cap1 – produção do conhecimento

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Cap. 1 – Produção de
Conhecimento
uma característica fundamental das
sociedades humanas
Colégio Andrews
Sociologia
Prof: Luis Felipe Carvalho
S
A Produção do Conhecimento
S Os seres humanos sempre buscaram formas de compreender
os fenômenos que ocorrem em seu dia a dia, de modo a
procurar soluções para os problemas existentes.
S A partir do século XVIII, com a contestação às explicações
religiosas que até então garantiam a aceitação do poder dos
monarcas e da instituição da servidão, passou-se a considerar
os fenômenos sociais como produtos da ação humana e a
reconhecer a possibilidade de transformação social.
S As Revoluções Industrial e Francesa foram marcos
históricos, que acarretaram mudanças nos campos político e
econômico, contribuindo para a transformação das sociedades
ocidentais em objeto de investigações científicas.
A Produção do Conhecimento
continuação
S O conhecimento científico propõe formas de análise da
realidade social que vêm se somar a outras formas de
conhecimento mais antigas, como a religião e a Filosofia.
S A Sociologia, diferentemente da religião e da Filosofia,
pretende estudar os conflitos, as permanências e as
transformações das sociedades modernas e contemporâneas
por meio da aplicação de métodos científicos.
Conhecimento científico,
religioso e filosófico
S
Todos somos capazes de produzir conhecimento, mas existem diferenças
na forma como esse conhe- cimento é produzido.
S
Conhecimento científico: baseado em métodos rigorosos de
investigação, caracteriza-se por ser pas- sível de crítica, correção e
refutação, podendo absorver inovações e expandir permanentemente sua
área de atuação.
S
Conhecimento religioso: sustenta-se na crença em uma realidade
exterior ao mundo, transcendente, que influencia a percepção e a
explicação da realidade social.
S
Conhecimento filosófico: busca a compreensão do significado e da
origem das coisas valendo-se do pensamento racional e lógico, porém
sem a preocupação de validar cientificamente o conhecimento que
produz.
Ciência e senso comum
opostos ou complementares?
S
O senso comum é um conhecimento baseado na experiência e
naquilo que nos é transmitido nas relações cotidianas, manifestandose nas opiniões, ideias e concepções que prevalecem em
determinado contexto social.
S
O conhecimento científico busca explicar os fenômenos naturais e
sociais por meio da aplicação rigorosa de um método de
investigação.
Ciência e senso comum
opostos ou complementares?
continuação
S Há uma linha de pensamento que considera a ciência como
um conhecimento neutro e racional, hierarquicamente superior
ao senso comum (que seria necessariamente irracional e
acrítico). Esta perspectiva pode ser associada à corrente de
pensamento conhecida como Positivismo, segundo a qual a
ciência seria o único conhecimento válido a ser produzido pela
humanidade, e tem suas origens no Iluminismo, movimento
que se baseou nas “luzes” da ciência para questionar as
práticas obscuras do Antigo Regime.
S Por outro lado, há aqueles que consideram a ciência e o senso
comum como conhecimentos complementares, defendendo
uma aproximação entre ambos, de modo a tornar a primeiro
cada vez mais crítica, e o segundo, mais acessível e inteligível
a todos.
A contribuição da Sociologia para a
interpretação da sociedade contemporânea
S Diferentes métodos desenvolvidos por cientistas sociais
considerados clássicos têm servido de referência para as
análises da sociedade até os dias atuais. São eles:
S 1 - Funcionalismo ou método comparativo: considera
que um fenômeno social só existe porque tem uma
função na sociedade, estando integrado a um sistema
social por meio das instituições que fortalecem o
sentido de coletividade. Autor de referência: Émile
Durkheim.
A contribuição da Sociologia para a
interpretação da sociedade contemporânea
continuação
S 2 - Método compreensivo: busca compreender os sentidos que
o indivíduo dá à vida e às suas ações, orientando-se pela busca
dos valores subjetivos que, partilhados, norteiam determinado
grupo social. Autor de referência: Max Weber.
S 3 - Materialismo histórico e dialético: considera que na
produção da vida material – isto é, dos bens necessários à
sobrevivência da sociedade – são estabelecidas relações de
exploração e dominação que têm reflexo nas esferas políticas e
ideológicas de uma sociedade. Autor de referência: Karl Marx.
Métodos de investigação
científica nas Ciências Sociais
S Existem duas abordagens principais para a pesquisa em
Ciências Sociais: a pesquisa quantitativa e a qualitativa, que
têm características distintas porém não excludentes:
1 - Pesquisa quantitativa: A partir da definição de uma amostra
representativa do universo pesquisado, são feitas análises com
base em dados numéricos, obtidos por meio da aplicação de
questionários com perguntas objetivas.
2 - Pesquisa qualitativa: Requer um contato direto e pessoal
entre o pesquisador e a população obser- vada. Por meio desse
convívio e interação, o pesquisador busca compreender as
maneiras de agir e pensar do grupo, que são analisadas a partir
das experiências e impressões vividas em um trabalho de
campo.
A Sociologia e a interpretação da
sociedade no século XXI
S Manuel Castells
Criou o conceito de sociedade em rede (ou sociedade
informacional) ao analisar as mudanças geradas pelo intenso
fluxo de informações que caracteriza as sociedades
contemporâneas.
S Zygmunt Bauman
Para esse sociólogo, o enfraquecimento da vida coletiva nas
sociedades atuais e a opção pelas soluções individuais seriam
indícios de uma perda de eficácia dos instrumentos de ação
política criados na modernidade.
A Sociologia e a interpretação da sociedade
no século XXI
continuação
S Octavio Ianni
Tendo como objeto de estudo a realidade brasileira, Ianni
elaborou uma análise das contradições do sistema capitalista e
seus desdobramentos políticos e sociais, como a relação entre
Estado e capitalismo e o fenômeno da globalização.
S Luiz Antônio Machado da Silva
Observando diferentes aspectos da sociabilidade urbana
brasileira desde 1970, Silva identificou uma nova maneira de
interação, traduzida pelo conceito de sociabilidade violenta,
articulada não apenas à criminalidade, mas também à
segregação socioespacial.
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