Tema 3 Normas Prudenciais e Basileia

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FEA- USP-EAC
Curso de Graduação em Ciências Contábeis
Disciplina: EAC0546 - Contabilidade de
Instituições Financeiras
TEMA III – Instrumentos
Prudenciais em Bancos
POLÍTICA MONETÁRIA E RESERVAS BANCÁRIAS
CONTROLE DE RISCO EM BANCOS E ACORDO DA
BASILÉIA
Profa. Dra Joanília Cia
1
TEMA III – Instrumentos Prudenciais em
Bancos
• POLÍTICA MONETÁRIA E RESERVAS
BANCÁRIAS
–
–
–
–
–
–
Instrumentos de Controle da Política Monetária
Estrutura do Mercado Financeiro
Política Monetária – Quem emite Moeda?
Depósito Compulsório
Mercado Aberto (Open Market)
O Caixa dos Bancos: Reservas Bancárias no BACEN
• CONTROLE DE RISCO E ACORDO DA
BASILÉIA
2
Instrumentos de Controle da Política
Monetária
Os principais instrumentos de Política Monetária
para controlar a quantidade de moeda na
economia são:
1. Mercado Aberto de Títulos Públicos
(Open Market)
2. Depósito Compulsório
3. Taxa de Redesconto
4. Controle e seleção de Crédito
(contingenciamento)
Quiz
Entre as várias ações do Banco Central que resultam
numa política monetária expansionista, NÃO se
encontra a:
(A) compra de moeda estrangeira no mercado cambial.
(B) compra de títulos federais no mercado aberto.
(C) venda de títulos federais no mercado aberto.
(D) redução do percentual de recolhimento compulsório
dos bancos ao Banco Central.
(E) redução da taxa de juros dos empréstimos de liquidez
do Banco Central aos bancos.
4
Mercado Aberto de Títulos Públicos (Open
Market)
5
Dinâmica do Mercado Financeiro
Governo (tesouro)
Instituição
Financeira (IF) 1
Títulos
Públicos
Open Market
BACEN
Mercado Interbancário
IF 2
......IF n
Títulos (CDI). Ops. Crédito
Público em geral
Títulos Privados
CDB/ RDB/ LC...
Ops, Crédito
6
Mercado Aberto (Open Market)
• É o principal instrumento de implementação de política
monetária
• O mercado aberto pode ser de dois tipos:
– Mercado Primário: quando o Tesouro Nacional
capta recursos junto às instituições financeiras em
troca de títulos públicos para financiar gastos ou
investimentos do governo.
– Mercado Secundário: quando os títulos públicos são
transacionados entre as instituições financeiras
• O Banco Central entra nestes mercados só para balizar
o mercado em relação a taxa de juros ou quantidade de
moeda em circulação
Mercado Primário de Títulos Públicos
Mercado Primário de títulos Públicos: é quando Tesouro capta
recursos para financiar o consumo/investimento do Governo
Federal vendendo títulos (ou resgata títulos, comprando títulos)
Banco
Central
Tesouro
Nacional
R$
IF 1
IF 2
...
Mercado Interbancário (Interfinanceiro)
LTN, LFT, NTN, etc
Público
IF N
Mercado Secundário de Títulos Públicos
Mercado Secundário de títulos Públicos: não há
transferências de recursos para o Governo Federal
somente entre investidores e IF (Instituições
Financeiras)
Banco
Tesouro
Nacional
Central
R$
..
SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia)
.
IF 1
IF 2
IF N
LTN, LFT, NTN, etc
Mercado Secundário de Títulos Públicos
Banco Central: pode atuar no mercado secundário
com a finalidade de implementar a sua política
monetária (controle da taxa de juros e/ou da
quantidade de moeda)
Banco
Central
Tesouro
Nacional
LTN, LFT, NTN, etc
IF 1
IF 2
...
SELIC (Sistema Especial de Liquidação e Custódia)
R$
IF N
Depósito Compulsório
11
Política Monetária - Quem emite moeda?
• Constitucionalmente, no Brasil, quem tem o poder de
emissão de moeda é o Banco Central que é um órgão
vinculado ao Poder Executivo Federal
• Entretanto, os bancos influenciam a oferta monetária.
Mas como?
Política Monetária - Quem emite moeda?
• O Banco alfa foi constituído com capital de R$ 10,
totalmente integralizado em dinheiro.
• Imagine que o banco recebe um depósito à vista de R$
100 em papel-moeda
• O que o banco vai fazer com este dinheiro? Uma parte
dele, digamos 40%(h), ele vai fazer empréstimos e a
outra deixar no seu caixa 60% (1-h).
Vamos ver como isso irá afetar as contas do banco....
Política Monetária - Quem emite moeda?
• Desta forma R$ 100 se transformou em R$ 166,67!!
• Informação: O volume total de moeda escritural que um
banco pode criar a partir de papel-moeda é dado pela
seguinte fórmula:
 1 
DepFinal   Dep _ PapMoeda  

 1 h 
 No caso anterior os valores são:
 1 
DepFinal  100 
 166, 67

 1  0, 4 
Depósito Compulsório
• É uma forma do Banco Central influir na capacidade do
sistema bancário em criar moeda
• É um instrumento clássico de política monetária, mas,
hoje em dia, é pouco usado nas economias mais
desenvolvidas e estáveis
17
18
19
20
Depósito Compulsório
• Logo, o instrumento Depósitos
Compulsórios é uma forma do BACEN
diminuir a capacidade do sistema
bancário de conceder crédito e
automaticamente criar moeda...
Processo de Registro do Depósito
Compulsório
CONTAS PATRIMONIAIS
ATIVO
PASSIVO
1.1. Disponibilidade
4.1 - Depósitos
1.1.3.10.00-2 Banco Central - reservas livres
em espécie
1.4. RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS
1.4.2.28.00-5 RESERVAS COMPULSÓRIAS EM
ESPÉCIE NO BANCO CENTRAL
Profa.Joanília Cia
22
Mercado Interbancário / Reservas
Bancárias
BACEN
BANCO B
RB(A)
R$
RB(B)
Banco A
Título Público: SELIC
RB(B)
Banco B
(falta de $)
(excesso de $)
CDI: CETIP
Banco Central – Reservas Bancárias
(Circ. 3101/02)
• Reservas no BACEN
– 1.1. DISPONÍVEL - Reserva de Livre
Movimentação –
• Caixa (encaixe técnico)- papel-moeda
(15% dos depósitos, dedutível do limite de
compulsórios)
• Reserva Bancária
– 1.4. RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS Reserva Legal – Depósitos Compulsório
24
BACEN - Reserva Legal –
Depósitos Compulsório
Tipo
Alíquotas (% média
diária dos saldos)
Recursos à
vista
45%
Recursos a
prazo e
Depósitos de
Poupança
25%
Poupança
Rural
Forma de
cumprimento
Espécie, não
remunerado
Espécie,
remunerado pela
Taxa Selic.
16¨%
Profa.Joanília Cia
25
Recolhimentos compulsórios – alíquotas
Período
Recursos
à vista
Depósitos Poupança
a prazo Habitacional Rural
Anterior ao "Plano Real"
50%
1/
1994
Jul
100%
20%
Ago
" 1/
30%
Out
" 1/
"
1/
Dez
90%
27%
1/
1995
Abr
"
30%
1/
Mai
"
"
Jul
83%
"
Ago
"
20%
1996
Ago
82%
"
Set
81%
"
Out
80%
"
Nov
79%
"
Dez
78%
"
1997
Jan
75%
"
...
"
2014
Jul
45%
"
Out
"
"
2015
Jun
"
Profa.Joanília Cia 7/
Ago
"
25%
15%
20%
30%
"
"
"
"
"
15%
"
"
"
"
"
"
15%
20%
30%
"
"
"
"
"
15%
"
"
"
"
"
"
"
"
25%
"
19%
13%
16%
"
BACEN - Reserva bancária
RESERVA BANCÁRIA
1.1.3.10.00-2 Banco Central - reservas livres emespécie
D (+)
C (-)
Liberação Dep. Compulsório
Recolhimento Dep. Compulsório
Venda Títulos Públicos
Compra Títulos Públicos
Resultado compensação (a
receber)
Resultado compensação (a pagar)
Venda Títulos Interbancário
Compra Títulos Interbancário
Entrada Operação Redesconto
Liquidação Operação Redesconto
Recolhimento Tributos
....
.....
Profa.Joanília Cia
27
Quiz
Com relação aos Depósitos compulsórios é INCORRETO
afirmar:
(A) É considerado um dos principais instrumentos de
Política Monetária para controlar a quantidade de moeda na
economia
(B) É uma forma do Banco Central influir na capacidade do
sistema bancário em criar moeda
(C) Pode ser remunerado ou não remunerado, dependendo
do tipo de recurso base de constituição
(D) É um saldo que um banco deve manter na conta de
reservas no BACEN
(E) É o encaixe técnico, ou seja, o papel-moeda que um
banco deve manter de reserva
28
Questões
• 1) O Banco BBB recebeu um depósito de R$ 1.000 do cliente
CCC. Qual é o efeito final desse depósito nos seus saldos de
contas, se ele deve manter de depósitos compulsórios 42%
deste valor? E se o depósito obrigatório fosse de 12%? e de
72%?
• 2) O que acontece com o caixa (reserva) de um banco que
compra títulos emitidos do governo? E que vende títulos que
estão na sua carteira? E para o governo, qual é o efeito da
compra e venda de títulos públicos no controle da moeda em
circulação pelo governo?
• 3) Cite 3 exemplos de operações que aumentam e 3 que
diminuem o saldo da reserva bancária do Banco da Praça.
• 4) Em que conta está contabilizado o saldo de reservas dos
bancos de acordo com COSIF?
29
Explicar o efeito que a CONTABILIZAÇÃO dessas transações trazem no ativo,
passivo e patrimônio líquido da empresa. Utilize a notação aumentou(+),
diminuiu(-) e permaneceu igual(=) para mostrar os efeitos:
ATIVO
=
PASSIVO
PATRIMÔNI
O LÍQUIDO
Capital +
Lucros
Acumulados
1. Houve aumento da alíquota de
depósitos compulsórios
2. Houve diminuição da alíquota de
compulsório
3. Banco comprou títulos do governo
4. Banco vendeu títulos do governo
Profa.Joanília Cia
30
Resultado
Taxa de Redesconto
Profa.Joanília Cia
31
Taxa de Redesconto
• É uma taxa punitiva para emprestar às instituições
financeiras em dificuldades em ter liquidez suficiente
para honrar os saques de depositantes
• Muitas vezes estas instituições também não conseguem
crédito junto a outros bancos.
• Apesar de ser pouco usado é um importante sinalizador
de risco para os bancos
TEMA I. INTRODUÇÃO – Parte 2
Instrumentos Prudenciais
• POLÍTICA MONETÁRIA E RESERVAS BANCÁRIAS
• CONTROLE DE RISCO E ACORDO DA BASILÉIA
– Quais são os riscos assumidos por um Banco?
– Qual é o impacto do risco de crédito de um banco no
capital exigido?
– E do risco de mercado?
– E do risco operacional?
–
–
–
–
O que é acordo da Basiléia?
Qual foi a evolução da Basiléia I, II e III?
Quais são as exigências da Basiléia III?
Enfim, o que é Basiléia III?
33
Riscos Assumidos por um Banco
• Risco: Chance de perda financeira; nível de
incerteza, decorrente de:
– Risco de Crédito: Possibilidade de inadimplência, falta de
recebimento
– Risco de Mercado: Variação de preços de ativos e
passivos financeiros
– Risco Operacional: Falha de sistema, controles
ineficientes, erro humano.
– Risco Legal: Impossibilidade de executar termos de um
contrato.
– Risco de Liquidez: impossibilidade de realização por falta
de atividade no mercado.
34
Basiléia
35
Basiléia
• o Acordo de Capital da Basiléia é um conjunto
de medidas proposta pelo Comitê que têm como
principal objetivo reforçar a confiabilidade e
estabilidade do Sistema Financeiro
Internacional.
• Sua idéia central seria garantir a liquidez
(solvência) do sistema financeiro, definindo o
mínimo de reservas internas que um banco
deve manter para cumprir suas atividades num
nível de risco aceitável. (Capital Regulatório)
36
Acordo de Capital da Basiléia
• Controle de risco das instituições financeiras:
Risco de Crédito:
Risco de não
pagamento, possíveis
perdas que o banco
tenha caso o devedor
(contraparte) não honre
com os seus
compromissos.
Risco de Mercado:
Risco Operacional:
Risco de perdas em
decorrência de
oscilações em variáveis
econômicas e
financeiras, como taxas
de juros, taxas de
câmbio, preços de
ações e de
commodities
Risco de perdas
inesperadas de uma
instituição, em virtude de
seus sistemas, práticas e
medidas de controle serem
incapazes de resistir a
erros humanos, à infraestrutura de apoio
danificada, fraudes, etc
e a mudanças no ambiente
empresarial
Basiléia 1 – 1988
...
Basiléia 2 – 2004
..Basiléia
3 – Out/2013
37
Quiz
01. Em 1994, o Brasil aderiu ao chamado Acordo de Basiléia ,
passando a promover importantes alterações nas regras de
funcionamento das Instituições Financeiras. Entre as opções a
seguir, assinale aquela que representa uma alteração nas normas
então vigentes, com vistas à adequação ao Acordo de Basiléia .
a) Obrigatoriedade de que as instituições financeiras mantenham
sigilo em suas operações ativas e passivas.
b) Obrigatoriedade de que o capital das instituições financeiras seja
subscrito em moeda corrente.
c) Obrigatoriedade, por parte das instituições financeiras, de compra
de carta-patente para obtenção da autorização para funcionamento,
concedida pelo Banco Central do Brasil.
d) Obrigatoriedade de manutenção, por parte das instituições
financeiras, de patrimônio líquido ajustado compatível com o grau
de risco dos ativos.
e) Obrigatoriedade da separação, por parte das instituições
financeiras, das atividades bancária e de seguros.
38
Basiléia I
Aplicações
Ativo
-Empréstimos e Financiamentos
-Títulos
Fontes / Fundos
Passivo (Capital de Terceiros)
-Empréstimos,-Títulos
PL (Capital Próprio, Fundos Próprios )
•PLE=Patrimônio Líquido
Exigível(Calculado)
F
•PR=Patrimônio de Referência(Saldo Real)
PLE (Patrimônio Líquido Exigível) = F(Fator de Risco) x Apr (Ativo ponderado ao
risco)
Medidas da relação de Aplicações e Fontes:
Capitalização (Padrão Mínimo de Capital) =F(Fator de Risco):
Nível de capital próprio em relação ao ativo ; índice de solvabilidade
Basiléia = 8% ; BACEN = 11%
PL/Ativo
Alavancagem (Inverso da capitalização) :
- a partir de um determinado nível de patrimônio, o nível máximo que a
instituição bancária pode assumir em operações (ativos) que envolvam risco.
Ativo/PL
39
• Conceitos:
Basiléia I
Capital Regulatório
(PLE = Patrimônio
Líquido Exigível )
Fatores de
Ponderação de
Risco dos Ativos
Índice Mínimo de
Capital para
Cobertura do Risco
de Crédito (Índice de
Basiléia ou Razão
BIS)
Fator de Risco(F)
Montante de capital
próprio alocado para a
cobertura de riscos,
considerando os
parâmetros definidos
pelo regulador;
A exposição a Risco de
Crédito dos ativos é
ponderada por
diferentes pesos
estabelecidos,
considerando,
principalmente, o perfil
do tomado
Quociente entre o
capital regulatório e os
ativos ponderados pelo
risco (Atualmente
Basiléia = 8%, BACEN =
11%)
40
Basiléia I- Fatores de Ponderação de
Risco dos Ativos
Ativo
0% ·
Crédito/Títulos do governo central ou do banco central do país
Caixa
0 - 50% Crédito/Títulos - instituições do setor público
20%
Créditos/Títulos - bancos multilaterais de desenvolvimento
50%
Créditos - Empréstimos imobiliários hipotecários
100%
Crédito/Títulos - setor privado
Todos os demais ativos
• Capacidade de alavancagem depende da composição
do ativo
41
Basiléia I – Capital Regulatório
PLE/PR – Patrimônio Líquido
Capital básico-Nível 1 (Tier 1)
Capital suplementar-Nível 2 (Tier 2)
•Capital - o patrimônio dos
acionistas (ações ordinárias e
ações preferenciais não
cumulativas)
•Lucros Acumulados.
•reservas de reavaliação (ativos
reavaliados a preços de mercado ou
securities de longo prazo);
•provisões gerais (provisões para perdas
esperadas latentes, incluindo risco-país);
•instrumentos híbridos de capital (inclui
uma gama de instrumentos que combinam
características passivas e de patrimônio
líquido);
•instrumentos de dívida subordinada
(com duração igual ou superior a cinco
anos) :
Permanentemente disponíveis
para absorver perdas e evitar a
insolvência e perda de confiança
Serve para enquadrar outras formas de
capital,
42
Transição de Basiléia I para Basiléia II
• BASILÉIA 1 – Pontos Negativos -Como são atribuídos riscos por
classe de ativos:
• O acordo não admite a utilização das técnicas utilizadas para a
mitigação do risco de crédito (garantias, gestão de risco) para o
cálculo do capital mínimo
• As ponderações de risco exigidas no Basiléia 1 não reconhecem
nem estimulam o uso de métodos internos de avaliação de
riscos
• BASILÉIA 2
• Permite o uso de modelos in-house desenvolvidos e
apropriados privadamente pelos próprios bancos, para
mensurar os riscos, como uma alternativa em relação aos modelos
padronizados de mensuração proposto originalmente
43
Basiléia II – Resumo
PILAR 1
NECESSIDADES
MÍNIMAS DE
CAPITAL
RISCO
DE CRÉDITO
Método
Standard
Método
IRB
RISCO
DE MERCADO
Método
Standard
Modelos
Internos
Foundation
RISCO
OPERACIONAL
PILAR 2
FISCALIZAÇÃO
PILAR 3
DISCIPLINA
DE MERCADO
INCENTIVO
À MELHOR
GESTÃO
TRANSPARÊNCIA
NORMATIVA
Indicador
Básico
Método
Standard
Medição
Interna
Advanced
44
Quiz
(BACEN 2010) No Brasil, a supervisão bancária acompanha o ritmo da evolução do
mercado financeiro e, conforme recomendação do Acordo da Basileia II,
migrou de uma ótica prescritiva para outra, de natureza prudencial, transitando
de uma postura reativa para uma proativa, com base em três pilares. Quais são
os três pilares que norteiam o Acordo da Basileia II?
(A) Atendimento às leis e à regulamentação vigentes, verificação dos itens das
demonstrações contábeis e disciplina de mercado.
(B) Necessidades mínimas de capital, revisão de supervisão da suficiência de
capital conforme o perfil de risco da instituição e disciplina de mercado.
(C) Verificação dos itens das demonstrações contábeis, metodologia adotada
pelas instituições financeiras para apuração dos riscos e disciplina de
mercado.
(D) Necessidades mínimas de capital de uma instituição financeira, transparência
pública e atendimento à regulamentação vigente.
(E) Revisão de supervisão da suficiência de capital de acordo com o perfil de risco
da instituição, transparência e atendimento às leis e à regulamentação
vigentes.
45
Basiléia II – Pilar I – Risco de Crédito
Abordagem
Padrão
Risco de
Crédito
Cálculo interno (PD)
Abordage IRB
(uso de Rating
Internos)
IRB Básico
(Fundamen
tal)
IRB
Avançado
PD = Probabilidade de Inadimplência
LGD =Perda dada a
inadimplência
EAD=Exposição no momento da
inadimplência
M = Maturidade efetiva
Parâmetros determinados
pelo supervisor ( LGD,
EAD e M)
Cálculo Interno:
( PD,LGD,EAD, M)
46
Basiléia II – Pilar I – Risco de Crédito
• Abordagem Baseada em Ratings Internas – IRB - Componentes
de Risco
PD = Probabilidade
de Inadimplência
LGD = Perda dada a
inadimplência
EAD = Exposição
no momento da
inadimplência
M = Maturidade
efetiva
-FEI (Freqüência
Esperada de
Inadimplência) - é a
possibilidade de um
determinado cliente
ficar inadimplente.
Deve considerar as
características do
cliente e está
associada ao risco do
cliente (rating);
-Medida preditiva que
informa o quanto
efetivamente não é
recuperado quando
um cliente entra em
inadimplência. Deve
ser considerada a
estimativa de quanto
se recupera de uma
dívida em atraso
menos os custos no
processo de
recuperação;
Considerando que
um cliente tende a
aumentar seu
endividamento ao
se aproximar de uma
situação onde não
terá capacidade de
honrar seus
compromissos,
evidencia o
montante (efetivo +
potencial) do
endividamento do
cliente no momento
da inadimplência;
Éo prazo até o
vencimento da
operação podendo
ser ajustado em
função do fluxo de
caixa ou critérios do
regulador.
47
Basiléia II – Pilar I – Risco de Mercado
• Risco de Mercado: Carteira de negociação (“trading”)
• As regras para cálculo de capital para risco de mercado foram
introduzidas em 1996 (“Market Risk Amendment”) e não foram
modificadas pela Basiléia II.
1. O Modelo Padronizado
Abordagem Padronizada
2. O Modelo Avançado: Value-atRisk (VaR).
Abordagem Interna
48
Metodologias para Cálculo de risco
• Value at Risk (VaR) (risco de mercado e risco
de crédito):
– Valor monetário das perdas a que uma operação ou
carteira está sujeita, dado determinado intervalo de
confiança e tempo.
– Sintetiza a maior (ou pior) perda esperada dentro de
determinado tempo e internavo de confiança
49
Basiléia II – Pilar I – Risco Operacional
Sintética (dados agregados)
-Indicador Básico
Percentual )de 15%
é aplicado sobre a
média dos
Resultados Brutos
dos últimos três
anos. O Resultado
bruto é obtido pela
soma do Resultado
da Intermediação
Financeira e das
Receitas de
Prestação de
Serviços.
Padronizada
Avançada (Modelo
interno)
Padronizada
Alternativa
É semelhante à
abordagem do
Indicador Básico
quanto à utilização
do resultado bruto.
Porém, define
parâmetros beta,
de 12% a 18%,
para o cálculo do
requerimento de
capital a ser
aplicado em oito
linhas de
negócios
Similar a padronizada
exceto para as Linhas
de Negócios “Banco
Comercial” e “Banco
de Varejo”, cuja a
exigência de capital
equivale à média dos
últimos três anos do
volume de
empréstimos e
adiantamentos
multiplicada por um
fator “m” igual 0,035
e pelo beta definido
na abordagem
padronizada.
50
Baseada nos
modelos de
mensuração de
risco
desenvolvidos
internamente, com
critérios
quantitativos e
qualitativos.
(BACEN 2010) O Patrimônio de Referência Exigido (PRE) pelo supervisor bancário é
calculado considerando, no mínimo, a soma das seguintes parcelas:
PRE = PEPR + PCAM + PJUR + PCOM + PACS + POPR, em que:
PEPR = parcela referente às exposições ponderadas pelo fator de ponderação de risco a elas
atribuído;
PCAM = parcela referente ao risco das exposições em ouro, em moeda estrangeira e em
operações sujeitas à variação cambial;
PJUR = somatório das parcelas referentes ao risco das operações sujeitas à variação de
taxas de juros;
PCOM = parcela referente ao risco das operações sujeitas à variação do preço de ercadorias;
PACS = parcela referente ao risco das operações sujeitas à variação do preço de ações;
POPR = parcela referente ao risco operacional.
A fórmula como é realizado o cálculo do PRE pelo Banco Central é focada no risco
(A) estratégico do negócio, no risco operacional e no risco de mercado, sobre os quais é
aplicado um fator de ponderação de risco.
(B) operacional e no risco das diferentes operações e exposições, sobre os quais são
aplicados fatores de ponderação, considerando-se como base para risco de mercado a
curva de rentabilidade dos títulos.
(C) operacional e no risco das diferentes operações e exposições, sobre os quais são
aplicados fatores de ponderação, considerando-se como base para risco de mercado os
preços de mercado para a carteira de negociação.
(D) das diferentes operações e exposições, todas calculadas a preços de mercado, sobre
cada uma das quais é aplicado um fator de ponderação de risco.
(E) de mercado das operações passivas, todas calculadas a preços de mercado, acrescidas
do risco operacional, sobre os quais é aplicado um fator de operação de risco.
51
Quiz
Classifique como V ou F
( )
1. A ideia central do acordo da Basiléia é garantir a liquidez
(solvência) do sistema financeiro, definindo o mínimo de reservas
internas que um banco deve manter para cumprir suas atividades
num nível de risco aceitável.
2. O acordo da Basiléia é um conjunto de medidas proposta pelo
Comitê que têm como principal objetivo reforçar a confiabilidade
( )
e estabilidade do Sistema Financeiro Internacional, através da
monitoração o risco de crédito, de mercado e de liquidez das
instituições financeiras
3. No acordo da Basiléia, o nível de Patrimônio Líquido Exigível
dos bancos é calculado, em função do risco de liquidez do banco,
( )
devendo ser igual ou maior do que o Patrimônio de Referência
daquela instituição financeira, o que implica que o banco tem
excesso de patrimônio
52
Questões
• Qual é a mudança que está sendo observada na
regulamentação do acordo da Basiléia ao longo do
tempo? Qual é o efeito dessa mudança no controle
do risco dos bancos?
• Qual é o efeito do aumento no risco de crédito e
risco de mercado de um banco nos seus saldos
contábeis?
53
Transição de Basiléia II para Basiléia III
•
•
•
•
BASILÉIA II
Modelo relativamente rígido
Não leva em conta condições de mercado
Não existia mecanismo para lidar com épocas de
recessão ou de expansão econômica
• BASILÉIA III
• Implantado no Brasil pela Inst CMN 4192/2013
• Nível do Patrimônio deve flutuar de acordo como
CICLO DA ECONOMIA
• Bancos mais preparados para períodos de estresse
econômico e financeiro.
54
Objetivos do Basiléia III
55
Basiléia III
56
Basiléia III – Capital Regulatório
PATRIMÔNIO DE REFERENCIA
(PR)
PATRIMÔNIO DE REFERENCIA MÍNIMO
REQUERIDO (PRMR)
•Nível I
•Capital Principal
=Patrimônio Líquido
+ Instrumento Elegível a Capital
Principal
(-) Ajustes Prudenciais
•Capital Complementar
=Instrumentos Hibridos e Capital
e Dívida(inclui uma gama de
instrumentos que combinam
características passivas e de
patrimônio
•Nível II
Dívida subordinada elegível a
capital
•= f X RWA (ATIVOS PONDERADOS PELO
RISCO)
•F=
•01.10.2013 a 31.12.2015 = 11%
•01.01.2016 a 31.12.2016 = 9,875%
•01.01.2017 a 31.12.2017 = 9,25%
•01.01.2018 a 21.12.2018 = 8,625%
•A partir e 01.01.2019
= 8%
57
Basiléia – Requerimentos de Capital
58
Exigência de Manutenção de Capital
Fórmula Basiléia - Exemplo
Risco de Crédito
11% x Apr (Ativo ponderado pelo risco) RWA
F = 11%
Risco de Crédito de
Derivativos
20% x Risco Crédito Derivativos
F = 20%
Risco de variação entre dois índices; depende do % de
volatilidade dos índices utilizados
Risco de Mercado Taxa de Câmbio
100%, x Somatório valor da posição Líquida na Moeda
Estrangeira
F=100% ( Res.3353/07)
Somente se posição líquida (ativo-passivo) > 5% do PL.
Exposição < 30% do PL
Risco de MercadoTaxa Juros
EC – Exposição concentrada
Parcela do PL para cobertura de risco de taxa de juros, em
momento de volatilidade de taxa de juros.
Metodologia VaR (Cir 2972)
59
Fórmula – Basiléia
Patrimônio de Referência Mínimo
Requerido
n
n
n
PLE  0,11* APR   RCD i  0,2 * max{(  | APRc i | - K * PR);0}   EC i
i 1
i 1
i 1
1
2
3
4
1. Parcela relativa ao risco de crédito operações ativas ponderadas pelo
risco;
2. Parcela relativa ao risco de crédito em operações de swap;
3. Parcela relativa ao risco de crédito em operações com ouro e com
ativos e passivos referenciados em variação cambial, incluído o
mercados de derivativos (K = 0,05 se  |APRci| / PR  0,05 ; 0 se  |APRci|
/ PR  0,05);
4. Parcela relativa ao risco de mercado (taxa de juros).
60
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