Esquizofrenia Histórico Na segunda metade do século XIX, surgem descrições dos quadros psicopatológicos, tal qual conhecemos hoje. O francês Benedict Morel usa, pela primeira vez, o termo Demência Precoce, para descrever pacientes que teriam algo em comum com o que hoje conhecemos como Esquizofrenia. Karl Kahlbaum (catatonia) identifica pacientes que além da desorganização psíquica, apresentam suas alterações proeminentes na psicomotricidade, mostrando-se ora paralisados, podendo alternar este estado com momentos de intensa agitação psicomotora. Chamou a este quadro de Catatonia. Por sua vez. Ewold Hecker (hebefrenia)chamou de Hebefrenia a um quadro em que predominava a desorganização do pensamento e comportamento, com um discurso desagregado e atitude ambivalente. O alemão Emil Kraepelin (1856-1926) observou diferenças na evolução dos pacientes que encontravam-se internados nos Hospitais Psiquiátricos. Enquanto alguns passado o momento de crise conseguiam retornar à seu funcionamento social, afetivo e de trabalho, anterior à crise, outros não conseguiam, mantendo algumas perdas psíquicas. Para os últimos, retomou o termo de Morel, Demência Precoce, uma vez que estes pacientes que apresentavam perdas psíquica e apresentavam as primeiras manifestações da doença na adolescência ou na juventude. Portanto, Kraepelin agrupou a Catatonia, a Hebefrenia e o subtipo Paranóide, este último identificado por ele mesmo, como uma unidade nosológica, sob o nome de Demência Precoce, que tinham em comum, a evolução com perdas psíquicas. O termo Demência Precoce não permaneceu, uma vez que não é uma demência e não obrigatoriamente se manifesta no adolescente ou adulto jovem. O termo Esquizofrenia (Esquizo = quebrado / frenia = pensamento), surge com o suiço Eugen Bleuler (1957-1039). Este procura compreender dinamicamente o quadro. Assim sendo, observa a existência de quatro sintomas primários (os quatro A): Autismo/Associações (desagregação)/- Ambivalência/- Afeto (distanciamento) Os delírios e alucinações são sintomas secundários, uma decorrência dos primeiros. No entanto, embora com grande contribuição não só no nome, como na compreensão do quadro, Bleuler acaba por ampliar, em demasia, os casos que poderiam ser diagnosticados como Esquiozofrenia. Kurt Schneider observa alguns sintomas que são praticamente patognomônicos da Esquizofrenia. São em número de oito: - alucinações auditivas, em que uma ou mais vozes conversam sobre o indivíduo, falando dele em terceira pessoa (como se ouvisse pessoas fofocando a seu respeito). - al. auditivas, em que uma voz comenta a suas atitudes. - idéias de influência/- experiências somáticas de passividade - sonorização do pensamento/- roubo do pensamento - pensamento público (difusão / irradiação do pensamento)/- Percepção delirante Diagnóstico O diagnóstico das psicopatologias pode variar conforme o sistema diagnóstico utilizado (DSM IV, CID X, etc). Como estamos utilizando em nosso curso os critérios diagnósticos do DSM IV, vejamos seus critérios para formularmos um diagnóstico de Esquizofrenia. Primeiramente, o indivíduo deverá apresentar, por um período mínimo de um mês, dois dos seguintes sintomas (ou um, se forem delírios bizarros ou al. auditivas características): (1) delírios, (2) alucinações, (3) discurso desorganizado (desagregação), (4) comportamento desorganizado ou catatônico e (5) sintomas negativos. Chamamos aos sintomas (1), (2) e (3) de sintomas produtivos ou positivos. Deve apresentar uma evolução de 6 meses, incluindo aqui o período mínimo de um mês relatado acima. Pode haver um período prodrômico, que antecede o período de manifestação clínica propriamente dito, em que o indivíduo ainda não apresenta nenhum dos 5 sintomas referidos acima, mas passa a apresentar alguma alteração discreta do comportamento, em que percebe-se já uma dificuldade em cumprir com papéis sociais e ocupacionais, que até então vinha desenvolvendo. Após este período mínimo de um mês, ou seja das manifestações clínicas mais proeminentes, vem um período em que predominam os sintomas negativos: embotamento afetivo e prejuízo da volição. Estes acabam por influenciar o desempenho do indivíduo, de forma que não consegue retomar seu funcionamento anterior. Notem que o nome é uma herança de Bleuler, o critério evolutivo vem de Kraepelin e a referência de sintomas bizarros ou alucinações características, aos sintomas de primeira ordem de Kurt Schneider. Temos subtipos, conforme a sintomatologia predominante: Catatônico, em que predominam as manifestações motoras; Paranóide, em que predominam as alterações do conteúdo do pensamento e alucinações, tende a ter um início maus tardio e um prognóstico mais favorável; e hebefrênica, em que prevalece a desagregação do pensamento, tem uma evolução mais grave e costuma aparecer na adolescência. Estes são os três subtipos básicos. Notem que à sintomatologia predominante, uma vez que sintomas de subtipos diferentes são encontrados em um mesmo indivíduo, e faz-se o diagnóstico pelo que predomina. Porém, há situações em que não conseguimos dizer qual é a sintomatologia predominante, neste caso diagnosticamos como Indiferenciada. Para pacientes com muitos anos de evolução, que vão apresentando perdas sucessivas, com um empobrecimento do conteúdo do pensamento, que já não apresentam sintomatologia produtiva exuberante, diagnosticamos como Residual. Caracteristicamente, temos um empobrecimento após um período de crise (este com uma sintomatologia produtiva). No entanto, alguns pacientes podem apresentar esta evolução com perdas, sem nunca ter apresentado um período de crise, com a proeminência de sintomas positivos. Diagnosticamos aqui como Esquizofrenia Simples. Este subtipo encontramos no CID X, uma vez que não é reconhecido no DSM IV. Nos casos em que há uma remissão importante da sintomatologia produtiva, o indivíduo começa a se dar conta, então, da magnitude do que passou e percebe que apresentou um surto psicótico. Neste momento alguns pacientes apresentam um Transtorno Depressivo, sobreposto à Esquizofrenia. Este momento inspira cuidados clínicos intensos, uma vez que é um período com maior risco de suicídio. Epidemiologia A prevalência da esquizofrenia fica em torno de 1% da população. Não há diferença entre os sexos (1h:1m), embora para o homem o início costuma ser mais cedo. Curso Trata-se de uma patologia crônica e como tal, não há cura. Habitualmente o curso se dá com crises, onde ocorre agudização dos sintomas produtivos. Para alguns pacientes, que apresentam uma remissão completa da sintomatologia produtiva, a crise é o ressurgimento destes sintomas. Para aqueles que apresentam remissão parcial da sintomatologia produtiva a crise é um aumento da freqüência e da intensidade destes sintomas. O período de pós- crise pode apresentar perdas estáveis ou progressivas, nesta última situação o quadro vai agravando-se com as sucessivas crises. Alguns pacientes, passada a crise, apresentam uma remissão completa da sintomatologia produtiva, em outros casos há uma remissão parcial. O indivíduo não retorna a seu funcionamento anterior. Claro que a intensidade das perdas varia em cada caso. Não é freqüente que estes pacientes voltem a ocupar atividade regular de trabalho, e quando ocorre, freqüentemente em uma situação mais protegida. Estudos demonstram que em 20 a 30% tem uma vida razoavelmente normal, 20 a 30% continuam apresentando sintomas moderados e 40 a 60% permanecem significativamente prejudicados pelo transtorno por toda a vida. Há alguns fatores que apontam para uma evolução mais favorável. Alguns fatores apontam para um melhor prognóstico: início tardio, presença de fatores desencadeantes, início abrupto, uma boa adaptação social anterior, menos sintomas negativos, presença de transtorno de humor e ausência de casos de Esquizofrenia na família. Etiologia Não conhecemos uma causa para a Esquizofrenia. No entanto há evidências de alguns fatores. No que se refere à genética, sabemos que há uma incidência familiar maior que na população em geral. Portanto, a probabilidade de manifestar o trnastrono, de um indivíduo que tenha um caso entre parentes de 1o grau, é maior que outro indivíduo da população em geral. Corrobora o fato de que gêmeos monozigóticos , em que um tem a patologia, a prevalência de esquizofrenia no outro é maior que nos gêmeos dizigóticos. Há estudos com gêmeos monozigóticos que indicam que quando um dos irmãos é esquizofrênico em 42% dos casos o outro também apresenta o transtorno. Por outro lado temos fatores biológicos. Uma intoxicação por anfetaminas, que aumentam a atividade da dopamina nas sinapses, produz um quadro cujas alterações semelhantes àquelas encontradas na esquizofrenia Paranóide. Soma-se que a ação dos antipsicóticos (neurolépticos). Os mais tradicionais agem predominantemente como antagonista da Dopamina (receptores D2) diminuindo assim a sintomatologia produtiva. Os antipsicóticos mais recentes (atípicos) agem também em receptores da Serotonina, com redução da sintomatologia psicótica. Há algumas alterações encontradas em exames com imagem, como a Tomografia Computadorizada (TC) e a Ressonância Magnética (RM) entre outros, que são mais freqüentes em pacientes esquizofrênicos, como o alargamento dos ventrículos laterais. Mas estas alterações não aparecem em todos os pacientes que apresentam este diagnóstico e podem aparecer em indivíduos que não apresentam o Transtorno. Quanto à psicodinâmica há várias teorias que explicam um desenvolvimento psicótico. Entre estas, para Melanie Klein, os mecanismos psicodinâmicos presentes no paciente psicótico são próprios da posição esquizo paranóide, ou seja, próprios do primeiro período do desenvolvimento do bebê. O indivíduo psicótico não consegue ultrapassar plenamente esta etapa de seu desenvolvimento, e acaba regredindo a esta posteriormente. Tratamento/MEDICAÇÃO Sendo uma patologia crônica, o tratamento tem como finalidade melhorar ao máximo a qualidade de vida destes pacientes. Para tratamento da esquizofrenia, devemos utilizar dois aspectos complementares: a medicação e as intervenções psicodinâmicas. Tratamento medicamentoso. Existem drogas, antipsicóticos ou neurolépticos, cuja ação remite completamente ou parcialmente a sintomatologia produtiva, ou seja delírios, alucinações, desorganização do pensamento e agitação psicomotora. Tais medicamentos são ineficazes ou pouco eficaz no que se refere à sintomatologia negativa. A primeira destas surgiu na década de 50, a Clorpromazina (Amplictil). Foi um verdadeiro marco no tratamento da esquizofrenia, permitindo que muitos pacientes que viviam até então em Hospitais Psiquiátricos, pudessem voltar a viver com seus familiares. Temos os antipsicóticos mais antigos e atualmente os chamados de antipsicóticos atípicos. Tais medicamentos devem ser prescritos na crise e uma vez passada a crise devem ser mantidos, geralmente aqui com uma dosagem mais baixa, com a finalidade de prevenir recaídas (novas crises). Há incontáveis estudos, há décadas que demonstram que pacientes que permanecem em uso de neurolépticos após as crises, apresentam taxas de recaídas significativamente menores que indivíduos que no pós crise param com a medicação. Portanto o indivíduo com Esquizofrenia deverá ser medicado por toda a vida. Estas medicações devem ser usadas diariamente ou em alguns casos temos medicações de depósito: administrados via intra- muscular, mensalmente. Para citar alguns, dentre os primeiros, temos o Haloperidol (Haldol), o Pimozide (Orap), a Clorpromazina, a Tioridazina (Melleril), a Levomepromazina (Neozine) Pipotiazina (Piportil) e a Trifluoperazina (Stelazine). Tais medicamentos, ainda hoje muito usados, causam no entanto alguns sintomas colaterais desagradáveis, citaremos os mais freqüentes, como tremores, rigidez muscular, ou seja provoca um quadro semelhante ao Mal de Parkinson, motivo pelo qual freqüentemente vemos associado ao tratamento medicações para este: o biperideno (Akineton). Podem provocar, em uma pequena porcentagem dos quadros contrações intensas da musculatura cervical e dos olhos, chamada Distonia Aguda, que precisa de medicamentos para melhorar e ainda em uma menor porcetagem de casos um quadro de discinesia tardia, caracterizados por movimentos involuntários de membros e face. Alguns pacientes apresentam Acatisia, ficam inquietos, quando parados em pé, ficam marchando. Além destes que são os efeitos colaterais neurológicos, outra queixa freqüente é a sonolência. Estes efeitos colaterais são uma das causas de interrupção do tratamento. Continuou-se então, a busca de medicamentos que apresentassem uma eficácia semelhante ou superior, com menos efeitos colaterais. Assim chegou-se aos Antispicóticos atípicos: Risperidona, Olanzapina, a Clozapina e a Quetiapina. Outros Transtornos psicóticos Assim como na Esquizofrenia e em todos os quadros psicóticos há uma perda do limite entre o real e o imaginário. Transtorno Delirante Etiologia Biológica: algumas medicações (caso clínico, Aldeia da Serra) e condições médicas (tumores SNC) podem causar um delírio, falando a favor de um componente biológico. Psicodinâmica: Freud acredita que na base da paranóia há uma questão homossexual inconsciente. Um homem amando outro homem, por não aceitar amá-lo faz uma transformação para “eu o odeio”. Passa então a projetar seu ódio no outro, acreditando que ele o odeie: Eu o amo => Eu o odeio => Ele me odeia Certamente a explicação psicodinâmica para o delírio envolve a projeção de instintos agressivos no outro. Clínica. O nome sintetiza, o quadro clínico, uma vez que a alteração básica deste quadro é a alteração do conteúdo do pensamento, que apresenta um delírio estruturado e persistente. O cunho pode ser: persecutório (Paranóia), erótico (Erotomania), de ciúmes, somáticos (caso clínico), grandioso e mistos. Diferente da Esquizofrenia Paranóide, o pensamento apresenta-se agregado e não são acompanhados de alterações de senso- percepção mais elaboradas, podendo ocorrer al. tácteis e olfativas relacionadas ao delírio(eventualmente até auditivas, principalmente elementares). Curso. Crônico, sujeitos à períodos de intensificação da sintomatologia. Epidemiologia. Prevalência de 0,025 a 0,03% (E.U.A.) Tratamento. Como temos um delírio (sintoma psicótico), está indicada medicação antipsicótica, porém os resultados aqui obtidos são piores que na esquizofrenia. As internações psiquiátricas ou em hospital dia são indicadas no período de agudização do quadro. Pacientes que apresentam este Tr. são difíceis de vincular-se em psicoterapia. Como ocorrem em outras situações de sua vida, também projetará sua agressividade no terapeuta, entendendo atrasos, mudanças de dia da sessão como ataques do terapeuta. Transtorno Esquizofreniforme. Este diagnóstico caberá justamente, para aqueles pacientes que apresentam inicialmente quadro com sintomas esquizofrênicos, com duração maior que um mês, no entanto antes que completem seis meses de evolução, ocorre remissão completa do quadro, com o paciente retornando a seu nível de funcionamento e adaptação anteriores à crise.Sintomas de humor (principalmente Mania) estão presentes numa freqüência maior que na esquizofrenia.Se temos um paciente com sintomas de esquizofrenia e que não completou 6 meses de evolução devemos fazer o diagnóstico de Tr. Esquizofreniforme. Como na esquizofrenia pode ocorrer uma depressão pós-crise, com todo o quadro clínico da depressão. Uma motivação para isto é o fato de com a remissão dos sintomas psicóticos o paciente percebe que apresentou um surto e que não está conseguindo retomar seu funcionamento anterior. Este tende a ocorrer principalmente em indivíduos que recuperam-se bem da crise, uma vez que aqueles que não apresentaram uma boa recuperação não vão ter crítica do que ocorreu. Como no Tr. Esquizofreniforme há uma recuperação completa, o indivíduo estabelece uma crítica maior do que ocorreu e pode a apresentar quadro depressivo. Tratamento Apresentando os mesmos sintomas da esquizofrenia, portanto sintomas psicóticos, estão indicadas medicações antipsicóticas, porém aqui, por um período de tempo menor, geralmente entre 3 a 6 meses. Uma psicoterapia para ajudá-lo a entender o que se passou (elaboração) também está indicada. Pesa para a indicação o risco de vir a apresentar depressão. Tr. Psicótico Breve Clínica Numa prática de emergência psiquiátrica, observaremos a presença de quadros psicóticos breves e benignos, que há pouco mais de uma década diagnosticávamos como Psicose Reativa e Piscose Psicogênica. No DSM IV estes quadros são chamados Tr. Psicótico Breve e podem, ou não, apresentar sintomas esquizofrênicos, que costumam apresentar início abrupto. É necessária a presença de pelo menos um dos seguintes sintomas: - Alucinações/delírios/pensamento desorganizado e comportamento desorganizado ou catatônico. Necessitam de 2 condições para seu diagnóstico: - Duração maior que 1 dia e menor que 1 mês - Presença de fatores desencadeantes (mais ou menos evidentes) Etiologia Não é bem estabelecida, mas provavelmente são pacientes com uma vulnerabilidade psíquica e biológica. Tratamento Apesar da curta duração e da evolução favorável, como temos sintomas psicóticos, tratamos com medicação antipsicótica, por breve período. Deve-se considerar o encaminhamento para psicoterapia, uma vez que tal quadro vem a apontar para dificuldades do indivíduo em lidar com algum fator estressante. Tr. Esquizoafetivo. Clínica A esquizofrenia pode apresentar alguns sintomas de humor, sejam depressivos ou de exaltação, concomitantes, mas é predominante a sintomatologia esquizofrênica. Já os Tr. afetivos também podem apresentar sintomas psicóticos, no entanto temos um claro predomínio desta sintomatologia, o suficiente para fazermos um diagnóstico de transtorno de humor. No entanto, nos defrontaremos com casos em que a sintomatologia do humor e esquizofrênica são proeminentes, nestes casos formulamos um diagnóstico de Tr. Esquizoafetivo.Portanto para este diagnóstico devemos ter sinais e sintomas da esquizofrenia e episódios de mania ou Tr. Depressivos que podem aparecer simultâneos ou alternados. Para o DSM IV deve haver ainda pelo menos duas semanas com delírios ou alucinações, na ausência de sintomas do humor. O DSM IV permite ainda uma classificação, se trata-se do tipo Bipolar ou do tipo Depressivo. Epidemiologia A prevalência durante a vida varia entre 0.5 a 0.8%. Nas mulheres tende a ter um início mais tardio. Curso O curso pode variar desde remissão e exacerbação, até deterioração progressiva a longo prazo.Também apresenta um curso crônico, no entanto, a evolução é melhor que na esquizofrenia (lembre-se que já a presença de sintomas de alteração de humor na esquizofrenia é um fator relacionado com uma melhor evolução), no entanto é menos favorável que no Tr. Afetivo Bipolar. Tratamento Com a concomitância de sintomas de humor e psicóticos, está indicado o uso tanto de estabilizadores de humor, quanto de antipsicóticos e dependendo da sintomatologia do momento, antidepressivos.As mesmas intervenções terapêuticas para a esquizofrenia estão indicadas. Psicose Pós- Parto. Tipicamente inicia-se nos primeiros dias após o parto, embora o tempo médio para o início dos sintomas seja de 2 a 3 semanas, podendo ocorrer até 8 semanas após. Tem como primeiras manifestações insônia, inquietação e instabilidade emocional. Evolui com depressão severa acompanhada por sintomas psicóticos, com delírios, confusão, preocupações obsessivas em relação ao bebê, com idéias de ferir a este ou a si própria, o que está relacionado a um risco real de infanticídio e suicídio. É necessário fazer uma diferenciação de quadros de depressão que ocorrem no puerpério, sem a presença de sintomatologia psicótica. Tratamento O tratamento medicamentoso vai de acordo com a sintomatologia predominante. Pode ser necessária a internação. Como o quadro demonstra dificuldade da mãe com esta nova situação, a psicoterapia está indicada, para que possa elaborar e significar melhor este período de mudanças. Transtorno Psicótico Compartilhado (“Folie à Deux”). Neste quadro dois indivíduos compartilham de um mesmo delírio. Geralmente temos uma personalidade psicótica dominadora e outra submissa. O transtorno é mais freqüente no sexo feminino e em 95% dos casos ocorrendo em irmãs. Para o tratamento utiliza-se de drogas antipsicóticas e está indicada a separação dos indivíduos.