Estudo das lesões fundamentais observadas à TCAR através de

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23/04/2013
Estudo das lesões fundamentais
observadas à TCAR através de
casos clínicos
Dante Luiz Escuissato
• Achados da TCAR nas doenças pulmonares:
– Redução da transparência pulmonar:
• Nódulos: centrolobulares, perilinfáticos e aleatórios;
• Opacidades lineares/reticulares: espessamento de
septos interlobulares, bandas parenquimatosas, linhas
subpleurais, espessamento intersticial intralobulares;
• Opacidades em vidro fosco; consolidações.
– Aumento da transparência pulmonar:
• Imagens hipertransparentes com paredes visíveis
(cistos pulmonares);
• Imagens hipertransparentes sem paredes visíveis
(enfisema, atenuação em mosaico).
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•
Caso 1
Masculino, 58 anos, motorista
Dispneia aos médios esforços há anos
Tabagista 20 anos-maço, parou há 15 anos
1
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PINE
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23/04/2013
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Caso 2
Feminino, 70 anos, costureira
Dispneia aos pequenos esforços
Tabagista 67 anos-maço, parou há 12 anos
3
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PIU
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CASO 3
Feminino, 78 anos, professora aposentada
Tosse produtiva e dispneia há 10 anos
Neoplasia de mama tratada há 10 anos
(cirurgia, quimioterapia e radioterapia)
*
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EXPIRAÇÃO
EXPIRAÇÃO
Pneumonia por Hipersensibilidade
Crônica
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PIU – padrões na TCAR
• Padrão de PIU
• Padrão de possível PIU
• Padrão inconsistente com PIU
Padrão de PIU
1. Predominância subpleural e basal
2. Infiltrado reticular
3. Faveolamento com ou sem bronquiectasias
de tração
4. Ausência dos achados listados como
inconsistentes com PIU
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Padrão de possível PIU
1. Predominância subpleural e basal
2. Infiltrado reticular
3. Ausência dos achados listados como
inconsistentes com PIU
PH CRÔNICA
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23/04/2013
Padrão inconsistente com PIU
1. Predominância de em terços superiores ou
médios.
2. Predominância peribroncovascular
3. “Vidro fosco” extenso
4. Micronódulos em profusão
5. Cistos
6. Atenuação em “mosaico” / aprisionamento
aéreo
7. Consolidação segmentar ou lobar
SARCOIDOSE
PO - BOOP
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PID
PINE
PINE
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PH CRÔNICA
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CASO 4
Homem, 57 anos de idade;
QC: dispneia, ortopneia, ansiedade;
Tosse com estrias de sangue;
Ausculta cardíaca com ritmo de galope.
Edema de membros inferiores.
EDEMA PULMONAR
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• Opacidades pulmonares com padrão linear:
– Espessamento de septos interlobulares;
– Bandas parenquimatosas;
– Linhas subpleurais.
– Causas principais: edema pulmonar, linfangite
carcinomatosa.
• Espessamento de septos interlobulares:
– Liso: edema pulmonar, linfangite carcinomatosa,
proteinose alveolar pulmonar, hemorragia
pulmonar;
– Nodular: linfangite carcinomatosa, sarcoidose, LIP,
amiloidose;
– Irregular: PH crônica, sarcoidose, silicose,
asbestose, PIU.
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LC
LC
LISO
SARCOIDOSE
NODULAR
PHc
SARCOIDOSE
IRREGULAR
• PEQUENOS NÓDULOS PULMONARES
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•
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•
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CASO 5
Homem, 37 anos de idade;
HIV+;
QC: mal-estar, febre (38°C), sudorese noturna,
perda de peso;
• Nega tosse;
• Ausculta pulmonar sem particularidades.
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QUAL O PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO DOS NÓDULOS?
NÓDULOS
CENTROLOBULARES
SILICOSE
HCL
PH SUBAGUDA
NÓDULOS
CENTROLOBULARES
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ÁRVORE EM BROTAMENTO
Y


NÓDULOS
CENTROLOBULARES
“ÁRVORE EM
BROTAMENTO”

NÓDULOS
PERILINFÁTICOS
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SARCOIDOSE
SILICOSE
LC
NÓDULOS
ALEATÓRIOS
NÓDULOS
ALEATÓRIOS
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TB MILIAR
METÁSTASES
• Pequenos nódulos pulmonares:
– Centrolobulares: infecções, PH, BR, LIP, edema
pulmonar, vasculite;
– Perilinfáticos: sarcoidose, linfangite
carcinomatosa, amiloidose;
– Aleatórios: infecções de disseminação
hematogênica (TB, fungos), neoplasia metastática.
QUAL O PADRÃO DE DISTRIBUIÇÃO DOS NÓDULOS?
A)
B)
C)
D)
CENTROLOBULAR
ÁRVORE EM BROTAMENTO
ALEATÓRIO
PERILINFÁTICO
TB MILIAR
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PEQUENOS
NÓDULOS
SEM
COM
NÓDULOS SUBPLEURAIS
NÓDULOS SUBPLEURAIS
CENTROLOBULARES
AB
MULTIFOCAIS,
INTERSTÍCIO COM
LINFÁTICOS
SEM
PREDOMÍNO
ALEATÓRIOS
Não AB
PERILIFÁTICOS
TB
MAC
BACT
ABPA
FC
INFECÇÃO
“CBA”
BR
PO
PH
HCL
EDEMA
A
SARCOIDOSE
LC
LIP
AMILOIDOSE
METÁSTASES
TB
FUNGOS
B
QUAL É AGUDO?
QUAL É CRÔNICO?
PNEUMONIA PELO CMV
ADENOCARCINOMA - CBA
CASO 6
Homem, 45 anos
Tosse seca
PARACOCCIDIOIDOMICOSE
Dispnéia de evolução lenta (2 anos)
Lesão moriliforme em boca
Tabagista
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CASO 7
Homem de 72 anos de idade.
Coronariopata + cirurgia prévia de revascularização miocárdica
Quadro de dispnéia + tosse + ortopnéia + edema ascendente MMII
Edema
Pulmonar
Hidrostático
• OPACIDADES PULMONARES COM ATENUAÇÃO
EM VIDRO FOSCO
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• Definição: aumento da atenuação do
parênquima pulmonar sem obscurecer as
estruturas vasculares.
• Achado inespecífico: alterações alveolares ou
intersticiais.
• Lesões intersticiais: processo inflamatório em
atividade ou fibrose fina (abaixo da resolução
da TC).
PNEUMONIA INTERSTICIAL DESCAMATIVA
PROTEINOSE ALVEOLAR PULMONAR
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PNEUMONIA POR HIPERSENSIBILIDADE
DECÚBITO
DORSAL
DECÚBITO
VENTRAL
OPACIDADES EM VIDRO FOSCO
COM PADRÃO
RETICULAR
SEM PADRÃO
RETICULAR
FAVEOLAMENTO
SINAIS DE FIBROSE
“FIBROSE” – 95%
ESPESSAMENTO DE
SEPTOS INTERLOBULARES
“DOENÇA EM ATIVIDADE”
CAUSAS DE
FAVEOLAMENTO
PAVIMENTAÇÃO
EM MOSAICO
FPI
COLAGENOSES
ASBESTOSE
PH CRÔNICA
EDEMA PULMONAR
HEMORRAGIA PULMONAR
INFECÇÕES (PPJ, VÍRUS...)
PAP, PH, BOOP/POC
CBA, PN. LIPOÍDICA
...
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Vidro fosco difuso
sem sinais de fibrose
Históra de tabagismo
Bx = PNEUMONIA INTERSTICIAL
DESCAMATIVA
Pós-TMO D+7
Grande infusão hídrica
EDEMA PULMONAR
PROTEINOSE
PADRÃO DE PAVIMENTAÇÃO
EM MOSAICO
ALVEOLAR
PULMONAR
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OPACIDADES EM VIDRO FOSCO
COM PADRÃO
RETICULAR
LESÕES PERIFÉRICAS
OU “PATCHY”
PIU, PINE, PID
PH, PAP
BOOP/POC
PN. EOSINOFÍLICA
SARCOIDOSE
Paciente criador de pássaros
PH SUBAGUDA
•
SEM PADRÃO
RETICULAR
“DOENÇA EM ATIVIDADE”
80%
PADRÃO
NODULAR
VF
DIFUSO
PH, BOOP/POC
LIP, CMV
EDEMA PULMONAR
HEMORRAGIA
VASCULITE
PH, PPJ, CMV
EDEMA PULMONAR
HEMORRAGIA
SARA, PIA
PIU, PINE, PID
PAP
Históra de tabagismo
(120 anos/maço)
BRONQUIOLITE RESPIRATÓRIA
Quadros clínicos de pacientes em que as
opacidades em vidro fosco são encontradas:
1. Pacientes imunodeprimidos;
2. Pacientes recebendo drogas supressoras da
medula óssea;
3. Pacientes com dispnéia de evolução lenta;
4. Pacientes com dispnéia aguda;
5. Pacientes com quadro clínico de início recente.
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23/04/2013
Quadro Clínico
Grupo de
Doenças
Diagnóstico
Diferencial
Imunodeprimidos
(HIV+, pós-TX)
Infecções oportunistas
PPJ, CMV, HSV, RSV,
Dispnéia aguda
Doença alveolar aguda
EPC, SARA, HAD
Paciente hospitalizado
(estado crítico)
Doença alveolar aguda
EPC, SARA,
sobrecarga hídrica
PERGUNTAS: outros vírus
Infecções Oportunistas Idem acima
1.da Medula
Quadro
agudo ou crônico
crônico??
Supressão
Doença alveolar aguda HAD
Óssea
2. História
decausas
tabagismo ou
Outras
Toxicidade por droga
intersticial
PH, PID, PIA, PINE, BRoutrasDoença
doenças
doenças?
?
Dispnéia lentamente
crônica
DPI, sarcoidose
progressiva
3. Paciente
imunodeprimido?
imunodeprimido
? PAP, CBA
Outras
causas
BOOP,
4. Paciente em quimioterapia?
quimioterapia?
•
•
•
•
•
•
CASO 8
Mulher, 54 anos de idade;
Artrite psoriásica;
QC: dispneia, tosse seca;
Não tabagista;
Ausculta pulmonar com estertores
crepitantes.
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23/04/2013
•
•
•
•
•
•
CASO 8
Mulher, 54 anos de idade;
Artrite psoriásica;
QC: dispneia, tosse seca;
Não tabagista;
Ausculta pulmonar com estertores
crepitantes.
+
Methotrexate
REAÇÃO POR DROGA = PINE
OBRIGADO!
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