18º Tema - 2008 - Regulaç o da Glicémia/Regulaç o da

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Regulação da glicémia
IST – FML
2º Semestre 2007/2008
Trabalho realizado por:
Miguel Amador nº58484
Joana Nunes nº58497
João Marques nº58513
Sofia Esménio nº58829
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose e glicogénio nos hepatócitos
Fígado
órgão fundamental na regulação da glicémia
Moléculas de glicose absorvidas no intestino
Através da Veia Porta
Fígado
Difusão facilitada
Captadas pelos hepatócitos
O transportador predominante é GLUT-2
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose e glicogénio nos hepatócitos
O controlo da concentração de glicose celular em tecidos
hepáticos é feita através dos seguintes processos:
•Glicólise (degradação de glicose);
•Gliconeogénese (síntese de glicose a partir de substratos não glícidicos);
•Glicogénese (formação de reservas de glicogénio);
•Glicogenólise (degradação de glicogénio )
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose e glicogénio nos hepatócitos
Glicólise
fornecer energia às células e esqueletos de carbono para vias de síntese
Fígado - Hexocinase IV
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose e glicogénio nos hepatócitos
Gliconeogénese
síntese de glicose
Precursores:
•Piruvato
•Lactato
•Glicerol
•Produtos do catabolismo de
alguns aminoácidos
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose e glicogénio nos hepatócitos
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose e glicogénio nos hepatócitos
A glicose produzida nos hepatócitos tem dois destinos:
•Ser utilizada na síntese de glicogénio;
•Ser libertada para a corrente sanguínea para consumo de tecidos extra-hepáticos;
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose e glicogénio nos hepatócitos
Glicogénese
Necessita:
UDP-glicose (substracto);
síntese de glicogénio
D  gli cos e  ATP  D  gli cos e  6  fosfato  ADP
gli cos e  6  fosfato  gli cos e  1  fosfato
hexocinase
fosfoglicomutase
gli cos e  1  fosfato  UTP  UDP  gli cos e  PPi
UDP-glicose-pirofosforilase
Enzimas Intervenientes:
•Glicogenina: responsável pela síntese do iniciador ;
•Glicogénio sintase: responsável pelo alongamento da cadeia através da
criação de ligaçoes (1→4) ;
•enzima ramificadora: transfere o resíduo terminal ( fragmento com 6 a 7
resíduos) criando ligações (1→6) ;
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose e glicogénio nos hepatócitos
Glicogenólise
degradação do glicogénio
Glicogénio
Glicogénio-fosforilase
Liberta Glicose-1-fosfato
Não é o inverso da glicogénese!!!
Processo directo, sem intermediário
UDP-Glicose
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose e glicogénio nos hepatócitos
No fígado:
Glicemia (durante a absorção intestinal)
Glicemia
Glicogénese
Glicogenólise
O fígado é um órgão central no metabolismo da glicose
Acumula glicose na forma de glicogénio quando a glicemia é elevada
Através da glicogenólise e da gliconeogénese, forma glicose que liberta
para o sangue
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose por tecidos extra-hepáticos
Os processos de formação e mobilização da glicose não são
exclusivos do fígado, existindo com maior ou menor
relevância nos outros tipos de tecidos.
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose por tecidos extra-hepáticos
Músculo
GLUT 4
Glicose
Glicose
Glicose 6-P
Hexocinase I e II
A entrada da glicose
na célula dá-se por
difusão facilitada,
sendo que para os
vários tecidos há
um transportador
membranar
específico.
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose por tecidos extra-hepáticos
Processos de disponibilização de glicose
Gliconeogénese
Formação de Glicose
Glicogenólise
Mobilização de Reservas
Processos de transformação da glicose
Glicólise
Mobilização de glicose para
produção de energia ou
substratos metabólicos
Glicogénese
Criação de Reservas
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose por tecidos extra-hepáticos
Glicólise
Músculos
Glicose
Glicose 6-P
Tecidos em
Geral
Glicólise
Lactato
Lactato
Piruvato
Acetil- CoA
Glicerol-3-fosfato
Tecido
Adiposo
Ácidos
Gordos
Triacilglicerol
ATP
CO2
H2O
O2
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose por tecidos extra-hepáticos
Fermentação láctica – Ciclo de Cori
Degradação em Alanina – Ciclo de Alanina
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose por tecidos extra-hepáticos
Ciclo de Cori e da Alanina
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose por tecidos extra-hepáticos
Gliconeogénese
A gliconeogénese ocorre essencialmente ao nível do fígado, no entanto
esta também é significativa ao nível dos rins
À semelhança do fígado, os rins apresentam a enzima glicose-6-fosfatase que
permite a formação de glicose a partir da glicose-6-fosfato, que assim pode ser
enviada para a corrente sanguínea.
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose por tecidos extra-hepáticos
Glicogénese
O glicogénio muscular destina-se exclusivamente a reservas energéticas do
próprio musculo, uma vez que as células musculares não possuem a enzima
glicose-6-fosfatase.
Peso Relativo
Massa Total
Glicogénio Hepático
4,0 %
72 g (1)
Glicogénio Muscular
0,7 %
245 g (2)
Glicose extracelular
0,1 %
10 g (3)
-
327 g
TOTAL
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose por tecidos extra-hepáticos
Glicogénese
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose por tecidos extra-hepáticos
Glicogenólise
Ao contrário do fígado, onde a obtenção de glicose por degradação do
glicogénio, tem como objectivo regular a quantidade de glicose no sangue, na
maioria dos restantes tecidos, a degradação do glicogénio serve apenas as
necessidades energéticas da própria célula.
No músculo esquelético, a acumulação de glicogénio está favorecida
durante o repouso e quando a glicemia está elevada enquanto a sua
degradação está aumentada quando aumenta a actividade muscular.
Controlo da glicemia
Formação e mobilização da glicose por tecidos extra-hepáticos
Controlo da glicemia:
Condições alimentares normais
Factores que influenciam a glicemia:
 Alimentação
Exercício físico
Situações de stress
Traumas
Consumo de drogas
…
Controlo da glicemia
Condições alimentares normais
Principais reguladores da glicemia:
Insulina
Glicagina
Células β dos ilhéus de Langerhans
Células α dos ilhéus de Langerhans
Controlo da glicemia
Condições alimentares normais
Insulina
Hormona polipeptídica formada nas células β dos ilhéus de
Langerhans no pâncreas que regula o metabolismo da
glicose.
Secreção estimulada por:
•Hiperglicemia
•SN parassimpático, acetilcolina e
colecistoquinina
Secreção inibida por:
•Hipoglicemia
•Epinefrina
•Somatostatina
Controlo da glicemia
Condições alimentares normais
Mecanismo de secreção da insulina estimulado pela
hiperglicemia:
1. a glicose entra nas células β pelo
transportador GLUT2
2. Hexocinase IV transforma a glicose em
glicose-6-fosfato
3. Glicolise e Ciclo de Krebs, libertação de
ATP
4. Encerramento dos canais de potássio,
despolarização da membrana
5. Abertura dos canais de Ca2+,
difusão de cálcio para dentro da
célula
Controlo da glicemia
Condições alimentares normais
Controlo da glicemia
Condições alimentares normais
Mecanismo de regulação da glicemia pela insulina
Controlo da glicemia
Condições alimentares normais
Hiperglicémia
[glicose] no interior das células
Aumento da glicólise
Secreção de
insulina
Controlo da glicemia
Condições alimentares normais
Secreção de insulina
Activação da fosfoproteína
fosfatase 1 (PP1)
Inactivação da glicogénio
sintase cinase 3 (GSK-3)
•Inibe a fosforilase cinase e
a glicogénio fosforilase
•Activa a glicogénio sintase
Glicogenólise
Glicogénese
Síntese de:
•hexocinase II
•Fosfofrutocinase 1
(PFK-1)
•piruvato cinase
Glicólise
Controlo da glicemia
Regulação da glicemia em jejum
Hipoglicemia: Baixo nível de glicose no sangue
Uma hipoglicemia prolongada:
Pode levar ao esgotamento das reservas energéticas hepáticas
Pode ter graves consequências a nível cerebral
Pode levar ao coma
Em casos mais raros pode levar à morte
Controlo da glicemia
Regulação da glicemia em jejum
Glicagina
Segregada nas células α dos ilhéus de Langerhans
A secreção é aumentada por:
• Baixa concentração de glicose no sangue
• Alta concentração de catecolaminas
• Alta concentração de aminoácidos
• SN simpático, acetilcolina e colecistoquinina
A secreção é diminuída por:
• Somatostatina
• Insulina
Controlo da glicemia
Regulação da glicemia em jejum
Mecanismo de regulação da glicemia em jejum
PKA é a mediadora de todas as acções da glicagina na regulação
da glicemia, através de processos de fosforilação
Controlo da glicemia
Regulação da glicemia em jejum
Acções da glicagina (através da PKA):
• Inibição da glicólise e activação da gliconeogénese
• Estimulação da glicogenólise
• Inactivação da glicogénese
Controlo da glicemia
Regulação da glicemia em jejum
Elevadas concentrações de PKA
Fosforilação da
enzima glicolítica
piruvato-cinase
Inibição da glicólise
Controlo da glicemia
Regulação da glicemia em jejum
Elevadas concentrações de PKA
Fosforilação da proteína bifuncional
PFK-2/FBPase-2
Activação da FBPase-2
Concentração de frutose-2,6-bifosfato
Inactivação da PFK-1
Activação da FBPase-1
Glicólise
Gliconeogénese
Controlo da glicemia
Regulação da glicemia em jejum
Elevadas concentrações de PKA
Fosforilação da fosforilase b cinase
Fosforilase a (forma activa)
Glicogénio fosforilase
Glicose-1-fosfato
Glicose-6-fosfato
Glicose-6-fosfatase
Glicose
Controlo da glicemia
Regulação da glicemia em jejum
Elevadas concentrações de PKA
Fosforilação da glicogénio sintase a
(forma activa)
Formação de glicogénio sintase b
(inactiva)
Inactivação da síntese de glicogénio
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