ADENDO A AULA DE DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO EM BT

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ADENDO A AULA DE DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO EM BT
CAPACIDADE DE INTERRUPÇÃO DE CURTO CIRCUITO DE DISJUNTORES
TERMOMAGNÉTICOS: CUSTO X TÉCNICA
A capacidade de curto circuito dos disjuntores de proteção nem sempre consta dos
projetos elétricos que manuseamos diariamente, ou por desconhecimento dos seus autores,
ou mesmo por negligência com relação ao assunto, resultando em instalações falhas e muito
perigosas, mantendo, para piorar, uma total "aparência" de que são corretas.
A capacidade de interrupção de um disjuntor representa o valor máximo da corrente
de curto circuito (Icc) que o fabricante do disjuntor assegura que o mesmo pode suportar
sem sofrer avarias. Se tais valores forem superados na ocorrência de um curto circuito, o
respectivo disjuntor de proteção, ao invés de manter a integridade da instalação, poderá
aumentar os danos físicos e conseqüentemente as despesas com o conserto dos estragos
ocorridos. Resumindo: o disjuntor poderá colar seus terminais mantendo a destruidora
corrente de curto circuito ou, até mesmo, "explodir".
A título de exemplo vamos considerar os seguintes disjuntores da General Eletric
padrão NEMA, todos de 70A tripolares:
Ex.:Mod. TQC
5kA/220V R$ 47,49
Mod. THQC 10kA/220V R$ 58,64
Mod. THHQC 22kA/220V R$ 77,78
Mod. TED
25kA/240V R$ 127,58
Mod. THED
65kA/240V R$ 200,77
Fonte: GE Sist. Industriais - Lista dez/02.
Nota-se que quanto maior a corrente de curto-circuito, mais caro é o disjuntor, o que
indica que o mesmo é mais resistente e robusto.
Para tensões diferentes de trabalho como 380V ou 440V, a Icc do mesmo modelo de
disjuntor pode ser diferente.
Um ponto importante é que o valor da Icc calculado para um quadro deve ser
considerado tanto para o disjuntor geral quanto para os parciais. Se a Icc de um quadro for
8kA, e for instalado um disjuntor geral de 10kA e disjuntores parciais (de saída) de 5kA,
significa que, em caso de curto circuito, o disjuntor de saída que sofreu o curto pode ser
danificado, desligando então o disjuntor geral do quadro, que derrubará todas as cargas
alimentadas neste quadro e não apenas onde houve o curto circuito.
Apresentamos a seguir exemplos hipotéticos de correntes de curto circuito em função
da potência dos transformadores que alimentam as instalações.
A tabela refere-se a transformadores de força trifásicos mais neutro aterrado, com
tensão de saída de 220/127V.
kVA
In (A)
Icc(kA)
30
45
75
112,5
150
225
300
79
118
197
295
394
590
787
2,3
3,4
5,6
8,4
11,3
13,1
17,5
500
750
1000
1500
1312
1968
2624
3936
29,2
39,4
52,5
65
Fonte: WEG Indústrias S/A
Porém esta corrente de curto-circuito é exatamente nos terminais de BT do
transformador, e faltas posteriores a este local devem ser calculadas novamente, porém já
pode-se prever que serão faltas correntes menores.
Fonte: adaptado de <http://www.fasorial.com.br/artigos.htm>
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