Lesson 22 - Ardalambion

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q2$5% 4$jR¸5$
Pedin Edhellen
um curso de sindarin
Thorsten Renk
Tradução
Gabriel Oliva Brum
Versão 2.0 (5 de outubro de 2004)
Lição 22
RECONSTRUÇÃO DE PALAVRAS
22.1 TEXTO
1j$3T`C j%~M x~B5
7Ex#7Y5 2#xr^2# 7Ey5$ 5`C j5#196T 5r$ 7,G t%j2#7iG=-=
7Ey5$ 1j^cR 7r$`B5{#3R 2{#=-=
7Ex#7Y5 1j^5$=-=
7Ey5$ t5# x#7YcRÀ
7Ex#7Y5 2$7x$j^ 75$5% iY15$ 6T t% 5hU5 9.D4 t7E2#=-= z5{$5% 55%`BiE tlE3`N= 25#
t% 8hU 5hU35{#5$=-= 55# t3R 7Y36Y `B 7E5# e7R5= 25# `V 2x{#5$=-= 7Õc ~M27iE13E6E 5%
2$hE5= 25# 2%j&`M 5~B5 13T5$=-=
7Ey5$ 1j$3T`C j%~M x~B5=-= ~Mc5$`B5^ 9`B whE5= 25# iT15^ z7R3TcE 5hE2 r7R5% `C 2lY6=-=
~MiT15^ liE x$7Y 6T= 25# xèiR15^=-= 9w$`N iR1j$=-=
Telitha i lû gîn
Aragorn adgovad Arwen na lanthir nef riss Imladris.
Arwen: Tolech revianneth and.
Aragorn: Tolen.
Arwen: Man agorech?
Aragorn: Edregol renin ’osten ir im nuin haudh marad. Cennin Ninias maetho, dan im sui
nuithannen. Nan meth orthor i aran fern, dan e dangen. Yrch ú-drastathar in edain, dan i
dulu nîn tithen.
Arwen: Telitha i lû gîn. Ú-chenion hi bain, dan iston cerithach naid verin a doer. Ú-iston ias
egor ir, dan gweston. Hebo estel.
Sua hora chegará
Aragorn encontra Arwen novamente em uma cachoeira neste lado do vale de Valfenda.
Arwen: Você chegou de uma longa jornada.
Aragorn: Sim.
Arwen: O que você fez?
Aragorn: Lembro especialmente do meu medo quando eu estava sob a colina amaldiçoada.
Vi Ninias lutar, mas fiquei como que paralisado. Ao final ele derrotou o rei morto, mas ele
também foi assassinado. Os orcs não perturbarão os homens, mas minha ajuda foi pequena.
Arwen: Sua hora chegará. Não compreendo tudo agora, mas eu sei que você realizará
grandes e bravos feitos. Não sei onde ou quando, mas eu prometo. Tenha esperança.
22.2 GRAMÁTICA
22.2.1
Substantivos a partir de verbos
Para a formação de substantivos a partir de verbos, algumas simples diretrizes podem ser
traçadas. Além do gerúndio, que descreve a ação correspondente ao verbo – como, por
exemplo, ped- “falar”, i beded “a fala” –, há várias outras possibilidades. No entanto, a
forma e o significado precisos de outros substantivos derivados não podem ser previstos
com tanta confiança quanto com a formação do gerúndio; para cada uma das regras
seguintes, ha também algumas exceções conhecidas.
Verbos I
No tocante aos verbos I, o resultado da ação verbal ou um substantivo abstrato associado
com a ação verbal é formado por meio da desinência -th:
car- “fazer” → carth “feito”
dar- “parar” → *darth “parada”
Se o radical verbal terminar em -d, essa desinência é omitida ao se anexar -th. Se o radical
terminar em -l, uma vogal de ligação -e- é então inserida:
ped- “falar” → peth “palavra”
nod- “atar” → *noth “feixe”
pel- “murchar” → peleth “murchamento”
Se a vogal raiz for -i, a desinência será lida como -ith ao invés de -th:
tir- “vigiar” → tirith “vigia”
gir- “estremecer” → girith “estremecimento”
Verbos A e conjugação mista
Os verbos A e a conjugação parecem possuir duas possibilidades distintas para a formação
de substantivos a partir de verbos. A primeira é a perda da desinência -a:
nautha- “pensar” → nauth “pensamento”
lacha- “flamejar, chamejar” → *lach “flama, chama”
dartha- “esperar” → *darth “espera”
A segunda possibilidade (rara) ocorre presumivelmente através do particípio passivo
perfeito e resulta na desinência -nneth, que descreve o resultado final da ação verbal:
presta- “afetar” → prestanneth “afeição (de vogais)”
revia- “vagar” → *revianneth “(o) vagar, andança”
Muitos outros exemplos com perda da desinência são conhecidos; tal fato parece ser
favorecido com os verbos A.
22.2.2
Pessoas praticando uma ação
A pessoa que pratica a ação verbal freqüentemente é produzida pelas desinências -or, -on e
-ron (masculinas) ou -eth e -ril (femininas). Entretanto, essas não são as verdadeiras
desinências, mas as remanescentes de formas arcaicas embasadoras, de modo que não há
garantias de que elas apareçam dessa maneira em cada ocorrência, não devendo ser usadas
sem muito cuidado. A regra indicada aqui é uma mera diretriz esboçada.
maeth “luta” → maethor “lutador” ou *maethril “lutadora”
roch “cavalo” → rochon “cavaleiro” ou *rocheth “amazona”
nath “rede” → nathron “tecelão” ou nathril “tecelã”
22.2.3
Coisas compostas
Um todo composto de muitas partes geralmente é indicado pela combinação da palavra
para a parte em questão com a desinência -as:
car “casa” → caras “cidade”
sarn “pedra” → sarnas “monte”
pân “tábua” → panas “assoalho”
22.2.4
O uso de infinitivos
Presumivelmente, os infinitivos em sindarin são usados como no quenya. Isso significa que
um infinitivo curto “ir” (como em “eu o vejo ir”) geralmente é traduzido como infinitivo,
um infinitivo mais longo “de ir” (como em “eu gostaria de ir”) como um gerúndio e uma
intenção, “(para) ir”, como um gerúndio no dativo, isto é, usando an em sindarin:
Pelin pedi i lam edhellen. “Sei falar a língua élfica.”
Aníron cened Aragorn. “Gostaria de ver Aragorn.”
Tolen al lastad. “Vim para ouvir.”
22.2.5
Mais palavras interrogativas
Baseando-se no quenya, é possível reconstruir muitas outras palavras interrogativas além de
man “quem? o quê?”: *mas? “onde?” com o pronome relativo associado *ias “onde” e
*mar? “quando?” com ir “quando, como”.
Mas han agorech? “Onde você fez isso?”
Agoren ennas, ias nin ú-chirich. “Fiz isso lá onde você não me encontrará.”
Mar han cerich? “Quando você faz isso?”
Ir nin ú-dirich. “Quando você não me observa.”
22.3 VOCABULÁRIO
and “longo”
estel “esperança”
gwesta- “jurar”
lanthir “cachoeira”
trasta- “perturbar”
22.4 TRADUÇÕES PARA O SINDARIN – CRIANDO PALAVRAS
Algumas vezes, apesar de toda a criatividade no refraseamento, surge uma expressão para a
qual simplesmente falta uma palavra. Nesse caso, certamente é tentador (re)construir a
palavra de algum modo. A princípio, esse não é um motivo de “heresia” caso o estudante se
atenha a algumas regras:
22.4.1
Observações gerais a respeito das reconstruções
É desnecessário dizer, mas: nunca coloque em um vocabulário uma palavra criada por você
mesmo próxima a uma legítima palavra sindarin atestada sem fazer uma distinção clara e
visível. O fato de que algumas pessoas não se importaram com essa regra no passado tem
ocasionado infindáveis confusões e versões imprecisas de sindarin incorreto por toda
Internet. Em um texto em sindarin, tal forma pode aparecer sem um comentário (não seria
muito prático adicionar 20 notas de rodapé a um poema simplesmente por ele usar um
vocabulário reconstruído), mas em um texto sobre o sindarin, é obrigatório manter essa
distinção. No presente curso, você pode ter observado que isso geralmente é feito ao se
prefixar um * à palavra reconstruída1.
A regra seguinte é que a (re)criação de palavras deve ser compreendida: se for necessário
dar explicações ao leitor junto com o texto em sindarin, então o texto poderia muito bem
ser dado em português. O objetivo de um idioma é a comunicação, e isso significa que o
leitor tem que ser capaz de compreender o que é pretendido. Uma criação como *nen ennaur “água de fogo” presumivelmente será facilmente compreendida como uma palavra
para álcool, enquanto que lavan varan “animal marrom” de fato não aponta para um
animal específico.
1
Em todo caso, pode ainda haver algumas formas neste curso que não são propriamente atestadas. Isso não se
dá por intenção do autor, e sim é causado pelo fato de que a versão mais antiga deste curso foi escrita usandose uma lista de palavras inadequada e o autor, desde então, luta para remover ou marcar todas as palavras que
não são atestadas. Sob nenhuma circunstância o vocabulário deste curso deve ser preferido a uma lista de
palavras que dê referências quanto a uma determinada palavra ser ou não atestada.
Em particular, a reconstrução de palavras que segue os padrões delineados por Tolkien é
facilmente compreendida; ex: a formação de substantivos a partir de verbos através da
desinência -th costuma ser facilmente reconhecida.
22.4.2
Diferentes tipos de reconstrução
Há somente algumas poucas palavras que são atestadas em sindarin propriamente dito. A
maior parte do vocabulário conhecido é na verdade noldorin, um predecessor conceitual do
sindarin. Contudo, a estrutura ambos os idiomas parece ser muito similar, e as mudanças
fonéticas que une ambos são bem conhecidas, de maneira que é possível deduzir com
razoável certeza como as palavras se parecem em sindarin adequado.
Uma segunda classe de palavras é formada por analogia com palavra do quenya. Tal fato é
justificado em certa medida, uma vez que ambos os idiomas se desenvolveram a partir de
um ancestral comum (o eldarin comum). Esse processo, porém, não é tão confiável quanto
atualizar o noldorin para o sindarin, visto que a gramática do quenya é com freqüência
muito diferente da gramática do sindarin.
A próxima classe de reconstruções é baseada diretamente nas raízes élficas primitivas das
palavras. Ao se usar desinências derivacionais e mudanças fonéticas conhecidas, é possível
utilizá-las para reconstruir palavras sindarin.
Todos esses métodos são em determinado nível baseados diretamente nas obras de Tolkien.
Quaisquer reconstruções que difiram de tais métodos provavelmente estarão erradas ou
serão inúteis, a menos que sejam palavras compostas simples de elementos sindarin
conhecidos. Este curso não é o melhor lugar para uma introdução séria de como tais
derivações a partir do élfico primitivo são feitas. Um bom recurso para o iniciante sobre
como reconstruir palavras a partir de raízes primitivas é o “Um guia experimental para a
reconstrução de palavras sindarin”, encontrado no seguinte website:
http://www.phy.duke.edu/~trenk/elvish/rogue.html.
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