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INSTITUTO ORTOPEDIA & SAÚDE
VIVA SAÚDE
Edição 119, de perto de 20 de fevereiro de 2013
http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/119/artigo277924-1.asp
Capa / Home
A melhor (e a pior) forma de tratar a dor
Sim, ela rouba horas de sono, prejudica relações afetivas e mina o
desempenho profissional. Mas é possível retomar o controle da própria vida
aprendendo a gerenciá-la
Por Leonardo Valle Fotos Danilo Tanaka
A dor não é uma ilustre desconhecida para a maioria das pessoas. Apesar da
falta de dados estatísticos no Brasil, um estudo do John Hopkins Medical
School, nos Estados Unidos, apontou que 31% das pessoas do país conviviam
com algum tipo de dor. Se a proporção por aqui for semelhante, teríamos uma
legião de 59 milhões de pessoas com o problema.
"A dor é prevalente em mulheres de meia-idade, contudo, em alguns estudos
sobre o tema, essa proporção é igual à de homens.# A prevalência da dor
crônica também aumenta com o aumento da idade: entre 45 e 65 anos nas
mulheres e 65 a 69 anos nos homens", aponta Durval Campos Kraychete,
anestesiologista e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo da
Dor (SBED).
Há também indícios de que sexo feminino apresenta uma maior sensibilidade à
dor. As razões, entretanto, são inconclusivas. "Ainda Não sabemos ao certo se
estas diferenças realmente existem e, se existem, qual fator é predominante:
diferenças na geração da resposta dolorosa (fator do tipo biológico) ou no
enfrentamento da dor (fator do tipo psicológico e social)", completa a
especialistaMonica Levy Andersen, biomédica da SBED.
Dor aguda X dor crônica
É considerada aguda a dor que dura aproximadamente três meses.
"Geralmente, ela se relaciona à inflamação dos tecidos e cessa com a
cicatrização dos mesmos. É o que acontece em traumatismos ou cirurgias", diz
José Tadeu Tesseroli de Siqueira, cirurgião- dentista e presidente da SBED.
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Entretanto, ao persistir após a cicatrização, a
dor perde sua função de "alerta" e torna- se uma doença. "Entre os fatores de
risco para cronificação da dor estão a dor pré, trans ou pós-operatória não
controlada, histórico de dor crônica e genética. Portanto, os dois primeiros
fatores podem ser perfeitamente controláveis se a queixa do paciente for
considerada", complementa.
A dor crônica produz uma série de modificações neurofisiológicas e funcionais,
alterando o sono, o apetite, as relações sociais e a qualidade de vida. "Isso
torna o tratamento o difícil para um único especialista, motivo pelo qual deve
ser tratada por uma equipe multidisciplinar. Dessa forma, é possível formular
planos diagnósticos e terapêuticos individualizados", defende Irimar de Paula
Posso, anestesiologista da SBED.
Sequelas de dores
Muitos progressos médicos foram realizados no combate à dor nos últimos
anos, impulsionados principalmente pelo aumento da expectativa de vida da
população. Se um adulto brasileiro vivia em média 38,5 anos em 1940, hoje a
média é de 73,5 anos. Some a isso o aumento da sobrevivência nos
tratamentos contra o câncer, em acidentes automobilísticos e até em guerras.
Em todas essas situações, há um maior indício de sequelas de dores crônicas
entre os sobreviventes. A seguir, trazemos um plano de gerenciamento da dor
para as cinco áreas que os leitores da VivaSaúde declaram ser as mais
comuns: costas, cabeça, ombro, joelho e quadris. Muitas das nossas
sugestões podem ser utilizadas tanto em dores crônicas quanto em agudas,
além de serem aplicáveis em mais de uma região do corpo. Confira!
--CAMINHE COM A SBED
Para conscientizar a população de que é possível viver sem dor com
tratamentos adequados, a SBED promove todas as quintas-feiras e sábados
uma caminhada no Parque Ibirapuera, em São Paulo. www.pareador.com.br
---
DOR NAS COSTAS
Dor aguda:
O tipo mais comum é a lombalgia aguda - aquela pontada que aparece no final
das costas. Sua origem geralmente é músculo- -esquelética, desencadeada
por tensão e má-postura. Nesse caso, o tratamento envolve anti-inflamatórios,
RPG e repouso para que a vilã vá embora em alguns dias. Há ainda dores
provocadas por desvio na coluna (como cifose e lordose) e pelo deslocamento
nos discos de cartilagem que separam as vértebras (hérnia de disco), cujo
tratamento pode envolver cirurgia.
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Dor crônica:
Se não administrada a tempo, a dor aguda pode cronificar. Isso significa que
os sinais de dor se tornam independentes no Sistema Nervoso Central,
gerando uma espécie de memória. Por exemplo, alguns pacientes submetidos
a cirurgia na coluna podem apresentar dor crônica após o período de
recuperação. Ela pode ainda ser causada pela degeneração das articulações
por desgaste (artrose) ou de origem autoimune (artrite reumatoide),
fibromialgia (síndrome autoimune caracterizada por dores difusas), ser sequela
de câncer ou não ter causa específica.
Tratamentos
"O tratamento da dor crônica envolve a combinação de fármacos, como
opoides, analgésicos anti-inflamatórios e antidepressivos", explica Cláudio
Correa, coordenador do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital
Nove de Julho. Apesar de causar estranheza, os antidepressivos são uma
poderosa arma contra a dor, uma vez que melhoram a qualidade do sono e a
disposição dos pacientes. "Na fibromialgia, por exemplo, anti-inflamatórios não
são eficientes, já que não há inflamação", destaca Eduardo Paiva,
reumatologista da Universidade Federal do Paraná (UFPR).
Gerenciando a dor em casa
EXERCITE-SE: ALONGAMENTO PARAVERTEBRAL DORSAL
"Deitado de barriga para cima, dobre as duas pernas e abrace os joelhos
contra o peito. Permaneça nesta posição por 20 segundos, repetindo três
vezes ao longo do dia", indica Luis Carlos Onoda Tomikawa, fisiatra do Centro
de Dor do Hospital Nove de Julho (SP).
TÉCNICAS DE RESPIRAÇÃO
Respirar profundamente pelo nariz e espirar pela boca oferta oxigênio para os
tecidos, diminui a ansiedade e pode ajudar a amenizar o impacto da dor.
"Oxigênio é necessário na maioria das reações químicas corporais", diz o
anestesiologista Durval Campos.
COMA MAIS BANANA
A serotonina é um neurotransmissor vinculado à sensação de bem-estar.
"Quando ele se encontra baixo, há um aumento da sensibilidade à dor. Ele
também é fundamental para saúde do sono, o que ajuda no tratamento",
destaca Mariana Froes, nutricionista do Centro Multidisplinar da Dor (RJ).
Alimentos como banana, amêndoas e nozes possuem triptofano, aminoácido
precursor da serotonina. Um estudo filipino, aliás, mostrou que a banana
consegue equilibrar as taxas desse neutrotransmissor. "Há uma queda da
serotonina no final da tarde, momento em que esses alimentos são
importantes", acrescenta. A dica, claro, vale para dores em qualquer região.
No consultório
TÉCNICA DE ALEXANDER
Em um estudo das universidades de Bristol e Southampton, publicado na
revista científica British Medical Journal, 463 pacientes que sofriam de dores
crônicas nas costas foram submetidos a diversos tratamentos. Ao final,
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aqueles que haviam passado por sessões da
Técnica de Alexander - aulas posturais que melhoram a relação entre a cabeça
e a coluna - apresentaram redução nas crises. "Geralmente se faz de uma a
duas aulas por semana, com duração de 45 minutos cada", orienta Ana
Thomaz, professora formada pelo Alexander Technique Studio em Londres.
QUIROPRAXIA
O quiropraxista manipula vértebras e articulações com as mãos para prevenir e
tratar alterações na coluna. "A quiropraxia devolve a mobilidade da articulação,
diminui a pressão sobre ela e automaticamente a dor, a inflamação e a tensão
dos músculos adjacentes", ensina Ana Paula Facchinato, coordenadora do
curso da Universidade Anhembi Morumbi (SP). São necessárias de uma a
duas sessões por semana até a melhora dos sintomas. Dependendo da
evolução do quadro, as consultas ficam mais espaçadas, podendo ser a cada
três meses.
HIDRODISCECTOMIA
Procedimento é minimamente invasivo, realizado sem anestesia e que não
provoca lesões. Visa evitar que a dor provocada pela hérnia de disco vire
crônica. "Um jato de soro fisiológico sob pressão permite aspirar um disco
degenerado e limpá-lo de substâncias nociceptivas, uma das razões da dor",
resume Eduardo Barreto, presidente da Sociedade de Neurocirurgia do Rio de
Janeiro (SNC-RJ). [Vale para dor aguda]
--O QUE NÃO FAZER
- Evite dobrar a coluna ao pegar algum objeto no chão. O correto é flexionar
apenas os joelhos. Permanecer horas initerruptas sentado à frente do
computador está vetado. "Isso alonga em excesso os tecidos posteriores,
empurrando o disco intervertebral para trás", argumenta Eduardo Barreto,
presidente da Sociedade de Neurocirurgia do Rio de Janeiro (RJ).
- "Uma dieta rica em fritura, carboidratos refinados, doces e alimentos
processados pode aumentar a inflamação do organismo, podendo piorar o
quadro de uma pessoa que já tem dor", lembra Mariana.
- Evite saltos acima de 5 cm. Eles promovem o encurtamento do músculo
posterior da perna e acentuam a lordose.
Evite
carregar peso equivalente a 10% do corpo.
---- -- -DOR DE CABEÇA
Dor aguda:
Se a dor de cabeça é difusa, leve e dá as caras esporadicamente, não é
preciso grandes preocupações. Em linhas gerais, esses sintomas são
provocados por tensão, má postura ou sono irregular. A melhor forma de tratar
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o problema é com repouso, bolsa de gelo e
analgésicos comuns, desde que não usados frequentemente. Seu uso abusivo
provoca dependência do organismo e pode levar a um quadro de dor crônica.
Além disso, é preciso mudar os hábitos de vida para que a dor não volte. Já
quando a dor de cabeça é intensa e aparece de repente, é necessário correr
para o médico. "A cefaleia súbita - ou a pior dor de cabeça da vida do paciente
- é sinal de alerta para patologias neurológicas graves, como acidente vascular
cerebral hemorrágico. Nesses casos, deve-se procurar um serviço de
emergência o mais rápido possível", adverte Marcelo Queiroz, chefe da equipe
do Ambulatório de Dor do Hospital São Camilo (SP).
Dor crônica:
Mas há também as dores crônicas, que são aquelas recorrentes. A própria
cefaleia tensional é considerada crônica quando aparece pelo menos 15 dias
no mês. Já a enxaqueca é uma dor latejante que vem acompanhada de enjoos
e intolerância a ruídos e luz. A cefaleia menstrual é provocada pela queda do
hormônio estrógeno durante a menstruação. Completam o quadro a cefaleia
em salvas - dor na região ocular desencadeada por café, cigarro ou alimentos
estimulantes - e a cefaleia da coluna, provocada por tensão cervical ou hérnia
de disco.
Tratamentos
Na dor crônica, o primeiro passo é abandonar o uso de analgésicos para que o
cérebro possa se recuperar. "Medicações preventivas devem ser usadas
diariamente. Elas não eliminam completamente a cefaleia, mas reduz as dores
e a intensidade das crises, tornando-as controláveis", diferencia Marcelo
Queiroz. Para o alívio das crises podem ser prescritos anti-inflamatórios e
medicamentos da classe dos triptanos.
Gerenciando o problema em casa
DURMA BEM
Relaxar ajuda a controlar a dor, sendo assim, evite pensamentos excessivos
ou preocupações nos momentos antes de dormir.
NÃO SE COBRE
"É comum pacientes com enxaqueca terem este padrão", confessa o médico.
Aprender a lidar com as sobrecargas do dia a dia, tanto externas quanto
internas, reduz essa autocobrança.
CAMINHE
Uma pesquisa da#Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mostrou
que sedentários têm 43% mais chances de ter enxaqueca. "O ideal são
exercícios físicos regulares, aeróbicos, com alongamentos e sem
sobrecarregar a musculatura do pescoço", sugere Marcelo Queiroz.
Caminhada e hidroterapia são boas pedidas. "A frequência semanal deve ser
no mínimo três vezes, com intervalos de 48 horas", orienta Patrick Stump,
fisiatra da SBED.
COMA MAIS AVEIA
O magnésio pode ser benéfico porque participa da síntese da serotonina e
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funciona como relaxante muscular. A
recomendação diária do nutriente é de aproximadamente 300 mg por dia. Os
alimentos campeões em magnésio são a aveia (200 mg para cada 100 g), a
amêndoa (270 mg para cada 100g) e a semente de girassol (360 mg para 100
g).
No consultório
BOTOX
A aplicação de toxina se mostrou eficaz na prevenção de dores de cabeça em
quem sofre de enxaqueca crônica. "Ela diminui a sensibilização periférica
craniana, que reduz a sensibilização central (cerebral) e, assim, a dor",
descreve Leandro Calia, neurologista e professor da Universidade Santo
Amaro (Unisa). Entretanto, são necessárias aplicações periódicas.
"Normalmente, o efeito começa a declinar entre três e quatro meses", completa
Ailton Melo, neurologista da Universidade Federal da Bahia (UFBA). [Vale para
dor crônica]
MINDFULNESS
É uma técnica de meditação budista que foi aperfeiçoada pela psicologia e visa
aumentar a atenção. Uma recente revisão da literatura realizada pela
pesquisadora Keren Reiner, da Ben Gurion University of the Negev, em Israel,
apontou que a mindfulness ajuda a controlar a dor. "Embora possa haver
mecanismos psicológicos envolvidos, tais como a redução da ansiedade, há
também alterações fisiológicas. Nossa hipótese é que a prática leva a
mudanças físicas que reduzem a sensa#ção de dor", explica Keren.
Entretanto, a técnica é menos eficiente em idosos.
"Possivelmente devido a doenças psíquicas ou uma redução na capacidade
para cumprir com as intervenções", exemplifica Jonathan Greenberg, da
mesma universidade. A mindfulness pode ser utilizada em dores que afetam
diversos membros do corpo.
O QUE NÃO FAZER
- Certos alimentos estão associados às crises de cefaleia, como café,
chocolate, frutas cítricas, nozes, alimentos muito gelados, gordurosos,
condimentados ou ricos em glutamato monossódico. Essa substância se
encontra em salgadinhos, molhos prontos e adoçantes.
- Evite expor-se ao sol.
- Fique longe de perfumes com aromas fortes ou ambientes recém pintados.
- Evite bebidas alcoólicas.
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DOR NO OMBRO
Dor aguda:
"A dor aguda ocorre geralmente após uma lesão, como uma queda. O paciente
pode lembrar o momento exato do início e ela dura algumas semanas. Já a dor
crônica tem um início atraumático e piora progressivamente", sintetiza Fabio
Ravaglia, ortopedista e presidente da ONG Instituto Ortopedia & Saúde (SP).
Dor crônica:
É mais comum do que a dor a dor aguda. Problemas no manguito rotador conjunto de músculos e tendões que estabilizam o ombro - são as principais
causas. A patologia pode ser fruto de inflamação, bursite, tendinite, invasão do
nervo supraescapular, entre outros. "A pessoa com essa lesão sente dor
quando o braço é levantado ou estendido para a lateral do corpo. Movimentos
como aqueles que fazemos para vestir uma blusa ou camiseta também podem
ser dolorosos", completa Fábio.
Há ainda o ombro congelado, apelido para a capsulite adesiva. Como o próprio
nome indica, o movimento do ombro se torna restrito. "É causada
frequentemente por uma lesão. Devido à dor, a pessoa fica impedida de fazer
uso do ombro. Mas a progressão de doenças reumáticas, diabetes e cirurgia
no ombro também podem causar ombro congelado", lista o médico.
Completam a lista a artrose a artrite reumatoide. "Elas provocam tanto a dor
quanto o inchaço na articulação", diferencia.
Tratamentos
Além do uso de anti-inflamatórios e analgésicos, é indicado recorrer à fórmula
RICE para dores agudas. A sigla em inglês significa descanso, imobilização,
gelo e elevação (tipoia). "Para as dores crônicas recomenda-se medicação
analgésica e anti-inflamatória, antiartrítica, fisioterapia, acupuntura e em alguns
casos mais avançados, a cirurgia", informa.
Gerenciando a dor em casa
EXERCITE-SE
Um exercício simples para fortalecer a musculatura do ombro pode ser feito
com uma toalha, ao sair do banho. "Segure as pontas da toalha, uma em cada
mão, para esticá-la. Passe a toalha nas costas, variando as posições dos
braços até enxugar todas as partes das costas", ensina Fábio. [Vale para dor
crônica]
DE OLHO NA POSTURA
A postura influencia pouco nas causas de dores no ombro, mas mesmo assim
merecem atenção. "Entre elas, estão os movimentos repetitivos nas tarefas do
trabalho ou na prática esportiva. Sustentar um peso no alto pelo braço pode
levar a problema no manguito rotador", exemplifica o médico. Evite, ainda,
carregar bolsas pesadas diariamente.
COMA MAIS PEIXES
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A ingestão de ômega 3 proporciona melhoras
no caso da artrite reumatoide. Preconiza-se a ingestão de aproximadamente
11 gramas do nutriente por semana. Isso equivaleria a 1 porção de sardinha a
cada dois dia, combinada a 1 colher (sopa) rasa de linhaça diária e um
punhado (20 g) de nozes por semana.
No consultório
CRIOTERAPIA
Estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) com pacientes idosos que
conviviam com dor no ombro apontam a eficiência da crioterapia nas sessões
de fisioterapia. A técnica consiste no resfriamento do ombro com gelo ou géis.
O procedimento foi combinado com sessões de estimulação elétrica e
alongamentos diversos. "O gelo alivia a dor da inflamação e influencia na
vasoldilatação", esclarece Marco Antonio Ambrosio, ortopedista do Hospital
Samaritano, de São Paulo (SP).
REFORÇO MUSCULAR
Há vários exercícios que podem ser feitos com pesos, elásticos e bastões ou
em barra. Mas o uso de equipamentos precisa ser acompanhado por um
fisioterapeuta.
O QUE NÃO FAZER
- Não controlar a glicemia: aproximadamente metade dos casos de ombro
congelado (capsulite adesiva) ocorre em pacientes diabéticos.
- Evite fazer atividades com o braço levantado, como trocar cortinas ou
lâmpadas.
- O mesmo vale para esportes como tênis, basquete e vôlei.
- Na hora de dormir, repousar a cabeça sobre os braços dobrados comprime
tendões musculares e pode levar à dor.
DOR NOS JOELHOS
Dor aguda:
O joelho é uma região do corpo bastante vulnerável às dores. Entre os
problemas mais comuns na região estão a inflamação da bursa - bolsa de
líquidos que facilita o atrito entre tendões e ossos - ou dos próprios tendões.
Ambas podem cronificar. Outra dorzinha chata ocorre quando músculos e
ligamentos que sustentam a patela do joelho sofrem alguma alteração,
provocando problemas na cartilagem, que também pode vir a ser recorrente.
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"Há ainda esportes que podem provocar#
lesões nos meniscos e ligamentos. Estas lesões são mais incapacitantes e
normalmente exigem tratamento cirúrgico", acrescenta.
Dor crônica:
A artrite reumatoide a a artrose também podem atingir os joelho. Há ainda a
artrose secundária, que acontece após alguma lesão que alterou a função
normal do joelho.
Tratamentos
A dor crônica pode exigir opiodes e analgésicos e antidepressivos. Se houver
inflamação, o#tratamento inclui medicação anti-inflamatória, gelo ou calor local,
fisioterapia e suspensão temporária de exercícios físicos", comenta Daniel
Barros Pereira, ortopedista da Orthomed Center, de Uberlândia (MG). Nem
todos os problemas no joelho podem ser prevenidos, entretanto, algumas dicas
podem ajudar a evitar acidentes e blindar as cartilagens. "Como controle de
peso corporal, exercícios físicos frequentes e moderados e avaliação médica
regular", lista o médico.
Gerenciando o problema em casa
EXERCÍCIO: AGACHAMENTO PARA FORTALECER MUSCULATURA DO
QUADRÍCEPS
Em pé e com as costas retas, coloque o pé direito no centro e mantenha perna
semiflexionada. A perna esquerda fica estendida na parte de atrás. Agache até
os joelhos formarem um ângulo de 90 graus. Levante e repita o movimento.
Faça duas séries de 10 exercícios para cada lado.
ENCONTRE UM HOBBIE
Ler, ouvir música ou descobrir qualquer outro passatempo ajuda a "enganar" o
cérebro e diminui a dor percebida. "O cérebro é o nosso órgão principal no
processamento das dores físicas. Isso pode ser uma agravante ou um forte
aliado", reflete Alexandre Annes Henriques, psiquiatra e diretor científico da
SBED. "Situações de distração costumam ser agradáveis, e podem liberar
substâncias que propiciam um estado de relaxamento. Esses 'opioides' não
necessitam de receita médica e podem reduzir a quantidade de sinais de dor
na medula espinhal", defende.
COMA MAIS ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA C
Alimentos com potencial anti-inflamatório podem ajudar em situações de
inflamações crônicas, amenizando a dor. "Os antioxidantes estão presentes
em muitos alimentos ricos em vitamina C - como caju, acerola e goiaba - e nos
flavonoides do chá verde, açaí e morango", lembra a nutricionista Mariana
Froes. A acerola, aliás, é uma campeã em vitamina C: cada 100 gramas da
fruta contém 1,6g do nutriente. O valor está além da ingestão mínima
preconizada do nutriente, que é de 75g para mulheres e 90mg para homens.
No consultório
ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA NERVOSA TRANSCUTÂNEA (TENS)
O estímulo elétrico realizado em sessões de fisioterapia reduz a dor e melhora
a funcionalidade do joelho em casos de osteoartrose, segundo pesquisa da
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USP. "Se a dor for aguda, tendo em vista um
processo inflamatório, podemos utilizar a crioterapia (gelo) ou a eletroterapia",
completa Carmen#Ilca de Almeida Vianna, fisioterapeuta de São Paulo (SP).
PSICOTERAPIA EM GRUPO
Um estudo com portadores de dores crônicas dos psicólogos Daiane Soares
Silva, Luc Vandenbergh e Eliana Porto Rocha, de Goiânia (GO) mostrou
benefícios da terapia em grupo no enfrentamento da dor. "A dor é um
sofrimento individual e solitário. Os pacientes se sentem desamparados e
tendem a se excluir com o tempo. Isso é um estressor que gera mais dor",
explica Daiane. A psicoterapia ainda ajuda a superar o medo da dor e como
influenciá-la indiretamente. "Por exemplo, mudando a maneira de lidar com o
estresse cotidiano e modificando aspectos de seus relacionamentos que
causam estresse desnecessário", indica Luc.
O QUE NÃO FAZER
- "Andar com mochilas pesadas ou qualquer outro tipo de sobrecarga é
contraindicado. "Os joelhos e o quadril são como um caminhão de carga:
quanto mais tempo,menos quilometragem o amortecedor aguenta", brinca o
fisiatra Patrick Stump.
- Não suba escadas altas.
- Evite andar de bicicleta. Em linhas gerais, a modalidade esta liberada para
quem tem lesão na tíbia e no fêmur, mas é contraindicada para lesões na parte
de trás da rótula. "Nos casos indicados, a altura do celim deve estar correta",
lembra o médico.
- Aparelhos como o legpress (exercícios de força para pernas) da academia
também estão vetados.
DOR NOS QUADRIS
Dor aguda:
Lesões são a principal causa de dor aguda nos quadris. "Em atletas, é comum
o chamado 'impacto do quadril', situação em que o osso do fêmur colide contra
o osso da bacia. Dores por sobrecarga e inflamações nos tendões também são
frequentes", ilustra Christiano Saliba Uliana, ortopedista especialista em quadril
do Hospital VITA Batel (PR). Ambas podem cronificar.
Dor crônica:
As dores crônicas nos quadris são geralmente provocadas por fibromialgia,
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artrite reumatóide ou artrose. "Essa última
provoca uma reação inflamatória na articulação, que é a responsável pela dor.
A localização característica é na região da virilha", ensina o ortopedista. Mas
não só. É comum, ainda, a necrose da cabeça do fêmur. Esse tipo de
degeneração é provocado pela falta de sangue na região. "A causa pode ser o
uso de medicamentos corticoides e pelo alcoolismo", explica o ortopedista
Marco Antônio Ambrósio. Há ainda o fantasma da osteoporose, na qual ocorre
perda do mineral cálcio e diminuição da densidade óssea. A doença deixa os
ossos mais vulneráveis às fraturas e, consequentemente, à dor.
Tratamentos
Quando um trauma leva à dor aguda nos quadris, o melhor remédio é a já
conhecida combinação de repouso, analgésicos, anti-inflamatórios e aplicação
de gelo. Em alguns casos, é necessário encaminhar o paciente para a cirurgia.
Outros métodos eficientes são o ultrassom terapêutico e a estimulação por
ondas de choque. Já a dor crônica pode envolver anti-inflamatórios,
analgésicos e antidepressivos, dependendo da causa.
Gerenciando a dor em casa
TAI CHI CHUAN
A arte marcial, caracterizada por movimentos serenos pode aliviar sintomas de
fibromialgia, conforme apontou um estudo da Tufts University School of
Medicine, dos Estados Unidos. Os pacientes que se exercitaram duas vezes
por semana, durante três meses obtiveram melhora do dor, humor e sono. Os
benefícios se mantiveram por um semestre ao fim do estudo.
EXERCITE-SE
Deite-se com as costas apoiadas. Mantenha uma das pernas flexionadas e a
outra esticada. Eleve a perna esticada e mantenha nesta posição por 20
segundos. Repita o movimento 10 vezes para cada membro.
CONSUMA MAIS LEITE E DERIVADOS
Para previnir a osteoporose, é recomendada a ingestão de aproximadamente
1200 mg de cálcio, o que equivaleria a 4 copos de leite ou de iogurte por dia.
Para completar, também é necessária aumentar a síntese de vitamina D, qe
ajuda a fixar o mineral no osso. Para isso, basta se expor durante 15 minutos
ao sol da manhã ou do final da tarde.
No consultório
HIDROTERAPIA
Pesquisa do Centro Universitário de Araraquara (Uniara) com jovens com atrite
reumatoide mostrou que a hidroterapia com foco nos membros inferiores
aumentou a amplitude dos movimentos do quadril e amenizou a dor na região.
O tratamento consistiu em duas sessões semanais de uma hora, totalizando
10 sessões.
ACUPUNTURA
Segundo a medicina chinesa, a técnica equilibra a circulação das energias
corpóreas que estariam em "conflito". "À luz da medicina ocidental, a
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acupuntura libera neurotransmissores
responsáveis pela analgesia e melhora da ansiedade", traduz o fisiatra Patrick
Stump. Pode ser utilizado em todos os tipos de dores crônicas.
O QUE NÃO FAZER
- Ficar parado. O lema é se exercitar mais, mas sem sobrecarga.
- Passe longe de escadas com degraus altos.
- Exercícios de impacto, como a corrida, também são contraindicados.
- Na academia, evite máquinas como leg press e mesa romana não devem ser
usadas.
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