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CAT Á L O G O
TREINAMENTO PARA
PREVENÇÃO DE
INCAPACIDADES EM
HANSENÍASE
ALM Internacional
M inistério da Saúde
Á re a T é cn ica d e D e rm a to lo g ia S a n itá ria
DG PE / SPS
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAP
ACID
ADES EM HANSENÍASE
INCAPACID
ACIDADES
ÚL
TIMA REVISÃO
ÚLTIMA
REVISÃO:: 12/1998
SEQÜENCIA PARA XEROX
IND1 - pág.01
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – 8 DIAS
Páginas
Monitor
Supervisor
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – 8 dias
3
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – 5 dias
3
A. Introdução
1
A.1 Prefácio
A.2 Créditos
2
1
A.3 Suporte Técnico
B. Apresentação dos Participantes
2
B.1 Quem é Você? (dinâmica P.1.1) - Impresso
C. Organização do Curso
C.1 Objetivos Gerais dos Cursos Nacionais de Prevenção de Incapacidades
em Hanseníase
1
C.2 Ficha de Inscrição - Impressos:
1
C.3 Descrição do curso de monitores e supervisores e pré-requisitos
1
C.4 Descrição do curso básico e pré-requisitos
C.5 Programa da curso do P.I
1
C.6 Agendamento de pacientes
1
C.7 Lista de materiais utilizados no Curso de PI
2
1
D. Pré Curso / Pós Curso
D.1 Orientação sobre o uso das avaliações
3
D.2 Habilidades Básicas - Percepção Inicial - Impressos
D.3 História de Dona Juracy - Conhecimento Inicial
4
D.4 Sentimentos no Final do Dia - Participante
1
D.5 Habilidades Básicas - Percepção Final
D.6 História de Dona Juracy - Conhecimento Final
4
6
D.7 História de Dona Juracy - Respostas
4
2
6
D.8 Avaliação Final do Curso - Participante
E. Dúvidas e Conceitos
E.1 Orientação do trabalho com "Duvidas e Conceitos de PI"
F.
1
E.2 Definições - Impresso
2
Dados epidemiológicos da Hanseníase
F.1 Orientação de como trabalhar as tabelas de Epidemiologia
2
F.2 Tabela 5 (mundial, OMS-1996) - Impressos:
F.3 Programa nacional (CNDS/FNS/MS-97)
F.4 Taxa de detecção e percentual de deformidades nos casos novos, por DRS
em Minas Gerais em 1996
1
4
1
G. Grau de Incapacidades, OMS
G.1 Orientação sobre uso do "Grau de Incapacidade"
G.2 Instruções para preenchimento do formulário para registrar o grau de
incapacidades físicas - Impressos
G.3 Formulário para registrar o grau de incapacidades físicas
1
2
1
G.4 Prática com o registro do grau
4
G.5 Índice de incapacidade
4
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
IND1 - pág.02
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – 8 DIAS
H. Anatomia
H.1 Orientação de como usar os desenhos de Anatomia
1
H.2 Desenhos de Anatomia - Impressos
I.
14
Avaliação do paciente
I.1 Orientação de como trabalhar com a Avaliação do Paciente
3
I.2 Instruções para preenchimento da ficha de avaliação - Impressos
2
1
I.3 Situação Psico-social (dados da vida geral)
I.4 Nariz/Olhos
1
I.5 Mãos
2
I.6 Pés
2
2
I.7 Bula sobre o Estesiômetro Monofilamento
I.8 Prática com o teste de sensibilidade utilizando os monofilamentos
SEMMES-WEINSTEIN (estesiômetro)
1
I.9 Perguntas e respostas sobre o teste de sensibilidade com os
monofilamentos de nylon SEMMES-WEINSTEIN (S-W)
11
1
I.10 Graduação da força muscular e orientações sobre os exercícios
J.
Função Neural
J.1 Orientação de como trabalhar a questão da Função Neural
1
1
J.2 Lesões dos nervos periféricos - Impressos
J.3 Reações
1
J.4 Neurites
J.5 Critérios para suspeitar e/ou confirmar alterações na função neural
J.6 Reações e Neurites: alterações e condutas
J.7 O comprometimento neural na hanseníase
1
1
1
8
K. Procedimentos e Cuidados
K.1 Orientação de como trabalhar com os materiais de Procedimentos e
Cuidados
K.2 Nariz: alterações e condutas - Impressos
1
K.3 Proposta para avaliação e cuidados nasais na hanseníase
6
1
K.4 Pele
K.5 Indicação de calçados e outras medidas
1
1
K.6 Férula de Harris (Prática)
4
1
K.7 Auto-cuidados – Resumo
K.8 Encaminhamentos
2
L. Úlceras / Feridas
L.1 Orientação de como trabalhar com as questões de Úlceras e Feridas
L.2 Características das úlceras de pernas e pés - Impressos
L.3 Avaliação da ferida - Características
L.4 Bota de Unna
1
1
1
1
M. Estigma
M.1 Orientação de como trabalhar com a questão do Estigma
M.2 Leproso: Uma Identidade Perversa Impressos
M.3 Estigma e Identidade Social
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
1
3
2
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
IND1 - pág.03
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – 8 DIAS
N. Avaliação de Atividades e Planejamento de Recursos de PI
N.1 Orientação como trabalhar com dados
1
N.2 Levantamento Estatístico: Grupo A 2 - Impressos
2
N.3 Levantamento Estatístico: Grupo B 2
2
2
N.4 Levantamento Estatístico: Perguntas
N.5 Levantamento Estatístico: Respostas
2
N.6 Prevenção de danos
1
O. Supervisão
O.1 Orientação sobre a supervisão
1
O.2 Instrumento de Avaliação – Atividades Básicas de PI 10 - Impressos
10
O.3. Uma nova proposta de supervisão de dermatologia sanitária
O.4 Análise de tarefas
6
3
O.5 Analise de tarefas (continuação)
12
O.6 Relatório resumo da supervisão / roteiro
2
P. Dinâmicas
P.1 Quem é Você?
2
P.2 Estigma
P.3 Caminhos de Ajuda
1
1
P.4 Auto - Cuidados
3
P.5 Exercícios e Procedimentos
1
P.6 Abacaxi ou Rabo do Burro
1
Q. Material para Monitores
3
14
Q.1 SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX - Comparativo
Q.2 Anatomia com legenda
Q.3 Sentimentos no final do dia (total e percentagem)
2
Q.4 Habilidades básicas: resumo final
1
Q.5 Dona Juracy: resumo final
Q.6 Relatório Final do Curso pelo Monitores
7
4
Q.7 Relatório Final do Curso pela Assessoria Técnica
2
R. Anexos
R.1 Recibo simples - Impressos
1
1
2
R.2 Recibo de material
R.3 Lista de Materiais Usados para Prevenção de Incapacidades
R.4 Endereços dos coordenadores das atividades de controle da hanseníase
nos Estados
S. Material Complementar
9
Dados Opcionais para Cada Estado
S.1 Endereços dos participantes dos cursos
S.2 Endereços de serviços especializados
S.3 Endereços dos oftalmologistas no estado
S.4 Endereços dos cirurgiões no estado
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
SEQÜENCIA PARA XEROX
IND2 - pág.01
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – 5 DIAS - CURSO BÁSICO
Páginas
Monitor
Supervisor
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – 8 dias
–
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – 5 dias
3
A. Introdução
A.1 Prefácio
A.2 Créditos
1
A.3 Suporte Técnico
1
2
B. Apresentação dos Participantes
2
B.1 Quem é Você? (dinâmica P.1.1) - Impresso
C. Organização do Curso
C.1 Objetivos Gerais dos Cursos Nacionais de Prevenção de Incapacidades
em Hanseníase
1
C.2 Ficha de Inscrição - Impressos:
–
C.3 Descrição do curso de monitores e supervisores e pré-requisitos
1
C.4 Descrição do curso básico e pré-requisitos
C.5 Programa da curso do P.I
1
1
C.6 Agendamento de pacientes
1
C.7 Lista de materiais utilizados no Curso de PI
2
D. Pré Curso / Pós Curso
D.1 Orientação sobre o uso das avaliações
–
D.2 Habilidades Básicas - Percepção Inicial - Impressos
D.3 História de Dona Juracy - Conhecimento Inicial
4
6
D.4 Sentimentos no Final do Dia - Participante
1
D.5 Habilidades Básicas - Percepção Final
D.6 História de Dona Juracy - Conhecimento Final
4
6
D.7 História de Dona Juracy - Respostas
4
D.8 Avaliação Final do Curso - Participante
2
E. Dúvidas e Conceitos
E.1 Orientação do trabalho com "Duvidas e Conceitos de PI"
F.
–
E.2 Definições - Impresso
2
Dados epidemiológicos da Hanseníase
F.1 Orientação de como trabalhar as tabelas de Epidemiologia
–
F.2 Tabela 5 (mundial, OMS-1996) - Impressos:
–
F.3 Programa nacional (CNDS/FNS/MS-97)
F.4 Taxa de detecção e percentual de deformidades nos casos novos, por DRS
em Minas Gerais em 1996
4
1
G. Grau de Incapacidades, OMS
G.1 Orientação sobre uso do "Grau de Incapacidade"
–
G.2 Instruções para preenchimento do formulário para registrar o grau de
incapacidades físicas - Impressos
G.3 Formulário para registrar o grau de incapacidades físicas
2
G.4 Prática com o registro do grau
4
G.5 Índice de incapacidade
–
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
1
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
IND2 - pág.02
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – 5 DIAS - CURSO BÁSICO
H. Anatomia
H.1 Orientação de como usar os desenhos de Anatomia
–
H.2 Desenhos de Anatomia - Impressos
I.
14
Avaliação do paciente
I.1 Orientação de como trabalhar com a Avaliação do Paciente
–
I.2 Instruções para preenchimento da ficha de avaliação - Impressos
2
1
I.3 Situação Psico-social (dados da vida geral)
I.4 Nariz/Olhos
1
I.5 Mãos
2
I.6 Pés
2
2
I.7 Bula sobre o Estesiômetro Monofilamento
I.8 Prática com o teste de sensibilidade utilizando os monofilamentos
SEMMES-WEINSTEIN (estesiômetro)
J.
1
I.9 Perguntas e respostas sobre o teste de sensibilidade com os
monofilamentos de nylon SEMMES-WEINSTEIN (S-W)
–
I.10 Graduação da força muscular e orientações sobre os exercícios
1
Função Neural
J.1 Orientação de como trabalhar a questão da Função Neural
–
1
J.2 Lesões dos nervos periféricos - Impressos
J.3 Reações
1
J.4 Neurites
J.5 Critérios para suspeitar e/ou confirmar alterações na função neural
J.6 Reações e Neurites: alterações e condutas
J.7 O comprometimento neural na hanseníase
1
1
1
–
K. Procedimentos e Cuidados
K.1 Orientação de como trabalhar com os materiais de Procedimentos e
Cuidados
K.2 Nariz: alterações e condutas - Impressos
–
K.3 Proposta para avaliação e cuidados nasais na hanseníase
6
1
K.4 Pele
K.5 Indicação de calçados e outras medidas
1
1
K.6 Férula de Harris (Prática)
4
1
K.7 Auto-cuidados – Resumo
K.8 Encaminhamentos
2
L. Úlceras / Feridas
L.1 Orientação de como trabalhar com as questões de Úlceras e Feridas
L.2 Características das úlceras de pernas e pés - Impressos
L.3 Avaliação da ferida - Características
L.4 Bota de Unna
–
1
1
1
M. Estigma
M.1 Orientação de como trabalhar com a questão do Estigma
M.2 Leproso: Uma Identidade Perversa Impressos
–
3
M.3 Estigma e Identidade Social
–
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
IND2 - pág.03
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – 5 DIAS - CURSO BÁSICO
N. Avaliação de Atividades e Planejamento de Recursos de PI
N.1 Orientação como trabalhar com dados
–
N.2 Levantamento Estatístico: Grupo A 2 - Impressos
–
N.3 Levantamento Estatístico: Grupo B 2
–
–
N.4 Levantamento Estatístico: Perguntas
N.5 Levantamento Estatístico: Respostas
–
N.6 Prevenção de danos
1
O. Supervisão
O.1 Orientação sobre a supervisão
O.2 Instrumento de Avaliação – Atividades Básicas de PI 10 - Impressos
–
–
O.3. Uma nova proposta de supervisão de dermatologia sanitária
O.4 Análise de tarefas
–
–
O.5 Analise de tarefas (continuação)
–
O.6 Relatório resumo da supervisão / roteiro
–
P. Dinâmicas
P.1 Quem é Você?
–
P.2 Estigma
P.3 Caminhos de Ajuda
–
P.4 Auto - Cuidados
–
P.5 Exercícios e Procedimentos
–
P.6 Abacaxi ou Rabo do Burro
–
–
Q. Material para Monitores
Q.1 SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX - Comparativo
–
Q.2 Anatomia com legenda
Q.3 Sentimentos no final do dia (total e percentagem)
–
Q.4 Habilidades básicas: resumo final
–
Q.5 Dona Juracy: resumo final
Q.6 Relatório Final do Curso pelo Monitores
–
–
Q.7 Relatório Final do Curso pela Assessoria Técnica
–
–
R. Anexos
R.1 Recibo simples - Impressos
–
–
2
R.2 Recibo de material
R.3 Lista de Materiais Usados para Prevenção de Incapacidades
R.4 Endereços dos coordenadores das atividades de controle da hanseníase
nos Estados
S. Material Complementar
–
Dados Opcionais para Cada Estado
S.1 Endereços dos participantes dos cursos
S.2 Endereços de serviços especializados
S.3 Endereços dos oftalmologistas no estado
S.4 Endereços dos cirurgiões no estado
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
INTRODUÇÃO
A.1 - pág.01
PREFÁCIO
Tudo posso naquele que me fortalece.
(Fp 4:13)
Nos últimos 15 anos viemos observando a mudança no conceito de Prevenção. Anteriormente, procurávamos
evitar as complicações dos problemas já existentes (deformidades, úlceras, isolamento social, etc.). Hoje,
buscamos evitar a instalação de qualquer problema, desde o momento do diagnóstico.
Paralelamente, também observamos algumas mudanças nas metodologias dos treinamentos de PI. A princípio,
observávamos que havia muita informação, deixando os treinandos confusos, assustados, inseguros e sem saber
onde e como começar. A prática era pouca, os locais de treinamento, bem diferentes da realidade das
Unidades Básicas de Saúde, dificultando a adaptação de cada treinando à sua realidade local. Outro aspecto
era a existência de uma grande diversidade de profissionais especializados atuando nas atividades de PI. Isto
fazia as unidades pequenas, e com pouco número de profissionais acharem não poderem fazer nada. Isto,
também, gerava a impressão de que PI era uma atividade separada das ações básicas de controle da
hanseníase.
Observando os treinamentos e as supervisões percebemos que as pessoas tinham conhecimento, mas lhes
faltava habilidade e confiança para realizar as técnicas.
A experiência com diferentes metodologias, mostrou ser importante desenvolvermos com os treinandos, a autoconfiança para que possam implantar e/ou implementar as atividades básicas de PI juntos às Ações de Controle
de Hanseníase (ACH). As teorias confirmam que o indivíduo faz aquilo que acredita saber fazer. Sabemos
que, melhorando as habilidades, aumentaremos a possibilidade das pessoas, realmente, fazerem confiantes o
que aprenderam nos treinamentos.
Também, foi, observando estas mudanças que, à pedido da CNDS/MS (Coordenação Nacional de Dermatologia
Sanitária / Ministério de Saúde), surgiu o Projeto Nacional de Prevenção de Incapacidades Físicas em
Hanseníase. Este é um projeto conjunto da CNDS/MS, ALM (American Leprosy Missions, uma ONG
Organização Não-governamental) e da experiência de diversos técnicos de todo o Brasil. Ele busca, através da
procura, padronização e uniformização, facilitar a implantação e/ou implementação das atividades básicas de
PI. Procura, ainda, incentivar Estados e Municípios, a ficarem independentes, uma vez capacitados, para
realizarem treinamentos e supervisões.
Foram, assim, criados dois manuais: um com o conteúdo para Monitor/Supervisor, e outro com o roteiro para
treinamento nas atividades básicas de PI.
Os objetivos são:
n Integrar as atividades de PI nas ações de controle da hanseníase.
n Reunir e agrupar os conteúdos mínimos necessários ao conhecimento e prática com as atividades de PI.
n Permitir a atuação de profissionais de diferentes categorias (auxiliares, agentes de saúde, médicos,
enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, etc.)
n Facilitar a uniformização e organização no repasse do conteúdo.
n Acompanhar, avaliar, e expandir as atividades de PI de acordo com as habilidades, conhecimentos, recursos
disponíveis e necessidades encontradas.
A Padronização e a Uniformização são necessárias para a construção do arcabouço, porém, é fundamental
observarmos e respeitarmos as individualidades, estimulando a criatividade de cada indivíduo, Estado, e
Município.
O fim de ação educativa é desenvolver, no indivíduo e no grupo, a capacidade de analisar, criticamente,
a sua realidade; de decidir ações conjuntas para resolver problemas e modificar situações;
de organizar e realizar a ação, e de avaliá-la com espírito crítico.
(Brasil, Ministério da Saúde. Divisão Nacional de Educação em Saúde.Ações educativa: diretrizes – 1981)
Ouvir e Esquecer
Ver e Lembrar
Fazer e Compreender
(Confúcio)
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
INTRODUÇÃO
A.2 - pág.01
CRÉDITOS
Coordenação Técnica do Projeto
Linda Faye Lehman
Coordenador da Área Técnica de Dermatologia Sanitária
Gerson Fernando Mendes Pereira
Autoras
Hannelore Vieth
Linda Faye Lehman
Maria Beatriz Penna Orsini
Priscila Leiko Fuzikawa
Ronise Costa Lima
Soraya Diniz Gonçalves
Lucia Helena S. Camargo Maciano
Mariangela Pedroso Pioto
Rosemari Baccarelli
Selma R. Axcar Salotti
Assessoria de Conteúdo
Coordenadoria da Área Técnica de Dermatologia Sanitária (CNDS)
Maria Leide W. de Oliveira
Maria da Conceição Cavalcanti Magalhães
Maria Aparecida de Faria Grossi
Wagner Nogueira
Eni da Silveira Batalha de Magalhães
Maria Ana Araújo Leboeuf
Coordenação de Controle de Hanseníase dos Estados de Minas Gerais e São Paulo
Agradecimentos
À todos os colegas que nos ajudaram com apoio e sugestões na elaboração, e na execução dos cursos de
prevenção de incapacidades em hanseníase, e aos técnicos, atuantes, nas atividades de controle da
hanseníase, que através de suas experiências, contribuíram com críticas e sugestões.
Comitê Técnico da CNDS para Sistematização / Implementação das Atividades Básicas de Prevenção de
Incapacidades no Brasil – 1997 - 1999
Carmelita R. de Oliveira
Darcy de Valadares Rodrigues Ventura
Eliane Maria Esperandio
Hannelore Vieth
Heloisa Anachoreta Molleri
Linda Faye Lehman
Luiz Eduardo C. Carvalho
Maria Anete Q. Moraes
Maria Beatriz Penna Orsini
Maria da Conceição Cavalcanti Magalhães
Maria Leide W. de Oliveira
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
INTRODUÇÃO
A.2 - pág.02
CRÉDITOS
Ilustração
Alexandre M. Soares
Revisão
Lucy Costa e Fernandes Pinto
Projeto Gráfico e Editoração Eletrônica
Esquadra Agência de Comunicação
Marco Lúcio
Renato Ribeiro
Patrocínio
Área Técnica de Hanseníase (CNDS), Ministério da Saúde Brasil
American Leprosy Missions (ALM)
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
INTRODUÇÃO
A.3 - pág.01
SUPORTE TÉCNICO
Esquadra Agência de Comunicação
E-mail : [email protected]
E-mail : [email protected]
Telefone/Fax: (031) 241-6584
Telefone/Fax: (031) 274-6442
- Marco Lúcio
- Renato Ribeiro
Coordenação Técnica do Projeto CNDS / ALM
E-mail: [email protected]
Telefone/Fax: (031) 375-8057
- Linda Faye Lehman
Apoio Técnico:
- Carmelita R. de Oliveira Tel/Fax: (069) 229-2136 ou 222-1335, E-mail:[email protected]
- Eliane Maria Esperandio Tel: (065) 421-4761 ou 422-1853
- Hannelore Vieth Tel/Fax: (098) 235-7101 ou 227-2493, E-mail:[email protected]
- Heloisa Anachoreta Molleri Tel: (021) 423-3094 ou 447-3820
- Linda Faye Lehman Tel/Fax: (031) 375-8057, E-mail: [email protected]
- Luiz Eduardo C. Carvalho Tel: (071) 395-8722 ou Fax: 395-2371 ou 233-1855
- Maria Anete Q. Moraes Tel: (092) 663-4747 ou Fax: 663-3155 ou 236-0378, E-mail:[email protected]
- Maria Beatriz Penna Orsini Tel: (031) 530-6395 ou 530-6471 ou 530-6395 ou 378-7233,
E-mail:[email protected]
Área Técnica de Hanseníase DGPS (CNDS)
Telefone: (061) 321-1040, 314-6338, 314-6339
Fax: (061) 224-0797
- Dr. Gerson Fernando Mendes Pereira
- Dra.Maria da Conceição Cavalcanti Magalhães
Palavra e Ação (representante da ALM no Brasil)
Telefone: (021) 264-5015
Fax: (021) 284-7134
E-mail:P&[email protected] ou [email protected]
- Antônio Lopes Filho
- Estelita Gama
Utilize o e-mail ou FAX também para sugestões de aprimoramento ou para relatar correções.
Caso utilize e-mail, utilize o cabeçalho (subject) da seguinte maneira:
Para aprimoramentos, escreva: ALM_aprimorar
Para correções, escreva: ALM_corrigir
Para dúvidas, escreva: ALM_suporte
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
APRESENTAÇÃO DOS PARTICIPANTES
B.1 - pág.01
QUEM É VOCÊ
Objetivos:
n
Quebra gelo
Metodologia:
A técnica está descrita no próprio impresso.
n Após a aplicação da dinâmica de grupo , verificar quem conseguiu localizar o
maior número de pessoas com características diferentes dentro do tempo
determinado ( 5 minutos ). Ler com o grupo cada característica e cada nome de
aluno relacionado à ela, de forma que as pessoas possam se conhecer mais.
n
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
APRESENTAÇÃO DOS PARTICIPANTES
B.1 - pág.02
QUEM É VOCÊ?
OBJETIVO:
Quebra Gelo
INSTRUÇÕES: Encontrar pessoas no grupo, que tenham uma das características listadas, abaixo, escrevendo o
nome na coluna "NOME". Quantas conseguirá, em 05 minutos?
OBSERVAÇÃO: O nome de cada participante só pode ser utilizado uma vez.
DURAÇÃO:
5 minutos
CA R AC T E R ÍS TI CA S
N OME
1 . A s s is te à n ove la d a s oi to h o ra s?
2. U s a le n te d e co n ta to ?
3. É Av ô/ Av ó?
4. Te m m ai s d e 4 fi lho s?
5 . A n da d e bi ci cl et a?
6. D i ri g e a lg um veí cu lo?
7. M ora s o zi n ho ?
8 . N ão co me f ei jã o e a rr o z t o do s os d ia s?
9. J á an do u d e t re m?
10 . A cor p re fer i d a é ver d e?
11 . N ã o c o m e ca r ne?
1 2. Pin ta o ca be lo ?
13 . G o s ta d e o uv i r mú s ic a cl ás s ic a?
14 . C o s t u m a d an ça r?
15 . Te m o l h os az ui s?
1 6. N ão m ora n o E s t ad o e m qu e n as c eu?
17 . As s i s te a o j og o d e fu t eb o l to d a s em a na?
18 . N ão g os ta d e ca f é?
19 . J á v i aj ou pa ra ou tro E s ta d o?
20 . To ma c a fé s em a çú ca r?
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ORGANIZAÇÃO DO CURSO
C.1 - pág.01
OBJETIVOS GERAIS DOS CURSOS NACIONAIS DE PREVENÇÃO DE
INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
Curso para monitores/supervisores de prevenção de
incapacidades em hanseníase - 8 dias
Objetivo Geral:
Capacitar profissionais para atuar como monitores e supervisores nas
atividades básicas de PI, devidamente padronizadas pela Área Técnica da
Hanseníase - DGPS (CNDS).
n
Curso básico de prevenção de incapacidades
em hanseníase - 5 dias
Objetivos Gerais:
Capacitar profissionais para implantar e/ou implementar as atividades
básicas de PI, devidamente padronizadas pela Área Técnica da Hanseníase DGPS (CNDS).
n
Capacitar profissionais para realizar, em suas unidades de saúde, o
mínimo de 90% das atividades básicas para prevenir incapacidades em
hanseníase, com pelo menos 90% das técnicas sendo realizadas
corretamente.
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ORGANIZAÇÃO DO CURSO
C.2 - pág.01
FICHA DE INSCRIÇÃO
Curso:______________________________________________________________________________
Local do curso (Cidade / Estado):___________________________________________________ / _______
Período (dia / mês / ano) : de ______/______/______ a ______/______/______
Nome:______________________________________________________________________________
Aniversário (dia / mês):_____/_____
Categoria Profissional: ___________________________________
Vínculo:
SES
FNS
Prefeitura
Outra Instituição Federal: ________________________________________
Outra Instituição Estadual: _______________________________________
Organização Não-Governamental: ___________________________________
Endereço do Trabalho
Rua:________________________________________________________________
Bairro:______________________________________________________________
CEP:_______________ Município:______________________ Estado:_________
Telefone:(
)___________________
Fax:(
)_______________
E-Mail:_____________________________________________________
Endereço Residencial
Rua:________________________________________________________________
Bairro:______________________________________________________________
CEP:_______________ Município:_______________________ Estado:________
Telefone:(
)___________________
Fax:(
)_______________
Telefone Celular:(
)____________ E-Mail:________________________
Dados Bancários
CPF:_______._______._______ - _____
Banco:___________________________ Município:_________________________
N° da Agência: __________ - __ N° da Conta ______________________________
Nome da Agência:_____________________________________________________
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ORGANIZAÇÃO DO CURSO
C.3 - pág.01
DESCRIÇÃO DO CURSO DE MONITORES E SUPERVISORES E
PRÉ-REQUISITOS
Tipo de Treinamento:
Capacitação Técnica para profissionais de referência estadual com
treinamento e supervisão nas atividades básicas de PI nas ACH
Título do Treinamento:
Formação de Monitores e Supervisores em PI
Objetivo Geral do
Treinamento:
Capacitar dois (2) profissionais de cada Estado para atuarem como
monitores e supervisores, de referência estadual, nas atividades
básicas de PI, devidamente padronizadas pela CNDS
Local:
A ser escolhido pelo Estado
Duração:
64 horas aula - 8 dias
Participante Alvo:
Dois (2) técnicos (profissionais) do Programa de Ações de Controle
de Hanseníase de cada Estado
Pré-requisitos para
Selecionar os
Participantes:
1. Estar integrado e sensibilizado ao programa de Ações de Controle
de Hanseníase
2. Estar sensibilizado com PI
3. Ter Compromisso
4. Ter disponibilidade para viajar
5. Estar atuando ou ter prática nas atividades de PI (pelo menos 1
dos dois profissionais)
6. Compromissar-se a repassar o curso (mínimo 1 curso e 10
supervisões por ano até 2001)
7. Saber trabalhar em equipe (saber ouvir e intervir)
8. Serem ambos, profissionais de categorias diferentes
9. Entre os 2 participantes, pelo menos um, deve ter envolvimento
com a coordenação estadual devendo ser de confiança da Secretaria
e ter o seu apoio.
Número de Participantes
e Categoria Profissional:
10 participantes por curso
MULTIPROFISSIONAL (médico, enfermeiro,
terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e outros)
Número de Monitores:
2
Pré-requisitos para ser
Monitor:
1. Ter conhecimento da Metodologia Participativa, Reflexiva
2. Ter experiência nas atividades de PI, a nível local
3. Ter experiência em organização de serviço
4. Estar integrado nas Ações de Controle de Hanseníase
5. Já ter atuado como monitor, em curso de PI na mesma
metodologia
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ORGANIZAÇÃO DO CURSO
C.4 - pág.01
DESCRIÇÃO DO CURSO BÁSICO E PRÉ-REQUISITOS
Tipo de Treinamento:
Capacitação Técnica para profissionais de nível local que
desenvolverão as atividades básicas de PI nas ACH
Título do Treinamento:
Capacitação de profissionais em atividades básicas de prevenção
de incapacidades em hanseníase
Objetivo Geral do
Treinamento:
Capacitar 10 profissionais de unidades distintas para implantação,
ou implementação das atividades básicas de PI, devidamente
padronizadas pela CNDS
Local:
A ser escolhido pelo Estado
Duração:
40 horas/aula - 5 dias
Participante Alvo:
10 profissionais, de nível local, atuantes no programa de ações de
controle de hanseníase (ACH)
Pré-requisitos para
Selecionar os
Participantes:
1. Obrigatoriamente trabalhar com as ações de controle de
hanseníase (ACH)
2. Pertencer a qualquer categoria profissional
3. Ter o compromisso de envolver o restante da equipe nas ações
de prevenção de incapacidades
4. Priorizar as unidades com alta taxa de detecção
Número de Participantes
e Categoria Profissional:
10 participantes por curso
MULTIPROFISSIONAL (médico, enfermeiro,
terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e outros)
Número de Monitores:
3 no primeiro repasse
2 nos demais
Pré-requisitos para ser
Monitor:
1° REPASSE:
2 monitores do Estado que tenham participado do Curso de
Formação de Monitores e Supervisores na Prevenção de
Incapacidades em Hanseníase
1 monitor indicado pelo comitê nacional de PI que preencha os prérequisitos determinados pelo mesmo
DEMAIS REPASSES:
2 monitores do Estado que tenham participado do Curso de
Formação de Monitores e Supervisores na Prevenção de
Incapacidades em Hanseníase
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ALMOÇO
Estruturas e função
da pele (teoria)
n Avaliação de
Membro Superior
(com participantes)
Ÿ Demonstração
Ÿ Fichas
n Avaliação do dia
Dados epidemiológicos
Grau de Incapacidades
n Avaliação da situação
psico-social
n Avaliação de Nariz/Olho
(com participantes)
Ÿ Demonstração
Ÿ Fichas
n Avaliação do dia
Ÿ Sentimentos
Ÿ Observações pessoais
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
n
Avaliação de
Membros Inferiores
(com participantes)
Ÿ Demonstração
Ÿ Fichas
n Função do nervo
periférico (teoria)
n Reações e Neurites
(teoria)
n Avaliação do dia
n
(*) Proposta para o PROGRAMA DO CURSO DE P.I. Modificar de acordo com a necessidade.
n
n
ALMOÇO
Avaliação e
Cuidados com
Membro Superior
(Prática com
paciente)
n Apresentação e
Discussão dos
Procedimentos
(prática)
n
QUARTA
n
Estigma
Calçados (prática)
Ÿ Palmilha
Ÿ Férula de Harris
n Revisão de
Auto-cuidados
n Avaliação do dia
n
ALMOÇO
Avaliação e
Cuidados com o
Membro Inferior
(Prática com
paciente)
n Apresentação e
Discussão dos
Procedimentos
(prática)
n
QUINTA
Organização de
Serviço de PI
n Preenchimento das
Fichas finais
Ÿ Habilidades Básicas
Ÿ História de D.Juracy
Ÿ Sentimentos
n Avaliação final do
curso
n
ALMOÇO
Prática com Avaliação
Completa e Cuidados
(Prática com
paciente)
n Apresentação e
Discussão dos
Procedimentos
(prática)
n
SEXTA
PROGRAMA DO CURSO DE P.I.
18:00
14:00
Avaliação e
Cuidados com Nariz/
Olho (Prática com
paciente)
n Apresentação e
Discussão dos
Procedimentos
(prática)
ALMOÇO
n
12:00 - 14:00
12:00
n
Inscrições
Abertura
n Apresentação
n Dúvidas
n Preenchimento das
fichas iniciais
Ÿ Habilidades Básicas
Ÿ História de D. Juracy
n Objetivos do curso
n Conceitos de PI e
Reabilitação
n Prioridades nas ações
de PI
n
08:00
TERÇA
SEGUNDA
HORA
ORGANIZAÇÃO DO CURSO
C.5 - pág.01
(*)
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
TEORIA
ALMOÇO
5 Pacientes às 08:00h
5 Pacientes às 10:00h
PRÁTICA
TERÇA
TEORIA
ALMOÇO
5 Pacientes às 08:00h
5 Pacientes às 10:00h
PRÁTICA
QUARTA
GRAU DE INCAPACIDADE
Ÿ 80% com grau 0 e 1
Ÿ 20 % com grau 2 e 3
Ÿ Pacientes com reação e/ou neurite em tratamento e após alta
Ÿ Pacientes em início de tratamento ou durante o mesmo
Observar os seguintes critérios de escolha na seleção dos pacientes:
PRÁTICA
QUINTA
TEORIA
ALMOÇO
5 Pacientes às 08:00h
5 Pacientes às 10:00h
(*) Proposta para o PROGRAMA DO CURSO DE P.I. Pode ser modificado de acordo com a necessidade.
TEORIA
ALMOÇO
TEORIA
SEGUNDA
TEORIA
ALMOÇO
5 Pacientes às 08:00h
5 Pacientes às 10:00h
PRÁTICA
SEXTA
AGENDAMENTO DE PACIENTES
18:00
14:00
12:00 - 14:00
12:00
08:00
HORA
ORGANIZAÇÃO DO CURSO
C.6 - pág.01
(*)
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ORGANIZAÇÃO DO CURSO
C.7 - pág.01
LISTA DE MATERIAIS UTILIZADOS NO CURSO DE P.I.
QUANTIDADE
MATERIAL
12
Pasta polionda de 6 cm de altura
12
Etiqueta
12
Crachá
12
Caderno
12
Lápis preto com ponteira de borracha
02
Apontador
12
Caneta esferográfica, azul ou preta
10 folhas
04
01 caixa
01 rolo
01
05 conjuntos
RECEBIDO (S/N)
Papel Kraft (branco ou bege)
Pincel atômico (cores diferentes)
Giz ou Canetas para Quadro Branco
Fita crepe (3M)
Fita métrica
Hidrocor ou Lápis de cores: verde, azul claro, roxo claro,
vermelho, preto
12
Certificado
20
Papel sulfite (rascunho)
60
Ficha de avaliação· Dados da vida geral· Nariz/Olho· Mão· Pé
12
Xerox do manual
12
Conjunto de Material Educativo (veja lista R.2 - pág.01)
12
Escala de Snellen (acuidade visual)
05 jogos
Estesiômetro SORRI-Bauru(teste de sensibilidade)
05
Tesoura grande para cortar Palmilha
05
Régua de 20 cm
05
Fio dental, fino, sem sabor
05
Foco luminoso (lanterninha para olhos)
10
Pilhas para foco luminoso
02
Pinça de sobrancelha
02 caixas
Cotonete
06 caixas
Lenço de papel
05
Colher de poliamida para oclusão visual (Jolly-0161)
05
Lente de aumento ou lupa binocular
05
Lente acrílica, sem grau (óculos)
05 tubos
Pomada epitelizante (Epitezan)
10 vidros
Colírio lubrificante (Lácrima, Lácrima plus, Lacril, Filmcel)
05 vidros
Soro fisiológico, pequeno
01 rolo
Fita micropore
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ORGANIZAÇÃO DO CURSO
C.7 - pág.02
LISTA DE MATERIAIS UTILIZADOS NO CURSO DE P.I.
QUANTIDADE
MATERIAL
01 rolo
Esparadrapo
20 pacotes
RECEBIDO (S/N)
Gaze (pacotes com 10-16 , esterilizado)
05
Bacia 36 cm de diâmetro e 13 cm de altura (hidratação de mão)
05
Balde (hidratação de pé)
3 pacotes
Toalha de mão, de Papel
05 folhas
Lixa d’água n° 80
03 pacotes
Atadura de crepom, CREMER de 10cm largura (pacotes de 6
unidades)
01 pacote
Elástico de dinheiro (mercur-art 372 n°18)
10
Pregador de roupa
01 litro
Vaselina ou óleo mineral
6 pares
Luvas
01 litro
Vinagre
01 pacote
01 pacote de
100 unidades
02 placas 2,20
x 1,20
1 lata
5
1
3 metros
Sal (500g)
Abaixador de língua de madeira
Borracha EVA UL n°12, branco, liso,4 mm espessura para
palmilha, Férula de Harris e outras adaptações
Cola de sapateiro, forte, 400g
Martelo
Câmara de ar de carro, usada, ou
Elástico ortopédico de 2 cm largura, semi-resistente
30
Passador de 22mm, prateado ou Chaveiro
10
Mosquetão (Avety-6592-16), prateado
30
3 metros
Fivela com rabicho, forte de 1,5cm, prateado ou
Velcro/Velviz (fecho de contato - gancho e laço)
1 pacote de 1000 Rebite 1,5mm, prateado
1 pacote de 1000 Rebite 2,0mm, prateado
5
Vazador no. 3
2
Âncora de sapateiro (opcional)
5
Madeira (cortar: 20cm x 20cm x 1-2cm)
1,5 metros
Couro (vaqueta de 0,8mm) para férula de Harris, preto ou
marron
05
Espelho para inspeção (mais ou menos 20 x 20 cm)
05
Sabonete
20 unidades
Saco de lixo não tóxico (branco ou azul) de 50-60 litros (63x80
cm) ou o que cabe dentro das bacias e baldes para hidratação)
05
Par de muleta ajustáveis, emprestado (opcional)
05
Bengala ajustável, emprestada (opcional)
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.1 - pág.01
ORIENTAÇÃO SOBRE O USO DAS AVALIAÇÕES
Avaliação das Habilidades Básicas (inicial)
Objetivos:
Conhecer a percepção individual dos treinandos em relação às suas habilidades em
PI no início do treinamento.
n Identificar habilidades que precisem ser mais enfocadas durante o curso.
n Adequar o conteúdo do curso conforme as respostas dos treinandos.
n
Metodologia:
Distribuir o impresso "Habilidades Básicas - Inicial".
n Tranqüilizar os treinandos esclarecendo que a avaliação não é uma prova, mas sim
um instrumento que lhes permitirá se aperceber de seu progresso e de suas
necessidades no início, durante, e no final do curso.
n Orientar os treinandos para que preencham todos os itens: cabeçalho, data, e as
respostas da lista de tarefas.
n Certificar-se de que todos os itens e respostas foram preenchidos, quando o
treinando devolver o impresso.
n Ler as respostas para se ter conhecimento do perfil do grupo.
n Fazer a pontuação de cada treinando (veja item Q.4 - pág.01).
n Fazer o resumo final (veja item Q.4 - pág.01).
n
Avaliação da História de Dona Juracy (inicial)
Objetivos:
Avaliar o conhecimento dos treinandos em relação às atividades de PI no início do
treinamento.
n Identificar os conhecimentos que precisam ser mais enfocados durante o curso.
n Adequar o conteúdo do curso conforme respostas dos treinandos.
n
Metodologia:
Distribuir o impresso "História da D. Juracy - Inicial".
n Tranqüilizar os treinandos, esclarecendo que a avaliação não é uma prova, mas sim
um instrumento que lhes permitirá se aperceber de seu progresso e suas
necessidades no início, durante e no final do curso.
n Orientá-los a escrever "não sei" quando não souberem responder a uma questão.
n Orientar os treinandos para que preencham todos os itens: cabeçalho, data, e as
respostas.
n Certificar-se de que todos os itens e respostas foram preenchidos, quando da
devolução do impresso.
n Ler as respostas para se ter conhecimento do perfil do grupo.
n Fazer a pontuação de cada treinando (veja item Q.5 - pág.02-07).
n Fazer o resumo final (veja item Q.5 - pág.01).
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.1 - pág.02
ORIENTAÇÃO SOBRE O USO DAS AVALIAÇÕES
Avaliação dos Sentimentos no Final do Dia
Objetivos:
Oferecer aos treinandos a oportunidade de expressarem seus sentimentos em
relação ao treinamento a cada dia.
n Identificar dificuldades ou problemas no grupo que exijam a atenção ou a
intervenção do monitor.
n
Metodologia:
Distribuir o impresso "Sentimentos do Dia".
n Solicitar que os treinandos façam um símbolo na folha que lhes permita
reconhecê-la nos próximos dias.
n Solicitar que os treinandos marquem com um "x" dois sentimentos.
n Recolher as respostas.
n Fazer o resumo do grupo (veja Q.3 - pág.01/02).
n Apresentar, no dia seguinte, os 2 ou 3 sentimentos predominantes no grupo.
n Repetir ao final de cada dia.
n Fazer o resumo final (veja Q.3 - pág.01).
n
Avaliação das Habilidades Básicas (final)
Objetivos:
Conhecer a percepção individual dos treinandos em relação às suas habilidades em
PI após o treinamento.
n Identificar atividades que necessitem maior atenção e apoio técnico na supervisão.
n Levar o treinando a perceber as mudanças ocorridas consigo durante o curso.
n
Metodologia:
Distribuir o impresso "Habilidades Básicas - Final".
n Orientar os treinandos para que preencham todos os itens: cabeçalho, data, e as
respostas da lista de tarefas.
n Lembrar-lhes de que há uma nova coluna: "Achei que sabia, mas aprendi neste
curso". Quando marcarem essa coluna, não devem marcar "Sim, sei fazê-lo”.
n Certificar-se de que todos os itens e respostas foram preenchidos, quando da
devolução do impresso.
n Ler as respostas para se ter conhecimento do perfil do grupo.
n Fazer a pontuação de cada treinando (veja Q.4 - pág.01).
n Devolver a pontuação das Habilidades Básicas no Início, e Habilidades Básicas no
Final de cada treinando, para que possam ver o seu desenvolvimento durante o
curso.
n Fazer o resumo final (veja Q.4 - pág.01).
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.1 - pág.03
ORIENTAÇÃO SOBRE O USO DAS AVALIAÇÕES
Avaliação da História de Dona Juracy (final)
Objetivos:
Avaliar o conhecimento dos treinandos em relação às atividades de PI após o
treinamento.
n Identificar atividades que necessitem maior atenção e apoio técnico na supervisão.
n Levar o treinando a perceber as mudanças ocorridas consigo durante o curso.
n Concluir o curso com o grupo, retomando os pontos principais.
n
Metodologia:
Distribuir o impresso "História de Dona Juracy - Final".
n Orientar os treinandos para que preencham todos os itens: cabeçalho, data, e as
respostas.
n Certificar-se de que todos os itens e respostas foram preenchidos, quando da
devolução do impresso.
n Discutir as repostas com o grupo.
n Entregar o impresso "Respostas da História de Dona Juracy".
n Ler as respostas para se ter conhecimento do perfil do grupo.
n Fazer a pontuação de cada treinando (veja Q.5 - pág.02-07).
n Fazer o resumo final (veja Q.5 - pág.01).
n
Avaliação Final do Curso
Objetivos:
Oferecer aos treinandos a oportunidade de dar sugestões e avaliar o curso quanto à
metodologia, material didático, prática, relação com outros treinandos e com o
monitor.
n Identificar atividades que necessitem maior atenção e apoio técnico na supervisão.
n Oferecer aos monitores um retorno (feedback) em relação ao treinamento.
n
Metodologia:
Distribuir o impresso "Avaliação Final do Curso".
n Lembrar aos treinandos de que não é necessária a identificação
n Solicitar-lhes que marquem as respostas com "x" e façam comentários, quando
necessários.
n Lembrar-lhes de resumir os pontos positivos e negativos do curso e dar sugestões.
n Fazer o resumo final (veja Q.6 - pág.01-04)
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.2 - pág.01
HABILIDADES BÁSICAS - PERCEPÇÃO INICIAL
Nome:_______________________________________________________________________________
Profissão: __________________________________
Local de Trabalho: _________________________
Cidade: _______________________
Estado: ____
Local do Curso: _________________________
Cidade: _______________________
Estado: ____
1°
PERCEPÇÃO INICIAL
Data: ___ / ___ / ___
n
n
Marque com um X a coluna que responde como está a sua habilidade com a técnica listada
Coloque, * ao lado de cada técnica, caso queira treinamento
AVALIAÇÃO
Você sabe identificar as condições gerais na vida
(psicossociais) do paciente no tocante:
n Ao Auto-conceito
n À Família
n Ao Estudo
n Ao Trabalho
n À Comunidade
1
2
3
4
5
Você sabe examinar os olhos:
n Ouvindo o paciente
n Fazendo a inspeção
n Fazendo a pesquisa da sensibilidade da córnea
n Testando a força muscular
n Testando a acuidade visual
n Registrando dados no prontuário
n Preenchendo a ficha do Grau de Incapacidades/OMS
6
7
8
9
10
11
12
Você sabe examinar o nariz:
n Ouvindo o paciente
n Fazendo a inspeção
n Registrando dados no prontuário
n Preenchendo a ficha do Grau de Incapacidades/OMS
13
14
15
16
Você sabe examinar os membros superiores:
n Ouvindo o paciente
n Fazendo a inspeção
n Fazendo a palpação dos nervos
n Fazendo a pesquisa da sensibilidade
n Testando a força muscular
n Examinando a mobilidade articular
n Registrando dados no prontuário
n Preenchendo a ficha do Grau de Incapacidades/OMS
17
18
19
20
21
22
23
24
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
SIM
SIM
NÃO
sei fazê-lo
sei fazê-lo, porém
tenho dúvidas ou
dificuldades
não sei
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.2 - pág.02
HABILIDADES BÁSICAS - PERCEPÇÃO INICIAL
AVALIAÇÃO
Você sabe examinar os membros inferiores:
n Ouvindo o paciente
n Fazendo a inspeção
n Observando o modo de andar
n Fazendo a palpação dos nervos
n Fazendo a pesquisa da sensibilidade
n Testando a força muscular
n Examinando a mobilidade articular
n Fazendo a inspeção do calçado
n Registrando dados no prontuário
n Preenchendo a ficha do Grau de Incapacidades/OMS
SIM
SIM
NÃO
sei fazê-lo
sei fazê-lo, porém
tenho dúvidas ou
dificuldades
não sei
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
SUBTOTAL A (34)
TRATAMENTO
Você sabe buscar soluções para as dificuldades
encontradas na vida, devido à hanseníase quanto:
n Ao Auto-conceito
n À Família
n Ao Estudo
n Ao Trabalho
n À Comunidade
n Identificando a necessidade de referência /
contra-referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando procedimentos e agendando o retorno
n Fazendo o acompanhamento
Você sabe tratar estados reacionais e neurites:
n Fazendo monitoramento da função neural
Ÿ Fazendo a palpação do nervo
Ÿ Fazendo a pesquisa de sensibilidade
Ÿ Testando a força muscular
n Fazendo imobilizações
n Dando orientações
n Encaminhando ao médico
n Identificando a necessidade de referência e
contra-referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando procedimentos e agendando o retorno
n Fazendo acompanhamento do processo inflamatório
SIM
SIM
NÃO
sei fazê-lo
sei fazê-lo, porém
tenho dúvidas ou
dificuldades
não sei
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.2 - pág.03
HABILIDADES BÁSICAS - PERCEPÇÃO INICIAL
TRATAMENTO
Você sabe tratar os olhos:
n Fazendo a limpeza
n Fazendo a lubrificação com colírios
n Ensinando os exercícios
n Orientando o uso de proteção diurna e noturna
n Ensinando auto-cuidados e convivência com olhos
insensíveis
n Identificando a necessidade de referência e contra
referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando os procedimentos e agendando o
retorno
n Fazendo o acompanhamento
Você sabe tratar o nariz:
n Fazendo limpeza com água
n Identificando a necessidade de referência e
contra-referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando os procedimentos e agendando o
retorno
n Fazendo o acompanhamento
Você sabe tratar as mãos:
n Fazendo a hidratação e lubrificação
n Ensinando os exercícios
n Ensinando auto-cuidados e convivência com mãos
insensíveis
n Identificando a necessidade de referência e contra
referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando os procedimentos e agendando o
retorno
n Fazendo o acompanhamento
Você sabe tratar os pés:
n Fazendo a hidratação e lubrificação
n Ensinando os exercícios
n Ensinando auto-cuidados e convivência com pés
insensíveis
n Ensinando o uso do aparelho dorsiflexor para pé
caído
n Identificando a necessidade de referência e
contra-referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando os procedimentos e agendando o
retorno
n Fazendo o acompanhamento
SIM
SIM
NÃO
sei fazê-lo
sei fazê-lo, porém
tenho dúvidas ou
dificuldades
não sei
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.2 - pág.04
HABILIDADES BÁSICAS - PERCEPÇÃO INICIAL
TRATAMENTO
Você sabe tratar úlceras:
n Fazendo a limpeza
n Fazendo a hidratação
n Fazendo debridamento
n Cobrindo o ferimento
n Orientando o repouso
n Ensinando auto-cuidados e convivência com
insensibilidade
n Identificando a necessidade de referência / contra
referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando os procedimentos e agendando o retorno
n Fazendo o acompanhamento
SIM
SIM
NÃO
sei fazê-lo
sei fazê-lo, porém
tenho dúvidas ou
dificuldades
não sei
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
SUBTOTAL B (58)
ORGANIZAÇÃO DE SERVIÇO
Você sabe programar material básico para atividades de
prevenção de incapacidades em hanseníase:
n Fazendo o levantamento das necessidades
n Planejando e justificando os materiais solicitados
n Encaminhando a solicitação do material
n Recebendo e armazenando o material
n Acompanhando a utilização do material
n Fazendo avaliação das habilidades e atividades
feitas para prevenir incapacidades em hanseníase
SIM
SIM
NÃO
sei fazê-lo
sei fazê-lo, porém
tenho dúvidas ou
dificuldades
não sei
1
2
3
4
5
6
SUBTOTAL C (06)
PERCEPÇÃO INICIAL
Data: ____ / _____ / _____
TOTAL A+B+C: _______
Porcentagem: N° absoluto (total) x 100
=
196
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.3 - pág.01
HISTÓRIA DE DONA JURACY - CONHECIMENTO INICIAL
Data do Curso: _______________________________
Local do Curso: ___________________________
Nome:_______________________________________________________________________________
Profissão: __________________________________
Local de Trabalho: _________________________
Há quanto tempo trabalha com Hanseníase? __________
Há quanto tempo trabalha com PI em Hanseníase? ________
1. Você deve realizar as avaliações de olho, nariz, mão, e pé para identificar, prevenir e acompanhar as
incapacidades.
A. Que pacientes devem ser avaliados?
B. Nessas avaliações, que dados devem ser documentados?
OLHOS:
NARIZ:
MÃOS (membros superiores):
PÉS (membros inferiores):
C. Com que freqüência se devem realizar essas avaliações?
D. O que se deve fazer para garantir que você ou outro profissional possa verificar melhora, ou piora, em
uma próxima avaliação?
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.3 - pág.02
HISTÓRIA DE DONA JURACY - CONHECIMENTO INICIAL
2. Estamos recebendo D. Juracy em nosso serviço pela primeira vez. Hoje foi confirmado o diagnóstico de
Hanseníase. Durante a entrevista, D. Juracy relata que algumas vezes os objetos caem de suas mãos, facilmente,
e que os pés estão como se fossem "pesados".
A. Qual a sua suspeita?
B. Como confirmar ou descartar sua suspeita?
C. Confirmada a suspeita, que conduta você adotará?
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.3 - pág.03
HISTÓRIA DE DONA JURACY - CONHECIMENTO INICIAL
3. Ao exame foi observado que D. Juracy tem perda de sensibilidade protetora na área plantar do pé direito, com
uma bolha na cabeça do primeiro metatarsiano e uma área com hipertermia na cabeça do quinto metatarsiano.
A. Você verificou a necessidade de treinar a paciente em auto-cuidados. Quais as orientações / treinamento
que você daria a D. Juracy?
B. O que você faria para aliviar a pressão sobre o primeiro e quinto metatarsianos?
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.3 - pág.04
HISTÓRIA DE DONA JURACY - CONHECIMENTO INICIAL
4. Após 30, dias nossa cliente retornará, para a dose supervisionada com outro profissional.
A. Como você pode garantir que verá D. Juracy nesse mesmo dia?
B. Como você verifica se D. Juracy assimilou, ou não, as orientações e os cuidados ensinados?
5. Qual será a sua atitude diante da queixa de diminuicão da visão apresentada por D. Juracy?
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PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.3 - pág.05
HISTÓRIA DE DONA JURACY - CONHECIMENTO INICIAL
6. D. Juracy evoluiu bem. Os pés estão sem lesões mas, ainda, há falta de sensibilidade protetora nos pés (os
pés poderão ter úlceras, feridas). Inicia-se um feriado prolongado e D. Juracy observa que há um ferimento,
provocado por uma tampinha de garrafa que estava dentro de seu sapato.
A. O que você espera que D. Juracy faça?
B. Nesse caso, quando D. Juracy deve procurar o Posto de Saúde?
7. Neste momento, a instituição solicita de você um planejamento, com o objetivo de conseguir recursos. Os
recursos da Prefeitura são limitados. Você terá que priorizar suas atividades, justificar a seleção de materiais,
bem como, apresentar os resultados, ao final do ano. Esses resultados serão utilizados para determinar a
continuidade, ou não, do fornecimento de recursos.
A. Que dados você utilizará, para determinar suas prioridades nas atividades de PI e no pedido de
materiais?
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.3 - pág.06
HISTÓRIA DE DONA JURACY - CONHECIMENTO INICIAL
8. Você sabe que é importante determinar o grau de incapacidade da OMS, bem como, realizar avaliações
periódicas e sistemáticas de olhos, nariz, mãos, e pés. Para que cada um desses dados é utilizado?
A. Para que o Grau de Incapacidades, OMS é utilizado?
B. Para que os resultados do conjunto de avaliações, olho, nariz, mão, e pé são utilizados?
9. No programa de ações de controle da Hanseníase, quais são as ações prioritárias, para prevenir
incapacidades? Cite as cinco que você considera mais importantes.
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.4 - pág.01
SENTIMENTOS NO FINAL DO DIA - PARTICIPANTE
Data do Curso: ______ / ______ / ______
Local do Curso: _________________________________
MARQUE DOIS SENTIMENTOS COM UM
SENTIMENTOS
1° dia
2° dia
3° dia
4° dia
X AO FINAL DE CADA DIA.
5° dia
6° dia
7° dia
8° dia
TOTAL
Surpresa
Confusão
Angústia
Irritação
Felicidade
Indecisão
Cansaço
Preocupação
Cheio de dúvidas
Sonolência
Satisfação
Indiferença
Outros (cite)
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PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.5 - pág.01
HABILIDADES BÁSICAS - PERCEPÇÃO FINAL
Nome:_______________________________________________________________________________
Profissão: __________________________________
Local de Trabalho: _________________________
Cidade: _______________________
Estado: ____
Local do Curso: _________________________
Cidade: _______________________
Estado: ____
2°
PERCEPÇÃO FINAL
Data: ___ / ___ / ___
n
n
Marque com um X a coluna que responde como está a sua habilidade com a técnica listada
Coloque, * ao lado de cada técnica, caso queira treinamento
AVALIAÇÃO
Você sabe identificar as condições gerais na vida
(psicossociais) do paciente no tocante:
n Ao Auto-conceito
n À Família
n Ao Estudo
n Ao Trabalho
n À Comunidade
SIM
SIM
NÃO
sei
fazê-lo
sei fazê-lo,
porém
tenho
dúvidas ou
dificuldades
não sei
ACHEI
QUE
SABIA
mas aprendi
neste curso
1
2
3
4
5
Você sabe examinar os olhos:
n Ouvindo o paciente
6
n Fazendo a inspeção
7
n Fazendo a pesquisa da sensibilidade da córnea
8
n Testando a força muscular
9
n Testando a acuidade visual
10
n Registrando dados no prontuário
11
n Preenchendo a ficha do Grau de Incapacidades/OMS
12
Você sabe examinar o nariz:
n Ouvindo o paciente
n Fazendo a inspeção
n Registrando dados no prontuário
n Preenchendo a ficha do Grau de Incapacidades/OMS
13
14
15
16
Você sabe examinar os membros superiores:
n Ouvindo o paciente
n Fazendo a inspeção
n Fazendo a palpação dos nervos
n Fazendo a pesquisa da sensibilidade
n Testando a força muscular
n Examinando a mobilidade articular
n Registrando dados no prontuário
n Preenchendo a ficha do Grau de Incapacidades/OMS
17
18
19
20
21
22
23
24
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PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.5 - pág.02
HABILIDADES BÁSICAS - PERCEPÇÃO FINAL
AVALIAÇÃO
Você sabe examinar os membros inferiores:
n Ouvindo o paciente
n Fazendo a inspeção
n Observando o modo de andar
n Fazendo a palpação dos nervos
n Fazendo a pesquisa da sensibilidade
n Testando a força muscular
n Examinando a mobilidade articular
n Fazendo a inspeção do calçado
n Registrando dados no prontuário
n Preenchendo a ficha do Grau de Incapacidades/OMS
SIM
SIM
NÃO
sei fazê-lo
sei fazê-lo,
porém
tenho
dúvidas ou
dificuldades
não sei
ACHEI
QUE
SABIA
mas aprendi
neste curso
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
SUB-TOTAL A (34)
TRATAMENTO
Você sabe buscar soluções para as dificuldades
encontradas na vida, devido à hanseníase quanto:
n Ao Auto-conceito
n À Família
n Ao Estudo
n Ao Trabalho
n À Comunidade
n Identificando a necessidade de referência /
contra-referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando procedimentos e agendando o retorno
n Fazendo o acompanhamento
Você sabe tratar estados reacionais e neurites:
n Fazendo monitoramento da função neural
Ÿ Fazendo a palpação do nervo
Ÿ Fazendo a pesquisa de sensibilidade
Ÿ Testando a força muscular
n Fazendo imobilizações
n Dando orientações
n Encaminhando ao médico
n Identificando a necessidade de referência e
contra-referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando procedimentos e agendando o retorno
n Fazendo acompanhamento do processo inflamatório
SIM
SIM
NÃO
sei fazê-lo
sei fazê-lo,
porém
tenho
dúvidas ou
dificuldades
não sei
ACHEI
QUE
SABIA
mas aprendi
neste curso
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
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PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.5 - pág.03
HABILIDADES BÁSICAS - PERCEPÇÃO FINAL
AVALIAÇÃO
Você sabe tratar os olhos:
n Fazendo a limpeza
n Fazendo a lubrificação com colírios
n Ensinando os exercícios
n Orientando o uso de proteção diurna e noturna
n Ensinando auto-cuidados e convivência com olhos
insensíveis
n Identificando a necessidade de referência e contra
referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando os procedimentos e agendando o
retorno
n Fazendo o acompanhamento
Você sabe tratar o nariz:
n Fazendo limpeza com água
n Identificando a necessidade de referência e
contra-referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando os procedimentos e agendando o
retorno
n Fazendo o acompanhamento
Você sabe tratar as mãos:
n Fazendo a hidratação e lubrificação
n Ensinando os exercícios
n Ensinando auto-cuidados e convivência com mãos
insensíveis
n Identificando a necessidade de referência e contra
referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando os procedimentos e agendando o
retorno
n Fazendo o acompanhamento
Você sabe tratar os pés:
n Fazendo a hidratação e lubrificação
n Ensinando os exercícios
n Ensinando auto-cuidados e convivência com pés
insensíveis
n Ensinando o uso do aparelho dorsiflexor para pé
caído
n Identificando a necessidade de referência e
contra-referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando os procedimentos e agendando o
retorno
n Fazendo o acompanhamento
SIM
SIM
NÃO
sei fazê-lo
sei fazê-lo,
porém
tenho
dúvidas ou
dificuldades
não sei
ACHEI
QUE
SABIA
mas aprendi
neste curso
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31
32
33
34
35
36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.5 - pág.04
HABILIDADES BÁSICAS - PERCEPÇÃO FINAL
AVALIAÇÃO
Você sabe tratar úlceras:
n Fazendo a limpeza
n Fazendo a hidratação
n Fazendo debridamento
n Cobrindo o ferimento
n Orientando o repouso
n Ensinando auto-cuidados e convivência com
insensibilidade
n Identificando a necessidade de referência / contra
referência
n Fazendo o encaminhamento
n Registrando os procedimentos e agendando o retorno
n Fazendo o acompanhamento
SIM
SIM
NÃO
sei fazê-lo
sei fazê-lo,
porém
tenho
dúvidas ou
dificuldades
não sei
ACHEI
QUE
SABIA
mas aprendi
neste curso
49
50
51
52
53
54
55
56
57
58
SUB-TOTAL B (58)
ORGANIZAÇÃO DE SERVIÇO
Você sabe programar material básico para atividades de
prevenção de incapacidades em hanseníase:
n Fazendo o levantamento das necessidades
n Planejando e justificando os materiais solicitados
n Encaminhando a solicitação do material
n Recebendo e armazenando o material
n Acompanhando a utilização do material
n Fazendo avaliação das habilidades e atividades
feitas para prevenir incapacidades em hanseníase
SIM
SIM
NÃO
sei fazê-lo
sei fazê-lo,
porém
tenho
dúvidas ou
dificuldades
não sei
ACHEI
QUE
SABIA
mas aprendi
neste curso
1
2
3
4
5
6
SUB-TOTAL C (06)
PERCEPÇÃO INICIAL
PERCEPÇÃO FINAL
Data: ____ / _____ / _____
Data: ____ / _____ / _____
TOTAL A+B+C: _______
TOTAL A+B+C: _______
Porcentagem: N° absoluto (total) x 100
=
Porcentagem: N° absoluto (total) x 100
=
196
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196
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.6 - pág.01
HISTÓRIA DE DONA JURACY - CONHECIMENTO FINAL
Data do Curso: _______________________________
Local do Curso: ___________________________
Nome:_______________________________________________________________________________
Profissão: __________________________________
Local de Trabalho: _________________________
Data do último dia do curso ____ / ____ / ____
1. Você deve realizar as avaliações de olho, nariz, mão, e pé para identificar, prevenir e acompanhar as
incapacidades.
A. Que pacientes devem ser avaliados?
B. Nessas avaliações, que dados devem ser documentados?
OLHOS:
NARIZ:
MÃOS (membros superiores):
PÉS (membros inferiores):
C. Com que freqüência se devem realizar essas avaliações?
D. O que se deve fazer para garantir que você ou outro profissional possa verificar melhora, ou piora, em
uma próxima avaliação?
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.6 - pág.02
HISTÓRIA DE DONA JURACY - CONHECIMENTO FINAL
2. Estamos recebendo D. Juracy em nosso serviço pela primeira vez. Hoje foi confirmado o diagnóstico de
Hanseníase. Durante a entrevista, D. Juracy relata que algumas vezes os objetos caem de suas mãos, facilmente,
e que os pés estão como se fossem "pesados".
A. Qual a sua suspeita?
B. Como confirmar ou descartar sua suspeita?
C. Confirmada a suspeita, que conduta você adotará?
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.6 - pág.03
HISTÓRIA DE DONA JURACY - CONHECIMENTO FINAL
3. Ao exame foi observado que D. Juracy tem perda de sensibilidade protetora na área plantar do pé direito, com
uma bolha na cabeça do primeiro metatarsiano e uma área com hipertermia na cabeça do quinto metatarsiano.
A. Você verificou a necessidade de treinar a paciente em auto-cuidados. Quais as orientações / treinamento
que você daria a D. Juracy?
B. O que você faria para aliviar a pressão sobre o primeiro e quinto metatarsianos?
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.6 - pág.04
HISTÓRIA DE DONA JURACY - CONHECIMENTO FINAL
4. Após 30, dias nossa cliente retornará, para a dose supervisionada com outro profissional.
A. Como você pode garantir que verá D. Juracy nesse mesmo dia?
B. Como você verifica se D. Juracy assimilou, ou não, as orientações e os cuidados ensinados?
5. Qual será a sua atitude diante da queixa de diminuicão da visão apresentada por D. Juracy?
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.6 - pág.05
HISTÓRIA DE DONA JURACY - CONHECIMENTO FINAL
6. D. Juracy evoluiu bem. Os pés estão sem lesões mas, ainda, há falta de sensibilidade protetora nos pés (os
pés poderão ter úlceras, feridas). Inicia-se um feriado prolongado e D. Juracy observa que há um ferimento,
provocado por uma tampinha de garrafa que estava dentro de seu sapato.
A. O que você espera que D. Juracy faça?
B. Nesse caso, quando D. Juracy deve procurar o Posto de Saúde?
7. Neste momento, a instituição solicita de você um planejamento, com o objetivo de conseguir recursos. Os
recursos da Prefeitura são limitados. Você terá que priorizar suas atividades, justificar a seleção de materiais,
bem como, apresentar os resultados ,ao final do ano. Esses resultados serão utilizados para determinar a
continuidade, ou não, do fornecimento de recursos.
A. Que dados você utilizará, para determinar suas prioridades nas atividades de PI e no pedido de
materiais?
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.6 - pág.06
HISTÓRIA DE DONA JURACY - CONHECIMENTO FINAL
8. Você sabe que é importante determinar o grau de incapacidade da OMS ,bem como, realizar avaliações
periódicas e sistemáticas de olhos, nariz, mãos, e pés. Para que cada um desses dados é utilizado?
A. Para que o Grau de Incapacidades, OMS é utilizado?
B. Para que os resultados do conjunto de avaliações, olho, nariz, mão, e pé são utilizados?
9. No programa de ações de controle da Hanseníase, quais são as ações prioritárias, para prevenir
incapacidades? Cite as cinco que você considera mais importantes.
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.7 - pág.01
HISTÓRIA DE DONA JURACY - RESPOSTAS
1. Você deve realizar as avaliações de olho, nariz, mão, e pé para identificar, prevenir e acompanhar as
incapacidades de D. Juracy.
1-A- Que pacientes devem ser avaliados?
1- Todos
1-B- Que dados devem ser documentados?
1-B.1- OLHOS
1- Queixa
2- Inspeção
3- Força Muscular
4- Sensibilidade da córnea
5- Acuidade Visual
1-B.2- NARIZ
1- Queixa
2- Inspeção
1-B.3- MÃOS
1- Queixa
2- Inspeção
3- Força Muscular
4- Sensibilidade
5- Palpação dos Nervos
6- Mobilidade das Articulações
1-B.4- PÉS
1- Queixa
2- Inspeção
3- Força Muscular
4- Sensibilidade
5- Palpação dos Nervos
6- Mobilidade das Articulações
7- Avaliação dos Calçados
8- Modo de Andar
1-C- Com que freqüência se devem realizar essas avaliações?
1- No início do Tratamento
2- Mínimo de 6/6 meses durante o tratamento ou, mensalmente, quando for possível.
3- Na Alta
4- Com maior freqüência, se houver queixa ou suspeita de neurite, reação, ou outro problema.
1-D- O que se deve fazer para garantir que você ou outro profissional possa verificar melhora, ou piora, em uma
próxima avaliação?
1- Documentação
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.7 - pág.02
HISTÓRIA DE DONA JURACY - RESPOSTAS
2. Durante a entrevista, D. Juracy relata que algumas vezes os objetos caem de suas mãos, facilmente, e
que os pés estão como se fossem "pesados".
2-A- Qual a sua suspeita?
1- Problema com os nervos ou alteração motora e/ou sensitiva ou neurite.
2-B- Como confirmar ou descartar sua suspeita?
1- Avaliação ou exame ou testando a sensibilidade e força muscular.
2-C- Confirmada a suspeita, que conduta você adotará?
1- Encaminhamento ao médico
2- Auto-cuidados (movimentos repetidos, peso, posicionamento prolongado de flexão e/ou extensão,
imobilização)
3- Reavaliar freqüentemente: semanalmente, de 15/15 dias ou, no mínimo, mensalmente.
3. Ao exame foi observado que D. Juracy tem perda de sensibilidade protetora na área plantar do pé
direito, com bolha na cabeça do primeiro metatarsiano e uma área com hipertermia na cabeça do quinto
metatarsiano.
3-A- Você verificou a necessidade de treinar a paciente em auto-cuidados. Quais as orientações / treinamentos
que você daria a D. Juracy?
1- Inspeção
2- Limpeza/higiene
3- Cobrir
4- Repouso
5- Uso de calçados adequados
6- Inspeção do calçado
7- Modo de andar
3-B- O que você faria para aliviar a pressão sobre o primeiro e quinto metatarsianos?
1- Repouso
2- Modificação de calçado
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.7 - pág.03
HISTÓRIA DE DONA JURACY - RESPOSTAS
4. Após 30 dias, nossa cliente retornará, para a dose supervisionada com outro profissional.
4-A- Como você pode garantir que verá D. Juracy nesse mesmo dia?
1- Agendamento
4-B- Como você verifica se D. Juracy assimilou, ou não, as orientações e os cuidados ensinados?
1- Melhora na inspeção ou avaliação.
2- Paciente mostra como está realizando os cuidados em casa.
5. Qual será a sua atitude diante da queixa de diminuição da visão por D. Juracy?
5-A1- Verificar a acuidade visual.
2- Se estiver igual, tranquilizá-la.
3- Se não estiver igual, repetir a avaliação completa e decidir se é necessário encaminhar ao oftalmologista.
6. D. Juarcy evoluiu bem. Os pés estão sem lesões mas, ainda, há falta de sensibilidade protetora nos pés
(os pés poderão ter úlceras, feridas). Inicia-se um feriado prolongado e D. Juracy observa que há um
ferimento, provocado por uma tampinha de garrafa que estava dentro de seu sapato.
6-A- O que você espera como conduta de D. Juracy?
1- Lavar
2- Cobrir
3- Fazer Repouso
4- Inspeção diária para ver se está melhor ou pior
5- Inspeção do calçado
6-B- Nesse caso, quando D. Juracy deve procurar o Posto de Saúde?
1- Procurar o posto de saúde/médico somente se não houver melhoras.
7. Neste momento, a instituição solicita de você um planejamento, com objetivo de conseguir recursos. Os
recursos da Prefeitura são limitados. Você terá que priorizar suas atividades, justificar a seleção de
materiais, bem como, apresentar os resultados, ao final do ano. Esses resultados serão utilizados para
determinar a continuidade, ou não, do fornecimento de recursos.
7-A- Que dados você pode utilizar, para determinar suas prioridades nas atividades de PI e no pedido de
materiais?
1- Grau de Incapacidades, OMS
2. Resultados das avaliações do nariz/olho, mão e pé
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.7 - pág.04
HISTÓRIA DE DONA JURACY - RESPOSTAS
8. Você sabe que é importante de determinar o grau de incapacidade da OMS, bem como, realizar
avaliações periódicas e sistemáticas de olhos, nariz, mãos e pés. Para que cada um desses dados é
utilizado?
8-A- Para que o Grau de Incapacidades, OMS é utilizado?
1- Diagnostico Precoce
2- Qualidade das Ações de Controle em Hanseníase (ACH)
3- Pesquisas e Estudos
4- Planejamento
8-B- Para que os resultados do conjunto de avaliações ,olho, nariz, mão, e pé são utilizados?
1- Detecção de alterações / problemas precoces
2- Determinação do tratamento a ser administrado
3- Acompanhamento das melhoras e pioras
4- Qualidade das atividades de PI
5- Pesquisas e estudos
6- Planejamento
9. No programa de ações de controle da hanseníase, quais são as ações prioritárias, para prevenir
incapacidades? Cite as cinco que você considera mais importantes.
1- Educação em saúde
2- Diagnóstico precoce da doença, tratamento regular com PQT e aplicação de BCG em contatos.
3- Detecção precoce e tratamento adequado das reações e neurites.
4- Apoio à manutenção da condição emocional e integração social (família, estudo, trabalho, grupos sociais)
5- Realização de auto-cuidados
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.8 - pág.01
AVALIAÇÃO FINAL DO CURSO - PARTICIPANTE
Curso:_______________________________________________________________________________
Local : _________________________________
Cidade: ________________________
Estado: ____
Profissão: ______________________________________________________
Data: ____ / ____ / ____
1.
O curso correspondeu às suas expectativas?
SIM
Porque:
NÃO
PARCIALMENTE
2.
O que você achou do material didático utilizado neste curso?
BOM
Porque:
REGULAR
FRACO
3.
O que você achou da metodologia utilizada durante o curso?
BOA
Porque:
REGULAR
FRACA
4.
Como se deu a relação treinando/monitor?
BOA
Porque:
REGULAR
FRACA
5.
O que você achou das atividades práticas oferecidas pelo curso?
BOA
Porque:
REGULAR
FRACA
6. Como você avalia o curso para executar Atividades de Prevenção de Incapacidades nas suas
Ações de Controle de Hanseníase?
SUFICIENTE
Porque:
INSUFICIENTE
NÃO SEI
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PRÉ CURSO / PÓS CURSO
D.8 - pág.02
AVALIAÇÃO FINAL DO CURSO - PARTICIPANTE
8.
Pontos positivos
9.
Pontos negativos
10. Sugestões
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
DÚVIDAS E CONCEITOS
E.1 - pág.01
ORIENTAÇÃO DO TRABALHO COM “DÚVIDAS E CONCEITOS DE PI”
Dúvidas e Conceitos de PI
Objetivos:
Conhecer as dúvidas dos participantes com relação às atividades de PI, no início
do treinamento.
n Conhecer as expectativas e interesses dos participantes, no início do treinamento.
n Conhecer os conceitos dos participantes com relação à Prevenção e Reabilitação e
as pessoas responsáveis por estas ações.
n
Metodologia:
Dúvidas, Expectativas, Interesses
Dividir a turma em 2 ou 3 grupos.
n Solicitar que cada grupo escreva suas dúvidas, expectativas e interesses da
maneira mais clara e específica possível, em forma de tarjeta, o que facilitará o
agrupamento dos assuntos semelhantes.
n Apresentar para os demais as suas tarjetas colando-as num quadro.
n Agrupar as tarjetas de acordo com os assuntos.
n Ler estas tarjetas junto com os participantes durante o curso e/ou no final e ir
retirando–as à medida que os assuntos forem sendo esclarecidos.
n
n
Acrescentar tarjetas com novas dúvidas, durante o curso, caso apareçam.
Conceitos
Dividir a turma em 2 ou 3 grupos.
n Solicitar que cada grupo defina o seu conceito de Prevenção e Reabilitação de um
modo geral, não só na hanseníase, e quem são as pessoas responsáveis por estas
ações.
n Apresentar para os demais.
n Refletir com o grupo:
1. A diferença entre Prevenção e Reabilitação.
2. Que Prevenção e Reabilitação não são só uma questão física e que é preciso se
lembrar das outras áreas (social, emocional, espiritual, etc.).
3. Que Prevenção e Reabilitação são de responsabilidade do paciente, de todos os
profissionais de saúde, da família, e da comunidade.
4. O objetivo do curso, que será o de Prevenção e não de Reabilitação.
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
DÚVIDAS E CONCEITOS
E.2 - pág.01
DEFINIÇÕES
PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES (PI) EM HANSENÍASE
Prevenção de Incapacidades em Hanseníase significa medidas visando evitar a ocorrência de danos físicos,
emocionais, espirituais e sócio-econômicos. No caso de danos já existentes, a prevenção significa medidas,
visando evitar as complicações.
REABILITAÇÃO EM HANSENÍASE
Reabilitação em Hanseníase é um processo que visa corrigir e/ou compensar danos físicos, emocionais,
espirituais e sócio-econômicos, considerando a capacidade e necessidade de cada indivíduo, adaptando-o à sua
realidade.
OBJETIVO GERAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES (PI) EM HANSENÍASE
Proporcionar ao paciente, durante o tratamento, e após alta, a manutenção, ou melhora, de sua condição física,
sócio-econômica, emocional e espiritual, presente no momento do diagnóstico da hanseníase.
COMPONENTES DA PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
l
l
l
l
l
Educação em Saúde
Diagnóstico precoce da doença, tratamento regular com PQT e aplicação de BCG em contatos
Detecção precoce e tratamento adequado das reações e neurites
Apoio à manutenção da condição emocional e integração social (família, estudo, trabalho, grupos sociais)
Realização de auto-cuidados
A Prevenção de Incapacidades (PI) é parte integrada das
Ações de Controle (ACH) em Hanseníase e deve fazer parte de todos os
treinamentos, supervisões e atividades educativas, evitando assim a criação
de programas de PI isolados.
A Prevenção de Incapacidades(PI) é uma atividade que precisa ser realizada
por todos os profissionais, responsáveis pelo atendimento ao paciente e pela
comunidade, em parceria com outros profissionais e entidades de ajuda
sociais, intelectuais e religiosas.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
DÚVIDAS E CONCEITOS
E.2 - pág.02
DEFINIÇÕES
COMPONENTES DA PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
l
l
Detecção Precoce das
l
Diagnóstico Precoce da Doença
Reações e Neurites
l
Tratamento Regular com PQT
l
Avaliação dos Contatos e BCG
Tratamento Adequado
das Reações e Neurites
Prevenção
de
Incapacidades
l
Apoio Emocional
l
Integração Social
l
Realização dos AutoCuidados
(Família, estudos,
trabalho, grupos
sociais)
l
Educ
ação
em S
aúde
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DA HANSENÍASE
F.1 - pág.01
ORIENTAÇÃO DE COMO TRABALHAR AS TABELAS DE EPIDEMIOLOGIA
Epidemiologia
Objetivos:
Definir o que é Prevalência, Detecção de Casos, Taxa de Prevalência, Taxa de
Detecção, Casos de Grau 2 e 3 de Incapacidades.
n Compreender a finalidade destes dados.
n Compreender a importância da qualidade deste dado.
n Estimular uma reflexão sobre os diferentes dados.
n Estimular uma reflexão sobre se os dados colhidos em suas unidades de saúde
refletem a situação real.
n Estimular uma melhora na qualidade de coleta dos dados nas unidades de saúde
dos treinandos.
n
Metodologia:
Perguntas Sobre Dados Mundial
Distribuir o impresso "Tabela 5 (Mundial, OMS 1996)"
n Que país apresenta o maior número absoluto de pacientes? Em que lugar o Brasil
se encontra em relação aos outros países?
n Que país apresenta a maior taxa de prevalência? Em que lugar o Brasil se
encontra?
n Que país apresenta a maior taxa de detecção? Em que lugar o Brasil se encontra?
n
Dados Nacionais (Brasil)
Distribuir os impressos "Tabela 1, 2, 10, 12 (Brasil, 1997)"
n Discutir "Tabela 10".
n Dar enfoque à porcentagem de casos com o grau de incapacidades não avaliado em
cada estado.
n Perguntar ao grupo se sabe qual a porcentagem de não avaliados em seus serviços e
discutir o porquê.
n
Dados Nacionais (Brasil)
Discutir "Tabela 12"
n Estimular o grupo a comparar a porcentagem de pacientes grau 2 e 3 com os de
grau 0 e 1.
n Verificar se é necessário explicar ao grupo o que é grau 0,1,2 e 3.
n Que Estados apresentam maior porcentagem de pacientes com grau 2 e 3? Por quê?
n Fazer o grupo refletir sobre o uso dos indicadores grau 2 e 3. Quando se observa
grau 2 e 3 no início do tratamento pode-se avaliar se o diagnóstico foi precoce ou
tardio. O que o grupo pensa?
n O grau de incapacidade deve ser preenchido e avaliado no início, e no fim do
tratamento. Estimular o grupo a refletir sobre a possibilidade de um paciente
iniciar o tratamento com grau 0 ou 1 e terminar com grau 2 ou 3. Refletir sobre a
possibilidade de um paciente iniciar o tratamento com grau 0 ou 1 e terminar com
grau 0.
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DA HANSENÍASE
F.1 - pág.02
ORIENTAÇÃO DE COMO TRABALHAR AS TABELAS DE EPIDEMIOLOGIA
Metodologia:
Dados comparando casos novos detectado com a porcentagem dos
casos novos com deformidades (grau 2 e 3)
– Exemplo de Minas Gerais:
Distribuir o impresso "Taxa de Detecção e Percentual de Deformidades nos Casos
Novos, por DRS em Minas Gerais em 1996".
n Discutir o impresso.
n Localizar onde há muito diagnóstico e pouco grau 2 e 3 de
incapacidades(deformidades).
n Localizar onde há pouco diagnóstico e muito grau 2 e 3 de
incapacidades(deformidades).
n Estimular o grupo a tirar conclusões.
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
6.1
6.1
2.1
4.7
2.0
6.0
1.0
1.7
6.2
1.8
1.8
4.9
2.1
1.4
5.0
3.2
4.5
560,000
95,564
40,232
21,071
17,371
12,764
12,434
11,674
11,072
9,627
7,275
6,130
5,718
4,172
3,873
2,886
821,863
1. Índia
2. Brasil
3. Indonésia
4. Myanmar
5. Nigéria
6. Nepal
7. Bangladesh
8. Filipinas
9. Moçambique
10. Etiópia
11. Zaire
12. Madagascar
13. Sudão
14. Tanzânia
15. Guiné
16. Camboja
WHO Weekly Epidemiological Record, No. 20, 17 of May 1996
TOTAL
Prevalence
per 10,000
Prevalence
Country
PREVALÊNCIA
POR 10,000
PREVALÊNCIA
PAÍS
751,067
2,833
3,873
4,172
5,718
6,130
5,630
9,627
8,003
11,674
12,434
11,870
17,371
21,071
39,233
70,628
520,800
Cases on
MDT
CASOS EM
PQT
91.4
98.2
100.0
100.0
100.0
100.0
77.4
100.0
72.3
100.0
100.0
93.0
100.0
100.0
97.5
73.9
93.0
% MDT
coverage
COBERTURA
PQT - %
7,493,432
5,884
25,662
34,000
7,500
20,360
45,177
71,291
7,414
66,941
61,241
36,722
39,713
144,660
175,104
181,763
6,570,000
Cured with
MDT
CURADO
COM PQT
496,637
2,219
3,194
2,596
1,765
4,676
4,344
5,160
3,430
3,988
8,782
4,783
7,147
6,577
13,,492
32,724
391,760
Cases
detected
CASOS
NOVOS
DETECTADOS
27.4
24.7
41.5
9.0
6.4
37.5
10.6
9.5
19.1
5.8
7.2
22.7
8.1
14.7
6.9
20.9
42.7
TAXA DE
DETECÇÃO
POR
100,000
Detection
rate per
100,000
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DA HANSENÍASE
F.2 - pág.01
TABELA 5 (MUNDIAL - OMS, 1996)
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DA HANSENÍASE
F.3 - pág.01
PROGRAMA NACIONAL (CNDS/FNS/MS-97)
TABELA 1
COBERTURA DO PROGAMA DE CONTROLE E ELIMINAÇÃO DA HANSENÍASE, SEGUNDO
UNIDADE FEDERADA - BRASIL, 1997.
UF
TOTAL
MUNICÍPIOS
TOTAL
POPULAÇÃO
PROGRAMA IMPLANTADO
MUNICÍPIOS (a)
N.º
BRASIL (A)
%
POPULAÇÃO (b)
N.º
%
5.525
157.636.413
4.009
73
143.526.114
90
449
11.604.158
346
77
11.100.861
96
RO
52
1.255.522
43
83
1.142.224
91
AC
22
500.185
22
100
500.185
100
AM
62
2.460.602
62
100
2.460.602
100
RR
15
254.499
8
53
211.053
83
PA
143
5.650.681
139
97
5.613.435
99
AP
16
401.916
11
69
377.083
94
TO
139
1.080.753
50
43
796.279
74
1.787
45.334.385
946
53
37.135.721
82
MA
217
5.295.452
131
60
4.266.778
81
PI
221
2.695.876
67
30
2.172.714
81
CE
184
6.920.292
147
80
6.228.262
90
RN
166
2.594.340
16
10
1.092.001
42
PB
223
3.331.673
36
16
1.843.702
55
PE
185
7.466.773
144
78
6.920.991
93
AL
101
2.663.071
27
27
1.626.717
61
SE
75
1.657.164
38
51
1.136.455
69
BA
415
12.709.744
340
82
11.840.101
93
1.667
68.065.967
1.320
79
63.303.662
93
MG
853
16.904.977
556
65
14.664.239
87
ES
77
2.853.098
70
91
2.563.490
93
RJ
91
13.655.657
77
85
11.710.630
86
SP
646
34.752.225
617
96
34.265.303
99
1.159
23.862.664
955
82
21.703.404
91
PR
399
9.142.215
389
97
8.912.745
97
SC
293
4.958.339
132
45
3.749.718
76
RS
467
9.762.110
434
93
9.040.941
93
C.OESTE (a)
463
10.769.249
443
96
10.282.466
95
MT
126
2.287.848
124
98
2.272.945
99
MS
77
1.964.603
72
94
1.932.549
98
GO
242
4.639.785
234
97
4.394.496
95
18
1.877.015
13
72
1.682.476
90
NORTE
NORDESTE
SUDESTE
SUL
DF (a)
FONTES: COORDENAÇÃO NACIONAL DE DERMATOLOGIA SANITÁRIA/ CENEPI/ FNS/ MS; SES
06/10/98
(a) Incluídas 17 regiões administrativas do DF
(b) Municípios com programa implantado têm pelo menos uma unidade de saúde, sediada no mesmo, com diagnóstico e tratamento
( PQT/ OMS ) disponíveis.
(c) População: população dos municípios com até 200.000 hab. Com programa implantado mais pop. coberta dos demais municípios
(pelo menos 1 US para cada 200.000 hab.)
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DA HANSENÍASE
F.3 - pág.02
PROGRAMA NACIONAL (CNDS/FNS/MS-97)
TABELA 2
PREVALÊNCIA E DETECÇÃO DA HANSENÍASE, SEGUNDO UNIDADE FEDERADA
BRASIL, 1997
UF
N.º
PREVALÊNCIA
COEF./ 10.000
N.º
DETECÇÃO
COEF./ 10.000
BRASIL
88.029
5,51
44.435
2,78
NORTE
17.580
15,15
9.694
8,35
RO
1.762
14,03
1.382
11,01
AC
703
14,05
367
7,34
AM
4.280
17,39
1.502
6,10
RR
418
16,42
221
8,68
PA
8.254
15,90
4.903
8,68
AP
504
12,54
227
5,65
TO
1.659
15,35
1.092
10,10
26.587
5,86
14.190
3,13
MA
7.747
14,63
4.545
8,58
PI
1.790
6,64
1.202
4,46
CE
3.737
5,40
2.393
3,46
RN
438
1,69
246
0,95
PB
919
2,76
587
1,76
PE
7.897
10,58
2.750
3,68
AL
364
1,69
190
0,71
SE
733
4,42
449
2,71
BA
2.962
2,33
1.828
1,44
24.209
3,56
11.000
1,62
MG
7.640
4,52
2.961
1,75
ES
2.303
8,07
1.425
4,99
RJ
6.465
4,77
3.701
2,73
SP
7.801
2,24
2.913
0,84
SUL
6.451
2,70
2.034
0,85
PR
5.509
6,48
1.641
1,79
SC
428
0,86
201
0,41
RS
514
0,53
192
0,20
13.202
12,26
7.517
6,98
MT
4.443
19,42
3.160
13,81
MS
1.352
6,88
665
3,38
GO
6.875
14,82
3.384
7,29
DF
532
2,83
308
1,64
NORDESTE
SUDESTE
C.OESTE
FONTES: COORDENAÇÃO NACIONAL DE DERMATOLOGIA SANITÁRIA/ CENEPI/ FNS/ MS; SES
PARÂMETROS PARA AVALIAÇÃO DOS COEFICIENTES
DE PREVALÊNCIA:
Hiperendêmico: > 20 casos / 10.000 hab.
Muito alto: 10 a 20 casos / 10.000 hab.
Alto: 5 a 10 casos / 10.000 hab.
Médio: 1a 5 casos / 10.000 hab.
Baixo: < 1 casos / 10.000 hab.
06/10/98
PARÂMETROS PARA AVALIAÇÃO DOS
COEFICIENTES DE DETECÇÃO:
Hiperendêmico: > 4 casos / 10.000 hab.
Muito alto: 2 a 4 casos / 10.000 hab.
Alto: 1a 2 casos / 10.000 hab.
Médio: 0,2 a 1 casos / 10.000 hab.
Baixo: < 0.2 casos / 10.000 hab.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DA HANSENÍASE
F.3 - pág.03
PROGRAMA NACIONAL (CNDS/FNS/MS-97)
TABELA 10
PERCENTUAL DE CASOS NOVOS AVALIADOS QUANTO AO GRAU DE INCAPACIDADE,
SEGUNDO UNIDADE FEDERADA - BRASIL, 1997
UF
TOTAL CASOS
NOVOS
AVALIADOS
N.º
NÃO AVALIADOS / NÃO INFORMADOS
%
N.º
%
BRASIL
44.435
40.476
90
3794
10
NORTE
9.694
9.310
95
479
5
RO
1.382
1.352
96
61
4
AC
367
367
100
---
---
AM
1.502
1.460
98
27
2
RR
221
208
87
19
13
PA
4.903
4.884
100
---
---
AP
227
206
93
15
7
TO
1.092
833
68
357
32
14.190
13.155
90
1213
10
MA
4.545
4.213
90
362
10
PI
1.202
1.175
93
83
7
CE
2.393
2.172
93
140
7
RN
246
162
57
73
43
PB
587
521
82
89
18
PE
2.750
2.626
95
133
5
AL
190
176
52
93
48
SE
449
314
60
194
40
BA
1.828
1.796
97
46
3
11.000
9.812
91
889
9
MG
2.961
2.953
100
12
1
ES
1.425
1.256
91
107
9
RJ
3.701
2.978
87
412
13
SP
2.913
2.625
88
358
12
SUL
2.034
1.773
90
42
10
PR
1.641
1.431
...
...
...
SC
201
201
100
-
-
RS
192
141
79
42
21
C.OESTE
7.517
6.426
83
1171
17
MT
3.160
2.477
74
812
26
MS
665
605
83
103
17
GO
3.384
3.058
92
235
8
DF
308
286
92
21
8
NORDESTE
SUDESTE
FONTES: COORDENAÇÃO NACIONAL DE DERMATOLOGIA SANITÁRIA/ CENEPI/ FNS/ MS; SES
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
19/02/98
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DA HANSENÍASE
F.3 - pág.04
PROGRAMA NACIONAL (CNDS/FNS/MS-97)
TABELA 12
CASOS NOVOS DE HANSENÍASE, RESIDENTES, AVALIADOS QUANTO A INCAPACIDADE,
SEGUNDO GRAU, POR UNIDADE FEDERADA - BRASIL, 1997
UF
GRAU 0
N.º
%
GRAU 1
%
N.º
GRAU 2 e 3
N.º
%
TOTAL
BRASIL
31.165
77
6.516
16
2.795
7
40.476
NORTE
7.243
78
1.391
15
676
7
9.310
RO
1.041
77
230
17
81
6
1.352
AC
266
72
75
20
26
7
367
AM
1.142
78
221
15
97
7
1.460
RR
188
90
16
8
4
2
208
PA
3.709
76
739
15
436
9
4.884
AP
184
89
15
7
7
3
206
TO
713
86
95
11
25
3
833
10.434
79
2.025
15
696
5
13.155
3.109
74
824
20
280
7
4.213
885
75
252
21
38
3
1.175
CE
1.568
72
443
20
161
7
2.172
RN
103
64
44
27
15
9
162
PB
405
78
81
16
35
7
521
PE
2.449
93
129
5
48
2
2.626
AL
131
74
35
20
10
6
176
SE
267
85
32
10
15
5
314
BA
1.517
84
185
10
94
5
1.796
SUDESTE
7.095
72
1.804
18
913
9
9.812
MG
1.961
66
643
22
349
12
2.953
ES
1.024
82
149
12
83
7
1.256
RJ
2.370
80
400
13
208
7
2.978
SP
1.740
66
612
23
273
10
2.625
SUL
1.131
64
411
23
231
13
1.773
PR
927
65
316
22
188
13
1.431
SC
138
69
53
26
10
5
201
RS
66
47
42
30
33
23
141
C.OESTE
5.262
82
885
14
279
4
6.426
MT
2.061
83
317
13
99
4
2.477
MS
443
73
104
17
58
10
605
GO
2.552
83
402
13
104
3
3.058
DF
206
72
62
22
18
6
286
NORDESTE
MA
PI
FONTES: COORDENAÇÃO NACIONAL DE DERMATOLOGIA SANITÁRIA/ CENEPI/ FNS/ MS; SES
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
19/02/98
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS DA HANSENÍASE
F.4 - pág.01
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
6.0
MG
LEO
ITUI
MAN
CFAB
PAS
ALF
SJDR
PAZ
UBA
TOT
GVAL
DIV
SLA
UBE
UDIA
VAR
PAL
ITA
PNO
PMI
MOC
JFO
DIA
BAR
BHZ
5.0
4.0
3.0
2.0
DETECÇÃO POR 10.000 Hab.
1.0
0
5
10
15
20
25
% DEFORMIDADE
30
35
40
TAXA DE DETECÇÃO E PERCENTUAL DE DEFORMIDADES NOS
CASOS NOVOS, POR DRS EM MINAS GERAIS EM 1996
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
GRAU DE INCAPACIDADES
G.1 - pág.01
ORIENTAÇÃO SOBRE O USO DO “GRAU DE INCAPACIDADES”
Grau de Incapacidades, OMS
Objetivos:
Capacitar os participantes a preencherem a ficha corretamente de acordo com os
dados da avaliação do paciente, segundo critérios pré-determinados.
n Esclarecer a finalidade desta ficha e a freqüência com que deve ser preenchida.
n
Metodologia:
Distribuir e utilizar o "Formulário de Instrução para Preenchimento do Formulário
para Registro do Grau de Incapacidades Físicas" e as fichas de "Prática".
n Observar que, no curso básico de 5 dias, não será utilizado e praticado o "Índice
de Incapacidades".
n Entregar e ler as instruções para o preenchimento do formulário, juntamente, com
os participantes de acordo com o assunto que está sendo discutido (olho / mão /
pé).
n Praticar cada técnica descrita.
n Entregar casos I e II para os treinandos praticarem o registro nos formulários após
já ter discutido e praticado toda a avaliação de olho / mão / pé.
n Determinar e/ou confirmar, durante a prática, o grau de incapacidade de cada
paciente avaliado.
n Discutir e esclarecer as dúvidas com o grupo.
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
GRAU DE INCAPACIDADES
G.2 - pág.01
INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO PARA
REGISTRAR O GRAU DE INCAPACIDADES FÍSICAS
MATERIAL NECESSÁRIO:
Formulário próprio
Caneta tipo Bic ou Monofilamento Lilás (2g)
l Fio dental, macio, fino ou extra fino, sem sabor
l Régua
l Escala de Snellen
l Cartão Oclusor
l Fita Métrica
l
l
OLHO
GRAU I
Sensibilidade: Com o paciente sentado, olhando para a testa do examinador toca-se de leve a córnea com um
pedaço de fio dental de 5 cm de comprimento livre, lateralmente à periferia da córnea.
Resultado: Piscar imediato = normal
Piscar demorado ou ausente = sensibilidade diminuída ou ausente
GRAU II
Lagoftalmo: Incapacidade parcial ou total de ocluir os olhos, acompanhado de alteração da força muscular
das pálpebras, principalmente superior.
Ectrópio: Eversão e desabamento da pálpebra inferior.
Triquíase: Cílios mal implantados, voltados para dentro, roçando a córnea.
Opacidade corneana: Perda da transparência da córnea na área central.
GRAU III
Acuidade Visual: Realizar o teste da A.V. com a utilização da escala de Snellen; na ausência desta, verificar
se a pessoa pode contar dedos da mão do examinador numa distância de 6 metros. Se o paciente não enxerga a
linha 0,1, ou não conta dedos a 6 metros.
MÃO
GRAU I
Anestesia: Testar a presença da sensibilidade protetora na palma da mão com auxílio do monofilamento roxo;
na sua ausência, testar com a ponta de uma caneta Bic ,nos pontos indicados. Se o paciente não sente o
monofilamento roxo(2g) ou a ponta da caneta, há perda da sensibilidade protetora (anestesia).
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
GRAU DE INCAPACIDADES
G.2 - pág.02
INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO PARA
REGISTRAR O GRAU DE INCAPACIDADES FÍSICAS
MÃO
GRAU II
Úlceras e lesões traumáticas: Solução de continuidade, hematomas, bolhas e feridas em mãos com falta de
sensibilidade protetora (anestesia).
Garra móvel: Verificar a mobilidade passiva dos dedos, se existe um razoável grau de movimento passivo,
embora não sendo de 100%, pode ser considerada como móvel.
Reabsorção discreta: Se são reabsorvidas somente as extremidades dos dedos, mesmo de um só dedo ou de
dedos, considerar como reabsorção discreta.
GRAU III
Mão caída: Impossibilidade de levantar ativamente o punho.
Articulações anquilosadas: Se se perdeu 25% da mobilidade passiva dos dedos.
Reabsorção intensa: Se o dedo perdeu mais do que uma falange ou a mão a quinta parte(1/5).
PÉ
GRAU I
Anestesia: Testar a presença da sensibilidade protetora na sola do pé com o auxílio do monofilamento roxo;
na sua ausência , testar com a ponta de uma caneta Bic nos pontos indicados. Se o paciente não sente o
monofilamento roxo(2g) ou a ponta da caneta há perda da sensibilidade protetora (anestesia).
GRAU II
Úlceras: Solução de continuidade, hematomas, bolhas e feridas em pés com falta de sensibilidade protetora
(anestesia).
Garra móvel: Verificar a mobilidade passiva dos artelhos; se existe um razoável grau de movimento passivo,
embora não sendo de 100%, pode-se considerá-lo como móvel.
Pé caído: Impossibilidade de se levantar ativamente o ante-pé.
Reabsorção discreta: Se são reabsorvidas somente as extremidades dos artelhos, mesmo de um só artelho ou
de artelhos, considerar como reabsorção discreta.
GRAU III
Contratura: Se se perdeu 25% da mobilidade passiva dos artelhos ou do tornozelo.
Reabsorção intensa: Se o dedo perdeu mais do que uma falange ou o pé a quinta parte(1/5).
MAIOR GRAU ATRIBUÍDO
Na linha maior "grau atribuído" anotar, em cada coluna, o maior valor atribuído a cada elemento
(olho, mão e pé, esquerdo e direito, separadamente)
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
GRAU DE INCAPACIDADES
G.3 - pág.01
FORMULÁRIO PARA REGISTRAR O GRAU DE INCAPACIDADES FÍSICAS
Nome:_______________________________________________________________________________
Sexo: _______ Idade: _______ Forma Clínica: _______ N° da Ficha: ______________
Unidade Federada: __________________________ Município: ___________________________________
MÃOS
OLHOS
GRAUS
SINAIS E /OU SINTOMAS
D E
PÉS
SINAIS E/OU SINTOMAS
D E
SINAIS E/OU SINTOMAS
0
Nenhum problema
com os olhos devido
à hanseníase
Nenhum problema
com as mãos devido
à hanseníase
Nenhum problema
com os pés devido à
hanseníase
1
Sensibilidade
corneana diminuída
ou ausente
Anestesia
Anestesia
Úlceras tróficas
Triquíase
Úlceras e lesões
traumáticas
Garra móvel da mão
Opacidade corneana
Reabsorção discreta
Pé caído
Lagoftalmo e/ou
ectrópio
2
D E
Garras dos artelhos
Reabsorção discreta
3
Acuidade visual
menor que 0,1 ou
não contar dedos a 6
metros
Mão caída
Contratura
Articulações
anquilosadas
Reabsorção intensa
Reabsorção intensa
SOMA
MAIOR GRAU ATRIBUÍDO
COMPROMETIMENTO DA LARINGE:
SIM
NÃO
DESABAMENTO DO NARIZ:
SIM
NÃO
PARALISIA FACIAL:
SIM
NÃO
ACUIDADE VISUAL:
OD
OE
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
GRAU DE INCAPACIDADES
G.4 - pág.01
PRÁTICA COM O REGISTRO DO GRAU
LOCAL
CASO 1
OLHO
D
E
Sensibilidade corneana diminuída ou ausente
X
X
CASO 2
D
E
X
Lagoftalmo e/ou ectrópio
Triquíase
X
Opacidade corneana
5m
cd
Acuidade visual menor que 0,1, ou não conta dedos a 6 metros
MÃOS
D
E
D
E
Anestesia
X
X
X
X
X
Úlceras e lesões traumáticas
Garra móvel da mão
X
Reabsorção discreta
X
Mão caída
Articulações anquilosadas
Reabsorção intensa
PÉS
D
E
D
Anestesia
X
X
X
E
X
Úlceras tróficas
Garras dos artelhos
Pé caído
X
Reabsorção discreta
X
Contratura
X
Reabsorção intensa
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
GRAU DE INCAPACIDADES
G.4 - pág.02
PRÁTICA COM O REGISTRO DO GRAU
PÁGINA DEIXADA EM BRANCO PROPOSITALMENTE
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
GRAU DE INCAPACIDADES
G.4 - pág.03
PRÁTICA COM O REGISTRO DO GRAU
Nome:_______________________________________________________________________________
Sexo: _______ Idade: _______ Forma Clínica: _______ N° da Ficha: ______________
Unidade Federada: __________________________ Município: ___________________________________
PRÁTICA - CASO I
MÃOS
OLHOS
GRAUS
SINAIS E /OU SINTOMAS
D E
PÉS
SINAIS E/OU SINTOMAS
D E
SINAIS E/OU SINTOMAS
0
Nenhum problema
com os olhos devido
à hanseníase
Nenhum problema
com as mãos devido
à hanseníase
Nenhum problema
com os pés devido à
hanseníase
1
Sensibilidade
corneana diminuída
ou ausente
Anestesia
Anestesia
Úlceras tróficas
Triquíase
Úlceras e lesões
traumáticas
Garra móvel da mão
Opacidade corneana
Reabsorção discreta
Pé caído
Lagoftalmo e/ou
ectrópio
2
D E
Garras dos artelhos
Reabsorção discreta
3
Acuidade visual
menor que 0,1 ou
não contar dedos a 6
metros
Mão caída
Contratura
Articulações
anquilosadas
Reabsorção intensa
Reabsorção intensa
SOMA
MAIOR GRAU ATRIBUÍDO
COMPROMETIMENTO DA LARINGE:
SIM
NÃO
DESABAMENTO DO NARIZ:
SIM
NÃO
PARALISIA FACIAL:
SIM
NÃO
ACUIDADE VISUAL:
OD
OE
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
GRAU DE INCAPACIDADES
G.4 - pág.04
PRÁTICA COM O REGISTRO DO GRAU
Nome:_______________________________________________________________________________
Sexo: _______ Idade: _______ Forma Clínica: _______ N° da Ficha: ______________
Unidade Federada: __________________________ Município: ___________________________________
PRÁTICA - CASO II
MÃOS
OLHOS
GRAUS
SINAIS E /OU SINTOMAS
D E
PÉS
SINAIS E/OU SINTOMAS
D E
SINAIS E/OU SINTOMAS
0
Nenhum problema
com os olhos devido
à hanseníase
Nenhum problema
com as mãos devido
à hanseníase
Nenhum problema
com os pés devido à
hanseníase
1
Sensibilidade
corneana diminuída
ou ausente
Anestesia
Anestesia
Úlceras tróficas
Triquíase
Úlceras e lesões
traumáticas
Garra móvel da mão
Opacidade corneana
Reabsorção discreta
Pé caído
Lagoftalmo e/ou
ectrópio
2
D E
Garras dos artelhos
Reabsorção discreta
3
Acuidade visual
menor que 0,1 ou
não contar dedos a 6
metros
Mão caída
Contratura
Articulações
anquilosadas
Reabsorção intensa
Reabsorção intensa
SOMA
MAIOR GRAU ATRIBUÍDO
COMPROMETIMENTO DA LARINGE:
SIM
NÃO
DESABAMENTO DO NARIZ:
SIM
NÃO
PARALISIA FACIAL:
SIM
NÃO
ACUIDADE VISUAL:
OD
OE
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
GRAU DE INCAPACIDADES
G.5 - pág.01
ÍNDICE DE INCAPACIDADES
As incapacidades indicadas no modelo para olho, mão, e pé recebem valor 1, quando do grau 1; valor 2 para
cada uma das subdivisões correspondentes, quando do grau 2; e valor 3, também, para cada uma das subdivisões
correspondentes, quando do grau 3, observadas as seguintes exceções:
Um caso com "reabsorção intensa" da mão recebeu valor 3(grau 3 da tabela), consequëntemente, a
"reabsorção discreta" nessa mão não pode ser considerada.
l O mesmo se aplica para articulações anquilosadas" o que elimina "garra móvel da mão"
l No pé, "reabsorção intensa" e "contratura" (grau 3) determina a exclusão, respectivamente, de "reabsorção
discreta" e "garra dos artelhos".
l No olho, acuidade visual menor que 0,1 (grau 3) elimina opacidade corneana.
l
Os valores atribuídos em cada uma das subdivisões serão somados ao pé das colunas, e o total, dividido por seis.
Segue-se um exemplo baseado nos graus de incapacidade anotados na ficha que tomamos como modelo no
Guia de Controle da Hanseníase - Brasília, 1994 na página 102. (CNDS/FNS/MS)
ou como modelo na Manual de Prevenção de Incapacidades - Brasília, 1997 nas páginas 115-117 (CNDS/
FNS/MS)
As lesões da laringe e do nariz e a paralisia facial serão anotadas, sem participarem do índice de
incapacidades.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
GRAU DE INCAPACIDADES
G.5 - pág.02
ÍNDICE DE INCAPACIDADES
PÁGINA DEIXADA EM BRANCO PROPOSITALMENTE
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
GRAU DE INCAPACIDADES
G.5 - pág.03
ÍNDICE DE INCAPACIDADES
Nome: José Maria
Sexo: Masculino Idade: 24 Forma Clínica: V
N° da Ficha: 000109
Unidade Federada: Minas Gerais
Município: Belo Horizonte
Data do Exame: 26 / 07 / 96
IDENTIFICAR O QUE ESTÁ ERRADO E CORRIGIR
MÃOS
OLHOS
GRAUS
SINAIS E /OU SINTOMAS
D E
PÉS
SINAIS E/OU SINTOMAS
D E
0
Nenhum problema
com os olhos devido
à hanseníase
1
Sensibilidade
corneana diminuída
ou ausente
1
1
Anestesia
Lagoftalmo e/ou
ectrópio
2
2
Úlceras e lesões
traumáticas
Garra móvel da mão
2
Reabsorção discreta
2
2
Nenhum problema
com as mãos devido
à hanseníase
Triquíase
2
Opacidade corneana
SINAIS E/OU SINTOMAS
D E
Nenhum problema
com os pés devido à
hanseníase
1
1
Anestesia
1
1
2
Úlceras tróficas
2
2
2
Garras dos artelhos
Pé caído
Reabsorção discreta
3
Acuidade visual
menor que 0,1 ou
não contar dedos a 6
metros
3
Contratura
Mão caída
Articulações
anquilosadas
3
Reabsorção intensa
SOMA
MAIOR GRAU ATRIBUÍDO
3
2
2
3
Reabsorção intensa
3
3
8 11
3 3
8
3
6
3
5
2
ÍNDICE: 3+8+8+11+6+5 = 41/ 6 = 6,83
MAIOR GRAU: 3
COMPROMETIMENTO DA LARINGE:
SIM
X
NÃO
DESABAMENTO DO NARIZ:
SIM
X
NÃO
PARALISIA FACIAL:
SIM
X
NÃO
ACUIDADE VISUAL:
c/c 0,6
OD
c/c 4m c/dedos
OE
ÍNDICE: 3+6+6+9+6+5 = 35/ 6 = 5,83
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
GRAU DE INCAPACIDADES
G.5 - pág.04
ÍNDICE DE INCAPACIDADES
Nome: José Maria
Sexo: Masculino Idade: 25 Forma Clínica: V
N° da Ficha: 000109
Unidade Federada: Minas Gerais
Município: Belo Horizonte
Data do Exame: 26 / 07 / 97
IDENTIFICAR O QUE ESTÁ ERRADO E CORRIGIR
MÃOS
OLHOS
GRAUS
SINAIS E /OU SINTOMAS
D E
PÉS
SINAIS E/OU SINTOMAS
D E
0
Nenhum problema
com os olhos devido
à hanseníase
1
Sensibilidade
corneana diminuída
ou ausente
1
Anestesia
Lagoftalmo e/ou
ectrópio
2
Úlceras e lesões
traumáticas
Garra móvel da mão
2
Nenhum problema
com as mãos devido
à hanseníase
Triquíase
2
Opacidade corneana
D E
Nenhum problema
com os pés devido à
hanseníase
1
Reabsorção discreta
SINAIS E/OU SINTOMAS
1
Anestesia
1
Úlceras tróficas
2
Garras dos artelhos
Pé caído
2
Reabsorção discreta
3
Acuidade visual
menor que 0,1 ou
não contar dedos a 6
metros
3
3
Reabsorção intensa
0
0
2
Contratura
Mão caída
Articulações
anquilosadas
SOMA
MAIOR GRAU ATRIBUÍDO
1
3
Reabsorção intensa
3
3
6 9
3 3
6
3
4
3
3
2
ÍNDICE: 0+6+6+9+3+2 = 26/ 6 = 4,33
MAIOR GRAU: 3
COMPROMETIMENTO DA LARINGE:
SIM
X
NÃO
DESABAMENTO DO NARIZ:
SIM
X
NÃO
PARALISIA FACIAL:
SIM
X
NÃO
ACUIDADE VISUAL:
c/c 0,6
OD
c/c 4m c/dedos
OE
ÍNDICE: 0+6+6+7+4+3 = 26/ 6 = 4,33
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANATOMIA
H.1 - pág.01
ORIENTAÇÃO DE COMO USAR OS DESENHOS DE ANATOMIA
Anatomia
Objetivos:
Identificar as estruturas básicas dos olhos, nariz, mãos e pés.
n Identificar os principais nervos acometidos em hanseníase, conhecer qual é a
função principal de cada um e as deformidades e/ou incapacidades causadas
quando houver dano neural.
n Aprender a utilizar os manuais e materiais de consulta.
n
Metodologia:
Utilizar os desenhos de anatomia.
n Distribuir os desenhos logo após a discussão teórica e demonstração da avaliação
de cada tema (olhos e nariz / mãos / pés).
n Distribuir os impressos:
l "Os desenhos de anatomia"
l "Guia de Prevenção Ocular"
l "Avaliação Neurológica Simplificada"
n Solicitar que preencham os desenhos em casa utilizando os manuais e materiais de
consulta.
n
n
No dia seguinte, discutir as respostas com o grupo.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANATOMIA
H.2 - pág.01
Identificar as estruturas indicadas
DESENHOS DE ANATOMIA
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANATOMIA
H.2 - pág.02
Identificar a estrutura indicada
Diferenciar a estrutura óssea
das estruturas de cartilagem
DESENHOS DE ANATOMIA
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANATOMIA
H.2 - pág.03
DESENHOS DE ANATOMIA
Identificar as áreas e estruturas indicadas
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANATOMIA
H.2 - pág.04
DESENHOS DE ANATOMIA
Identificar as estruturas indicadas
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANATOMIA
H.2 - pág.05
DESENHOS DE ANATOMIA
Identificar os nervos indicados
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ANATOMIA
H.2 - pág.06
DESENHOS DE ANATOMIA
PÁGINA DEIXADA EM BRANCO PROPOSITALMENTE
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ANATOMIA
H.2 - pág.07
DESENHOS DE ANATOMIA
Identificar o nervo desenhado: _________________________________________
Identificar a função principal: _________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
__________________________________________________________________
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANATOMIA
H.2 - pág.08
DESENHOS DE ANATOMIA
Identificar o nervo desenhado: _________________________________________
Identificar a função principal: _________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
__________________________________________________________________
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANATOMIA
H.2 - pág.09
DESENHOS DE ANATOMIA
Identificar o nervo desenhado: _________________________________________
Identificar a função principal: _________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
__________________________________________________________________
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANATOMIA
H.2 - pág.10
DESENHOS DE ANATOMIA
Identificar o nervo desenhado: _________________________________________
Identificar a função principal: _________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
__________________________________________________________________
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANATOMIA
H.2 - pág.11
DESENHOS DE ANATOMIA
Identificar o nervo desenhado: _________________________________________
Identificar a função principal: _________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
__________________________________________________________________
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANATOMIA
H.2 - pág.12
DESENHOS DE ANATOMIA
Identificar os nomes dos nervos correspondentes à cada
área de sensibilidade
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ANATOMIA
H.2 - pág.13
DESENHOS DE ANATOMIA
Identificar o nervo desenhado: _________________________________________
Identificar a função principal: _________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
__________________________________________________________________
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ANATOMIA
H.2 - pág.14
DESENHOS DE ANATOMIA
Identificar o nervo desenhado: _________________________________________
Identificar a função principal: _________________________________________
__________________________________________________________________
__________________________________________________________________
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
__________________________________________________________________
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AVALIAÇÃO DO PACIENTE
I.1 - pág.01
ORIENTAÇÃO DE COMO TRABALHAR COM A AVALIAÇÃO DO PACIENTE
Avaliação do Paciente
Objetivos:
Desenvolver nos treinandos:
l habilidades técnicas, padronizadas pela CNDS para avaliação do paciente
l a capacidade de identificar problemas e necessidades do paciente, determinando
prioridades.
n Dar oportunidade, aos treinandos, de perceber como é ser submetido à avaliação.
n
Metodologia:
n
Distribuir os impressos:
l Guia de Prevenção Ocular
l Prevenção Ocular na hanseníase – Testes
l Avaliação Neurológica Simplificada
Situação Psico-social
Objetivos:
Desenvolver, com os treinandos, a capacidade de conhecer a situação psico-social
(auto-conceito, família, relações sociais, trabalho, etc.) dos pacientes.
n Identificar problemas relacionados com a hanseníase e/ou com o tratamento.
n Desenvolver, com os treinandos, a capacidade de colaborar com o paciente na
preservação ou melhora da situação psico-social que se apresente no início do
tratamento.
n
Metodologia:
Distribuir O Roteiro de Avaliação Psicossocial.
n Discutir a forma de coleta das informações.
n Discutir o preenchimento do formulário.
n Praticar a avaliação com os pacientes e registrar os achados.
n
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AVALIAÇÃO DO PACIENTE
I.1 - pág.02
ORIENTAÇÃO DE COMO TRABALHAR COM A AVALIAÇÃO DO PACIENTE
Nariz / Olho, Membros Superiores (braços e mãos) e
Membros Inferiores (pernas e pés)
Objetivos:
n
Capacitar os treinandos a realizarem as avaliações de nariz/olho, membros
superiores (braços e mãos), e membros inferiores (pernas e pés) de acordo com as
técnicas padronizadas.
Metodologia:
Distribuir as fichas de avaliação Nariz /Olho, Mãos, Pés.
n Fazer a leitura de cada um dos itens da avaliação, seguida da demonstração da
técnica padronizada de avaliação e registro.
n Dividir os treinandos em dupla para praticar a avaliação.
n Praticar com o paciente.
n
Teste de Sensibilidade
Objetivos:
n
Capacitar os treinandos a:
l Conhecerem os locais a serem testados para avaliar a função dos nervos, mais
comumente afetados na hanseníase.
l Conhecerem as vantagens e desvantagens do uso do conjunto de
monofilamentos, de um único monofilamento (2g), e da caneta para testar a
sensibilidade.
l Realizarem o teste de sensibilidade utilizando os monofilamentos e a caneta, de
acordo com as técnicas padronizadas.
l
Interpretarem os resultados da avaliação identificando:
l Sensibilidade normal, sensibilidade alterada, avaliação não confiável.
l Melhora, ou piora, da sensibilidade em relação à última avaliação.
l O paciente que apresenta neurite.
l O paciente que apresenta perda da sensibilidade protetora.
Metodologia:
Apresentar o instrumento.
n Distribuir os impressos: Bula Sobre o Estesiômetro e Prática com o Teste de
Sensibilidade Utilizando os Monofilamentos.
n Demonstrar a técnica de avaliação e registro.
n Dividir os treinandos em duplas para praticarem a execução e o registro do teste de
sensibilidade com os monofilamentos e a caneta.
n Praticar com o paciente.
n Se necessário, consultar o livro Avaliação Neurológica Simplificada.
n
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AVALIAÇÃO DO PACIENTE
I.1 - pág.03
ORIENTAÇÃO DE COMO TRABALHAR COM A AVALIAÇÃO DO PACIENTE
Teste da Força Muscular
Objetivos:
Capacitar os treinandos a:
Conhecerem os movimentos a ser testados para avaliar a função dos nervos mais
comumente afetados na hanseníase.
n Realizarem o teste de força muscular usando técnicas padronizadas.
n Graduarem a força muscular.
n Registrarem os achados em impresso próprio
n Interpretarem os resultados da avaliação identificando:
l Força muscular normal, alterada ou avaliação não confiável.
l Melhora ou piora da força muscular em relação à última avaliação.
l O paciente que apresenta neurite.
l O paciente que apresenta perda da força muscular e necessita de exercícios.
n
Metodologia:
Distribuir o texto Graduação da Força Muscular e Orientação Sobre os Exercícios.
n Demonstrar a execução, graduação e registro de cada teste de força muscular.
n Dividir os treinandos em duplas para praticarem a execução, graduação e o registro
do teste de força muscular.
n Praticar com o paciente.
n Se necessário, consultar o livro Avaliação Neurológica Simplificada.
n
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AVALIAÇÃO DO PACIENTE
I.2 - pág.01
INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA FICHA DE AVALIAÇÃO
Cada folha foi elaborada para registrar 3 avaliações
ROTEIRO
Data do início do tratamento: anotar a data da primeira dose medicamentosa. Se houver outros tratamentos
anotar data e esquema terapêuticos.
n
n
Data da alta: anotar a data da alta medicamentosa.
1- NARIZ
( 1.1) Queixas: anotar queixas atuais do paciente (quando e onde)
( 1.2.1) Condições da pele: anotar: normal, infiltrada, eritematosa, ressecada, etc.
( 1.2.2) Condições da mucosa: anotar: normal, hiperemiada, presença de crostas, ulcerações, etc.
( 1.2.3) Condições do septo: anotar: normal, ulcerado, infiltrado, etc.
2- OLHOS
( 2.1) Queixas: anotar as queixas atuais do paciente (quando, onde)
( 2.2.1) Teste de Schirmer - anotar o resultado em mm e minutos conforme técnica. Por exemplo: 15/5
( 2.2.2) Paresia (fraqueza muscular, sem existência de fenda): sim ou não.
( 2.2.3) Lagoftalmo: anotar o tamanho da fenda ao fechar os olhos sem força. Se tiver lagoftalmo, medir a
abertura em mm.
( 2.2.4) Lagoftalmo: anotar o tamanho da fenda ao fechar os olhos com força. OBS: rugas
( 2.2.5) Ectrópio: sim ou não, conforme legenda.
( 2.2.6) Triquíase: sim ou não, conforme legenda
( 2.2.7) Hiperemia: desenhar a localização no olho
( 2.2.8) Secreção: sim ou não, conforme legenda
( 2.2.9) Úlceras, opacidades: desenhar a localização no olho
( 2.2.10) Sensibilidade diminuída: sim ou não, conforme legenda
( 2.2.11) Sensibilidade ausente: sim ou não, conforme legenda
( 2.2.12) Forma - desenhar a forma e localização
( 2.2.13) Mobilidade - reação fotomotora: sim ou não, conforme legenda
( 2.2.14) Catarata: sim ou não, conforme legenda
( 2.2.15) Pressão ocular aumentada: sim ou não, conforme legenda.
( 2.2.16) Acuidade visual: usar tabela de Snellen. Se o paciente usa óculos para longe, fazer o teste com os
óculos.
( 2.2.17) Grau de incapacidades: anotar grau - 0, 1, 2 ou 3
TRATAMENTO
1 ao 8 - Assinalar "x" ou especificar conduta instituída.
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AVALIAÇÃO DO PACIENTE
I.2 - pág.02
INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO DA FICHA DE AVALIAÇÃO
3- MÃOS
( 3.1) Queixas: anotar queixas atuais do paciente (quando e onde)
( 3.2.1) Inspeção: desenhar achados, conforme legenda
( 3.2.2) Ressecamento: sim ou não, conforme legenda
( 3.3) Avaliações
( 3.3.1 a 3.3.13) Preencher conforme legenda ou orientação
( 3.3.14) Sensibilidade: colorir territórios de acordo com legenda:
( 3.3.15) Grau de incapacidade: anotar grau 0, 1, 2 ou 3
Legenda:
Verde: colorir interior do círculo completamente. Ex.: l
Azul claro: colorir interior do círculo completamente. Ex.: l
Violeta (roxo) claro: colorir interior do círculo completamente. Ex.: l
Vermelho fechado: colorir interior do círculo completamente. Ex.: l
Vermelho X: desenhar "x" sobre o território. Ex.:
Vermelho aberto: desenhar colorido. Ex.: ¡
Preto: (sem resposta.) Colorir interior do círculo completamente. Ex.: l
TRATAMENTO
1 ao 8 - Assinalar "x" ou especificar conduta instituída.
4 - PÉS
( 4.1) Queixas: anotar queixas atuais do paciente (quando e onde)
( 4.2.1) Inspeção: desenhar achados, conforme legenda
( 4.2.2) Ressecamento: sim ou não, conforme legenda
( 4.2.3) Marcha de pé caído: sim ou não, conforme legenda
( 4.3) Avaliações
( 4.3.1 a 4.3.12 ) Preencher conforme legenda ou orientação
( 4.3.13) Sensibilidade: colorir territórios, de acordo com legenda:
( 4.3.14) Calçados: anotar tipo (tênis, sapato, etc)
Adequados: anotar sim ou não, conforme legenda·
Modificações: anotar sim ou não, conforme legenda
( 4.3.15) Grau de incapacidade: anotar grau 0, 1, 2 ou 3
Legenda:
Verde: colorir interior do círculo completamente. Ex.: l
Azul claro: colorir interior do círculo completamente. Ex.: l
Violeta (roxo) claro: colorir interior do círculo completamente. Ex.: l
Vermelho fechado: colorir interior do círculo completamente. Ex.: l
Vermelho X: desenhar "x" sobre o território. Ex.:
Vermelho aberto: desenhar colorido. Ex.: ¡
Preto: (sem resposta.) Colorir interior do círculo completamente. Ex.: l
TRATAMENTO
1 ao 8 - Assinalar "x" ou especificar conduta instituída.
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AVALIAÇÃO DO PACIENTE
I.3 - pág.01
SITUAÇÀO PSICO-SOCIAL (DADOS DA VIDA GERAL)
Nome:______________________________________________
N° do Prontuário: _______________
Fase da Avaliação:
Diagnóstico
Em Tratamento
Alta
Estado Civil: ____________________________
Constituição Domiciliar:__________________________
Atividades da Vida Diária: _________________________________________________________________
Escola:______________________________________________________________________________
Trabalho:_____________________________________________________________________________
Comunidade:__________________________________________________________________________
Lazer:_______________________________________________________________________________
Situação psico-social:
Você sofreu alguma interferência negativa devido a diagnóstico de hanseníase? (S=sim, N=não)
A solução foi encontrada para a dificuldade? (S=sim, N=não)
Data
/
Interferência
Data
/
Problema
Solução
Data
/
/
Problema
Solução
/
/
Problema
Solução
Auto-conceito
Família
Estudos
Trabalho
Comunidade
Outro:
TOTAL
Assinatura
* Somatório dos itens com S = sim
Grau de Incapacidades (OMS)
Data
Data
/
Direito
/
Esquerdo
Data
/
Direito
/
Esquerdo
Data
/
Direito
/
Esquerdo
Nenhuma
Olhos
Mãos
Pés
Grau Máximo
Assinatura
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ROTEIRO DE AVALIAÇÃO
I.4 - pág.01
Unidade Sanitária:
Regional:
Nome:
Sexo:
No. do Prontuário:
Forma Clínica:
Data de Nascimento:
/
/
/
Data de Início do Tratamento:
Ocupação:
/
/
Data da Alta:
/
PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES FÍSICAS NA HANSENÍASE
ROTEIRO DE AVALIAÇÃO
1.NARIZ
Data (dd/mm/aa)
1º
/
/
2º
/
/
3º
/
/
1.2 INSPEÇÃO
1.1 QUEIXAS
1º
2º
3º
1.2.1 Condições da pele
1.2.2 Condições da mucosa
1.2.3 Condições do septo nasal
2. OLHOS
Data (dd/mm/aa)
1º
/
/
2º
/
/
3º
/
/
2.1 QUEIXAS
2.2 AVALIAÇÕES
Direito
1º
2º
Esquerdo
3º
1º
2º
3º
2.2.1 Teste de Schirmer (mm/m)
PÁLPEBRAS
2.2.2 Paresia (S/N)
2.2.3 Lagoftalmo sem força (mm)
2.2.4 Lagoftalmo com força (mm)
2.2.5 Ectrópio (S/N)
2.2.6 Triquiase (S/N)
CONJUNTIVA
2.2.7 Hiperemia
(desenhar)
2.2.8 Secreção (S/N)
CÓRNEA
2.2.9 Úlceras / Opacidades
(desenhar)
2.2.10 Sensibilidade Diminuída (S/N)
2.2.11 Sensibilidade Ausente (S/N)
PUPILA
2.2.12 Forma (desenhar)
2.2.13 MobilidadeDiminuída (S/N)
CRISTALINO
2.2.14 Catarata (S/N)
2.2.15 Pressão Intra Ocular
Aumentada (S/N)
2.2.16 Acuidade visual (Snellen)
2.2.17 Grau de Incapacidades,OMS
(0-3)
1º
TRATAMENTO
/
/
2º
/
/
3º
/
/
1. Educação e Orientação Sobre Auto-Cuidados
2. Exercícios
3. Adaptações
4. Retirada de Cílios
5. Curativos
6. Colírio
7. Pomada
8. Encaminhamentos
ASSINATURA:
SUS/MG/3/94
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ROTEIRO DE AVALIAÇÃO
I.5 - pág.01
Unidade Sanitária:
Regional:
Nome:
Sexo:
No. do Prontuário:
Forma Clínica:
/
Data de Nascimento:
Data de Início do Tratamento:
/
/
Ocupação:
/
Data da Alta:
/
/
PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES FÍSICAS NA HANSENÍASE
ROTEIRO DE AVALIAÇÃO
3.MÃOS
Data (dd/mm/aa)
/
/
/
/
/
/
1º
2º
3º
3.1 QUEIXAS
3.2 INSPEÇÃO
3.2.1 Desenhar:
Calosidade
Ferimentos(mm/causa)
Outros achados ( atrofia, fissura etc)
Direito
X
Cicatriz (causa)
Reabsorção
Esquerdo
1º
2º
3º
3.2.2
3.3 AVALIAÇÕES
1º
2º
3º
ARTICULAÇÕES INTERFALANGEANAS
3.3.1
3.3.2
3.3.3
3.3.4
3.3.5
Ressecamento
(S/N)
( --- = sem problemas
Polegar
Proximal do 2º Dedo
Proximal do 3º Dedo
Proximal do 4º Dedo
Proximal do 5º Dedo
1º
M = garra móvel
2º
3º
R = garra rígida)
1º ESPAÇO DORSAL
3.3.6 Espaço em (mm) entre as
metacarpofalangeanas do polegar
e do 2º dedo (medida passiva)
SUS/MG/3/94
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ROTEIRO DE AVALIAÇÃO
I.5 - pág.02
ESQUERDA
DIREITA
1º
2º
3º
1º
PALPAÇÃO DOS NERVOS ( --- = sem problema D=dor E=espessado
3.3.7 Nervo Radial
3.3.8 Nervo Radial Cutâneo
3.3.9 Nervo Ulnar
3.3.10 Nervo Mediano
FORÇA MUSCULAR ( F=forte
2º
T=tinel/choque
3º
F=fibroso/duro
N=nódulos)
D=diminuída P=paralisia ou graduar de 0 a 5 )
3.3.11 NERVO RADIAL
Extensão do Punho
3.3.12 NERVO ULNAR
Abdução do 2º dedo
Abdução do 5º dedo
Posição Intrínseca - 5º dedo
3.3.13 NERVO MEDIANO
Abdução do Polegar
3.3.14 SENSIBILIDADE ( *Perda da Sensibilidade Protetora)
1º
(6) 0,05g
VERDE
(5) 0,2g
AZUL
(4) 2,0g
VIOLETA
2º
(3) 4,0g
*VERMELHO
FECHADO
(2) 10,0 g
*VERMELHO X
(1) 300,0 g
*VERMELHO
ABERTO
3º
(0) Sem resposta a
300,0 g
*PRETO
3.3.15 Grau de Incapacidades. OMS (0-3)
1º D:
E:
2º D:
TRATAMENTO
E:
1º
/
/
3º D:
2º
/
E:
/
3º
/
/
1. Educação e Orientação Sobre Auto-Cuidados
2. Hidratação / Lubrificação / Massagem
3. Exercícios
4. Adaptações
5. Treino em Atividades da Vida Diária (AVD)
6. Curativos
7. Talas
7.1 neurite
7.2 mão reacional
7.3 dedos / gesso digital
7.4 órtese elástica
8. Encaminhamentos
ASSINATURA:
SUS/MG/3/94
ROTEIRO DE AVALIAÇÃO
I.6 - pág.01
Unidade Sanitária:
Regional:
Nome:
Sexo:
No. do Prontuário:
Forma Clínica:
/
Data de Nascimento:
/
/
Data de Início do Tratamento:
Ocupação:
/
Data da Alta:
/
/
PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES FÍSICAS NA HANSENÍASE
ROTEIRO DE AVALIAÇÃO
4.PÉS
Data (dd/mm/aa)
1º
/
/
2º
/
/
3º
/
/
4.1 QUEIXAS
4.2 INSPEÇÃO
3.2.1 Desenhar:
Calosidade
Ferimentos(mm/causa)
Outros achados ( atrofia, fissura etc)
X
Cicatriz (causa)
Direito
Reabsorção
Esquerdo
1º
2º
3º
4.2.2 Ressecamento
(S/N)
4.2.3 Marcha de Pé Caído (S/N)
4.3 AVALIAÇÕES
1º
2º
3º
1º
2º
3º
ARTICULAÇÃO TÍBIO-TÁRSICA ( --- = sem problemas
M = móvel
R = rígida)
4.3.1 Tornozelo
ARTICULAÇÕES INTERFALANGEANAS ( --- = sem problemas
M = garra móvel
R = garra rígida)
4.3.2 Hálux
4.3.3 Proximal do 2º Artelho
4.3.4 Proximal do 3º Artelho
4.3.5 Proximal do 4º Artelho
4.3.6 Proximal do 5º Artelho
SUS/MG/3/94
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ROTEIRO DE AVALIAÇÃO
1º
2º
DIREITO
I.6 - pág.02
ESQUERDO
3º
1º
PALPAÇÃO DOS NERVOS ( --- = sem problemas
D=dor
E=espessado
T=tinel/choque
2º
3º
F=fibroso/duro
N=nódulos)
4.3.7 Nervo Fibular Comum
4.3.8 Nervo Tibial Posterior
FORÇA MUSCULAR ( F=forte
D=diminuída P=paralisia ou graduar de 0 a 5 )
NERVO FIBULAR COMUM
4.3.9 Extensão do Hálux
4.3.10 Extensão dos Artelhos
4.3.11 Dorsiflexão
4.3.12 Eversão
4.3.13 SENSIBILIDADE ( *Perda da Sensibilidade Protetora)
4.3.14 CALÇADOS
1º
(1)
Tipo:
(6) 0,05g
VERDE
Adequado
(S/N)
(5) 0,2g
AZUL
Modificações
(S/N)
(4) 2,0g
VIOLETA
2º
(2)
Tipo:
(3) 4,0g
*VERMELHO
FECHADO
3º
(2) 10,0 g
*VERMELHO X
Adequado
(S/N)
(1) 300,0 g
*VERMELHO
ABERTO
Modificações
(S/N)
(0) Sem resposta a 300,0 g
*PRETO
(3)
Tipo:
Adequado
(S/N)
Modificações
(S/N)
4.3.15 Grau de Incapacidades. OMS (0-3)
1º D:
E:
2º D:
TRATAMENTO
E:
1º
/
/
3º D:
2º
/
E:
/
3º
/
/
1. Educação e Orientação Sobre Auto-Cuidados
2. Hidratação / Lubrificação / Massagem
3. Exercícios
4. Modificações:
4.1 palmilha simples
4.2 barra metatarsiana
4.3 férula de Harris
5. Treino de Marcha
6. Cuidados com úlceras
6.1 curativos
6.2 bota de gesso
6.3 bota de unna
7. Talas
7.1 neurite
7.2 pé reacional
8. Encaminhamentos
ASSINATURA:
SUS/MG/3/94
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
I.7 - pág.01
BULA SOBRE O ESTESIÔMETRO (MONOFILAMENTO)
ESTESIÔMETRO
KIT para TESTES de SENSIBILIDADE
(SEMMES-WEINSTEIN MONOFILAMENTS)
O KIT consiste em um jogo de cinco ou sete tubos, cada um dos quais protege um par de filamentos de Nylon
especial. O código de cores indica com precisão a força axial necessária para envergar o filamento. Os tubos têm
um furo transversal onde se encaixa o suporte de um dos seus filamentos durante o uso. O outro fio é fornecido
como reserva. O KIT de sete tubos inclui um tubo adicional de filamentos de 10g. (laranja), principalmente para
uso no pé. Contém, também, um segundo tubo dos filamentos mais delicados (verde), e os múltiplos furos deste
tubo servem também como suporte para os demais tubos.
INSTRUÇÕES PARA USO DOS FILAMENTOS:
A validade de um teste de sensibilidade depende de sua aplicação seguir rigorosamente um método padrão.
É recomendado um lugar calmo, sem barulho e distrações, para fazer os testes. Anotações cuidadosas ajudam a
análise do caso. Por isso é aconselhável juntar, antecipadamente, canetas coloridas e formulários de
mapeamento, que facilitam a interpretação das observações.
O seguinte procedimento deve ser, previamente, demonstrado em uma área do corpo do paciente onde há boa
sensibilidade de modo que tanto o paciente quanto o examinador se sintam confiantes nos procedimentos do
teste.
METODOLOGIA
1) Montagem:
Retire um filamento do seu tubo e encaixe-o cuidadosamente no furo lateral do aparelho (fig. 1).
Apoiando este conjunto num suporte, (fig.2) repita o processo para montar os demais filamentos a serem usados.
2) Método:
Segure no cabo do aparelho de modo que o filamento de nylon fique perpendicular à superfície da pele do
paciente (fig.3) e pressione levemente até atingir a força suficiente para curvar o filamento (fig.4) retirando-o
suavemente em seguida.
O contato entre o filamento e a pele deve ser feito lentamente e mantido durante aproximadamente um segundo e
meio sem permitir que o filamento deslize sobre a pele.
3) Procedimento:
O teste começa com o monofilamento mais leve (verde). Evitando que o local do teste seja observado
visualmente pelo paciente (fig.5) peça ao mesmo que responda "sim" quando sentir o toque do filamento. Na
ausência de resposta, prossiga com o próximo filamento mais pesado (azul), e assim progressivamente.
Aplique os filamentos de 0.05 e 0.2 gramas (verdes ou azuis) até 3 vezes, em cada local de teste, sendo que uma
única resposta é suficiente para confirmar a sensibilidade no nível indicado.
Dentro da área a ser testada, selecione, aleatoriamente, a seqüência de posições de contato com a pele. O
intervalo de tempo, entre cada contato, deve ser variado, aleatoriamente, também, (deixando tempo suficiente
para o paciente responder). Isto reduz a probabilidade do paciente adivinhar o momento do contato.
Na presença de úlcera, calos, cicatriz ou tecido necrosado realize o teste em área próxima, dentro do mesmo
território específico.
4) Cuidados Especiais:
Para evitar danos, guardar cuidadosamente os filamentos após uso. Filamentos danificados, enrugados ou
descalibrados devem ser descartados (fig.6) sendo que unidades de reposição podem ser adquiridas na SORRI.
Caso haja necessidade, os filamentos podem ser cuidadosamente limpos com água, sabão e álcool.
1
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4
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AVALIAÇÃO DO PACIENTE
I.7 - pág.02
BULA SOBRE O ESTESIÔMETRO (MONOFILAMENTO)
A primeira resposta é ao
filamento da cor:
INTERPRETAÇÃO
Código para
mapeamento
Verde : (0.05 g)
Sensibilidade "Normal" para mão e pé.
Bolinha Verde
Azul : (0.2 g)
Sensibilidade diminuída na mão, com
dificuldades quanto à discriminação fina.
(dentro do "normal" para o pé)
Bolinha Azul
Violeta : (2.0 g)
Sensibilidade protetora na mão diminuída,
permanecendo o suficiente para prevenir
lesões. Dificuldades com a discriminação de
forma e temperatura.
Bolinha Roxa
Vermelho escuro : (4.0 g)
Perda de sensação protetora para a mão, e às
vezes, para o pé. Vulnerável a lesões. Perda
de discriminação quente/ frio.
Bolinha Vermelha
** Laranja : ( 10.0 g )
Perda de sensação protetora para o pé, ainda
podendo sentir pressão profunda e dor.
Vermelho "x"
Vermelho magenta : (300.0 g)
Sensibilidade à pressão podendo ainda sentir
dor.
Círculo Vermelho
Nenhuma ( ..... )
Perda de sensibilidade à pressão profunda,
normalmente não podendo sentir dor.
Bolinha Preta
** O filamento de 10g é ausente no KIT de 5 tubos.
Adaptado de instruções preparadas por Judy Bell-Krotoski. OTR, FAOTA e Linda Lenman. MPH, OTR
REFERÊNCIAS:
1. BELL - KROTOSKI, JA "Pocket Filaments and Specifications for the Semmes-Weinstein Monofilament" In Journal of Hand Therapy,
Hanley and Bellus. Inc 1990.
2. BELL - KROTOSKI, JA "Light touch-deep pressure testing using the Semmes-Weinstein Monofilament" In Hunter JM. et al. (eds):
Rehabilitation of Hand. 3rd ed. St Louis. CV Mosbv Co. 43.1989
3. LEVIN, S.PEARSALL. G.RUDERMAN, RJ "Von Fres Method. "In Journal of Hand Surgery. Vol 33 No 3. CV Mosby Co. 1976
4. Birke, Já E SIMS. Os "Plantar sensory threshold in the ulcerative foot: In Lep Rev 57 261-267. 1986
Este “"KIT” para TESTES de SENSIBILIDADE" foi desenvolvido com apoio da ALM International e produzido na SORRI-Bauru,
entidade filantrópica que visa a integração da pessoa portadora de deficiência. Patente INPI 7102115
SORRI - BAURU
Av. Nações Unidas 5340 Fone: (0142) - 30.3677 Fax: (0142) - 30.3864
CGC: 47.641907/0001-01
CEP.: 17033-260 BAURU SP BRASIL
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I.8 - pág.01
PRÁTICA COM O TESTE DE SENSIBILIDADE UTILIZANDO OS
MONOFILAMENTOS SEMMES-WEINSTEIN (ESTESIÔMETRO)
Nome:___________________________________________________________________ Idade: _____
Profissão: ____________________________ Problemas: _______________________________________
DIREITA
ESQUERDA
Nome:___________________________________________________________________ Idade: _____
Profissão: ____________________________ Problemas: _______________________________________
DIREITA
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ESQUERDA
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AVALIAÇÃO DO PACIENTE
I.9 - pág.01
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O TESTE DE SENSIBILIDADE COM
OS MONOFILAMENTOS DE NÁILON DE SEMMES-WEINSTEIN (S-W)
LINDA F AYE LEHMAN, MPH, OTR/L
LÚCIA HELENA S. CAMARGO MARCIANO, TO
MARIA BEATRIZ PENNA ORSINI, TO
ROSEMARI BACCARELLI, FT
12 de Junho, 1994
ÍNDICE
IIIIIIIVV-
Apresentação ................................................................................................... 1
Questões Gerais ........................................................................................... 2 - 4
Questões Sobre o Método de Aplicação .............................................................. 5 - 7
Questões Sobre Seguimento, Documentaçãoe Interpretação ...................................... 8 - 9
Bibliografia .............................................................................................. 10 - 11
I- Apresentação
Desde 1983, o uso dos monofilamentos de Semmes-Weinstein (S-W) está sendo difundido no Brasil, para avaliar
a função do nervo periférico.
Ao longo desses anos, durante treinamentos e supervisões na área da hanseníase, recebemos inúmeras questões,
que consideramos oportuno responder, no momento em que a Coordenação Nacional de Dermatologia Sanitária,
incluiu os monofilamentos S-W como um dos recursos para avaliar a sensibilidade.
Para melhor organização e compreensão do texto, as questões foram agrupadas em três tópicos principais:
n
Questões gerais
n
Questões sobre o método de aplicação
n
Questões sobre seguimento, documentação e interpretação
Segue-se bibliografia.
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AVALIAÇÃO DO PACIENTE
I.9 - pág.02
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O TESTE DE SENSIBILIDADE COM
OS MONOFILAMENTOS DE NÁILON DE SEMMES-WEINSTEIN (S-W)
II- Questões Gerais
1. O que são os monofilamentos S-W?
É um conjunto de náilons nº 612, de 38 mm de comprimento e diâmetros diferentes. Cada monofilamento está
fixado a uma haste, em ângulo de 90°. No Brasil tem sido utilizado um conjunto de 6 monofilamentos: 0,05g;
0,2g; 2,0g; 4,0g; 10,0g; e 300,0g.
Bibliografia: (1, 2, 3, 4)
2. Qual a origem?
Foram introduzidos por von Frey, no final do século passado. Em seus trabalhos, utilizava fios de cabelo
humano e pelos de cavalo com diâmetro e flexibilidade diferentes, para medir limiares de tato e pressão em
pessoas normais. Em 1960 Semmes & Weinstein desenvolveram um conjunto de 20 monofilamentos para medir
limiares de força, relativos à variação progressiva de pressão, em pacientes com lesão cerebral. Werner & Omer
(1970) constataram clinicamente que, é possível utilizar um número reduzido de monofilamentos, para avaliar
sensibilidade periférica, sem prejuízo dos resultados.
Bibliografia: (1, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11)
3. Qual a finalidade?
Avaliar e quantificar o limiar de percepção do tato e pressão da pele, podendo ser utilizado em todo o corpo.
Bibliografia: (1, 2, 3, 4, 12, 13, 14, 15, 16, 17)
4. Quando o uso dos monofilamentos está indicado?
Nas doenças que envolvem o sistema nervoso, principalmente o periférico. Por exemplo: hanseníase, diabetes
mellitus, alcoolismo, e lesões traumáticas.
Bibliografia: (2, 4, 9, 10, 11, 12, 13, 15, 16, 18, 19)
5. Os monofilamentos podem ser usados para avaliar a sensibilidade da pele em áreas com manchas?
Os monofilamentos podem ser utilizados para identificar alterações da sensibilidade tátil em lesões cutâneas.
Jamison em 1971 referiu este uso, em pacientes com hanseníase.
Bibliografia: (1, 4, 19, 20, 21, 22)
6. Como se utilizam os monofilamentos?
O uso dos monofilamentos está referido no Guia de Controle da Hanseníase, editado pelo Ministério da Saúde
em 1993, e em outras publicações.
Bibliografia: (2, 4, 9, 12, 13, 14, 15, 20, 21, 23, 24, 25, 26, 27, 28)
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I.9 - pág.03
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O TESTE DE SENSIBILIDADE COM
OS MONOFILAMENTOS DE NÁILON DE SEMMES-WEINSTEIN (S-W)
II- Questões Gerais
7. Há correspondência entre os resultados obtidos através do uso dos monofilamentos e de outros testes?
Sim. Von Prince & Butler em 1967, realizaram, em pacientes com neuropatia periférica, estudos comparativos
entre os monofilamentos S-W e outros testes (temperatura, discriminação de 2 pontos, propriocepção,
estereognosia, dor, e grafestesia). Esta comparação permitiu estabelecer os seguintes níveis funcionais:
Ÿ SENSIBILIDADE NORMAL.
Ÿ SENSIBILIDADE DIMINUÍDA.
Ÿ SENSIBILIDADE PROTETORA DIMINUÍDA
Ÿ PERDA DA SENSIBILIDADE PROTETORA
Ÿ SENSAÇÃO DE PRESSÃO PROFUNDA CONSERVADA
Ÿ PERDA DA SENSAÇÃO DE PRESSÃO PROFUNDA
Por exemplo, ao nível de sensibilidade diminuída da mão, o paciente tem diminuição da sensibilidade tátil: não
percebe o monofilamento de 0,05g (verde) mas percebe o monofilamento de 0,2g (azul). Apresenta dificuldade
para discriminar texturas mais finas, porém, ainda conserva a capacidade para discriminar temperatura e dor.
Neste nível funcional a capacidade de proteger as mãos está preservada.
Bibliografia: (4, 11, 13, 14, 18, 21, 23,25, 29)
8. O teste com os monofilamentos substitui os demais?
Na hanseníase, o uso dos monofilmentos substitui com vantagem os demais testes. É um teste quantitativo, que
permite identificar e monitorar a sensibilidade, e, por isso, é considerado um dos melhores para uso no trabalho
de campo.
Por ser um teste padronizado permite estudos clínicos e epidemiológicos.
Ao utilizar água quente e fria, algodão, ponta de lápis, caneta, ou agulha, há dificuldade de controlar algumas
variáveis (e.g. temperatura da água e pressão exercida durante a aplicação dos instrumentos). Desta forma, o
uso destes instrumentos limita a quantificação, comparação, e interpretação dos resultados.
Contudo, na ausência do monofilamento, é indispensável usar o recurso disponível, procurando controlar as
variáveis o máximo possível.
Bibliografia: (9, 14, 15, 19, 20, 30, 31, 32, 33, 34)
9. A sensibilidade térmica é comprometida antes da sensibilidade tátil?
No trabalho de campo, isto depende do instrumento utilizado. Se compararmos os resultados da avaliação da
sensibilidade tátil, através dos monofilamentos, com os resultados da sensibilidade térmica, utilizando-se água
quente e fria, as alterações da sensibilidade tátil serão detectadas com maior frequência do que as alterações da
sensibilidade térmica.
A única forma de responder a esta questão é desenvolver estudos em laboratório, onde as variáveis podem ser
controladas com rigor.
Bibliografia: (20, 21, 23, 35)
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I.9 - pág.04
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O TESTE DE SENSIBILIDADE COM
OS MONOFILAMENTOS DE NÁILON DE SEMMES-WEINSTEIN (S-W)
II- Questões Gerais
10. Posso confiar nos resultados da avaliação com os monofilamentos?
O teste de sensibilidade através dos monofilamentos é um dos testes mais confiáveis e válidos para ser utilizado
no trabalho de campo.
É um teste padronizado, cujos resultados são mais consistentes tanto entre uma avaliação e outra, como de um
examinador para outro. Segundo Moberg a confiabilidade é de 84%. O teste tem validade, por medir o que se
propõe.
Um dos trabalhos demonstra que, a avaliação com este instrumento apresenta 91% de sensitividade e 80% de
especificidade.
Bibliografia: (1, 2, 4, 12, 14, 15, 31, 32, 36, 37, 38, 39, 40)
11. As pessoas sem comprometimento neurológico sentem o monofilamento de 0,05 g (verde)?
A maioria das pessoas sente o monofilamento de 0,05g (verde) em todo o corpo. Em áreas com calosidades e na
planta do pé, em geral, as pessoas sentem pelo menos o monofilamento de 0,2g (azul).
Estudos estão sendo feitos em vários países para avaliar que monofilamento indica sensibilidade normal no pé,
de acordo com fatores ambientais e culturais.
Bibliografia: (4, 11, 21, 33)
12. O que significa perda da sensibilidade protetora e sensibilidade protetora diminuída?
A perda de sensibilidade protetora é a incapacidade de perceber estímulos que podem causar danos à pele, como
por exemplo, pressões, dependendo da duração ou intensidade, e temperaturas elevadas.
O termo diminuição da sensibilidade protetora indica que há dificuldade para discriminar temperatura e tato,
porém, ainda permanece a capacidade de proteção.
Bibliografia: (12, 14, 20, 23, 25, 26, 29, 41, 42, 43)
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I.9 - pág.05
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O TESTE DE SENSIBILIDADE COM
OS MONOFILAMENTOS DE NÁILON DE SEMMES-WEINSTEIN (S-W)
III- Questões Sobre o Instrumento e o Método de Aplicação
1. Posso iniciar o teste com qualquer monofilamento?
Recomenda-se padronizar a aplicação do teste, iniciando-se pelo monofilamento de 0,05g (verde). Desta
maneira, nos pontos onde o paciente perceber o monofilamento de 0,05g, não há necessidade de usar os demais.
Bibliografia: (20, 23, 33)
2. O que significa a força relacionada a cada monofilamento?
É a força necessária para curvar o fio de náilon. Quanto maior o diâmetro do fio, maior a força necessária para
curvá-lo.
Bibliografia: (1, 2, 4, 20, 33, 37)
3. O que é necessário para cada monofilamento exercer a força específica?
É necessário aplicar uma pressão suficiente para produzir curvatura no fio, sem que a lateral encoste na pele.
Bibliografia: (14, 29, 33)
4. Quais os fatores que podem interferir na força exercida pelos monofilamentos?
Ÿ Distância, a partir da qual se inicia o teste.
Ÿ Velocidade de deslocamento do instrumento.
Ÿ Interrupção da velocidade da aplicação do instrumento, no momento em que o náilon toca a pele.
Ÿ Duração do estímulo.
Ÿ Ângulo formado entre o náilon e a superfície avaliada.
Ÿ Condições estruturais do monofilamento.
Ÿ Aumento da superfície estimulada (toque lateral ou deslizamento do fio).
Ÿ Falta de estabilização do segmento testado.
Bibliografia: (2, 4, 14, 23, 37)
5. Por que se recomenda realizar o teste nos territórios específicos de cada nervo?
Para uniformizar os pontos avaliados, de forma a permitir acompanhar e comparar os resultados. É possível
realizar mapeamento detalhado porém, quando feito nos territórios específicos, reduz o tempo necessário para o
exame, sem comprometer sua finalidade.
Bibliografia: (2, 4, 9, 13, 14, 15, 16, 20, 33, 44)
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PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O TESTE DE SENSIBILIDADE COM
OS MONOFILAMENTOS DE NÁILON DE SEMMES-WEINSTEIN (S-W)
III- Questões Sobre o Instrumento e o Método de Aplicação
6. Os monofilamentos podem ser aplicados várias vezes, em seguida, no mesmo ponto?
Sim, porém apenas para os monofilamentos de 0,05g (verde) e 0,2g (azul) isto é necessário, para garantir a
obtenção da força específica destes monofilamentos.
Não existem evidências de que, a aplicação repetida do monofilamento sobre o mesmo ponto provoque efeito
somatório ou seja, aumente a probabilidade de perceber o estímulo.
Bibliografia: (1, 16)
7. Qual a durabilidade dos monofilamentos?
Observando-se os cuidados de manuseio e armazenamento corretos, o instrumento pode permanecer em
condições adequadas para uso por vários anos. Sabe-se que, para danificar o náilon nº 612 é necessária a
exposição contínua à temperatura > 100° C durante dias ou meses.
Os monofilamentos mais finos (0,05g e 0,2g) são mais susceptíveis à fadiga de material.
Bibliografia: (2)
8. Quando é necessário substituir o monofilamento?
Quando estiver danificado, isto é, apresentar ângulo ao longo do comprimento, desprender da base, ou perder a
memória, de forma a não se retificar (fadiga de material).
Bibliografia: (2, 20)
9. Como limpar os monofilamentos?
Os monofilamentos podem ser limpos com álcool, sem danificar as propriedades físicas do náilon n° 612.
Outros produtos químicos podem danificá-los.
Bibliografia: (2)
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PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O TESTE DE SENSIBILIDADE COM
OS MONOFILAMENTOS DE NÁILON DE SEMMES-WEINSTEIN (S-W)
III- Questões Sobre o Instrumento e o Método de Aplicação
10. Como reduzir a probabilidade de erros nas respostas do paciente durante o teste?
Ÿ Explicar objetivamente a finalidade do teste e mostrar o instrumento.
Ÿ Demonstrar o teste em área com sensibilidade normal, para que o paciente conheça o tipo do estímulo que
deverá perceber.
Ÿ Confirmar se o paciente entendeu o teste ou necessita maior esclarecimento, realizando um pré teste, com a
visão ocluída em área com sensibilidade normal.
Ÿ Estimular a área de referência para sensibilidade normal, quando o paciente não reconhecer uma sequência de
estímulos, para verificar se o paciente está atento.
Ÿ Checar a consistência dos resultados, retornando algumas vezes aos pontos examinados.
Ÿ Variar o rítmo de aplicação dos estímulos e a sequência dos pontos examinados.
Ÿ Adiar o teste ou adaptar a metodologia de aplicação, quando identificar: sono; dificuldade para compreender
o teste; instabilidade emocional; falta de atenção, concentração e cooperação, ou qualquer outro fator que possa
comprometer o resultado do teste.
Bibliografia: (26, 30)
11. É necessário ocluir a visão do paciente durante o teste?
Sim. Para isto recomenda-se colocar um anteparo para impedir que o paciente visualize o segmento testado.
Alguns pacientes se sentem incomodados ao usar vendas sobre os olhos, podendo comprometer os resultados do
teste.
Bibliografia: (33)
12. É necessário que o paciente localize o ponto estimulado?
Não. O teste de sensibilidade com localização do ponto estimulado requer interpretação cortical, ao contrário da
simples percepção do estímulo tátil.
A incapacidade de localizar não significa, necesssariamente, alteração da função do nervo. Há pessoas que,
apesar de terem sensibilidade normal, têm dificuldade para localizar o ponto estimulado. Portanto, a localização
do estímulo não é necessária.
Bibliografia: (1, 14, 26, 33)
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IV- Questões Sobre Seguimento, Documentação e Interpretação
1. Com que frequência se devem realizar as avaliações?
Ÿ No momento do diagnóstico.
Ÿ Na presença de sinais e sintomas de neurites e reações ou queixas relacionadas a estas condições, durante ou
após o tratamento medicamentoso.
Ÿ Quinzenal ou mensalmente, durante o tratamento das neurites e reações.
Ÿ Quinzenal ou mensalmente, em casos suspeitos de neurites e reações.
Ÿ Semestralmente, em todos os casos em registro ativo.
Ÿ No momento da alta.
A frequência das avaliações poderá variar de acordo com as condições de cada serviço. O ideal é avaliar os
pacientes, em registro ativo, mensalmente.
Bibliografia: (15, 45, 46, 47, 48, 49, 50)
2. Em que situação o paciente deve ser encaminhado para a avaliação médica?
Os resultados da monitoração da sensibilidade, através dos monofilamentos, auxiliam a conduta médica. O
paciente deve ser encaminhado quando:
Ÿ O monofilamento percebido pelo paciente for de maior diâmetro que na avaliação anterior, em 2 ou mais
territórios específicos de um mesmo nervo.
Ÿ O paciente deixar de perceber o monofilamento registrado na avaliação anterior e o seguinte a ele, mesmo que,
em um único território específico.
Por exemplo: um paciente sentia o monofilamento de 0,2g (azul). Na avaliação seguinte deixa de sentir o
monofilamento de 0,2g (azul) e o próximo, 2,0g (roxo), passando a sentir o monofilamento seguinte, de 4,0g
(vermelho).
A melhora da sensibilidade também deve ser comunicada ao médico.
Bibliografia: (4, 29, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51)
3. Por que a documentação dos resultados deve ser feita em cores e símbolos padronizados?
Para facilitar a interpretação e a comparação dos resultados.
Em todo relato, verbal ou escrito, o valor em gramas, correspondente aos monofilamentos percebidos devem ser
relacionados.
Na impossibilidade de utilizar cores, registrar o valor em gramas, correspondente ao monofilamento percebido.
Bibliografia: (4, 44, 45, 46, 49)
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I.9 - pág.09
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O TESTE DE SENSIBILIDADE COM
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IV- Questões Sobre Seguimento, Documentação e Interpretação
4. Por que utilizar o conjunto de 6 monofilamentos?
Ÿ Porque os 6 monofilamentos possibilitam graduar a sensibilidade em vários níveis, de normal até à perda da
sensibilidade profunda, passando por níveis intermediários.
Ÿ Pelo fato de provocar estímulos de diferentes intensidades, que permitem quantificar e monitorar a melhora,
piora ou estabilidade da função neural.
Bibliografia: (3, 17, 20, 47)
5. É possível utilizar um único monofilamento? Qual?
Sabemos que, no trabalho de campo, existem vários problemas operacionais que podem dificultar a utilização do
conjunto de 6 monofilamentos.
A utilização de um único monofilamento tem limitações. Porém, se isto for necessário, recomendamos o uso do
monofilamento de 2,0g (roxo). A percepção deste monofilamento não significa que a sensibilidade esteja
normal. Indica apenas que, o comprometimento neural, se houver, não é muito grave e a proteção está
preservada.
Para fins de monitoração, se o paciente deixar de sentir o monofilamento de 2,0g (roxo), considera-se que houve
piora da função do nervo. Nesta condição, o paciente está mais vunerável a traumas e requer cuidados
especiais.
Bibliografia: (14, 20, 29)
6. A partir de qual monofilamento considera-se que há insensibilidade (grau I), para fins de
preenchimento da ficha do grau de incapacidades?
A percepção dos monofilamentos de 0,05g (verde), 0,2g (azul) e 2,0g (roxo) indica grau 0 de incapacidade.
Considera-se grau I de incapacidade a não percepção do monofilamento de 2,0g (roxo) e a percepção ou não,
dos demais monofilamentos (4,0g; 10,0g; 300,0g).
Bibliografia: (15, 45, 46, 47, 48, 49, 50)
7. Qual a importância dos monofilamentos nas Ações de Controle da Hanseníase?
O uso do monofilamento na prevenção e controle das incapacidades auxilia a:
Ÿ Identificação e monitoração da função neural.
Ÿ Atribuição do grau I de incapacidade, com maior confiabilidade.
Ÿ Identificação de pessoas que necessitem cuidados especiais, devido à perda da sensibilidade protetora.
Ÿ Planejamento de recursos.
Ÿ Padronização de estudos comparativos.
Bibliografia: (3, 42, 43, 44, 47, 52)
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AVALIAÇÃO DO PACIENTE
I.9 - pág.10
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O TESTE DE SENSIBILIDADE COM
OS MONOFILAMENTOS DE NÁILON DE SEMMES-WEINSTEIN (S-W)
V- Bibliografia
1. Weinstein S. Fifty years of somatosensory research: From the Semmes-Weinstein monofilaments to the Weinstein enhanced sensory
test. J Hand Ther. January-March 1993; 11-22.
2. Bell-Krotoski JA. "Pocket Filaments"and specifications for the Semmes-Weinstein monofilaments. J Hand Ther 1990;3: 26-31.
3. Lehman LF, Orsini MBP, and Nicholl ARJ. The development and adaptation of the Semmes-Weinstein monofilaments in Brazil. J.
Hand Ther. Oct-Dec 1993; 290-297.
4. Brandsma JW. Intrinsic Minus Hand. Amsterdam, Netherlands: Stichting voor Leprablestrijding, 1993.
5. Frey M von. Beitrage zur Physiologie des Schmerzsinns. Ber Sach Gesell der Wissenschaften 1894;
46: 185-196.
6. Frey M von. Verspatete Schmerzempfindungen. A Gesamte Neurol Psychiat 1922; 79: 324-333.
7. Frey M von. Zur Physiologie der Juckempfindumg. Arch Neurol Physiol 1922; 7: 142-145.
8. Frey M von. Gibt es tiefe Druckempfindungen? Deutsche Med Wochenschrift 1925; 51: 423-424.
9. Waylett-Rendall J. Sensibility evaluation and rehabilitation. In Orthopedic Clinics of North America. 1988, Vol 19; 1: 43-56.
10. Levin S, Pearsall G, and Ruderman RJ. Von Frey's method of measuring pressure sensibility in the hand: An engineering analysis
of the Weinstein-Semmes pressure aesthesiometer. J of Hand Surgery. May 1978, Vol.3; No. 3: 211-216.
11. Semmes J. Weinstein S, Ghent L, et al. Somatosensory changes after penetrating brain wounds in man. Cambridge Harvard
University Press, 1960.
12. Kumar S, Fernando DJS, Veves A, Knowles, EA, Young, and Boulton AFM. Semmes-Weinstein monofilaments: a simple, effective
and inexpensive screening device for identifying diabetic patients at risk of foot ulceration. DIABET. 1991; 63-67.
13. Werner IL and Omer GE. Evaluating cutaneous pressure sensitivity of the hand. Am. J. Occup Ther. 1970; 24: 347-356.
14. Bell-Krotoski JA, Weinstein S, and Weinstein C. Testing sensibility, including touch-pressure, two-point discrimination, point
localization, and vibration. J Hand Ther. April-June 1993, 114-123.
15. Naafs G and Dagne T. Sensory testing: A sensitive method in the follow up of nerve involvement. Int J Lepr 1978;45: 364-368.
16. Bell-Krotoski JA. Semmes-Weinstein monofilament testing for determining cutaneous light touch/pressure sensation. The Star.
November/December 1984, 8-16.
17. Bell-Krotoski JA. A study of peripheral nerve involvement underlying physical disability of the hand in Hansen's disease. J. Hand
Ther. 1992; 5: 133-142.
18. Prince K von and Butler B. Measuring sensory function of the hand in peripheral nerve injuries. Am J. Occup Ther. 1967; 21:
385-395.
19. Jamison DG. Sensitivity testing as a means of differentiating the various forms of leprosy found in Nigeria. Int J Lepr. 1971; 39:
504-507.
20. Bell-Krotoski JA. Handscreen for early detection and monitoring of peripheral neuropathy- Part II. The Star. January/February
1992; 3-7.
21. Lehman LF and Berenhoff J. Comparison of sensory results of the Thermal Tester and the Semmes-Weinstein Light Touch/Pressure
in persons with Hansen's disease and without known disease. Abstracts XIV International Leprosy Congress Papers and Posters. Int J
of Leprosy. December 1993; Vol. 61, No. 4 (Supplement):145A
22. Lyon S, Gonçalves S, Fonseca C, Grossi A, and Lehman L. The evolution of sensory loss in skin patches of Hansen's disease at the
time of diagnosis and during treatment using the Semmes-Weinstein monofilaments. Abstracts of XIV International Leprosy Congress
Papers and Posters. Int J of Leprosy. December 1993; Vol. 61, No. 4 (Supplement):158A.
23. Bell-Krotoski JA. Sensibility testing. State of the art. In: Rehabailitation of the Hand, 3rd.ed. Hunter JM, Schneider LH, Mackin
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24. Bell- Krotoski JA. Light touch-deep pressure testing using Semmes-Weinstein monofilaments. In: Rehabilitation of the Hand,
3rd.ed. Hunter JM, Schneider LH, Mackin EF, Callahan AD, eds., CV Mosby, St Louis, Baltimore, Philadelphia, Toronto, 1990; 585593.
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Callahan AD, eds., CV Mosby, St Louis, Baltimore, Philadelphia, Toronto, 1990; 594-610.
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CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
I.9 - pág.11
PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE O TESTE DE SENSIBILIDADE COM
OS MONOFILAMENTOS DE NÁILON DE SEMMES-WEINSTEIN (S-W)
V- Bibliografia
28. Gelberman RH, Szabo RM, Williamson RV, et al. Sensibility testing in peripheral nerve compression syndromes. An experimental
study in humans. J Bone Joint Surg 1983;65A: 632-638.
29. Ministerio da Saude, Fundação Nacional de Saúde, Centro Nacional de Epidemiologia, Coordenação Nacional de Dermatologia
Sanitária - Brasília. Guia de Controle da Hanseníase. 1993; 24-26.
30. Peripheral Neuropathy Association. Quantitative Sensory testing: A consensus report from the Peripheral Neuropathy Association.
Neurology May 1993; 1050-1052.
31. Fess E. Evaluation of the hand by objective measures. In Hunter JM, Schneider LH, Mackin EJ, Bell JA (eds): Rehabilitation of the
Hand. St. Louis, C.V. Mosby, 1978; 5.
32. Fess E. The need for reliability and validity in hand assessment instruments. J of Hand Surg Seprtember 1986; Vol 11A, No . 5:
621-623.
33. Bell-Krotoski JA. Advances in sensibility evaluation. In: Hand Clinics 1991:7: 527-546.
34. Gellman H, Gellman RH, Tan AM et al. Carpal tunnel syndrome. An evaluation of the provocative diagnostic tests. J Bone Joint
Surg 1983; 68; 735-737.
35. Skacel, Michael. Estudo de avaliação neurológica e comparação de alterações sensitivas em Hanseníase. FIOCRUZ, Rio de Janeiro
1991. (Bibliografia ainda não localizada)
36. Bell-Krotoski JA and Tomancik E. The repeatability of testing with Semmes-Weinstein monofilaments. J Hand Surg 1987; 12A:
155-161.
37. Bell-Krotoski JA and Buford WL. The force-time relationship of clinically used sensory testing instruments. J Hand Ther 1988; 1:
76-85.
38. Breger DE. Correlating Weinstein-Semmes monofilament mappings with sensory nerve conduction parameters in Hansen's disease
patients: An update. J Hand Ther 1987; 1: 33-37.
39. Kaplan M and Gelber RH. Nerve damage evaluation. Int J Lepr Other Mycobact Dis 984; 455-461.
40. Moberg E. Two-point discrimination test. Scand J Rehab Med 1990; 20: 127-134.
41. Sosenko JM, Kato M, Soto R, and Bild DE. Comparison of quantitative sensory-threshold measures for their association with foot
ulceration in diabetic patients. Diabetes Care, Oct. 1990; Vol.13: 10, 1057-1061.
42. Sims DS, Cavanaugh PR, and Ulbrecht JS. Risk factors in the diabetic foot; recognition and management. Phys Ther 1988; 68:
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43. Fritschi EP. Surgical Reconstruction and Rehabilitation in Leprosy. The Director for Southern Asia. The Leprosy Mission, New
Delhi, 1984.
44. Lehman L, Orsini B, and Ferreira A. Identification of peripheral nerve damage in Hansen's disease and its implications for control
program management. Abstracts of XIV International Leprosy Congress Papers and Posters. Int J of Leprosy. December 1993; Vol.
61, No. 4 (Supplement): 147A.
45. Brandsma JW. Terminology in leprosy rehabilitation and guidelines for nerve function assessment. Tropical and Geographical
Medicine 1994; Vol. 46, No. 2: 89-92.
46. Becx-Bleumink M and Berhe D. Occurence of reactions, their diagnosis and management in leprosy patients treated with multidrug
therapy; Experience in the leprosy contol program of the All Africa Leprosy and Rehabilitation Training Center(ALERT) in Ethiopia.
Int J Lepr 1992; Vol 60, No. 2: 173-184.
47. Naafs B, Chairman. Workshop 4 - Reaction and Nerve Damage. Report of the Pre-Congress Workshop at the XIV International
Leprosy Congress in Orlando, Florida. Int J of Lepr December 1993; Vol. 61, No. 4 (Supplement): 731, 732.
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50. Srinivasan H. Prevention of Disabilities in Patients with Leprosy-A pratical guide. World Health Organization, Geneva 1993.
51. Job CK. Nerve damage in leprosy. XII Leprosy Dongress State of the Art Lectures. Int J Lepr 1989; Vol.57, No.2: 532-539.
52. Malhotra SK and Bharti R. Nerve damage and its management in Hansen's disease. The Star May/June 1993; Vol.52, No. 5:
15,16
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
AVALIAÇÃO DO PACIENTE
I.10 - pág.01
GRADUAÇÃO DA FORÇA MUSCULAR E
ORIENTAÇÃO SOBRE OS EXERCÍCIOS
NENHUMA ou
PARALISIA
FRACA ou DIMINUÍDO
FORTE
FORÇA
DESCRIÇÃO
5
Realiza o movimento
completo contra gravidade
com resistência máxima
4
Realiza o movimento
completo contra gravidade
com resistência parcial
3
Realiza o movimento
completo contra gravidade
2
Realiza o movimento
parcial
1
Contração muscular sem
movimento
0
Paralisia
(nenhum movimento)
ORIENTAÇÃO
n
Não necessita exercícios
n
Exercícios ativos com
resistência
n
Exercícios ativos sem ou
com pouca resistência.
n
Alongamento e exercícios
passivos
n
Exercícios com ajuda da
outra mão
n Exercícios ativos
n
Alongamento e exercícios
passivos
n Exercício com ajuda da outra
mão
n
Alongamento e exercícios
passivos
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
FUNÇÃO NEURAL
J.1 - pág.01
ORIENTAÇÃO DE COMO TRABALHAR A QUESTÃO DA FUNÇÃO NEURAL
Função neural
Objetivos:
Capacitar os treinandos a:
Conhecerem a função dos nervos periféricos.
n Conhecerem os principais nervos acometidos na hanseníase.
n Definirem e identificarem neurite e dano neural.
n Diferenciarem e identificarem neurites agudas e silenciosas e saberem a
importância delas para a prevenção de incapacidades (PI).
n Saberem tratar/encaminhar adequadamente os pacientes com neurites e/ou reações.
n
Metodologia:
Distribuir os impressos Lesões dos Nervos Periféricos, Reações, Neurites, Critérios
para Suspeitar de e/ou Confirmar a Neurite, Reações e Neurites: Alterações e
Condutas.
n Fazer a leitura de cada texto em grupo, em voz alta.
n Promover debate, esclarecendo as dúvidas existentes e reforçando os pontos
principais de cada texto, de acordo, com os objetivos.
n
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
FUNÇÃO NEURAL
J.2 - pág.01
LESÕES DOS NERVOS PERIFÉRICOS
F IBRAS S ENSORIAIS
FIBRAS AUTÔNOMAS
F IBRAS MOTORAS
AÇÕES DO BACILO E DOS PROCESSOS INFLAMATÓRIOS
Diminuição ou perda
da sensibilidade
n
DORMÊNCIA
Diminuição ou perda
de sudorese e
lubrificação da pele
n
Diminuição ou perda
da força muscular
PELE SECA
FRAQUEZA
Evitar ou prevenir
danos neurais
n
CONSEQÜÊNCIAS DA LESÃO NEURAL
n
n
Fissuras
n
Atrofia
n Contraturas e
articulações rígidas
n Desequilíbrio muscular
(Deformidades: garra, pé
caído, lagoftalmo)
n
Infecção
Infecção
Aumento de pressão
em áreas específicas
nas atividades diárias
Evitar ou prevenir
complicações
Queimaduras
n Ferimentos
n Úlceras
Ferimentos / Infecção
Destruição de Estruturas
(Pele, Tendão, Ligamento, Osso, Músculo)
DEFORMIDADES
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
FUNÇÃO NEURAL
J.3 - pág.01
REAÇÕES
SINAIS E
SINTOMAS
REAÇÃO TIPO I
Reação Reversa
Forma Clínica
n
Área Envolvida
n
Pele
n
REAÇÃO TIPO II
Eritema Nodoso Hansênico (ENH)
Tuberculóide
n Dimorfa
n
Localizada
n
Generalizada / Sistêmica
n
Lesões papulosas, em placas, ou
nodulares, eritematosas ou
necrotizante
n
Dor nas lesões
Eritema e edema das lesões
preexistentes
n Aparecimento de "novas lesões"
Virchowiana
n Dimorfa (às vezes)
Edema
n
Envolvimento Neural
n
Freqüente
n
Outras Observações
n
Febre e mal-estar, ocasionais
n
Tratamento
n
Lesões
n Nervos
Vide página 89 Guia de controle
da hanseníase CNDS/FNS/MS 1994
n Folheto técnico: Poliquimioterapia:
Tratamento Atual da Hanseníase
CNDS/FNS/MS - 1996
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Mãos
n Pés
n Testículos e Outros Órgãos
n
Menos freqüente
Febre e mal-estar, freqüentes
n Enfartamento ganglionar (íngua)
n Inflamação de órgãos e outras
estruturas (nervos, olhos, rins,
testículos, vasos, articulações,
tendões, etc.)
Vide página 89 e 90 Guia de
controle da hanseníase CNDS/
FNS/MS - 1994
n Folheto técnico: Poliquimioterapia:
Tratamento Atual da Hanseníase
CNDS/FNS/MS - 1996
n
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FUNÇÃO NEURAL
J.4 - pág.01
NEURITES
SINAIS E SINTOMAS
MAIS IMPORTANTES
Queixa do paciente
NEURITE AGUDA
Dor aguda
n Dormência (alteração da
sensibilidade)
n
NEURITE SILENCIOSA
n
Ausente
Hipersensibilidade
n Fraqueza
n
Dor
n
Sim
n
Não
** Espessamento do nervo
n
Sim / Não
n
Sim / Não
Alteração da sensibilidade
n
Sim / Não
n
Sim / Não
Alteração da força
muscular
n
Sim / Não
n
Sim / Não
Como identificar
n
Dor espontânea ou dor à
palpação do nervo
n
Piora da sensibilidade ao
exame
e / ou
n
Piora da sensibilidade ao
exame
e / ou
n
Piora da força muscular ao
exame
e / ou
n
** Observação:
Piora da força muscular ao
exame
O espessamento neural não pode ser menosprezado porém, isoladamente, não significa lesão neural.
Freqüência do exame neural:
Ÿ Todos os pacientes devem ser avaliados, pelo menos, no momento do diagnóstico, mensalmente, ou, quando
não for possível, no mínimo de 6/6 meses, durante o tratamento, e na alta.
Ÿ Na presença de neurites e/ou reações, ou, quando há suspeita das mesmas, durante o tratamento, ou após a
alta, o paciente deve ser avaliado de 15/15 dias, ou mensalmente.
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FUNÇÃO NEURAL
J.5 - pág.01
CRITÉRIOS PARA SUSPEITAR E/OU CONFIRMAR
ALTERAÇÕES NA FUNÇÃO NEURAL
OLHOS
MÃOS E PÉS
NO DIAGNÓSTICO
Ÿ Diminuição ou perda da força
muscular
Ÿ Sensibilidade diminuída, ou
ausente, no diagnóstico,
observar e acompanhar a
cada 15 dias ou,
mensalmente, por um período
de 2 meses, antes do uso de
corticóide
Ÿ A presença de dor no trajeto do nervo e/ou
história de alteração de sensibilidade e/ou
força muscular, num período menor ou igual
a 12 meses, comprovados no momento da
avaliação, deverão ser tratados como caso
de neurite.
Ÿ Quando na avaliação, não sentir o toque do
monofilalmento igual ou maior do que 2,0g
(monf. lilás) usando o estesiômetro, em 2
pontos do trajeto de um mesmo nervo, ou, na
ausência deste, quando não sentir o toque
leve da ponta da caneta, em 2 pontos do
trajeto de um mesmo nervo.
EM TRATAMENTO
Ÿ A diminuição e/ou a perda da
sensibilidade e/ou a perda ou
diminuição da força muscular,
em comparação à avaliação
anterior.
Ÿ A presença de dor aguda no trajeto do
nervo e/ou diminuição, ou perda da
sensibilidade, e/ou força muscular em
comparação à última avaliação.
Ÿ É considerada alteração da sensibilidade,
tanto com o estesiômetro, quanto com a
caneta, a alteração de 2 pontos do trajeto de
um mesmo nervo, em comparação à
avaliação anterior. Em nervos com apenas 1
ponto de teste (radial cutâneo e fibular) a
alteração é considerada ‘problema’.
APÓS ALTA
Ÿ A diminuição e/ou a perda da
sensibilidade e/ou a perda, ou
diminuição da força muscular
em comparação à avaliação
anterior
Ÿ A presença de dor aguda no trajeto do
nervo e/ou diminuição, ou perda, da
sensibilidade e/ou força muscular em
comparação à última avaliação.
Ÿ É considerada alteração da sensibilidade,
tanto com o estesiômetro quanto com a
caneta, a alteração de 2 pontos do trajeto de
um mesmo nervo em comparação à
avaliação anterior. Em nervos com apenas 1
ponto de teste (radial cutâneo e fibular) a
alteração é considerada ‘problema’.
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FUNÇÃO NEURAL
J.6 - pág.01
REAÇÕES E NEURITES: ALTERAÇÕES E CONDUTAS
ALTERAÇÕES
CONDUTAS
1. Dor neural aguda.
Ÿ Encaminhamento imediato para consulta médica
Ÿ Imobilização até remissão do sintoma
Ÿ Orientação quanto à redução da sobrecarga no nervo,
durante a realização das atividades
Ÿ Orientação quanto a auto-cuidados
2. Dor à palpação e/ou ao esforço
Ÿ Orientação quanto à redução da sobrecarga no nervo
durante a realização das atividades
Ÿ Orientação quanto a auto-cuidados
Ÿ Encaminhamento para consulta médica, caso a dor persista
3. Piora da sensibilidade
Ÿ Olhos
Ÿ Mãos
Ÿ Pés
Ÿ
Ÿ
Ÿ
Ÿ
Encaminhamento imediato para consulta médica
Acompanhamento da sensibilidade
Orientação quanto a auto-cuidados
Orientação quanto à redução da sobrecarga no nervo
durante a realização das atividades
4. Piora da Força Muscular
Ÿ Olhos
Ÿ Mãos
Ÿ Pés
Ÿ
Ÿ
Ÿ
Ÿ
Ÿ
Encaminhamento imediato para consulta médica
Acompanhamento da força muscular
Exercícios após remissão dos sinais/sintomas agudos.
Orientação quanto a auto-cuidados
Orientação quanto à redução da sobrecarga no nervo
durante a realização das atividades
5. Mão e Pé Reacionais
Ÿ Encaminhamento ao clínico/dermatologista
Ÿ Repouso na posição funcional
6. Iridociclite (olho vermelho, dor,
diminuição da acuidade visual,
diminuição da mobilidade e
tamanho da pupila)
Ÿ Encaminhamento imediato ao oftalmologista
7. Orqui-epididimite, Nefrite,
Vasculite, etc. (inflamação dos
testículos, rins, vasos, etc.)
Ÿ Encaminhamento imediato para consulta médica
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FUNÇÃO NEURAL
J.7 - pág.01
O COMPROMETIMENTO NEURAL NA HANSENÍASE
13º CONGRESSO INTERNACIONAL SOBRE HANSENÍASE 1
Haia, Holanda - Set. 1988
CHARLES K. JOB, M.D. 2
F.R.C. PATH., F.A.M.S.
ÍNDICE
I- Apresentação ........................................................................................................... 1
II- A Estrutura do Nervo ................................................................................................ 2
III- Definição de Neurite ................................................................................................. 2
IV- Modo de Entrada do M. Leprae no Nervo ....................................................................... 2
V- Local e Extensão do Comprometimento do Nervo ............................................................. 3
VI- Patologia das Neurites ............................................................................................... 3
VII- Reação .................................................................................................................. 5
VIII-Estágio Final da Neurite ............................................................................................. 5
IX- Mecanismo da Destruição do Nervo .............................................................................. 5
X- Cuidados com a Neurite ............................................................................................. 7
XI- Conclusão .............................................................................................................. 7
XII- Bibliografia ............................................................................................................ 8
I- Apresentação
A hanseníase nos seres humanos é essencialmente uma doença dos nervos periféricos. O diagnóstico clínico da
hanseníase depende muito do reconhecimento das conseqüências do dano neural no paciente. O encontro de
nervos periféricos espessados, de áreas anestésicas na pele, e, de músculos paralisados nas mãos, pernas ou face,
levam ao diagnóstico de hanseníase. A demonstração histopatológica da invasão dos nervos pelo Mycobacterium
leprae ou a presença de um granuloma inflamatório dentro ou ao redor do nervo é mandatório, para confirmar o
diagnóstico de hanseníase.
Mesmo em 1988 apesar de muitos progressos no conhecimento da hanseníase e no seu tratamento, a hanseníase
evoca medo no homem comum e nos profissionais também. Em inquérito recente em um país ocidental foi
surpreendente verificar que quando questionadas as pessoas preferiam contrair AIDS do que hanseníase. Não há
dúvida de que a ignorância a respeito da hanseníase é o principal fator responsável por esta reação do público.
Contudo é importante salientar que são as deformidades causadas pelo comprometimento neural as grandes
responsáveis por esse horror e medo da doença; um horror e medo que parece ser quase universal.
Estima-se que mais de 1/4 de todos os pacientes com hanseníase registrados tem incapacidades, e destes,
aproximadamente a metade está gravemente incapacitada. Com cerca de 12 milhões de pacientes com hanseníase
estimados no mundo, a neurite hansênica representa um ônus enorme para a comunidade. Os efeitos sociais e
psicológicos das deformidades não podem ser medidos.
Nesta apresentação eu assinalarei brevemente a patologia e a patogênese do dano neural, sua apresentação
clínica e seu tratamento.
1- Conferência: Versão em português de: Nerve Damage in Leprosy. Int. J.Lepr. 57(2): 532-539, 1989.
2- Chief Pathology Research Department. GWL Hansen’s Disease Center, Carville, Lousiana 70721, USA.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
FUNÇÃO NEURAL
J.7 - pág.02
O COMPROMETIMENTO NEURAL NA HANSENÍASE
II- A Estrutura do Nervo
O nervo periférico consiste de fibras nervosas mielinizadas e não mielinizadas de vários tamanhos. Os axônios
mielinizados são circundados por uma bainha de mielina multilaminada. As células de Schwann cobrem as fibras
nervosas e cada célula de Schwann contém uma fibra mielinizada ou várias fibras não mielinizadas. As células
de Schwann são envolvidas por tecido conjuntivo frouxo denominado endonervo. As fibras motoras e sensitivas
estão situadas lado a lado e são estruturalmente indistinguíveis. As fibras nervosas estão agrupadas e justapostas
por tecido conjuntivo denso e vasos sangüíneos para formar fascículos nervosos chamados de perinervo. O
perinervo e os vasos sangüíneos oferecem uma barreira entre o parênquima nervoso e o sangue circulante e os
fluídos tissulares e esta barreira é comprometida durante traumatismos e infecções. Vários fascículos são
mantidos juntos pelo epinervo composto por tecido conjuntivo frouxo, vasos sangüíneos e linfáticos para formar
um tronco nervoso.
O número de fascículos em um nervo tal como o nervo ulnar, varia enquanto ele se estende ao longo do braço.
Os feixes de fibras nervosas que formam os fascículos se ramificam e se rearranjam. As fibras estão distribuídas
nos fascículos de tal maneira que 1/3 de um tronco nervoso pode ser cortado sem causar uma perda motora ou
sensitiva demonstrável.
III- Definição de Neurite
A neurite ou inflamação do nervo é o aspecto mais importante da hanseníase e a invasão do nervo é uma
característica única do M. leprae. Contudo a resposta do tecido à invasão intraneural pelo M. leprae varia
grandemente. Pode ser mínima com poucos bacilos ácido resistentes intraneurais e uma nítida proliferação de
células de Schwann com nenhuma alteração funcional do nervo, ou ela pode ser muito extensa com infiltração
granulomatosa de todo o parênquima nervoso resultando em uma total destruição estrutural e completa perda de
função do nervo. Clinicamente a neurite pode ser silenciosa sem sinais ou sintomas, ou ela pode ser evidente e
aguda, acompanhada de dor intensa, hipersensibilidade, edema, perda de sensibilidade e paralisia dos músculos.
Nos estádios iniciais da doença a neurite hansênica está presente sem um dano neural demonstrável. Contudo,
freqüentemente torna-se crônica e progride para evidenciar o dano nervoso, tipicamente começando com perda
de sudorese e depois perda das sensibilidades e finalmente paralisia muscular.
Neurite e dano neural não são sinônimos. Pode haver neurite com pouca ou nenhuma evidência de dano neural.
O dano neural pode também ocorrer devido a algumas outras causas. Na prática, o diagnóstico clínico de neurite
é feito somente quando há dor ou hipersensibilidade ou espessamento de um nervo, ou uma sensação de
agulhadas ou formigamento localizados naquela parte da pele suprida pelo nervo. É importante lembrar que em
hanseníase como nós definimos a doença agora, há sempre neurite. Eu gostaria de reenfatizar este fato para que
vocês nunca esqueçam isto em sua prática clínica. Na maior parte das vezes é silenciosa e a equipe de saúde
deve procurar evidências de dano nervoso mesmo que o paciente não se queixe disso.
IV- Modo de Entrada do M. Leprae no Nervo
O M. leprae pode penetrar no nervo por 4 diferentes vias. Foi sugerido que o M. leprae entra no corpo através
dos filetes nervosos nus na epiderme e se dissemina centripetamente ao longo do axônio. O movimento para
cima dos bacilos seguindo o fluxo axonal foi comparado a peixes nadando contra a corrente. Os bacilos intraaxonais foram demonstrados por vários pesquisadores em estudos com a microscopia eletrônica mas é uma
ocorrência rara.
A segunda sugestão era que os M. leprae entrando na pele são fagocitados pelas células de Schwann na derme
superior. Protegidos desta maneira das células do sistema imune eles se multiplicam no interior das células de
Schwann e movimentam-se ao longo do nervo de uma célula de Schwann para outra por contiguidade. Muitos
autores consideram que o M. leprae tem uma predileção especial pelas células de Schwann e elas permanecem
como uma importante célula hospedeira do M. leprae.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
FUNÇÃO NEURAL
J.7 - pág.03
O COMPROMETIMENTO NEURAL NA HANSENÍASE
A terceira possibilidade é que os macrófagos na derme superior inicialmente captam os bacilos e estas células
forradas de bacilos agregam-se ao redor das estruturas anexiais da pele inclusive os filamento nervosos. Os
bacilos liberados desses macrófagos são ingeridos pelas células perineurais que repassa-os para as células de
Schwann ou os macrófagos contendo os bacilos infiltram o perinervo, e invadem o nervo. Em camundongos
irradiados e timectomizados, ou em camundongos desnudos atímicos infectados com M. leprae, o
comprometimento neural segue a formação de granulomas virchovianos dérmicos que crescem até um tamanho
razoável ante que haja evidência de invasão nervosa pelos bacilos. Os macrófagos com os bacilos no seu interior
invadem o perinervo e então penetram no parênquima e neural. 5
A quarta possibilidade, uma que é talvez, a rota mais freqüente de entrada no nervo, é aquela através da corrente
sangüínea via capilares intraneurais. Evidência de bacilemia é vista em todas as formas de hanseníase. Por isso,
os microrganismos podem facilmente ser transportados para o nervo através da corrente sangüínea. Uma injúria
mínima a um nervo pode aumentar a aderência das células endoteliais dos capilares intraneurais e também pode
comprometer a barreira neurosangüínea. As células de Schwann fagocitarão ativamente o M. leprae trazido para
o nervo pela circulação sangüínea. O granuloma intraneural perivascular não é um achado incomum na neurite
tuberculóide (observação pessoal não publicada).
V- Local e Extensão do Comprometimento do Nervo
Os nervos comprometidos na hanseníase são de dois tipos: primeiro os nervos autonômicos e sensitivos nas
lesões cutâneas que suprem as estruturas na derme e tecido subcutâneo e segundo as porções dos troncos
nervosos tais como o ulnar, mediano, radial, peroneiro comum, tibial posterior e facial que estão localizados
subcutâneamente e que suprem áreas específicas da pele e certos grupos musculares.
A extensão e grau da perda de sensibilidade e paralisia variam consideravelmente dependendo da classificação da
doença, sua extensão, sua duração, e os episódios reacionais. Nos grupos tuberculóides as lesões são localizadas
e em áreas, e nas áreas, somente as sensibilidades superficiais podem estar perdidas. Quando os troncos
nervosos estão envolvidos há comprometimento de um ou alguns deles, mas aí as sensibilidades profundas e as
funções musculares supridas por eles estão alteradas. Por outro lado nos grupos virchovianos a doença é extensa.
O comprometimento da pele é generalizado e pode afetar virtualmente toda a pele, com exceção da axila, as
regiões inguinais e o períneo. São relativamente poupados o couro cabeludo e a linha média do dorso. Muitos, se
não todos os troncos nervosos, estão afetados em um maior ou menor grau. Há pacientes dimorfos-virchovianos
que apresentam todos os troncos nervosos da face e extremidades paralisados.
É importante saber que na hanseníase durante o estágio inicial da doença, somente os nervos presentes nas
lesões cutâneas estão afetados e há perda das sensibilidades superficiais e das funções autonômicas daquela parte
localizada da pele. No estágio mais avançado, um ou mais troncos nervosos com fibras nevosas mistas pode
tornar-se infectado e danificado, produzindo perda de todas as sensibilidades superficiais e profundas na
distribuição do tronco nervoso e paralisia muscular. A perda isolada da função muscular não é relatada na
hanseníase; a paralisia dos músculos sempre coexiste com a perda da sensibilidade cutânea.
VI- Patologia das Neurites
A resposta do tecido à invasão intraneural pelo M. leprae depende em grande parte da imunidade do paciente e
da competência da barreira neuro-sangüínea.
Hanseníase Indeterminada: A forma indeterminada da hanseníase é considerada a primeira manifestação da
doença. A aparência histológica pode ser de dois tipos. Em uma forma, os bacilos dão entrada no nervo e o
paciente não foi sensibilizado aos antígenos do M. leprae. É possível que os bacilos tenham entrado no nervo
antes que o paciente tivesse uma chance de tornar-se sensibilizado ao M. leprae, ou o paciente não conseguiu
tornar-se sensibilizado por alguma razão que nós ainda desconhecemos. O nervo parece quase normal e há
pouco ou nenhum dano à estrutura e função do nervo. A alteração mais precoce é um aumento aparente nos
núcleos das células de Schwann e um ou poucos bacilos estão presentes nas células de Schwann. Não há um
aumento notável das células inflamatórias.
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Na outra forma há evidência de inflamação. O perinervo mostra alguma reação proliferativa e coleções de
células mononucleares estão presentes ao redor dos feixes neurovasculares. Em algumas secções o perinervo está
também infiltrado. Há evidência de dano à barreira neurosangüínea e liberação de antígeno a partir do nervo.
Raramente o parênquima nervoso está também infiltrado por células mononucleares. A mancha cutânea mostra
comprometimento da sensibilidade superficial. Há perda da sensibilidade ao tato, perda da sensibilidade à
temperatura, perda da sudorese e perda da tríplice resposta de Lewis. Os troncos nervosos não são afetados neste
tipo de doença.
Hanseníase Tuberculóide: Na doença tuberculóide o paciente tem bastante resistência para localizar a doença
mas não bastante resistência para ver-se livre dela. Aparentemente há considerável hipersensibilidade do tipo
retardado aos antígenos do M. leprae e esta hipersensibilidade produz intensas reações granulomatosas e às vezes
necroses, nos sítios onde os antígenos continuam a aparecer. Quase todo o nervo dérmico presente na lesão
cutânea tuberculóide localizada, mostra inflamação que destrói grandes porções do mesmo. Em lesões avançadas
mesmo o perinervo é destruído 7 e somente a forma do nervo é mantida. Há total perda de sensibilidade nestas
áreas. A inflamação é composta de células epitelióides, células gigantes e linfócitos. Bacilos ácido resistentes são
raros. Ocasionalmente eles podem ser encontrados nas células de Schwann e células dos músculos eretores do
pelo.
Na hanseníase tuberculóide podem ser afetados um ou uns poucos troncos nervosos. A porção afetada do nervo
mostra um aumento de volume localizado. Pode haver formação de abcesso com tumefação fusiforme ou nodular
do nervo. Os nódulos poder até ser múltiplos. Nas hanseníase tuberculóide, porções dos troncos nervosos podem
apresentar um granuloma perivascular afetando uma pequena porção de um fascículo, ou o fascículo inteiro ou
todos os fascículos de um tronco nervoso. Necrose caseosa com formação de abcesso é uma complicações
comum da neurite tuberculóide. A cura se dá por fibrose.
Hanseníase Virchoviana: Na doença virchoviana as células de Schwann, as células perineurais, axônios e
macrófagos intraneurais dos nervos dérmicos contém bacilos álcool ácido resistentes. Pode haver ou não um
granuloma macrofágico rodeando o nervo infectado, porque ordinariamente a disseminação do bacilo para o
nervo é através da corrente sangüínea e o perinervo está intato. O dano ao parênquima nervoso é mínimo nas
fases iniciais, embora as células de Schwann contenham um grande número de bacilos. As funções dos nervos
estão intactas. Recentemente, nós vimos uma apresentação rara da doença virchoviana com um nódulo apenas.
Nesta lesão, o feixe nervoso está circundado por grandes coleções de macrófagos repletos de bacilos mas
somente uns poucos bacilos estão presentes dentro do feixe nervoso 8. Nestes exemplos o granuloma
macrofágico pode ser comparado àquele dos coxins plantares de camundongos T900R ou camundongos desnudos
atímicos, infectados. Os bacilos entraram no nervo através do perinervo seguindo-se a formação do granuloma ao
redor do nervo.
O tronco nervoso mostra um aspecto histopatológico semelhante. Quase todos os troncos nervosos localizados no
tecido subcutâneo estão afetados neste tipo de doença. Os troncos nervosos são de tamanho normal ou podem
estar levemente aumentados de volume e podem apresentar uma consistência firma. A doença no nervo é
freqüentemente silenciosa e os bacilos se multiplicam dentro do nervo lentamente e continuamente. A destruição
do nervo que ocorre é gradual, lenta, insidiosa e desapercebida até que seja muito tarde. O parênquima do nervo
é gradualmente substituído por tecido fibroso.
Hanseníase Dimorfa: Na doença dimorfa há vários graus de hipersensibilidade ao M. leprae e seus antígenos, e
vários graus de capacidade para limitar a doença. Nas lesões cutâneas os nervos dérmicos mostram uma
acentuada proliferação celular perineural e uma aparência de casca de cebola. Há infiltrações granulomatosa
composta de macrófagos e linfócitos dentro e ao redor do nervo. Organismos ácido-resistentes estão presentes
nas células de Schwann, células perineurais e macrófagos.
Como na hanseníase virchoviana, a doença é tão generalizada que muitos troncos nervosos são afetados. A
inflamação granulomatosa característica de hipersensibilidade está presente em todos os nervos comprometidos.
Há destruição extensa de muitos nervos pelo granuloma e os nervos são finalmente substituídos por tecido
fibroso. Grandes porções dos troncos nervosos localizados no subcutâneo mostram um espessamento acentuado.
Na hanseníase dimorfa as deformidades devidas ao dano neural são as piores.
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VII- Reação
Todas as doenças causadas por agentes infecciosos inclusive a hanseníase são devidas à resposta do organismo ou
à reação do tecido ao agente invasor. A palavra "reação" em hanseníase é usada para descrever somente um
episódio na doença principal e por isso não é usada apropriadamente. A hanseníase é uma doença silenciosa na
maior parte do tempo. Na hanseníase inicial não somente há poucos sintomas para o paciente se queixar mas
também torna-o "silencioso" acerca da doença porque ele tem medo de ser descoberto. Freqüentemente um
paciente com hanseníase não se identifica até quando ele não pode mais esconder a doença. A reação é a fase
aguda da doença e o paciente está "doente". Durante a reação na hanseníase virchoviana há o eritema nodoso
hansênico (ENH); na hanseníase tuberculóide-dimorfa há exacerbação aguda da doença.
O ENH é uma manifestação aguda generalizada e quando ele afeta o nervo há uma inflamação aguda do nervo.
A neurite não é mais silenciosa. Há um tumefação súbita além de dor intensa e aguda, hipersensibilidade
localizada na porção subcutânea do tronco nervoso. O local do nervo afetado pode estar difusamente infiltrado
por coleções de neutrófilos ou pode haver formação de microabcessos. A infiltração neutrofílica pode estar
confinada a um ou poucos fascículos ou pode comprometer o nervo inteiro. Há destruição extensa do nervo nesta
fase por enzimas proteolíticas e a paralisia do nervo por ocasião de ENH é muito comum.
Durante a exacerbação aguda na hanseníase dimorfa há eritema e edema das lesões cutâneas. O paciente queixase de dor e hipersensibilidade do nervo que mostra um espessamento localizado bem evidente. Ocasionalmente o
processo mórbido no nervo pode ser muito intenso e muito rápido para produzir qualquer tipo de dor ou
hipersensibilidade. O início súbito da paralisia pode ser o único sintoma. O nervo está infiltrado com um
granuloma de células epitelióides com numerosos linfócitos e é destruído. A necrose caseosa e a formação de
abcesso são aspectos comuns da fase reativa. A neurite aguda e a paralisia dos troncos nervosos são
complicações comuns da reação na hanseníase dimorfa.
VIII- Estágio Final da Neurite
Seja qual for o tipo de neurite que o nervo sofre ele finalmente torna-se fibrosado e hialinizado. Há fibrose
perineural e o parênquima nervoso é completamente substituído por tecido fibroso hialinizado. Dificilmente são
vistas algumas células inflamatórias. Ocasionalmente um ou uns poucos microrganismos ácido-resistentes são
encontrados encarcerados no "ataúde fibroso". Esses organismos são freqüentemente bem corados parecendo
bacilos viáveis. É possível que eles possam originar uma recidiva. Neste ponto eu gostaria de afirmar que na
neurite hansênica os axônios, suas bainhas de mielina e suas células de Schwann são destruídas e substituídas por
tecido fibroso. Não há tubos de Schwann deixados para trás para o recrescimento das fibras nervosas se houvesse
algumas para crescer no seu interior, e por isso os nervos destruídos pelo granuloma hansênico são destruídos
permanentemente.
O estágio final da neurite pode ser comparado com o estágio final das nefrites na maior parte das suas
características histopatológicas. Freqüentemente é difícil dizer se "a neurite no estágio final" é devida à
hanseníase ou devido a qualquer outra causa.
IX- Mecanismo da Destruição do Nervo
Há 4 aspectos de dano neural que são comuns a todas as formas de hanseníase.
1. Presença de M. leprae ou seus antígenos em locais mais frios. O M. leprae tem um predileção especial pelas
partes mais frias do corpo. A hanseníase por isso é uma doença de superfície afetando a pele, a face anterior do
olho, a mucosa do nariz, o trato respiratório superior, os testículos e as porções dos nervos localizados
subcutaneamente. A distribuição das lesões nos troncos nervosos tem sido demonstrado ser em áreas onde a
temperatura é mais baixa10. A localização e o crescimento preferencial dos bacilos nesses locais também tem
sido demonstrado11.
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2. Trauma. A maior parte dos troncos nervosos que é lesado está freqüentemente localizado superficialmente e
propenso a sofrer traumatismos como por exemplo o nervo ulnar logo acima do epicôndilo medial. Também há
feixes nervosos em localizações onde eles têm de atravessar um túnel estreito. Um leve edema no nervo devido a
uma inflamação mínima produzirá um aumento suficiente do seu tamanho para causar trauma durante sua
passagem pelo túnel estreito. Um bom exemplo é o nervo mediano no túnel carpal.
3. Pressão intraneural aumentada. Em todos os estados reativos há edema de nervo e infiltração de numerosas
células inflamatórias causando aumento de volume acentuado. O perinervo e o epinervo são estruturas rígidas
compostas de grandes quantidades de colágeno e tecido fibroso. Eles não se prestam a uma expansão rápida e
por isso há considerável desenvolvimento de pressão intraneural resultando em redução localizada ou perda do
suprimento sangüíneo. Embora a destruição do tecido nervoso devido à inflamação possa estar limitada a uma
pequena área, o aumento da pressão intraneural devido à inflamação produz isquemia do nervo e mesmo os
axônios normais remanescentes perdem sua função. Temporariamente o nervo inteiro está paralisado. Se a
pressão intraneural for aliviada logo, o nervo pode se recuperar rapidamente. Se o alívio da compressão
demorar, o nervo pode sofrer desmielinização segmentar e pode levar um tempo muito maior para se recuperar.
Se houver muita demora no alívio da pressão intraneural, pode ocorrer necrose isquêmica do nervo causando
dano irreversível a todo o nervo.
4. Alterações vasculares. Estudos com a microscopia eletrônica descreveram alterações nos vasos sangüíneos
intraneurais. Ruptura na continuidade do endotélio12, espessamento e reduplicação da membrana basal dos
capilares e edema das paredes vasculares resultará em oclusão de sua luz, causando potencialmente isquemia aos
nervos.
Eu acredito que estes quatro fatores - lugares mais frios do nervo ajudando a localização e multiplicação
bacteriana, o trauma, aumento na pressão intraneural e alterações oclusivas dos vasos sangüíneos desempenham
um papel significativo no dano nervoso em todas as formas da hanseníase.
Em tatus infectados experimentalmente os nervos cutâneos são infiltrados e destruídos pelo M. leprae e os
troncos nervosos tais como os nervos ciáticos são envolvidos muito menos freqüentemente. Mesmo quando eles
mostram invasão pelos microorganismos, granuloma virchoviano resultando em fibrose de porções dos nervos foi
visto em somente um animal em várias centenas que foram estudados. Paralisia de extremidades e úlceras
tróficas não foram documentadas. Os troncos nervosos nesses animais estão situados profundamente, não têm
locais especiais de predileção, não são expostos a traumas e não são sujeitos a aumentos significativos da pressão
intraneural. Por isso sinais de paralisia dos nervos não foram visto ainda. A paralisia nervosa na hanseníase
virchoviana não complicada é lenta e leva muitos anos para aparecer. Os tatus virchovianos não desenvolvem
reação tipo ENH e talvez ele morram da doença virchoviana diferente dos seres humanos, muito antes que eles
possam desenvolver destruição virchoviana dos nervos.
5. Granuloma por hipersensibilidade no nervo. Muito trabalho tem sido realizado para elucidar a reação de
hipersensibilidade na neurite tuberculóide-dimorfa que é grandemente responsável pelo dano aos nervos. Várias
hipóteses têm sido formuladas. Desde que os M. leprae são dificilmente vistos nestas lesões, evidência
experimental tem sido apresentada para mostrar que a reação de hipersensibilidade pode ser iniciada contra:
componentes não mielínicos dos nervos sensitivos13, antígenos bacterianos persistentes14 e antígenos
citoplasmáticos do M. leprae mais do que os componentes da parede celular15. Desde que o M. leprae é
fagocitado pelas células de Schwann, ela pode desempenhar um papel importante no processamento e
apresentação dos antígenos do M. leprae16. Tem sido também enfatizado o papel de autoanticorpos para alguns
componentes de mielina e do axônio17. É desnecessário dizer que este campo está aberto a mais investigações,
principalmente usando como modelos macacos que mostram dano neural semelhante àquele da hanseníase
humana. (W.H.Meyers, comunicação pessoal).
Na hanseníase virchoviana há irrestrita multiplicação de bacilos nas células de Schwann, células perineurais e
nos macrófagos dentro e ao redor dos nervos. Contanto que não haja tumefação dos nervos, aumento da pressão
intraneural e sem trauma, a paralisia é muito lenta. Recentemente nós vimos uma paciente virchoviana
recentemente diagnosticada de 72 anos de idade com um índice bacteriano de 5 cruzes que tinha recebido
terapêutica corticoesteróide por 8 anos por outras razões que não a hanseníase. Ela não mostrava nenhuma perda
da função nervosa nem motora nem sensitiva. Não há dúvida que o lento mas contínuo crescimento dos M.
leprae intracelulares levariam finalmente a uma insidiosa mas certa destruição de seus nervos mas isso teria
levado vários anos mais.
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Tem sido verificado que muito da destruição do nervo ocorre durante a fase reativa de todos os tipos de
hanseníase devido ao início agudo da reação acelerando os efeitos destruidores do trauma, da pressão intraneural
aumentada e das extensas alterações vasculares. Além disso, no ENH há formação aguda de abcessos
neutrofílicos e na exacerbação na doença tuberculóide-dimorfa há necrose caseosa e formação de um abcesso
frio. Nesses casos, dano neural irreversível pode ocorrer muito rapidamente mesmo antes que medidas
preventivas suficientes possam ser tomadas.
X- Cuidados com as neurites
Neurite silenciosa. Em todos os pacientes com hanseníase ativa a neurite está sempre presente. A maior parte do
tempo ela é assintomática ou "silenciosa". Por isso no manuseio das neurites uma documentação cuidadosa das
funções motoras e sensitivas deveriam ser feitas em intervalos regulares para avaliar os progressos da doença e
os benefícios do tratamento18. O passo mais importante para evitar dano neural ou para interromper o dano que
já ocorreu é verificar se o paciente está recebendo quimioterapia anti-hansência regular. No grupo virchoviano,
onde a destruição do nervo é principalmente devida à presença e multiplicação do M. leprae, quanto mais cedo
os bacilos intraneurais forem mortos, mais cedo é evitado mais dano neural. Em pacientes de todos os tipos de
hanseníase com nervos espessados, se houver evidência de paralisia neural progressiva, apesar da administração
de tratamento regular com drogas anti-hansênicas, está indicada uma série terapêutica com corticoesteróide
mesmo se não houver sintomas tais como dor ou hipersensibilidade ao nível do nervo.
Neurite aguda. Durante a neurite aguda os pacientes queixam-se de dor e hipersensibilidade dos troncos
nervosos localizados nos locais de predileção. Ela pode provocar hiperestesia, sensações de agulhadas ou
formigamento nas áreas da pele supridas pelo nervo. A dor é causada pela súbita tumefação do nervo devido ao
edema intraneural e a infiltração celular, produzindo estiramento do perinervo e do epinervo. A neurite aguda
pode ser vista durante o curso normal da doença mas é mais freqüente durante episódios de ENL e durante
reações de exacerbação na doença dimorfa-tuberculóide. Além disso para tratar os sintomas gerais que
acompanham as neurites o nervo deve ser colocado em repouso com uma férula apropriada ou uma tipóia
confortável. Evitando-se o movimento do nervo tumefeito através de passagens estreitas, freqüentemente aliviarse-á a dor. Além disso deve ser administrada terapia esteróide que suprime o edema e a reação de
hipersensibilidade. A prednisona até a dose de 60mg diariamente em doses divididas pode ser dada no início e
pode ser diminuída semanalmente para menos de 10mg diariamente em 4 a 6 semanas. É necessário aliviar a
pressão intraneural pela cirurgia se sucessiva documentação das funções sensitivas e motoras feita semanalmente
mostrar perda progressiva apesar do tratamento corticosteróide19. No local da tumefação, o nervo é exposto e a
bainha epineural é incisada longitudinalmente tomando-se o cuidado de não cortar os vasos sangüíneos. Na
dilatação do nervo ulnar o epicôndilo pode ser excisado ou o nervo pode ser transposto para a frente do
epicôndilo e sepultado nos músculos. Na hanseníase tuberculóide o nervo pode ter um abcesso frio localizado
contendo material caseoso que deve ser excisado. É importante continuar a terapêutica anti-hansênica junto com
as drogas antiinflamatórias durante os episódios reacionais.
Em anos recentes tem havido vários exemplos de neurites devida à toxicidade à dapsona (DDS). Por isso a
neurite causada pela DDS deve ser cuidadosamente diferenciada da neurite hansênica. A toxicidade à DDS afeta
somente as fibras nervosas motoras. A droga deve ser interrompida em tais pacientes.
XI- Conclusão
O dano neural é uma complicação séria sempre presente em todas as formas de hanseníase. Nós agora
conhecemos muito de sua patologia e algo de sua patogênese. Sua patogênese está intimamente ligada à fase
reacional da hanseníase acerca da qual nós sabemos muito pouco. Nós devemos explorar a possibilidade de
produzir ENH nos modelos animais agora disponíveis tais como o camundongo desnudo, o tatu e o macaco
Mangabey. Na hanseníase experimental do tatu não há evidência de dano neural enquanto nos modelos em
macacos vemos o dano neural característico da hanseníase. Estudos utilizando estes três modelos experimentais
em animais para investigar as questões ainda não respondidas sobre o dano neural estão muito atrasados.
Terminando, eu gostaria de repetir que em hanseníase há sempre neurite, em alguns casos, mesmo após o
paciente ter sido declarado curado.
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XII- BIBLIOGRAFIA
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.1 - pág.01
ORIENTAÇÃO DE COMO TRABALHAR COM OS MATERIAIS DE
PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
Procedimentos e cuidados
Objetivos:
Capacitar os treinandos a:
n Determinarem os problemas identificados na avaliação que possam ser tratados a
nível local e aqueles que necessitem encaminhamentos.
n Conhecerem os regimes padronizados para o tratamento das reações e neurites.
n Tratarem/encaminharem para tratamento, e acompanharem as reações, neurites e
danos neurais baseados nos sinais, sintomas clínicos e avaliação neurológica.
n Conhecerem os problemas de nariz, olhos, mãos e pés mais comuns na hanseníase.
n Prescreverem tratamento adequado para cada um desses problemas.
n Conhecerem a importância do uso de calçados adequados.
n Prescreverem adaptações simples de palmilhas e calçados.
n Confeccionarem palmilha simples e a férula de Harris.
n Conhecerem, executarem, indicarem e ensinarem exercícios simples de acordo com
o resultado do teste de força muscular e a situação neural.
Metodologia:
Distribuir os impressos:
l "Nariz: alterações e condutas"
l "Proposta para avaliação e cuidados nasais na hanseníase"
l "Pele"
l "Indicações de calçados e outras medidas"
l "Férula de Harris"
l "Auto-cuidados – Resumo"
l "Encaminhamentos"
l "Para uma vida melhor – Vamos fazer exercícios"
l "Guia de prevenção ocular"
l "Prevenção ocular na hanseníase – técnicas simples"
n Demonstrar as técnicas padronizadas de auto-cuidados com nariz, olhos, mãos e
pés.
n
n
n
Praticar as técnicas entre os treinandos e com os pacientes de acordo com o
resultado das avaliações.
Atividade Complementar
l Dinâmica: Auto-cuidados I e II (veja P.4 - pág.01 e 02)
l Dinâmica: Exercícios e Procedimentos (veja P.5 - pág.01)
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.2 - pág.01
NARIZ: ALTERAÇÕES E CONDUTAS
ALTERAÇÕES
CONDUTA
1. Ressecamento da
mucosa
n
2. Crostas
n
3. Úlceras
n
4. Evitar o uso de:
n
Hidratação e Lubrificação:
Ÿ Quando for possível, limpar o nariz com soro fisiológico puro em "spray",
(Observação: o soro não deve ter mistura com outras substâncias).
Repetir o procedimento até que o nariz esteja limpo.
Ÿ Quando não tiver soro fisiológico, utilizar água limpa, aspirar pequenas
porções, da palma da mão ou de algum recipiente. Deve-se manter o
líquido dentro do nariz por alguns instantes, e em seguida, deixá - lo
escorrer espontaneamente. Repetir o procedimento até que o líquido
de retorno se torne límpido.
Ÿ Encaminhamento ao médico para usar dipropionato de betametasona
(Beclosol aquoso Spray Nasal ou Clenil Aquoso Spray Nasal) em cada
narina. Não usar aerossol, pois ele resseca a mucosa.
Ÿ Repetir 03 vezes por dia, ou quando necessário.
Proceder como na hidratação e lubrificação. Repetir, tantas vezes
quantas necessárias, para remover as crostas.
Proceder como na hidratação e lubrificação.
n Encaminhamento à especialista, caso não haja melhora do quadro.
Aerosol Nasal (resseca a mucosa)
n Vaso Constritores.
n Na remoção de crostas deve-se tomar cuidado para não lesar a mucosa,
portanto não se deve introduzir qualquer objeto na narina na tentativa de
remover as crostas (grampo, cotonete, dedo).
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.3 - pág.01
PROPOSTA PARA AVALIAÇÃO E CUIDADOS NASAIS NA HANSENÍASE
LÚCIA CRISTOFOLINI
ELIANA FONSECA OGUSKU
1
2
CRISTOFOLINI, L.; OGUSKU, E.F. Proposta para avaliação e cuidados nasais na hanseníase. Salusvita,
Bauru, 7(1):129-136, 1988.
RESUMO: O comprometimento nasal é muito comum em todas as formas de hanseníase, atingindo de modo
especial os pacientes portadores das formas virchowiana e dimorfa. Na mucosa nasal, podem ser encontrados
bacilos antes que apareçam outros sintomas da doença. Pacientes sem tratamento eliminam milhões de bacilos
pelo muco nasal, sendo esta a principal rota de disseminação da hanseníase. Na mucosa do nariz, o bacilo
multiplica-se, resultando em infiltração obstrutiva, abundante secreção viscosa, crostas e ulcerações, podendo
atingir as cartilagens laterais e o septo cartilaginoso com perfurações. Como conseqüência, desaba a pirâmide
nasal, produzindo deformação estigmatizante, além de comprometer as funções respiratória e olfativa do nariz.
O diagnóstico e tratamento precoces da doença evitam a progressão das lesões. Casos mais avançados exigem
cuidados locais diários, com o objetivo de diminuir o acúmulo de secreção e a formação de crostas e úlceras,
impedindo a perfuração do septo. Cabe especialmente à enfermagem orientar o paciente nos cuidados com o seu
nariz.
Unitermos: Hanseníase; nariz; cuidados.
ÍNDICE
IIIIIIIVV-
Introdução ....................................................................................................... 1
Problemas Principais .......................................................................................... 2
Avaliação das Condições do Nariz .......................................................................... 3
Cuidados Nasais ................................................................................................ 4
Conclusão ....................................................................................................... 6
I- Introdução
O envolvimento do nariz na hanseníase foi descrito especialmente a partir de 1891, por Gold Schmidt, e a
eliminação de bacilos através de muco nasal foi comprovada por Koch, em 1897, e Shaffer, em 1898. Contudo, a
comprovação de que a sulfonoterapia faz desaparecer rapidamente o bacilo do nariz diminuiu o interesse dos
hansenologistas pelo estudo da mucosa nasal na hanseníase.
Os pesquisadores afirmam que as lesões nasais são comuns em todas as formas da doença. Contudo, é nas
formas virchowiana e dimorfa que ocorrem com mais freqüência e intensidade. A mucosa pode ser
comprometida muito precocemente, sendo que bacilos podem ser nela encontrados antes de qualquer outro
sintoma da doença. A descarga nasal de pacientes MHV, sem tratamento, contém milhões de bacilos
potencialmente infectantes, sendo esta a principal rota pela qual a hanseníase se propaga, segundo Davey e
Barton.
O M. leprae aloja-se no nariz e dali propaga-se para o resto do organismo - é o que afirmam os pesquisadores.
Na mucosa nasal, o bacilo multiplica-se, resultando em infiltração, abundância de secreção, crostas e ulcerações,
podendo atingir o septo com perfurações e conduzindo a deformações evidentes e estigmatizantes.
Tendo em vista o seu intenso envolvimento em todas as formas de hanseníase, as deformidades que pode sofrer e
o fato de ser a fonte principal de transmissão da moléstia, o nariz requer cuidados especiais. Por isso, a
verificação das condições nasais deve fazer parte da rotina de avaliação de todo portador de hanseníase.
1 Professora Adjunta da Universidade Sagrado Coração, Bauru - SP, enfermeira do Hospital Lauro de Souza
Lima, Bauru - SP e doutoranda em enfermagem pela USP - SP.
2 Enfermeira do Hospital Lauro de Souza Lima, Bauru - SP
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.3 - pág.02
PROPOSTA PARA AVALIAÇÃO E CUIDADOS NASAIS NA HANSENÍASE
II- Problemas Principais
Os comprometimentos nasais na hanseníase são diversos e podem apresentar sintomatologia variada. Podem ser
encontrados nas fases iniciais da doença, no decorrer dela e também após a cura clínica. Nas formas bacilíferas
virchowiana e dimorfa, as lesões costumam ser mais intensas e precoces. Vários problemas podem apresentar-se,
concomitantemente. Contudo, para melhor compreensão, vamos descrevê-los, de forma sucinta, separadamente.
Obstrução nasal
A obstrução nasal deve-se ao estreitamento da via aérea por infiltração granulomatosa da membrana mucosa das
cavidades nasais, bem como à presença de secreção e crostas. Apesar desta sintomatologia ser muito freqüente,
não é referida pelo paciente, pois, em geral, ele não associa os problemas nasais com a hanseníase.
A obstrução nasal pode acometer uma ou ambas as narinas e apresentar-se de forma contínua ou intermitente.
Pacientes com alterações intra-nasais muito avançadas, do tipo rinite atrófica, podem reclamar de sensação de
obstrução, apesar de evidente passagem de ar. Tal sensação está, provavelmente, associada à perda da
sensibilidade e à falta de percepção da inspiração normal e da corrente aérea expiratória.
Alteração na descarga nasal
Em casos iniciais com lesões precoces, a descarga nasal é fluida, mucóide e pouco volumosa. Nos casos mais
avançados, é abundante, viscosa, amarelo-esverdeada ou francamente purulenta e, muitas vezes, manchada de
sangue.
A viscosidade da secreção confere-lhe uma característica de aderência à mucosa, em especial na porção anterior
do septo nasal. Segue-se o ressecamento da secreção aderida, formando crostas de difícil remoção. A descarga
nasal, no paciente portador de hanseníase virchowiana ou dimorfa, é rica em bacilos de Hansen e outros
microrganismos causadores de infecção secundária. Costuma apresentar mau odor, embora o paciente não o
perceba, seja por comprometimento do órgão sensor, seja por acomodação à sensação olfativa.
Crostas, úlceras e sangramento
As crostas são achados bastante comuns, facilmente visualizáveis à rinoscopia anterior, e encontradas em
quantidade, tamanho, forma, consistência e cores variadas em todas as fases da doença. São constituídas por
secreções ressecadas, tecido necrosado, sangue, microorganismos e partículas de poeira. Aderidas firmemente à
mucosa, a tentativa de removê-las provoca sangramento e laceração da mucosa.
O sangramento costuma ser pequeno e raramente ocorre franca epistaxe. Resulta do trauma produzido quer pelo
assoar violento, quer pelo uso de dedos ou objetos para extrair as crostas.
As úlceras estão geralmente confinadas à parte anterior do septo nasal e, como já foi dito, estão claramente
relacionadas com o trauma direto. Normalmente, as lacerações cicatrizam com facilidade. A persistência dos
atos traumáticos e a falta de higiene podem prejudicar a reconstituição dos tecidos, ocasionando a formação de
úlceras. Independentemente de traumatismo, podem surgir úlceras relacionadas à friabilidade e ao ressecamento
da mucosa produzida pelo infiltrado hansênico.
A presença de secreções junto às úlceras e os maus hábitos de higiene permitem o desenvolvimento de infecções
secundárias e a instalação de larvas de moscas. Estes fatores são os maiores responsáveis pelo acometimento e
destruição das estruturas internas do nariz. Dentre as estruturas mais freqüentemente atingidas está o septo
cartilaginosos, com sua conseqüente perfuração.
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.3 - pág.03
PROPOSTA PARA AVALIAÇÃO E CUIDADOS NASAIS NA HANSENÍASE
II- Problemas Principais
Rinite atrófica
A agressão à mucosa nasal passa por diversos estágios, podendo evoluir até à fase de rinite atrófica. Nesta
condição, a cavidade nasal está sem pêlos e a mucosa é seca, atrofiada, com cor violácea ou pálida, sem brilho
e, ao toque com o escarificador, experimenta-se uma sensação arenosa. Não apresenta crostas ou mau odor.
Comumente, estão atrofiadas as cartilagens laterais e do septo, como também os cornetos, aumentando o espaço
da cavidade nasal. Esta condição da mucosa e das cartilagens é irreversível. As estruturas comprometidas
tornam-se mais susceptíveis a lesões, traumáticas ou não.
Quando o tratamento específico é iniciado tardiamente, parece não ter ação sobre o processo evolutivo que
conduz à atrofia das mucosas e cartilagens.
Deformidade nasal
Vários processos conduzem a deformidades nasais estéticas e/ou funcionais, mais ou menos severas. As mucosas
atrofiadas e secas perturbam a nutrição das cartilagens que, ao longo do tempo, se adelgaçam, transformando-se
em lâminas finas, mais ou menos desvitalizadas, necrosadas, parcialmente reabsorvidas e incapazes de sustentar
a pirâmide nasal.
Secundariamente, podem-se considerar as ações mecânicas nocivas à mucosa que produzem perda de
substâncias, expondo a cartilagem, podendo evoluir para reabsorção e necrose.
Ambos os mecanismos descritos podem atingir a porção cartilaginosa anterior ao septo nasal, conduzindo à
perfuração. Esta é uma das ocorrências mais encontradas na hanseníase, resultando em colapso do dorso do
nariz.
De acordo com a amplitude e profundidade da destruição das estruturas internas, o nariz pode apresentar
deformidades conhecidas por nariz em "sela", nariz em "binóculo", nariz em "bico-de-papagaio" ou nariz de
"buldogue".
A atrofia ou retração fibrosa dos cornetos amplia a cavidade nasal, dificultando o turbilhão aéreo, tendo como
resultado a dificuldade respiratória.
III- Avaliação das Condições do Nariz
Entrevista
Faz-se necessária para verificar as percepções de mudanças no nariz e a relação que o paciente faz delas com a
doença. As perguntas devem ser diretas e objetivas, visto que muitos pacientes não associam os problemas nasais
com a hanseníase.
Deve-se perguntar sobre a sensação de obstrução nasal e sobre como faz para tentar desobstruir; se houve
aumento da excreção nasal e qual o seu aspecto; se diminuiu sua capacidade olfativa; se sente dificuldade para
respirar; se tem sensação de secura no nariz; se tem alguma dor.
Exame
Colocar o paciente sentado, com a cabeça inclinada e recostada para trás, de preferência em apoio móvel.
Examinar as partes externas do nariz, as condições da pele, especialmente o rebordo das narinas. Prosseguir no
exame das estruturas do interior do nariz. O examinador necessita de espelho frontal e foco luminoso para obter
boa iluminação das cavidades e de espéculo nasal para abertura das narinas. Tendo boa visão da parte anterior
do nariz, observar as condições das mucosas, os cornetos - particularmente os inferiores - e o septo
cartilaginoso, em especial.
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.3 - pág.04
PROPOSTA PARA AVALIAÇÃO E CUIDADOS NASAIS NA HANSENÍASE
Exame (cont.)
Verificar a presença de secreção, seu aspecto, volume, consistência e odor, bem como a presença ou não de
crostas soltas ou aderentes, pontos sangrantes, ulcerações infectadas e larvas. Aferir a existência de perfuração
do septo. Se houver dificuldade de visualização, deslizar um cotonete na parede lateral do septo para descobrir a
perfuração.
Boa iluminação e abertura das cavidades nasais são indispensáveis para um bom exame. Na falta de espelho
frontal, pode-se utilizar um farolete ou um foco luminoso móvel. Na ausência de espéculo, abrir as narinas com
pinça ou com os próprios dedos protegidos por luvas.
IV- Cuidados Nasais
As lesões precoces regridem rapidamente após o início do tratamento medicamentoso específico sistêmico.
Contudo, tratamentos locais têm demonstrado eficácia na minimização do desconforto e auxiliam na prevenção
de traumas e maiores lesões.
Qualquer que seja a alteração encontrada no nariz do paciente, este requer, em primeiro lugar, orientações
quanto aos cuidados que deve tomar. Com certeza, esta orientação surtirá melhor efeito se, juntamente com o
ensino dos cuidados, o paciente for instruído quanto às causas das lesões e suas possíveis conseqüências.
Embora vários problemas nasais possam ocorrer simultaneamente, apresentamos os cuidados individualizados,
para facilitar o entendimento.
Prevenção de lesões traumáticas
A remoção da descarga nasal, fluida ou viscosa, solta ou aderente, não deve ser obtida pelo assoar forte e nem
pela manipulação digital ou introdução de objetos na cavidade nasal.
A descarga fluida é possível de ser eliminada pelo assoar suave, Contudo, para eliminação da secreção viscosa,
deverá ser feita a lavagem nasal. O desprendimento das crostas, sem trauma, deverá ser obtido com aplicação de
substância emoliente; a remoção delas obter-se-á com a lavagem nasal, como segue.
Lavagem do nariz
A lavagem nasal facilita a remoção da secreção viscosa, evitando seu acúmulo, aderência, ressecamento e
conseqüente formação de crostas.
Para fazer a lavagem, podem ser utilizadas água limpa e morna, solução salina fisiológica comercial ou caseira,
água bicarbonatada, água com limão ou vinagre.
A técnica da lavagem do nariz consiste em o paciente aspirar pequenas porções da solução escolhida contida no
côncavo da mão ou em algum recipiente. O paciente deve manter o líquido dentro do nariz por alguns instantes
e, em seguida, deixá-lo escorrer espontaneamente. Repetir o procedimento até que o líquido de retorno se torne
limpo.
Uma vez que a aspiração de líquidos pode provocar um certo grau de desconforto, outras alternativas podem ser
usadas na higienização: conta-gotas, seringa, pêra de bico longo, cotonete úmido.
O paciente deve incluir a lavagem nasal nos hábitos diários de higiene pessoal.
Lembrando que o muco nasal e as crostas são riquíssimas em bacilos, cuidados especiais devem ser tomados
com o líquido das lavagens para evitar a disseminação do Mycobacterium leprae no ambiente.
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
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PROPOSTA PARA AVALIAÇÃO E CUIDADOS NASAIS NA HANSENÍASE
Remoção das crostas
As crostas aderidas, geralmente, não se desprendem com a simples lavagem. Torna-se necessária , após a
lavagem inicial, a aplicação de substância emoliente. Nova lavagem, após algumas horas, consegue remover
grande parte ou a totalidade das crostas, sem lesar a mucosa. Após esta lavagem, deve-se reaplicar o emoliente,
que será renovado várias vezes nos intervalos entre uma lavagem e outra.
O emoliente, em forma de pomada ou ungüento, pode ser aplicado com cotonete, ou o paciente pode usar o
próprio dedo. Deve-se ter o cuidado de não ferir a mucosa e de espalhar a substância na maior extensão
possível.
Devido ao mau odor, associado à presença de crostas, sugerem-se preparados emolientes contendo bálsamo do
peru, viofórmio, mentol ou outros.
O cuidado deverá ser mantido no mínimo uma vez por dia, enquanto houver secreção viscosa, como recurso
para prevenir a formação de crostas.
Tratamento das úlceras
Via de regra, mantendo-se a cavidade nasal limpa e livre de crostas, as pequenas úlceras que porventura
ocorram, cicatrizam rápida e espontaneamente.
O tratamento local é indicado em úlceras extensas ou recidivas, com risco ou presença de infecção secundária.
Após a lavagem da cavidade nasal com solução salina, aplica-se um antisséptico adequado à mucosa (PVPI) e
pomada com antibiótico, duas vezes ao dia, até a cicatrização completa. O paciente deve prosseguir com os
cuidados de higiene diários.
A presença de larvas requer a remoção mecânica com pinça longa e fina e aplicação de substância larvicida
(calomelano). O éter pode ser utilizado para facilitar a remoção mecânica. Na suspeita de existência de larvas
nos seios paranasais e nas grandes infestações, recomenda-se também a administração de vermífugo sistêmico.
Após a erradicação das larvas, mantém-se o tratamento já descrito para úlceras.
A ocorrência de pequenos sangramentos não requer qualquer intervenção, pois cedem espontaneamente.
Epistaxes podem requerer cuidados específicos.
Hidratação e lubrificação
A hidratação e lubrificação da mucosa nasal são indicadas nas rinites atróficas para reduzir o ressecamento e
evitar a laceração. Também são recomendadas na fase de grande secreção como medida para evitar a formação e
aderência de crostas.
Para promover a hidratação nasal, utilizam-se os mesmos recursos e procedimentos já descritos na lavagem do
nariz.
A lubrificação é feita após a hidratação. Empregam-se substâncias oleosas, como a vaselina pura ou associada à
glicerina, ou cremes e óleos cosméticos. Se necessário, quando houver mau odor, pode-se juntar à vaselina e à
glicerina outras substâncias desodorizantes ou com odor agradável, como o bálsamo do peru, viofórmio, mentol
ou cânfora.
Recomenda-se repetir a hidratação e a lubrificação várias vezes ao dia, de acordo com as necessidades do
paciente.
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.3 - pág.06
PROPOSTA PARA AVALIAÇÃO E CUIDADOS NASAIS NA HANSENÍASE
V- Conclusão
Considerando a importância funcional e estética do nariz e a freqüência com que é comprometido na hanseníase,
cuidados preventivos devem ser precocemente adotados.
A medida preventiva principal e mais eficiente é o diagnóstico e tratamento precoce da doença. Embora nem
todos os pacientes apresentem comprometimento nasal, o exame deste órgão deve ser sistematicamente incluído
na avaliação geral do portador de hanseníase.
Os cuidados nasais são procedimentos geralmente simples, de baixo custo e que podem ser realizados em
ambulatórios, domicílios e hospitais. Todos os profissionais que atuam junto ao hanseniano devem estar atentos
aos problemas nasais e aptos a intervirem quando necessário. O próprio paciente deve ser treinado para assumir
o auto-cuidado.
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.4 - pág.01
PELE
Função:
1. Proteção para evitar ferimentos e infecções
2. Retenção de líquidos e sangue no corpo
3. Informação sobre as agressões
4. Regularização da temperatura do corpo
5. Transpiração
6. Proteção dos nervos, músculos e ossos
ALTERAÇÕES
CUIDADOS
1. Ressecamento
1. Hidratar
2. Lubrificar
2. Ressecamento Maior (Ictiose)
1. Hidratar
2. Lubrificar
3. Rachaduras (Fissuras)
1. Hidratar
2. Lixar
3. Lubrificar
4. Calos
1. Hidratar
2. Lixar
3. Lubrificar
4. Aliviar pressão sobre a área afetada
(adaptações)
5. Encurtamento (retração)
de tecidos moles
1. Hidratar
2. Lubrificar
3. Alongar
4. Usar talas
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Ausência de incapacidade funcional.
Sensibilidade protetora presente em
toda a superfície plantar. O paciente
pode sentir monofilamentos:
verde(0,05g), azul(0,2g), lilás(2,0g),
ou pode sentir o toque leve com a
caneta.
0
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n
Perda da sensibilidade protetora na
superfície plantar com outras
complicações mais severas:
Ÿ Contratura (deformidade fixa dos
artelhos(dedos) e/ou do tornozelo
Ÿ Reabsorção intensa (perda de mais
de 1/5 dos tecidos do pé)
Perda da sensibilidade protetora na
superfície plantar com outras
complicações:
Ÿ Úlceras tróficas
Ÿ Garras dos artelhos
Ÿ Pé caído
Ÿ Reabsorção discreta
n
2
3
Perda da sensibilidade protetora na
superfície plantar. O paciente não
pode sentir o monofilamento
lilás(2,0g) ou não pode sentir o toque
leve com a caneta.
n
1
n
n
AVALIAÇÃO DO PÉ
GRAU
Calçado comum
Palmilha simples
Calçado comum
n
Calçado especial com
palmilha moldada
Calçado comum
confortável com palmilha e
com adaptações (barra
metatarso-plantar, arcoplantar, adaptação na área
do calcanhar)
n Sola firme
n Férula de Harris (aparelho
dorsiflexor para pé caído)
n
n
n
n
TIPO DE CALÇADO E
ADAPTAÇÕES NECESSÁRIAS
Cuidados com a pele
Observação diária dos pés
Observação diária e auto-cuidados
n Cuidados com o modo de andar
n Hidratação e lubrificação diária
n Cuidados com a pele
n Exercícios para manter as articulações
móveis e melhorar a força muscular
n Encaminhamento do paciente para centros
de referência, se necessário
n
Observação diária e auto-cuidados
n Cuidados com o modo de andar
n Hidratação e lubrificação diária
n Cuidados com a pele
n Exercícios para manter as articulações
móveis e melhorar a força muscular
n Encaminhamento do paciente para centros
de referência, se necessário
n
Observação diária e auto-cuidados
n Cuidados com o modo de andar
n Hidratação e lubrificação diária
n Cuidados com a pele
n Exercícios para manter as articulações
móveis e melhorar a força muscular
n Encaminhamento do paciente para centros
de referência, se necessário
n
n
n
OUTRAS MEDIDAS
PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.5 - pág.01
INDICAÇÃO DE CALÇADOS E OUTRAS MEDIDAS
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.6 - pág.01
FERÚLA DE HARRIS (PRÁTICA)
Objetivos da ferúla (Observação: Não é objetivo da férula melhorar a força muscular.)
Permitir o movimento de dorsiflexão em caso de fraqueza ou paralisia muscular
(lesão do nervo fibular que causa "pé caído").
n Manter o movimento articular.
n Proteger de feridas, torções, etc.
n
Orientação para o monitor:
Para a prática é necessário 01 tesoura, 01 martelo, 01 furador de couro para cada 2 participantes.
n Pode-se usar 01 âncora (pé) de sapateiro e alguns pedaços de madeira para todo o grupo para bater rebites.
n Decidir se a férula vai utilizar a método com tiras de couro ou tiras de velcro. (veja métodos)
n O couro, a borracha EVA, e velcro deve ser cortados, de acordo com o molde, antes do dia da prática.
n Distribuir o material para cada um dos participantes.
n Pedir aos treinandos que escrevam seu nome no couro e na borracha.
n Dividí-los em duplas para que, cada um, confeccione a férula para seu parceiro.
n Demonstrar cada uma das etapas, que será então executada, pelos treinandos, passo a passo.
n Abrir a cola, somente no momento de colar, e fazer isso em local arejado.
n
Método com tiras de couro:
Material de Consumo (1 férula)
01 pedaço de couro vagueta 0,8cm, preto ou marrom (mais ou menos 40cm x 14cm)
n 01 pedaço de borracha EVA UL liso nº 14 de espessura 4mm (mais ou menos 40cm x 15cm)
n Tiras de couro:
l 03 tiras de 15 cm x 1,5 cm
l 03 tiras de 06 cm x 1,5 cm
l 01 tira de 08 cm x 2,5 cm
l 01 tira de 04 cm x 02 cm
n 01 tira de câmara de pneu (ar) 20 cm x 03 cm
n 14 rebites 1,5 mm
n 01 rebite 2,0 mm
n 03 fivelas de 1,5 cm largura (com rabicho não necessita tiras de couro de 06cm x 1,5cm)
n 01 passador 25 mm
n 01 mosquetão ou gancho
n 01 abaixador de língua ou palito de picolé
n
Material Permanente (1 férula):
01 martelo
n 01 tesoura grande
n 01 furador de couro
n âncora (pé) de sapateiro
n
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.6 - pág.02
FERÚLA DE HARRIS (PRÁTICA)
Construção da Férula:
1. Medir a circunferência do tornozelo acima da maléolos e acrescentar 1,5 cm.
2. Medir a circunferência da perna 10 ou 12 cm acima da primeira medida e acrescentar 1,5 cm.
3. Cortar o couro e a borracha, usando essas medidas, de acordo com o molde.
4. Colocar os dois juntos (SEM COLAR) e posicionar na perna. As bordas laterais devem se encontrar. Tirar
o excesso se necessário.
5. Furar o couro, as tiras de 15cm, e fixá-las na férula com rebites, conforme o desenho.
6. Furar o couro, as tiras de 06 cm e usá-las para fixar as fivelas na férula com rebites conforme o desenho,
alinhadas com as tiras de 15 cm. Se usar o fivela com rabicho, furar o couro e fixar as fivelas direto na
férula com rebites.
7. Furar o couro, a tira de 08 cm e usá-la para fixar o passador na férula, conforme o desenho.
8. Colar a borracha (passar cola no couro e na borracha, deixar secar por 15 minutos e só então colar)
9. Posicionar a férula na perna e medir o elástico/câmara de ar.
10. Passar o elástico/câmara de ar no gancho e no passador (2,5 cm) e fixar com a tira de couro de 4cm e o
rebite.
11. Fazer pequenos cortes na borda inferior para moldar melhor a junção entre a perna e a pé.
É importante lembrar:
As fivelas devem ficar na lateral da perna (lado de fora)
n Para medir a tração com a elástico/câmara de ar, o pé deve ser posicionado em 90º ou máximo de dorsiflexão.
A tração deve ser firme para permitir dorsiflexão e flexão plantar mas não forte demais para não causar outras
complicações.
n
Orientar o paciente como usar a férula e os cuidados.
n Agendar o retorno do paciente para reavaliar a férula.
n
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.6 - pág.03
FERÚLA DE HARRIS (PRÁTICA)
Método com tiras de velcro:
Material de Consumo (1 férula):
01 pedaço de couro vagueta 0,8 cm, preto ou marrom (mais ou menos 40 cm x 14 cm)
n 01 pedaço de borracha EVA UL liso nº 14 de espessura 4mm (mais ou menos 40 cm x 15 cm)
n Tiras de couro:
l 03 tiras de 06 cm x 2,5 cm
l 01 tira de 08 cm x 2,5 cm
l 01 tira de 04 cm x 02 cm
n 03 tiras de velcro (gancho) de 20 cm x 02 cm
n 03 tiras de velcro (macio) de 20 cm x 02 cm
n 01 tira de câmara de pneu (ar) 20 cm x 03 cm
n 17 rebites 1,5 mm
n 01 rebite 2,0 mm
n 01 passador 25 mm
n 01 mosquetão ou gancho
n 01 abaixador de língua ou palito de picolé
n
Material Permanente (1 férula):
01 martelo
n 01 tesoura grande
n 01 furador de couro
n âncora (pé) de sapateiro
n
Construção da Férula:
1. Medir a circunferência do tornozelo acima da maléolos e acrescentar 1,5 cm.
2. Medir a circunferência da perna 10 ou 12 cm acima da primeira medida e acrescentar 1,5 cm.
3. Cortar o couro e a borracha, usando essas medidas, de acordo com o molde.
4. Colocar os dois juntos (SEM COLAR) e posicionar na perna. As bordas laterais devem se encontrar. Tirar
o excesso se necessário.
5. Furar o couro, as tiras de 06 cm e usá-las para fixar os passadores na férula com rebites conforme o
desenho.
6. Furar o couro, a tira de 08 cm, e usá-la para fixar o passador na férula, conforme o desenho.
7. Colocar as tiras de velcro juntas (gancho com macio) e furar 2 buracos em uma das extremidades.
8. Separar o gancho do macio.
9. Furar o couro.
10. Fixar as tiras de velcro no couro com rebites. O gancho deve ficar por cima do macio. As tiras macias
devem ficar fora do couro e ao lado macio pra cima.
11. Posicionar a férula e a borracha na perna e cortar o excesso das tiras de velcro (gancho), furar e fixar no
couro com rebite.
12. Colar a borracha (passar cola no couro e na borracha, deixar secar por 15 minutos e só então colar)
13. Posicionar a férula na perna e medir o elástico/câmara de ar.
14. Passar o elástico/câmara de ar no gancho e na passador (25 cm) e fixar com a tira de couro de 4cm e a
rebite.
15. Fazer pequenos cortes na borda inferior para moldar melhor a junção entre a perna e a pé.
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.6 - pág.04
FERÚLA DE HARRIS (PRÁTICA)
É importante lembrar:
As fivelas devem ficar na lateral da perna (lado de fora)
n Para medir a tração com a elástico/câmara de ar, o pé deve ser posicionado em 90º ou máximo de dorsiflexão.
A tração deve ser firme para permitir dorsiflexão e flexão plantar mas não forte demais para não causar outras
complicações.
n Orientar o paciente como usar a férula e os cuidados.
n Agendar o retorno do paciente para reavaliar a férula.
n
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PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.7- pág.01
AUTO-CUIDADOS - RESUMO
Identificar e acompanhar as melhoras e pioras na função neural e/ou nos processos inflamatórios.
n
n Identificar onde há perda na sensibilidade protetora (parte anestesiada) e se o paciente sabe como conviver
com esta parte anestesiada.
n Identificar e acompanhar as melhoras e pioras nos aspectos da visão, de pele, articulações, ferimentos,
deformidades, etc.
1. AUTO-AVALIAÇÃO
2. AUTO-INSPECÇÃO
n
Da Visão,
n Da Pele
n Da Dor
n Da Sensibilidade
n Da Força Muscular
n Dos Calçados
n Das Atividades Diárias
Olho vermelho e / ou com secreção
n Observar/Olhar pele, articulações, deformidades
n Sentir áreas de calor
n Apertar as áreas articulares para identificar dor (processo
inflamatório)
n Identificar ferimentos
Identificar a causa
Saber cuidar
Ÿ Lavar
Ÿ Cobrir
Ÿ Fazer repouso
Ÿ Olhar diariamente
Ÿ Saber procurar ajuda, quando não há melhora
n Identificar infecção(dor, edema, calor, rubor, e/ou secreção)
3. CUIDADOS COM A PELE
4. EXERCÍCIOS PARA:
Lavar
n Hidratar
n Tirar calos
n Lubrificar
n
n
Mobilidade (Flexibilidade) articular
n Prevenir contraturas (encurtamento dos tecidos moles)
n Fortalecimento dos músculos
n
5. PROTEÇÃO, IMOBILIZAÇÃO, REPOUSO
Nervos inflamados e dolorosos
n Mãos e pés em reação ou inchados
n Olhos, mãos e pés sem sensibilidade protetora
n Olhos, mãos e pés com feridas e úlceras
n Olhos que não se fecham completamente
n
6. CALÇADOS E ADAPTAÇÕES
Quem precisa? De que tipo precisa? Quando?
n Veja K.5 - pág.01
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.8- pág.01
ENCAMINHAMENTOS
Integração Sócio-econômica
Profissionais responsáveis
como:
Assistente Social
n Psicólogo
n Pastor/Padre
n Outros
n
Urgente
Perda de vínculo devido ao
diagnóstico ou ao tratamento
de hanseníase, com danos à
integridade sócio-econômica e
emocional do indivíduo no:
Dificuldades de vínculo, devido
ao diagnóstico, ou tratamento de
hanseníase, com danos à
integridade sócio-econômica e
emocional do indivíduo no:
Auto-conceito
n Na família
n Na escola
n No trabalho
n Na comunidade
n
n
Nervo
Profissionais responsáveis
como:
Clínico
n Cirurgião
n Outros
n
Auto-conceito
n Na família
n Na escola
n No trabalho
n Na comunidade
Urgente
Dor Aguda e/ou diminuição
da sensibilidade e/ou força
muscular, observados pelo
paciente e/ou avaliador
n
Eletivo
n
Dor Crônica
n Dor aguda e/ou diminuição
recente da sensibilidade e/ou
diminuição da força muscular,
recente, não apresentando
melhora com córticoide, em
dosagem adequada
Olhos
Profissionais responsáveis
como:
Oftalmologista
n Clínico
n Cirurgião
n Outros
n
Eletivo
Urgente
Brusca diminuição da visão
n Hiperemia com brusca
diminuição da visão
n Hiperemia com dor
n Pressão intra-ocular
aumentada
n Úlcera de córnea
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
Eletivo
n
Acuidade visual abaixo de 0,6
(Snellen)
n
Pálpebra inferior evertida
(ectrópio)
n
Olho fechado com
permanência de fenda
(lagoftalmo)
n
Pupila branca (catarata)
n
Córnea opaca e/ou com vasos
(pterígio, ressecamento)
n
Cílios invertidos que roçam a
córnea(triquíase)
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
PROCEDIMENTOS E CUIDADOS
K.8- pág.02
ENCAMINHAMENTOS
Nariz
Profissionais responsáveis
como:
Urgente
Sangramento grave
n Infecção (odor forte)
n
Eletivo
Desabamento de septo nasal
n Vasculite
n
Otorrinolaringologista
n Clínico
n Cirurgião
n Outros
n
Mão
Profissionais responsáveis
como:
Urgente
Edema (mão reacional)
n Úlcera infectada
n
Clínico
n Enfermeiro
n Cirurgião
n Terapeuta Ocupacional
n Fisioterapeuta
n Outros
n
Pé
Profissionais responsáveis
como:
Eletivo
Garras (dedos e/ou polegar)
n Mão Caída
n Micoses
n Mãos que não sentem 2g, ou
toque leve com a caneta, e
com áreas de pressão (calos)
n
Urgente
Edema (pé reacional)
n Úlcera infectada
n
Clínico
n Enfermeiro
n Cirurgião
n Terapeuta Ocupacional
n Fisioterapeuta
n Outros
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
Eletivo
Pé Caído
n Artelhos em garra
n Pé eqüino-varo
n Micoses
n Pés que não sentem 2g, ou
toque leve com a caneta, e
com áreas de pressão (calos,
úlceras)
n
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ÚLCERAS / FERIDAS
L.1 - pág.01
ORIENTAÇÃO DE COMO TRABALHAR COM AS QUESTÕES DE
ÚLCERAS E FERIDAS
Úlceras e feridas
Objetivos:
Capacitar os treinandos a:
Identificarem pacientes que não tenham sensibilidade protetora e corram risco de
ter feridas.
n Saberem ensinar ao paciente auto-cuidados para prevenir a ferida / úlcera.
n Identificarem as úlceras causadas pela falta de sensibilidade.
n Conhecerem que as úlceras de pernas e pés tem várias causas.
n Conhecerem a necessidade de se avaliar e acompanhar a evolução das feridas.
n Conhecerem o princípio de ação da “Bota de Unna”; sua indicação e contraindicação.
n
Metodologia:
Distribuir os impressos Características das Úlceras de Pernas e Pés, Avaliação da
Ferida e Bota de Unna como leitura complementar.
n Abordar o assunto a cada vez que houver paciente(s) que apresente(m) o risco de
úlcera ou apresente(m) úlceras de pernas ou pés.
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
OUTRAS
CARACTERÍSTICAS
LOCALIZAÇÃO
COMUM
DOR
CAUSA
ALTERAÇÕES
n
Borda irregular
n Base pálida e fria
n Multifocal
n Tendência a ser
necrótica
Dedos do pés
n Pés
n Terço distal da perna
n
n
Superficie plantar dos
pés
Ausência de dor
Borda circular
n Geralmente se
desenvolvem em áreas
de alta pressão plantar
n A área da úlcera é
quente e rosada
n Pode ser superficial ou
profunda
n Pode ser infectada, ou
não
n
Borda irregular
n Base vermelha
n Pigmentacão perilesional
n Edema
Muito dolorosa
n
n
Área maléolo medial
n
Face póstero-láterodistal da perna
n
n
n
Moderada
n
Falta de sensibilidade
protetora
n
Estase venosa
Muito severa
n
Neurotrófica
Venosa
n
Hipertensão arterial
sistêmica
n
Arteriosclerose
Severa
n Aumenta com elevação
das pernas
n
Hipertensiva
Arterial
ÚLCERAS / FERIDAS
L.2 - pág.01
CARACTERÍSTICAS DAS ÚLCERAS DE PERNAS E PÉS
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ÚLCERAS / FERIDAS
L.3 - pág.01
AVALIAÇÃO DA FERIDA - CARACTERÍSTICAS
Pamela Unger, PT (fisioterapeuta)
A- Localização
1. Sacro & Coccix, Trocânter, Tuberosidade Do Ísquio, Maléolo Lateral,
Maléolo Medial, Calcanhar, Outros.
B- Forma
1. Irregular, Arredondado/Oval, Quadrado/Retangular, Linear ou Alongado,
Côncavo, Borboleta, Outros.
C- Tamanho
1. Comprimento X Largura X Profundidade = Cm3
D- Profundidade
1. Eritema não esbranquiçado em pele intacta
2. Perda parcial da espessura da pele, envolvendo epiderme e/ou derme;
podendo estender-se até a fáscia subjacente,sem atravessá-la.
3. Perda total da espessura da pele com destruição extensiva; necrose de
tecidos ou danos musculares, ósseos ou de estruturas adjacentes.
4. Recoberto por necrose
E- Bordas
1. Mal Definida/Difusa; Bem Definida; Ligada À Base Do Ferimento;
Solapada, Fibrótica, Cicatrizada.
F- Cavidades
1. % das margens da ferida, fístula e/ou trajeto sinuoso.
G- Tecido necrótico
1. Tecido Sem Vida, Branco/Cinza; Crosta Amarela Aderente Ou Não;
Crosta Preta Aderente Dura Ou Mole.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ÚLCERAS / FERIDAS
L.4 - pág.01
BOTA DE UNNA
Indicação
Úlcera de estase, venosa.
Princípio
n
Técnica
n
Auxilia retorno venoso (elástica, compressão: è diminui edema)
n Cicatrizante
n Proteção
Limpar e debridar a úlcera
Tirar o molde / medida da(s) úlcera(s)
n Deixar o paciente com pernas elevadas 10 a 15 minutos
n Aplicar a bota de unna utilizando atadura de crepon ou atadura de gaze
n
RECEITA 1
Ÿ
Ÿ
Ÿ
Ÿ
100g de gelatina em pó, sem sabor e cor
350g de água destilada
100g de óxido de zinco
400g de glicerina
Mistura-se a água destilada e a gelatina. Derrete-se a gelatina em
banho maria (não deixá-la ferver). Mistura-se a glicerina e o óxido de
zinco. Junta-se à gelatina em banho maria.
RECEITA 2
Ÿ 200g de Gelatina em pó, sem sabor e cor
Ÿ 200g de óxido de zinco
Ÿ 1000g de glicerina
CUIDADOS
Não deixar dobras na atadura ao enfaixar
n Observar se a atadura não está muito apertada
n Observar a temperatura da pasta
n Não colocar bota em presença de erisipela ou infecção
n Se não estiver havendo melhora: controle de hipertensão, diabetes, etc.
n Se estiver com muito dor, pesquisar problema arterial (neste caso a bota não é
indicada)
n O paciente deverá usar meia elástica, após a alta da bota de Unna
n
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ESTIGMA
M.1 - pág.01
ORIENTAÇÃO DE COMO TRABALHAR COM A QUESTÃO DO ESTIGMA
Estigma
Objetivos:
Sensibilizar os treinandos para a questão do estigma ligado à hanseníase
n Refletir, com os treinandos, da relação entre a Prevenção de Incapacidades (PI) e o
estigma.
n Refletir, com os treinandos, das incapacidades geradas pelo estigma (no auto conceito, na comunidade, escola, trabalho, família)
n
Metodologia:
Fazer 1 xerox do impresso "Estigma" (veja P.2 - pág.01) e recortar as
dramatizações.
n Dividir o grupo em 3 ou 4 subgrupos.
n Distribuir uma das dramatizações para cada subgrupo.
n Solicitar que programem uma apresentação (mais ou menos 10 minutos).
n Apresentar a dramatização (no máximo 5 minutos).
n Discutir as diversas situações dramatizadas, com todo o grupo, ao final de todas as
apresentações.
n Levantar com o grupo os principais fatores que aumentem ou diminuam o estigma.
n Distribuir o texto "Leproso – Uma Identidade Perversa", ao final da discussão,
como leitura complementar.
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ESTIGMA
M.2 - pág.01
LEPROSO: UMA IDENTIDADE PERVERSA
Francisco Augusto Vieira Nunes (Bacurau)
Rio Branco, Acre, 30 de abril de 1993.
Este trabalho foi apresentado no Congresso Internacional de Hanseníase - Flórida - EUA
Nós, pessoas humanas, somos o que de mais valioso e perfeito existe na terra e, até mesmo, em todo o universo
que conhecemos.
Nós somos capazes de andar, de falar, de cantar, de pensar, de amar... e tantas outras coisas maravilhosas, sem
que seja preciso usar pilhas ou computador.
E todos esses predicados são encontrados tanto no rico quanto no pobre; no milionário, quanto no mendigo; no
nosso filho e no menino que vive na rua.
Nada se compara em valor, em beleza, em complexidade, em perfeição com o bêbado que dorme debaixo de
jornais nos bancos da praça. Nem o nosso carro, nem a nossa casa, nem a nossa obra de arte, nem a nossa conta
bancária... a não ser nós mesmos.
Por outro lado, nós, pessoas humanas, somos, ao mesmo tempo, um ser físico, um ser social, um ser
psicológico, um ser cultural. Cada uma dessas dimensões, são complementares da outra, e a "vida" de cada uma
é "alimentada" pelas demais. O que atinge uma, afeta a todas.
Perder uma perna, por exemplo, não afeta apenas a dimensão física. Na "cultura" do perfeito, seguindo padrões
estabelecidos, a vida social de uma pessoa de uma perna só, tem barreiras que são quase intransponíveis: na
dança, no esporte, no simples caminhar num parque. O impacto psicológico então, é ainda mais difícil de ser
absorvido. Culturalmente, a pessoa passa a ser vista e tratada de forma diferente e até ganha um novo nome:
"perneta". Nosso referencial passa a ser a nossa deficiência física: "...aquele doutor que tem só uma perna...",
por exemplo. Dependendo da situação, ora somos tratados com preconceitos, ora com piedade; outras vezes com
a constante exigência de auto-superação para ser aceito como normal etc...
Um outro aspecto é que, podemos perder um dedo, um braço, uma mão, um pé, de várias formas: acidentes,
guerras, brigas corporais, doenças, etc... Curioso é que essas causas de danos físicos podem ser mais ou menos
danosas às outras "partes": perder um dedo da mão numa guerra, por exemplo, pode até trazer orgulho; mas se
for por causa de hanseníase, marginalizada. Apertar a mão que perdeu o dedo numa guerra é uma coisa; apertar
a mão que perdeu um dedo por causa de uma doença contagiosa é outra. A mão de um "guerreiro" é diferente
da mão de um "leproso", mesmo que o trauma físico seja igual.
Algumas dessas agressões físicas atingem tanto as outras dimensões que, em alguns casos, causam mais danos a
estas.
Assim sendo, contrair a hanseníase, por exemplo, não é apenas , mesmo que afirmemos o contrário, contrair
uma doença que agride os nossos nervos periféricos; mas, "contraímos" também uma nova identidade que, não
raro, é muito pior do que a doença em si; até porque, identidade não tem cura.
Ser tuberculoso, ser hanseniano ou leproso, ser aidético é, com certeza, muito pior do que estar com
tuberculose, com hanseníase ou com AIDS, até mesmo porque quando se diz: "fulano é leproso", está se
atribuindo a ele um estado permanente - ele é; não se compara com: "fulano está com hanseníase", que atribui
um estado passageiro - ele está.
Essas identidades, cujos cartórios de registro são, muitas vezes, o próprio consultório médico ou os eventos de
saúde, não atingem apenas a nossa parte física, claro, mas a totalidade do nosso ser.
Diante do que agora expomos, temos que concluir que, o tratamento de uma pessoa que ESTÁ COM
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ESTIGMA
M.2 - pág.02
LEPROSO: UMA IDENTIDADE PERVERSA
HANSENÍASE, não pode ser resumido numa simples caça ao bacilo de Hansen.
Nunca podemos esquecer, mesmo que seja pelos mais honrados motivos que, o bacilo de Hansen, não é mais
importante que o seu habitat. Mesmo que não possamos colher rosas sem, de alguma forma, mutilar a roseira,
não é inteligente matar uma mosca pousada em alguém com um tiro de revólver.
Passei vinte e um anos da minha vida, internado em três hospitais-colônias, em pontos diversos do Brasil:
Rondônia, Acre, São Paulo. Conheci e conheço dezenas de técnicos em saúde. Com raras e ricas exceções, fiquei
com a impressão de que esses profissionais, há alguns anos atrás, dividiam o paciente de hanseníase em 03
partes: bacilos, bacilos e bacilos. Era muito difícil sermos procurados, se não fosse para pesquisarem se ainda
tínhamos o "precioso bichinho", como se fossemos apenas o "viveiro" de alguma coisa mais importante do que
nós. Para eles, não tínhamos olhos, nem ouvidos, nem cérebro, nem coração... (Quantas coisas ouvi e
compreendi, mesmo que eles achassem que eu não era capaz disso!). Mas eles, graças a Deus, evoluíram: com o
tempo passaram a nos dividir em: bacilo, pés, mãos. Passando mais uns anos e, pela ajuda de uns poucos
(pouquíssimos), deram mais um passo: bacilo, pés, mãos e olhos. (UFA! Chegam nos olhos). Até hoje, não
evoluíram mais... Nas áreas psicossociais, tenho que reverenciar algumas pessoas pela sua luta, pelo seu sonho,
pelo seu "querer fazer alguma coisa" mesmo "remando contra a maré".
Cada um de nós, com certeza, tem algo de que gosta muito: um móvel antigo, um livro, um quadro (não importa
de qual autor), etc... Vamos supor que a nossa "paixão" seja um quadro. Um dia nós olhamos para o quadro e
vemos que ele está sendo atacado por cupins. Já tem até uma parte estragada. O que fazemos? Simplesmente
jogamos inseticida no quadro para matar os cupins? Vamos ficar apenas festejando a morte dos cupins? Vamos
achar que já cumprimos o nosso dever? Claro que não. Nós vamos matar os cupins, sim, mas de uma forma que
não danifique ainda mais o quadro. E depois? Depois com certeza vamos fazer todo o esforço para achar alguém
que recupere a obra. Técnico competente, e, naturalmente, que goste e que conheça o valor do seu trabalho e o
valor da obra.
Ora, nós, como já enfatizamos, somos infinitamente mais valiosos do que qualquer obra de arte. E muito mais
complexos, como também já falamos. Por isso, achamos que, qualquer programa de combate à hanseníase que
seja implantado que não busque a cura do doente como um todo, será apenas uma "dedetização". O combate à
hanseníase tem que ser acompanhado pela cura do doente, pela restauração completa da obra.
É admirável como as pessoas que nos atendem menosprezam o nosso cérebro. Sempre confundem falta de
escolaridade com "burrice". Por falar nisso. acho que o paciente tem que participar de forma ativa do seu
tratamento. Ele deve fazer parte de forma consciente da equipe que o trata. Seu cérebro tem que ser usado!
Afinal, ao paciente cabe as tarefas mais importantes para a sua cura. Vejamos: Tomar o remédio; se ele não
tomar, não importa se o medicamento e o resto da equipe sejam os melhores do mundo, ele não vai ficar curado;
o observar e cuidar do próprio corpo, evitando o processo de mutilação; lutar para não perder ou reaver o seu
espaço na sociedade; acreditar, pois, sem acreditar não conseguimos nada, e tantas outras tarefas importantes.
Como membro da equipe que o trata, tem os mesmos direitos que os outros: a confiança, ao respeito e, se
possível, a amizade.
A hanseníase é uma doença que ataca pessoas humanas que, se sentirão muito felizes em poder contribuir para
eliminar da Terra essa grande mancha. Mas não acredito na eliminação dessa mancha, se o doente não for
conscientizado de que, ao tomar um comprimido para matar o bacilo de Hansen, ele não está apenas procurando
eliminar algo que está agredindo seu corpo mas, sim, também uma doença que mata, que mutila, que
marginaliza e envergonha a humanidade há milênios.
Nós vivemos o século das grandes vitórias da medicina sobre várias doenças que acompanham a humanidade a
vários séculos. A tuberculose, as doenças venéreas, a hanseníase, são exemplos. Porém, a descoberta da cura
dessas doenças, não significou a eliminação das mesmas; pelo contrário: elas recrudescem, proliferam e
continuam tripudiando sobre todos nós, principalmente nos mais pobres. Onde tem miséria, tem hanseníase e
tuberculose em abundância, como se fossem irmãs gêmeas.
Se olharmos para a trajetória da hanseníase no mundo, temos a impressão que ela tem pavor da riqueza. Parece
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ESTIGMA
M.2 - pág.03
LEPROSO: UMA IDENTIDADE PERVERSA
que o fato mais eficaz é o desfrutar de uma vida digna. Por outro lado, a grande maioria dos doentes de
hanseníase não têm acesso ao tratamento, mesmo porque não foram diagnosticados.
Existe uma grande massa de doentes ocultos, imersos na multidão que vêm à tona quase que por acaso. Não é à
toa que a grande maioria dos doentes conhecidos só foram diagnosticados com a doença já polarizada. O que
significa que já estavam doentes há vários anos. E o mais grave é que deixaram para trás uma multidão
contaminada, alimentando assim a endemia. Nada ou pouco se faz para provocar a demanda espontânea, o
diagnóstico precoce, sem o que não chegaremos nunca a eliminação da doença. Do jeito que está, nós estamos
apenas podando, aparando os seus galhos, deixando o tronco gerador, que são os doentes não diagnosticados e
não tratados, ocultos na multidão. O que fazer para arrancar esse "tronco" que gera vida tão danosa? Temos que
seguir o óbvio: Em primeiro lugar, temos que admitir que quem pega a hanseníase são pessoas humanas
igualzinhas a nós. Se nós, um dia, descobrirmos que estamos com uma mancha dormente, nós vamos pensar em
hanseníase e buscar tratamento. Por quê? Porque nós conhecemos os primeiros sinais clínicos da doença. Por
que então, não fazemos com que todas as pessoas, de países endêmicos, conheçam também esses sinais? Por que
não temos a humildade e a sabedoria de admitirmos o óbvio? A campanha de informação de massa sobre a
hanseníase nos países endêmicos é tão imprescindível para a eliminação da doença quanto a própria
poliquimioterapia. As duas se completam.
Qualquer programa de combate à hanseníase que não inclua campanha informativa à população é paliativa e
incompleta, é ineficaz. A não ser que a gente queira viver de hanseníase. Já que a "mercadoria lepra" é
altamente vendável e lucrativa. Aí, não seria mesmo inteligente "arrancar" o tronco que gera lucro. Seria o
mesmo que matar a galinha de ovos de ouro. Mas eu me recuso a acreditar nessa perversidade. Acredito, porém,
que a arrogância nos deixa tão míopes que não somos capazes de ver o óbvio.
A HANSENÍASE TEM CURA!!! Esta é uma das mais importantes e espetaculares manchetes do século XX. É
uma pena que tão poucas pessoas saibam disso. Inclusive a grande maioria dos doentes, porque nem sabem que
estão doentes.
Eu sei que é muito difícil eliminar a hanseníase. Mas temos que sonhar (só os seres humanos sonham!). Até
porque, se fosse fácil, outros já teriam conseguido. Temos, porém, que sonhar, que acreditar, porque tudo que
existe de concreto feito pela humanidade, nasceu do sonho de alguém e, com certeza, esse sonho já foi sonhado
por milhões de pessoas...
Nós, da nossa geração, temos o dever de realizar esse sonho, porque temos a felicidade de contarmos com os
meios necessários. Se a gente não fizer isso, tenho a impressão que seremos culpados diante da história. Nós não
podemos deixar para gerações futuras, essa herança tão vergonhosa e tão cruel.
A hanseníase tem cura, mas os medicamentos não curam sozinhos. Se não adicionarmos a cada comprimido uma
dosezinha da nossa vontade, do nosso compromisso, do nosso amor, eles são inócuos ou venenosos. Aliás, o
amor ainda continua sendo o melhor remédio para todos os males do mundo, desde que seja traduzido em
trabalho, em humildade, em ética, em compromisso, em justiça... A hanseníase também se cura com amor. Com
muito, muito amor.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ESTIGMA
M.3 - pág.01
ESTIGMA E IDENTIDADE SOCIAL
1
Trecho extraído do livro “Estigma: notas sobre a
manipulação da identidade deteriorada”. GOFFMAN,
E. - Zahar Editores - 1982
1
Os gregos, que tinham bastante conhecimento de recursos visuais, criaram o termo estigma para se referirem a
sinais corporais com os quais se procurava evidenciar alguma coisa de extraordinário ou mau sobre o status moral
de quem os apresentava. Os sinais eram feitos com cortes ou fogo no corpo e avisavam que o portador era um
escravo, um criminoso ou traidor - uma pessoa marcada, ritualmente poluída, que devia ser evitada, especialmente
em lugares públicos. Mais tarde, na Era Cristã, dois níveis de metáfora foram acrescentados ao termo: o primeiro
deles referia-se a sinais corporais de graça divina que tomavam a forma de flores em erupção sobre a pele; o
segundo, uma alusão médica a essa alusão religiosa, referia-se a sinais corporais de distúrbio físico. Atualmente, o
termo é amplamente usado de maneira um tanto semelhante ao sentido literal original, porém é mais aplicado à
própria desgraça do que à sua evidência corporal. Além disso, houve alterações nos tipos de desgraças que causam
preocupação. Os estudiosos, entretanto, não fizeram muito esforço para descrever as precondições estruturais do
estigma, ou mesmo para fornecer uma definição do próprio conceito. Parece necessário, portanto, tentar inicialmente
resumir algumas afirmativas e definições muito gerais.
NOÇÕES PRELIMINARES
A sociedade estabelece os meios de categorizar as pessoas e o total de atributos considerados como comuns e
naturais para os membros de cada uma dessas categorias. os ambientes sociais estabelecem as categorias de pessoas
que têm probabilidade de serem neles encontradas. As rotinas de relação social em ambientes estabelecidos nos
permitem um relacionamento com "outras pessoas" previstas sem atenção ou reflexão particular. Então, quando um
estranho nos é apresentado, os primeiros aspectos nos permitem prever a sua categoria e os seus atributos, a sua
"identidade social" - para usar um termo melhor do que "status social", já que nele se incluem atributos como
"honestidade", da mesma forma que atributos estruturais, como "ocupação".
Baseando-nos nessas preconcepções, nós as transformamos em expectativas normativas, em exigências apresentadas
de modo rigoroso.
Caracteristicamente, ignoramos que fizemos tais exigências ou o que elas significam até que surge uma questão
efetiva. Essa exigências são preenchidas? É nesse ponto, provavelmente, que percebemos que durante todo o tempo
estivemos fazendo algumas afirmativas em relação àquilo que o indivíduo que está à nossa frente deveria ser.
Assim, as exigências que fazemos poderiam ser mais adequadamente denominadas de demandas feitas "efetivamente",
e o caráter que imputamos ao indivíduo poderia ser encarado mais como uma imputação feita por retrospecto em
potencial - uma caracterização "efetiva", uma identidade social virtual. A categoria e os atributos que ele, na
realidade, prova possuir, serão chamados de sua identidade social real.
Enquanto o estranho está à nossa frente, podem surgir evidências de que ele tem um atributo que o torna diferente
de outros que se encontram numa categoria em que pudesse ser incluído, sendo, até, de uma espécie menos
desejável - num caso extremo, uma pessoa completamente má, perigosa ou fraca. Assim, deixamos de considerá-lo
criatura comum e total, reduzindo-o a uma pessoa estragada e diminuída. Tal característica é um estigma, especialmente
quando o seu efeito de descrédito é muito grande - algumas vezes ele também é considerado um defeito, uma
fraqueza, uma desvantagem - e constitui uma discrepância específica entre a identidade social virtual e a identidade
social real. Observe-se que há outros tipos de discrepância entre a identidade social real e a virtual como, por
exemplo, a que nos leva a reclassificar um indivíduo antes situado numa categoria socialmente prevista, colocandoo numa categoria diferente mas igualmente prevista e que nos faz alterar positivamente nossa avaliação. Observe-se,
também, que nem todos os atributos indesejáveis estão em questão, mas somente os que são incongruentes com o
estereótipo que criamos para um determinado tipo de indivíduo.
O termo estigma, portanto, será usado em referência a um atributo profundamente depreciativo, mas o que é
preciso, na realidade, é uma linguagem de relações e não de atributos. Um atributo que estigmatiza alguém pode
confirmar a normalidade de outrem, portanto ele não é, em si mesmo, nem honroso nem desonroso. Por exemplo,
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ESTIGMA
M.3 - pág.02
ESTIGMA E IDENTIDADE SOCIAL
alguns cargos na América obrigam os seus ocupantes que não tenham educação universitária esperada a esconderem
isso; outros cargos, entretanto, podem levar os que os ocupam e que possuem uma educação superior a manter isso
em segredo para não serem considerados fracassados ou estranhos. De modo semelhante, um garoto de classe
média pode não ter escrúpulos de ser visto entrando numa biblioteca; entretanto, um criminoso profissional escreve:
Lembro-me de que, mais de uma vez, por exemplo, ao entrar numa biblioteca pública perto de onde eu morava,
olhei em torno duas vezes antes de realmente entrar, para me certificar que nenhum de meus conhecidos estava me
vendo.
Assim, também, um indivíduo que deseja lutar por seu país pode esconder um defeito físico por recear que o seu
estado físico seja desacreditado. Posteriormente, ele mesmo, amargurado e tentando sair do Exército, pode conseguir
admissão no hospital militar, onde se exporia ao descrédito se descobrissem que não tem realmente qualquer
doença grave. Um estigma é, na realidade, um tipo especial de relação entre atributo e estereótipo, embora eu
proponha a modificação desse conceito, em parte porque há importantes atributos que quase em toda a nossa
sociedade levam ao descrédito.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES E PLANEJAMENTO DE RECURSOS DE PI
N.1 - pág.01
ORIENTAÇÃO DE COMO TRABALHAR COM OS DADOS
Objetivos:
Sensibilizar os treinandos quanto à importância da coleta e registro correto dos
dados.
n Sensibilizar os treinandos para a utilização destes dados no acompanhamento ao
paciente.
n
Sensibilizar os treinandos para a utilização destes dados na avaliação do serviço.
n Sensibilizar os treinandos para a utilização destes dados para o planejamento do
serviço (recuros humanos e recursos materiais).
n
Metodologia:
Distribuir o impresso Prevenção de danos.
n Fazer uma breve reflexão com o grupo sobre a importância da qualidade dos dados
tanto para o acompanhamento do paciente quanto para a avaliação e planejamento
do serviço.
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
F
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0011
0012
1. Maria José
2. José Lúcio
3. Jorge Mário
4. Regina
5. Lígia
6. Carlos
7. Marcelo
8. Geraldo
9. Margarete
10. Anete
11. Ronise
12. Claúdia
Nome do Paciente
Sexo
(M/F)
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
57
33
27
21
47
22
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16
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Idade
DATA: Agosto de 1994
N° do
Prontuário
Página 1
LOCAL: Você Decide
I
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D
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D
D
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(I, T, D, V)
Forma
Clinica
Tratamento
Tratamento
Alta
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Alta
Tratamento
Alta
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Alta
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Tratamento
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ou Alta)
Situação Atual
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Grau de Incapacidade, OMS
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Levantamento Estatístico dos Pacientes de Hanseníase, no Diagnóstico e na Alta, a fim de se
Planejar Recursos e Avaliar as Atividades
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AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES E PLANEJAMENTO DE RECURSOS DE PI
N.2 - pág.01
LEVANTAMENTO ESTATÍSTICO: GRUPO A
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
12
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Protetora no Pé
(S/N)
DATA: Agosto de 1994
Falta de Sensibilidade
Protetora na Mão
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no Pé
(S/N)
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Levantamento Estatístico dos Pacientes de Hanseníase, no Diagnóstico e na Alta, a fim de se
Planejar Recursos e Avaliar as Atividades
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D: P, BMP
E: P
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P = Palmilha
BMT = Barra Metatarsiano
Adaptações de Calçados para
Pés com Anestesia
AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES E PLANEJAMENTO DE RECURSOS DE PI
N.2 - pág.02
LEVANTAMENTO ESTATÍSTICO: GRUPO A
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
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0024
1. Jussilene
2. Heloísa
3. Josélia
4. Elvira
5. Rosani
6. Maryalva
7. Linda
8. Antônio
9. Antônio Claros
10. Fábio
11. Olímpio
12. Beatriz
Nome do Paciente
Sexo
(M/F)
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
4
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45
34
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DATA: Agosto de 1994
N° do
Prontuário
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LOCAL: Você Decide
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Forma
Clinica
Tratamento
Tratamento
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Alta
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Alta
Alta
Alta
Tratamento
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ou Alta)
Situação Atual
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Grau de Incapacidade, OMS
Última
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Levantamento Estatístico dos Pacientes de Hanseníase, no Diagnóstico e na Alta, a fim de se
Planejar Recursos e Avaliar as Atividades
Última
GRAU MÁX.
1°
AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES E PLANEJAMENTO DE RECURSOS DE PI
N.3 - pág.01
LEVANTAMENTO ESTATÍSTICO: GRUPO B
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
12
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10
9
8
7
6
5
4
3
2
1
Paciente
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E: N
Última
Falta de Sensibilidade
Protetora no Pé
(S/N)
DATA: Agosto de 1994
Falta de Sensibilidade
Protetora na Mão
(S/N)
LOCAL: Você Decide
D: S
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Úlceras / Traumas
na Mão
(S/N)
1°
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no Pé
(S/N)
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D: N
E: N
Levantamento Estatístico dos Pacientes de Hanseníase, no Diagnóstico e na Alta, a fim de se
Planejar Recursos e Avaliar as Atividades
D:
E:
D:
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E: P
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D: P
E: P
D:
E:
D:
E:
1°
Última
D:
E:
D:
E:
D:
E:
D:
E:
D:
E:
D: P, BMT
E: P
D:
E:
D:
E:
D: P
E: P
D: P
E: P
D: P, BMP
E: P, BMP
D:
E:
P = Palmilha
BMT = Barra Metatarsiano
Adaptações de Calçados para
Pés com Anestesia
AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES E PLANEJAMENTO DE RECURSOS DE PI
N.3 - pág.02
LEVANTAMENTO ESTATÍSTICO: GRUPO B
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES E PLANEJAMENTO DE RECURSOS DE PI
N.4 - pág.01
LEVANTAMENTO ESTATÍSTICO: PERGUNTAS
Pergunta
1
2
3
4
5
Número
Qual é o total de pacientes analisado?
Sexo:
Masculino
Feminino
Idade:
0 - 14 anos
15 - 59 anos
60 anos e maior
Forma Clínica: I
T
D
V
Situação Atual: Em Tratamento
Em Alta
%
100 %
%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
%
M=
F =
0 - 14 anos =
15 - 59 anos =
60 anos e maior =
I =
T =
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V =
Tratamento =
Alta =
6
Grau
1a Avaliação
OLHO
N°
%
MÃO
N°
%
Última Avaliação
PÉ
N°
%
OLHO
N°
%
MÃO
N°
%
PÉ
N°
%
Grau 0
Grau I
Grau II
Grau III
TOTAL
7
48
100%
48
100%
48
100%
48
100%
48
100%
48
100%
Grau máximo do paciente? (N=24)
1a Avaliação
Grau
Última Avaliação
N°
%
N°
%
24
100%
24
100%
Grau 0
Grau I
Grau II
Grau III
TOTAL
8
Quantas mãos e pés não têm sensibilidade protetora? (N=48)
1a Avaliação
N°
Última Avaliação
%
N°
%
Mãos
Pés
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES E PLANEJAMENTO DE RECURSOS DE PI
N.4 - pág.02
LEVANTAMENTO ESTATÍSTICO: PERGUNTAS
Quantas pessoas têm, uma ou duas mãos, e pés, sem sensibilidade?
9
1a Avaliação
N°
Última Avaliação
%
N°
%
Mãos
Pés
(Pessoas com: mãos N =
10
pés N =
)
Quantas mãos e pés, com falta de proteção, têm feridas/úlceras/traumas?
1a Avaliação
N°
Última Avaliação
%
N°
%
Mãos
Pés
(mãos N =
11
pés N =
)
Quantas pessoas precisam de adaptações de calçados (palmilha, barra metatarsiana)?
1a Avaliação (N=
N°
)
Última Avaliação (N=
%
N°
)
%
Pessoas
12
Qual a porcentagem de pessoas com falta de sensibilidade protetora nos pés e que receberam
alguma adaptação de calçados?
1a Avaliação (N=
N°
)
Última Avaliação (N=
%
N°
)
%
Pessoas
13
Quantas Adaptações foram feitas para os pés?
Grau
1a Avaliação
N°
Última Avaliação
%
N°
%
Palmilha
Barra Metatarsiano
TOTAL
100%
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
100%
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES E PLANEJAMENTO DE RECURSOS DE PI
N.5 - pág.01
LEVANTAMENTO ESTATÍSTICO: RESPOSTAS
Pergunta
1
2
3
4
5
Qual é o total de pacientes analisado?
Sexo:
Masculino
Feminino
Idade:
0 - 14 anos
15 - 59 anos
60 anos e maior
Forma Clínica: I
T
D
V
Situação Atual: Em Tratamento
Em Alta
Número
%
24
100,0 %
37,5 %
62,5 %
25,0 %
62,5 %
12,5 %
12,5 %
12,5 %
50,0 %
25,0 %
62,5 %
37,5 %
M = 09
F = 15
0 - 14 anos = 06
15 - 59 anos = 15
60 anos e maior = 03
I = 03
T = 03
D = 12
V = 06
Tratamento = 15
Alta = 09
6
Grau
1a Avaliação
OLHO
N°
%
Grau 0
Grau I
Grau II
Grau III
TOTAL
7
38
3
6
1
48
79,2
6,3
12,5
2,1
101%
MÃO
N°
%
N°
%
72,9
14,6
8,3
4,2
30
13
5
0
62,5
27,1
10,4
0
35
7
4
2
48
100%
PÉ
48
100%
OLHO
N°
%
40
3
4
1
48
MÃO
N°
%
N°
%
68,8
10,4
14,6
6,3
29
12
7
0
60,4
25,1
14,6
0
101%
48
100%
33
5
7
3
83,3
6,3
8,3
2,1
100%
48
PÉ
Grau máximo do paciente? (N=24)
1a Avaliação
Grau
8
Última Avaliação
Última Avaliação
N°
%
N°
%
Grau 0
Grau I
Grau II
Grau III
13
5
4
2
54,2
20,8
16,6
8,3
13
4
4
3
54,2
16,6
16,6
12,5
TOTAL
24
99,9%
24
99,9%
Quantas mãos e pés não têm sensibilidade protetora? (N=48)
1a Avaliação
Mãos
Pés
Última Avaliação
N°
%
N°
%
13
18
27,1
37,5
15
19
31,3
39,6
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES E PLANEJAMENTO DE RECURSOS DE PI
N.5 - pág.02
LEVANTAMENTO ESTATÍSTICO: RESPOSTAS
Quantas pessoas têm, uma ou duas mãos, e pés, sem sensibilidade?
9
1a Avaliação
Mãos
Pés
10
Última Avaliação
N°
%
N°
%
8
9
33,3
37,5
10
10
41,7
41,7
Quantas mãos e pés, com falta de proteção, têm feridas/úlceras/traumas?
1a Avaliação
Mãos
Pés
N°
%
N°
%
4
3
30,8
16,7
4
7
26,7
36,8
(mãos N = 13
11
Última Avaliação
pés N = 18)
(mãos N = 15
Quantas pessoas precisam de adaptações de calçados (palmilha, barra metatarsiana)?
1a Avaliação (N = 24)
Pessoas
12
Última Avaliação (N = 24)
N°
%
N°
%
9
37,5
10
41,7
Qual a porcentagem de pessoas com falta de sensibilidade protetora nos pés e que receberam
alguma adaptação de calçados?
1a Avaliação (N = 9)
Pessoas
13
pés N = 19)
Última Avaliação (N = 10)
N°
%
N°
%
5
55,6
8
80,0
Quantas Adaptações foram feitas para os pés?
Grau
1a Avaliação
Última Avaliação
N°
%
N°
%
Palmilha
Barra Metatarsiano
10
90,9
14
73,7
1
9,1
5
26,3
TOTAL
11
100%
19
100%
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
AVALIAÇÃO DE ATIVIDADES E PLANEJAMENTO DE RECURSOS DE PI
N.6 - pág.01
PREVENÇÃO DE DANOS
1. Determinando se a comunidade sabe como suspeitar de hanseníase e o local onde se
dirigir para confirmar o diagnóstico e se tratar.
2. Determinando se os casos novos de hanseníase estão sendo diagnosticados precocemente.
3. Determinando as prioridades nas atividades de Prevenção de Incapacidades (P.I.), nas
Ações de Controle de Hanseníase (ACH).
4. Determinando quantos pacientes no seu serviço, têm ou tiveram dificuldades com as
condições gerais de vida (psico-sociais), no auto-conceito, na família, nos estudos, no
trabalho, na comunidade, etc., devido à hanseníase.
5. Determinando quantos pacientes no seu serviço, têm ou tiveram dificuldades nas
condições gerais de vida, devido à hanseníase; foram acompanhados, e quantos tiveram
as soluções encontradas.
6. Determinando quantos pacientes mantiveram ou melhoraram seu Grau de Incapacidades,
durante o tratamento e após a alta, em relação ao que tinham no momento do
diagnóstico.
7. Determinando quantos pacientes (em tratamento e após a alta), no seu serviço, têm ou
tiveram reações/neurites nos últimos 12 meses.
8. Determinando quantos pacientes com reações/neurites foram acompanhados e/ou tratados,
adequadamente.
9. Determinando quantos pacientes (em tratamento e após a alta), no seu serviço,
apresentam perda da sensibilidade protetora(anestesia) nos olhos, mãos, e pés.
10. Determinando quantos destes pacientes com perda da sensibilidade protetora(anestesia)
foram orientados e capacitados, em relação a auto-cuidados e se sabem como conviver
com a falta de sensibilidade.
11. Determinando quantos pacientes (em tratamento e após a alta), no seu serviço,
necessitam usar adaptações em calçados e/ou calçados especiais.
12. Determinando quantos destes pacientes adquiriram e/ou receberam calçados e
adaptações adequadas.
13. Determinando aqueles pacientes que necessitam encaminhamento para outros serviços.
14. Determinando onde encaminhar as urgências e outras complicações não tratadas no seu
serviço.
15. Determinando os recursos necessários para executar atividades básicas de P.I..
16. Supervisionando e avaliando o seu serviço
17. Analisando e interpretando os resultados das atividades básicas de P.I..
18. Treinando outras pessoas da área de saúde e da comunidade em geral.
FAZENDO ASSIM, VOCÊ ESTARÁ PRESTANDO UM EXCELENTE TRABALHO,
COLABORANDO, DE MANEIRA DECISIVA, COM A ÁREA DE SAÚDE .
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
SUPERVISÃO
O.1 - pág.01
ORIENTAÇÃO SOBRE A SUPERVISÃO
Objetivos:
n
Informar e esclarecer aos treinandos que a supervisão terá a finalidade de apoio
técnico e discussão das dúvidas, o que facilitará a implantação e a implementação
das atividades básicas de PI nas ações de controle da hanseníase.
Metodologia:
n
Reforçar, durante o desenvolvimento do curso, a importância da supervisão ser
feita regularmente.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
12
9
10
11
Testar a força muscular
Testar a acuidade visual
Registrar dados no Prontuário
Preencher a ficha do Grau de
Incapacidades/OMS
6
7
8
1
2
3
4
5
Ouvir o paciente
Fazer inspeção
Fazer a pesquisa da sensibilidade da córnea
Saber examinar os olhos:
No Auto-conceito
Na Família
No Estudo
No Trabalho
Na Comunidade
A- Avaliação
Saber identificar as condições
gerais na vida (psico-sociais) do
paciente:
Técnicas
Não
Obs.
Não
Feito na Conhecimento Habilidade
Unidade
S = Satisfatório
+ = Com dificuldades
N = Não satisfatório
Atitude Corrigido
Nome do avaliador:______________________________________________________________
Nome do avaliado / Cargo / Função:___________________________________________________
Nome da unidade (cidade / regional / estado): ____________________________________________
N° de casos no registro ativo 31/12 no ano anterior: ____________
N° de casos novos no ano anterior: _______________
Horário de funcionamento da unidade: _______________
Do serviço de Hanseníase:___________
Observações
Data da supervisão: ______ / ______ / ______
Avaliação: (1°, 2°, 3°, 4°, 5°, etc): _______
Casos novos, Grau avaliado: _______ e _____%
Casos novos, Grau I: _______ e _____%(*)
Casos novos, Grau II e III: _______ e _____% (*)
(*) dentro os avaliados
SUPERVISÃO
0.2 - pág.01
INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO - ATIVIDADES BÁSICAS DE PI
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
Saber examinar os membros
superiores:
Ouvir o paciente
Fazer inspeção
Fazer a palpação dos nervos
Fazer pesquisa da
sensibilidade
Testar a força muscular
Examinar a mobilidade articular
Registrar dados no Prontuário
Preencher a ficha do Grau de
Incapacidades/OMS
Saber examinar o nariz:
Ouvir o paciente
Fazer inspeção
Registrar dados no Prontuário
Preencher a ficha do Grau de
Incapacidades/OMS
Técnicas
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
21
22
23
24
17
18
19
20
13
14
15
16
Não
Obs.
Não
Feito na Conhecimento Habilidade
Unidade
Atitude Corrigido
Observações
SUPERVISÃO
0.2 - pág.02
INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO - ATIVIDADES BÁSICAS DE PI
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
Preencher a ficha do Grau de
Incapaciades/OMS
Fazer a palpação dos nervos
Fazer pesquisa da
sensibilidade
Testar a força muscular
Examinar a mobilidade articular
Fazer inspeção do Calçado
Registrar dados no Prontuário
Saber examinar os membros
inferiores:
Ouvir o paciente
Fazer inspeção
Observar o modo de andar
Técnicas
30
31
32
33
34
25
26
27
28
29
Não
Obs.
Não
Feito na Conhecimento Habilidade
Unidade
Atitude Corrigido
Observações
SUPERVISÃO
0.2 - pág.03
INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO - ATIVIDADES BÁSICAS DE PI
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
Fazer a pesquisa de
sensibilidade
Testar a força muscular
Fazer imobilizações
Dar orientações
Encaminhar ao médico
Identificar a necessidade de
referência e contra referência
Fazer o encaminhamento
Fazer a palpação do nervo
Saber tratar estados reacionais
e neurites fazendo monitoramento
da função neural:
B. TRATAMENTO
Procurar soluções para as
dificuldades encontradas na vida,
devido à hanseníase:
No Auto-conceito
Na Família
No Estudo
No Trabalho
Na Comunidade
Identificar a necessidade de
referência e contra referência
Fazer o encaminhamento
Registrar procedimentos e
agendar o retorno
Fazer o acompanhamento
Técnicas
17
12
13
14
15
16
10
11
9
7
8
4
5
6
1
2
3
Não
Obs.
Não
Feito na Conhecimento Habilidade
Unidade
Atitude Corrigido
Observações
SUPERVISÃO
0.2 - pág.04
INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO - ATIVIDADES BÁSICAS DE PI
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
Fazer limpeza com água
Identificar a necessidade de
referência e contra referência
Fazer o encaminhamento
Registrar os procedimentos e
agendar o retorno
Fazer o acompanhamento
Saber tratar o nariz:
Fazer a limpeza
Fazer a lubrificação com
colírios
Ensinar os exercícios
Orientar o uso de proteção
diurna e noturna
Ensinar auto-cuidados e convivência com olhos sem sensibilidade
Identificar a necessidade de
referência e contra referência
Fazer o encaminhamento
Registrar os procedimentos e
agendar o retorno
Fazer o acompanhamento
Saber tratar os olhos:
Saber tratar estados reacionais
e neurites (cont.):
Registrar procedimentos e
agendar o retorno
Fazer acompanhamento do
processo inflamatório
Técnicas
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
33
31
32
29
30
28
26
27
25
24
22
23
20
21
19
18
Não
Obs.
Não
Feito na Conhecimento Habilidade
Unidade
Atitude Corrigido
Observações
SUPERVISÃO
0.2 - pág.05
INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO - ATIVIDADES BÁSICAS DE PI
Saber tratar as mãos:
Fazer a hidratação e
lubrificação
Ensinar os exercícios
Ensinar auto-cuidados e
convivência com mãos sem
sensibilidade
Identificar a necessidade de
referência e contra-referência
Fazer o encaminhamento
Registrar os procedimentos e
agendando o retorno
Fazer o acompanhamento
Saber tratar os pés:
Fazer a hidratação e
lubrificação
Ensinar os exercícios
Ensinar auto-cuidados e
convivência com pés sem
sensibilidade
Ensinar o uso do aparelho
dorsiflexor para pé caído
Identificar a necessidade de
referência e contra referência
Fazer o encaminhamento
Registrar os procedimentos e
agendar o retorno
Fazer o acompanhamento
Técnicas
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
48
46
47
45
44
42
43
41
40
38
39
37
35
36
34
Não
Obs.
Não
Feito na Conhecimento Habilidade
Unidade
Atitude Corrigido
Observações
SUPERVISÃO
0.2 - pág.06
INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO - ATIVIDADES BÁSICAS DE PI
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
Saber tratar úlceras:
Fazer a limpeza
Fazer a hidratação
Fazer debridamento
Cobrir o ferimento
Orientar o repouso
Ensinar auto-cuidados e
convivência com insensibilidade
Identificar a necessidade de
referência e contra referência
Fazer o encaminhamento
Registrar os procedimentos e
agendar o retorno
Fazer o acompanhamento
Técnicas
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
58
56
57
55
49
50
51
52
53
54
Não
Obs.
Não
Feito na Conhecimento Habilidade
Unidade
Atitude Corrigido
Observações
SUPERVISÃO
0.2 - pág.07
INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO - ATIVIDADES BÁSICAS DE PI
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
Fazer o levantamento das
necessidades
Planejar e justificar os
materiais solicitados
Encaminhar a solicitação do
material
Receber e armazenar o material
Acompanhar a utilização do
mesmo
Fazer avaliação das habilidades e
atividades feitas para prevenir
incapacidades em hanseníase
C. NA ORGANIZAÇÃO DE
SERVIÇO DEVE-SE SABER:
Programar material básico para
atividades de prevenção de
incapacidades em hanseníase:
Técnicas
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
6
4
5
3
2
1
Não
Obs.
Não
Feito na Conhecimento Habilidade
Unidade
Atitude Corrigido
Observações
SUPERVISÃO
0.2 - pág.08
INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO - ATIVIDADES BÁSICAS DE PI
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
Soluções e Recomendações:
DESDOBRAMENTO: treinamento em
serviço, outros cursos, organização
de serviço, etc.
FLUXO DO PACIENTE NA ROTINA
DO SERVIÇO
RECURSOS HUMANOS (quantos):
treinandos, atualizados, atuando, etc.
INFRAESTRUTURA: área física da
unidade, iluminação, ventilação,
água, etc.
Nomes das pessoas contactadas / função:
Outras Observações
SUPERVISÃO
0.2 - pág.09
INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO - ATIVIDADES BÁSICAS DE PI
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
SUPERVISÃO
0.2 - pág.10
Soluções e Recomendações:
Nomes das pessoas contactadas / função:
INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO - ATIVIDADES BÁSICAS DE PI
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
SUPERVISÃO
O.3 - pág.01
UMA NOVA PROPOSTA DE SUPERVISÃO DA DERMATOLOGIA SANITÁRIA
ÍNDICE
IIIIIIIVVVIVII-
Introdução .............................................................................................................. 1
Caracterizaçãode supervisão ........................................................................................ 2
Por que a supervisão? ................................................................................................. 2
Planejamento da supervisão ......................................................................................... 3
Perfil do supervisor ................................................................................................... 4
Planejamento da supervisão ......................................................................................... 5
Bibliografia ............................................................................................................. 6
I- Introdução
Muito tem sido gasto no Brasil com supervisão e, ao que parece, sem a efetividade esperada. A forma pela qual
os profissionais de saúde desempenham suas funções e tarefas nos serviços de saúde não corresponde aos
princípios do Sistema Único de Saúde, tão pouco às expectativas da população e da gerência de áreas
programáticas.
Na área de dermatologia sanitária, como em geral, muitas são as justificativas assinaladas para isso: percentual
de profissionais capacitados na rede, formação inadequada, influência dos fatores sociais e culturais,
inadequação do modelo de atenção, descrédito da cura, baixa integração institucional , baixa cobertura
populacional, fluxo financeiro irregular, entre outras. Além do déficit de recursos humanos na saúde, temos
inadequação de perfis profissionais, baixa remuneração, formas de inserção dos trabalhadores, desvalorização
técnico-social do trabalhador e péssimas condições de trabalho. Melhorar o desempenho dos recursos humanos
nesse cenário é o desafio gerencial.
O funcionamento dos serviços de saúde requer: equipe capacitada e motivada de forma adequada para as funções
e tarefas que deve desempenhar; execução ligada à competência técnica; gerência reforçada, também pela
motivação e liderança, serviços oferecidos de acordo com as necessidades da população. Outros elementos da
dinâmica organizacional devem ser considerados, além das pessoas, da estrutura e da tecnologia. O poder,
compreendido como tensão acumulada nos diversos níveis influencia as ações, assim como o ambiente.
O desempenho profissional, a competência e a qualidade não são constantes, nem lineares, e variam de acordo
com a formação profissional e o contexto. A formação, deve ser complementada e adequada ao meio e
circunstâncias, de forma contínua e motivante através da orientação, monitorização e supervisão dos
profissionais.
A supervisão como processo sistemático interativo, envolvendo diferentes atores em diferentes níveis de atuação,
possibilita a análise da eficácia das estratégias e métodos de trabalho bem como, a correção dos mesmos, tendo
em vista, o alcance dos objetivos e das metas.
A supervisão é pensada como instrumento capaz de viabilizar nos diferentes níveis de decisão e, para as
diferentes categorias profissionais da equipe de saúde, avaliação de seu desempenho, contribuindo para a
operacionalização das normas e (diretrizes para o controle de agravos, sob a responsabilidade da dermatologia
sanitária, possibilitando a melhoria da qualidade do serviço prestado à população.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
SUPERVISÃO
O.3 - pág.02
UMA NOVA PROPOSTA DE SUPERVISÃO DA DERMATOLOGIA SANITÁRIA
II- Caracterização de supervisão
No processo de gerência, a supervisão é a avaliação do desempenho de tarefas. A monitorização possibilita
avaliar como estão sendo implementadas as atividades. A avaliação dos resultados, em termos de eficiência/
custo/benefício, deverá orientar as correções adequadas para o alcance dos objetivos definidos.
A supervisão proporciona uma oportunidade única, não somente para apoiar, orientar e motivar os profissionais,
no aperfeiçoamento das habilidades, como também, uma oportunidade para aprender. Um processo bidirecional
de crescimento mútuo, tanto para o supervisor como para o supervisionado. Destina-se a educar, a qualificar e a
buscar a consciência e o compromisso profissional, mais do que controlar.
A supervisão analisa a execução da tarefa e avalia o desempenho profissional. No processo de gerência, é um
importante instrumento de monitorização que acompanha como estão sendo implementadas atividades, e de
avaliação que possibilita verificar o alcance dos objetivos.
III- Por que a supervisão?
A supervisão objetiva basicamente:
a) aperfeiçoar a execução melhorando a qualidade
b) facilitar a superação das dificuldades
c) desenvolver a motivação da equipe
d) assegurar a adoção de objetivos adequados
e) promover o crescimento pessoal
a) Estimula a execução e o aperfeiçoamento
A supervisão é um mecanismo apropriado para:
n
Identificar as necessidades de informações (área de abrangência, problemas de saúde, metas, métodos e
organização de serviço; padrões a serem atingidos);
n
Identificar as habilidades necessárias (cuidados com o doente, capacidade de resolução dos problemas);
n
Definir com a equipe as estratégias e métodos de ensino-aprendizagem para superação das deficiências
(leituras de documentos, estudos de casos, discussão em grupo, etc.);
n
Estabelecer um programa de educação continuada para melhorar as habilidades, as atitudes e os
conhecimentos;
n
Identificar as necessidades básicas dos trabalhadores (segurança, sociais, respeito e auto-realização) etc;
n
Identificar necessidades de apoio logístico, materiais e financeiros:
n
Identificar as necessidades de gerência e encaminhar às estruturas competentes as recomendações.
b) Facilita a superação das dificuldades encontradas
A supervisão é um mecanismo adequado para:
n
Observar como as tarefas de cada categoria profissional, em cada nível, são executadas e sob que contexto;
n
Analisar os fatores positivos e fontes de conhecimentos e atitudes dos trabalhadores, meio ambiente e recursos;
n
Identificar, em equipe, as dificuldades e como resolvê-las.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
SUPERVISÃO
O.3 - pág.03
UMA NOVA PROPOSTA DE SUPERVISÃO DA DERMATOLOGIA SANITÁRIA
c) Desenvolve motivação da Equipe
A supervisão constitui um mecanismo apropriado para:
n
Obter a visão das necessidades: a participação, o fazer parte podem ser trabalhados como fonte de motivação;
n
Ajudar os profissionais de saúde a atingir a maturidade para assumir as responsabilidades:
n
Identificar as falhas na capacidade de comunicação, de relacionamento para solução dos problemas técnicos e
de relações humanas;
n
Adaptar o estilo de liderança dos responsáveis da supervisão a expectativas da equipe ajustada no contexto.
d) Garante os objetivos apropriados
A supervisão é apropriada para:
n
Assegurar que os objetivos correspondam às necessidades;
n
Obter a cooperação da equipe para o alcance dos objetivos e implementação das diretrizes e políticas;
n
Ajustar os objetivos da direção ao da equipe com a discussão e participação;
n
Buscar superação aos conflitos em relação aos objetivos.
e) Viabiliza o crescimento pessoal
A supervisão possibilita:
n
Conhecer as pessoas, as realidades de vida, as crenças, valores e visão de mundo da equipe;
n
Refletir, discutir e aperfeiçoar as práticas de trabalho com as necessidades do contexto;
n
Desenvolver conhecimentos (políticos, cognitivos, organizativos) tanto no âmbito individual, como coletivo;
n
Identificar e viabilizar atitudes adequadas para melhoria do atendimento.
IV- Planejamento da supervisão
1-Integração de equipes de supervisão: a integração de equipes nos diferentes níveis do SUS deve sempre ser
considerada já que os objetivos estão voltados para o município, origem das necessidades e possibilidades. Isso
não apenas pela relação custo/benefício no caso de deslocamentos, como, também, para não sobrecarregar
técnicos do nível local com inúmeras visitas, de diferentes programas. Além do mais, a supervisão integrada tem
maior peso nas decisões institucionais.
n
O atual processo de municipalização requer que a supervisão, seja também uma atividade assumida pelo
município, com apoio dos níveis estadual, federal e projetos não governamentais, de acordo com a
realidade regional e local. Considerando a realidade atual, é importante que os supervisores de nível
central e /ou regional incorporem técnicos das SMS nas fases de preparação e execução das supervisões
locais.
2-Periodicidade da supervisão:
3-Tarefas para cada uma das três fases de supervisão:
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
SUPERVISÃO
O.3 - pág.04
UMA NOVA PROPOSTA DE SUPERVISÃO DA DERMATOLOGIA SANITÁRIA
Fase I - Preparatória
n
Estudos de documentos ( normas, planos, situação epidemiológica) e relatórios;
n
Identificação das prioridades para supervisão;
n
Identificação de estrutura e atribuições;
n
Estabelecimentos dos contatos com as unidades a serem supervisionadas;
n
Preparação do programa e cronograma de supervisão;
Fase II - Supervisão propriamente dita
n
Estabelecimento de contatos;
n
Análise dos objetivos, metas e normas com o profissional;
n
Observação da execução da tarefa desempenhada pelo profissional;
n
Identificação de falhas e necessidades de acompanhamento;
n
Orientação do profissional e da equipe;
n
Contactar e consultar o Conselho de Saúde;
n
Elaboração do relatório e discussão com a equipe de saúde e com o nível decisório da Unidade.
n
Agendamento da próxima supervisão;
Fase III - Desdobramentos da Supervisão
n
Analisar com os níveis decisórios, os resultados da supervisão;
n
Discutir as estratégias de correção necessárias;
n
Organizar e implementar um programa de atividades de formação/capacitação/assessoria conforme as
necessidades;
n
Encaminhar o relatório com os desdobramentos firmados à equipe supervisionada à Unidade e aos níveis
decisórios;
n
Monitorar os desdobramentos;
V- Perfil do supervisor
As atividades de supervisão, em cada nível, bem como, as tarefas a supervisionar, determinam o perfil do
supervisor. Em termos da competência, resolutividade, ele deve ser capaz de executar adequadamente a tarefa do
supervisionado.
O supervisor precisa saber como planificar, organizar, motivar e se relacionar respeitosamente com as pessoas.
O SUPERVISOR DEVE TER O SEGUINTE PERFIL
n
Ser um técnico com visão global do programa, de organização de serviços e do contexto;
n
Ter competência técnica formal e prática;
n
Ter conhecimento da realidade;
n
Saber se comunicar e se relacionar (saber ouvir, observar, questionar, estabelecer acordo, ser criativo nas
soluções e ter capacidade de estimular);
n
Ter compreensão dos fatores sociais, psicológicos, culturais, deteminantes das condições de trabalho da
unidade e da saúde da população;
n
Ter disponibilidade e disposição para fazer crescer o indivíduo enquanto pessoa, cidadão e profissional.
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O.3 - pág.05
UMA NOVA PROPOSTA DE SUPERVISÃO DA DERMATOLOGIA SANITÁRIA
VI- Instrumento de supervisão
O instrumento preliminar de supervisão foi definido na Oficina de Supervisão, realizada em Brasília em 1996.
Estabelece as tarefas e sub-tarefas para o cumprimento das atividades prioritárias que compõem as ações de
controle da hanseníase, definindo a priori o nível mínimo aceitável.
n
Diagnóstico e tratamento (clínica);
n
Insumos críticos (medicamentos);
n
Laboratório;
n
Prevenção de Incapacidades;
n
Sistema de informação;
n
Gerência.
Este instrumento em reconstrução nas Oficinas de Supervisão do Espírito Santo, Ceará, Mato Grosso e Pará, na
sua ampliação compreende as seguintes etapas:
ANÁLISE DE PERFORMANCE E INTERVENÇÃO
Realização da Supervisão
l. Aplicação do instrumento em uma unidade de saúde, para ser analisada a tarefa "in loco".
n
Observando a execução da tarefa pelo profissional definido, verificando se as subtarefas são executadas, como
são executadas;
n
Observando o contexto em que são executadas;
n
Consultando as fontes de informação necessárias para análise (relatórios, prontuários, fichas, resultados dos
exames, manuais, planilhas, registro, pessoas se for o caso etc.);
2. Na mesma visita feita "in loco":
n
Realização de entrevista com o profissional que executa a tarefa;
n
Realização de entrevista com o paciente. (As perguntas ou itens das entrevistas formuladas antes da visita,
devem ter, sempre em mente, o objetivo: análise de desempenho da tarefa).
3. Análise do resultado, cruzando as informações e confrontando com as tarefas e subtarefas e nível
mínimo aceitável, estabelecendo o nível mínimo real necessário.
n
Alguma tarefa e/ou subtarefa, precisa ser alterada?
n
O que faltou ser colocado e deve ser considerado?
n
Alguma tarefa, e/ou subtarefa, está fora da realidade ?
n
Qual é o nível mínimo aceitável?
4. Realização das orientações necessárias em relação ao desempenho:
n
Ao cumprimento das normas;
n
Ao estabelecimento de prioridades;
n
Às alternativas para os problemas encontrados;
5. Implementar os desdobramentos possíveis:
n
Estratégias de correção com o profissional e equipe;
n
Estratégias de correção com o nível decisório.
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O.3 - pág.06
UMA NOVA PROPOSTA DE SUPERVISÃO DA DERMATOLOGIA SANITÁRIA
VII- Bibliografia
FLAHAULT, D.; PIOT, M. e FRANKIN A - "A Supervisão do Pessoal de Saúde a Nível Distrital OMS/Genebra.
ABBATT,F. R. - “Como ensinar para se aprender melhor" OMS/Genebra - 1980.
Oficina de Supervisão CNDS/FNS/MS - Outubro/96.
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ANÁLISE DE TAREFAS
F.A.ABBATT. - (Texto extraído com adaptações - Como ensinar para se aprender melhor - Organização Mundial de Saúde 1980)
ÍNDICE
I- O que é análise de tarefas? .......................................................................................... 1
II- Exemplo de uma Análise de Tarefas ............................................................................... 2
III- Impresso de Análise de Tarefas ..................................................................................... 3
O que se pretende explicar neste texto é como os supervisores podem analisar uma descrição de funções de
trabalho, com mais pormenores, para verificar exatamente o que necessita ser aprendido e desempenhado.
Descreve, também como se fazer uma Análise de Tarefas. A análise o ajudará a supervisionar, a certificar-se de
que os trabalhadores de saúde aprendem, exatamente como exercer cada uma das tarefas do seu trabalho.
I- O que é análise de tarefas?
É um método de observar parte do trabalho de uma pessoa, ou seja, uma tarefa, registrar, exatamente, o que é
feito. Esta descrição é, depois, analisada para se determinar o que os supervionados necessitarem aprender para
exercerem a tarefa devidamente.
Tal como o estudo de uma comunidade, a análise de tarefas pode ser feita com grandes pormenores, por equipes
profissionais, que podem levar anos a fazer uma análise completa. Mas, pode ser feita, também, com menos
pormenores e muito mais rapidamente, pelos supervisores. Este processo menos pormenorizado será, contudo,
ainda, extremamente válido.
UMA HISTÓRIA
Um supervisor de uma regional de saúde fez um treinamento de um grupo de auxiliares de saúde das unidades
da sua regional, sobre a pesagem de bebês, nas ações de Saúde Materno-Infantil.
Planejou cuidadosamente uma série de aulas sobre o desenvolvimento da criança, falou aos auxiliares sobre
nutrição e má nutrição, aleitamento matemo. Explicou porque é que os bebês deveriam ser pesados
regularmente, trouxe balanças para a sala de aula e fez demonstrações de práticas sobre como pesar bebês. Ao
final do curso, os treinandos fizeram uma prova na qual deram breves respostas sobre perguntas "quais são as
causas principais da má nutrição" e "liste 3 razões para que se pesem os bebês regularmente".
Todos os auxiliares de saúde responderam às perguntas muito bem e o supervisor ficou satisfeito.
Contudo, quando os auxiliares de saúde começaram a trabalhar nas unidades, foi o caos. Não sabiam como
organizar filas das mães e das crianças. Não sabiam como registrar os pesos na Tabela de Crescimento, porque
nunca tinham usado gráfico e não os percebiam.
O que não correu bem? Embora as tarefas estivessem específicadas (pesagem de bebês) o supervisor não tinha
pensado em como os auxiliares de saúde desempenhariam estas; ele não tinha feito uma análise de tarefas.
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ANÁLISE DE TAREFAS
II- Exemplo de uma Análise de Tarefas
Se o supervisor tivesse analisado a tarefa de pesagem dos bebês, numa unidade de saúde, poderia ter produzido
algo como no exemplo da folha a seguir.
Esta análise de tarefa foi feita para uma categoria específica de trabalhador de saúde, num determinado local. Os
trabalhadores de saúde podem fazer as pesagens de maneira bastante diferente em cada local.
Esta análise de tarefas é somente um exemplo de como registrar uma análise de tarefa.
O que nos mostra o exemplo?
Em primeiro lugar, a tarefa no seu conjunto, pesagem de um bebê, é decomposta em fases. Estas fases podem
ser designadas de sub tarefas ou partes de tarefas. As sub tarefas podem ser de vários tipos. As mais óbvias dãose quando o auxiliar de saúde faz algo que se pode ver, tal como colocar o bebê na balança ou registrar na
tabela. Chama-se isto de "ações".
Outras sub-tarefas são igualmente importantes, mas podem ser menos óbvias. Por exemplo, o auxiliar de saúde
pede às mães para preparar os bebês colocando-os na balança ou na alça de pesagem. Chama-se isto de uma
"comunicação". Esta fase tem de ser realizada e deve sê-lo da maneira correta, porque se não o for as mães
poderão ficar aborrecidas com o modo que a auxiliar fala com elas.
Outro tipo de sub-tarefa é a de tomar decisões. As decisões tomadas não se vêem pelo que você poderá não se
aperceber da tomada dessas decisões. Mas é obvio que elas são importantes e devem ser registradas. As outras
colunas mostram os conhecimentos, as aptidões e as atitudes que devem ser consideradas nas tarefas.
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ANÁLISE DE TAREFAS
III- Impresso de Análise de Tarefas
Categoria do trabalhador: Auxiliar de Saúde
Tarefa: Pesagem de um Bebê numa Unidade de Saúde
Aptidões
Atitudes
1. Pedir às mães para vestirem os
bebês com calças de pesagem (C)
Capacidade para explicar porque
vestir os bebês com calças de
pesagem
Simpatia
2. Colocar o bebê na balança
Leitura de escalas de balança
Lidar com bebês
Exatidão
3. Ajudar a mãe a retirar as calças
de pesagem.
Examinar o bebê
(A)
Reconhecimento de sinais de má
nutrição
Eficácia
4. Registrar o peso na tabela de
crescimento
(A)
Marcação de pontos num gráfico
Exatidão
Escrever relatórios
Comunicar com as mães
Preocupação
pela saúde
do bebê.
Sub-tarefas
Ações
Decisões
Comunicações
Conhecimentos
(A)
(D)
(C)
(A)
5. Decidir se deve fazer
comentários com a mãe ou fazer
relatório a superior hierárquico (A)
Quando o relatório é
necessário, saber os
pesos normais de
bebês de várias idades
6. Fazer relatórios ou comentários
segundo os casos
(C)
Que comentários ou
relatórios fazer
A análise de tarefas ajuda os supervisores a desempenhar a sua supervisão e como os próprios supervisores
podem fazer esta análise. Neste ponto, deve salientar-se que, embora o supervisor não tenha tempo para fazer
uma análise de tarefas completa para cada tarefa, ser-lhe-á certamente útil fazer pelo menos duas ou três análises
completas. A seguir, a esta experiência os supervisores pensarão mais em termos de análise de tarefas e, assim,
supervisionarão de modo mais prático e com maior objetividade.
Esta análise também lhes servirá para organizar melhor seus treinamentos e materiais de ensino.
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ANÁLISE DE TAREFAS (CONTINUAÇÃO)
F.R. ABBATT - Como ensinar para se aprender melhor OMS 1980.
ÍNDICE
I- Seleção da Tarefa ...................................................................................................... 1
II- Seleção das fontes de informação ................................................................................. 2
III- Recolhimento da informação ....................................................................................... 5
IV- Listagem das sub-tarefas ............................................................................................. 5
V- Decisão sobre os conhecimentos, as aptidões e as atitudes .................................................... 6
VI- Conferência da tabela de análise de tarefas ....................................................................... 7
VII- Utilização da tabela de análise de tarefas ......................................................................... 7
VIII-Como podem os supervisores arranjar tempo para fazerem a análise de tarefa? .......................... 8
IX- Uma tarefa menos simples .......................................................................................... 8
X- Sumário ................................................................................................................ 9
XI- Tarefa ................................................................................................................... 9
FASES DE UMA ANÁLISE DE TAREFA
Selecionar a tarefa
Decidir sobre fontes de informação
Corrigir a informação
Listar as sub-tarefas
Decidir sobre os conhecimentos, as
aptidões e as atitudes necessárias
Verificar a tabela de
Análise de Tarefas
O diagrama mostra as fases que são descritas, uma a uma, nos parágrafos seguintes:
I- Seleção da Tarefa
A primeira fase é selecionar a tarefa para análise. Aqui utilizaremos dois exemplos. Um deles é "pesar um bebê"
e o outro é "Persuadir uma mãe relutante a trazer o seu filho para ser imunizado". Ambas são tarefas.
A descrição de funções de trabalho, para a categoria de trabalhadores de saúde, deverá fornecer uma lista das
tarefas. Mas, muitas vezes, a descrição de funções é demasiado vaga ou não existe mesmo. Neste caso, o
supervisor deverá decidir que tarefas devam ser incluídas para ser observadas.
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ANÁLISE DE TAREFAS (CONTINUAÇÃO)
II- Seleção das fontes de informação
Quando decididas as tarefas a serem analisadas deve decidir como determinar o modo como essas tarefas são
realizadas. Para este efeito deverá escolher uma, ou de preferência várias, das fontes listadas abaixo:
Fontes de informação para análise de tarefas
A) Você próprio
B) Normas, Portarias, Manuais e Livros de texto
C) Observação de trabalhadores de saúde
D) Discussão com professores, gestores e coordenadores
E) Discussão com trabalhadores de saúde
Suponha que deseja analisar a tarefa de aplicar injeções intramusculares. Você poderia decidir que já sabe
bastante sobre o assunto e, portanto, usar a sí mesmo como principal fonte de informação. Poderia depois
controlar a sua primeira análise utilizando um livro de texto ou um manual. Finalmente, poderia controlar, de
novo, se a sua análise estaria correta, observando diversos trabalhadores de saúde, aplicando injeções
intramusculares.
As vantagens e desvantagens de cada fonte são indicadas abaixo.
A) Você próprio
Provavelmente, terá experiência das tarefas a serem analisadas. Portanto deve usar esta experiência. Você é, sem
dúvida, a fonte de informação mais conveniente mas, lembre-se:
Você poderá não ter toda a experiência necessária ou, então, a experiência adequada. Tem estado a
trabalhar sob as mesmas condições dos demais supervisionados? Tem estado a trabalhar com o mesmo tipo
de paciente? O seu método de realizar o trabalho é realmente o melhor?
Muitas vezes, você poderá responder "sim" a estas perguntas, mas, mesmo nessas ocasiões, deverá controlar a
sua análise tomando como aferidor uma das outras fontes.
B) Normas, Portarias, Manuais e Livros de texto
Muitas das tarefas desempenhadas por trabalhadores de saúde são descritas em livros de texto, em manuais de
ensino ou normas emitidas pelo Ministério da Saúde. Se qualquer destas, ou, preferivelmente, várias alternativas,
forem estudadas, então, é possível realizar uma análise de tarefas. Mas lembre-se:
Os manuais ou livros de texto podem estar escritos para um nível de aprendizagem diferente ou, então, as
aptidões podem ser descritas com pouco ou muito pormenor.
Os livros não serão escritos com análise de tarefas pelo que terá sempre de modificar a forma e acrescentar
dados da sua própria experiência. Por exemplo, você poderá ter identificado a tarefa de "controlar o crescimento
e desenvolvimento da criança". Um livro de texto dará provavelmente toda a informação básica, mas não é
provável que diga exatamente o que é que o trabalhador de saúde deva fazer no seu local de trabalho. Você teria
de dar ao assunto outra redação sob a forma de uma série de tarefas tais como pesar e registrar o peso das
crianças, ou examinar as crianças buscando sinais de má nutrição.
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ANÁLISE DE TAREFAS (CONTINUAÇÃO)
C) Observação de trabalhadores de saúde
Neste método você escolheria um trabalhador de saúde que fosse considerado pelos seus colegas como um bom
profissional. Depois, observará o trabalhador a exercer a tarefa a ser analisada . Enquanto observa tome notas
sobre tudo o que o trabalhador faz ou diz. No final da tarefa, necessitará, provavelmente, fazer perguntas sobre
as razões porque algumas ações foram realizadas e sobre o que teria acontecido se as circunstâncias tivessem
sido, ligeiramente, diferentes. De preferência deverá observar o mesmo trabalhador a exercer tarefas
semelhantes, várias vezes, bem como observar outros trabalhadores a desempenhar a mesma tarefa. Na prática, é
óbvio que isto toma muito tempo e, portanto, pode não merecer a pena fazer esse esforço.
Se tiver observado duas ou três pessoas que sigam o mesmo processo, isso será, então, suficiente.
Mas lembre-se:
O trabalhador competente será, especialmente, cuidadoso em realizar um bom trabalho enquanto você o observa.
Poderá recorrer até a precauções desnecessárias. Por outro lado, o trabalhador pode ser, na generalidade, muito
competente mas pode não ser muito bom na tarefa que você está a observar.
Outro problema a ser levado em conta é que no dia em que você faz a observação, as circunstâncias podem ser
invulgares: o paciente, por exemplo, pode não estar nada cooperante. Assim, o que vê pode não ser típico.
Uma outra dificuldade reside em que você pode não se dar conta de tudo o que está acontecendo ou, então, os
acontecimentos podem ser demasiado rápidos para serem registrados. Por exemplo, se observar uma parteira a
fazer um parto, provavelmente, vê-la-á colocar a mão na cabeça do bebê à medida que a cabeça sai. Mas, terá de
perguntar porque é que ela faz isso; em que direções ela exerce pressões e com que força.
D) Discussão com professores, gestores e coordenadores
Será muitas vezes útil conversar sobre a tarefa com professores, médicos, enfermeiras, coordenadores, assessores
ou funcionários.
Ao falar com um destes "peritos" não lhes pergunte o que é que eles ensinariam. Em vez disso use o método de
"encarnar o papel de outra pessoa"
Através deste método começaria por dizer: “Imagine que você é um bom trabalhador de saúde e que exerce
trabalho prático, trabalho de campo. Suponha que eu o visite e Ihe diga que tenho tossido bastante. Qual seria a
primeira coisa que você faria?” O perito poderia dizer-lhe, "Bem, eu começaria por recolher uma história
clínica.”
Isto é demasiado vago e por isso você continuaria a conversa dizendo:
"Sim mas o que é que você me diria na realidade?"
O perito poderia então dizer:
"Quando começou a sua tosse?" ............ e assim por diante.
Deste modo você poderá reunir as diferentes ações específicas, as decisões e as comunicações envolvidas na
tarefa. Mas lembre-se:
Os "peritos" podem não saber como são na realidade as condições do trabalho prático. Podem ter uma boa
compreensão do conjunto do trabalho de um trabalhador de saúde, mas podem não ser bons a realizá-lo na
prática.
E) Discussão com trabalhadores de saúde
Neste método, você selecionaria um trabalhador, ou um grupo de trabalhadores considerados bons a
desempenhar o seu trabalho pela generalidade das pessoas. Depois encontra-se com eles e discute uma tarefa
específica do mesmo modo que foi descrito acima; usa o método de "encarnar o papel" e de conversar usando
histórias de casos específicos.
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ANÁLISE DE TAREFAS (CONTINUAÇÃO)
Este método tem a vantagem de lhe dizer o que é prático e viável no trabalho de campo. Ganhará, também, em
conhecer a experiência de pessoas diversas. Mas lembre-se:
Os trabalhadores podem não estar a usar as melhores técnicas, por já terem se formado há algum tempo. Podem
também ter criado maus hábitos após a formação.
A partir das seções anteriores compreenderá que cada método tem vantagens e desvantagens. O ideal seria usar
vários métodos. Sugere-se que uma seqüência na generalidade útil seja,
Usar a sua própria experiência
Anote como pensa que a tarefa deva ser realizada. Isto será útil como
meio de passar a sua própria experiência ao papel. Ajudá-lo-á a organizar
os seus pensamentos. Poderá, também, fazê-lo compreender que há certos pontos em que você não esta seguro.
Consultar os manuais
Utilize os manuais para preencher quaisquer lacunas de sua própria experiência, e compare o que pensa que está correto com os livros de texto e
manuais.
Discussão
Discutir os assuntos com os "peritos" ou os trabalhadores para decidir
acerca do método correto, quando houver diferenças entre a sua opinião e
o que está escrito nos manuais.
Observação
Confira a sua análise de tarefas observando os "bons" trabalhadores realizarem efetivamente, o trabalho. Certifique-se de que a seqüencia das ações
que anotou é a que, realmente, é utilizada pelos trabalhadores. Certifiquese, também, de que não anotou ações para as quais o trabalhador não está
treinado ou não possua equipamento.
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ANÁLISE DE TAREFAS (CONTINUAÇÃO)
III- Recolhimento da informação
A fase seguinte é a de recolher a informação a partir das fontes que decidiu consultar.
Recolher a informação significa, simplesmente, escrever em qualquer pedaço de papel as várias fases (as subtarefas) necessárias à realização da tarefa.
Enquanto estiver a escrever as sub-tarefas é boa idéia fazer as seguintes perguntas:
n
Como é realizada a ação? Haverá alguns pontos especiais a anotar sobre a técnica?
n Qual é a razão de se realizar a sub-tarefa? Por exemplo, quando pesam um bebê, os auxiliares de saúde devem
examinar o mesmo para detectarem sinais precoces de má nutrição, etc. Isto permitirá que se aplique tratamento
preventivo antes de que o estado se agrave muito.
n O que poderá não correr bem? O que aconteceria se a sub-tarefa fosse mal executada? Por exemplo, as mães
poderiam ser desencorajadas a trazer as crianças à unidade de saúde se fossem tratadas rudemente, ou se
tivessem que esperar durante muito tempo.
Todos estes pontos devem ser anotados. Serão postos por ordem nas fases seguintes.
IV- Listagem das sub-tarefas
Nesta fase, converta os apontamentos numa lista organizada.
Pode-se escrever esta lista num impresso de análise de tarefas como o que se mostra abaixo:
Categoria do trabalhador: AUXILIAR DE SAÚDE
Tarefa: PESAGEM DE BEBÊ NUMA UNIDADE DE SAÚDE
Sub-Tarefas
Ações (A)
Decisões (D)
Comunicações (C)
Conhecimentos
Aptidões
Atitudes
1. Pedir às mães para
vestirem os bebês com
calças de pesagem (C)
2. Colocar o bebê na
balança (A)
3. Ajudar a mãe a retirar as
calças de pesagem. Examinar o bebê (A)
As sub-tarefas são os fatos que acontecem:
Ÿ as ações
Ÿ as comunicações
Ÿ as decisões
Deve-se registrá-las no impresso pela ordem em que ocorram. Assim, para a tarefa de "Pesar um bebê" você
possuirá um impresso como o que se mostra acima.
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V- Decisão sobre os conhecimentos, as aptidões e as atitudes
As sub-tarefas são a chave para uma supervisão bem sucedida. Se os trabalhadores de saúde forem capazes de
executar cada uma das sub-tarefas corretamente, então é porque sua capacitação foi bem sucedida.
Por que incomodar-se então com fases posteriores?
A razão reside em que algumas das sub-tarefas exigem conhecimentos, aptidões ou atitudes que têm de ser
ensinadas. Por exemplo, a tarefa “decidir se deve fazer comentários à mãe ou fazer relatório a superior
hierárquico” envolve o conhecimento dos pesos normais dos bebês de diferentes idades e, possivelmente, a
interpretação de sinais clínicos. Estas matérias devem ser bem aprendidas para que se possam tomar decisões.
O que são os conhecimentos, as aptidões e as atitudes?
Os conhecimentos são simplesmente o que o trabalhador de saúde deve saber: os fatos.
As aptidões (habilidades) são mais difíceis de definir. Incluem:
n
a utilização das mãos e a habilidade no uso do equipamento (aptidões psicomotoras) ou manuais
n
explicar ou persuadir (aptidões para a comunicação)
n
tomar decisões (aptidões mentais)
As atitudes são coisas tais como o respeito pelas idéias que as outras pessoas têm, o dar-lhes atenção e a
eficácia.
Pense na primeira sub-tarefa: "Pedir às mães para vestirem os bebês com calças de pesagem"
Esta sub-tarefa envolve poucos conhecimentos. Há nela poucos fatos que possam, utilmente, ser registrados.
Contudo, o sucesso desta sub-tarefa depende da maneira como for executada. O auxiliar de saúde grita e intimida
a mãe? O auxiliar de saúde ajuda as mães que nada sabem sobre calças de pesagem? O auxiliar de saúde sabe
explicar porque são elas necessárias? Todos estes pontos têm de ser explicados ao auxiliar de saúde e deverá
haver oportunidades para praticar estas aptidões de modo a que ele as adquira.
A segunda sub-tarefa envolve também um certo número de aptidões. O auxiliar de saúde sabe ler escalas com
precisão? O auxiliar de saúde sabe lidar com os bebês com confiança? Tratam-se, também, de aptidões que têm
de ser aprendidas.
Assim, à medida que se vai analisando as sub-tarefas verificar-se-á que há um certo número de aptidões que são
necessárias para que o auxiliar de saúde as possa executar. Do mesmo modo haverá conhecimentos e atitudes
que são, também, muito importantes.
Observe de novo o exemplo e análise de tarefas que lhe mostramos há pouco, e veja se acha que há mais
aptidões, atitudes e conhecimentos que o auxiIiar deva aprender.
Não é muito importante ser capaz de preencher as diferentes categorias (colunas) com muita precisão. As
categorias estão lá mais para recordar ao supervisor que todas estas três áreas devam ser consideradas. Por
exemplo, se os supervisores não se preocupassem em discutir as atitudes, os supervisionados poderiam ser muito
rudes com os pacientes ou descuidados quanto às técnicas de assepsia.
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ANÁLISE DE TAREFAS (CONTINUAÇÃO)
VI- Conferência da tabela de análise de tarefas
A tabela de análise de tarefas está agora completa. Contudo, não deverá ser utilizada até que tenha sido
conferida.
Se, como fontes de informação, utilizou a sí mesmo, livros ou discussões com entendidos, deve verificar se o que
escreveu descreve, efetivamente, o que os auxiliares de saúde fazem. O único modo de verificar isto, é observar
os auxiliares de saúde executarem as suas funções, ou tarefas, no local de trabalho.
Lembre-se, também, de que os trabalhadores de saúde podem estar ainda a seguir velhos métodos de executar
uma determinada tarefa, ou podem, nunca, ter sido treinados para executar da melhor maneira. Confirme,
portanto, com "peritos" qual a forma ideal de executar a tarefa em questão.
Poderá descobrir que há um modo "ideal" de executar a tarefa que contudo não é praticável porque o
trabalhador de saúde não tem tempo, recursos ou formação suficientes. Nestes casos, o supervisor tem que
decidir se deve treinar ou formar os seus supervisionados segundo o método "ideal", ou limitar formação ao que
no momento é viável. A análise de tarefas não ajuda a tomar esta decisão, mas ajuda a tornar mais claras estas
diferenças.
VII- Utilização da tabela de análise de tarefas
As Sub-Tarefas são os objetivos pormenorizados da ação
O valor da análise de tarefas está em que ela dá aos supervisores uma definição muito clara dos objetivos do
trabalho. Estes objetivos foram determinados a partir da descrição das funções de trabalho e da observação de
trabalhadores de saúde experimentados. Devem portanto ser relevantes para a judar os trabalhadores de saúde
em exercício a desempenhar sua função.
Análise de Tarefas
Objetivos Relevantes
Qual é a vantagem de se terem objetivos relevantes?
Os objetivos informam ao supervisor o que os trabalhadores de saúde devem exatamente fazer. Ajudam, por isso,
o supervisor a expurgar o que é irrelevante a observar. Ajudam, também, o supervisor a certificar-se do que
realmente é necessário incluir na supervisão.
Análise de Tarefas
Matéria Relevante
Os objetivos ajudam, também, a avaliar o trabalhador de saúde. As subtarefas ou as tarefas deverão ser usadas
como se fossem as próprias questões que orientam a supervisão sempre que isto seja possível. Por exemplo, a
melhor verificação para a tarefa de "pesar um bebê" é pedir aos auxiliares para realizarem a pesagem. Por
exemplo, pode-se pedir aos auxiliares que registrem o peso de um bebê numa tabela ou decidir que conselho dar
a uma mãe cujo bebê de 12 meses pesasse 7Kg.
Análise de Tarefa
Avaliação Relevante
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0.5 - pág.08
ANÁLISE DE TAREFAS (CONTINUAÇÃO)
O ponto decisivo é que a análise de tarefas é a primeira fase a que se deve recorrer ao escolher os métodos de
supervisão. Se um auxiliar está a aprender fatos ou conhecimentos, uma lição sob a forma de explanação pode
ser um bom modo de ensinar. Mas se está a aprender uma aptidão terá que praticar bastante para adquirir essa
aptidão. As esplanações não lhe servirão muito. Assim, quando os supervisores pensam se os auxiliares de saúde
devem aprender aptidões, atitudes ou conhecimento, estão a começar a pensar nos métodos de ensino
aprendizagem.
Análise de Tarefas
Escolha de Método de Ensino
VIII- Como podem os supervisores arranjar tempo para fazerem a análise de tarefas?
Os supervisores têm uma vida muito ocupada e poucos terão tempo para analisar mais do que uma ou duas
tarefas. Assim, aqui ficam algumas sugestões práticas:
n
Faça uma ou duas análises de tarefas do modo descrito neste texto. Utilize várias fontes de informação e
confirme os resultados no local de trabalho. Isto tomar-lhe-á bastante tempo mas será tempo bem gasto.
n
Siga um modo de pensar do tipo do que é usado na análise de tarefas. Por exemplo, ao pensar sobre o que
deve dizer aos trabalhadores de saúde, durante uma visita, decida se alguns fatos têm mesmo que ser
aprendidos.Se o fato for dos devam aparecer na coluna dos "conhecimentos" de qualquer impresso de análise
de tarefas, deve ser ensinado. Se assim não for, deverá, provavelmente, ser abandonado.
n
Ensine os seus supervisionados a fazer análise de funções ou tarefas. Um dos melhores meios de aprender a
executar uma tarefa é fazer uma análise de tarefas.
IX- Uma tarefa menos simples
A tarefa de "pesar um bebê" é bastante simples. Pode ser analisada observando como o trabalhador de saúde, e
muitos trabalhadores de saúde seguem a mesma seqüência de passos.
Mas outras tarefas são muito menos precisas e trabalhadores diferentes seguirão métodos diferentes. Por
exemplo, pense na tarefa "persuadir uma mãe a amamentar o seu bebê ao peito". Trata-se de uma tarefa muito
mais vaga. Há muitos modos de executar esta tarefa. Nenhum deles têm a garantia de dar resultados em todas as
ocasiões e, assim, cada trabalhador de saúde que tem de executar esta tarefa criará o seu próprio estilo.
Valerá assim a pena fazer uma análise de tarefas, para este tipo de tarefa? A resposta é sem dúvida "sim". As
razões residem no fato de que os trabalhadores de saúde têm que aprender como realizar estas tarefas menos
precisas. Por isso, os supervisores têm de saber o que estão ajudando os trabalhadores de saúde a fazer. O
mínimo de responsabilidade para um supervisor é ensinar aos supervisionados um dos modos de executar a
tarefa - mesmo que haja vários modos possíveis.
É também importante executar a análise de tarefas pela razão de ela, muitas vezes, revelar que o trabalhador de
saúde necessita de muita prática quanto às aptidões ligadas à comunicação e que as atitudes são extremamente
importantes. Assim, mesmo que a análise de tarefas não revele o único modo de executar determinada tarefa nem mesmo possivelmente o melhor modo - revelará um modo aceitável e revelará qual o mínimo que os
trabalhadores de saúde deverão aprender.
Observe o exemplo que se dá adiante que analisa como um trabalhador de saúde deverá executar a seguinte
tarefa: "persuadir uma mãe relutante, numa área romota, a levar o seu filho para ser imunizado".
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SUPERVISÃO
0.5 - pág.09
ANÁLISE DE TAREFAS (CONTINUAÇÃO)
Poderá não ser exatamente o modo como ensinaria, no seu local de trabalho, aos auxiliares de saúde, executarem
esta tarefa, mas mostra alguns fatos muito importantes que, quase certamente, se aplicarão ao seu local de
trabalho.
Esses fatos são:
1. É preciso saber o essencial sobre tipos de vacina, mecanismo da imunização, etc.
2. Há uma grande ênfase na comunicação, ou seja, a capacidade de persuadir outras pessoas e de as ouvir. A
capacidade de falar, claramente, aos indivíduos e aos grupos, etc.
3. A experiência de aprendizagem, que ajudará os auxiliares a aprender as aptidões, os conhecimentos e as
atitudes consiste, principalmente, na prática de falar e de ouvir, de preparar materiais e de escrever relatórios.
Embora este tipo de tarefa não possa ser analisado tão precisamente como a de "pesar um bebê" merece ainda
ser considerada.
X- Sumário
1. A análise de tarefas é um método para descrever exatamente como são executadas as parcelas (tarefas) de um
trabalho.
2. Os supervisores deverão usar a análise de tarefas para os ajudar a:
n
determinar os objetivos do trabalho de supervisão
n
decidir sobre o conteúdo da supervisão
n
escolher as perguntas para orientar a sua supervisão
n
escolher os métodos
n
fazer o roteiro de supervisão
n
realizar a supervisão a contento
3.Os supervisores devem fazer pelo menos uma ou duas análises de tarefas completas. Devem também pensar em
termos de análise de tarefas e, se possível, ensinar os seus supervisionados a fazer uma análise de tarefas.
XI- Tarefa
Persuadir uma mãe relutante, numa área remota, a levar o seu filho para ser imunizado.
1- Sub-Tarefas: Tenta persuadir a mãe (A)
Conhecimentos:
Aptidões:
Atitudes: Amizades, ausência de preconceitos
Experiências de Aprendizagem:
2- Sub-Tarefas: Averigua razões da recusa (C)
Conhecimentos: Razões usuais da recusa (culturais, de processo, preconceitos devidos a relatos ouvidos)
Aptidões:
Atitudes:
Experiências de Aprendizagem:
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SUPERVISÃO
0.5 - pág.10
ANALISE DE TAREFAS (CONTINUAÇÃO)
3- Sub-Tarefas: Averigua razões da recusa (C)
Conhecimentos: Razões usuais da recusa (culturais, de processo, preconceitos devidos a relatos ouvidos)
Aptidões:
Atitudes:
Experiências de Aprendizagem:
4- Sub-Tarefas: Explicar importância para a comunidade de proteger todas as crianças sem risco (C)
Conhecimentos:
Aptidões:
Atitudes: A
Experiências de Aprendizagem:
5- Sub-Tarefas: Se bem sucedido marca uma consulta para a mãe numa unidade de saúde (A)
Conhecimentos: R
Aptidões:
Atitudes:
Experiências de Aprendizagem:
6- Sub-Tarefas: A
Conhecimentos: R
Aptidões: A
Atitudes: A
Experiências de Aprendizagem: A
7- Sub-Tarefas: A
Conhecimentos: R
Aptidões: A
Atitudes: A
Experiências de Aprendizagem: A
8- Sub-Tarefas: A
Conhecimentos: R
Aptidões: A
Atitudes: A
Experiências de Aprendizagem: A
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SUPERVISÃO
0.5 - pág.11
ANALISE DE TAREFAS (CONTINUAÇÃO)
9- Sub-Tarefas: A
Conhecimentos: R
Aptidões: A
Atitudes: A
Experiências de Aprendizagem: A
10- Sub-Tarefas: Explicar importância para a comunidade de proteger todas as crianças sem risco (C)
Conhecimentos:
Aptidões:
Atitudes: A
Experiências de Aprendizagem:
11- Sub-Tarefas: Se bem sucedido marca uma consulta para a mãe numa unidade de saúde (A)
Conhecimentos: R
Aptidões:
Atitudes:
Experiências de Aprendizagem:
12- Sub-Tarefas: A
Conhecimentos: R
Aptidões: A
Atitudes: A
Experiências de Aprendizagem: A
13- Sub-Tarefas: A
Conhecimentos: R
Aptidões: A
Atitudes: A
Experiências de Aprendizagem: A
14- Sub-Tarefas: A
Conhecimentos: R
Aptidões: A
Atitudes: A
Experiências de Aprendizagem: A
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SUPERVISÃO
0.5 - pág.12
ANALISE DE TAREFAS (CONTINUAÇÃO)
15- Sub-Tarefas: A
Conhecimentos: R
Aptidões: A
Atitudes: A
Experiências de Aprendizagem: A
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SUPERVISÃO
0.6 - pág.01
RELATÓRIO RESUMO DA SUPERVISÃO / ROTEIRO
Ações de controle:_______________________________________________________________________
Município: ____________________________________________________________________________
Instituição/Serviço : ______________________________________________________________________
Membro da Equipe : ______________________________________________________________________
Orientação para preparação dos relatórios de supervisão:
n
Por unidade de saúde para discussão de resultados, desdobramentos e encaminhamento à unidade
n
Consolidado para apresentação aos técnicos e às autoridades.
1. Objetivos e atividades supervisionadas
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
2. Análise quanto à Unidade (pontos relevantes, contexto, gerência, descentralização, recursos humanos,
materiais, financeiros, área física, etc.)
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
3. Análise quanto ao supervisionado (pontos relevantes, avaliação do desempenho, nós críticos em relação a
conhecimento, aptidão e atitude)
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
4. Sugestões em relação a cada nó-crítico.
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________________
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SUPERVISÃO
0.6 - pág.02
RELATÓRIO RESUMO DA SUPERVISÃO / ROTEIRO
5. Contatos (pessoas contactadas, discussões e reuniões realizadas)
Local
Data
Pessoa contactada
Conteúdo
6. Medidas a serem tomadas (desdobramentos)
Necessidades Identificadas
Medidas a serem tomadas
Até data
Responsável
1.
2.
3.
4.
5.
6.
7. Necessidades de recursos
Apoio necessário (tipo)
De quem / Para quem
Quando
1.
2.
3.
4.
5.
6.
_______ / _______ / ________
Data
______________________________________________
Assinatura do superior
_______________________________________________
Nome do superior
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DINÂMICA
P.1 - pág.01
QUEM É VOCÊ?
Objetivos:
n
Quebra gelo
Metodologia:
A técnica está descrita no próprio impresso.
n Após a aplicação da dinâmica de grupo , verificar quem conseguiu localizar o
maior número de pessoas com características diferentes dentro do tempo
determinado ( 5 minutos ). Ler com o grupo cada característica e cada nome de
aluno relacionado à ela, de forma que as pessoas possam se conhecer mais.
n
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DINÂMICA
P.1 - pág.02
QUEM É VOCÊ?
OBJETIVO:
Quebra Gelo
INSTRUÇÕES: Encontrar pessoas no grupo, que tenham uma das características listadas, abaixo, escrevendo o
nome na coluna "NOME". Quantas conseguirá em 05 minutos?
OBSERVAÇÃO: O nome de cada participante só pode ser utilizado uma vez.
DURAÇÃO:
5 minutos
CA R AC T E R ÍS TI CA S
N OME
1 . A s s is te à n ove la d a s oi to h o ra s?
2. U s a le n te d e co n ta to ?
3. É Av ô/ Av ó?
4. Te m m ai s d e 4 fi lho s?
5 . A n da d e bi ci cl et a?
6. D i ri g e a lg um veí cu lo?
7. M ora s o zi n ho ?
8 . N ão co me f ei jã o e a rr o z t o do s os d ia s?
9. J á an do u d e t re m?
10 . A cor p re fer i d a é ver d e?
11 . N ã o c o m e ca r ne?
1 2. Pin ta o ca be lo ?
13 . G o s ta d e o uv i r mú s ic a cl ás s ic a?
14 . C o s t u m a d an ça r?
15 . Te m o l h os az ui s?
1 6. N ão m ora n o E s t ad o e m qu e n as c eu?
17 . As s i s te a o j og o d e fu t eb o l to d a s em a na?
18 . N ão g os ta d e ca f é?
19 . J á v i aj ou pa ra ou tro E s ta d o?
20 . To ma c a fé s em a çú ca r?
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DINÂMICA
P.2 - pág.01
ESTIGMA
Objetivos:
n
Dramatização
Roteiro:
1) Casal com filho de 2 anos. O marido recebe o diagnóstico de Hanseníase.
2) Casal com neném descobre que a babá tem Hanseníase.
3) Em um centro de saúde, um funcionário procura outros 2 colegas do setor de
Hanseníase, com uma queixa de uma mancha no corpo.
4) Filha adolescente apresenta novo namorado à família. Mãe trabalha no Centro de
Saúde e conhece esta pessoa que faz tratamento de Hanseníase. A filha não sabe
da doença do namorado.
5) Um casal de noivos. Hoje, a noiva foi diagnosticada com Hanseníase forma V. O
casamento será daqui a 1 mês.
6) Num restaurante, a cozinheira já faz tratamento de Hanseníase há mais de 1 ano.
A cozinheira começa com uma reação. O patrão nota que ela não está se sentindo
bem. Após alguns dias de licença, ela retorna ao serviço e o patrão pergunta o que
aconteceu.
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DINÂMICA
P.3 - pág.01
CAMINHO DE AJUDA
Objetivos:
Refletir sobre formas de ajuda e suas implicações.
n Sensibilizar o grupo para fatores que facilitam, ou dificultam, a capacidade de
aprendizagem.
n Sensibilizar o grupo para a importância do paciente se responsabilizar pelo seu
tratamento e cuidados.
n
Metodologia:
Escolher 3 pessoas e levá-las para fora da sala.
n Orientar o restante do grupo a confeccionar o cenário: 1 rio com 1 ilha no meio e
pedras que levam de uma margem à outra, passando perto da ilha.
n Explicar a história e o objetivo da dinâmica às 3 pessoas que devem demonstrar a
história ao grupo:
l Duas pessoas moram de um lado do rio e a cidade fica do lado oposto, ligados
por uma ponte. A terceira pessoa é um pescador. A história se desenvolverá da
seguinte forma: As 2 pessoas vão à cidade fazer compras, mas, na volta, a
ponte caiu. O pescador vai chegar no momento da travessia e vai ajudá-las a
chegar até o outro lado. A primeira pessoa será carregada pelo pescador, que a
larga na pedra que está no meio do caminho (rio). À outra ele ensinará como
atravessar.
n Discutir com o grupo a moral da história.
n Fazer perguntas para estimular a reflexão, por exemplo:
l Como a pessoa sentiu-se ao ser carregada?
l Como a pessoa sentiu-se ao ser ensinada a superar o obstáculo?
l Como o pescador sentiu-se nas duas situações?
n
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DINÂMICA
P.4 - pág.01
AUTO – CUIDADOS
Objetivos:
Praticar os conhecimentos e técnicas de auto-cuidados
n Verificar a compreensão dos treinandos quanto à indicação e técnica dos auto –
cuidados.
n Sensibilizar o grupo para a importância do paciente se responsabilizar pelo seu
tratamento e cuidados.
n
Metodologia:
Fazer xerox do impresso Auto-Cuidados I e II (P.4 - pág.01 e P.4 - pág.03) e
recortar as situações.
n Dividir em grupos de 3 e distribuir as situações.
n O grupo deve simular a situação (terapeuta/paciente), apresentá-la e a resolução
que foi indicada.
n Fazer a discussão com todo o grupo.
n
AUTO-CUIDADOS 1
Demonstração:
1) O Sr. José chegou, hoje, com queixas de dores no corpo, mal estar geral, febre e
alguns nódulos. O que você faria?
2) Dona Cleusa veio com queixas de pele muito ressecada e foi observado um intenso
ressecamente nos membros superiores e inferiores, com o início de uma pequena
ferida na perna direita. O que você faria?
3) O Sr. Paulo chegou para a dose supervisionada. Ao ser atendido relatou que não
está dando conta de virar a chave da porta, escrever e reclama aumento de
dormência na mesma mão. O que você faria?
4) O Sr. Alfredo, já de alta, com garra há mais de 10 anos retorna ao serviço. O que
você faria?
5) Cláudia compareceu ao serviço com a mão edemaciada, sentindo-se mal. O que
você faria?
6) Paulo chegou relatando que teve uma piora na visão. Ao exame, foi observado que
os olhos não fechavam bem. O que você faria?
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DINÂMICA
P.4 - pág.02
AUTO – CUIDADOS
PÁGINA DEIXADA EM BRANCO PROPOSITALMENTE
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DINÂMICA
P.4 - pág.03
AUTO – CUIDADOS
AUTO-CUIDADOS 2
Demonstração:
1) João tem 39 anos e trabalha como garçom. Terminou o PQT há um ano e continua
com grau de incapacidade "I" no pé direito. Quais os auto-cuidados que ele deve
saber praticar?
2) D. Efigênia, 45 anos, dona de casa, 6 filhos, faz todo o serviço de casa e é
costureira. Está no 12° mês de tratamento. As reações e neurites já foram
tratadas, porém, permanece com garra móvel de ulnar à direita, força
muscular(FM grau II). A força muscular e a sensibilidade estão apresentando
melhora, porém, mantém área lateral do 5o dedo com perda da sensibilidade
protetora. Que auto-cuidados ela deve saber praticar?
3) D. Joana, 55 anos, aposentada, recebendo alta hoje, foi avaliada e as alterações
encontradas são: diminuição das lágrimas e a sensibilidade diminuída nos dois
olhos. No nariz, foi encontrado ressecamento da mucosa com hiperemia e crostas
na narina esquerda. Que auto-cuidados ela deve praticar?
4) Rafael com 16 anos, estudante, faz musculação 3 vezes por semana, está no 6°
mês de tratamento. Foi avaliado no 1° mês e, nesta época, tinha grau de
incapacidade igual a zero, sem comprometimento neural. Hoje, ao ser reavaliado,
foi detectada diminuição da sensibilidade na região ulnar esquerda. Conseguiu
sentir 2,0g(lilás) na falange distal e 0,2g(azul) nos outros dois pontos. A
musculatura inervada pelo ulnar, apresentou diminuição da força muscular
(grau 4). À palpação, não sente dor e não tem espessamento. Que auto-cuidados
ele deve saber praticar?
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DINÂMICA
P.5 - pág.01
EXERCÍCIOS E PROCEDIMENTOS
Objetivos:
Praticar os conhecimentos e técnicas de exercícios e procedimentos.
n Verificar a compreensão dos treinandos quanto à indicação e realização de
exercícios e procedimentos.
n
Metodologia:
Fazer xerox do impresso Exercícios e Procedimentos (veja P.5 - pág.01) e recortar
as situações.
n Distribuir para cada participante uma situação.
n Solicitar que cada um demonstre o exercício e/ou conduta indicados para cada
situação, utilizando o livro – Vamos Fazer Exercícios, Guia de Prevenção Ocular, e
os conhecimentos do aluno.
n
EXERCÍCIOS E PROCEDIMENTOS
Demonstração:
1) Paciente apresenta força muscular grau 2 no movimento de abdução do 2° e 5°
dedos e garra no 4° e 5° dedos. O que faria?
2) Paciente apresenta o polegar da mão direita com força muscular grau 3. O que
faria?
3) Paciente apresenta pé direito com força muscular grau 0 para os movimentos de
dorsiflexão, eversão(pé caído) e garra dos artelhos. O que faria?
4) Paciente apresenta mão direita com força muscular grau 0 em todos os
movimentos, com garra em todos os dedos e mão caída. O que faria?
5) Paciente apresenta na mão esquerda, abdução e adução dos dedos e posição
intrínseca com grau 3 de força muscular. O que faria?
6) Paciente apresenta na mão direita, abdução do 2° e 5° dedos, abdução do polegar
e posição intrínseca com grau 4 de força muscular. O que faria?
7) Paciente apresenta lagoftalmo bilateral. O que faria?
8) Paciente apresenta uma úlcera de nariz e falta de sensibilidade na córnea
esquerda. O que faria?
9) Paciente apresenta uma úlcera na córnea esquerda sem outras alterações. Quais os
cuidados a serem feitos?
10) Paciente apresenta um úlcera na córnea direita juntamente com um lagoftalmo.
Quais os cuidados a serem feitos?
11) Paciente apresenta ressecamento da pele sem alterações da sensibilidade, sem dor
ou espessamento nos nervos, e com uma ligeira fraqueza no abdutor do 5° dedo.
O que faria?
12) Paciente apresenta uma mancha vermelha com bordas elevadas no rosto, além de
outras manchas no corpo. A avaliação ocular não revela nenhuma alteração. O
que faria?
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DINÂMICA
P.6 - pág.01
ABACAXI / RABO DE BURRO
Objetivos:
n
Sensibilizar o grupo para fatores que facilitam ou dificultam a comunicação.
Metodologia:
Dividir a turma em 2 grupos e colocá-los atrás de uma linha marcada no chão a
mais ou menos 5 metros da parede.
n Escolher uma pessoa em cada grupo e vendar seus olhos.
n Colocar a figura de 2 abacaxis / burros na parede da sala.
n Entregar a coroa / rabo com fita adesiva à pessoa de olhos vendados que deve
pregá-los no local correto no abacaxi / burro.
n Girar a pessoa de olho vendados em torno de seu próprio eixo.
n A pessoa começa a caminhar
n O grupo orienta, verbalmente, seu representante a chegar até a parede e colocar a
coroa / rabo no local correto.
n
Após a dinâmica, discutir com os 2 representantes e com os grupos como se
sentiram durante a atividade, os problemas encontrados e sugestões para facilitar a
comunicação.
n Estimular o grupo a refletir sobre a comunicação entre os membros da equipe e
com o pacientes identificando fatores que facilitam ou dificultam a comunicação.
n
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MATERIAL PARA MONITORES
Q.1 - pág.01
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – COMPARATIVO
Páginas
Monitor
Supervisor
Páginas
Curso
Básico
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – 8 dias
3
–
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – 5 dias
3
3
A.1 Prefácio
A.2 Créditos
1
2
1
2
A.3 Suporte Técnico
1
1
2
2
1
1
1
1
1
–
A. Introdução
B. Apresentação dos Participantes
B.1 Quem é Você? (dinâmica P.1.1) - Impresso
C. Organização do Curso
C.1 Objetivos Gerais dos Cursos Nacionais de Prevenção de Incapacidades
em Hanseníase
C.2 Ficha de Inscrição - Impressos:
C.3 Descrição do curso de monitores e supervisores e pré-requisitos
1
1
C.4 Descrição do curso básico e pré-requisitos
1
1
C.5 Programa da curso do P.I
1
1
1
1
2
2
3
–
4
6
4
6
1
1
D.5 Habilidades Básicas - Percepção Final
4
4
D.6 História de Dona Juracy - Conhecimento Final
6
4
6
4
2
2
1
–
2
2
2
1
–
–
4
4
1
1
G.1 Orientação sobre uso do "Grau de Incapacidade"
1
–
G.2 Instruções para preenchimento do formulário para registrar o grau de
incapacidades físicas - Impressos
G.3 Formulário para registrar o grau de incapacidades físicas
2
2
1
1
G.4 Prática com o registro do grau
4
4
G.5 Índice de incapacidade
4
–
C.6 Agendamento de pacientes
C.7 Lista de materiais utilizados no Curso de PI
D. Pré Curso / Pós Curso
D.1 Orientação sobre o uso das avaliações
D.2 Habilidades Básicas - Percepção Inicial - Impressos
D.3 História de Dona Juracy - Conhecimento Inicial
D.4 Sentimentos no Final do Dia - Participante
D.7 História de Dona Juracy - Respostas
D.8 Avaliação Final do Curso - Participante
E. Duvidas e Conceitos
E.1 Orientação do trabalho com "Duvidas e Conceitos de PI"
E.2 Definições - Impresso
F. Dados epidemiológicos da Hanseníase
F.1 Orientação de como trabalhar as tabelas de Epidemiologia
F.2 Tabela 5 (mundial, OMS-1996) - Impressos:
F.3 Programa nacional (CNDS/FNS/MS-97)
F.4 Taxa de detecção e percentual de deformidades nos casos novos, por
DRS em Minas Gerais em 1996
G. Grau de Incapacidades, OMS
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MATERIAL PARA MONITORES
Q.1 - pág.02
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – COMPARATIVO
H. Anatomia
H.1 Orientação de como usar os desenhos de Anatomia
H.2 Desenhos de Anatomia - Impressos
I.
1
–
14
14
3
–
2
1
2
1
1
1
I.5 Mãos
2
2
I.6 Pés
2
2
2
2
1
1
11
–
1
1
J.1 Orientação de como trabalhar a questão da Função Neural
J.2 Lesões dos nervos periféricos - Impressos
1
–
1
1
J.3 Reações
1
1
1
1
J.5 Critérios para suspeitar e/ou confirmar alterações na função neural
J.6 Reações e Neurites: alterações e condutas
1
1
1
1
J.7 O comprometimento neural na hanseníase
8
–
K.1 Orientação de como trabalhar com os materiais de Procedimentos e
Cuidados
1
–
K.2 Nariz: alterações e condutas - Impressos
K.3 Proposta para avaliação e cuidados nasais na hanseníase
1
1
6
6
K.4 Pele
1
1
1
1
4
4
K.7 Auto-cuidados – Resumo
1
1
K.8 Encaminhamentos
2
2
1
1
1
1
–
1
1
1
1
3
–
3
2
–
Avaliação do paciente
I.1 Orientação de como trabalhar com a Avaliação do Paciente
I.2 Instruções para preenchimento da ficha de avaliação - Impressos
I.3 Situação Psico-social (dados da vida geral)
I.4 Nariz/Olhos
I.7 Bula sobre o Estesiômetro Monofilamento
I.8 Prática com o teste de sensibilidade utilizando os monofilamentos
SEMMES-WEINSTEIN (estesiômetro)
I.9 Perguntas e respostas sobre o teste de sensibilidade com os
monofilamentos de nylon SEMMES-WEINSTEIN (S-W)
I.10 Graduação da força muscular e orientações sobre os exercícios
J.
Função Neural
J.4 Neurites
K. Procedimentos e Cuidados
K.5 Indicação de calçados e outras medidas
K.6 Férula de Harris (Prática)
L. Úlceras / Feridas
L.1 Orientação de como trabalhar com as questões de Úlceras e Feridas
L.2 Características das úlceras de pernas e pés - Impressos
L.3 Avaliação da ferida - Características
L.4 Bota de Unna
M. Estigma
M.1 Orientação de como trabalhar com a questão do Estigma
M.2 Leproso: Uma Identidade Perversa Impressos
M.3 Estigma e Identidade Social
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.1 - pág.03
SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX – COMPARATIVO
N. Avaliação de Atividades e Planejamento de Recursos de PI
N.1 Orientação como trabalhar com dados
1
–
N.2 Levantamento Estatístico: Grupo A 2 - Impressos
2
–
N.3 Levantamento Estatístico: Grupo B 2
N.4 Levantamento Estatístico: Perguntas
2
2
–
–
N.5 Levantamento Estatístico: Respostas
2
–
N.6 Prevenção de danos
1
1
1
10
–
–
O.3. Uma nova proposta de supervisão de dermatologia sanitária
6
–
O.4 Análise de tarefas
3
–
12
2
–
–
2
–
P.2 Estigma
1
–
P.3 Caminhos de Ajuda
P.4 Auto - Cuidados
1
2
–
–
P.5 Exercícios e Procedimentos
1
–
P.6 Abacaxi ou Rabo do Burro
1
–
3
14
–
–
2
–
Q.4 Habilidades básicas: resumo final
1
–
Q.5 Dona Juracy: resumo final
Q.6 Relatório Final do Curso pelo Monitores
7
4
–
–
Q.7 Relatório Final do Curso pela Assessoria Técnica
2
–
R.2 Recibo de material
R.3 Lista de Materiais Usados para Prevenção de Incapacidades
1
1
2
–
–
2
R.4 Endereços dos coordenadores das atividades de controle da hanseníase
nos Estados
9
–
O. Supervisão
O.1 Orientação sobre a supervisão
O.2 Instrumento de Avaliação – Atividades Básicas de PI 10 - Impressos
O.5 Analise de tarefas (continuação)
O.6 Relatório resumo da supervisão / roteiro
P. Dinâmicas
P.1 Quem é Você?
Q. Material para Monitores
Q.1 SEQÜÊNCIA DO MATERIAL DIDÁTICO / XEROX - Comparativo
Q.2 Anatomia com legenda
Q.3 Sentimentos no final do dia (total e percentagem)
R. Anexos
R.1 Recibo simples - Impressos
S. Material Complementar
Dados Opcionais para Cada Estado
S.1 Endereços dos participantes dos cursos
S.2 Endereços de serviços especializados
S.3 Endereços dos oftalmologistas no estado
S.4 Endereços dos cirurgiões no estado
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.1 - pág.04
ANATOMIA COM LEGENDAS
PÁGINA DEIXADA EM BRANCO PROPOSITALMENTE
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.01
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
Cílios
Íris
Identificar as estruturas indicadas
Pálpebra inferior
Conjuntiva
Íris
Cristalino
Córnea
Pálpebra superior
Pupila
Córnea
ou
Limbo
Esclera
ANATOMIA COM LEGENDAS
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.02
Diferenciar a estrutura óssea das
estruturas de cartilagem
Cartilagem
Identificar a estrutura indicada
Septo Nasal
Cartilagem
Osso
ANATOMIA COM LEGENDAS
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.03
ANATOMIA COM LEGENDAS
(Área)
Eminência
HipoTenar
1° espaço
Interósseo
(Área)
Eminência
Tenar
Falange proximal
Metacarpo
Falange média
Falange distal
Identificar as áreas e estruturas indicadas
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.04
ANATOMIA COM LEGENDAS
Metatarso
Falange proximal
Falange distal
Identificar as estruturas indicadas
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.05
ANATOMIA COM LEGENDAS
Nervo
Facial
Nervo
Auricular
Nervo
Radial
Nervo
Trigêmio
Nervo Mediano
Nervo Ulnar
Nervo Radial
Cutâneo
Nervo Fibular
Nervo Tibial
Posterior
Nervo Sural
Identificar os nervos indicados
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.06
ANATOMIA COM LEGENDAS
PÁGINA DEIXADA EM BRANCO PROPOSITALMENTE
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.07
ANATOMIA COM LEGENDAS
Nervo
Trigêmio
Identificar o nervo desenhado: Trigêmio
Identificar a função principal: Principalmente sensitivo. Responsável pela dor, tato e
temperatura dos olhos, nariz, boca, dentes e língua.
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
Diminuição ou perda da sensibilidade da córnea podendo resultar em ressecamento
da córnea.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.08
ANATOMIA COM LEGENDAS
Nervo
Facial
Identificar o nervo desenhado: Facial
Identificar a função principal: A mais importante é a inervação motora da
musculatura facial
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
Principalmente paresia (diminuição da força muscular) ou paralisia (perda da força
muscular) podendo resultar em fenda palpebral (lagoftalmo).
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.09
ANATOMIA COM LEGENDAS
Nervo
Radial
Nervo
Radial
Cutâneo
Identificar o nervo desenhado: Radial e Radial Cutâneo
Identificar a função principal:Responsável pela função autonômica (suor e produção
de óleo) e sensibilidade da parte do dorso do antebraço e parte do dorso da mão,
dedos e polegar. Responsável também pela inervação de parte da musculatura do
braço e da musculatura dorsal do antebraço.
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
Diminuição ou ausência de sensibilidade no dorso da mão. Paresia ou paralisia da
musculatura responsável pelos movimentos de extensão dos dedos, polegar e punho,
podendo levar à mao caída. Atrofia da região dorsal do antebraço.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.10
ANATOMIA COM LEGENDAS
Nervo
Ulnar
Identificar o nervo desenhado: Ulnar
Identificar a função principal: Responsável pela função autonômica e sensibilidade
da parte medial do antebraço, mão, 5° dedo e metade do 4° dedo. Responsável
também pela inervação de parte da musculatura do antebraço e dos intrínsecos da
mão.
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
Diminuição ou perda da sensibilidade na parte medial do antebraço, mão, 5° dedo e
metade do 4° dedo. Paresia ou paralisia da musculatura intrínseca da mão, podendo
levar à garra do 4° e 5° dedos, e à diminuição da força de pinça. Atrofia do 1°
espaço interósseo e da região hipotenar.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.11
ANATOMIA COM LEGENDAS
Nervo
Mediano
Identificar o nervo desenhado: Mediano
Identificar a função principal: Responsável pela função autonômica e sensibilidade
da parte lateral e anterior do antebraço, mão, polegar, 2°,3° e metade do 4° dedo.
Responsável também pela inervação da musculatura do antebraço e dos intrínsecos
da mão.
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
Diminuição ou perda da sensibilidade na parte lateral do antebraço, mão, polegar,
2°, 3° e metade do 4° dedo. Paresia ou paralisia da musculatura intrínseca da mão,
podendo levar a garra do polegar, 2° e 3° dedos. Atrofia da região tenar.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.12
ANATOMIA COM LEGENDAS
Nervo
Radial Cutâneo
Nervo
Ulnar
Nervo
Mediano
Nervo
Radial Cutâneo
Nervo
Ulnar
Nervo
Mediano
Identificar os nomes dos nervos correspondentes à cada área de
sensibilidade respectivamente
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.13
ANATOMIA COM LEGENDAS
Nervo
Fibular
Comum
Nervo
Fibular
Profundo
Nervo
Fibular
Superficial
Identificar o nervo desenhado: Fibular Comum, Profundo e Superficial
Identificar a função principal: Responsável pela função autonômica e sensibilidade
da parte lateral da perna e dorso do pé. Responsável também pela inervação de parte
da musculatura da perna.
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
Diminuição ou perda da sensibilidade na parte lateral da perna e dorso do pé.
Paresia ou paralisia da msuculatura responsável pelos movimentos de dorsiflexão e
eversão do pé e extensão do hálux e dos artelhos, podendo levar ao pé caído. Atrofia
da parte lateral e anterior da perna.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.2 - pág.14
ANATOMIA COM LEGENDAS
Nervo
Tibial Posterior
Identificar o nervo desenhado: Tibial Posterior
Identificar a função principal: Responsável pela função autonômica e sensibilidade
da planta do pé. Responsável também pela inervação da musculatura intrínseca do
pé.
Identificar qual incapacidade/deformidade pode ser resultado do dano deste nervo:
Diminuição ou ausência da sensibilidade na região plantar. Paresia ou paralisia da
musculatura instrínseca do pé podendo levar à garra dos artelhos. Atrofia da
musculatura da planta (instrínseca) do pé.
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.3 - pág.01
SENTIMENTOS: RESUMO FINAL (TOTAL E PORCENTAGEM)
Objetivos:
n
Conhecer os sentimentos expressados pelos treinandos em relação ao treinamento,
a cada dia.
Metodologia:
Utilizar o impresso “Avaliação dos Sentimentos no Final do Dia - Total e
Porcentagem”.
n Somar as respostas de todos os participantes em cada categoria, a cada dia do
curso e ir preenchendo o quadro.
n Calcular a porcentagem dividindo o número de respostas em cada categoria pelo
número total das respostas do dia.
n
Porcentagem =
N° respostas
Total de respostas
x 100
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.3 - pág.02
SENTIMENTOS NO FINAL DO DIA (TOTAL E PORCENTAGEM)
N°
N°
SENTIMENTOS
%
N°
%
N°
%
N°
%
N°
%
N°
%
N°
%
N°
%
Local do Curso: _________________________________
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
Total de respostas
Outros (cite)
Indiferença
Satisfação
Sonolência
Cheio de dúvidas
Preocupação
Cansaço
Indecisão
Felicidade
Irritação
Angústia
Confusão
Surpresa
%
2° dia
1° dia
SENTIMENTOS
3° dia
4° dia
5° dia
6° dia
7° dia
8° dia
TOTAL
N° TOTAL de Participantes: ________
Data do Curso: ______ / ______ / ______
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.4 - pág.01
HABILIDADES BÁSICAS: RESUMO FINAL
Objetivos:
n
Comparar a percepção pessoal dos treinandos em relação à suas habilidades em PI,
no início e no final do treinamento.
Metodologia:
Utilizar um impresso em branco “Habilidades Básicas”.
n Somar os ítens da letra A (1 ao 34) e anotar o resultado no sub-total (A).
n Somar os ítens da letra B (1 ao 58) e anotar o resultado no sub-total (B).
n Somar os ítens da letra C (1 ao 6) e anotar o resultado no sub-total (C).
n Somar os resultados dos sub-totais equivalentes a cada coluna e multiplicar pelos
números indicados no final das colunas (pesos) e anotar na linha Total.
n A pontuação máxima poderá ser de 196 pontos no início e 196 no final.
n Somar os valores dos totais do impresso do pré-curso e anotar no quadro 1 (précurso) em números absolutos e em porcentagem = N° absoluto (total)
x 100
196
n Somar os valores dos totais do impresso do pré-curso e anotar no quadro 2 (précurso) em números absolutos e em porcentagem = N° absoluto (total)
x 100
196
n Calcular a média do grupo somando as porcentagens no início e as porcentagens no
final e dividindo cada soma pelo número de treinandos.
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.5 - pág.01
DONA JURACY: RESUMO FINAL
Objetivos:
n
Comparar a percepção pessoal dos treinandos em relação à suas habiliades em PI
no início e no final do treinamento.
Metodologia:
Utilizar um impresso em branco Quadro de Avaliação de D. Juracy no Início e
Final.
n Comparar as respostas de cada treinando no início, e no final, do curso com as
respostas do impresso História de D. Juracy: Respostas e marcar com um “X” no
ítem correspondente, caso a resposta esteja correta.
n
Somar os “X” na coluna início, e na coluna final, de cada participante e preencher
o total. A pontuação máxima poderá ser de 70 pontos no início e 70 no final.
n Calcular a porcentagem = N° absoluto (total)
x 100
70.
n Calcular a média do grupo somando as porcentagens no início e as porcentagens no
final e dividir cada soma pelo número de treinandos.
n
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.5 - pág.02
DONA JURACY: RESUMO FINAL
PÁGINA DEIXADA EM BRANCO PROPOSITALMENTE
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
1- Queixas
1-B.1
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
8- Modo de andar
1- No início do tratamento
7- Avaliação dos
calçados
6- Mobilidade articular
5- Palpação dos nervos
4- Sensibilidade
3- Força muscular
2- Inspeção
1- Queixas
6- Mobilidade articular
5- Palpação dos nervos
4- Sensibilidade
3- Força muscular
2- Inspeção
1- Queixas
2- Inspeção
1- Queixas
5- Acuidade visual
4- Sensibilidade
3- Força muscular
2- Mínimo de 6/6 meses
durante o tratamento
ou mensalmente
quando for possível
TOTAL PARCIAL - pág. 1
1-C.1
1-B.4
1-B.3
1-B.2
1- Todos
1-A.1
2- Inspeção
Respostas Abreviadas
Ítem
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
MATERIAL PARA MONITORES
Q.5 - pág.03
DONA JURACY - RESUMO FINAL
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
3- Na alta
1-C.1
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
4- Repouso
3- Cobrir
2- Limpeza/higiene
1- Inspeção
3- Reavaliar freqüentemente: semanalmente, 15/15 dias ou, no
mínimo, mensalmente
2- Auto-cuidados
(movimentos repetidos, peso, posicionamento prolongado de
flexão e/ou extensão.
imobilização
1- Encaminhamento ao
médico
TOTAL PARCIAL - pág. 2
3-A.1
2-C.1
1- Avaliação ou exame
ou testando a
sensibilidade e força
muscular
1- Problema com os
nervos ou alteração
motora e/ou sensitiva
ou neurite
2-A.1
2-B.1
1- Documentação
1-D.1
4- Com maior freqüência se houver queixa
ou suspeita de
neurite, reação ou
outro problema
Respostas Abreviadas
Ítem
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
MATERIAL PARA MONITORES
Q.5 - pág.04
DONA JURACY - RESUMO FINAL
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
5- inspeção do calçado
4- inspeção diária para
ver se está melhor ou
pior
3- fazer repouso
2- cobrir
1- lavar
3- se não estiver igual,
repetir a avaliação
completa e decidir se
é necessário o
encaminhamento ao
oftalmologista
2- se estiver igual,
tranqüilizá-la
1- verificar a acuidade
visual
TOTAL PARCIAL - pág. 3
6-A.1
5-A.1
1- melhora na inspeção
ou avaliação
4-B.1
2- paciente mostra
como está realizando
os cuidados em casa
1- agendamento
2- modificação de
calçado
1- repouso
7- Modo de andar
4-A.1
3-B.1
5- Uso de calçado
adequado
3-A.1
6- Inspeção de calçado
Respostas Abreviadas
Ítem
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
MATERIAL PARA MONITORES
Q.5 - pág.05
DONA JURACY - RESUMO FINAL
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
1- grau de
incapacidades / OMS
7-A.1
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
6- planejamento
5- pesquisas e estudos
4- qualidade das
atividades de PI
3- acompanhamento
das melhoras e pioras
2- determinação do
tratamento a ser
administrado
1- detecção de
alterações / problemas
precoces
4-planejamento
3- pesquisas e estudos
2- qualidade das ações
de controle da
hanseníase ( ACH )
1- diagnóstico precoce
TOTAL PARCIAL - pág. 4
8-B.1
8-A.1
1- se não houver
melhora, procurar o
posto de saúde /
médico após o feriado
6-B.1
2- resultado das
avaliações nariz/olho/
mão/pé
Respostas Abreviadas
Ítem
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
MATERIAL PARA MONITORES
Q.5 - pág.06
DONA JURACY - RESUMO FINAL
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
1- Diagnóstico precoce
da doença, tratamento
regular com PQT e
aplicação de BCG em
contatos
9-A.1
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
Porcentagem =
N°
70
TOTAL - páginas 1-5
x 100
TOTAL PACIAL - página 5
5- Educação em saúde
4- Realização de autocuidados
3- Apoio à manutenção
da condição emocional e integração social
( família, estudo,
trabalho, grupos
sociais )
2- Detecção precoce e
tratamento adequado
das reações e neurites
Respostas Abreviadas
Ítem
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
Início
Final
MATERIAL PARA MONITORES
Q.5 - pág.07
DONA JURACY - RESUMO FINAL
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.6 - pág.01
RELATÓRIO FINAL DO CURSO PELOS MONITORES
Município / Estado:_____________________________________________________________________
Unidade de Saúde: ____________________________________________________
Período (dd / mm / aa): _____ / _____ / _____ a _____ / _____ / _____ Carga Horária: ________________
Monitores: __________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
Assessor Técnico: _____________________________________________________________________
TREINANDOS
Nome
Categoria Profissional
Local de trabalho
(unid. Saúde/Município)
123456789101112-
OBJETIVO
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.6 - pág.02
RELATÓRIO FINAL DO CURSO PELOS MONITORES
ANÁLISE DO CURSO
Conteúdo: ________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
Material: _________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
Metodologia: ______________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
Prática: __________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
Relação treinando / monitor / assessor: _________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________________
AVALIAÇÕES DOS PARTICIPANTES
Auto - Avaliação dos Treinandos quanto às
Habilidades Básicas em PI no Pré e Pós Curso
Conhecimento Técnico dos Treinandos sobre PI
no Pré e Pós Curso
(média do grupo em percentagem )
(média do grupo em percentagem)
Pré Curso
Pós Curso
Variação
Pré Curso
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
Pós Curso
Variação
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.6 - pág.03
RELATÓRIO FINAL DO CURSO PELOS MONITORES
DESEMPENHO DO GRUPO
N°
%
1
= profissional com conhecimento, habilidade e atitude adequados, sendo seu desempenho
considerado satisfatório
2
= profissional com dificuldade em uma das três áreas (conhecimento, habilidade e/ou
atitude), necessitando treinamento em serviço.
3
=
profissional com dificuldade em duas ou mais das três áreas (conhecimento, habilidade e/ou
atitude), sendo seu desempenho considerado insatisfatório.
(classifique os participantes conforme a legenda, numero absoluto e percentagem)
AVALIAÇÃO DO CURSO PELOS TREINANDOS
Classificação
Ítem
(P1) Expectativas correspondidas
Sim
Não
Parcial
TOTAL
(P2) Material didático
Bom
Regular
Fraco
TOTAL
(P3) Metodologia
Boa
Regular
Fraca
TOTAL
(P4) Relação Treinando / Monitor
Boa
Regular
Fraca
TOTAL
(P5) Prática
Boa
Regular
Fraca
TOTAL
Suficiente
Insuficiente
Não sei
TOTAL
(P6) Aptidão para executar atividades de
PI pós curso
Número absoluto e percentagem da média total
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.6 - pág.04
RELATÓRIO FINAL DO CURSO PELOS MONITORES
RECURSOS FINANCEIROS
Ítem
Município
Estado
CNDS/MS
ONG
Transporte Treinandos
Transporte Monitores
Transporte Assessor
Diárias Treinandos
Diárias Monitores
Diárias Assessor
Ajuda de Custo
Material
Lanche
Outros
CONCLUSÃO / RECOMENDAÇÕES
________________________________________________________
Assinatura
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.7 - pág.01
RELATÓRIO FINAL DO CURSO PELA ASSESSORIA TÉCNICA
Município / Estado:_____________________________________________________________________
Unidade de Saúde: ________
Período (dd / mm / aa): ______ / ______ / ______
Carga Horária: __________________________
Monitores: __________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
__________________________________________________________________________________
Assessor Técnico: _____________________________________________________________________
CLIENTELA
Numero de treinandos, seleção, etc.:
ANÁLISE DO CURSO
Organização Geral (local, material de apoio, horário, agendamento, certificado):
Conteúdo (o que?):
Metodologia (como?):
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
MATERIAL PARA MONITORES
Q.7 - pág.02
RELATÓRIO FINAL DO CURSO PELA ASSESSORIA TÉCNICA
ANÁLISE DO CURSO
Material didático - teórico / prática (com que ?):
Prática:
Relação treinando / monitor / assessor:
IMPRESSÃO SOBRE PI NO ESTADO
CONCLUSÃO / RECOMENDAÇÕES
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANEXOS
R.1 - pág.01
RECIBO SIMPLES
RECIBO
Recebi de ___________________________________________________________________,
a importância de R$
(_____________________________________________
__________________________________________________________________________)
Referente a __________________________________________________________________
Para participar do "TREINAMENTO DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE"
em _____________________________________ pertencente à Diretoria Regional de Saúde
de _____________________________________________________
no período de ______ / ______ / ___________ a ______ / ______ / ____________.
_________________________________________, ______ / ______ / ___________
Assinatura:
Nome: __________________________________________________________________________
CPF: _________________________ - ________
CI: _____________________________________
C.S: ____________________________________
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANEXOS
R.2 - pág.01
RECIBO DE MATERIAL
RECIBO
Recebi de ___________________________________________________________________,
os materiais listados abaixo:
MATERIAL
QUANTIDADE
1. Estesiômetro: Kit para testes de sensibilidade
2. Escala de Snellen
3. Conjunto de textos para xerox
4. IMPRESSOS:
Cuidados para evitar complicações
Para uma vida melhor, vamos fazer exercícios
Para uma vida melhor, vamos fazer exercícios (Port’ Fólio)
Avaliação neurológica simplificada
Guia de prevenção ocular em hanseníase
Prevenção ocular em hanseníase - Testes (sanfonas)
Prevenção ocular em hanseníase - Técnicas simples (sanfonas)
Guia de controle da hanseníase -(CNDS/FNS/MS)
Poliquimioterapia: Tratamento atual da hanseníase (Folheto / CNDS/FNS/MS)
Prevenção de incapacidades em hanseníase (Port’ Fólio / CNDS/FNS/MS)
Manual de prevenção de incapacidades - (CNDS/FNS/MS)
Ação participativa: Trabalhando com hanseníase (CNDS/FNS/MS)
Hanseníase (CNDS/FNS/MS)
_________________________________________, ______ / ______ / ___________
Assinatura
Nome: __________________________________________________________________________
CPF: _________________________ - ________
CI: _____________________________________
C.S: ____________________________________
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANEXOS
R.3 - pág.01
LISTA DE MATERIAIS USADOS PARA PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES
QUANTIDADE
MATERIAL
01
Xerox dos textos (ver lista para xerox)
01
Conjunto de Material Educativo (ver lista)
01
Lápis preto com ponteira de borracha
01
Apontador
01
Caneta esferográfica, azul ou preta
01
Fita crepe
01
Fita métrica
01 conjunto
10 folhas
Quantidade
sujeita ao n°
de pacientes
da unidade
02
01-02 jogos
Hidrocor ou Lápis de cores: verde, azul claro, roxo claro,
vermelho, preto
Papel sulfite (rascunho)
Ficha de avaliação:
Dados da vida geral
Nariz/Olho
Mão
Pé
Escala de Snellen (acuidade visual)
Estesiômetro SORRI-Bauru(teste de sensibilidade)
01
Tesoura grande para cortar Palmilha
01
Régua de 20 cm
01
Fio dental, fino, sem sabor
01
Foco luminoso (lanterninha para olhos)
01
Pilhas p/ foco luminoso
01-02
Pinça de sombrancelha
01 caixa
Cotonete
02 caixas
Lenço de papel
01
Colher de poliamida p/ oclusão visual (Jolly-0161)
01
Lente de aumento ou lupa binocular
02
Lente acrílica, sem grau (óculos)
01 tubo
Pomada epitelizante (Epitezan)
10 vidros
Colírio lubrificante (Lacrima, Lacrima plus, Lacril, Filmcel)
10 vidros
Soro fisiológico, pequeno
01 rolo
RECEBIDO (S/N)
Fita microporo
Luvas
01 rolo
5 pacotes
Esparadrapo
Gaze (pacotes com 10-16 gaze, esterilizado)
03
Bacia 36 cm de diâmetro e 13 cm de altura (hidratação de mão)
03
Balde (hidratação de pé)
3 pacotes
Toalha de Mão, de Papel
05 folhas
Lixa d’água n° 80
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANEXOS
R.3 - pág.02
LISTA DE MATERIAIS USADOS PARA PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES
QUANTIDADE
MATERIAL
RECEBIDO (S/N)
01 pacotes
Atadura de crepom de 10 cm largura (pacotes de 6 unidades)
01 pacote
Elástico de dinheiro (mercur-art 372 n°18)
1 pacote
Pregador de roupa
01 litro
Vaselina ou óleo mineral
01 litro
Vinagre
01 pacote
01 pacote de 100 un.
02 placas
2,20 x 1,20
1 lata
Sal (500g)
Abaixador de língua de madeira
Borracha EVA UL n°12, branco, liso,4 mm espessura para
palmilha *
Cola de sapateiro, forte, 400g
1
Martelo
1
Câmara de ar de carro, usada ou
3 metros
30
Elástico ortopédico de 2 cm largura, semi-resistente
Passador de 22mm, prateado ou
Chaveiros
10
Mosquetão (Avety-6592-16), prateado
30
Fivela com rabicho, forte de 1,5cm, prateado ou
3 metros
Velcro/Velviz (fecho de contato-gancho e laço)
1 pacote de 1000
Rebite 1,5mm, prateado
1 pacote de 1000
Rebite 2,0 mm, prateado
1
Vazador no. 3
1
Âncora de sapateiro (opcional)
1
Madeira ( Cortar: 20cm x 20cm x 1-2cm)
1,0 metros
Couro (vaqueta de 0,8mm) p/ férula de Harris, preto ou
marron (10-12 un.)
01
Espelho para inspeção (mais ou menos 20 x 20cm)
01
Sabonete
20 unidades
Saco de lixo não toxico (branco ou azul) de 50-60 litros
(63 X 80cm) ou o que couber dentro das bacias e baldes para
hidratação
01
Par de muletas ajustáveis, (opcional)
01
Bengala ajustável, emprestada (opcional)
l O "Kit para teste de sensibilidade" pode ser encontrado no seguinte endereço:
SORRI - BAURU
Tel.: 014-230-3677
Fax: 014 230-3864
l Outros materiais podem ser encontrados nas casas de couro, de borracha, casas de material para sapateiros,
etc.)
* EVA UL, liso, branco, ou outra cor, n° 12 espessura 4 mm é usado para:
Palmilhas, Férula de Harris, e outras adaptações
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANEXOS
R.4 - pág.01
ENDEREÇOS DOS COORDENADORES DAS ATIVIDADES DE
CONTROLE DA HANSENÍASE NOS ESTADOS
ACRE
DR. WILLIAM JOHN WOODS
Coordenador do Programa de Controle da Hanseníase
Hospital de Base - Ambulatório - Sala Nº 23
Avenida Getúlio Vargas S/Nº - Bosque
RIO BRANC0/AC
69908.650 - Caixa Postal: 353
Telefones: (068) 223-1331 - Direto
224-4406 - Residência William
985-5511 - Celular
FAX:
224-3025 (residência)
AMAZONAS
Enfª MARIA ANGELA ALCADE TORRECILLA
Coordenadora do Programa de Controle da Hanseníase
Centro de Dermatologia Tropical e Venereologia "Alfredo da Matta"
Rua Codajás Nº 25 - Esq. com Av. Castelo Branco - Cachoeirinha
MANAUS/AM
69065.130
Telefones: (092) 663-4747 - Coordenação
663-2350 - Direção
663-6116 - Direto Irmã Angela
611-2564 - Residência Irmã Angela
Tel-Fax
663-3155 - Secretária IDTV (Terezinha )
FAX: 663-3155
RORAIMA
DRª LUIZA APARECIDA COSTA
Coordenadora do Programa de Hanseníase
Secretaria da Saúde e Ação Social do Estado de Roraima
Av. Brigadeiro Eduardo Gomes S/Nº - Campos do Paricarana
BOA VISTA/RR
69304-650
Telefones: (095) 623-2771 - Ramal 315
623-9158 - Direto
971-1561 - Celular Luiza
FAX:
623-1294
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANEXOS
R.4 - pág.02
ENDEREÇOS DOS COORDENADORES DAS ATIVIDADES DE
CONTROLE DA HANSENÍASE NOS ESTADOS
PARÁ
DRª ADGINE FERREIRA DANTAS
Coordenadora do Programa de Dermatologia Sanitária
Avenida Presidente Pernambuco, Nº 489
BELÉM/PA
66015-200
Telefones: (091) 224-4011 - Ramal 256
224-4973 - DAI Deptº que a divisão pertence
224-4973 - Dr. Carlos Cruz -Diretor Deptº Atenção à Saúde
984-2116 - Celular Carlos Cruz
FAX:
223-3906
223-9438
AMAPÁ
Enfª SANDRA ELISA PEREIRA SOUZA OU ROSÂNGELA
Coordenadoria de Vigilância em Saúde
Grupo de Atividades Hanseníase e Tuberculose
Av. FAB, 650 - Nº 869- Bairro Central
MACAPÁ/AP
68906-000
Telefones: (096) 212-6173 - Direto
224-2508 - Residência Ana Lúcia
FAX:
223-0319
MARANHÃO
DR. HOZANO FERREIRA FILHO
Coordenador de Vigilância Epidemiológica/Hanseníase
Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão
Av. Euclides Figueiredo S/Nº - Bairro Calhau
SÃO LUIS/MA
65000
Telefones: (098) 246-5500
246-7325 - Vigilância (Sala ao lado)
221-3002 - Consultório das 15:00 às 17:00 hs
972-5758 - Celular Hozano
236-8291 - Residência Hozano
236-8850 - FAX Hozano
227-2493 - Residência Hanelore
235-7101 - TeleFax
975-2243 - Celular
FAX:
246-6238 - 246-7334
OBS.: 243-1144 Ramal 214 Falar com Dr. Jonson - Residência - 236-4986
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANEXOS
R.4 - pág.03
ENDEREÇOS DOS COORDENADORES DAS ATIVIDADES DE
CONTROLE DA HANSENÍASE NOS ESTADOS
RONDÔNIA
Enfª WALLY HIRSCHMANN
Coordenadora do Núcleo de Dermatologia Sanitária
Secretaria de Estado da Saúde de Rondônia
Avenida Padre Angelo Cerri S/N - Deptº de Epidemiologia S/Nº - Esplanada das Secretarias
PORTO VELHO/RO
78903-974
Telefones: (069) 224-2136 - Coord. Hanseníase - Telefax
224-4851 - Residência
FAX:
224-2136
PIAUÍ
DRª TÂMARA STÉLVIA GUIMARÃES BATISTA
Coordenadora de Dermatologia Sanitária
Secretaria de Estado da Saúde do Piauí
Avenida Pedro de Freitas - Centro Administrativo
TERESINA/PI
64018-200
Telefones: (086) 218-1442 - Direto e Fax
218-1414 / 1415 / 1416 / 1417 - Ramal 2082
223-1388 - Residência
981-8969 - Celular
FAX:
218-1420
CEARÁ
Enfª CÉLIA ROLIM DE CASTRO
Chefe do Serviço de Dermatologia Sanitária
AV. Almirante Barrozo, 600
Praia da Iracema
FORTALEZA/CE
60060-440
Telefones: (085) 488-2090 / 488-2091 (Célia)
227-8105 - Residência
991-2781 Celular Célia
FAX
488-2090
Sr. Cipriano Cavalcante Pequeno - Diretor D. Libania
Rua Pedro I , 1033 Centro - Fortaleza/CE - CEP. 60035-101
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANEXOS
R.4 - pág.04
ENDEREÇOS DOS COORDENADORES DAS ATIVIDADES DE
CONTROLE DA HANSENÍASE NOS ESTADOS
SERGIPE
Enfª ELIANE APARECIDA DO NASCIMENTO
Coordenadora do Programa de Controle da Hanseníase
INAMPS - Policlínica Dr. Aristóteles Augusto
Rua Bahia S/Nº
ARACAJÚ/SE
49075-110
Telefones: (079) 224-1704 - Epidemiologia
243-1891 - Residência
FAX:
224-1704 ou 211-4348 (sala mais próxima)
ALAGOAS
ENFª MARIA DO SOCORRO MEDEIROS LIMA
Coordenadora do Programa de Controle da Hanseníase
Secretaria de Estado da Saúde e Serviço Social de Alagoas
Avenida Duque de Caxias, Nº 1001 - Jaraguá
MACEIÓ/AL
57025-140
Telefones: (082) 221-3428
231-1148 - Residência
982 0206 - celular
221-2378
FAX:
221-9579 / 326-2573(AIDS)
RIO GRANDE DO NORTE
DR. MAURÍCIO LISBOA NOBRE
Chefe do Grupo Auxiliar de Controle de Endemias
Secretaria de Estado da Saúde do Rio Grande do Norte
Avenida Junqueira Aires, Nº 488 - Cidade Alta
NATAL/RN
59025-280
Telefones: (084) 211-4794
222-1723 - Residência dos pais 213-3807
FAX:
211-2300
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANEXOS
R.4 - pág.05
ENDEREÇOS DOS COORDENADORES DAS ATIVIDADES DE
CONTROLE DA HANSENÍASE NOS ESTADOS
PERNAMBUCO
Enfª ANDREA TORRES FERREIRA
Coordenadora do Programa de Controle da Hanseníase
Secretaria de Estado da Saúde de Pernambuco
Praça Oswaldo Cruz S/Nº - Boa Vista
RECIFE/PE
50050-220
Telefones: (081) 412-6253
975-3944 - Celular Andrea
TELEFAX:
412-6251
BAHIA
DRª MARLENE TAVARES B. CARVALHO
Gerênte DIVEP SES/BA
Plataforma 06 - 4ª Avenida - 2º Andar - Centro Administrativo
SALVADOR/BA
41750-300
Telefones: (071) 371-2566
336-8565 / 336-8922 - Dra. Rosa Castália R. Soares - FNS
358-5207 / 359-2658 - Residência
961-2938 - Celular Rosa
FAX:
371-4302
DR LUÍZ EDUARDO CALDAS CARVLHO
Diretor do Hospital D. Rodrigues Menezes
BR 324 km 11 - Águas Claras - Cajazeira 2
SALVADOR/BA
41310-450
Telefones: (071) 395-7084 / 395-9094
233-1855 - Residência
FAX:
395-2371
PARAÍBA
DRª FRANCISCA ESTRELA DANTAS MAROJA
Coordenadora do Programa de Controle da Hanseníase
Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba
Avenida Dom Pedro II, Nº 1.826 - Torres
JOÃO PESSOA/PB
58040-440
Telefones: (083) 222-0726 - Direto
241-1718 - Ramal 7026
224-7020 - Residência
221-9868 - Consultório
983-4478 - Celular
FAX:
222-0187
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANEXOS
R.4 - pág.06
ENDEREÇOS DOS COORDENADORES DAS ATIVIDADES DE
CONTROLE DA HANSENÍASE NOS ESTADOS
MINAS GERAIS
DRª MARIA APARECIDA DE FARIA GROSSI
Coordenadora da Área de Dermatologia Sanitária
Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais
Avenida Amazonas, Nº 266 - 12º Andar S/1209
BELO HORIZONTE/MG
30180-001
Telefones: (031) 248-6327 / 248-6337
221-9737 - Consultório Após 09:00 hs (2ª,4ª,5ª)
221-0069 - Residência Aparecida
492-1072 - Residência Mariana
FAX:
273-4717 / 261-6793
ESPÍRITO SANTO
Enfª MARIZETE ALTOE PUPPIN
Coordenadora do Programa de Controle da Hanseníase
Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo
Avenida Mascarenhas de Morais, Nº 2.025 - Bento Ferreira
VITÓRIA/ES
22051-121
Telefones: (027) 381-2369
FAX:
325-4543 / 227-0479 (Gab. Sec.)
Betanha ou Rosana (Medicamentos)
235-1388- 336-4496
RIO DE JANEIRO
ENFª TADIANA ALVES MOREIRA
Coordenadora do Programa de Controle da Hanseníase
Secretaria de Estado da Saúde e Higiene do Rio de Janeiro
Rua México, Nº 128 - 4º - Sala 418
RIO DE JANEIRO/RJ
22031-142
Telefones: (021) 240-0013 - Direto
240-4481
521-0535 - Residência
293-3210 - Dra. Raquel Tardin SMS
FAX:
240-4481
CURSO NACIONAL DE PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES EM HANSENÍASE
ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANEXOS
R.4 - pág.07
ENDEREÇOS DOS COORDENADORES DAS ATIVIDADES DE
CONTROLE DA HANSENÍASE NOS ESTADOS
SÃO PAULO
DR. WAGNER NOGUEIRA
Coordenador do GEPRO/Hanseníase
Secretaria de Estado da Saúde / Prog. Controle da Hanseníase
Av. Dr. Amaldo, 351 - 6° andar sala 614
SÃO PAULO/SP
01246-000
Telefones: (011) 883-6688 ramal 2288
853-4042 - Direto
3104-7729 / 3120-2391 - Residência
FAX:
282-9359 / 282-9395
Direto Campinas - Dra. Regina Célia (019)234-8466 236-1944
PARANÁ
DRª ROSANA RIBEIRO DOS SANTOS
Coordenador do Programa de Controle da Hanseníase
Secretaria de Estado da Saúde e Bem-Estar Social do Paraná
Rua Engenheiros Rebouças 1.707 - 1º and. sala 81 - Fundos
CURITIBA/PR
80215-900
Telefones: (041) 333-3434 - ramal 225
FAX:
332-7104
RIO GRANDE DO SUL
DRª ANTÔNIO CARLOS BASTOS GOMES
Chefe do Serviço de Hanseníase
Secretaria de Estado da Saúde e do Meio Ambiente
Centro Ad. do Estado - Serviço de Dermatologia Sanitária
Avenida Borges de Medeiros, Nº 1.501 - 5º Andar Ala Norte S/03
PORTO ALEGRE/RS
90110-150
Telefones: (051) 226-3100 Ramal 128
228-6930 - Direto
FAX
226-3275/ 228-8518 - Direção Geral
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANEXOS
R.4 - pág.08
ENDEREÇOS DOS COORDENADORES DAS ATIVIDADES DE
CONTROLE DA HANSENÍASE NOS ESTADOS
SANTA CATARINA
Enfª JEANINE VARELA REGES
Responsável pela Dermatologia Sanitária
Rua Felipe Schimidt, Nº 800 - Centro
FLORIANÓPOLIS/SC
88010-002
Telefones: (048) 222-9407 - R/ 33 Epidemiologia
222-6388 - Drª Heloisa Consultório
FAX:
225-4381
MATO GROSSO
Enfª RITA CRISTINA MARTINS BORGES
Divisão de Atenção à Saúde - Dermatologia Sanitária
Centro Político Administrativo - Bloco 5
CUIABÁ/MT
78035-360
Telefones: (065) 313-2762
644-1422
982-1273 - Celular
644-1648 (Residência)
FAX:
313-2812 / 313-2960
MATO GROSSO DO SUL
Dr. MARCOS AURÉLIO CORREA SOARES
Coordenadora das Atividades de Controle da Hanseníase
SES - Parque dos Poderes - Bloco 7 - Deptº Programa de Saúde
CAMPO GRANDE/MS
79002-050
Telefones: (067) 726-4077 R/261
726-4071 - Recado
FAX:
726-4078 / 4071 / 4713
IRMÃ SILVIA VESSELLIO
Diretora Administrativa
Hospital São Júlião
BR 163 Km 05 (saída p/ Cuiabá)
Cx.: 341
79031-902
CAMPO GRANDE/MS
Telefones: (067) 754-4212
FAX:
754-3107
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
ANEXOS
R.4 - pág.09
ENDEREÇOS DOS COORDENADORES DAS ATIVIDADES DE
CONTROLE DA HANSENÍASE NOS ESTADOS
GOIÁS
Enfª DENISE FERREIRA DE FREITAS
Chefe da Divisão de Dermatologia Sanitária
SES - Av. Anhanguera, Nº 5.195 - Bairro Campinas - Setor Coimbra
GOIÂNIA/GO
74043-011
Telefones: (062) 291-5022 - R/238
FAX:
291-6265 / 291-3869
Dr. Giovanny Gazzali
215-3534
972-5807 (celular)
DISTRITO FEDERAL
Dra. DISNEY FABÍOLA ANTEZANA URQUIDI
Coordenador do Programa de Controle da Hanseníase
Deptº de Saúde Pública
SHS - Ed. das Pioneiras Sociais - 8º andar
BRASÍLIA/DF
70330-150
Telefones: (061) 325-4639
226-2806 - Dra. Rosely
243-4766 - Madalena Centro de Saúde
225-6777 - Bernadete - CEDRUS
FAX:
226-7505
TOCANTINS
DRª MARLEIDE AURELIO DA SILVA
Chefe da Divisão de Dermatologia e Pneumologia Sanitária
SES - Av. NS-2 - Quadra AANE - Praça dos Girassois S/N
PALMAS/TO
77085-050
Telefones: (063) 218-1778
215-1094 - R/203 Serviços Gerais R/201
218-1783 - Imunização
218-1762 - Direto
978-4416 - Celular
FAX:
218-1790 / 218-1791
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ÚLTIMA REVISÃO: 12/1998
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