulos ou ações do emissor.
- Os ratings não opinam sobre a possível severidade de perda de uma obrigação, caso um emissor se torne inadimplente.
- Os ratings não opinam sobre a adequação de um emissor como contraparte na negociação do crédito.
- Os ratings não opinam sobre a qualidade do negócio de um emissor, perfil operacional ou financeiro, que não seja a opinião da
agência sobre sua relativa vulnerabilidade à inadimplência.
Os ratings atribuídos pela Fitch refletem uma opinião sobre áreas de risco definidas e específicas. A lista acima não é completa e é
fornecida para conveniência do leitor. Os leitores devem rever a seção Entendendo os Ratings de Crédito – Usos e Limitações para
obterem mais informações sobre as limitações aos ratings da agência.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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A.1.1.3 Obrigações de Finanças Corporativas - Escalas de Ratings de Longo Prazo
Os ratings dos títulos individuais ou de obrigações financeiras de um emissor corporativo tratam da relativa
vulnerabilidade à inadimplência em uma escala ordinal. Além disso, com relação a obrigações financeiras em finanças
corporativas, uma medida de recuperação dada a inadimplência deste passivo também é incluída na avaliação do
rating. Isto particularmente se aplica aos ratings de dívidas lastreadas por ativos bancários (covered bonds), que
incorporam tanto a indicação de probabilidade de inadimplência como a recuperação em caso de inadimplência do
instrumento de dívida.
A relação entre o emissor e a escala das obrigações financeiras contempla uma média histórica de recuperação entre
30% e 50% das obrigações seniores sem garantia de um emissor. Como resultado, as obrigações individuais de
entidades, como as corporações, recebem ratings mais altos, mais baixos ou no mesmo patamar que o IDR ou o
rating de emissor. Na categoria inferior da escala de rating, a Fitch publica, em muitos casos, Ratings de Recuperação
explícitos para complementar os ratings dos emissores e das obrigações.
AAA: Mais alta qualidade do crédito
Os ratings ‘AAA’ denotam a mais baixa expectativa de risco de crédito. São atribuídos apenas nos casos de
capacidade excepcionalmente forte de pagamento dos compromissos financeiros. É altamente improvável que esta
capacidade venha a ser afetada adversamente por eventos previsíveis.
AA: Qualidade de crédito muito alta
Os ratings ‘AA’ denotam expectativas de risco de crédito muito baixo. Indicam capacidade muito forte de pagamento
dos compromissos financeiros. Esta capacidade não é significativamente vulnerável a eventos previsíveis.
A: Qualidade de crédito alta
Os ratings ‘A’ denotam expectativas de baixo risco de crédito. A capacidade de pagamento dos compromissos financeiros é
considerada forte. Esta capacidade pode, no entanto, ser mais vulnerável a condições adversas nos negócios ou
econômicas, do que no caso de ratings mais altos.
BBB: Boa qualidade do crédito
Os ratings ‘BBB’ indicam que as expectativas de risco de crédito são baixas atualmente. A capacidade de pagamento
dos compromissos financeiros é considerada adequada, mas há maior probabilidade de que condições adversas nos
negócios ou econômicas venham a impactar esta capacidade.
BB: Especulativo
Os ratings ‘BB’ indicam elevada vulnerabilidade ao risco de crédito, particularmente no caso de mudanças adversas nas
condições dos negócios ou econômicas ao longo do tempo. Entretanto, podem estar disponíveis alternativas de
negócios ou financeiras que permitam que os compromissos financeiros sejam honrados.
B: Altamente especulativo
Os ratings ‘B’ indicam que há um risco de crédito relevante*.
CCC: Risco de crédito substancial
Os ratings ‘CCC’ indicam que há substancial risco de crédito*.
CC: Níveis de risco de crédito muito altos
Os ratings ‘CC’ indicam níveis muito altos de risco de crédito*.
C: Níveis de risco de crédito excepcionalmente altos
Os ratings ‘C’ indicam níveis excepcionalmente altos de risco de crédito*.
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Obrigações inadimplentes geralmente não recebem ratings ‘D’, mas são classificadas nas categorias de rating de ‘B’ a
‘C’, dependendo de suas perspectivas de recuperação e de outras características relevantes. Esta abordagem alinha
de forma mais adequada as obrigações que têm expectativas de perda comparáveis, mas diferentes vulnerabilidades
à inadimplência e à perda.
Nota:
Os modificadores “+” ou “-” podem ser acrescentados a um rating para denotar sua posição relativa dentro das
principais categorias de rating. Esses sufixos não são acrescentados à categoria de ratings ‘AAA’ ou, no caso das
obrigações de finanças corporativas, aos ratings nas categorias abaixo de ‘CCC’.
O sufixo (emr) é uma abreviação de risco de mercado embutido no cupom de certas obrigações, que é algo além do escopo
dos ratings. A designação tem por objetivo deixar claro que o rating visa unicamente o risco de contraparte de uma emissão
bancária. Isso não significa que exista uma limitação na avaliação do risco de contraparte, a qual segue a metodologia da Fitch
para análise de emissões de instituições financeiras. A Fitch não avalia os instrumentos de dívidas em que o principal está
sujeito ao risco de mercado.
*Tabela da Relação Entre Obrigações Corporativas Adimplentes e Inadimplentes em Categorias Mais Baixas
de Grau Especulativo (os Ratings de Recuperação estão publicados na seção A.2)
Rating
Obrigação
Categoria B
da
Obrigação Adimplente
Obrigação Inadimplente
O risco de inadimplência é compatível com o IDR nas faixas ‘BB’ a ‘C’.
A obrigação ou o emissor está inadimplente,
ou atrasou o pagamento, mas a obrigação
avaliada deve ter taxas de recuperação
extremamente altas, condizentes com o Rating
de Recuperação ‘RR1’.
Para emissores com IDR inferior a ‘B’, o risco de crédito desta
obrigação é mitigado pelo nível de recuperação esperado, caso ocorra
inadimplência.
Para emissores com IDR superior a ‘B’, o risco de crédito desta
obrigação é exacerbado pelo baixo nível de recuperação esperada,
caso ocorra inadimplência.
Categoria CCC
O risco de inadimplência é compatível com o IDR nas faixas ‘B’ a ‘C’.
Para emissores com IDR inferior a ‘CCC’, o risco de crédito desta
obrigação é mitigado pelo nível de recuperação esperada, caso ocorra
inadimplência.
Para emissores com IDR superior a ‘CCC’ o risco de crédito desta
obrigação é exacerbado pelo baixo nível de recuperação esperada,
caso ocorra inadimplência.
Categoria CC
O risco de inadimplência é compatível com o IDR nas faixas ‘B’ a ‘C’.
Para emissores com IDR inferior a ‘CC’, o risco de crédito desta
obrigação é mitigado pelo nível de recuperação esperada, caso ocorra
inadimplência.
Para emissores com IDR superior a ‘CC’, o risco de crédito desta
obrigação é exacerbado pelo baixo nível de recuperação esperada,
caso ocorra inadimplência.
Categoria C
O risco de inadimplência é compatível com o IDR nas faixas ‘B’ a ‘C’.
O risco de crédito desta obrigação é exacerbado pelo baixo nível de
recuperação esperada, caso ocorra inadimplência.
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A obrigação ou o emissor está inadimplente,
ou atrasou o pagamento, mas a obrigação
avaliada deverá ter uma taxa de recuperação
superior, condizente com o Rating de
Recuperação ‘RR2’.
A obrigação ou o emissor está inadimplente,
ou atrasou pagamento, mas a obrigação
avaliada deverá ter uma boa taxa de
recuperação, condizente com o Rating de
Recuperação ‘RR3’.
A obrigação ou o emissor está inadimplente,
ou atrasou o pagamento, mas a obrigação
avaliada deverá ter, em média, uma taxa de
recuperação abaixo da média ou fraca,
condizente com um Rating de Recuperação
‘RR4’, ‘RR5’ ou ‘RR6’.
Limitações da Escala de Rating de Obrigações de Finanças Corporativas
Limitações específicas relevantes para a Escala de Rating das Obrigações de Finanças Corporativas incluem:
- Os ratings não preveem um percentual específico de probabilidade de inadimplência ou de perdas esperadas em
qualquer período de tempo determinado.
- Os ratings não opinam sobre o valor de mercado de um título ou uma ação do emissor, ou sobre a probabilidade de
que este valor possa mudar.
- Os ratings não opinam sobre a liquidez dos títulos ou ações do emissor.
- Os ratings não opinam sobre a adequação de um emissor como contraparte na negociação do crédito.
- Os ratings não opinam sobre a qualidade relativa ao negócio do emissor, seu perfil operacional ou financeiro, que
não seja a opinião da agência sobre a relativa vulnerabilidade à inadimplência e a relativa recuperação, caso ocorra a
inadimplência.
Os Ratings de Recuperação, em particular, refletem uma análise fundamental da relação entre os compromissos
financeiros de uma entidade ou da transação e as potenciais fontes que possam cumprir com estas obrigações. O
porte dessas fontes e obrigações está sujeito a uma ampla variedade de fatores dinâmicos externos à análise da
agência, que irão influenciar as taxas reais de recuperação.
Os ratings atribuídos pela Fitch refletem uma opinião sobre áreas de risco específicas e bem definidas. A relação
acima não é completa e está sendo fornecida para conveniência do leitor. Os leitores devem rever a seção
Entendendo os Ratings de Crédito – Usos e Limitações para mais informações sobre as limitações dos ratings da
agência.
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A.1.1.4 Obrigações de Finanças Estruturadas, Finanças Públicas e Project Finance – Escalas de Rating
de Longo Prazo
Ratings de Longo Prazo de finanças estruturadas, project finance e de obrigações de finanças públicas, incluindo
obrigações financeiras de emissores soberanos, consideram a relativa vulnerabilidade à inadimplência. Estes ratings
são tipicamente atribuídos a um título individual ou uma série em uma transação e não a um emissor.
AAA: Mais alta qualidade de crédito
O rating ‘AAA’ reflete a menor expectativa de risco de inadimplência. É atribuído apenas em casos de capacidade
excepcionalmente elevada de pagamento dos compromissos financeiros. Essa capacidade é altamente improvável de
ser adversamente afetada por eventos previsíveis.
AA: Qualidade de crédito muito alta
O rating ‘AA’ denota uma expectativa muito baixa de risco de inadimplência. Indica uma capacidade muito elevada de
pagamento dos compromissos financeiros. Essa capacidade não é significativamente vulnerável a eventos previsíveis.
A: Qualidade de crédito alta
O rating ‘A’ denota uma baixa expectativa de risco de inadimplência. A capacidade de pagamento dos compromissos
financeiros é considerada forte. Essa capacidade, todavia, pode ser mais vulnerável a condições nos negócios ou
econômicas, do que no caso de categorias de ratings melhores.
BBB: Boa qualidade de crédito
O rating ‘BBB’ indica que, no momento, existe uma baixa expectativa de risco de inadimplência. A capacidade de
pagamento de compromissos financeiros é considerada adequada. Todavia, condições adversas nos negócios e
econômicas têm mais possibilidade de limitar essa capacidade.
BB: Especulativo
O rating ‘BB’ indica um risco de inadimplência mais elevado, particularmente como resultado de mudanças adversas
nos negócios e nas condições econômicas ao longo do tempo.
B: Altamente especulativo
O rating ‘B’ indica que um significativo risco de inadimplência está presente, porém uma pequena margem de
segurança ainda existe. Os compromissos financeiros estão sendo honrados. Entretanto, a capacidade de continuar
efetuando pagamentos é vulnerável à deterioração nos ambientes de negócios e econômico.
CCC: Risco de crédito substancial
A inadimplência é uma possibilidade real.
CC: Risco de crédito muito alto
Algum tipo de inadimplência é provável.
C: Risco de crédito excepcionalmente alto
A inadimplência é iminente ou inevitável.
D: Inadimplência
Indica inadimplência. A inadimplência geralmente é definida como:
- insolvência no pagamento do principal e/ou juros indicados nos termos do contrato da obrigação avaliada;
- pedido de recuperação judicial, intervenção administrativa, liquidação ou outro processo de encerramento formal dos
negócios do emissor ou da obrigação; ou
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- troca contenciosa de uma obrigação, quando os credores oferecem títulos em condições econômicas ou estruturais
reduzidas quando comparados com a obrigação existente, a fim de evitar a provável inadimplência no pagamento.
Indimplência em Finanças Estruturadas
A inadimplência “iminente”, na categoria de ‘C’, tipicamente se refere a uma ocasião em que a suspensão de um
pagamento foi indicada pelo emissor e é tudo, menos inevitável. Uma outra alternativa seria se um emissor
formalmente anunciou uma troca contenciosa de dívida, mas a data ainda se estende por vários dias ou semanas num
futuro imediato.
Adicionalmente, nas transações de finanças estruturadas, quando a análise indica que um instrumento está
irrevogavelmente deteriorado, assim como não é esperado o pagamento de juros e/ou do principal em sua totalidade
de acordo com os termos do contrato durante a vigência da operação, mas quando a inadimplência no pagamento
não é iminente, a obrigação será tipicamente avaliada na categoria de rating ‘C’.
Perdas Contábeis em Finanças Estruturadas
Quando um instrumento, na opinião da agência, teve uma involuntária e irreversível perda contábil no principal
(diferente da amortização e que resultou em perda para o investidor), o rating de crédito ‘D’ será atribuído ao
instrumento. Quando a agência acredita que a perda contábil pode ser temporária (e a perda pode ser revertida no
futuro quando o desempenho melhorar), então o rating de crédito ‘C’ será atribuído. Se a perda contábil for revertida, o
rating de crédito do instrumento será aumentado para um nível adequado. Se a perda contábil for julgada irreversível,
o rating de crédito será rebaixado para ‘D’.
Notas
No caso de estruturadas e project finance, mesmo que os ratings não considerem a severidade da perda dada a
inadimplência da obrigação financeira avaliada, as premissas da severidade de perda nos ativos subjacentes são
incluídas como parte da análise. As premissas da severidade de perda são usadas para deduzir os fluxos de caixa
disponíveis para o serviço das obrigações avaliadas.
O sufixo ‘sf’ denota uma emissão de finanças estruturadas. Para uma explicação sobre como a Fitch atribui ratings
para operações estruturadas, por favor, leia nossa metodologia disponível em www.fitchratings.com
No caso das finanças públicas, os ratings não consideram a perda dada a inadimplência das obrigações financeiras
avaliadas, focando, em vez disso, a vulnerabilidade das obrigações financeiras à inadimplência.
Os modificadores “+” ou “-” podem ser adicionados a um rating para denotar sua posição relativa nas categorias
principais de rating. Os sufixos não são adicionados a ratings de Longo Prazo ‘AAA’ ou a categorias abaixo de ‘B’.
Enhanced Equipment Trust Certificates (EETCs) são títulos híbridos de dívida corporativa e de finanças estruturadas
que empresas aéreas tipicamente usam para financiar equipamentos de aeronaves. Devido às características híbridas
dessas obrigações, a abordagem de rating da Fitch incorpora elementos das metodologias de finanças estruturadas e
de corporações. Embora sejam classificadas como asset-backed securities (ABS), ao contrário de outros ratings de
finanças estruturadas, os ratings EETCs contemplam uma medida de recuperação dada inadimplência similar aos
ratings de obrigações financeiras em finanças corporativas, conforme descrito no parágrafo A.1.1.2.
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Limitações da Escala de Ratings de Obrigações de Finanças Estruturadas, Project Finance e de
Finanças Públicas
Limitações específicas relevantes para a escala de rating de obrigações de finanças estruturadas, project finance e
finanças públicas incluem:
- Os ratings não preveem um percentual específico de probabilidade de inandimplência ao longo de um período de
tempo determinado.
- Os ratings não opinam sobre o valor de mercado de um título ou ação do emissor, ou sobre a probabilidade de que
este valor possa mudar.
- Os ratings não opinam sobre a liquidez dos títulos ou ações do emissor.
- Os ratings não opinam sobre a possível severidade de perda de uma obrigação, se uma obrigação se tornar
inadimplente.
- Os ratings não opinam sobre a qualidade do perfil da transação em finanças estruturadas que não seja a opinião da
agência sobre a relativa vulnerabilidade à inadimplência de cada série ou título.
Os rating atribuídos pela Fitch refletem uma opinião sobre áreas de risco definidas e específicas. A lista acima não é
completa e é fornecida para conveniência do leitor. Os leitores devem rever a seção Entendendo os Ratings de
Crédito – Usos e Limitações para obter mais informações sobre as limitações aos ratings da agência.
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A.1.2 Escalas de Rating de Curto Prazo
A.1.2.1 Ratings de Curto Prazo Atribuídos a Obrigações Corporativas, de Finanças Públicas e Estruturadas
O rating de curto prazo de emissor ou suas obrigações é baseado na vulnerabilidade à inadimplência no curto prazo
da entidade avaliada ou dívida e está relacionado à capacidade do cumprimento das obrigações financeiras de acordo
com a documentação que regula o instrumento em questão. Ratings de curto prazo são atribuídos a obrigações com
vencimento inicial considerado de curto prazo de acordo com as práticas do mercado. Tipicamente, esse prazo vai até
13 meses para dívidas de empresas, finanças estruturadas e soberanias e até 36 meses para dívidas de finanças
públicas nos Estados Unidos.
F1: Mais alta qualidade de crédito de curto prazo
Indica a mais forte capacidade intrínseca de pagamento pontual dos compromissos financeiros; pode ser
acompanhado por um "+", denotando um perfil de crédito extremamente forte.
F2: Boa qualidade de crédito de curto prazo
Boa capacidade intrínseca de pagamento pontual dos compromissos financeiros.
F3: Qualidade de crédito de curto prazo regular
Adequada capacidade intrínseca de pagamento pontual dos compromissos financeiros.
B: Qualidade de crédito de curto prazo especulativa
Mínima capacidade de pagamento pontual dos compromissos financeiros, além de elevada vulnerabilidade a
mudanças adversas, no curto prazo, nas condições econômicas ou financeiras.
C: Alto risco de inadimplência de curto prazo
A possibilidade de inadimplência é real.
RD: Inadimplência restrita
Indica uma entidade que está inadimplente em uma ou mais de suas obrigações financeiras, porém continua a honrar
outras obrigações. Aplicável somente a ratings de entidades.
D: Inadimplência
Indica um amplo evento de inadimplência de uma entidade ou de inadimplência de uma obrigação de curto prazo
específica.
Limitações da Escala de Rating de Curto Prazo
Limitações específicas relevantes para a escala de Rating de Curto Prazo incluem:
- Os ratings não preveem um percentual específico de probabilidade de inadimplência ao longo de um período de tempo
determinado.
- Os ratings não opinam sobre o valor de mercado de um título ou ações do emissor, ou sobre a probabilidade de que este valor
possa mudar.
- Os ratings não opinam sobre a liquidez dos títulos ou ações do emissor.
- Os ratings não opinam sobre a possível severidade de perda em uma obrigação, se a obrigação se tornar inadimplente.
- Os ratings não opinam sobre a qualidade do emissor ou perfil da transação, que não seja a opinião da agência sobre a relativa
vulnerabilidade à inadimplência do emissor ou da obrigação avaliada.
Os ratings atribuídos pela Fitch refletem uma opinião sobre áreas de risco específicas e definidas. A lista acima não é completa e é
fornecida para conveniência do leitor. Os leitores devem rever a seção Entendendo os Ratings de Crédito – Usos e Limitações para
obter mais informações sobre as limitações dos ratings da agência.
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A.1.2.2 Relação Entre Ratings de Curto e de Longo Prazo em Finanças Corporativas e Finanças Públicas
Com relação aos ratings corporativos e de finanças públicas da agência, os emissores podem, frequentemente,
apresentar tanto Ratings de Longo Prazo quanto de Curto Prazo. Esses ratings podem ser atribuídos ao emissor, às
suas obrigações ou a ambos. Embora haja um grande número de fatores distintos que determina os Ratings de Curto
Prazo, um elo sempre existiu entre os Ratings de Curto e de Longo Prazo. Em parte, isso reflete a importância
inerente da liquidez e as preocupações de curto prazo dentro da análise de um perfil de crédito de longo prazo. Além
disso, ele assegura que as duas escalas não se contradigam intuitivamente em relação a um emissor. Este elo se
encontra delineado abaixo e, na maioria das circunstâncias, apresenta certa assimetria, como a seguir:
a. maior risco relativo de inadimplência no curto prazo implica elevado risco de inadimplência no curto prazo, que
não pode ser separado da análise de inadimplência de longo prazo para a maioria dos instrumentos e emissores;
mas
b. menor risco de inadimplência no curto prazo, talvez através de fatores que emprestem suporte temporário ao
perfil do emissor, pode coexistir com maior risco de inadimplência no médio ou num prazo mais longo.
A Tabela de Correlação dos Ratings representa, então, a verificação do “senso comum” em relação à combinação de
um rating de curto prazo particularmente fraco com um rating alto de longo prazo. A outra assimetria - Rating de Curto
Prazo mais forte com Rating de Longo Prazo mais fraco - é abordada conceitualmente. O Rating de Curto Prazo de
grau de investimento é uma medida da liquidez intrínseca ou sustentável, que, na maioria dos casos, exclui o tipo de
suporte temporário ou insustentável descrito acima no ponto b.
Em contraste, no caso de ratings de grau especulativo, em geral, é dada maior ênfase ao perfil de liquidez real
esperado do emissor para os 13 meses seguintes, incluindo o impacto da melhora ou da piora temporária na liquidez.
A tabela abaixo é apenas um guia, e as variações nessa correlação serão compatíveis com o critério adotado por
distintos grupos de análise, quando analiticamente pertinentes.
Para mais detalhes, por favor, consulte: "Short-Term Ratings Criteria for Corporate Finance" e "Rating Municipal Shortterm Debt".
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Tabela de Correlação dos Ratings
Rating de Longo Prazo
Rating de Curto Prazo
AAA
F1+
AA+
F1+
AA
F1+
AA-
F1+
A+
F1 or F1+
A
F1
A-
F2 or F1
BBB+
F2
BBB
F3 or F2
BBB-
F3
BB+
B
BB
B
BB-
B
B+
B
B
B
B-
B
CCC
C
CC
C
C
C
RD/D
RD/D
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A.2 Ratings de Recuperação
A Fitch atribui Ratings de Recuperação a determinados títulos e emissões, mais frequentemente para obrigações
individuais de emissores corporativos classificados em categorias de rating especulativo.
Entre os fatores que afetam os níveis de recuperação dos títulos de um emissor estão as garantias; a relativa
senioridade em relação a outras obrigações dentro da estrutura de capital (quando apropriada); e o esperado valor da
empresa ou os problemas relacionados às garantias em cenário de estresse.
A escala de Rating de Recuperação é baseada na expectativa em relação à capacidade de recuperação de uma
obrigação em caso de resolução da inadimplência, saída da situação de insolvência ou após a liquidação do tomador
ou das garantias associadas.
A escala de Rating de Recuperação é ordinal e não uma tentativa de prever com precisão um dado patamar de
recuperação. Para ajudar no desenvolvimento das avaliações de rating, a agência emprega um sistema teórico de
bandas de recuperação com base em médias históricas, mas o nível real de recuperação para um determinado título
pode apresentar importante desvio destas médias.
RR1: Capacidade excepcional de recuperação em caso de inadimplência
Emissões classificadas em RR1 têm características compatíveis com títulos que historicamente apresentam
recuperação entre 91% e 100% do principal e juros.
RR2: Capacidade alta de recuperação em caso de inadimplência
Emissões classificadas em RR2 têm características compatíveis com títulos que historicamente apresentam
recuperação entre 71% e 90% do principal e juros.
RR3: Boa capacidade de recuperação em caso de inadimplência
Emissões classificadas em RR3 têm características compatíveis com títulos que historicamente apresentam
recuperação entre 51% e 70% do principal e juros.
RR4: Capacidade média de recuperação em caso de inadimplência
Emissões classificadas em RR4 têm características compatíveis com títulos que historicamente apresentam
recuperação entre 31% e 50% do principal e juros.
RR5: Capacidade de recuperação abaixo da média em caso de inadimplência
Emissões classificadas em RR5 têm características compatíveis com títulos que historicamente apresentam
recuperação entre 11% e 30% do principal e juros.
RR6: Baixa capacidade de recuperação em caso de inadimplência
Emissões classificadas em RR6 têm características compatíveis com títulos que historicamente apresentam
recuperação entre 0% e 10% do principal e juros.
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Limitações da Escala de Ratings de Recuperação
As limitações específicas relevantes para a escala de Ratings de Recuperação incluem:
- Os ratings não preveem um percentual específico de recuperação se ocorrer a inadimplência.
- Os ratings não opinam sobre o valor de mercado de um título ou ações do emissor ou sobre a probabilidade de que este valor
possa mudar.
- Os ratings não opinam sobre a liquidez dos títulos ou ações do emissor.
- Os ratings não opinam sobre a qualidade relacionada ao perfil de um emissor ou de uma transação, que não seja a opinião da
agência sobre a severidade de perda relativa de uma obrigação avaliada, caso a obrigação se torne inadimplente.
Os Ratings de Recuperação, em particular, refletem uma análise fundamental da relação entre as obrigações financeiras de uma
entidade ou transação e as potenciais fontes para cumprir com estas obrigações. O porte dessas fontes e obrigações está sujeito a
uma ampla variedade de fatores dinâmicos externos à análise da agência, que irão influenciar as taxas reais de recuperação.
Os ratings atribuídos pela Fitch refletem uma opinião sobre áreas de risco definidas e específicas. A relação acima não é completa
e é fornecida para conveniência do leitor. Os leitores devem rever a seção Entendendo os Ratings de Crédito - Usos e Limitações
para mais informações sobre as limitações dos ratings da agência.
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A.3. Outros Ratings Internacionais de Crédito
A.3.1 Rating de Suporte, Ratings de Viabilidade e Rating Individual Para Bancos
A.3.1.1 Ratings de Suporte
O Que Eles Avaliam
Os Ratings de Suporte da Fitch refletem a opinião da agência sobre a probabilidade de uma instituição financeira
receber suporte extraordinário, se necessário, para evitar que se torne inadimplente em relação às suas obrigações
seniores. O suporte extraordinário normalmente provém de uma das seguintes fontes: dos acionistas da entidade
classificada (suporte institucional) ou das autoridades nacionais do país onde a entidade estiver domiciliada (suporte
soberano). No entanto, em algumas circunstâncias, os Ratings de Suporte também podem refletir o potencial suporte
de outras fontes, como, por exemplo, de instituições financeiras internacionais, governos regionais ou de possíveis
compradores da entidade classificada.
Em alguns casos, a Fitch pode entender que a probabilidade de uma instituição financeira receber suporte externo é
substancialmente diferente, comparando suas obrigações em moeda estrangeira com as obrigações em moeda local.
Isso pode ocorrer, por exemplo, quando o próprio soberano, potencial prestador do suporte, tiver os IDRs em Moeda
Estrangeira e em Moeda Local atribuídos em níveis diferentes. Nesses casos, o Rating de Suporte da instituição
financeira (e o Piso do Rating de Suporte) será atribuído baseado nas obrigações com menor probabilidade de
receber suporte (normalmente aquelas em moeda estrangeira), enquanto os IDRs em Moeda Estrangeira e Local da
instituição financeira podem ser atribuídos em níveis diferentes, de modo que reflita a diferença de risco.
Quando São Atribuídos
Os Ratings de Suporte são atribuídos a todos os bancos, sejam eles instituições comerciais ou instituições com
missão pública, e são normalmente atribuídos às holdings de bancos. Podem também ser atribuídos a instituições
não-bancárias, incluindo distribuidoras de títulos e valores mobiliários, empresas de leasing e financeiras, bem como a
gestores de recursos, quando os IDRs destas entidades forem movidos pelo suporte e a agência acreditar que a
atribuição de um Rating de Suporte poderá aumentar sua transparência.
Em Que Escala
Os Ratings de Suporte são atribuídos observando uma escala de cinco níveis, em que o ‘1’ representa probabilidade
de suporte extremamente alta e o ‘5’ indica que não se pode contar com o suporte. Cada rating reflete o nível mínimo
a que podem chegar os IDRs de Longo Prazo da entidade.
Como São Determinados
Levando em conta o suporte soberano ou institucional, a Fitch irá analisar tanto a capacidade, como a propensão da
entidade vir a prestar suporte à instituição financeira envolvida.
Os principais fatores do suporte soberano são:
 A capacidade do soberano de prestar suporte
 A propensão do soberano de prestar suporte a um setor bancário
 A propensão do soberano de prestar suporte a uma instituição específica
Os principais fatores do suporte institucional são:
 A capacidade do controlador de prestar suporte
 A propensão do controlador de prestar suporte e a classificação da subsidiária como “principal”, “estrategicamente
importante” ou de “importância limitada”
 Obrigações e limitações legais e regulatórias
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Definições:
1:
Um banco para o qual há probabilidade extremamente alta de suporte externo. O potencial provedor de suporte é
muito bem avaliado como tal e tem propensão muito alta a prover suporte ao banco em questão. A probabilidade de
suporte indica um piso mínimo de Rating de Longo Prazo de 'A-'.
2:
Um banco para o qual há alta probabilidade de suporte externo. O potencial provedor de suporte é bem avaliado como
tal e tem alta propensão a prover suporte ao banco em questão. Esta probabilidade de suporte indica um piso mínimo
de Rating de Longo Prazo de 'BBB-'.
3:
Um banco para o qual há probabilidade moderada de suporte devido a incertezas sobre a capacidade ou propensão
do potencial provedor de suporte em fazê-lo. Esta probabilidade de suporte indica um piso mínimo de Rating de Longo
Prazo de 'BB-'.
4:
Um banco para o qual há limitada probabilidade de suporte por significativas incertezas sobre a capacidade ou
propensão de algum possível provedor de suporte em fazê-lo. Esta probabilidade de suporte indica um piso mínimo de
Rating de Longo Prazo de 'B'.
5:
Um banco para o qual o suporte externo, apesar de possível, não pode ser considerado certo. Isto pode ser devido à
falta de propensão em prover suporte ou à capacidade financeira muito fraca de fazê-lo. Esta probabilidade de suporte
indica um piso de Rating de Longo Prazo não superior a 'B-' e, em muitos casos, sem piso algum.
Pisos de Rating de Suporte
O Que Eles Avaliam
Os Pisos do Rating de Suporte refletem a opinião da agência sobre a probabilidade de uma entidade classificada
receber suporte extraordinário, se necessário, especificamente das autoridades governamentais. Isso significa,
normalmente, de autoridades federais do país onde a instituição financeira está domiciliada, embora, em certos casos,
a Fitch também possa levar em conta em sua avaliação o potencial suporte de instituições governamentais
internacionais. Assim, os Pisos do Rating de Suporte não capturam o potencial suporte institucional dos acionistas da
entidade. Os Pisos de Rating de Suporte indicam o nível mínimo até onde os IDRs podem cair, se a agência não
mudar sua opinião sobre o potencial suporte soberano.
Quando São Atribuídos
São atribuídos a bancos comerciais e a instituições com missão pública, quando a Fitch acredita que a fonte mais
provável de potencial suporte extraordinário sejam autoridades governamentais, mais do que acionistas do banco.
Eles podem também ser atribuídos quando o suporte institucional (dos acionistas) é considerado como mais certo,
embora a agência acredite que possa ser útil indicar o patamar abaixo do qual os ratings provavelmente não cairão,
devido ao suporte do governo. A Fitch também atribui Pisos de Rating de Suporte às holdings de bancos e de
instituições não-bancárias, quando os ratings dessas entidades forem movidos pelo suporte soberano ou quando a
Fitch acreditar que a atribuição deles poderá aumentar a transparência.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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Em Que Escala
Os Pisos de Rating de Suporte são atribuídos na escala de ratings ‘AAA’. Quando não houver razoável presunção de
que o suporte soberano ocorrerá, será atribuído um ‘Sem Piso’.
Como São Determinados
Os principais fatores para avaliação do suporte soberano são:
 Capacidade do soberano de prestar o suporte
 Propensão do soberano de prestar suporte ao setor bancário
 Propensão do soberano de prestar suporte a uma instituição específica
A.3.1.2 Ratings de Viabilidade
O Que Eles Avaliam
Os Ratings de Viabilidade (RVs) medem a situação creditícia intrínseca de uma instituição financeira e refletem a
opinião da Fitch sobre a probabilidade de que uma entidade falhar. A Fitch entende que um banco falha quando:

se tornou inadimplente, isto é, deixou de honrar as suas obrigações seniores com terceiros, credores nãogovernamentais (a menos que isso seja resultado de restrições legais), tenha concluído uma troca de dívidas
problemáticas ligada a estas obrigações ou entrou em processo de falência; ou

requer suporte extraordinário, ou precisa impor perdas a suas obrigações subordinadas, de modo a restaurar
sua viabilidade.
Entretanto, a Fitch não considera que um banco tenha falhado quando:

se tornou inadimplente como resultado de restrições legais ao serviço das suas obrigações, embora o banco,
em si, permaneça solvente e líquido; ou

o suporte externo disponibilizado ou as perdas impostas às obrigações subordinadas não eram necessários,
na opinião da agência, para restaurar a viabilidade do banco.
Os RVs são assim denominados para serem compatíveis com as determinações regulatórias introduzidas
recentemente, que fazem referência à “viabilidade” ou “não-viabilidade” de bancos, mas que não se ajustam,
explicitamente, a nenhuma definição regulatória ou legislativa de “não-viabilidade” que exista ou que possa vir a ser
introduzida.
Ao atribuir RVs, a Fitch faz distinção entre “suporte regular”, do qual um banco se beneficia no curso normal do
negócio, de “suporte extraordinário”, que é prestado a um banco que falhou, de modo a restaurar a sua viabilidade. O
suporte regular é refletido no RV de um banco, enquanto o potencial suporte extraordinário é capturado no Rating de
Suporte e/ou do Piso de Rating de Suporte. O suporte regular inclui os benefícios dos quais todos os bancos se
beneficiam, em função da sua condição de instituição financeira, incluindo o acesso normal às linhas de crédito do
banco central, entre outras no mercado. Ele inclui, ainda, os benefícios que uma subsidiária normalmente recebe do
seu controlador, por exemplo, em termos de estabilidade e custo de captação, transferências de experiência da
administração e sistemas operacionais, além de assistência na originação de negócios.
Assim como o RV de uma entidade não reflete o suporte extraordinário, também não captura potenciais limitações
extraordinárias. Particularmente, um RV não é limitado pelo teto país da jurisdição na qual a instituição está
domiciliada, o que significa que um banco pode se tornar inadimplente em obrigações em moeda estrangeira devido a
restrições de transferências e conversibilidade, embora não tenha “falhado” na escala de RVs. No entanto, o RV irá
refletir totalmente os riscos da instituição resultantes do ambiente em que opera.
Quando São Atribuídos
A Fitch atribui RVs para a maioria dos bancos comerciais e holding de bancos. Entretanto, a agência não os atribui a
subsidiárias que não têm franquia individual significativa, que poderiam existir mesmo se não estivessem sob o
controle da matriz. Os RVs atribuídos a bancos em grupos, beneficiados por mecanismos mútuos de suporte, se
baseiam no perfil de crédito do grupo consolidado. RVs “Em Comum” também podem ser atribuídos a bancos de
grande porte em um grupo altamente integrado, quando os perfis individuais de crédito das instituições não puderem
ser avaliados separadamente na forma razoável.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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Os RVs não são normalmente atribuídos a bancos de desenvolvimento ou a outras instituições cujas operações sejam
amplamente determinadas pelo seu papel político (isto é, aqueles que têm operações comerciais limitadas). Também
não são normalmente atribuídos a instituições não-bancárias, como distribuidoras de títulos e valores mobiliários,
empresas financeiras e de leasing e gestores de recursos.
Os RVs são complementares aos Ratings de Suporte e normalmente atribuídos junto com estes a instituições, a fim
de destacar os dois componentes do crédito da entidade. Entretanto, há casos (por exemplo, instituições com missão
pública) em que a Fitch acredita ser útil atribuir um Rating de Suporte e um Piso de Rating de Suporte para destacar a
importância do suporte para os IDRs da entidade, embora não seja apropriada a atribuição de um RV devido à alta
influência do papel político da entidade em seu perfil “individual”.
Em Que Escala
Os RVs são atribuídos em uma escala praticamente idêntica à escala ‘AAA’, mas que adota letras minúsculas, por
exemplo, ‘aaa’ em lugar de ‘AAA’. Também não há ratings‘D’/’RD’ (que na escala ‘AAA’ indicam inadimplência) na
escala de RV. Ao final da escala, rating ‘f’ indica a opinião da Fitch de que um banco falhou.
Como São Determinados
Ao atribuir um RV, a Fitch leva em conta cinco fatores amplos: o ambiente operacional do banco, o perfil da
companhia, a administração e estratégia, o apetite por risco e o perfil financeiro.
aaa: A mais alta qualidade de crédito fundamental
Ratings 'aaa' denotam as melhores perspectivas de contínua viabilidade e as expectativas mais baixas de risco de
falha. São atribuídos apenas a bancos com características fundamentais extremamente fortes e estáveis, de tal forma
que são os mais improváveis de terem que contar com suporte extraordinário para evitar a inadimplência. É altamente
improvável que esta capacidade seja impactada adversamente por eventos previsíveis.
aa: Muito alta qualidade de crédito fundamental
Ratings 'aa' denotam perspectivas muito fortes de contínua viabilidade. As características fundamentais são muito
fortes e estáveis, de tal forma que é altamente improvável que o banco possa vir a ter que contar com suporte
extraordinário para evitar inadimplência. Esta capacidade não é significativamente vulnerável a eventos previsíveis.
a: Alta qualidade de crédito fundamental
Ratings 'a' denotam fortes perspectivas de contínua viabilidade. As características fundamentais são fortes e estáveis,
de tal forma que é improvável que o banco possa vir a ter que contar com suporte extraordinário para evitar
inadimplência. Esta capacidade pode, no entanto, ser mais vulnerável a condições nos negócios ou econômicas
adversas do que no caso dos ratings mais altos.
bbb: Boa qualidade de crédito fundamental
Ratings 'bbb' denotam boas perspectivas de contínua viabilidade. Os fundamentos do banco são adequados, de tal
forma que há um baixo risco de que ele possa vir a ter que contar com suporte extraordinário para evitar
inadimplência. Entretanto, é mais provável que as condições nos negócios ou econômicas adversas possam impactar
esta capacidade.
bb: Qualidade de crédito fundamental especulativa
Ratings 'bb' denotam moderadas perspectivas de contínua viabilidade. Há um grau moderado de força financeira
fundamental, que teria que ser corroída antes que o banco pudesse vir a ter que contar com suporte extraordinário
para evitar inadimplência. Entretanto, existe alta vulnerabilidade a mudanças adversas nas condições dos negócios ou
econômicas ao longo do tempo.
b: Qualidade de crédito fundamental altamente especulativa
Ratings 'b' denotam perspectivas fracas de contínua viabilidade. Está presente um risco substancial de falha, embora
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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permaneça uma margem limitada de segurança. A capacidade do banco de continuar suas operações sem suporte é
vulnerável à deterioração no ambiente de negócios e econômico.
ccc: Substancial risco de crédito fundamental
A falha do banco é uma possibilidade real. A capacidade de continuar suas operações sem suporte é altamente
vulnerável à deterioração no ambiente de negócios e econômico.
cc: Níveis muito altos de risco de crédito fundamental
Parece provável a falha do banco.
c: Níveis excepcionalmente altos de risco de crédito fundamental
A falha do banco é iminente ou inevitável.
f: Um banco que, na opinião da Fitch, tenha falhado, isto é, que se tornou inadimplente em relação às suas
obrigações seniores com terceiros, credores não-governamentais; ou que necessite de suporte extraordinário; ou que
precise impor perdas a suas obrigações subordinadas para restaurar sua viabilidade.
Nota:
Modificadores ‘+’ ou ‘-‘ podem ser acrescidos ao rating para denotar a posição relativa dentro das categorias de ‘aa’ a
‘b’. Perspectivas não são atribuídas a RVs.
A.3.1.3 Rating Individual de Bancos (Apenas Para Referência Histórica)
Os Ratings Individuais antecederam os RVs e avaliavam a situação creditícia intrínseca de uma instituição financeira.
Os Ratings Individuais foram retirados em janeiro de 2012, quando começaram a ser atribuídos os RVs. Os Ratings
Individuais eram atribuídos de acordo com a seguinte escala:
A: Um banco muito forte.
Pode ter como características excepcionais rentabilidade e integridade de balanço, franquia, qualidade da
administração, ambiente operacional ou perspectivas futuras.
B: Um banco forte.
Não existe maior preocupação com relação ao banco. Pode ter como características fortes rentabilidade e integridade
de balanço, franquia, qualidade da administração, ambiente operacional ou perspectivas futuras.
C: Um banco adequado que, todavia, apresenta um ou mais aspectos problemáticos.
Pode haver alguma preocupação em relação à rentabilidade e integridade de balanço, franquia, qualidade da
administração, ambiente operacional ou perspectivas futuras.
D: Um banco que possui deficiências de origem interna e/ou externa.
Existe preocupação com relação à rentabilidade e integridade de balanço, franquia, qualidade de gerência, ambiente
operacional ou perspectivas futuras. Bancos em mercados emergentes enfrentam necessariamente um maior número
de deficiências potenciais de origem externa.
E: Um banco com problemas bastante sérios e que requer ou que provavelmente virá a requerer suporte externo.
F: Um banco que se tornou inadimplente ou que, na opinião da Fitch, teria se tornado inadimplente se não tivesse
recebido apoio externo. Exemplos desse apoio externo incluem suporte do estado ou do governo local; fundos
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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garantidores de crédito; aquisição por alguma outra entidade corporativa; ou aporte de recursos novos por seus
acionistas ou equivalente.
Nota:
Também eram utilizadas graduações entre os ratings A e E, por exemplo, A/B, B/C, C/D e D/E. Nenhuma graduação
se aplicava ao rating F.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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A.3.2 Definições de Ratings de Força Financeira de Seguradoras
O Rating de Força Financeira de Seguradora (Rating FFS) avalia a força financeira de uma companhia seguradora. O
Rating FFS é atribuído às obrigações devidas aos detentores de apólice, incluindo obrigações de resseguros
assumidas e obrigações com detentores de contratos, tais como contratos de garantia de investimentos. O Rating FFS
reflete tanto a capacidade da seguradora em cumprir com essas obrigações pontualmente, como a expectativa de
recuperação de recebimento pelos detentores de apólice, no caso da seguradora vir a deixar de efetuar pagamentos
ou que os pagamentos sejam interrompidos, devido tanto à insolvência da empresa como a alguma outra forma de
intervenção regulatória. No contexto de um Rating FFS, a Fitch considera a pontualidade dos pagamentos em relação
aos contratos e/ou aos termos da apólice, além de reconhecer ainda a possibilidade de atrasos razoáveis causados
por circunstâncias comuns ao mercado de seguros, incluindo revisão de um pedido de indenização, investigações de
fraude e litígios de cobertura.
O Rating FFS não engloba as obrigações com segurados existentes em contas segregadas, produtos de unidades de
investimentos (unit-linked) ou fundos segregados, em relação aos quais os segurados detenham os riscos de
investimento ou outros riscos. Entretanto, quaisquer garantias oferecidas aos segurados com relação a essas
obrigações são incluídas no Rating FFS.
As expectativas de recuperação se baseiam na análise da Fitch em relação à suficiência dos ativos de uma
seguradora para custear as obrigações com segurados, em um cenário no qual pagamentos tenham sido
descontinuados ou interrompidos. Consequentemente, as expectativas de recuperação excluem o impacto de
recuperações obtidas de uma garantia patrocinada pelo governo ou fundos de proteção aos segurados. As
expectativas de recuperação também excluem o impacto de colateralização ou garantias, tais como cartas de crédito
ou ativos fiduciários, que podem amparar algumas obrigações de resseguros.
O Rating FFS pode ser atribuído a empresas seguradoras ou de resseguros de qualquer segmento da indústria,
incluindo os setores de seguros de vida & previdência, não vida, propriedade/acidentes, saúde, hipoteca, garantia
financeira, valor residual e de titularidade de propriedade, assim como empresas administradoras de assistência
médica, como organizações de seguro-saúde.
O Rating FFS não aborda a qualidade dos serviços de processamento de pagamento de sinistros ou o valor relativo
dos produtos vendidos.
O Rating FFS usa os mesmos símbolos utilizados pela Fitch para seus ratings de crédito nacional e internacional de
emissões de dívida de longo prazo ou de curto prazo. Entretanto, as definições associadas aos ratings refletem os
aspectos singulares dos Ratings FFS dentro do contexto da indústria de seguros.
As obrigações cujo pagamento tenha sido interrompido, devido a insolvência, falha da seguradora ou alguma forma de
intervenção regulatória, de modo geral, terão ratings entre ‘B’ e ‘C’ nas escalas de Rating FFS de Longo Prazo
(Nacional e Internacional). O Rating FFS Internacional de Curto Prazo, atribuído sob as mesmas condições, estará
alinhado ao Rating FFS Internacional de Longo Prazo da seguradora.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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A.3.2.1. Ratings Internacionais de Longo Prazo de Força Financeira de Seguradoras
A seguinte escala de ratings se aplica a ratings em Moeda Estrangeira e em Moeda Local. Os ratings ‘BBB-’ e acima
são considerados ‘seguros’, e os ‘BB+’ e abaixo são considerados ‘vulneráveis’.
AAA: Excepcionalmente forte
Os Ratings FFS ‘AAA’ denotam a mais baixa expectativa de descontinuidade ou interrupção de pagamentos. São
atribuídos apenas no caso de capacidade excepcionalmente forte de cumprir com as obrigações de apólices e de
contratos. É altamente improvável que esta capacidade venha a ser afetada adversamente por eventos previsíveis.
AA: Muito forte
Os Ratings FFS ‘AA’ denotam uma expectativa muito baixa de descontinuidade ou interrupção de pagamentos.
Indicam capacidade muito forte de cumprir com as obrigações de apólices e de contratos. Esta capacidade não é
substancialmente vulnerável a eventos previsíveis.
A: Forte
Os Ratings FFS ‘A’ denotam uma baixa expectativa de descontinuidade ou interrupção de pagamentos. Indicam forte
capacidade de cumprir com as obrigações de apólices e de contratos. Esta capacidade pode, no entanto, ser mais
vulnerável a mudanças nas circunstâncias ou nas condições econômicas do que no caso dos ratings mais altos.
BBB: Bom
Os Ratings FFS ‘BBB’ indicam que há, atualmente, uma baixa expectativa de descontinuidade ou interrupção de
pagamentos. A capacidade de cumprir com as obrigações de apólices e de contratos de forma pontual é considerada
adequada, porém, existe maior probabilidade de que alterações adversas nas circunstâncias e condições econômicas
possam impactar esta capacidade.
BB: Moderadamente fraco
Os Ratings FFS ‘BB’ indicam que há elevada possibilidade de ocorrer descontinuidade ou interrupção de pagamentos,
particularmente em função de alterações econômicas adversas ou de mercado ao longo tempo. Entretanto, podem
existir alternativas comerciais ou financeiras que permitam que as obrigações de apólices e de contratos sejam
atendidas de forma pontual.
B: Fraco
Os Ratings FFS ‘B’ indicam duas condições possíveis. Se as obrigações ainda estão sendo cumpridas pontualmente,
há um risco significativo de que pode ocorrer descontinuidade ou interrupção de pagamentos, no futuro, mas persiste
uma margem limitada de segurança. A capacidade de continuar pagando pontualmente depende de um ambiente
comercial e econômico favorável e sustentável, além de condições de mercado favoráveis. Alternativamente, o Rating
FFS ‘B’ é atribuído a obrigações que experimentaram descontinuidade ou interrupção de pagamentos, mas com
potencial de recuperação extremamente alto. Essas obrigações teriam Rating de Recuperação ‘RR1’ (Excepcional).
CCC: Muito fraco
Os Ratings FFS ‘CCC’ indicam duas condições possíveis. Se as obrigações ainda estão sendo cumpridas
pontualmente, há possibilidade real de descontinuidade ou interrupção de pagamentos no futuro. A capacidade de
continuar efetuando os pagamentos pontualmente depende, fundamentalmente, de um ambiente econômico e de
negócios favorável e sustentável e de condições de mercado favoráveis. Alternativamente, o Rating FFS 'CCC' é
atribuído a obrigações que experimentaram descontinuidade ou interrupção de pagamentos e têm potencial de
recuperação de médio a superior. Essas obrigações receberiam um Rating de Recuperação 'RR2' (Superior), 'RR3'
(Bom) e 'RR4' (Médio).
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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CC: Extremamente fraco
Os Ratings FFS 'CC' indicam duas possíveis condições. Se as obrigações ainda estão sendo cumpridas
pontualmente, é provável que ocorra a descontinuidade ou interrupção de pagamentos no futuro. Alternativamente, o
Rating FFS 'CC' pode ser atribuído a obrigações que tenham experimentado descontinuidade ou interrupção de
pagamentos, com potencial de recuperação de médio a abaixo da média. Essas obrigações teriam Rating de
Recuperação 'RR4' (Médio) ou 'RR5' (Abaixo da Média).
C: Problemático
Os Ratings FFS 'C' indicam duas possíveis condições. Se as obrigações ainda estão sendo cumpridas pontualmente,
a descontinuidade ou a interrupção dos pagamentos é iminente. Alternativamente, o Rating FFS 'C' é atribuído a
obrigações que experimentaram descontinuidade ou interrupção de pagamentos e com potencial de recuperação de
abaixo da média a baixo. Essas obrigações teriam Rating de Recuperação 'RR5' (Abaixo da Média) ou 'RR6' (Baixo).
Notes:
Os modificadores "+" ou "-" podem ser acrescentados ao rating para indicar a posição relativa de um crédito na
categoria do rating. Esses sufixos não são acrescentados à categoria "AAA" ou aos ratings abaixo da categoria ‘B’.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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A.3.2.2 Rating Internacionais de Curto Prazo de Força Financeira de Seguradoras
O Rating FFS de Curto Prazo proporciona uma análise da saúde financeira de uma companhia seguradora no curto
prazo e sua capacidade de cumprir com as obrigações seniores pertencentes aos detentores de apólices, cujo prazo
de pagamento vence dentro de um ano, a partir da data de sua emissão. A análise do Rating FFS de Curto Prazo
abrange todos os fatores considerados na avaliação de um Rating de FFS, porém com mais ênfase dada a aspectos
de curto prazo, como liquidez, flexibilidade financeira e solvência regulatória, e menos para premissas de longo prazo,
como competitividade e rendimentos possíveis.
A agência atribuirá Rating de FFS de Curto Prazo somente a emissores que possuírem um Rating FFS. Normalmente,
o Rating FFS de Curto Prazo é atribuído antes para companhias de seguro de vida nos Estados Unidos que negociam
contratos de captação de curto prazo.
O Rating FFS de Curto Prazo utiliza a mesma escala internacional de ratings de crédito de emissores e dívidas de
curto prazo.
F1
Indica emissores com forte capacidade de cumprir com as obrigações no curto prazo. Quando apresentar o sufixo "+",
significa que o emissor tem capacidade muito forte de cumprir com as obrigações no curto prazo.
F2
Indica emissores com boa capacidade de cumprir com as obrigações no curto prazo.
F3
Indica emissores com adequada capacidade de cumprir com as obrigações no curto prazo
B
Indica emissores com fraca capacidade de cumprir com as obrigações no curto prazo.
C
Indica emissores com capacidade muito fraca de cumprir com as obrigações no curto prazo.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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A.4. Ratings Nacionais
A.4.1. Ratings Nacionais de Crédito
Para os países em que os ratings soberanos em Moeda Estrangeira e Local sejam inferiores a 'AAA' e onde há
demanda por essas classificações, a Fitch atribuirá Ratings Nacionais. É importante notar que cada escala de Rating
Nacional é única e foi definida para atender às necessidades do mercado local em questão.
A escala de Rating Nacional proporciona uma medida relativa da qualidade de crédito das entidades avaliadas apenas
dentro do país em questão. Segundo essa escala, o Rating Nacional de Longo Prazo 'AAA(xxx)' será atribuído ao
menor risco relativo dentro do país, o que, em muitos casos, mas não em todos, será o do estado soberano.
A escala de Rating Nacional classifica meramente o grau de risco percebido em relação ao menor risco de
inadimplência dentro do mesmo país. Assim como o Rating em Moeda Local, o Rating Nacional exclui os efeitos do
soberano e o risco de transferência e ainda a possibilidade de que os investidores possam não conseguir transferir o
pagamento de juros e de principal devidos para outro país. Não tem relação com a escala de rating de outro mercado
nacional. As comparações entre diferentes escalas nacionais ou entre uma escala nacional e a escala internacional de
ratings são inapropriadas e potencialmente induzem a erros. Esses ratings são identificados pela adição de um
identificador especial do país a que se referem, como, por exemplo, 'AAA(bra)' para os Ratings Nacionais do Brasil.
Em alguns países, os reguladores estabeleceram escalas de ratings de crédito para serem utilizadas em seus
mercados domésticos, usando uma nomenclatura específica. Nesses países, as definições da agência para os
Ratings Nacionais de Curto Prazo 'F1+(xxx)', 'F1(xxx)', 'F2(xxx)' e 'F3(xxx)' podem ser substituídas por escalas
estabelecidas pelos reguladores, como, por exemplo, 'A1+', 'A1', 'A2' e 'A3'. As definições a seguir servem como
modelo, mas os investidores devem consultar as escalas de cada país listadas no website da agência para verificar se
são aplicadas definições de categorias adicionais ou alternativas.
Limitações da Escala de Ratings Nacionais de Crédito
As limitações específicas relevantes para a escala de Rating Nacional incluem:
- Ratings em escala nacional só estão disponíveis em países selecionados.
- Ratings em escala nacional só são diretamente comparáveis com outros ratings nacionais no mesmo país. Existe
uma certa correlação entre ratings nacionais e globais, mas não há uma tradução exata entre as escalas. A
probabilidade de inadimplência implícita de um determinado rating em escala nacional irá variar com o tempo.
- O valor dos estudos sobre inadimplência para os ratings nacionais pode ser limitado. Devido à natureza relativa das
escalas nacionais, um determinado rating em escala nacional não pretende representar um valor fixo de risco de
inadimplência ao longo do tempo. Como resultado, um estudo de inadimplência utilizando apenas ratings nacionais
pode não oferecer um quadro preciso da relação histórica entre os ratings e o risco de inadimplência. Os usuários
devem ter cautela se desejarem inferir probabilidades de inadimplência futura em relação a ratings em escala nacional
utilizando a experiência histórica de inadimplência com ratings internacionais e com o mapeamento de quadros para
ligar os ratings nacionais aos internacionais. Tal como ocorre com ratings em qualquer escala, o futuro não
necessariamente seguirá o passado.
- A Fitch tem menos confiança em conclusões sobre as probabilidades de inadimplência na escala nacional do que
nos ratings de crédito internacionais. Não vem sendo feito um estudo global abrangente da história de inadimplência
entre entidades nas escalas nacionais para mostrar que sua experiência retrospectiva com inadimplência tem sido
condizente com as probabilidades implícitas anteriormente. Isto se deve à história relativamente curta dos ratings em
mercados emergentes e à natureza relativa restritiva das escalas nacionais.
A relação acima não é completa e está sendo fornecida para a conveniência dos leitores. Os leitores devem rever a
seção Entendendo os Ratings de Crédito – Usos e Limitações para mais informações sobre as limitações dos ratings
da agência.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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A.4.2. Ratings Nacionais de Crédito de Longo Prazo
AAA(xxx)
O Rating Nacional ‘AAA’ denota o mais alto rating atribuído pela Fitch em sua escala de Rating Nacional para aquele
país. Este rating é atribuído a emissores ou obrigações que possuem a mais baixa expectativa de risco de
inadimplência em relação a todos os outros emissores e obrigações no mesmo país.
AA(xxx)
O Rating Nacional ‘AA’ denota uma expectativa de risco de inadimplência muito baixa em relação a outros emissores
ou obrigações do mesmo país. O risco de crédito embutido nessas operações difere apenas levemente do risco de
emissores e obrigações com o mais alto rating do mesmo país.
A(xxx)
O Rating Nacional ‘A’ denota uma expectativa de risco de inadimplência baixa em relação a outros emissores ou
obrigações do mesmo país. Entretanto, mudanças adversas nas condições dos negócios ou econômicas podem
afetar a capacidade de pagamento no prazo esperado em maior nível do que no caso de obrigações financeiras das
categorias de ratings mais elevados.
BBB(xxx)
O Rating Nacional ‘BBB’ denota uma expectativa de risco de crédito adequada em relação a outros emissores ou
obrigações do mesmo país. Entretanto, mudanças adversas nas condições dos negócios ou econômicas têm maior
probabilidade de afetar a capacidade de pagamento no prazo esperado do que no caso de obrigações financeiras
das categorias de ratings superiores.
BB(xxx)
O Rating Nacional ‘BB’ denota um elevado risco de inadimplência em relação a outros emissores ou obrigações do
mesmo país. No contexto do país, o pagamento das obrigações no prazo esperado é incerto e permanece mais
vulnerável a mudanças adversas na economia ao longo do tempo.
B(xxx)
O Rating Nacional ‘B’ denota um risco de inadimplência elevado em relação a outros emissores ou obrigações do
mesmo país. Os compromissos financeiros correntes estão sendo honrados, mas a margem de segurança
permanece limitada e a capacidade de manter o pagamento, no prazo esperado, depende de condições favoráveis e
sustentáveis dos negócios e na economia. Para obrigações individuais, pode indicar que são obrigações de difícil
recuperação ou que estão inadimplentes com potencial para recuperação extemamente alto.
CCC(xxx)
O Rating Nacional ‘CCC’ denota que a inadimplência é uma possibilidade. A capacidade de honrar os compromissos
financeiros depende apenas da continuação de condições favoráveis e sustentáveis dos negócios ou na economia.
CC(xxx)
O Rating Nacional ‘CC’ denota que a inadimplência para algumas obrigações parece provável.
C(xxx)
'C' National Ratings denota que a inadimplência é iminente.
RD(xxx): Inadimplência Restrita
Ratings ‘RD’ indicam, na opinião da Fitch, que um emissor enfrenta inadimplência não resolvida no pagamento de
uma obrigação, um empréstimo ou outra importante obrigação financeira, mas que não entrou legalmente em
processo de recuperação judicial, intervenção administrativa, liquidação ou encerramento formal ou que não
encerrou suas atividades. A categoria ‘RD’ inclui:
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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a. inadimplência seletiva no pagamento de uma classe específica ou dívida em determinada moeda;
b.expiração, sem sucesso, de uma eventual carência, período de cura ou tolerância à inadimplência, após suspensão
de um pagamento em dívida bancária, títulos no mercado de capital ou outra importante obrigação financeira;
c. extensão de múltiplos perdões ou período de tolerância após a inadimplência em um pagamento de uma ou mais
importantes obrigações financeiras, em série ou em paralelo; e
d. execução de uma troca de dívida coercitiva de uma ou mais obrigações financeiras.
D(xxx)
O Rating Nacional ‘D’ denota que um emissor ou um instrumento de dívida está inadimplente.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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A.4.3 Ratings Nacionais de Crédito de Curto Prazo
F1(xxx)
Indica a mais forte capacidade de pagamento, no prazo esperado, de compromissos financeiros em relação a outros
emissores ou obrigações do mesmo país. Segundo a escala de Rating Nacional da Fitch, este rating é atribuído ao
menor risco de inadimplência em relação a outros do mesmo país. Quando o perfil de liquidez é particularmente forte,
acrescenta-se o modificador '+' ao rating atribuído.
F2(xxx)
Indica boa capacidade de pagamento, no prazo esperado, de compromissos financeiros em relação a outros
emissores ou obrigações do mesmo país. Entretanto, a margem de seguranca é menor do que no caso de ratings
mais elevados.
F3(xxx)
Indica uma adequada capacidade de pagamento, no prazo esperado, de compromissos financeiros em relação a
outros emissores ou obrigações do mesmo país. Entretanto, essa capacidade é mais suscetível, a curto prazo, a
mudanças adversas do que em categorias de ratings mais elevadas.
B(xxx)
Indica uma capacidade incerta de pagamento, no prazo esperado, de compromissos financeiros em relação a outros
emissores ou obrigações do mesmo país. Essa capacidade é altamente suscetível, a curto prazo, a mudanças
adversas nas condições econômicas e financeiras.
C(xxx)
Indica uma capacidade extremamente incerta de pagamento, no prazo esperado, de compromissos financeiros em
relação a outros emissores ou obrigações do mesmo país. A capacidade de honrar os compromissos depende
unicamente de condições favoráveis e estáveis nos negócios ou no ambiente econômico.
RD(xxx): Inadimplência Restrita
Indica se uma entidade está indimplente em uma ou mais obrigações financeiras, embora ainda continue a cumprir
com as outras obrigações. Aplicável apenas a ratings de emissores.
D(xxx)
Indica inadimplência real ou iminente.
Notas Para Ratings Nacionais de Curto e Longo Prazo:
Um identificador especial é colocado entre parênteses imediatamente após os ratings para indicar a qual mercado
nacional o rating se aplica. Para fins ilustrativos, o sufixo (xxx) foi utilizado.
Os modificadores "+" ou "-" podem ser adicionados a um rating para denotar sua posição relativa dentro da categoria
de rating. Os modificadores não são adicionados na categoria 'AAA(xxx)' e abaixo de 'CCC(xxx)', ou a outro Rating de
Curto Prazo que não seja ‘F1(xxx)’.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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A.4.4 Ratings Nacionais de Força Financeira de Seguradoras
Os Ratings Nacionais FFS atendem às necessidades dos mercados locais de seguros. Os Ratings Nacionais FFS são
atribuídos às obrigações de apólices de uma seguradora e são uma análise da relativa força financeira. Assim como
as outras formas de ratings nacionais atribuídos pela Fitch, os Ratings Nacionais FFS analisam a capacidade de uma
seguradora em honrar apólices e obrigações relacionadas a estas, em relação ao “melhor” risco de crédito em um
determinado país, em todos os tipos de mercado e de obrigações. Comparações entre as escalas de Ratings
Nacionais FFS de diferentes países ou entre a escala individual de Rating Nacional FFS de um país e a escala
internacional de Rating FFS não são apropriadas. Os Ratings Nacionais FFS são utilizados apenas através da escala
de longo prazo, conforme definido a seguir.
AAA(xxx)
O Rating Nacional FFS 'AAA' denota o rating mais alto atribuído em escala nacional para aquele país. O rating é
atribuído às obrigações de apólices das instituições de seguros com o menor risco de crédito em relação a outras
emissões ou emissores no mesmo país, em todos os mercados e tipos de obrigações.
AA(xxx)
O Rating Nacional FFS 'AA' denota uma capacidade muito forte de cumprir com as obrigações de apólices em relação
a todas as outras emissões ou emissores naquele mesmo país, em todos os mercados e tipos de obrigações. O risco
de descontinuidade ou interrupção de pagamentos difere apenas ligeiramente das emissões ou emissores com ratings
mais altos no país.
A(xxx)
O Rating Nacional FFS 'A' denota forte capacidade de cumprir com as obrigações de apólices em relação a todas as
outras emissões ou emissores naquele mesmo país, em todos os mercados e tipos de obrigações. Entretanto,
mudanças nas circunstâncias ou condições econômicas podem afetar a capacidade de pagamento pontual das
obrigações de apólices em grau maior do que os compromissos financeiros de uma categoria mais alta de rating.
BBB(xxx)
O Rating Nacional FFS 'BBB' denota capacidade adequada de cumprir com as obrigações de apólices em relação a
todas as outras emissões ou emissores no mesmo país, em todos os mercados e tipos de obrigações. Entretanto, é
mais provável que alterações nas circunstâncias ou condições econômicas afetem a capacidade de pagamento
pontual das obrigações de apólices do que os compromissos financeiros de uma categoria de rating mais alta.
BB(xxx)
O Rating Nacional FFS 'BB' denota a capacidade relativamente fraca de cumprir com as obrigações de apólices em
relação a todas as outras emissões ou emissores no mesmo país, em todos os mercados e tipos de obrigação. No
contexto do país, o pagamento dessas obrigações de apólice é, de certa forma, incerto, e a capacidade de pagamento
continua mais vulnerável a alterações econômicas adversas ao longo do tempo.
B(xxx)
O Rating Nacional FFS 'B' denota dois possíveis cenários. Se as obrigações de apólices ainda estão sendo cumpridas
pontualmente, o rating indica capacidade bastante fraca de continuar cumprindo com as obrigações de apólices em
relação a todas as emissões e emissores no mesmo país, em todos os mercados e tipos de obrigação. Permanece
uma margem limitada de segurança, e a capacidade de continuar os pagamentos depende de um ambiente de
negócios e econômico favorável e sustentável. Alternativamente, um Rating Nacional FFS 'B' é atribuído a obrigações,
cujos pagamentos foram descontinuados ou interrompidos, mas com potencial de recuperação extremamente alto.
CCC(xxx)
O Rating Nacional FFS 'CCC' denota dois possíveis cenários. Se as obrigações de apólices ainda estão sendo
cumpridas pontualmente, o rating indica a possibilidade real de descontinuidade ou interrupção de pagamentos. A
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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capacidade de continuidade dos pagamentos depende de um ambiente econômico e de negócios favorável e
sustentável. Alternativamente, um Rating Nacional FFS 'CCC' é atribuído a obrigações que experimentaram
descontinuidade ou interrupção de pagamentos, mas com potencial de recuperação muito alto.
CC(xxx)
O Rating Nacional FFS 'CC' denota dois possíveis cenários. Se as obrigações de apólices ainda estão sendo
cumpridas pontualmente, o rating indica a provável descontinuidade ou interrupção dos pagamentos.
Alternativamente, um Rating Nacional FFS 'CC' é atribuído a obrigações que experimentaram descontinuidade ou
interrupção de pagamentos, mas com potencial de recuperação de médio a abaixo da média.
C(xxx)
O Rating Nacional FFS 'C' denota dois possíveis cenários. Se as obrigações de apólices ainda estão sendo cumpridas
pontualmente, o rating indica a iminente descontinuidade ou interrupção dos pagamentos. Alternativamente, um
Rating Nacional FFS Nacional 'C' é atribuído a obrigações que experimentaram descontinuidade ou interrupção de
pagamentos, mas com potencial de recuperação de médio a abaixo da média.
Notas:
Os modificadores "+" ou "-" podem ser acrescentados ao rating para indicar a posição relativa de um crédito dentro da
categoria. Esses sufixos não são acrescentados à categoria "AAA" ou aos ratings abaixo da categoria 'CCC' .
Um identificador especial é colocado entre parênteses imediatamente após os ratings para indicar a qual mercado
nacional o rating se aplica. Para fins ilustrativos, o sufixo (xxx) foi utilizado.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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A.5 Usos Adicionais das Escalas Principais de Rating de Crédito
A.5.1 Expected Ratings
Quando um rating é classificado como expected rating, ou denominado como “espera avaliar” ou com o sufixo (EXP),
a agência indica que foi atribuído um rating com base nas expectativas em relação à documentação final e
normalmente baseado em uma análise da minuta provisória da documentação final fornecida pelo emissor. Se a
documentação final recebida estiver em linha com o esperado, o expected rating será tipicamente convertido em um
rating final. No entanto, isso pode não acontecer, caso a classificação esperada seja retirada nesse intervalo de
tempo. Da mesma forma, o rating final pode não ser atribuído no mesmo nível que o expected rating original, se o
rating esperado tiver sofrido uma ação de rating no intervalo de tempo. Embora os expected ratings normalmente se
convertam em ratings finais dentro de um breve período de tempo, conforme a decisão do emissor com relação ao
prazo para fechamento da transação, no período entre a atribuição das duas classificações, os expected ratings
podem ser elevados, rebaixados ou colocados em Observação, tal como ocorre com os ratings finais.
A.5.2 Ratings Privados
A Fitch também atribui um número limitado de ratings privados, por exemplo, para entidades com dívida não
negociada em mercado aberto ou quando o rating é necessário para estabelecer um parâmetro interno ou para fins
regulatórios. Estes ratings são geralmente comunicados diretamente ao emissor avaliado, que se torna, então,
responsável por informar a atualização desta classificação, quando houver alteração, às partes para as quais o rating
privado foi divulgado.
Os ratings privados são submetidos ao mesmo processo de avaliação, comitê e monitoramento que os ratings
públicos, a não ser quando forem divulgados como sendo uma análise pontual (ver anteriormente).
A.5.3 Ratings de Programas
Ratings atribuídos a programas de emissão de empresas e de finanças públicas (por exemplo, programas de medium
term notes - MTNs) se aplicam apenas a emissões padrões dentro do programa em questão. Não deve ser assumido
que estes ratings aplicam-se a todas as emissões dentro do programa.
A.5.4 Ratings “Somente Juros”
Ratings “somente juros” são atribuídos para os cupons de juros. Estes ratings não contemplam a possibilidade de que
um investidor possa não recuperar parte ou a totalidade de seu investimento inicial devido a pagamentos voluntários
ou involuntários de principal.
A.5.5 Ratings “Somente Principal”
Ratings denominados “somente principal” contemplam a probabilidade de que um investidor receberá seu
investimento inicial do principal antes ou na data de vencimento.
A.5.6 Ratings de “Taxa de Retorno”
Ratings de “taxa de retorno” também podem ser atribuídos para medir a probabilidade de um investidor receber uma
predeterminada taxa interna de retorno sem referência ao tempo exato de qualquer fluxo de caixa.
A.5.7 Ratings “Sem Reforço”
Ratings sem reforço refletem a qualidade de crédito de instrumentos financeiros sem qualquer reforço de crédito que
possa ser fornecido através de uma obrigação de seguradora, garantias financeiras, cartas de crédito, linhas de
liquidez ou mecanismos de impedimento.
Em alguns casos, a Fitch pode optar por atribuir um rating sem reforço juntamente com o rating de crédito baseado
em reforço. O rating sem reforço indica a qualidade de crédito do instrumento financeiro desconsiderando qualquer
benefício de um reforço de crédito. Obrigações financeiras podem ter o reforço através de uma garantia fornecida por
uma terceira parte avaliada.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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B. Outras Escalas de Ratings Especiais
Os Ratings de Crédito de Fundos de Investimento e/ou de Volatilidade são atribuídos à carteira de fundos de
investimento ou de grupos de investimentos em títulos do governo local. Muitos desses ratings são oferecidos
internacionalmente e, em alguns casos, em bases nacionais, aplicando modificadores e identificadores de ratings
apropriados.
B.1 Ratings de Fundos
B.1.1 Ratings Internacionais de Qualidade de Crédito de Fundos
Os Ratings Internacionais de Qualidade de Crédito de Fundos são uma opinião sobre o perfil de crédito consolidado e
a vulnerabilidade às perdas resultantes de inadimplência em um fundo ou carteira de renda fixa. Os ratings são
baseados na média da qualidade de crédito, atual e futura, dos ativos investidos em carteira. Os Ratings
Internacionais de Qualidade de Crédito de Fundos incorporam um elemento relativo a movimentos no rating e, por
isso, também capturam a probabilidade de o fundo manter uma determinada qualidade de crédito ao longo do tempo.
Os Ratings de Crédito de Fundos não são comparáveis com os ratings tradicionais de crédito, apesar de utilizarem a
mesma escala. Medem somente o risco de crédito agregado de uma carteira e não o risco esperado de inadimplência
do próprio fundo, dado que um fundo geralmente não pode ficar inadimplente. Os Ratings de Qualidade de Crédito de
Fundos podem ser complementados pelos Ratings de Volatilidade de Fundos para distingui-los dos Ratings de Crédito
de Longo Prazo. Na ausência de um Rating de Volatilidade, será usada a designação ‘V-NA’ para fornecer
transparência e diferenciação em relação a rating de um devedor ou de um título.
Esses ratings não avaliam o risco de perda no caso de mudanças adversas nas taxas de juros, spreads de crédito e
outras condições de mercado. Não há também inferências a respeito da adequação do valor de mercado ou sobre até
que ponto as despesas e os custos do fundo podem reduzir os rendimentos distribuídos aos cotistas.
AAA
O Rating de Qualidade de Crédito de Fundos ‘AAA’ indica o mais elevado fundamento na qualidade de crédito. Há
expectativa de que os ativos mantenham a classifcação WA no rating do portóflio de ’AAA’.
AA
O Rating de Qualidade de Crédito de Fundos ‘AA’ indica fundamento muito alto na qualidade de crédito. Há
expectativa de que os ativos mantenham a classificação WA no rating do portfólio de “AA”.
A
O Rating de Qualidade de Crédito de Fundo “A’ indica alto fundamento de qualidade de crédito. Há expectativa de que
os ativos mantenham a classificação WA no rating do portfólio de “A”.
BBB
O Rating de Qualidade de Crédito de Fundo ‘BBB’ indica bom fundamento de qualidade de crédito. Há expectativa de
que os ativos mantenham a classificação WA no rating do portfólio de “BBB”.
BB
O Rating de Qualidade de Crédito de Fundo ‘BB’ indica fundamento especulativo de qualidade de crédito. Há
expectativa de que os ativos mantenham a classificação WA no rating do portfólio de “BB”.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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B
“B” Rating de Qualidade de Crédito de Fundo indica fundamento muito especulativo de qualidade de crédito. Há
expectativa de que os ativos mantenham a classificação WA no rating do portfólio de “B”.
CCC
O Rating de Qualidade de Crédito de Fundo ‘CCC’ indica fundamento substancialmente especulativo da qualidade de
crédito, na forma de exposição importante a ativos com risco de inadimplência iminente e inevitável.
*WA, do inglês weighted average (média ponderada)
B.1.2 Ratings Internacionais de Volatilidade de Fundos
Ratings Internacionais de Volatilidade de Fundos são uma opinião quanto à sensibilidade relativa do retorno total de
uma carteira e/ou do patrimônio líquido em relação a premissas de mudanças em spreads de crédito e taxas de juros,
assim como outros determinados parâmetros de risco de mercado, levando em consideração os efeitos de
alavancagem, quando aplicável. Ratings Internacionais de Volatilidade de Fundos não projetam a direção ou o
impacto das mudanças em tais condições de mercado e, por isso, não projetam se, ou em que grau, qualquer fundo
ou carteira em particular terá desempenho favorável ou adverso no futuro. Além disso, os Ratings Internacionais de
Volatilidade de Fundos não medem a sensibilidade de uma carteira a riscos extremos, que possam resultar de
reduzida liquidez nos mercados secundários, ou em caso de fundos fechados, os efeitos dos preços nos mercado
secundários nas cotas dos fundos durante determinados períodos.
Ratings Internacionais de Volatilidade de Fundos são expressos em uma escala de 'V-1' (Risco de Mercado Muito
Baixo) a 'V-6' (Risco de Mercado Muito Alto). A Fitch pode decidir não atribuir um Rating de Volatilidade combinado
com um Rating de Qualidade de Crédito de Fundos, incluídos em certos mercados e/ou classes de ativos ilíquidos,
uma vez que isso possa não ser viável. Além disso, em um número limitado de mercados, a escala dos ratings é
determinada pelas autoridades reguladoras locais, que podem impedir o uso de ratings de volatilidade.
V-1: Risco de Mercado Muito Baixo
Fundos classificados como ‘V-1’ têm sensibilidade muito baixa ao risco de mercado. Em situações usuais, o retorno
total e/ou alterações no valor do patrimônio líquido devem exibir alta estabilidade, com baixa oscilação relativa em
uma ampla gama de cenários de mercado. Estes fundos ou carteiras possuem exposição muito baixa ao risco de
taxas de juros, a spreads de crédito e a outros fatores de risco. São, em geral, atribuídos a carteiras com títulos do
governo de curto prazo e com alta qualidade de crédito.
V-2: Risco de Mercado Baixo
Os fundos classificados como ‘V-2’ têm baixa sensibilidade ao risco de mercado. Em situações usuais, o retorno total
e/ou alterações no valor do patrimônio líquido devem exibir estabilidade relativamente alta, em uma gama de cenários
de mercado. Estas carteiras possuem baixa exposição ao risco de taxas de juros, a spreads de crédito e a outros
fatores de risco. São tipicamente carteiras com vários objetivos de investimento, compostas por títulos do governo de
curto a médio prazo ou com alta qualidade de crédito.
V-3: Risco de Mercado Moderado
Os fundos classificados como ‘V-3’ têm moderada sensibilidade ao risco de mercado. Em situações usuais, o retorno
total e/ou alterações no valor do patrimônio líquido devem exibir alguma variação em uma gama de cenários de
mercados, devido à maior exposição a taxas de juros, a spreads de crédito e a outros fatores de risco. São, em geral,
carteiras com títulos do governo de médio prazo ou títulos corporativos de curto prazo.
V-4: Risco de Mercado de Moderado a Alto
Os fundos classificados como ‘V-4’ têm moderada ou moderada a alta sensibilidade ao risco de mercado. Em
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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situações usuais, o retorno total e/ou alterações no valor do patrimônio líquido devem demonstrar significativa
variação em uma gama de cenários de mercado devido à significativa exposição a taxas de juros, spreads de crédito e
outros fatores de risco. Eles são tipicamente carteiras com títulos de governo de prazo mais longo ou corporativos de
médio prazo, com alguma exposição a títulos com baixo grau de investimento ou high yield.
V-5: Risco de Mercado Alto
Os fundos classificados como ‘V-5’ têm alta sensibilidade ao risco de mercado. Em situações usuais, o retorno total
e/ou alterações no valor do patrimônio líquido devem demonstrar variação substancial em uma gama de cenários de
mercado devido à significativa exposição a taxas de juros, spreads de crédito e outros fatores de risco. Eles são
tipicamente carteiras com títulos de governo com prazo muito longo ou corporativos de longo prazo e podem incluir
exposição relevante em títulos com baixo grau de investimento ou high yield.
V-6: Risco de Mercado Muito Alto
Os fundos classificados como ‘V-6’ têm sensibilidade muito alta ao risco de mercado. Em situações usuais, o retorno
total e/ou alterações no valor do patrimônio líquido devem demonstrar variação extrema em uma gama de cenários de
mercado devido à exposição substancial a taxas de juros, spreads de crédito e outros fatores de risco. Eles são
tipicamente carteiras com títulos corporativos de longo prazo e podem apresentar significativa exposição a títulos com
baixo grau de investimento e/ou high yield.
V-NR
O ‘V-NR’ é atribuído caso não haja Rating de Volatilidade, inclusive em casos de mercados e/ou classes de ativos
ilíquidos onde possa não ser viável obter um Rating de Volatilidade.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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B.1.3 Ratings Internacionais de Fundos de Papéis de Curto Prazo
Os Ratings Internacionais de Fundos de Papéis de Curto Prazo (Money Market Fund) são uma opinião sobre a
capacidade do fundo de preservar o principal e proporcionar liquidez ao cotista. Os Ratings Internacionais de Fundos
de Papéis de Curto Prazo da Fitch se baseiam na avaliação de diversos fatores, incluindo os riscos de crédito, de
mercado e de liquidez; o nível geral de diversificação da carteira; a distribuição dos vencimentos dos ativos na
carteira; e a estabilidade da base de cotistas. Esses ratings também refletem a opinião sobre a disposição e a
capacidade do gestor do fundo de prover suporte através de recursos dedicados, de supervisão da gestão de
investimento e, em casos extremos, de apoio financeiro. Os Ratings Internacionais de Fundos de Papéis de Curto
Prazo contemplam, em situações usuais, a capacidade de preservar o principal investido e proporcionar liquidez ao
cotista, de acordo com os termos da oferta do fundo.
AAAmmf
Ratings ‘AAAmmf’ denotam capacidade extremamente forte de atingir os objetivos de investimento do fundo de papéis
de curto prazo, de preservar o principal e prover liquidez ao cotista, limitando os riscos de crédito, de mercado e de
liquidez.
AAmmf
Ratings ‘AAmmf’ denotam capacidade muito forte de atingir os objetivos de investimento do fundo de curto prazo, de
preservar o principal e prover liquidez ao cotista, limitando os riscos de crédito, de mercado e de liquidez.
Ammf
Ratings ‘Ammf’ denotam forte capacidade de atingir os objetivos de investimento do fundo de papéis de curto prazo,
de preservar o principal e prover liquidez ao cotista, limitando os riscos de crédito, de mercado e de liquidez.
BBBmmf
Ratings ‘BBBmmf’ denotam adequada capacidade de atingir os objetivos de investimento do fundo de papéis de curto
prazo, de preservar o principal e prover liquidez ao cotista, limitando os riscos de crédito, de mercado e de liquidez. A
preservação do capital pode estar em risco, devido a condições adversas de mercado, maiores volumes de resgates
e/ou risco de crédito.
BBmmf
Ratings ‘BBmmf’ denotam capacidade incerta de conseguir a preservação do capital. A liquidez ao cotista dos fundos
de papéis de curto prazo pode ser impactada devido à imposição institucional de restrições a resgates.
Bmmf
Ratings ‘Bmmf’ denotam falha na preservação do capital. Alguma perda do principal investido é provável, mas a
recuperação deve ser alta.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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B.1.4 Ratings de Qualidade de Fundos
Um Rating de Qualidade de Fundo (RQF) fornece uma avaliação profunda sobre os principais atributos de um fundo e
a consistência de retornos num horizonte de tempo mais longo em relação a seus pares e/ou benchmarks. As áreas
fundamentais analisadas para determinar o rating abrangem (1) a filosofia e os processos de investimentos (incluindo
gestão de risco), (2) os recursos que suportam o processo de investimento (equipe e tecnologia) e (3) o compromisso
estratégico, a experiência e os recursos financeiros do gestor do investimento. Além dessa análise do front office, é
realizada uma análise operacional do tipo “aprovado/reprovado” do arcabouço regulatório e da estrutura de controle
do fundo, para avaliar se os aspectos fundamentais do ambiente operacional são suficientemente robustos.
Coletivamente, estes fatores qualitativos são usados para gerar uma Avaliação Qualitativa em uma escala de ‘Forte’,
‘Bom’ ou ‘Fraco’ e combinados com uma análise histórica do desempenho ajustado ao risco do fundo, em relação aos
seus benchmarks e/ou aos pares no setor, especificamente para identificar e ajustar aos outliers de desempenho.
‘Excelente’
Ratings de Qualidade de Fundos ‘Excelentes’ são atribuídos a fundos/mandatos que demonstram, na opinião da Fitch,
a mais alta proficiência e os mais fortes compromissos com recursos nas áreas fundamentais do processo de gestão
de investimento e que têm proporcionado consistentemente o mais altos retornos ajustados ao risco a longo prazo
para cumprir os objetivos, em linha com os pares e/ou benchmarks relevantes (tipicamente no primeiro ‘quintil’). Os
processos de investimento e recursos da gestora apoiam a capacidade do fundo de apresentar desempenho
excelente consistentemente em relação aos pares em prazos longos.
‘Forte’
Ratings de Qualidade de Fundos ‘Fortes’ são atribuídos a fundos/mandatos que demonstram, na opinião da Fitch, alta
proficiência e forte compromisso com recursos na maioria das áreas do processo de gestão de investimento e que
apresentam consistentemente altos retornos ajustados ao risco a longo prazo, em relação aos pares, objetivos e/ou
benchmarks. Os processos de investimento e recursos da gestora apoiam a capacidade do fundo de apresentar
desempenho forte consistentemente em relação aos pares em prazos longos.
‘Bom’
Ratings de Qualidade de Fundos ‘Bons’ são atribuídos a fundos/mandatos que demonstram, na opinião da Fitch, boa
proficiência e compromissos com recursos nas principais áreas do processo de gestão de investimento e que
apresentaram bons retornos ajustados ao risco a longo prazo que cumprem objetivos em linha com seus pares e/ou
benchmarks relevantes. Os processos de investimento e os recursos da gestora apoiam apropriadamente a
capacidade do fundo de apresentar desempenho bom consistentemente, em linha com os pares em prazos longos.
‘Fraco’
Ratings de Qualidade de Fundos ‘Fracos’ são atribuídos a fundos/mandatos que, na opinião da Fitch, falham em
demonstrar boa proficiência e compromisso com recursos nas principais áreas do processo de gestão de investimento
e/ou que apresentaram um desempenho histórico ajustado a risco a longo prazo, fraco, inconsistente ou não
substancial em relação aos pares, objetivos e/ou benchmarks relevantes. Os pontos fracos nos processos de
investimento e recursos da gestora impactam a capacidade do fundo de apresentar desempenho consistente, no
mínimo, em linha com os pares em prazos longos.
‘Inadequado’
Ratings de Qualidade de Fundo ‘Inadequados’ são atribuídos a fundos/mandatos que exibem um desempenho
histórico inadequado e inconsistente (tipicamente ‘quintil’ inferior), além de “Fraca” proficiência e compromisso com
recursos.
A Fitch pode usar uma escala de ratings alternativa para os Ratings de Qualidade de Fundos em certos mercados
onde as regulamentações exigirem, ou o estágio de desenvolvimento do setor de fundos indicar a necessidade de
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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uma escala e/ou uma metodologia de ratings em particular. Nesses mercados, a Fitch adaptará sua escala de ratings
e a metodologia à estrutura regulatória e às práticas do mercado local. Por exemplo, todos os fundos podem ser
classificados em escala numérica em lugar da escala qualitativa de seis níveis do RQF. A Fitch divulgará sua
metodologia e sua escala de ratings integralmente, caso elas sejam diferentes, em determinados mercados, das
metodologias publicadas.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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Escopo da Metodologia e Limitações dos Ratings de Qualidade de Fundos
O foco principal deste relatório de metodologia são os fundos com gestão ativa destinados a investidores e que
contam com um processo de investimento definido e buscam ter desempenho melhor do que seus pares e/ou nos
benchmarks alvos.
Os usuários dos ratings devem estar cientes das limitações gerais sobre a natureza das informações que as entidades
classificadas ou seus agentes disponibilizam para a Fitch. Ao emitir e manter Ratings de Qualidade de Fundos, a Fitch
conta com informações factuais que recebe de gestores de fundos ou partes relacionadas e de outras fontes que a
agência acredita serem confiáveis (incluindo a Lipper). Ao atribuir Ratings de Qualidade de Fundos, a Fitch não realiza
due diligence, mas conduz uma investigação razoável das informações factuais com as quais ela conta, de acordo
com sua metodologia de ratings, e pode obter uma verificação razoável dessas informações de fontes independentes
(como auditores ou reguladores), na medida em que essas fontes estejam disponíveis para um determinado fundo,
em uma determinada jurisdição. Os gestores dos fundos podem preferir não partilhar determinadas informações com
terceiros, inclusive agências de ratings, em qualquer momento. Embora a Fitch espere que cada gestor que tenha
concordado em participar do processo forneça prontamente todas as informações relevantes para a avaliação dos
ratings do fundo, a Fitch não tem, nem procuraria ter o direito de fazer pressão para a divulgação de informações por
quaisquer agentes do fundo.
Ratings de Qualidade de Fundos podem não incorporar “risco de evento”. O risco de evento se define como um
evento imprevisto que, até que ele seja conhecido, não esteja incluído nos ratings existentes. Os riscos de eventos em
fundos mais relevantes incluem mudanças repentinas, dramáticas e inesperadas nos preços do mercado financeiro ou
na liquidez, decisões regulatórias adversas, litígios, resgates, fraudes ou outros desdobramentos imprevisíveis em
controle e governança, dentre outros.
Os Ratings de Qualidade de Fundos envolvem uma avaliação do desempenho ajustado ao risco histórico, baseado
principalmente nos retornos líquidos. Para limitar distorções de níveis de taxas, a Fitch geralmente considera a classe
de cotas com tarifa mais baixa. Como tal, os Ratings de Qualidade de Fundos não considerarão diretamente se uma
estrutura de despesa de uma classe de cotas com maior tarifa se desvia dos padrões históricos e, por essa razão,
poderá reduzir retornos futuros e distribuições a uma classe de cotistas. Diferenças em regimes de impostos também
podem influenciar os retornos efetivos, pós-tributação, que os investidores experimentam.
Os ratings não preveem o resultado de nenhum investimento em particular ou retorno ajustado ao risco. Como eles
são relativos dentro de um grupo de pares, os Ratings de Qualidade de Fundos não são comparáveis entre diferentes
grupos de pares. Por exemplo, um fundo de mercado emergente classificado como ‘Forte’ pode ser intrinsecamente
mais volátil do que fundos de outro setor com o mesmo patamar de rating.
Ratings de Qualidade de Fundos não são ratings de crédito, nem pretendem ser inputs para ratings de crédito. Assim,
qualquer tentativa de compará-los a ratings de crédito em seus patamares de ratings, índices de transição ou outros
“indicadores de desempenho” tradicionais não seria apropriada.
Os RQFs não são e nem devem ser interpretados como uma recomendação de investimento. Devem ser vistos como
um dos muitos potenciais inputs ao processo de tomada de decisão de um investidor. Os RQFs não opinam sobre a
liquidez do fundo ou sobre o valor de mercado dos seus ativos.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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B.1.5 Ratings Nacionais de Qualidade de Crédito de Fundos, de Volatilidade de Fundos e
de Fundos de Papéis de Curto Prazo
B.1.5.1 Ratings Nacionais de Qualidade de Crédito de Fundos
No caso de países com ratings soberanos em Moeda Estrangeira e Local significativamente inferiores a 'AAA', a
agência poderá conceder Ratings Nacionais de Crédito de Fundos. Esses ratings se baseiam na mesma escala
aplicada aos Ratings Nacionais de Crédito de Longo Prazo, que resulta na atribuição de um Rating de Crédito de
Longo Prazo ‘AAA’ ao menor risco de crédito em comparação a todos os emissores ou emissões no mesmo país.
Os Ratings Nacionais de Qualidade de Crédito de Fundos proporcionam uma avaliação relativa sobre o perfil de
crédito consolidado e a vulnerabilidade às perdas resultantes de inadimplência em uma carteira. Os ratings são
baseados na média da qualidade de crédito, atual e futura, dos ativos investidos em carteira, como representado pelos
ratings nacionais de crédito de longo prazo. Esta avaliação relativa é considerada somente no contexto do país em
questão.
Em certos países, os reguladores determinaram escalas de rating a serem utilizadas em seus mercados domésticos,
utilizando nomenclatura específica. Os usuários devem consultar as escalas individuais para cada país, listadas no
website da Fitch, para determinar se alguma definição de categoria adicional ou alternativa é aplicável. Além disso, a
tradução literal dos ratings podem resultar em nomenclaturas levemente diferentes das convenções no mercado local,
mas o significado funcional do rating permanece inalterado.
B.1.5.2 Ratings Nacionais de Volatilidade de Fundos
Os Ratings Nacionais de Volatilidade de Fundos são uma opinião sobre a sensibilidade relativa do retorno total e/ou
do valor do patrimônio líquido do fundo ou carteira a mudanças em taxas de juros, spreads de crédito, assim como
outros determinados fatores de risco de mercado, levando em consideração os efeitos de alavancagem, quando
aplicável. Ao contrário dos Ratings Internacionais de Volatilidade de Fundos, os Ratings Nacionais de Volatilidade de
Fundos são unicamente uma opinião sobre o risco relativo dos fatores endógenos do estado soberano no qual o fundo
investe e opera. Os Ratings Nacionais de Volatilidade de Fundos são expressos na mesma escala dos Ratings
Internacionais de Volatilidade, aos quais adiciona-se um sufixo especial para o país, como, por exemplo, ‘V-1(mex)’,
no caso do México.
Em certos países, os reguladores estabeleceram escalas a Rating de Volatilidade de Fundos a serem utilizadas dentro
de seus mercados domésticos, utilizando nomenclatura específica. Além disso, em certos países, as convenções de
mercado, resultaram na utilização de diferentes escalas de Ratings de Volatilidade de Fundos. Os leitores devem
consultar as escalas individuais para cada país listadas no website da agência, www.fitchratings.com, para determinar
se alguma defnição adicional ou alternativa é aplicável.
B.1.5.3 Ratings Nacionais de Fundos de Papéis de Curto Prazo
Os Ratings Nacionais de Fundos de Papéis de Curto Prazo fornecem uma opinião relativa quanto à capacidade do
fundo de preservar o principal e proporcionar liquidez ao cotista apenas dentro do contexto do país em questão. Estes
ratings não são comparáveis internacionalmente, uma vez que cada país tem um Rating Nacional 'AAA' atribuído ao
menor risco de inadimplência, ou ao “melhor” crédito disponível naquele país, e outros créditos são classificados
somente em relação à entidade ou à transação com o mais baixo risco relativo de inadimplência para aquele país. Os
Ratings Nacionais de Fundos de Papéis de Curto Prazo são reconhecidos pela adição de um identificador especial do
país a que se referem, como, por exemplo, ‘AAAmmf(mex)’, no caso do México.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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Limitações das Escalas de Ratings Nacionais de Qualidade de Crédito e de Volatilidade de
Fundos e de Fundos de Papéis de Curto Prazo
As limitações específicas relevantes para as escalas de Ratings de Qualidade de Crédito e de Volatilidade de Fundos e de Ratings
de Fundos de Papéis de Curto Prazo incluem:
- Os ratings não preveem graus ou faixas específicas de desempenho de um fundo ao longo de nenhum dado período de tempo.
- Os ratings não opinam sobre a adequação ou qualquer outro aspecto de um fundo para investimento ou qualquer outra finalidade.
- Os Ratings de Qualidade de Crédito de Fundos não opinam sobre qualquer qualidade relativa a um fundo que não seja a média
da qualidade de crédito de seus ativos na carteira e sua diversificação.
- Os Ratings de Volatilidade não opinam sobre qualquer qualidade que não seja a sensibilidade do retorno total do fundo a
premissas de mudanças em taxas de juros, velocidade do pré-pagamento de hipotecas, spreads, taxas de câmbio e um número
limitado de outras condições de mercado.
- Os Ratings dos Fundos Papéis de Curto Prazo não opinam sobre qualquer qualidade relativa do fundo a não ser a sua
capacidade de manter estável o valor do patrimônio líquido.
Os ratings atribuídos pela Fitch refletem uma opinião sobre áreas de risco distintas e específicas. A lista acima não é completa e é
fornecida para conveniência do leitor. Os leitores devem a rever a seção Entendendo os Ratings de Crédito - Usos e Limitações
para maiores informações sobre as limitações dos ratings da agência.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
48
C. Escalas de Ratings de Não Creditícias
Fitch Ratings fornece ratings especiais sobre alguns tópicos. Ratings de Risco Operacional são atribuídos para
servicers hipotecas comerciais ou residenciais e outros tipos de ativos. O Rating de Gestor de Fundos opina sobre a
capacidade operacional e financeira do gestor de ativos, trustees e outros. Muitos desses ratings são oferecidos
internacionalmente e, em alguns casos, em bases nacionais, aplicando-se modificadores e identificadores de ratings.
C.1 Ratings de Servicers
C.1.1 Ratings de Servicers em Geral
Créditos de hipotecas comerciais e residenciais, créditos lastreados em outros ativos que não sejam hipotecas ou
créditos sem colateral podem ser administrados por uma combinação de servicers primários, master e/ou especiais.
Muitas transações têm todos os três tipos de servicers presentes, enquanto outras podem ter apenas um ou dois.
Algumas das razões para as diferentes estruturas são a idade da transação, complexidade dos créditos, força do
servicer primário e inadimplência corrente ou prevista.
Definições de Ratings
Os ratings servicers se destinam a ser uma indicação da capacidade deste efetivamente servir a títulos lastreados em
hipotecas comerciais (CMBS), títulos lastreados em hipotecas residenciais (RMBS) e transações com títulos
lastreados em ativos. Os ratings incorporam a análise da Fitch com relação à experiência do servicer no negócio,
administração, equipe, programas de treinamento, procedimentos, controles e sistemas de serviço, entre outros. A
influência da condição financeira em uma escala de ratings operacional é muito limitada e tem relação apenas com
aqueles elementos em que a força operacional pode ser diretamente afetada pela condição financeira. Por essa
razão, os ratings de servicer da agência abordam aspectos do perfil da companhia amplamente independentes da
condição financeira da entidade.
A agência classifica servicers de hipotecas comerciais, residenciais e servicers de hipotecas comerciais com saldo
pequeno, assim como servicers de transações lastreadas em ativos, em uma escala de 1-5, sendo 1 o rating mais
alto. Ratings servicers também podem ser atribuídos a servicers de ativos não securitizados. Os ratings são escritos
com prefixo C, R, SB ou AB para denotar a classe de ativos à qual se aplicam: ‘C’ para créditos de hipotecas
comerciais; ‘R’ para créditos de hipotecas residenciais; ‘SB’ para créditos de hipotecas comerciais com saldo
pequeno; ‘CLL’ para créditos comerciais; e ‘AB’ para créditos lastreados em ativos e/ou créditos sem garantia. O
prefixo da classe de ativos será, então, seguido pela abreviação denotando o tipo de servicer: ‘PS’ (servicer primário),
‘MS’ (servicer master), ‘SS’ (servicer especial), ou ‘CLS’ (servicer de crédito de construção). O componente final do
rating é o nível do rating. Dentro de alguns níveis de ratings, a agência ainda diferencia as classificações com sinais
de mais ou de menos.
Rating de Servicer Nível 1 (ABPS1, ABMS1, ABSS1, CPS1, CMS1, CSS1, CCLS1, CLLSS1, RPS1, RMS1, RSS1,
SBPS1, SBSS1)
Servicers que demonstram os padrões mais altos na capacidade geral de serviço.
Rating de Servicer Nível 2 (ABPS2, ABMS2, ABSS2, CPS2, CMS2, CSS2, CCLS2, CLLSS2, RPS2, RMS2, RSS2,
SBPS2, SBSS2)
Servicers que demonstram alto desempenho na capacidade geral de serviço.
Rating de Servicer Nível 3 (ABPS3, ABMS3, ABSS3, CPS3, CMS3, CSS3, CCLS3, CLLSS3, RPS3, RMS3, RSS3,
SBPS3, SBSS3)
Servicers que demonstram proficiência na capacidade geral de serviço.
Rating de Servicer Nível 4 (ABPS4, ABMS4, ABSS4, CPS4, CMS4, CSS4, CCLS4, CLLSS4, RPS4, RMS4, RSS4,
SBPS4, SBSS4)
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
49
Servicers sem proficiência devido a pontos fracos em uma ou mais áreas da capacidade de serviço.
Rating de Servicer Nível 5 (ABPS5, ABMS5, ABSS5, CPS5, CMS5, CSS5, CCLS5, CLLSS5, RMS5, RPS5, RSS5,
SBPS5, SBSS5)
Servicers que demonstram proficiência limitada ou nenhuma proficiência na capacidade de serviço.
A seguir, encontra-se um resumo da ampla interpretação de cada rating:
Nível Um - Servicers Que Demonstrem os Mais Altos Padrões na Capacidade Geral da Prestação de Serviços
Estes servicers demonstram desempenho superior na capacidade geral da prestação de serviços. Espera-se que
estes servicers tenham todas as áreas da sua companhia operando com a máxima eficiência e produtividade. As
características podem incluir:






Histórico de serviço operacional estável de longo prazo, com base em uma estratégia bem planejada e executada
Recursos financeiros superiores, tendências financeiras positivas
Estrutura de administração de risco bem estabelecida, totalmente integrada e amadurecida, seguindo as melhores
práticas do setor incluindo a implementação proativa das exigências regulatórias
Administração superior comprovada pela liderança altamente experiente das instalações operacionais e uma força
de trabalho estável e bem treinada
Experiência demonstrada no serviço de operações incorporando as melhores práticas do setor, comprovadas por
indicadores de desempenho superiores e por controles de administração de vendedores
Sistemas flexíveis, totalmente integrados, e capacidade versátil de emitir relatórios, com atualizações e
fortalecimento frequentes.
Nível Dois - Servicers Que Demonstrem Alto Desempenho na Capacidade Geral da Prestação de Serviços
Estes servicers demonstram alto desempenho na capacidade geral de serviços. As características podem incluir:






Histórico de serviço operacional estável, com base em uma estratégia de crescimento focalizada
Fortes recursos e condições financeiras proporcionando capacidade para auxiliar a expansão estratégica da
carteira
Fortes procedimentos e controles desenvolvidos e monitorados de acordo com uma forte estrutura de
administração de risco, incluindo a implementação pontual das exigências regulatórias
Administração forte comprovada pela experiente liderança das instalações operacionais e uma força de trabalho
estável e treinada
Experiência demonstrada em operações de serviço incorporando sólidas práticas do setor, compovadas pelos
fortes indicadores de desempenho e controles dos vendedores
Sistemas bem integrados, com fortes capacidades de emissão de relatórios.
Nível Três - Servicers Demonstrando Proficiência na Capacidade Geral da Prestação de Serviços
Estes servicers demonstram proficiência na capacidade geral de serviços. As características podem incluir:






Histórico limitado de serviço operacional
Recursos e condições financeiras adequadas
Procedimentos e controles adequados desenvolvidos e monitorados de acordo com uma estrutura adequada de
administração de risco, incluindo a implementação de exigências regulatórias
Administração proficiente das instalações operacionais e força de trabalho competente
Prestação de serviços adequada, comprovadas pelos indicadores de desempenho médio e adequados controles
de administração de vendedores
Sistemas e capacidade de emissão de relatórios adequados ao porte e escopo da operação
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
50
Nível Quatro - Servicers Sem Proficiência, Devido ao Enfraquecimento de Uma ou Mais Áreas da Capacidade
da Prestação de Serviços
Estes servicers demonstram enfraquecimento da capacidade de uma ou mais áreas de serviços, ou há uma
preocupação ou problema específico com o servicer que pode impedir sua capacidade de continuar operando. Os
servicers que recebem um rating nível quatro podem ser incompatíveis com os critérios de prestação de serviços
adotados pela Fitch ao classificar transações, a menos que suporte adicional ou dispositivos estruturais sejam
incorporados. Abaixo estão relacionados alguns fatores que podem resultar na avaliação de um rating nível quatro:






Limitado histórico operacional de prestação de serviços e estratégia de crescimento que introduz risco operacional
significativo
Recursos e condições financeiras fracos ou limitados
Procedimentos e controles limitados operando dentro de uma estrutura fraca de administração de risco, que inclui
a implementação lenta das exigências regulatórias.
Limitada experiência na prestação de serviços ao ativo envolvido
Deficiências nos sistemas e capacidades de elaboração de relatórios em relação ao porte e escopo da operação;
e/ou deficiências nos controles de administração de vendedores
Preocupações com relação à administração e experiência da equipe
Nível Cinco - Servicers Que Demonstram de Limitada a Nenhuma Proficiência na Capacidade da Prestação de
Serviços
Servicers que recebem um rating nível cinco exibem aspectos em suas operações, processo ou condições financeiras
que são incompatíveis com a nova metodologia recém-emitida da Fitch relativa a transações, a menos que sejam
incorporados um forte suporte adicional ou características estruturais. Abaixo encontram-se relacionados alguns
fatores que podem resultar na avaliação de um rating nível cinco:








Estratégia ineficiente e/ou preocupações significativas sobre a companhia e o histórico da administração e
viabilidade da prestação de serviços
Incapacidade de atender aos passivos correntes ou de curto prazo.
Significativas preocupações com a administração das instalações e da equipe
Resposta ineficaz às exigências regulatórias
Deficiências significativas na prestação de serviços
Pontos fracos significativos na utilização de tecnologia e/ou dos controles de administração dos vendedores
Não existe uma estrutura viável de administração de risco
Nenhuma experiência, ou muito limitada, na prestação de serviço dos ativos envolvidos
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
51
C.2. Escala de Rating de Gestores de Recursos
Ratings de Gestores de Recursos são atribuídos para organizações de gestão de recursos ou para unidades
operacionais específicas ou geográficas de grandes gestores de recursos. Os ratings são atribuídos dentro de uma
escala descritiva baseada na avaliação da Fitch sobre as plataformas de investimento e operacional de um gestor. A
avaliação foca em cinco pilares principais – companhia, controles, investimentos, operações e tecnologia – que são
derivados da análise e agregação de 30 subfatores de ratings. Os três maiores ratings devem ser aplicados aos
gestores de recursos que alcançam ou excedem os padrões tipicamene utilizados pelos investidores institucionais em
mercados internacionais.
C.2..1 Escala de Ratings de Gestores de Recursos (Internacional)
Definições de Ratings de Gestores de Recursos (GRs)
Escala de Rating de GRs
Definições de Ratings de GRs
GRs com plataforma de investimento e estrutura operacional que a
Mais Alto Padrão
Fitch considera superiores aos padrões utilizados por investidores
institucionais em mercados internacionais.
Acima do Padrão de
GRs com plataforma de investimento e estrutura operacional que a
Investidores
Elevado Padrão
Fitch considera fortes em relação aos padrões utilizados por
investidores institucionais em mercados internacionais.
Institucionais
GRs com plataforma de investimento e estrutura operacional que a
Bom Padrão
Fitch considera boas em relação aos padrões utilizados por
investidores institucionais em mercados internacionais.
GRs com plataforma de investimento e estrutura operacional que a
Fitch considera que apresentam alguns pontos fracos que impedem
Abaixo do Padrão
que eles atendam aos padrões utilizados por investidores
Abaixo do Padrão
institucionais em mercados internacionais.
de Investidores
Institucionais
GRs com plataforma de investimento e estrutura operacional que a
Padrão Inadequado
Fitch considera que apresentam deficiências significativas ou que
sugerem fracas perspectivas de viabilidade comercial.
Fonte: Fitch
Limitações das Escalas de Rating de Gestores de Recursos
As limitações específicas relevantes para as escalas de rating aplicadas aos gestores de recursos incluem:
- Os ratings de gestores de recursos se referem a unidades operacionais específicas e a áreas geográficas específicas de um
gestor. Eles não se relacionam necessariamente a pessoas jurídicas.
- Os ratings não preveem uma probabilidade específica de falha do gestor de recursos ao longo de qualquer dado período de
tempo.
- Os ratings não opinam sobre o valor de mercado de qualquer investimento dos gestores de recursos ou sobre os próprios títulos
dos gestores de recursos, ou sobre a probabilidade de que esses valores possam mudar.
- Os ratings não opinam sobre a liquidez dos investimentos dos gestores de recursos ou sobre os próprios títulos do gestor.
- Os ratings não opinam sobre a adequação ou não de um gestor de recursos em relação a investimentos ou qualquer outra
finalidade.
- Os ratings não opinam sobre estratégias de investimento implementadas pelo gestor de recursos ou sobre expectativas futuras.
Os ratings atribuídos pela Fitch contemplam uma opinião sobre áreas de risco específicas e independentes. A lista acima não é
completa e é fornecida para conveniência do leitor. Os leitores devem rever a seção Entendendo os Ratings de Crédito – Usos e
Limitações para maiores informações sobre as limitações dos ratings da agência.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
52
C.2..2 Escala de Ratings Nacionais de Gestores de Recursos
Definições de Ratings de Gestores de Recursos (GRs)
Escala de Rating de GRs
Definições de Ratings de GRs
GRs com plataforma de investimento e estrutura operacional que a
Mais Alto Padrão (xxx)
Fitch considera superiores aos padrões utilizados por investidores
institucionais em mercados internacionais.
Acima do Padrão de
GRs com plataforma de investimento e estrutura operacional que a
Investidores
Elevado Padrão (xxx)
Fitch considera fortes em relação aos padrões utilizados por
investidores institucionais em mercados internacionais.
Institucionais
GRs com plataforma de investimento e estrutura operacional que a
Bom Padrão (xxx)
Fitch considera boas em relação aos padrões utilizados por
investidores institucionais em mercados internacionais.
GRs com plataforma de investimento e estrutura operacional que a
Fitch considera que apresentam alguns pontos fracos que impedem
Abaixo do Padrão (xxx)
que eles atendam aos padrões utilizados por investidores
Abaixo do Padrão de
institucionaisem mercados internacionais.
Investidores
Institucionais
GRs com plataforma de investimento e estrutura operacional que a
Padrão Inadequado (xxx) Fitch considera que apresentam deficiências significativas ou que
sugerem fracas perspectivas de viabilidade comercial.
Fonte: Fitch
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
53
D. Outras Formas de Opinião
Além das escalas de ratings internacionais e nacionais publicadas, a Fitch oferece várias outras formas de opinião
dentro do negócio principal de ratings.
D.1.1. Serviços de Avaliação de Crédito
A Fitch também pode oferecer opiniões na forma de Serviço de Avaliação de Ratings para emissores avaliados ou
não, mediante certas circunstâncias. Esse tipo de opinião indica para o emissor ou seu representante que rating
aquele emissor e suas obrigações provavelmente receberiam, dado um conjunto de premissas hipotéticas fornecidas
pela entidade analisada. Estas premissas poderiam incluir detalhes relativos à reconfiguração da estrutura de capital
ou ao impacto de uma aquisição ou venda de ativo. Esta avaliação é uma opinião de rating elaborada pelo grupo de
analistas responsável por aquele emissor. O emissor analisado, ou o seu representante, ou o acionista majoritário,
recebe informações sobre a avaliação, incluindo uma relação detalhada das premissas e limitações refletidas na
análise.
D.1.2 Credit Opinions (*)
Quando um símbolo de rating carregar um asterisco como sufixo (como ‘BBB+*’) ou uma anotação, isso indica que a
opinião está condicionada. Credit Opinions não se destinam, de modo geral, à publicação e são geralmente usados
como opiniões de input para outro trabalho de rating. A natureza exata da condicionalidade deverá ser extraída das
qualificações que acompanham a opinião de crédito. Esta poderá ser pontual em vez de monitorada, pode se basear
em um nível limitado de informações, ou pode dar uma indicação do nível do rating, sujeito à análise complementar ou
à ocorrência de determinados eventos. Pode representar uma análise completa que exclua um ou mais elementos
analíticos (divulgados), impedindo que o credit opinion represente uma opinião de rating completa. Em cada caso, o
sufixo ‘*’ indica que o credit opinion não é inteiramente comparável, em todos os aspectos, com os ratings publicados
naquele nível.
D.1.3 Opiniões Fornecidas Pelas Afiliadas da Fitch Que Não Atribuem Ratings
A empresa do grupo Fitch Ratings, Fitch Solutions, também fornece opiniões aos profissionais da área de
administração de risco, inclusive Ratings Derivados de Indicadores de Mercado e Scores de Instituições Financeiras
nos Estados Unidos. Estas opiniões são fornecidas por profissionais da Fitch Solutions. As escalas utilizadas nas
avaliações fornecidas pelas afiliadas da Fitch Ratings que não atribuem ratings não são intercambiáveis ou
equivalentes às utilizadas para as classificações ou scores atribuídos pela agência.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
54
E. Observações e Perspectivas dos Ratings
Observações e Perspectivas de Ratings são partes do rating de crédito e indicam a provável direção da
classificação.
E.1.1 Rating em Observação
Ratings em Observação indicam que há elevada probabilidade de uma mudança da classificação e a provável direção
de tal mudança. Esta pode ser ‘Positiva’, indicando uma potencial elevação; ‘Negativa’, para um potencial
rebaixamento; ou é ‘Indefinida’, se os ratings puderem ser elevados, rebaixados ou afirmados. Entretanto, os ratings
que não se encontram em Observação podem ser elevados ou rebaixados, sem terem sido colocados primeiro em
Observação, se as circunstâncias garantirem essa ação.
Uma Observação é, normalmente, movida por um evento determinado e, em geral, é resolvida em um período de
tempo relativamente curto. O evento motivador da Observação pode ser previsto ou já ter ocorrido, mas, em ambos os
casos, as implicações exatas sobre os ratings continuam indeterminadas. O período em Observação é normalmente
utilizado para reunir informações adicionais e/ou submetê-las a análises complementares. Além disso, uma
Observação pode ser utilizada quando as implicações do rating já estiverem claras, mas quando existe um evento que
desencadeie esta situação (por exemplo, aprovação do acionista ou regulatória). A Observação normalmente se
prolongará de modo a cobrir o período até que o evento indutor seja solucionado, ou seu resultado seja previsível com
grau de certeza suficientemente alto para permitir a resolução da mesma.
As Observações podem ser utilizadas por todos os grupos analíticos e se aplicam aos ratings individuais de emissores
e/ou instrumentos de dívida individuais. Nas categorias mais baixas do grau especulativo ('CCC', 'CC' e 'C'), a alta
volatilidade dos perfis de crédito pode indicar que quase todos estes ratings deveriam ser colocados em Observação.
As Observações são, apesar de tudo, apenas aplicadas seletivamente nessas categorias em que um comitê decide
que eventos ou ameaças são melhor comunicados com a atribuição de uma Observação.
E.1.2 Perspectiva de Rating
A Perspectiva de Rating indica para qual direção um rating é provável de ser alterado num prazo entre um e dois anos. Reflete
tendências financeiras ou outras que ainda não atingiram um nível a ponto de induzir a uma ação de rating, mas que poderiam,
caso essas tendências perdurem. A maioria das perspectivas é, em geral, Estável, consistente com a experiência de migração
histórica dos ratings em um período de um a dois anos. As Perspectivas de Rating Positiva ou Negativa não significam que uma
alteração da classificação é inevitável; e, da mesma forma, ratings cuja Perspectiva é Estável podem ser elevados ou
rebaixados antes de uma prévia revisão da Perspectiva, se as circunstâncias assegurarem tal ação. Raramente, em casos em
que a tendência fundamental possua fortes e conflitantes elementos positivos e negativos, a Perspectiva de Rating pode ser
descrita como Indefinida.
As Perspectivas são aplicadas para a escala de longo prazo de ratings de emissores em finanças corporativas (incluindo
soberanos, setor industrial, empresas de serviços, instituições financeiras e seguradoras) e finanças públicas fora dos EUA; para
ratings de emissões em finanças públicas nos EUA; para certas emissões em project finance; para Ratings de Força Financeira
de Seguradoras; para ratings de emissores e/ou emissões em várias escalas nacionais; e para os ratings de operações de
finanças estruturadas. As Perspectivas não são aplicadas aos ratings atribuídos em escala de curto prazo e são aplicadas
seletivamente aos ratings nas categorias 'CCC', 'CC' e 'C'. Ratings inadimplentes normalmente não têm Perspectivas.
E.1.3 Quando Atribuir Observações ou Perspectivas Para Ratings
O horizonte de tempo é relevante, embora não seja decisivo, para a escolha de uma Observação, em vez de uma
Perspectiva. Um evento discreto, porém claro e cujos termos estejam definidos, mas que não deve ocorrer por mais
de seis meses (como um extenso processo de aprovação regulatória), provavelmente colocaria os ratings em
Observação, em vez de uma revisão da Perspectiva.
Uma revisão da Perspectiva pode, entretanto, ser considerada mais apropriada, quando uma série de potenciais
eventos de risco foram identificados, sendo nenhum deles individualmente suficiente para colocar o rating em
Observação, mas que, de forma agregada, indicam elevada probabilidade de mudança nas classificações num prazo
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
55
de até dois anos.
A revisão da Perspectiva também pode ocorrer quando um evento específico for identificado, mas suas condições e
implicações não estiverem muito claras e sujeitas a alto risco de execução por um longo período, como, por exemplo,
uma proposta de privatização, politicamente controvertida.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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F. Ações de Rating
Ações de Rating Padrões, Modificadores de Ratings, Ações Sobre Dados e Ações Históricas
A Fitch realiza determinadas ações em relação a seus ratings. Elas podem indicar uma alteração em relação à
qualidade relativa de crédito da entidade avaliada (ver Ações de Rating Padrões) ou mudanças na qualidade relativa
dos prestadores de serviço de cobrança. Além disso, ações relativas a Perspectivas ou Observações fornecem uma
indicação de uma potencial alteração no rating (ver Ações de Modificadores de Ratings) ou outros eventos (ver Ações
Sobre Dados).
F.1.1 Ações de Rating Padrões
Afirmação*
O rating foi revisado e nenhuma alteração foi feita no rating. Afirmações de rating podem incluir ainda uma alteração
na Perspectiva, quando esta for aplicada.
Confirmação
Ação tomada em resposta a uma uma solicitação externa ou alteração nos termos da operação. O rating foi revisado e
nenhuma alteração julgada necessária. Para ratings de prestador de serviço de cobrança, a ação é tomada em
resposta a uma alteração na condição financeira ou IDR do prestador de serviço de cobrança, sendo revisado
exclusivamente neste contexto, e nenhuma ação de rating foi julgada necessária.
Rebaixamento*
O rating foi rebaixado na escala.
Emissão Vencida*/Emissão Encerrada
a. ‘Vencida’ – Esta ação é usada quando uma emissão chegou ao seu vencimento final e a cobertura de rating foi
descontinuada. Indicado como ‘NR’ (Not Rated, em inglês).
b. ‘Encerrada’ - A emissão foi paga integralmente. Como a emissão não existe mais, ela não é mais avaliada pela
Fitch. Indicado como ‘PIF’ (Paid in Full, em inglês).
Atribuição*
O rating foi atribuído para um operação que ainda não havia sido avaliada pela Fitch e utilizado em casos de
programas de emissão como medium term notes ou similares.
Aporte de Conta de Reserva*
Atribuído a emissões de longo prazo de finanças públicas dos Estados Unidos, após a Fitch avaliar o aporte de conta
de reserva de uma obrigação.
Publicação*
Anúncio público inicial de um rating no website da agência, embora não necessariamente tenha sido a primeira
atribuição do rating. Esta ação indica que um rating anteriormente privado tornou-se público.
Revisão – Nenhuma Ação
O rating foi revisado e não houve alteração. Tal ação deverá ser publicada no website da Fitch, mas o comentário da
ação de rating não será emitido. Este procedimento não é aplicável para ratings ou alteração de ratings (incluindo
Ratings de Observação, Ratings de Perspectiva, Revisão de Rating de Recuperação Contenciosa ou Ratings de
Recuperação).
Elevação*
O rating foi elevado na escala.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
57
Retirado*
O rating foi retirado e a emissão ou o emissor não é mais avaliado pela Fitch. O rating aparece na base de dados
aparece com o símbolo ‘RET’ (ou ‘WD’ em inglês).
Ações de Modificadores de Ratings
Os modificadores incluem Perspectiva de Rating, Rating em Observação, Rating de Recuperação Contenciosa e
Rating de Recuperação.
Observação de Rating Mantida*
A emissão ou o emissor foi revisto e o rating permanece em Observação.
Rating em Observação *
O rating da emissão ou do emissor foi colocado em Observação.
Revisão da Observação *
O status da observação foi alterado.
Revisão do Piso de Rating de Suporte
Aplicável apenas a Ratings de Suporte de instituições financeiras, alteradas apenas por esta ação.
Sob Revisão*
Aplicável a ratings que podem sofrer uma alteração na escala, não relacionada a mudanças fundamentais na
qualidade de crédito. A ação final será Revisão do Rating.
A ações seguintes serão aplicadas apenas a transações de financas estruturadas.
Revisão da Perspectiva
A Perspectiva do Rating foi alterada independente da completa revisão do rating subjacente.
*Uma ação de rating deve ser registrada para cada classificação, em conformidade com as políticas da Fitch relativas
a ações de rating. Nem todos os ratings ou Ações Sobre Dados, ou alterações nos modificadores de ratings,
cumprirão esta exigência. Ações que cumprem esta exigência são destacadas com um * acima das definições.
F.1.2. Ações Sobre Dados
Ações Sobre Dados referem-se a ações individuais para emissores ou emissões e denotam uma atribuição ou uma
alteração do rating, mas não significam qualquer alteração na qualidade de crédito da entidade.
Revisão de Reforço Acentuado
Alguma forma de suporte que afete a opinião de rating foi acrescentada ou removida.
Revisão do IDR
O rating de emissor de longo prazo ou de curto prazo foi convertido em um IDR. Esta ação é usada em casos em que
a alteração não significa uma elevação ou um rebaixamento.
Revisão do Rating
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
58
O rating foi modificado por razões não relacionadas à qualidade de crédito, como, por exemplo, para refletir a
introdução de uma nova escala de rating.
F.1.3 Ações Históricas
Durante a evolução histórica de um processo de rating, a Fitch empregou ações projetadas para alcançar um
propósito único. Estas ações permanecem no histórico dos ratings, mas não serão reutilizadas.
Alteração
O Rating de Suporte para bancos foi alterado para refletir uma nova metodologia. Utilizado pela última vez em 2005.
Adição na Base de Dados
Rating inicial listado na base de dados da Fitch, embora não seja necesariamente o primeiro rating atribuído.
Revisão de Rating de Recuperação Contenciosa
Alteração em um Rating de Recuperação Contenciosa de uma emissão, que é independente de seu rating de longo
ou de curto prazo. O termo Rating de Recuperação Contenciosa existe somente no histórico dos ratings. Eles foram
alterados para Ratings de Recuperação a partir de 2009. Os Ratings de Recuperação para finanças estruturadas
foram retirados em Novembro de 2011.
Ratings Individuais de Bancos
Os Ratings Individuais foram atribuídos para bancos em uma escala de A a F. Esses ratings avaliam como um banco
seria analisado se fosse totalmente independente e não pudesse contar com suporte externo. Foram atribuídos
Ratings de Viabilidade.
Revisão do Rating de Severidade de Perda
Alteração no Rating de Severidade de Perda de uma emissão, que é independente de seus ratings de longo e curto
prazos.
Revisão do Rating de Recuperação
Alteração no Rating de Recuperação de uma emissão de finanças corporativas, que é independente de seus ratings
de longo e curto prazos. Os Ratings de Recuperação não são mais atribuídos ou revisados para emissões de finanças
estruturadas.
Revisão de Fundos de Curto Prazo
O rating foi revisado para indicar que o fundo de curto prazo teve adição do sufixo MMF (money market funds). A
ação foi concluída em janeiro de 2010.
Revisão da Perspectiva
Alteração da Perspectiva de Rating para empresas de finanças públicas nos Estados Unidos, refletindo a revisão
completa do rating subjacente.
Retirada - Aporte de Conta de Reserva
Indica que a emissão não possui mais um rating subjacente nos casos em que a Fitch não é solicitada a reavaliar a
obrigação baseada no aporte de conta de reserva.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
59
F.2.1 Retiradas
Vários fatores são levados em consideração pela Fitch ao analisar a retirada de um rating. A entidade poderá deixar
de existir durante um processo de fusão ou após sua decretação de falência. Uma operação avaliada poderá ser
integralmente paga. As informações disponibilizadas para a agência podem ser insuficientes para a manutenção de
um rating. Isso pode ocorrer quando o emissor se desligar da bolsa de valores ou deixar de cooperar com a agência,
sendo o saldo das informações públicas insuficiente para manter a classificação. Finalmente, a agência poderá retirar
os ratings, quando o nível de interesse do mercado, cobertura do setor ou alocação de recursos levarem a
descontinuar a avaliação.
Com exceção de operações integralmente pagas dentro do prazo, todas as retiradas de ratings públicos são
divulgadas em comunicado sobre a ação de rating, publicado nos sites da agência e distribuído através de serviços
eletrônicos. O comunicado tipicamente irá mencionar a categoria de rating, sua retirada, a razão da retirada e o fato
de que a agência não mais fará a cobertura analítica da operação.
As retiradas não podem ser usadas para impedir uma ação de rating. Por isso, todo o esforço é feito para assegurar
que o rating vigente na retirada reflita uma visão atualizada da agência. Quando persistirem elementos significativos
de incerteza (por exemplo, o rating de uma entidade sujeita à oferta para aquisição de controle de uma empresa) ou
quando as informações forem insuficientes para revisar a opinião, a agência tenta, sempre que possível, indicar,
durante a retirada, a provável direção e o impacto da alteração de rating, caso a cobertura tivesse sido mantida.
Fitch Ratings – Definições de Ratings e Outras Formas de Opinião – Junho de 2015
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