Principais Vias de Aferência Cerebelar

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INTRODUÇÃO ................................................................................................... 2
DESENVOLVIMENTO ....................................................................................... 3
1. TÁLAMO ..................................................................................................... 3
2. CEREBELO ................................................................................................. 5
PRINCIPAIS VIAS DE AFERÊNCIA CEREBELAR ....................................................... 6
PRINCIPAIS VIAS DE EFERÊNCIA CEREBELAR ....................................................... 7
3. GÂNGLIOS DA BASE................................................................................. 8
4-NÚCLEOS DO TRONCO CEREBRAL ......................................................... 10
CONCLUSÕES ................................................................................................ 12
REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIAS .................................................................. 13
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INTRODUÇÃO
O Neurologista Samuel Alexander Kinnier Wilson (1912) utilizou a
terminologia pela primeira vez ao relatar um caso familiar de degeneração
hepatolenticular (doença de Wilson).
Os
movimentos
involuntários
de
origem
orgânica
podem
ser
relacionados a distúrbios do Sistema Extrapiramidal
O Sistema Extrapiramidal difere do Piramidal pela sua constituição, seu
desenvolvimento e funções. Ele é a tônica da unidade motora mais antiga,
encontrada em peixes, onde há apenas globo pálido. Nos mamíferos, o
desenvolvimento de procencéfalo e sua casca formam o novo sistema
(piramidal), correspondendo à nova forma de atos motores em relação à
especialização cada vez maior de pequenos grupos musculares.
A espécie humana dentro do processo evolutivo apresenta-se com dois
sistemas: piramidal e extrapiramidal. O SE parece ser a parte superior do
cérebro, que percebe a emoção de corpos receptores e envia impulsos para os
músculos através de comunicação automática da medula espinhal.
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DESENVOLVIMENTO
É um sistema cuja estrutura apresenta se com grande complexidade
supra-segmentar, ligados por inúmeras conexões, compostas por intervalos
descendentes que partem de um intrincado sistema de integração motora entre
o córtex cerebral, cerebelo e a medula espinhal.
As informações sensoriais são integradas em todos os níveis do sistema
nervoso e causam respostas motoras apropriadas, começando na medula
espinhal com reflexos relativamente simples, estendendo-se para o tronco
cerebral com respostas ainda complexas e, finalmente, estendendo-se até o
cérebro, onde são controladas as respostas mais amplas. A medula espinhal
não é apenas um condutor de sinais sensoriais para o cérebro ou de sinais
motores do cérebro para periferia.
Filogeneticamente, este sistema é mais antigo que o piramidal,
correspondendo a um conjunto de estruturas anatômicas responsáveis pelo
controle
motor
(planejamento
e
coordenação
de
atividades
motoras
complexas), englobando sistemas de projeção não-piramidal.
As principais estruturas não corticais são:
1. TÁLAMO – Atua integrando variadas estruturas da via extrapiramidal com o
córtex motor, localizado no diencéfalo, constituído pela substância cinzenta.
É composto por núcleos, os quais são divididos em:
1.1. Grupo anterior: integra o circuito de Papez (comportamento emocional)
1.2. Grupo posterior: corresponde ao Pulvinar e corpos geniculados medial e
lateral (vias auditivas e ópticas).
1.3. Grupo lateral: diretamente relacionado ao sistema motor. Apresenta
aferências motoras provenientes dos gânglios da base e cerebelo
(globo pálido), projetando-as para o córtex motor. Subdividi se em:
1.3.1. Dorsal
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1.3.2. Ventral:
diretamente
relacionados
ao
sistema
motor
extrapiramidal.
1.3.2.1.
Núcleo Ventral anterior: função ligada à motricidade
somática. Recebe a maior parte das fibras oriundas do globo
pálido.
1.3.2.2.
Núcleo Ventral lateral: recebe fibras do cerebelo e parte do
globo pálido e se projetam no córtex motor.
1.3.2.3.
Núcleo Ventral póstero-lateral:
Recebe fibras do leminisco medial (informações de tato
epicrítico e propriocepção) e recebe fibras do leminisco
espinhal (informações de temperatura, dor, pressão e tato
protopático). Pode ser comparado a um relé de vias sensitivas
que projetam ao córtex.
1.3.2.4.
Núcleo Ventral póstero-medial: recebe fibras do leminisco
trigeminal (sensibilidade somática geral de parte da cabeça),
projetando-as para o córtex (giro pós-central).
1.4. Grupo mediano: promove conexões com o hipotálamo.
1.5. Grupo medial: ativador do córtex cerebral, por receber fibras do sistema
reticular ativador ascendente. O núcleo centro-mediano parece não ter
conexões corticais, mas apenas com os gânglios da base.
Aspectos Clínicos
Destacamos as principais síndromes clínicas de acordo com grupo
talâmico afetado, geradas por Lesões talâmicas (vasculares e ∕ou tumorais):
 Grupo anterior – déficit de atenção, alterações linguagem e amnésia
 Grupo posterior - déficit de atenção, dor, defeitos no campo visual
 Grupo
lateral
–
perda
sensitiva
e
hemiataxia
contralaterais
(principalmente quando a parte mais afetada for o posterior).
 Grupo medial: apatia, agitação, sonolência e coma
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2. CEREBELO - Cronometra as atividades motoras, controla a intensidade da
carga muscular e interação entre grupos agonistas e antagonistas, para a
execução dos movimentos.
Seqüência, monitora, refina e ajusta as atividades motoras,
além de finalizar os movimentos, sem os iniciar.
Histologicamente pode ser divido em:
2.1.1. Córtex cerebelar: constituído por 03 camadas celulares
a) Molecular – constituída por células estreladas e em cesto
b) Células de Purkinje – coordenam os circuitos intrínsecos do
cerebelo. Tem atividade inibitória sobre os neurônios dos
núcleos centrais do cerebelo. São controladas por fibras que
penetram no cerebelo e se dirigem ao córtex cerebelar,
podendo ser:
 Mucosas – surgem no cérebro, tronco encefálico e
medula espinhal. Atuam excitando diretamente as
células dos núcleos centrais e se ramificam na
camada granular do córtex cerebelar. Também
excitam as células de Purkinje através de fibras
paralelas.
 Trepadeira – provem do feixe olivo-cerebelar e tem
ação excitatória direta sobre células de Purkinje.
c) Granular – recebem fibras mucosas que penetram no
cerebelo e se dirigem ao córtex cerebelar.
2.1.2. Centro branco medular do cerebelo: corresponde a substância
branca cerebelar;
2.1.3. Núcleos cerebelares: encontrada dentro da substância branca
cerebelar, nas respectivas formas - denteado, interpósito, e
emboliforme, organizados em diferentes estruturas histológicas
macroscopicamente sobre:
a) Porção Vérmis – recebe aferência da musculatura axial;
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b) Porção dos hemisférios cerebelares – apresentam uma
zona intermediaria relacionada à musculatura apendicular e
uma zona lateral, relacionada a movimentos seqüenciais.
Principais Vias de Aferência Cerebelar
1. Via córtiço-ponto-cerebelar
Origem – neurônios do córtex motor, pré-motor e somato-sensorial
Projeção – núcleos Pontinos e do pedúnculo cerebelar médio
Alcance – córtex da zona lateral do hemisfério cerebelar do lado oposto.
Participação – planejamento de movimentos complexos
2. Feixe olivo-cerebelar
Origem – neurônios do córtex motor, gânglios da base e formação
reticular
Projeção – núcleo olivar inferior e do pedúnculo cerebelar inferior
Alcance – córtex cerebelar surgindo do pedúnculo cerebelar inferior,
fornecendo detalhes da intenção de cada movimento
Participação – auxilia na correção dos movimentos em execução
3. Feixe vestíbulo-cerebelar
Origem – núcleos vestibulares provenientes do pedúnculo cerebelar
inferior
Projeção – lobo flóculo-nodular
Participação – controle do equilíbrio, através de informações sobre a
posição cefálica.
4. Tratos espino-cerebelar dorsal
Origem – fusos neuromusculares e órgãos tendinosos de Golgi
Projeção – pedúnculo cerebelar inferior
Alcance – vérmis e zona intermediária do mesmo lado
Participação – avaliação inconsciente da posição e velocidade de
movimento e grau de contração muscular
Tratos espino-cerebelar ventral
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Origem – proveniente de estímulos que chegam à base do corno
posterior da medula espinhal
Projeção – pedúnculo cerebelar superior, cortiço-espinhal
Alcance – córtex cerebelar bilateral
Participação – conduz informações posturais de todo um membro ao
cerebelo e avalia a atividade do tracto cortiço-espinhal.
Principais Vias de Eferência Cerebelar
As principais têm origem nos núcleos cerebelares profundos.
1. Conexões do vérmis
Origem – axônios do córtex cerebelar, fazendo sinapse com o núcleo
fastigial
Projeção – feixes fastígio-vestibulares e fastígio-bulbares
Alcance – neurônios motores
Participação – controle das musculaturas axial e proximal dos membros,
mantendo o equilíbrio e a postura
2. Conexões da zona intermediária
Origem – axônios do córtex cerebelar, fazendo sinapse com o núcleo
interpósito, provenientes dos feixes interpósito-rubro-espinhal
e interpósito-talamo-cortical
Alcance – neurônios motores
Participação – controlam a musculatura distal (movimentos finos e
delicados), integrando a musculatura agonista e
antagonista dos membros.
3. Conexões da zona lateral
Origem – axônios do córtex cerebelar, fazendo sinapse com o núcleo
denteado, gerando fibras para os núcleos ventro-lateral e
ventro-medial do tálamo do lado oposto.
Projeção – córtex motor
Alcance – neurônios motores
Participação – auxilia a coordenação de atividades motoras seqüenciais
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iniciadas pelo córtex motor.
Aspectos Clínicos
A falta de coordenação motora, observada por exames neurológicos, de
acordo com descrição clássica de Holmes, é o principal sintoma de uma lesão
cerebelar. São exemplos desta lesão:
 Astasia – dificuldade para permanecer na posição bípede, mantendo
assim
a
base
de
sustentação
alargada,
apresentando
queda
multidirecional;
 Abasia - dificuldade em executar a marcha, apresentando se de maneira
ebriosa;
 Dismetria – não é capaz de atingir um alvo, executando movimentos
inapropriados que podem tanto ser interrompidos antes ou após o
objetivo proposto.
 Decomposição
–
realiza
movimentos
por
etapas,
apresentando
dificuldade em integrar diferentes musculaturas.
 Disdiadococinesia – não consegue realizar movimentos rápidos,
alternados e coordenados.
 Tremor – elevada amplitude e baixa freqüência
3. GÂNGLIOS DA BASE
O padrão da atividade motora e o controle cognitivo das seqüências de
padrões motores são realizados pelos gânglios da base, que também auxiliam
na alternância da cronologia e gradação da intensidade de movimentos.
Sobre o aspecto funcional considera se o núcleo caudado e o putâmen
como uma unidade composta pelo neostriado ou striatum, contendo a via de
entrada do circuito dos núcleos da base com a principal aferência no córtex
motor e áreas associativas.
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3.1-NÚCLEO LENTIFORME
3.1.1. PUTÃMEN
Suas aferências surgem do córtex motor. Parece estar envolvido com o
controle da motricidade
3.1.2. GLOBO PÁLIDO
 Porção lateral
 Porção medial associado à substância negra pars reticulata
formam um complexo representativo da via de saída do circuito
dos gânglios da base, com projeção para os núcleos ventrallateral e ventral-anterior do tálamo, direcionando desta estrutura
fibras para o córtex motor, córtex pré-motor e área motora
suplementar.
 Vias do complexo pálido interno associado à substância negra
pars
reticulata
que
seguem
para
o
tálamo
tem
como
neurotransmissor o acido gama-aminobutirico (GABA) atuando
como inibidor. As fibras que partem do talamos para o córtex são
excitatórias, tendo como neurotransmissor o glutamato.
3.2-NÚCLEO CAUDADO
Recebe um maior número de aferências de áreas associativas. Demonstra
estar relacionado a atividades cognitivas tipo aprendizagem motora.
3.2.1-SUBSTÃNCIA NEGRA
 Porção pars reticulata
 Porção pars compacta (afere sobre o neostriado através da
dopamina – neurotransmissor), atuando sobre receptores do tipo D2,
inibindo neurônios estriatais que se projetam para o pálido lateral.
Quando atua sobre receptores tipo D1, excitam os neurônios
estriatais que migram para o pálido medial e substância negra pars
reticulata.
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O neostriado associado ao complexo pálido medial na substância negra
pars reticulata pode surgir como:

Via Direta – neurotransmissor: GABA ∕ inibidor: substância P

Via Indireta – junção do pálido lateral e núcleo subtâlamico
O neostriado projetado para o pálido lateral utiliza o GABA como
neurotransmissor. A encefalinas age como inibitória.
As projeções do pálido lateral para o núcleo subtalâmico são inibitórias e
o neurotransmissor é o GABA.
3.3-NÚCLEO SUBTÃLAMICO – suas projeções para o complexo pálido medial
∕ substância negra pars reticulata são excitatórias e o neurotransmissor é o
glutamato.
Aspectos Clínicos
Dividimos em dois grupos as disfunções dos gânglios da base:
 Síndrome hipocinética (parkinsonismo): substância negra pars
compacta apresenta se comprometida, gerando redução da atividade
do neostriado sobre as vias de saída direta e indireta, intensificando
a atividade inibitória do complexo pálido media ∕ substância negra
pars reticulata sobre o tálamo, reduzindo assim o estimulo cortical.
 Síndromes hipercinéticas (coréia, balismo, distonia e atetose): o
neurônio
neostriado
que
tem
o
GABA
e
encefalina
(neorotransmissores) apresenta se comprometido, causando uma
diminuição da atividade inibitória do complexo pálido medial ∕
substância negra pars reticulata sobre o tálamo, gerando uma
hiperatividade das projeções d tálamo sobre o córtex.
4-NÚCLEOS DO TRONCO CEREBRAL
São compostos por:
1. Núcleos vestibulares - situados na área vestibular do IV ventrículo
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2. Núcleos rubros – situados no tegmento do mesencéfalo
3. Colículos superiores – localizados no tecto do mesencéfalo
4. Núcleos reticulares - ocupam grande parte do tronco encefálico
Desta estruturas partem fibras que por meio de sinapses com
interneurônios medulares, farão conexões com os neurônios motores da
medula sem passar pelas pirâmides bulbares. São componentes das Vias
Eferentes Extrapiramidais denominados:
1. Tracto vestíbulo espinhal – unidos ao motoneurônios através de
interneurônios localizados na porção medial no corno anterior da medula
espinhal, controlando os músculos axiais e proximais dos membros,
ajustando a contração para gerar equilíbrio corporal.
 Tracto vestibular medial
 Tracto vestibular lateral
2. Tracto
rubro espinhal
- através de
interneurônios liga-se
aos
motoneurônios localizados na lateral do corno anterior da medula
espinhal, controlando a musculatura distal dos membros.
3. Tecto espinhal – interneurônios os liga aos motoneurônios da região
medial no corno anterior dos segmentos mais altos da região cervical da
medula espinhal, participando de movimentos reflexos da cabeça
gerados por estimulação visual.
4. Tracto retículo espinhal – atuação conjunta com motoneurônios por
intermédio dos interneurônios posicionados medialmente no corno
anterior da medula espinhal, regulando os movimentos automáticos e
voluntários dos músculos axiais e proximais dos membros.
 Reticulo espinhal anterior
 Retículo espinhal lateral
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CONCLUSÕES
Na história anatômica e filogenética, para os experimentos patológicos e
fisiológicos, se faz necessário o bom andamento das vias extrapiramidais,
juntamente com o cerebelo e do trato piramidal, para o desenvolvimento da
atividade motora.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFIAS
MACHADO, Angelo. Neuroanatomia Funcional - 2ed. São Paulo. Ed. Atheneu.
2000.
FONTES, Sissy. et. al. Fisioterapia Neurofuncional – Fundamentos para
a Prática. 1ed. São Paulo. Ed. Atheneu, 2007.
BEAR, Mark. et. al. Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso.
3ed. Porto Alegre. Ed. Artmed. 2008.
http://www.geroupr.com/nervioso.html
http://www.med.ufro.cl/Recursos/neuroanatomia/87.htm
http://www.med.ufro.cl/Recursos/neuroanatomia.htm
http://www.portalsaofrancisco.com.br
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