Carnaval Virtual 2008 – GRESV Unidos do Tigres

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Liga Independente das
Escolas de Samba Virtuais
Administração João Marcos
Diretoria Juridica
Organograma Oficial
Carnaval Virtual 2012
Carnaval Virtual 2012– Organograma Oficial
Parte 1: Da Estrutura Administrativa da Agremiação
01. Nome Completo da Escola
Gremio Recreativo Escola de Samba Virtual Imperatriz Paulista
02. Presidente Administrativo da Escola (Nome completo não abreviado e pseudônimo)
Luis Butti
03. Carnavalesco(a)/Comissão Carnavalesca da Escola (Nomes completos e pseudônimos)
Lucas Vagner e João Marcos
04. Intérprete(s) da Escola (Nomes completos não abreviados e pseudônimos)
Gilsinho
05. Demais Membros Internos da Escola (Nome completo não abreviado, pseudônimo e
respectivo cargo na escola, se houver)
06. Pavilhão (Bandeira) da Escola
Carnaval Virtual 2012– Organograma Oficial
Parte 2: Do Enredo a ser Apresentado
07. Tema-Enredo (Título do enredo e sub-títulos, se houverem)
"UM IMPERADOR, UM COMPOSITOR... E UM HOLANDÊS VOADOR”.
08. Autor(es) do Enredo
João Marcos
09. Enredo (Direcionado aos julgadores)
JUSTIIFICATIVA
A Imperatriz Paulista contará uma pequena página da história brasileira - o sonho de
D. Pedro II de trazer o compositor alemão Richard Wagner para o Brasil.
D. Pedro II era um amante das ciências e das artes. Um dia, enviou um embaixador
brasileiro a Zurique, onde Wagner se encontrava. Wagner sonhou durante vários anos
em construir um teatro para encenar suas óperas. E D. Pedro II quis construir esse
teatro, mais precisamente no Rio de Janeiro.
Wagner, então, traduziu para o italiano três de suas obras - 'Tannhäuser', 'Lohengrin'
e 'O navio fantasma', encadernou as partituras, autografou e encaminhou para D.
Pedro II.
E foi isso. O sonho não foi adiante e Wagner acabou construindo seu teatro em
Bayreuth. E é num hotel de Bayreuth que se pode ver, no livro de visitas, o nome de
Pedro II. Um apaixonado pelas óperas de Wagner, ele foi pessoalmente assistir uma
apresentação.
A Imperatriz conta esta história, mostrando, também, as obras de Wagner e, por fim,
apresenta a ópera "O Navio Fantasma", inspirada na lenda do holandês voador.
SETORIZAÇÃO
Na primeira parte do desfile, mostramos o “Império Tropical”, o Brasil de D. Pedro II.
A nobreza e o brasão da monarquia é mostrado.
Em seguida, mostramos o projeto de D. Pedro, que incrementou a cultura e as artes em
geral no Brasil, que culmina com o projeto indianista – o índio como a figura do herói
brasileiro e que se tornou protagonista na literatura e na música, simbolizada através
da Ópera “O Guarani”, de Carlos Gomes.
Passamos por Richard Wagner, o compositor que era admirado por D. Pedro II.
Através de alas que mostram a música em geral, bem como um tripé mostrando o
compositor.
O quarto setor é dedicado às obras de Wagner. As alas trazem personagens de suas
óperas, muitas delas inspiradas em mitos europeus.
Carnaval Virtual 2012– Organograma Oficial
Por fim, temos o Teatro da Imaginação, o teatro que D. Pedro II construiria para
Wagner, e a exibição imaginária da ópera “O NAVIO FANTASMA” em solo
brasileiro. A obra, inspirada no mito do holandês voador, conta a história de uma
maldição, onde um homem é condenado para sempre a navegar, maldição que só seria
quebrada se ele encontrasse um amor verdadeiro. A ópera se faz presente na avenida no
desfile da Imperatriz Paulista.
SINOPSE
UM IMPERADOR:
Venham ver o nosso império tropical! O nosso monarca, a nossa arte, a nossa cultura, o
sabor brasileiro nas cores, nas pinceladas, nas letras, nas melodias.
O índio é o nosso modelo, o nosso herói. E os artistas são as estrelas, protegidos do
imperador - imperador que é amante de tudo o que estimula o intelecto, amigo dos
grandes mestres e cientistas. Um dos primeiros do mundo a falar por um telefone. D.
Pedro II, um imperador.
UM COMPOSITOR:
Pedro II era um apaixonado pelas obras de Wagner. Notável por suas óperas, peças
grandiosas, fundamentadas nas grandes lendas da Europa. Suas obras traziam mitos,
fadas e deuses. Tribunos romanos e cavaleiros em busca do Santo Graal. A tragédia de
Tristão e Isolda. Ninfas que protegem o ouro do Reno, que forja o Anel de Nibelungo.
Wagner, o compositor.
UM SONHADOR:
E o Monarca sonha em ver este mundo de sons e magia em seu império. Sonha em ver
um teatro para representação das grandes óperas. Eis o seu teatro, sonhador!
UM HOLANDÊS VOADOR:
E aqui está a grande ópera no teatro dos sonhos. Em cartaz, "O navio fantasma". O
holandês voador busca sua amada para quebrar a maldição, a ira de Deus que o fez
perder-se de sua pátria. E ele encontra este amor. As juras de amor são feitas. Porém,
um mal entendido faz com que o holandês voador se sinta traído e ele parte de volta aos
oceanos, enquanto sua amada se joga nas águas buscando unir-se em espírito ao
holandês voador. O navio fantasma persiste condenado a vagar pelos mares pela
eternidade. Eis o seu destino, holandês voador! Ser mais um personagem da ópera
popular da Imperatriz!
10. Sinopse (Direcionada aos compositores – deixar em branco se for o mesmo texto
apresentado aos julgadores)
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Parte 3: Do Samba-Enredo a ser Apresentado
11. Autoria do Samba-Enredo
Ailson Picanço, Diego Araújo e Imperial
12. Letra do Samba-Enredo (repetições devem ser destacadas e em negrito)
VEM CHEGANDO IMPERATRIZ
NO SONHO DO IMPERADOR
HOJE A PAULISTA ENCANTA
E SE ENGALANA NUM CANTO DE AMOR
Venham ver o nosso Império tropical
Paraíso de cores, palco do meu carnaval
Onde o canto guerreiro do índio ecoou
O amante das artes, fiel protetor
Fez pulsar o dom da criação
Que traz... belas ninfas que guardam a riqueza do ouro
E tem... cavaleiros que buscam o sagrado tesouro
A força das obras do compositor
Vai ‘tocar’ seu coração
VI CHEGAR EM NOSSO PAÍS
ISOLDA VALENTE, AMOR INFELIZ
ESQUECENDO A DOR, TRISTÃO HÁ DE VOLTAR
NA ÓPERA DA IMPERATRIZ
Em cartaz no Teatro da Imaginação
O holandês voador e a cruel maldição
Destino... condenado a vagar
Um amor... que jamais morrerá
Navio fantasma nas ondas do mar
Eu também vou navegar
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Parte 4: Do Desfile da Agremiação
13. Número de elementos de desfile (Número de alas; de carros alegóricos; de tripés e
quadripés, incluindo os utilizados pela comissão de frente, se houver; de casais de mestresala e porta-bandeira; de destaques de chão e afins, se houver)
Alas: 23
Carros: 05
Tripés: 02
Mestre Sala e Porta Bandeira: 01 casal
14. Organização dos elementos de desfile (a setorização é opcional; alas obrigatórias devem
ser devidamente discriminadas)
SETOR 1 – IMPÉRIO TROPICAL
01 - Comissão de frente (COM TRIPÉ): A corte de Pedro II, o Imperador.
02 - Ala 01 (BAIANAS): A nobreza brasileira
03 - Ala 02: Brasão Monárquico
04 - Carro 01: O Império Tropical
SETOR 2 – O PROJETO CULTURAL DO IMPÉRIO
05 - Ala 03: Ciência
06 - Ala 04: Literatura
07 - Ala 05: Pintura
08 - Ala 06: Índio
09 - Carro 02: O Guarani
SETOR 3 – O COMPOSITOR - WAGNER
10 - Ala 07: Notas musicais
11 - Casal de MS e PB: Acordes de piano
12 - Ala 08: Partituras
13 - Ala 09 (CRIANÇAS): As cores da música
14 - Tripé 02: Wagner, o compositor
SETOR 4 – OBRAS DE WAGNER
15 - Ala 10: Fadas
16 - Ala 11: Romanos
17 - Ala 12 (BATERIA): Cavaleiros
18 - Ala 13: Lohengrin
19 - Carro 03: Tristão e Isolda
20 - Ala 14: Deuses nórdicos
21 - Ala 15: O ouro do Reno
22 - Ala 16: Ninfas
23 - Ala 17: Valquirias
SETOR 5 – O TEATRO DA IMAGINAÇÃO E A EXIBIÇÃO DE “O NAVIO
FANTASMA”
24 - Carro 04: O teatro da imaginação
25 - Ala 18 (COMPOSITORES): Orquestra
26 - Ala 19: A busca pelo amor eterno
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27 - Ala 20: O mar
28 - Ala 21: A Maldição
29 - Carro 05: O Navio Fantasma
30 - Ala 22: O amor
31 - Ala 23 (VELHA GUARDA): Anjos
Descrição dos Elementos de Desfile
(em ordem de apresentação)
01:
Comissão de frente (COM TRIPÉ): A corte de Pedro II, o Imperador
D. Pedro II foi o segundo monarca do Brasil, sendo coroado em 1841, quando tinha
apenas 15 anos de idade. A comissão de frente traz o Imperador em pessoa, em seu
trono, cercado por pessoas que fazem parte de sua corte.
02:
Ala 01 (BAIANAS): A nobreza brasileira
A ala das baianas traz a nobreza brasileira. No Império brasileiro, mais importante do
que as origens familiares, os títulos de nobreza podiam ser comprados e, por isso, nobres
eram todos os que possuíam melhores condições financeiras. A ala da Baiana tenta
reproduzir o luxo da nobreza brasileira.
03:
Ala 02: Brasão Monárquico
O Brasão de armas nacionais é um dos símbolos do Brasil. O da Monarquia, representa
o governo de D. Pedro II. Traz a cruz da Ordem de Cristo combinada com a esfera
armilar, o listel azul orlado de prata carregado de estrelas que representam as
províncias o Império.
04:
Carro 01: O Império Tropical
O carro traz uma visão do Império Tropical, onde o lado selvagem de um Brasil ainda
pouco explorado, cheio de riquezas naturais se misturava com as construções de origem
europeia, unindo Europa e cultura nacional, a influência portuguesa e o país outrora
dominado pelos índios. Detalhe paras as coroas, que além de marca do império
brasileiro, são os símbolos da própria escola Imperatriz Paulista..
05:
Ala 03: Ciência
O Imperador comentou em seu diário pessoal em 1862: “nasci para consagrar-me às
letras e às ciências”. A grande preocupação de D. Pedro II era fomentar a cultura
nacional. A ala simboliza o amor do imperador pelas ciências. Sua curiosidade com a
química, em especial, fez com que criasse um laboratório químico em São Cristóvão.
06:
Ala 04: Literatura
No período de seu governo, consolidou-se a literatura romântica brasileira, em especial
os romances de José de Alencar, que trouxe, em diversas obras, o “indianismo”, a busca
do herói nacional na figura do índio”.
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07:
Ala 05: Pintura
Criou a Imperial Escola de Belas Artes e protegeu diversos pintores. A fantasia retrata
as artes plásticas. No costeiro, temos o quadro “Independência ou morte”, de Pedro
Américo.
08:
Ala 06: Índio
O índio se transformou na figura heroica brasileira, sendo protagonista em diversas
obras. É o projeto “indianista”, a tentativa de criar uma arte de cunho genuinamente
brasileira.
09:
Carro 02: O Guarani
O carro retrata a ópera “O Guarani”, de Carlos Gomes, que foi inspirado no livro de
mesmo nome, de autoria de José de Alencar. Pela sua repercussão internacional, talvez
seja o grande símbolo do projeto indianista de D. Pedro II.
10:
Ala 07: Notas musicais
Ala que representa a música em seu estado mais primitivo, através da figura das notas
musicais.
11:
Casal de MS e PB: Acordes de piano
O piano talvez seja o instrumento mais identificado com a música erudita. A fantasia
retrata as teclas de um piano.
12:
Ala 08: Partituras
Nas partituras, estão as anotações indispensáveis para a execução de uma obra musical.
Wagner presenteou D. Pedro II com partituras encadernadas de algumas de suas
óperas.
13:
Ala 09 (CRIANÇAS): As cores da música
A música de Wagner invoca imagens, cores, apresenta-se como algo vivo. A fantasia
tenta passar a sensação, o colorido que é possível sentir quando se tem contado com a
obra do compositor.
14:
Tripé 02: Wagner, o compositor
Tripe em homenagem ao compositor, o grande compositor alemão admirado por D.
Pedro II. Traz uma imagem do compositor.
15:
Ala 10: Fadas
A ala traz uma fantasia inspirada na ópera “As fadas”, de 1833, onde uma fada
renuncia a imortalidade para viver o amor com um mortal.
16
Ala 11: Romanos
A ala traz uma fantasia inspirada na ópera “Rienzi”, de 1840, baseada em um tribuno
romano.
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17:
Ala 12 (BATERIA): Cavaleiros
A ala traz uma fantasia inspirada na ópera “Parsifal”, de 1865, onde uma irmandade
de cavaleiros busca o Santo Graal.
18:
Ala 13: Lohengrin
A ala traz uma fantasia inspirada na ópera de mesmo nome, de 1850. Traz a figura de
cavaleiro num barco puxado por um cisne.
19:
Carro 03: Tristão e Isolda
Tristão foi convocado para buscar a futura esposa do tio, o rei Marcos. Durante a
viagem de volta à Grã Bretanha, os dois acidentalmente bebem uma poção de amor
mágica e apaixonam-se perdidamente. O Carro representa a viagem na qual os dois
apaixonam-se. Corações sintetizam o amor dos dois, que se encontram no último queijo
da alegoria, a frente de grandes árvores, típico cenário de seus encontros.
20:
Ala 14: Deuses nórdicos
Os deus nórdicos foram a inspiração para o ciclo de óperas “O Anel de Nibelungo”,
composta entre 1848-1874, que é a obra máxima de Wagner.
21:
Ala 15: O ouro do Reno
Na primeira ópera do ciclo “O Anel de Nibelungo”, “Das Rheingold”, é visto o Rio
Reno, onde Ninfas guardam o ouro. Este ouro será roubado para que fosse criado o anel
mágico. A ala simboliza este ouro.
22:
Ala 16: Ninfas
A ala traz as ninfas, guardiãs do ouro do rio Reno, conforme explicado na ala anterior.
23:
Ala 17: Valquirias
A ala representa as valquírias, que eram belas jovens mulheres montadas em cavalos
alados e armadas. Determinavam quem venceria as batalhas. Figura da mitologia
nórdica, foram retratadas no ciclo de óperas “O Anel de Nibelungo”.
24:
Carro 04: O teatro da imaginação
O carro representa o suposto teatro que D. Pedro II construiria para Wagner no Brasil.
O teatro acabou sendo construído na cidade de Bayreuth, mas numa realidade paralela
construída pelo enredo proposto, vemos o teatro construído no Brasil, pronto para
encenar as óperas de Wagner.
25:
Ala 18 (COMPOSITORES): Orquestra
As óperas de Wagner são caracterizadas pela grande orquestração que as ornamenta. A
orquestra é importantíssima no enredo, uma vez que as obras de Wagner exigem
músicos virtuosos que terão de transformar em música partituras complexas. A ala
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representa a orquestra do Teatro da Imaginação, pronta para tocar a partitura da ópera
“O Navio Fantasma”, de 1841.
26:
Ala 19: A busca pelo amor eterno
Segundo a lenda do holandês voador, apenas o amor verdadeiro poderia salvar o
navegador da maldição de navegar para sempre. A fantasia representa a personificação
deste ideal, ou seja, a pessoa que amaria de verdade e quebraria a maldição.
27:
Ala 20: O mar
O holandês voador foi condenado a cruzar os mares por toda a eternidade. A fantasia
representa o mar.
28: Ala
21: A Maldição
O holandês voador foi amaldiçoado por ter blasfemado contra Deus. A fantasia, com
simbologia diabólica, representa a maldição, que consistiria em navegar para sempre.
29:
Carro 05: O Navio Fantasma
O navio fantasma é o navio do holandês voador, onde ele cumpre a sua maldição. O
carro representa o navio, com todo o detalhamento feito para mostrar a danação eterna,
com simbologia escura para passar o ar de condenação e maldição.
30:
Ala 22: O amor
A fantasia significa o amor no seu aspecto abstrato, o conceito de amor simbolizado pela
figura do coração que, notoriamente, refere-se ao sentimento de amor.
31:
Ala 23 (VELHA GUARDA): Anjos
A imagem dos anjos, em contraste, com a maldição do navio fantasma, deixa aberta a
possibilidade de redenção pelo amor, um final feliz, como deseja a Imperatriz Paulista
para o final de seu desfile, o bem vencendo o mal, o amor vencendo a maldição.
Parte 5: Das Considerações Finais
15. Considerações finais que a agremiação considere pertinentes (evite fazer pedidos ou
declarações desnecessárias)
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