Resumo Filosofia

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-Texto: Convite à Filosofia de Marilena Chauí – Unidade 1
Neste texto abordaremos a origem da filosofia.
A palavra filosofia
Filosofia significa amor ao saber, amizade pela sabedoria, logo,
filósofo é aquele que ama a sabedoria. Pitágoras foi quem inventou o termo,
afirmando que a sabedoria plena pertencia aos deuses, porém que os homens
podem desejá-la ou amá-la. O filósofo é movido pelo desejo de observar,
contemplar, julgar e avaliar as coisas, as ações, a vida. A verdade não
pertence a ninguém, ela é o que buscamos e que está diante de nós para ser
contemplada e vista.
A filosofia é grega
Filosofia é entendida como a aspiração ao conhecimento
racional, lógico e sistemático da realidade natural e humana, da origem e
causas do mundo e de suas transformações, da origem a causas das ações
humanas e do próprio pensamento, é um fato tipicamente grego.
Pitágoras diz que a natureza é feita de um sistema de relações
ou de proporções matemáticas produzidas a partir da oposição entre os
números pares e ímpares. Essas proporções e combinações aparecem para os
nossos órgãos sob as formas de qualidades contrárias: seco-úmido, quentefrio, claro-escuro... Para Pitágoras o pensamento alcança a realidade em sua
estrutura matemática, enquanto nossos sentidos alcançam o modo como a
estrutura matemática da Natureza aparece para nós, sob a forma de realidades
opostas.
Através da filosofia os gregos trouxeram para o Ocidente
europeu as bases da razão, racionalidade, ciência, ética, política, técnica, arte.
Legado da Filosofia Grega para o Ocidente europeu
A idéia de que a natureza opera obedecendo a leis e princípios
necessários e universais, isto é, os mesmos em toda a parte e todos os
tempos.
A idéia de que as leis necessárias e universais da natureza
podem ser plenamente conhecidas pelo nosso pensamento, a natureza NÃO é
um conhecimento misterioso e secreto, é um conhecimento que o pensamento
humano, por sua força e capacidade, pode alcançar.
A idéia de que nosso pensamento também obedece leis, regras
e normas universais e necessárias, segundo as quais podemos distinguir o
verdadeiro do falso. Deu-nos a idéia de que o pensamento é lógico.
A idéia de que as práticas humanas, ação moral, política,
técnicas, artes, dependem da vontade livre, discussão e deliberação, da nossa
escolha racional ou passional, segundo valores estabelecidos por nós mesmos.
A idéia de que os acontecimentos naturais e humanos são
necessários, porque obedecem a leis naturais, mas também podem ser
contigentes ou acidentaism quando dependem das escolhar dos homens em
condições determinadas.
A filosofia surge quando se descobriu que a verdade do mundo
e dos humanos não era algo secreto e misterioso, que precisasse ser revelado
por divindades a alguns escolhidos, mas que podia ser conhecida por todos
através da razão, quando se descobriu que tal conhecimento depende do uso
correto da razão ou do pensamento, e que, além da verdade poder ser
reconhecida por todos, podia ser também transmitida, ensinada a todos.
O Nascimento da Filosofia
O Primeiro filósofo foi Thales de Mileto. O conteúdo preciso da
filosofia ao nascer é uma cosmologia, que etimologicamente quer dizer
conhecimento racional da ordem do mundo ou na Natureza.
Nem oriental, nem milagre
As viagens dos gregos ao oriente trouxe inúmeros
conhecimentos, pois é comprovado que os chineces, egípcios, hebreus e
outros tivessem seus conhecimentos também. Mitos, cultos religiosos,
instrumentos musicais, dança, música, poesia, utensílios domésticos e formas
de organização tribal dos gregos foram resultado de contatos profundos com as
culturas mais avançadas do oriente. Os gregos imprimiram mudanças
profundas no que receberam do Orientes, tais como:
Mito: Homero e Hesíodo retiraram os aspectos apavorantes e
monstruosos dos deuses, humanizaram-nos, divinizaram-nos e deram
racionalidade a narrativas sobre as origens das coisas.
Conhecimentos: os gregos transformaram em conhecimento
racional aquilo que eram elementos de uma sabedoria prática, matemática,
astronomia.
Organização social: a política em si foi criada. As decisões
passaram a ser tomadas a partir de discussões e debates públicos. A idéia de
lei e justiça surgiram como expressões da vontade coletiva pública e não com
imposição da vontade de um homem só.
Mito e filosofia
Mito é uma narrativa sobre a origem de algo. Para os gregos
mito é um discurso pronunciado ou proferido para ouvintes que recebem como
verdadeiras as afirmações. É uma narrativa feita em público pelo poetarapsodo. Este é um escolhido pelos deuses, que lhe mostram acontecimentos
passados e permitem que ele veja a origem de todos os seres e de todas as
coisas para que possa transmití-la aos ouvintes.
O mito narra a origem das coisas por meio de lutas, alianças e
relações sexuais entre forças sobrenaturais que governam o mundo e o destino
dos homens. Como os mitos sobre a origem do mundo são genealogias, diz-se
que são cosmogonias (geração a partir da concepção sexual) e teogonias
(narrativa da origem dos deuses a partir de seus pais e antepassados).
A filosofia, percebendo as contradições e limitações dos mitos,
foi reformulando e racionalizando as narrativas míticas, transformando-as numa
explicação totalmente diferente. A filosofia preocupa-se em explicar como as
coisas são, explica o surgimento da terra pela combinação e separação dos
quatro elementos (água, fogo, ar e terra). Ela não admite contradições,
fabulações e coisas incompreensíveis.
Principais características da filosofia nascente
Tendência a racionalidade, razão e somente razão é o princípio
para explicar algo.
Tendência a oferecer respostas conclusivas para os problemas.
Exigência de que o pensamento apresente suas regras de
funcionamento, isto é, o filósofo é aquele que justifica suas idéias provando que
segue regras universais.
Recusa das explicações preestabelecidas e exigência de que,
para cada problema, seja encontrada uma causa e uma solução.
Tendência a generalização, mostrar que uma explicação tem
validade para muitas coisas diferentes porque, sob a variação percebida pelos
nossos sentidos, o pensamento descobre semelhanças e identidades.
A história da grécia antiga também é conhecida como Hélade, e
foi dividida em quatro períodos que ocorreram aproximadamente entre 2000
a.C.,
até
338
a.C.
•
Período
pré-homérico:
séculos
XX
a
XII
a.C.
•
período
homérico:
séculos
XII
a
VII
a.C.
•
Período
arcaico:
séculos
VIII
a
VI
a.C.
• Período Clássico: séculos V e IV a.C.
O período homérico é mitológico, este e o período arcaico são
da metafísica do artista, e o período cl´[assico é a metafísica racional.
Período Homérico
Este é um período das sociedades primitivas (clãs e tribos) cuja
produção de vida material era organizada de forma a garantir apenas o
consumo necessário a sobrevivência do grego (valor de uso), sem a produção
de excedentes. O trabalho era organizado coletivamente e envolvia todos os
membros do grupo na produção, ocorrendo uma divisão “natural” (por sexo e
idade) do trabalho. O produto deste trabalho também era coletivo, sendo
dividido por todo o grupo. A propriedade da terra era igualmente coletiva.
As sociedades primitivas estruturavam-se em torno da produção
e do rito mágico, que organizavam num certo sentido, a próprian vida
econômica. A relação magia e trabalho foi gradativamente distinguindo-se um
do outro. Tal distinção implica o reconhecimento da objetividade dos processos
técnicos.
O desenvolvimento dos técnicos e utensílios e sua utilização
levaram a uma produção de excedentes, uma produção que ultrapassava as
necessidas mediatas do grupo. Isto foi acompanhado por uma nova divisão do
trabalho, por novas relações entre os homens para produzir. Como
especialização e produção torna-se casa vez menos coletiva, assim como o
consumo. A apropriação dos produtos tornou-se cada vez mais individual,
baseada na propriedade privada.
O direito sacral (mágico) passou pelo processo racionalização,
secularização e desencantamento, passando ao direito moderno (racional).
Todo o pensamento pertinente a uma época é relacionado à
situação econômico.
No período homérico a consciência coletiva era forte, com
pouca divisão do trabalho, pouca especialização, produção de consumo
somente, não havendo necessidade de exploração da natureza. Os mitos e
deuses são extremamente ligados às narrativas, oralidade. Quando a
coletividade é forte, a oralidade funciona muito bem. Homero foi o grande
narrador da época.
Diante de uma natureza feroz, os mitos foram inventados para
enfrentá-la. A pólis grega surge no período arcaico, originando um novo
convívio social, urbano, com novas técnicas, divisão do trabalho, cada vez mais
o homem precisa explorar a natureza. O homem suportava a realidade simples
no período homperico com os mitos, com os deuses.
O Direito surgiu Sacral no período homérico. A figura do mago
era o mais velho, reconhecidamente o mais forte, o mais sábio. O mago
sonhava com uma lei e era era válida para a sociedade.
Com a vinda dos sacerdotes criam-se institutos, estatutos. Há
uma racionalização maior, secularização e desencantamento do mundo.
Esse processo culminou no direito contemporâneo racional e
mutável.
Foi-se perdendo o poder de narração quando surge a razão. A
filosofia aparece, racional, tornando-se ciência.
O homem vive no nielismo, no nada. Para Tales a verdade está
na natureza, está nas instituições. A partir de Sócrates devemos desconfiar de
nós, do nosso corpo. Platão cria o mundo da idéia ( O Mito da Caverna). O
homem vai se dedicando mais à consciência do intelecto, se afastando da
natureza.
Texto “Os Pré-Socráticos: o pensamento que se distancia do
mito”
A filosofia nasceu na Grécia no século VI a.C., quando surgiu
um modo de pensar buscava entender a origem do mundo, relacionando aquilo
que se observa com o que se pode deduzir pela razão. Ela nasceu em meio da
um mundo de deuses e mitos, que eram descritos como forças poderosas que
atuavam sobre o mundo.
Até então os conhecimentos eram transmitidos oralmente. O
surgimento da escrita foi tão importante para os filósofos gregos que o nome
atribuído à palavra, lógos, é o mesmo atribuído ao pensamento, pois as
palavras são portadoras do pensamento. A partir da ligação entre pensamento
lógico e palavra escrita, surgiu o impulso de pensar para explicar racionalmente
o mundo, a linguagem virou uma ferramenta para documentar tudo o que era
observado na natureza, usando para isso a razão. Até então o mundo era visto
como um cenário movido por deuses sem qualquer interferência da razão
humana.
Filósofos pré-socráticos:
-Tales de Mileto: o princípio primordial deve ser identificado na
água.
-Anaximandro: discípulo de Tales, o princípio primordial é o
ilimitado, o infinito.
-Anaxímenes: o princípio primordial é o ar.
-Heráclito: a lei que governa o mundo, e portanto, a mente do
homem é o lógos.
-Pánta Rhei em grego significa tudo flui. Não nos banhamos
duas vezes no mesmo rio.
-Pitágoras: o número é o princípio de todas as coisas.
-Parmênides e Zenão: primeiro a sustentar a interpretação
racional do mundo e negar a veracidade da percepção sensível. Erra quem se
deixa enganar pelos sentidos.
-Demócrito: alma também é feita de almas.
-Sofistas: Protágoras e Górgias. Fizeram do saber uma
profissão, oferecendo aulas de retórica e de eloquência aos jovens de classes
mais abastadas.
Tales de Mileto
Texto: O Princípio é a Água – Sócrates Falando de Tales de
Mileto
A maior parte daqueles que filosofaram pioneiramente achava
que o princípio de todas das coisas era material. Acreditavam que nada era
gerado ou destruído, posto que uma tal realidade se conserva sempre. Não se
corrompe em sentido absoluto, nenhuma das outras coisas: efetivamente, deve
haver alguma realidade natural da qual derivam todas as outras coisas,
enquanto ela continua a existir, imutável.
Tales diz que este princípio é água, extraindo sem dúvida essa
convicção da constatação de que o alimento de todas as coisas é úmido, até
mesmo o quente é gerado do úmido e vive no úmido.
O período homérico foi de multiplicidade de deuses e cada um
representava algo. Neste período não se tinha linguagem escrita, era
sociedade de subsistência, clãs e tribos. Economia e divisão do trabalho
rudmentares. O rito mágico estava presente na produção.
Pólis grega, cidade estável, moeda, mercantilização,
especialização do trabalho – deslocamento do sagrado para o mundo da
natureza. Ainda não há intensão de dominar a natureza, apenas a convivência
harmoniosa.
É uma forma de sintetizar a multiplicidade de forças – tudo
é um. É assim que a filosofia surge racional, com uma força unificadora.
Texto: A Água e a Vida de José Carlos Bruni
A expressão “tudo é água”, por intermédio de longa tradição
aristotélica passou a ser considerada a primeira frase filosófica do Ocidente.
Falta um pouco de sentido nessa afirmação, ainda mais que os possíveis
argumentos para sustentá-la não foram registrados. Para Tales, a physis seria
a água e todos os seres existentes seriam, essencialmente, produtos da
tranformação da água ou a água transformada.
Há nessa frase algo inquietante e sugestivo.
Hegel celebra em Tales a descoberta da unidade do ser e a
unidade do pensamento. Ele lê na frase de Tales o significado de “tudo é um”,
por isso a frase é filosófica, progresso em relação à dispersão do pensamento
mítico ou da percepção sensível que vêem o mundo como uma multidão de
coisas diferentes. Tales não teria razão em escolher a água como universal,
uma vez que ela é evidentemente uma coisa singular.
Nietzsche já enxerga como uma solução última das coisas.
As pessoas se apegam ao “tudo é”, porém o desafio da frase
consiste em seu predicado. Por que a água é a origem e matriz de todas as
coisas?
Para tentarmos entender procuremos observar o que ocorre de
mais simples sob nossos olhos. Por mais superficial que seja uma descrição
das nossas atividades diárias, é impossível deixar de notar a presença
constante do elemento água. A água que nos higieniza também nos conforta,
nos reconforta.
Fazendo uma rápida inspeção do nosso cotidiano temos
suficiente para pensarmos as dificuldades inerentes à qualificação da água
como mera forma unilateral ou como metáfora. A água faz parte da nossa vida
de maneira muito mais profunda do que à primeira vista poderia parecer. É
elemento fundamental para a garantia da nossa vida biológica, de nossa
natureza exterior.
Os pré-socráticos partem da physis, que é a natureza, é a
matéria. Segundo Bruni, para Tales a água explica o movimento do universo.
Antes deste pensamento só havia dispersão, fragmentariedade.
Hegel celebra esta afirmação, pois é o início do sistema que
constrói princípios e conceitos.
Essa filosofia representa um filósofo num caminho pantanoso,
sem uma base sólida. O filósofo pula de um lugar para outro. Acredita no
enigma da vida, da natureza. Ele não está ancorado em um alicerce sem
fissuras. A vida para ele ainda é um risco.
A partir de Sócrates surge um filósofo que precisa de um
alicerce firme, segurança. Nietzsche gostava dos pré-socráticos, de sua ligação
com a natureza.
Neste momento o mito ainda é muito forte, porém o homem
observa a natureza com uma certa necessidade.
Texto Crítica Moderna de Georg W. F. Hegel
A proposição de Tales de que tudo é água (tudo é um princípio)
é filosófica e dá início a filosofia, pois com esta afirmação chegamos à
conclusão de que o um é a essencia, o verdadeiro, o único. Começamos a nos
afastar de um ente imediato. Os gregos personificavam o sol, as montanhas,
como forças autônomas, gerando em nós a representação da criação pela pura
fantasia. Com a proposição de Tales de Mileto nos dissociamos de uma série
de princípios, e nos associamos a idéia de um objeto singular que
verdadeiramente subsiste para si, fica posto que só há um universal, simples e
sem fantasia.
A existência singular não possui autonomia nenhuma, a
verdade é que do um emerge todo o resto, no um permanece a substância de
todo o resto. Também depreende-se que a situação de toda existência singular
é passageira, isto é, perde a forma do singular e torna-se novamente universal,
torna-se novamente água. O ponto de vista filosófico é que somente o um é a
realidade verdadeiramente efetiva, é o real.
O princípio, para os antigos gregos possui uma forma física
determinada. Vê-se que a água é um elemento, um momento no todo em geral,
uma força física universal, mas outra coisa é que a água seja uma existência
singular como todas as outras coisas naturais. Temos a consciência de
reconhecer algo universal para as coisas singulares, mas a água é também
uma coisa singular. Aqui está a falha: aquilo que deve ser verdadeiro princípio
não precisa ter uma forma unilateral e singular, mas a diferença mesma deve
ser de natureza universal. A passagem do universal para o singular é um ponto
essencial e ele entra na determinação da atividade, para isto então existe a
necessidade.
Friedrich Nietzsche falando de Tales
A filosofia grega parece começar com uma idéia absurda, porém
devemos deter-nos nela por três razões: em primeiro lugar essa razão enuncia
algo sobre a origem das coisas; em segundo lugar, ela o faz sem imagens e
fabulações; em terceiro lugar, mesmo em estado de crisálida, está contido o
pensamento “tudo é um”. Tales foi além do científico, ele não superou o estágio
inferior das noções físicas da época, mas saltou sobre ele
Nos nossos tempos já não há chispa do vôo dos conceitos nem
dos êxtases do entender. Somos esclarecidos, ilustrados pelo iluminismo,
somos apáticos. Já não se fala de amor à sabedoria. Já não há saber de que
alguém possa ser seu amigo (philos). Não nos vem a cabeça amor, aquilo que
sabemos antes perguntamos a nós próprios como conseguimos viver com o
que sabemos sem nos petrificarmos. Sloterdjick.
RESUMIDAMENTE, OS PRÉ-SOCRÁTICOS:
Os pré-socráticos são filósofos que viveram na Grécia Antiga e
nas suas colônias. Assim são chamados pois são os que vieram antes de
Sócrates, considerado um divisor de águas na filosofia. Muito pouco de suas
obras está disponível, restando apenas fragmentos. O primeiro filósofo em que
temos uma obra sistemática e com livros completos é Platão, depois
Aristóteles. São chamados de filósofos da natureza, pois investigaram
questões pertinentes a esta, como de que é feito o mundo. Romperam com a
visão
mítica
e
religiosa
da
natureza
que
prevalecia
na
época, adotando uma forma científica de pensar. Alguns se propuseram a
explicar as transformações da natureza. Tinham preocupação cosmológica. A
maior parte do que sabemos desses filósofos é encontrada na doxografia de
Aristóteles, Platão, Simplício e na obra de Diógenes Laércio (século III d. C),
Vida e obra dos filósofos ilustres. A partir do século VII a.C., há uma revolução
monetária da Grécia, e advêm a ela inovações científicas. Isso colaborou com
uma nova forma de pensar, mais racional. Os pré-socráticos inspiraram a
interpretação de filósofos contemporâneos como Nietzsche, que nos iluminou
com a sua obra A filosofia na época trágica dos Gregos e Hegel, que aplicou
seu sistema na história da filosofia.
Os mais Importantes:
Anaximandro
Afirmou que a origem de todas as coisas seria o apeíron, o
infinito. O mundo se dissolveria nele também. É apenas um mundo dentre
muitos. Ao contrário de Tales não deu à gênese um caráter material. O
apeíron é eterno e indivisível, infinita e indestrutível. O princípio é o fundamento
da geração de todas as coisas, a ordem do mundo evoluiu do caos em virtude
deste princípio. Teve como discípulo Anaxímenes.
Anaximenes
Tem como característica básica explicar a origem do universo
ou arché a partir de uma substância única fundamental. Refutando a teoria da
água de Tales, e do ápeiron de Anaximandro, Anaxímenes ensinava que essa
substância era o ar infinito, pneuma ápeiron. O universo resultaria das
transformações do ar, da sua rarefação, o fogo, ou condensação, o vento, a
nuvem, a água e a terra e por último pedra. Esse era o processo por qual
passava uma substância primordial, e resultava na multiplicidade, os quatro
elementos. O ar tinha o eterno elemento. Escreveu uma obra, como
Anaximandro: Sobre a natureza. Dedicou-se à meteorologia, foi o primeiro a
considerar que a lua recebe a luz do sol. Era companheiro de Anaximandro.
Hegel diz que Anaxímenes ensina que nossa alma é ar, e ele nos mantém
unidos, assim um espírito e o ar mantém unido o mundo inteiro. Espírito e ar
são a mesma coisa. A substância da origem volta a ser uma coisa determinada
como em Tales. Anaxímenes identificou o ar talvez porque tenha visto seu
movimento incessante, e que a vida e o ar andam juntos, na maioria dos
casos. A respiração é um processo vivificante, dependemos dela durante toda
a nossa vida. Ele via
que no céu existem nuvens, e que a matéria possui
diferentes graus de solidez. Outra frase que consta nos fragmentos é "O sol
largo como uma folha".
Pitágoras
Os órficos (de Orfeu) acreditavam na imortalidade da alma e em
reencarnação (metempsicose), e para se livrar desse ciclo, necessitavam da
ajuda de Dioniso, deus libertador. Pitágoras postulou como via de salvação em
vez desse deus, a matemática. Acreditava na divindade do número. Os
pitagóricos concebem todo o universo como um campo em que se contrapõe o
mesmo e o outro. É de Pitágoras o teorema do triângulo retângulo. Fundou
uma seita, em que a salvação dependia de um esforço humano subjetivo, e
que tinha iniciação secreta. Os números constituem a essência de todas as
coisas segundo sua doutrina, e são a verdade eterna. O número perfeito é o
dez, por causa do triângulo místico. Os astros são harmônicos. Foi Pitágoras
que inventou a palavra filosofia – (amizade ao saber). Muitos filósofos foram
também matemáticos, que atribuem ao universo a lógica dos números e em
muitos pontos de sua doutrina buscam a matemática para fundamentar a sua
lógica. É uma visão mecanicista, que identifica no mundo o raciocínio
matemático. Platão exaltava a geometria, por essa ter um caráter abstrato.
Xenófanes de Colofão
Atribui-se a ele a fundação da escola de Eléia. Levou vida
errante, passou parte dela em Sicília, tendo fugido de sua terra natal por causa
da invasão dos medas. Alguns duvidam de sua ligação com Eléia. Em seus
fragmentos defendeu um deus único, supremo, que não tinha a forma de
homem. Realçou isso afirmando que os homens atribuem aos deuses
características semelhantes a eles mesmos, que mudam de acordo com o
povo. Se os animais tivessem mãos para realizarem obras, colocariam nos
deuses suas características. Restaram de suas obras alguns fragmentos,
sendo que uns satíricos. Foi contra a grande influência de Hesíodo e Homero
(historiador e escritor gregos). Zombou dos atletas, preferindo a sua sabedoria
aos feitos atléticos, que não enchiam celeiros. O deus segundo Xenófanes está
implantado em todas as coisas, o todo é um, e é supra-sensível, imutável, sem
começo, meio ou fim. Teve como discípulo Parmênedes.
Heráclito
É considerado o mais importante dos pré-socráticos. É dele a
frase de que tudo flui. Não entramos no mesmo rio duas vezes e o sol é novo a
cada dia. É o filósofo do devir, a lei do universo, tudo nasce se transforma e se
dissolve, e todo o juízo seria falso, ultrapassado. É o primeiro pré-socrático
com um número razoável de pensamentos, que são um tanto confusos, e por
isso tem o nome de Heráclito, o obscuro. São aforismos. Foi muito crítico.
Chama a atenção, além da pluralidade, para os opostos. Tanto o bem como o
mal são necessários ao todo. Deus se manifesta na natureza, abrange o todo
e é crivado de opostos. O logos é o princípio cósmico, elemento primordial, e a
razão do real, a inteligência. A verdade se encontra no devir, não no ser. Com
sentidos poderosos, poderíamos vê-lo. O pensamento humano participa e é
parte do pensamento universal. O fogo é eterno, um dia tudo se tornará fogo. O
sol seria da largura de um pé humano. A felicidade não está nos prazeres do
corpo. A morte é tudo que vemos despertos, e tudo o que vemos dormindo é
sono. Existe a harmonia visível e a invisível. A alma não tem limites, pois seu
logos é profundo e aumenta gradativamente. O pensar é comum a todos. A
terra cria tudo, e tudo volta para ela.
Parmênides
Escreveu um poema, cujo preâmbulo tem duas partes, a
primeira trata da verdade, a segunda da opinião. Suas conclusões são
contrárias às de Heráclito, seu contemporâneo. Na primeira parte do poema
proclama a razão absoluta, que é o discurso de uma deusa. Para se chegar à
verdade não podemos confiar nos dados empíricos, temos de recorrer à razão.
Desta forma nada pode mudar, só existe o ser, imutável, eterno e único, em
oposição ao não ser. Teve como discípulo Zenão, também de Eléia.
Segundo Nietzsche, foi em um estado de espírito que Parmênides encontrou a
teoria do ser, considerando o vir a ser. Pensou: algo que não é pode vir a ser?
Não. – Temos de ignorar os sentidos e examinar as coisas com a força do
pensamento. O que está fora do ser não é o ser, é nada, o ser é um.
Ao colocar como “imperativo categórico” o ser, e com ele a
verdade que se chega na razão, Parmênides inaugura uma manifestação
humana de conseqüências funestas. A refutação dos dados empíricos, em
favor do que pode ser comprovado com a razão age sobre o resultado final
dos mesmos. Assim, com o possível de ser explicado em primeiro plano,
deixamos de lado um aspecto da percepção: a mudança, pois mudar é deixar
de ser. O devir, nesses parâmetros é uma ilusão, o fluxo da natureza também
e o que é confiável é aquilo que é assimilado e compreendido. Põe se barreiras
na percepção pura, que provêm da mente aberta, para usar um termo de
Aldous Huxley.
PLATÃO
Em seus diálogos iniciais, chamados de socráticos, supõe-se
que Platão está ainda sob influência direta de seu mestre Sócrates. Na maioria
de seus textos há uma disucssão entre Sócrates e personagens da vida
ateniense em torno de conceitos éticos como a Amizade, a Virtude, a Coragem
e o sentimento religioso. Sócrates levanta as questões éticas fundamentais que
a filosofia irá discutir, tais como o entendimento desses conceitos, os critérios
para a sua aplicação em situações concretas com que nos defrontamos. Se a
ética depende de virtudes inerentes à natureza humana ou se essas podem ser
adquiridas ou ensinadas, são alguns dos problemas cruciais encontrados nos
diálogos socráticos. O estilo inconclusivo de Platão faz com que não tenhamos
uma solução definitiva para esses problemas.
No livro a República, em que ele conta a história dos homens na
caverna, a forma do Bem é caracterizada como a “suprema forma”, ou seja, o
princípio metafísico mais importante. No Mito da Caverna Platão diz: “Nos
últimos limites do mundo inteligível aparece-me a idéia ou forma do Bem, que
se percebe com dificuldade, mas que não se pode ver sem se concluir que ela
é a causa de tudo o que já de reto e de belo”. O sábio, é, portanto, aquele que,
tendo atingido o conhecimento do bem pela dialética, isto é, da ascensão de
sua alma até o plano mais elevado e mais abstrato do real, é capaz de agir de
forma justa, pois ao conhecer o Bem, conhece também a verdade.
O indivíduo que age de modo ético é aquele que é capaz de
autocontrole. A capacidade de agir corretamente e de tomar decisões éticas
depende do conhecimento do bem, que é obtido pelo indivíduo após longo e
lento processo de amadurecimento espiritual.
Platão desenvolveu a noção de que o homem está em contato
permanente com dois tipos de realidade: a inteligível e a sensível. A primeira é
a realidade imutável, igual a si mesma. A segunda são todas as coisas que nos
afetam os sentidos, são realidades dependentes, mutáveis e são imagens da
realidade inteligível.
Tal concepção de Platão também é conhecida por Teoria das
Ideias ou Teoria das Formas. Para Platão, uma determinada caneta, por
exemplo, terá determinados atributos (cor, formato, tamanho etc). Outra caneta
terá outros atributos, sendo ela também uma caneta, tanto quanto a outra.
Aquilo que faz com que as duas sejam canetas é, para Platão, a Ideia de
Caneta, perfeita, que esgota todas as possibilidades de ser caneta. A ontologia
de Platão diz, então, que algo é na medida em que participa da Ideia desse
objeto.
O problema que Platão propõe-se a resolver é a tensão entre
Heraclito e Parmênides: para o primeiro, o ser é a mudança, tudo está em
constante movimento e é uma ilusão a estaticidade; para o segundo, o
movimento é que é uma ilusão, pois algo que é não pode deixar de ser e algo
que não é, não pode passar a ser; assim, não há mudança.
Por exemplo, o que faz com que determinada árvore seja ela
mesma desde o estágio de semente até morrer, e o que faz com que ela seja
tão árvore quanto outra de outra espécie, com características tão diferentes?
Há aqui uma mudança, tanto da árvore em relação a si mesma (com o passar
do tempo ela cresce) quanto da árvore em relação a outra. Para Heraclito, a
árvore está sempre mudando e nunca é a mesma, e para Parmênides, ela
nunca muda, é sempre a mesma e sua mudança é uma ilusão .
Platão resolve esse problema com sua Teoria das Ideias. O que
há de permanente em um objeto é a Ideia; mais precisamente, a participação
desse objeto na sua Ideia correspondente. E a mudança ocorre porque esse
objeto não é uma Idéia, mas uma incompleta representação da Ideia desse
objeto. No exemplo da árvore, o que faz com que ela seja ela mesma e seja
uma árvore (e não outra coisa), a despeito de sua diferença daquilo que era
quando mais jovem e de outras árvores de outras espécies (e mesmo das
árvores da mesma espécie) é a sua participação na Ideia de Árvore; e sua
mudança deve-se ao fato de ser uma pálida representação da Ideia de Árvore.
Platão também elaborou uma teoria gnosiológica, ou seja, uma
teoria que explica como se pode conhecer as coisas, ou ainda, uma teoria do
conhecimento. Segundo ele, ao ver um objeto repetidas vezes, uma pessoa se
lembra, aos poucos, da Ideia daquele objeto que viu no mundo das Ideias. Para
explicar como se dá isso, Platão recorre a um mito (ou uma metáfora) segundo
a qual, antes de nascer, a alma de cada pessoa vivia em uma estrela, onde se
localizam as Ideias. Quando uma pessoa nasce, sua alma é "jogada" para a
Terra, e o impacto que ocorre faz com que esqueça o que viu na estrela. Mas,
ao ver um objeto aparecer de diferentes formas (como as diferentes árvores
que se pode ver), a alma se recorda da Ideia daquele objeto que foi visto na
estrela. Tal recordação, em Platão, chama-se anamnesis.
A reminiscência
Uma das condições para a indagação ou investigação acerca
das Ideias é que não estamos em estado de completa ignorância sobre elas.
Do contrário, não teríamos nem o desejo nem o poder de procurá-las. Em vista
disso, é uma condição necessária, para tal investigação, que tenhamos em
nossa alma alguma espécie de conhecimento ou lembrança de nosso contato
com as Ideias (contato esse ocorrido antes do nosso próprio nascimento) e nos
recordemos das Ideias ao vê-las reproduzidas palidamente nas coisas.
Deste modo, toda a ciência platônica é uma reminiscência. A
investigação das Ideias supõe que as almas preexistiram em uma região divina
onde contemplavam as Ideias.
O MITO DA CAVERNA
A narrativa expressa dramaticamente a imagem de prisioneiros
que desde o nascimento são acorrentados no interior de uma caverna de modo
que olhem somente para uma parede iluminada por uma fogueira. Essa,
ilumina um palco onde estátuas dos seres como homem, planta, animais etc.
são manipuladas, como que representando o cotidiano desses seres. No
entanto, as sombras das estátuas são projetadas na parede, sendo a única
imagem que aqueles prisioneiros conseguem enxergar. Com o correr do
tempo, os homens dão nomes a essas sombras (tal como nós damos às
coisas) e também à regularidade de aparições destas. Os prisioneiros fazem,
inclusive, torneios para se gabarem, se vangloriarem a quem acertar as
corretas denominações e regularidades.
Imaginemos agora que um destes prisioneiros é forçado a sair
das amarras e vasculhar o interior da caverna. Ele veria que o que permitia a
visão era a fogueira e que na verdade, os seres reais eram as estátuas e não
as sombras. Perceberia que passou a vida inteira julgando apenas sombras e
ilusões, desconhecendo a verdade, isto é, estando afastado da verdadeira
realidade. Mas imaginemos ainda que esse mesmo prisioneiro fosse arrastado
para fora da caverna. Ao sair, a luz do sol ofuscaria sua visão imediatamente e
só depois de muito habituar-se com a nova realidade, poderia voltar a enxergar
as maravilhas dos seres fora da caverna. Não demoraria a perceber que
aqueles seres tinham mais qualidades do que as sombras e as estátuas,
sendo, portanto, mais reais. Significa dizer que ele poderia contemplar a
verdadeira realidade, os seres como são em si mesmos. Não teria dificuldades
em perceber que o Sol é a fonte da luz que o faz ver o real, bem como é desta
fonte que provém toda existência (os ciclos de nascimento, do tempo, o calor
que aquece etc.).
Maravilhado com esse novo mundo e com o conhecimento que
então passara a ter da realidade, esse ex-prisioneiro lembrar-se-ia de seus
antigos amigos no interior da caverna e da vida que lá levavam.
Imediatamente, sentiria pena deles, da escuridão em que estavam envoltos e
desceria à caverna para lhes contar o novo mundo que descobriu. No entanto,
como os ainda prisioneiros não conseguem vislumbrar senão a realidade que
presenciam, vão debochar do seu colega liberto, dizendo-lhe que está louco e
que se não parasse com suas maluquices acabariam por matá-lo.
Este modo de contar as coisas tem o seu significado: os
prisioneiros somos nós que, segundo nossas tradições diferentes, hábitos
diferentes, culturas diferentes, estamos acostumados com as noções sem que
delas reflitamos para fazer juízos corretos, mas apenas acreditamos e usamos
como nos foi transmitido. A caverna é o mundo ao nosso redor, físico, sensível
em que as imagens prevalecem sobre os conceitos, formando em nós opiniões
por vezes errôneas e equivocadas, (pré-conceitos, pré-juízos). Quando
começamos a descobrir a verdade, temos dificuldade para entender e apanhar
o real (ofuscamento da visão ao sair da caverna) e para isso, precisamos nos
esforçar, estudar, aprender, querer saber. O mundo fora da caverna representa
o mundo real, que para Platão é o mundo inteligível por possuir Formas ou
Ideias que guardam consigo uma identidade indestrutível e imóvel, garantindo
o conhecimento dos seres sensíveis. O inteligível é o reino das matemáticas
que são o modo como apreendemos o mundo e construímos o saber humano.
A descida é a vontade ou a obrigação moral que o homem esclarecido tem de
ajudar os seus semelhantes a saírem do mundo da ignorância e do mal para
construírem um mundo (Estado) mais justo, com sabedoria. O Sol representa a
Ideia suprema de Bem, ente supremo que governa o inteligível, permite ao
homem conhecer e de onde deriva toda a realidade (o cristianismo o confundiu
com Deus).
Portanto, a alegoria da caverna é um modo de contar
imageticamente o que conceitualmente os homens teriam dificuldade para
entenderem, já que, pela própria narrativa, o sábio nem sempre se faz ouvir
pela maioria ignorante.
SÓCRATES
Podemos afirmar que Sócrates fundou o que conhecemos hoje
por filosofia ocidental. Foi influenciado pelo conhecimento de um outro
importante filósofo grego: Anaxágoras. Seus primeiros estudos e pensamentos
discorrem sobre a essência da natureza da alma humana.
Sócrates era considerado pelos seus contemporâneos um dos
homens mais sábios e inteligentes. Em seus pensamentos, demonstra uma
necessidade grande de levar o conhecimento para os cidadãos gregos. Seu
método de transmissão de conhecimentos e sabedoria era o diálogo. Através
da palavra, o filósofo tentava levar o conhecimento sobre as coisas do mundo e
do ser humano.
Conhecemos seus pensamentos e ideias através das obras de
dois de seus discípulos: Platão e Xenofontes. Infelizmente, Sócrates não
deixou por escrito seus pensamentos.
Sócrates não foi muito bem aceito por parte da aristocracia
grega, pois defendia algumas ideias contrárias ao funcionamento da sociedade
grega. Criticou muitos aspectos da cultura grega, afirmando que muitas
tradições, crenças religiosas e costumes não ajudavam no desenvolvimento
intelectual dos cidadãos gregos. Ele não fundo uma escola, disseminada seu
conhecimento em lugares públicos.
Em função de suas ideias inovadoras para a sociedade, começa
a atrair a atenção de muitos jovens atenienses. Suas qualidades de orador e
sua inteligência, também colaboraram para o aumento de sua popularidade.
Temendo algum tipo de mudança na sociedade, a elite mais conservadora de
Atenas começa a encarar Sócrates como um inimigo público e um agitador em
potencial. Foi preso, acusado de pretender subverter a ordem social, corromper
a juventude e provocar mudanças na religião grega. Em sua cela, foi
condenado a suicidar-se tomando um veneno chamado cicuta, em 399 AC.
Sócrates aparece declarando que se dedicava àquilo que ele
considerava a arte ou ocupação mais importante: maiêutica, o parto das idéias.
A maiêutica socrática funcionava a partir de dois momentos essenciais: um
primeiro em que Sócrates levava os seus interlocutores a pôr em causa as
suas próprias concepções e teorias acerca de algum assunto; e um segundo
momento em que conduzia os interlocutores a uma nova perspectiva acerca do
tema em abordagem. Daí que a maiêutica consistisse num autêntico parto de
ideias, pois, mediante o questionamento dos seus interlocutores, Sócrates
levava-os a colocar em causa os seus "preconceitos" acerca de determinado
assunto, conduzindo-os a novas ideias acerca do tema em discussão,
reconhecendo assim a sua ignorância e gerando novas ideias, mais próximas
da verdade.Sócrates defendia que deve-se sempre dar mais ênfase à procura
do que se não sabe, do que transmitir o que se julga saber, privilegiando a
investigação permanente.
Sócrates provocou uma ruptura sem precendentes na história
da Filosofia grega, por isso ela passou a considerar os filósofos entre présocráticos e pós-socráticos. Enquanto os filósofos pré-Socráticos, chamados
de naturalistas, procuravam responder à questões do tipo: "O que é a natureza
ou o fundamento último das coisas?" Sócrates, por sua vez, procurava
responder à questão: "O que é a natureza ou a realidade última do homem?"
Os sofistas, grupo de filósofos (título negado por Platão)
originários de várias cidades, viajavam pelas pólis, onde discursavam em
público e ensinavam suas artes, como a retórica, em troca de pagamento.
Sócrates se assemelhava exteriormente a eles, exceto no pensamento. Platão
afirma que Sócrates não recebia pagamento por suas aulas. Sua pobreza era
prova de que não era um sofista. Para os sofistas tudo deveria ser avaliado
segundo os interesses do homem e da forma como este vê a realidade social
(subjetividade). Isso significa que, segundo essa corrente de pensamento, as
regras morais, as posições políticas e os relacionamentos sociais deveriam ser
guiados conforme a conveniência individual. Para este fim qualquer pessoa
poderia se valer de um discurso convincente, mesmo que falso ou sem
conteúdo.
Sócrates abandonou a preocupação em explicar e se
concentrou no problema do homem. No entanto, contrariamente aos sofistas,
Sócrates travou uma polêmica profunda com estes, pois procurava um
fundamento último para as interrogações humanas ("O que é o bem?" "O que é
a virtude? "O que é a justiça?); enquanto os sofistas situavam as suas
reflexões a partir dos dados empíricos, o sensório imediato, sem se preocupar
com a investigação de uma essência da virtude, da justiça do bem etc., a partir
da qual a própria realidade empírica pudesse ser avaliada.
Sócrates contribuiu para que as pessoas se apercebessem da
descoberta da evidência que é a manifestação do mestre interior à alma.
Conhecer-se a si mesmo seria conhecer Deus em si.
Aquilo que colocou Sócrates em destaque foi o seu método, e
não tanto as suas doutrinas. Sócrates baseava-se na argumentação, insistindo
que só se descobre a verdade pelo uso da razão. O seu legado reside
sobretudo na sua convicção inabalável de que mesmo as questões mais
abstratas admitem uma análise racional
Foi moralmente, intelectualmente e filosoficamente diferente de
seus contemporâneos atenienses. Quando estava sendo julgado por heresia e
por corromper a juventude, usou seu método de elenchos para demonstrar as
crenças errôneas de seus julgadores. Sócrates acredita na imortalidade da
alma e que teria recebido, em um certo momento de sua vida, uma missão
especial do deus Apolo Apologia, a defesa do logos apolíneo "conhece-te a ti
mesmo".
Sócrates também duvidava da ideia sofista de que a arete
(virtude) podia ser ensinada para as pessoas. Acreditava que a excelência
moral é uma questão de inspiração e não de parentesco, pois pais moralmente
perfeitos não tinham filhos semelhantes a eles. Isso talvez tenha sido a causa
de não ter se importado muito com o futuro de seus próprios filhos. Sócrates
frequentemente diz que suas ideias não são próprias, mas de seus mestres,
entre eles Pródico e Anaxágoras de Clazômenas
Virtude
O estudo da virtude se inicia com Sócrates, para quem a virtude
é o fim da atividade humana e se identifica com o bem que convém à natureza
humana.
Sócrates acreditava que o melhor modo para as pessoas
viverem era se concentrando no próprio desenvolvimento ao invés de buscar a
riqueza material. Convidava outros a se concentrarem na amizade e em um
sentido de comunidade, pois acreditava que esse era o melhor modo de se
crescer como uma população. Suas ações são provas disso: ao fim de sua
vida, aceitou sua sentença de morte quando todos acreditavam que fugiria de
Atenas, pois acreditava que não podia fugir de sua comunidade. Acreditava
que os seres humanos possuíam certas virtudes, tanto filosóficas quanto
intelectuais. Dizia que a virtude era a mais importante de todas as coisas.
ARISTÓTELES
A filosofia aristotélica é, conceptual como a de Platão mas parte
da experiência; é dedutiva, mas o ponto de partida da dedução é tirado mediante o intelecto da experiência. A filosofia, pois, segundo Aristóteles,
dividir-se-ia em teorética, prática e poética, abrangendo, destarte, todo o saber
humano,
racional.
A
teorética,
por
sua
vez,
divide-se
emfísica, matemática e filosofia primeira (metafísica e teologia); a filosofia
prática divide-se emética e política; a poética em estética e técnica. Aristóteles
é o criador da lógica, como ciência especial, sobre a base socrático-platônica; é
denominada por ele analítica e representa a metodologia científica.
Partindo como Platão do mesmo problema acerca do valor
objetivo dos conceitos, mas abandonando a solução do mestre, Aristóteles
constrói um sistema inteiramente original. Os caracteres desta grande síntese
são:
1. Observação fiel da natureza - Platão, idealista, rejeitara a
experiência como fonte de conhecimento certo. Aristóteles, mais positivo, toma
sempre o fato como ponto de partida de suas teorias, buscando na realidade
um apoio sólido às suas mais elevadas especulações metafísicas.
2. Rigor no método - Depois de estudas as leis do pensamento,
o processo dedutivo e indutivo aplica-os, com rara habilidade, em todas as
suas obras, substituindo à linguagem imaginosa e figurada de Platão, em estilo
lapidar e conciso e criando uma terminologia filosófica de precisão admirável.
Pode considerar-se como o autor da metodologia e tecnologia científicas.
Geralmente, no estudo de uma questão, Aristóteles procede por
partes: a) começa a definir-lhe o objeto; b)passa a enumerar-lhes as soluções
históricas; c)propõe depois as dúvidas; d) indica, em seguida, a própria
solução;e) refuta, por último, as sentenças contrárias.
3. Unidade do conjunto - Sua vasta obra filosófica constitui um
verdadeiro sistema, uma verdadeira síntese. Todas as partes se compõem, se
correspondem, se confirmam.
A Moral
Aristóteles trata da moral em três Éticas, de que se falou
quando das obras dele. Consoante sua doutrina metafísica fundamental, todo
ser tende necessariamente à realização da sua natureza, à atualização plena
da sua forma: e nisto está o seu fim, o seu bem, a sua felicidade, e, por
conseqüência, a sua lei. Visto ser a razão a essência característica do homem,
realiza ele a sua natureza vivendo racionalmente e senso disto consciente. E
assim consegue ele a felicidade e a virtude, isto é, consegue a felicidade
mediante a virtude, que é precisamente uma atividade conforme à razão, isto é,
uma atividade que pressupõe o conhecimento racional. Logo, o fim do homem
é a felicidade, a que é necessária à virtude, e a esta é necessária a razão. A
característica fundamental da moral aristotélica é, portanto, o racionalismo,
visto ser a virtude ação consciente segundo a razão, que exige o conhecimento
absoluto, metafísico, da natureza e do universo, natureza segundo a qual e na
qual o homem deve operar.
As virtudes éticas, morais, não são mera atividade racional,
como as virtudes intelectuais, teoréticas; mas implicam, por natureza, um
elemento sentimental, afetivo, passional, que deve ser governado pela razão, e
não pode, todavia, ser completamente resolvido na razão. A razão aristotélica
governa, domina as paixões, não as aniquila e destrói, como queria o
ascetismo platônico. A virtude ética não é, pois, razão pura, mas uma aplicação
da razão; não é unicamente ciência, mas uma ação com ciência.
A Metafísica
A metafísica aristotélica é "a ciência do ser como ser, ou dos
princípios e das causas do ser e de seus atributos essenciais". Ela abrange
ainda o ser imóvel e incorpóreo, princípio dos movimentos e das formas do
mundo, bem como o mundo mutável e material, mas em seus aspectos
universais e necessários. Exporemos portanto, antes de tudo, as questões
gerais da metafísica, para depois chegarmos àquela que foi chamada, mais
tarde, metafísica especial; tem esta como objeto o mundo que vem-a-ser natureza e homem - e culmina no que não pode vir-a-ser, isto é, Deus. Podemse reduzir fundamentalmente a quatro as questões gerais da metafísica
aristotélica: potência e ato, matéria e forma, particular e universal, movido e
motor. A primeira e a última abraçam todo o ser, a segunda e a terceira todo o
ser em que está presente a matéria.
EPICURISTAS
Epicurismo é um sistema filosófico, que prega a procura dos
prazeres moderados para atingir um estado de tranquilidade e de libertação do
medo, com a ausência de sofrimento corporal pelo conhecimento do
funcionamento do mundo e da limitação dos desejos. Já quando os desejos
são exacerbados podem ser fonte de perturbações constantes, dificultando o
encontro da felicidade que é manter a saúde do corpo e a serenidade do
espírito.
Epicurismo é um sistema da filosofia criado por um filósofo
ateniense chamado Epicuro de Samos no século IV a.C. Existem vários
fundamentos básicos do Epicurismo, porém, se distingue o desejo para
encontrar a felicidade, buscar a saúde da alma, lembrando que o sentido da
vida é o prazer, objetivo imediato de cada ação humana considerando sem
sentido as angústias em relação à morte, e a preocupação com o destino.
No Epicurismo o prazer deve ser sereno e calmo. Os seguidores
do Epicurismo são chamados de epicuristas, e seu seguidor deve procurar
evitar a dor e as perturbações, levar uma vida longe das multidões, porém não
solitário, dos luxos excessivos, se colocando em harmonia com a natureza e
desfrutando da paz. Outro valor defendido pelo Epicurismo e seus defensores é
a amizade. A amizade traz uma grande felicidade para as pessoas já que a
convivência ocasiona uma troca sempre saudável de pensamentos e opiniões
enriquecendo as relações.
Um Epicurista não busca a fama das celebridades, nem o
poder, busca sim os prazeres dos sentidos conforme as prioridades de cada
indivíduo, por exemplo, comidas especiais se o prazer de comer é
indispensável, tirar um sono no horário da tarde pelo simples prazer de dormir,
etc. Se os prazeres forem gozados junto dos amigos se tornará mais
importante.
Segundo Epicuro, o criador do Epicurismo, as pessoas não
podem viver de forma agradável se não forem prudentes, gentis com os outros
e justas em suas atitudes e pensamentos sem viver prazerosamente. As
virtudes então devem ser praticadas como garantia dos prazeres.
A finalidade da filosofia de Epicuro não era teórica, mas sim
bastante prática. Buscava sobretudo encontrar o sossego necessário para uma
vida feliz e aprazível, na qual os temores perante o destino, os deuses ou a
morte estavam definitivamente eliminados. Para isso fundamentava-se em uma
teoria do conhecimento empirista, em uma física atomista e na ética.
ESTOICISMO ROMANO
A necessidade de um guia moral na época de transição da
Grécia clássica para a helênica explica por que o estoicismo ganhou
rapidamente adeptos no mundo antigo e também porque renasceu todas as
vezes em que os valores de uma sociedade entraram em crise profunda.
O estoicismo foi criado pelo cipriota Zenão de Cício por volta do ano 300 a.C.
O termo tem origem em Stoà poikilé, espécie de pórtico adornado com quadros
de várias cores, onde Zenão se reunia com seus discípulos. Cleantes e Crisipo,
entre os discípulos oriundos da Anatólia, tiveram papel relevante na escola
estóica.
Os estóicos se vangloriavam da coerência de seu sistema
filosófico. Afirmavam que o universo pode ser reduzido a uma explicação
racional e que ele próprio é uma estrutura racionalmente organizada. A
capacidade do homem de pensar, projetar e falar (logos) está plenamente
incorporada ao universo. A natureza cósmica -- ou Deus, pois os termos são
sinônimos para o estoicismo -- e o homem se relacionam um com o outro,
intimamente, como agentes racionais. O homem pode alcançar a sabedoria se
harmonizar sua racionalidade com a natureza. Lógica e filosofia natural estão,
portanto, em íntima e essencial relação. Na história do estoicismo, apontamse três períodos básicos: antigo, helenístico-romano e imperial romano.
Período antigo. A doutrina ética, como forma de ajudar o
indivíduo a aceitar a adversidade, representou o principal apelo do estoicismo
nesse período. O homem deve viver de acordo com a razão e ser indiferente a
desejos e paixões. A verdadeira felicidade não está no sucesso material, mas
na busca da virtude. Alegrias e infortúnios devem ser igualmente aceitos,
porque seguem o ritmo natural do universo. Os mais importantes filósofos
desse
período
são
Zenão,
Cleantes
e
Crisipo.
Período helenístico-romano. Com assimilação de elementos ecléticos e
adaptações adequadas, o estoicismo adquiriu uma nova função, como
sistema ético sobre o qual a república romana pretendia assentar-se.
Destacaram-se no período Panécio de Rodes, Posidônio de Apaméia e Cícero.
O homem político, segundo Cícero, só atinge a virtude suprema se sua atuação
estiver voltada para o bem de seu povo.
Período imperial romano. O império oferecia a pax romana,
mas, ao mesmo tempo, o fastio e a dissolução dos princípios morais da
sociedade. Musônio Rufo, Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio criaram os
alicerces teóricos que deveriam dignificar o poder imperial. Alguns preceitos de
sua poderosa doutrina moral foram adotados pela igreja cristã.
SANTO AGOSTINHO
Agostinho inspira-se em Platão, ou melhor, no neoplatonismo.
Agostinho, pela profundidade do seu sentir e pelo seu gênio compreensivo,
fundiu em si mesmo o caráter especulativo da patrística grega com o caráter
prático da patrística latina, ainda que os problemas que fundamentalmente o
preocupam sejam sempre os problemas práticos e morais: o mal, a liberdade, a
graça, a predestinação
Aderiu ao maniqueísmo, que atribuía realidade substancial tanto
ao bem como ao mal, julgando achar neste dualismo maniqueu a solução do
problema do mal e, por conseqüência, uma justificação da sua vida.
Entrementes - depois de maduro exame crítico - abandonara o maniqueísmo,
abraçando a filosofia neoplatônica que lhe ensinou a espiritualidade de Deus e
a negatividade do mal.
O Neoplatônico buscava conceitos do belo, do bem e do justo.
Apresenta um dualismo que remete ao visto no mundo sensível e inteligível de
Platão, o que é acrescentado é o elemento religioso que servem para
fundamentar suas propostas.
Na Antropologia, o homem está condenado e só é salvo pela
Graça Divina. O homem é responsável pelos seus pecados e é o único ser que
usa o livre-arbítrio contra sua própria natureza. Para ele existem dois tipos de
seres humanos : - os que amam a si mesmos a ponto de desprezar Deus,
estes são ambiciosos, orgulhosos, dependentes.. - os que amam a Deus, tanto,
até o ponto de desprezarem a si mesmos, são o Conjunto dos Habitantes do
Céu, são humildes, pacientes...
Os tipos de Leis : Lei Eterna- reside a razão Divina
Lei Natural- participação da criatura racional na ordem do
Universo.
Lei Humana- baseia-se no Direito.
S. T. AQUINO
Tomas de Aquino, foi o maior representante da Estagirita (
grande pedagogia formada pelo pensamento platonico e o pensamento de
Aristoteles, juntamente com os principios teologicos do cristianismo) sendo
uma tentativa de unir duas esferas ( fé e razao).
Ele estabeleceu uma sintese entre Aristoteles e Cristianosmo,
fazendo uma leitura cristã da filosofia de Aristoteles introduzindo o elemento da
criação divina, ou seja, as essencias foram criadas por Deus, por atos
deliberados por sua vontade onipotente.
Segundo Tomas a alma humana é singular, pois os homens
apenas conhecem as coisas sensiveis por meio dos sentidos, como os outros
animais, mas eles conhecem a essencia inteligivel das coisas atraves do
intelecto. O homem sensível esta em constante transformação e o homem
inteligível é o eterno imutavel, universal.
DESCARTES
Pode se afrimar que a sustentação para subjetividade moderna
reside na consciencia ela é produto do distanciamento do homem/ mundo. Ela
nasce como uma parte em meio da comunicação entre a interioridade e a
exterioridade. A sua função é traduzir as forças da vida que nos são sempre
consciente para o mundo dos códigos, das linguagens, a consciencia é um
aparelho de conhecimento.
Já a produção do sujeito de conhecimento resulta do exercício
da consciencia. É a consciencia como aparelho de conhecimento, que sustenta
a crença na segurança e na certeza das categorias da razao. Essa seguramça
emerge com a filo de Descartes, termina por produzir um sujeito autonomo
capaz de preparar o advento da modernidade cientifica e filosoficas.
É Descartes que funda a crença na sintonia representativa do
sujeito. A partir dele a categoria fundada com a ideia de vontade adquire a
segurança e a certeza de si. Se a ideia. Se a ideia de vontade resulta da
simplificação de diversos estados do querer, dando a ideia de uma unidade
eterna, essa unidade ainda diz respeito ao corpo, aos sentimentos, as
sensações, ao passo que o sujeito cartesiano é o exercicio do pensamento
sobre o pensamento.
Se a metafisica essencial de socrates tem a função de negar os
instintos, o sujeito cartesiano é a representação dessa negação, em que a
verdade do sujeito cartesiano é o pensamento.
Essa subjetividade nascida do cartesianismo encontra sua
realização na modernidade.
Afastamento de Deus o sujeito moderno representa o máximo
de autonomia a substâmcia nascida com a idéia da vontade (Aristotéles). A
racionalidade moderna é o ápice da crença da profecia socrática de poder
consertar o mundo. O sujeito da razão mais de Deus. Ele não quer mais esse
Deus absoluto e onipotente e ele é agora a certeza cartesiana.
Racionalismo cartesiano é uma doutrina que atribui à Razão
humana a capacidade exclusiva de conhecer e de estabelecer a Verdade.
Opõe-se ao empirismo, colocando a Razão independente da experiência
sensível, ou seja, rejeita toda intervenção de sentimentos, somente a Razão.
Todo homem, segundo Descartes, possuía razão, a capacidade
de julgar e de discernir o verdadeiro do falso. O homem deve seguir um método
para conduzir bem a sua razão e procurar a verdade nas ciências, afirma que
devemos rejeitar como falso tudo aquilo do qual não podemos duvidar,
somente devemos aceitar as coisas indubitáveis. Segundo Descartes : “Todo o
método consiste na ordem e na disposição das coisas para as quais devemos
voltar o olhar do espírito, para descobrir alguma verdade”. O eu, seria uma
substância que pensa, duvida, concebe, afirma, nega, que quer, e que não
quer, que imagina e que sente.
O CONTRATUALISMO
O conceito central do contratualismo é a valorização do
individuo,pois fundado em uma época minimalista atende a dois principios:a
legitimidade da auto-preservação e a ilegalidade do dano arbitrário feito dos
outros.
Foram três as condições para a consolidação na história do
pensamento político das teorias contratualistas,no ambito de um debate mais
amplo sobre o fundamento do poder politico:
Transformação da sociedade;
Que houvesse uma cultura politica secular disposta a discutir a
origem e os fins do governo;
Tornar o contrato acessivel de uma forma analogica
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