Transtornos de personalidade

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Transtornos de Personalidade
abordagem cognitiva
Setor de Psicologia
CAISM
PERSONALIDADE
A etimologia do termo “personalidade”
mostra-nos que o termo persona era
usado no teatro greco-romano para
designar o papel desempenhado pelo
ator diante do público.
 A personalidade é reconhecida a partir
do papel que o sujeito representa por
meio de suas ações.

PERSONALIDADE


Personalidade tem sido definida de diferentes
maneiras, como uma coerência de traços
característicos, ou como a organização dinâmica de
fenômenos que constituem a personalidade, e os
conceitos do eu.
Podemos utilizar uma definição ampla, que permite
incluir as várias maneiras de se estudar a
personalidade. A personalidade é a maneira de ser
de cada um, ou seja, o conjunto de comportamentos
que caracterizam e determinam os ajustamentos
individuais às circunstâncias passadas, presentes e
futuras (Savoia e Cornik, 1989).
Personalidade
A personalidade é decorrente de um
processo de socialização, no qual intervêm
fatores inatos e adquiridos.
 Fatores inatos - a herança genética
 Fatores adquiridos, os fatores de natureza
social e cultural.
 Assim, personalidade pode ser entendida
como o resultado do processo dinâmico e
contínuo
de
conciliar
características
individuais ao ambiente, de forma que isso
determinará a qualidade da interação do
sujeito com o meio que o cerca.

Transtornos de personalidade

Os transtornos de personalidade são
definidos como condições ativadas por
estruturas situadas internamente
 Segundo o DSM IV (APA, 1994) um
transtorno de personalidade é um padrão
persistente
de
vivência
íntima
ou
comportamento
que
se
desvia
acentuadamente das expectativas da cultura
do indivíduo, é invasivo e inflexível, tem seu
início na adolescência ou começo da idade
adulta, é estável ao longo do tempo e
provoca sofrimento ou prejuízo ao indivíduo
Transtornos de personalidade

Evitativo
dependente
 passivo-agressivo
 obsessivo-compulsivo
 antisocial
 narcisista
 histriônico
 esquizóide
 paranóide
 borderline
Diagnóstico

Embora o diagnóstico possa basear-se
na história de vida tomada nas sessões
iniciais, a possibilidade da utilização de
um instrumento de avaliação é
importante para diminuir dúvidas e
certificar hipóteses .

Entrevista estruturada para transtornos de
personalidade - DSM III R (SIDP-R) ( PFOHL
et al., 1989), traduzida e adaptada para o
português por DEL PORTO et al. 1991, é
composta de 17 seções com um número
variado de questões em cada uma delas.
Solicita-se do paciente muitos exemplos e é
um instrumento que demanda muito tempo
de aplicação, cerca de 1 hora e 30 minutos.
Além de se basear na classificação do DSM
III R, que apresenta mudanças em relação à
classificação diagnóstica do DSM IV- TR
Modelo cognitivo – transtornos
de personalidade

O instrumento de Beck et al, 2001; para
avaliar crenças relacionadas a
transtornos de personalidade,
Personality belief questionnaire (PBQ) é
um inventário auto-administrado e
contem 126 questões. Baseado no
modelo cognitivo, este instrumento
avalia as crenças específicas de cada
transtorno de personalidade.

Este modelo preconiza que cada transtorno
caracteriza-se não só por um comportamento
disfuncional mas também por uma
composição de crenças atitudes, afetos e
estratégias. É possível oferecer um perfil
distintivo de cada um destes transtornos, com
base em suas características cognitivas,
afetivas e comportamentais típicas. Beck et
al, 1993. Como instrumento de medida foi
validado por Beck et al. 2001 e Butler et al.,
2002. Tradução validada por Savoia e colb.
2006
PERFIL DAS CARACTERÍSTICAS DOS
TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE
Transtorno de
personalidade
Evitativo
Visão de si
Vulnerável à
depreciação,
rejeição
Socialmente
incapaz
Incompetente
Visão dos
outros
Principais
crenças
Críticos
É terrível ser
Depreciadores rejeitado,
rebaixado
Superiores
Se as pessoas
conhecerem meu
verdadeiro eu, me
rejeitarão
Não consigo
tolerar sentimentos
desagradáveis
Principal
estratégia
Evitar
situações de
avaliação
Evitar
sentimentos
ou
pensamentos
desagradáveis
PERFIL DAS CARACTERÍSTICAS DOS
TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE
Transtorno de
personalidade
Visão de si
Visão dos
outros
Principais
crenças
Principal
estratégia
Dependente
Carente
Fraco
Indefeso
Incompetente
(Idealizados)
Provedores
Apoiadores
Competentes
Necessito das
pessoas para
sobreviver, ser
feliz
Necessito de um
fluxo contínuo de
apoio e
encorajamento
Cultivar
relacionamentos
de dependência
Passivoagressivo
Autosuficiente
Vulnerável ao
controle, à
interferência
Intrusivos
Exigentes
Interferentes
Controladores
Dominadores
Os outros
interferem em
minha liberdade
de ação
O controle por
outros é
intolerável
Tenho de fazer
as coisas à
minha maneira
Resistência
passiva
Submissão
superficial
Escapar e
contornar regras
PERFIL DAS CARACTERÍSTICAS DOS
TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE
Transtorno de
personalidade
Visão de si
Visão dos
outros
Principais
crenças
Principal
estratégia
Obsessivocompulsivo
Responsável
Confiável
Obstinado
Competente
Irresponsáveis
Negligentes
Incompetentes
Auto-indulgentes
Eu sei o que é
melhor
Os detalhes são
cruciais
As pessoas
deveriam fazer
melhor, tentar
com mais afinco
Aplicar regras
Perfeccionismo
Avaliar, controlar
“Deveres”,
criticar, punir
Paranóide
Correto
Inocente,
nobre
Vulnerável
Interferentes
Maliciosos
Discriminadores
Motivos
abusivos
Os motivos são
suspeitos
Esteja em guarda
Não confie
Cautela
Procura motivos
ocultos
Acusa
Contra-ataque
PERFIL DAS CARACTERÍSTICAS DOS
TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE
Transtorno de
personalidade
Anti-social
Narcisista
Visão de si
Visão dos
outros
Principais
crenças
Principal
estratégia
Solitário
Autonômo
Forte
Vulneráveis
Exploráveis
No direito de
infringir regras
Os outros são
otários, trouxas
Os outros são
exploráveis
Ataca, rouba
Engana,
manipula
Especial,
único
Merecedor
de regras
especiais;su
perior
Acima das
regras
Inferiores
Admiradores
Visto que sou
especial, eu
mereço regras
especiais
Eu estou acima
das regras
Eu sou melhor
que os outros
Usa os outros
Transcende as
regras
Manipulador
Competitivo
PERFIL DAS CARACTERÍSTICAS DOS
TRANSTORNOS DE PERSONALIDADE
Transtorno de
personalidade
Histriônico
Esquizóide
Visão de si
Visão dos
outros
Principais
crenças
Principal
estratégia
Glamouroso
Seduzíveis
Impressionante Receptivos
Admiradores
As pessoas
estão aí para me
servir ou admirar
Elas não têm o
direito de negar
meus justos
direitos
Eu posso seguir
os meus
sentimentos
Usa a
dramaticidade, o
charme;
acessos
temperamentais,
choro; gestos
suicidas
Auto-suficiente
Solitário
Os outros não
Mantem
são gratificantes distância
Relacionamentos
são confusos e
indesejáveis
Intrusivos
Características dos transtornos de
personalidade

Rigidez presença de padrões invasivos,
inflexíveis, muito duradouros – inflexibilidade
adaptativa e círculos viciosos. Manobras
como constrição protetora, distorção
cognitiva e generalização de
comportamentos, são processos pelos quais
os indivíduos restringem suas oportunidades
de novas aprendizagens, interpretam mal
acontecimentos essencialmente benignos e
provocam nos outros reações que reativam
problemas anteriores

Evitação – Pensamentos e sentimentos
são frequentemente evitados ou
bloqueados por serem dolorosos. Pode
se explicada como um resultado de um
condicionamento aversivo

Dificuldades interpessoais –
relacionamento interpessoal
disfuncional
Terapia focada em esquemas para
transtornos de personalidade

Esquema é uma estrutura (cognitiva)
que filtra, codifica e avalia os estímulos
aos quais o organismo é submetido
com base na matriz de esquemas, o
indivíduo consegue orientar-se em
relação ao tempo e espaço e
categorizar e interpretar experiências
de maneira significativa Beck, 1967
Esquemas são crenças e sentimentos
importantes sobre si mesmo e o
ambiente que o indivíduo aceita sem
questionar.
 Por exemplo esquema de
incompetencia não é superado por um
sucesso esmagador, o esquema não
desaparece sem terapia

PRIVAÇÃO EMOCIONAL

Este esquema refere-se à crença de
que as necessidades emocionais
primárias nunca serão atendidas pelos
outros. Essas necessidades incluem
carinho, empatia, afeição, proteção,
orientação e interesse por parte dos
outros. É comum os pais privarem a
criança emocionalmente.
ABANDONO/ INSTABILIDADE

Este esquema refere-se à expectativa de que
logo serão perdidas as pessoas com as quais se
cria vínculo emocional. A pessoa acredita que,
de uma maneira ou outra, os relacionamentos
íntimos terminarão iminentemente. Na infância,
esses pacientes podem ter vivenciado o divórcio
ou a morte dos pais. Esse esquema também
pode surgir quando os pais foram inconsistentes
no atendimento das necessidades da criança;
por exemplo, pode ter havido muitas ocasiões
em que a criança foi deixada sozinha ou
desatendida por períodos prolongados.
DESCONFIANÇA/ABUSO

Este esquema refere-se à expectativa de que
os outros, de alguma maneira, tirarão
vantagem da pessoa, intencionalmente. As
pessoas com esse esquema acreditam que
os outros vão magoá-las, enganá-las ou
desprezá-las. Elas com freqüencia pensam
em termos de atacar primeiro ou se vingar
depois. Na infância, esses pacientes muitas
vezes foram abusados ou tratados
injustamente por pais, irmãos ou amigos.
ISOLAMENTO
SOCIAL/ALIENAÇÃO

Este esquema refere-se à crença de
estar isolado do mundo, de ser
diferente das outras pessoas e/ou de
não fazer parte de nenhuma
comunidade. Essa crença normalmente
é causada por experiências iniciais em
que a criança vê que ela e sua família
são diferentes das outras pessoas.
DEFECTIVIDADE/VERGONHA

Este esquema refere-se à crença de que a
pessoa é internamente defeituosa e que, se
os outros se aproximarem, perceberão isso e
se afastarão do relacionamento. Esse
sentimento de ser defeituoso e inadequado,
muitas vezes, leva a um forte sentimento de
vergonha. Os pais geralmente criticavam
muito os filhos e faziam com que eles
sentissem que não eram dignos de serem
amados.
FRACASSO

Este esquema refere-se à crença de que a
pessoa é incapaz de ter um desempenho tão
bom quanto o dos outros na profissão, na escola
ou nos esportes. Esses pacientes podem sentirse burros, ineptos, sem talento ou ignorantes. A
pessoa com esse esquema pode-se desenvolver
quando a criança é desprezada e tratada como
se fosse um fracasso na escola ou em outras
esferas de realização. Os pais normalmento não
proporcionavam suficiente apoio, disciplina e
encorajamento para que a criança persistisse e
tivesse sucesso em suas realizações
acadêmicas ou esportivas.
DEPENDÊNCIA/INCOMPETÊNCIA

Este esquema refere-se à crença de que a
pessoa não é capaz de assumir de forma
competente e independente, as
responsabilidades do cotidiano. A pessoa
com esse esquema depende
excessivamente dos outros para tomar
decisões e iniciar novas tarefas. Os pais,
em geral, não estimularam a criança a agir
de forma independente e a ter confiança
em sua capacidade de tomar conta de si
mesma.
VULNERABILIDADE A DANOS E
DOENÇAS

Este esquema refere-se à crença de
que a pessoa está sempre prestes a
viver uma grande catástrofe (financeira,
natural, médica, criminal, etc.) e pode
levar a precauções excessivas para se
proteger. Normalmente, um ou ambos
os pais eram muito medrosos e
passaram a idéia de que o mundo é um
lugar perigoso.
SUBJUGAÇÃO

Este esquema refere-se à crença de que é
preciso submeter-se ao controle dos
outros a fim de evitar conseqüências
negativas. A pessao muitas vezes teme
que, a menos que se submeta, ou outros
fiquem zangados ou a rejeitem. Os
pacientes que se subjugam ignoram seus
próprios desejos e sentimentos. Na
infância, geralmente, um dos pais (ou
ambos) era muito controlador.
AUTO-SACRIFÍCIO

Este esquema refere-se ao sacrifício excessivo
das próprias necessidades a fim de ajudar ou
outros. Quando a pessoa presta atenção às
próprias necessidades, geralmente sente-se
culpada. Para evitar ssa culpa, ela põe as
necessidades dos outros acima das suas. Muitos
pacientes que se auto-sacrificam obtêm um
sentimento de auto-estima aumentada ou um
senso de significado por ajudar ou outros. Na
infância, a pessoa pode ter sido obrigada a
assumir excessivamente a responsabilidade pelo
bem estar de um ou de ambos os pais.
INIBIÇÃO EMOCIONAL

Este esquema refere-se à crença de que é
preciso inibir emoções e impulsos,
especialmente a raiva, porque uma
expressão de sentimentos prejudicaria ou
outros, ou levaria à perda de auto-estima,
ao embarço, à retaliação ou ao abandono.
Estes pacientes podem não ter
espontaneidade ou parecer contidos. Esse
esquema é freqüentemente provocado por
pais que desencorajavam a expressão dos
sentimentos.
PADRÕES INFLEXÍVEIS/CRÍTICA
EXAGERADA

Este esquema refere-se a duas crenças
relacionadas. Os pacientes acreditam que
nada do que fazem é suficientemente
bom, que eles sempre devem se esforçar
mais, e/ou enfatizam excessivamente
valores como status, riqueza e poder, à
custa de outros valores como interação
social, saúde ou felicidade. Normalmente,
os pais nunca estavam satisfeitos e
davam aos filhos um amor que estava
condicionado a realizações notáveis.
MERECIMENTO/GRANDIOSIDADE

Este esquema refere-se à crença de que a
pessoa deveria poder fazer, dizer ou ter tudo o
que quisesse, independentemente de isso
magoar os outros ou lhes parecer razoável. Ela
não está interessada nas necessidades dos
outros, nem está consciente do custo a longo
prazo de afastá-los. Os pais que são
excessivamente indulgentes com os filhos e não
estabelecem limites sobre o que é socialmente
apropriado podem favorecer o desenvolvimento
desse esquema. Alternativamente, algumas
crianças desenvolvem esse esquema para
compensar sentimentos de privação emocional,
defectividade ou indesejabilidade social.
AUTOCONTROLE/AUTODISCIPLINA
INSUFICIENTES

Este esquema refere-se à incapacidade
de tolerar qualquer frustação na busca de
objetivos, assim como à incapacidade de
conter a expressão de impulsos ou
sentimentos. Quando a falta de
autocontrole é extrema, comportamentos
criminosos ou aditivos regem a vida. Os
pais que não modelaram autocontrole ou
não disciplinaram os filhos
adequadamente podem predispô-los a ter
esse esquema quando adultos.
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