TRABAJO11 - Virtual Educa

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DESENVOLVIMENTO DE OBJETOS DE APRENDIZAGEM:
UM RELATO DA EXPERIÊNCIA DA EQUIPE RIVED/UFOP (1)
Felipe Rogério Pimentel 1,
Elton José da Silva 2
1
Dep.de Matemática, Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Brasil, [email protected]
2
Dep.de Computação, Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Brasil, [email protected]
Resumo- Neste trabalho são apresentados alguns dos resultados da participação dos autores
deste artigo no projeto RIVED/MEC (Rede Interativa Virtual de Educação). Apresentamos o
desenvolvimento de Objetos de Aprendizagem (OAs) [1], [2] para o ensino de Trigonometria, a
serem utilizados, principalmente, por alunos da primeira série do ensino médio. A equipe
interdisciplinar, composta por professores e alunos dos departamentos de matemática e ciência
da computação da UFOP, trabalhou de forma integrada cumprindo as seguintes etapas: a
confecção do design pedagógico [9] sobre o tema a ser tratado, a modelagem da
interface/interação que detalha o formato e as ações presentes no objeto, a implementação dos
objetos propriamente ditos, a elaboração do Guia do Professor, para auxiliá-lo na utilização dos
objetos em sala de aula e, finalmente, a avaliação dos objetos construídos.
Palavras-chave: RIVED, Objetos de Aprendizagem, Trigonometria, Processo de Desenvolvimento.
Área temática: Sistemas de gestão do conhecimento (e-learning).
1. Introdução
O trabalho de desenvolvimento de OAs
esteve inserido em um projeto maior,
denominado ”Inclusão digital baseada na
Educação e Pesquisa” [3], coordenado pelo
professor do Departamento de Física da
UFOP, Américo T. Bernardes, e que seguiu
uma política educacional do MEC. O projeto
de inclusão digital teve por objetivo o
desenvolvimento de ações contínuas de: (a)
desenvolvimento institucional; (b) suporte e
apoio para implementação de uma política de
desenvolvimento
de
sistemas;
(c)
desenvolvimento de metodologia de ensinoaprendizagem e instrumentos pedagógicos;
(d) prospecção de novas tecnologias; (e)
desenvolvimento de conteúdos para diversas
mídias; (f) capacitação e qualificação de
profissionais para a produção multidisciplinar
de tecnologia educacional, para sua gestão e
uso crítico e criativo; (g) promoção de estudos
e pesquisas, bem como acompanhamento
das tendências e (h) o desenvolvimento de
tecnologias e metodologias para a educação
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a distância no país e no exterior. O projeto
RIVED/UFOP(2), descrito em linhas gerais na
seção 2 integrou-se ao projeto maior [3]
principalmente através da ação (c) descrita
acima.
Nas seções seguintes apresentamos: uma
descrição do Projeto RIVED/UFOP, a
elaboração do Design Pedagógico, a
Modelagem
da
interface/interação,
a
implementação
dos
Objetos
de
Aprendizagem(3), a elaboração do Guia do
Professor, alguns exemplos ilustrativos de
objetos desenvolvidos e os instrumentos de
avaliação
utilizados.
Finalmente,
são
apresentadas as principais conlcusões e
sugestões para trabalhos futuros.
2. O Projeto RIVED/UFOP
Para a execução da ação (c) do Projeto
de Inclusão Digital descrito na seção 1, foram
selecionadas oito equipes de diversas
instituições de ensino do país, além da equipe
da UFOP, composta por dois professores
orientadores e cinco alunos dos
España, 14-18 junio 2008
departamentos de matemática e computação
desta instituição. A implementação da ação
(c) foi dividida em duas fases: (1) capacitação
de alunos e professores e (2) construção dos
Objetos de Aprendizagem. Na fase (1), todas
as equipes participaram de um curso sobre
“Como Construir Objetos de Aprendizagem,
segundo a metodologia RIVED”. Esse curso
foi realizado totalmente a distância usando-se
a plataforma E-Proinfo e sob a coordenação
do Ministério da Educação. Nesta fase a
equipe construiu OAs como parte integrante
das atividades propostas pelo curso. Os
objetos construídos nesta fase, hoje fazem
parte dos dois módulos educacionais
completos [1], [2], já publicados na página do
Rived. Cada uma das etapas envolvidas na
construção dos objetos é descrita nas seções
seguintes.
3. Elaboração do Design Pedagógico
De acordo com [7] e [9]
“o Design Pedagógico é um
documento que descreve, em linhas
gerais, as idéias dos autores para um
determinado módulo. Ele traz os
objetivos educacionais, o tema central
e
as
atividades/estratégias
de
aprendizagem para o aluno. A
elaboração do design pedagógico é a
tarefa inicial no processo de
desenvolvimento de um módulo
educacional, e permite a equipe
pedagógica fazer um esboço das
atividades de ensino/aprendizagem”.
As principais atividades envolvidas nesta
fase foram: a escolha dos tópicos abordados
nos OAs, o escopo do módulo, a definição
dos níveis de interatividade dos objetos e a
definição das diversas atividades do módulo.
A escolha dos tópicos dos OAs
produzidos pela equipe UFOP foram: as
aplicações da trigonometria em problemas do
mundo real; a reprodução dos gráficos das
funções trigonométricas a partir do círculo
trigonométrico e a ilustração geométrica de
algumas
propriedades
das
funções
trigonométricas. O motivo da escolha desses
tópicos deveu-se ao fato de estes temas
serem abstratos e de difícil compreensão e
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assimilação pela maioria dos estudantes do
ensino médio.
Para cada atividade do módulo, algumas
perguntas
importantes
sugeridas
pela
coordenação do projeto RIVED foram
respondidas (Figura 1). Essas perguntas
ajudaram a equipe RIVED/UFOP a fazer uma
avaliação inicial dos OAs que estavam sendo
concebidos.
1. Considere cada idéia para as atividades. Ela
ensina apenas um conceito? Ela pode ensinar
3 ou 4 conceitos se abordados em outras
perspectivas (a atividade pode ser reutilizada
num contexto diferente?).
2. As atividades permitem espaço para serem
exploradas além das fronteiras de suas idéias
originais? Ou os alunos estão confinados a
um caminho pré-determinado?
3. Como as atividades devem ser conduzidas e
organizadas (que contexto, individualmente
ou em grupo)?
4. Como os alunos serão motivados a fazer as
atividades?
5. Como os resultados das atividades serão
avaliados?
6. Caso existam, quais as questões para
reflexão, ou questões intrigantes ou
provocativas que se aplicam a cada
atividade?
7. Que benefícios as atividades no computador
vão trazer para os alunos em oposição às
aulas tradicionais e livros texto?
8. Quem mais pode se interessar por este
módulo? (Considere os professores de sua
área de outras séries, professores de outras
áreas, instrutores de treinamento de
empresas)
Figura 1 – Perguntas do Design Pedagógico para
avaliação inicial das atividades dos OAs [7]
4. Modelando a interface/interação
A obtenção de bons objetos interativos
depende da habilidade da equipe produtora
de entender e avaliar – e conseqüentemente
melhorar – o produto durante o processo de
desenvolvimento.
Este
entendimento
depende, em grande parte, da forma como o
projeto do objeto está representado. A
necessidade de técnicas de representação
efetivas (tais como roteiros, árvores de
menus, storyboards etc) é fundamental no
España, 14-18 junio 2008
desenvolvimento de software que envolve
grupos interdisciplinares de trabalho para a
produção de objetos.
Devido à natureza interdisciplinar do
projeto dos OAs, os roteiros e as árvores se
menus serviram como importantes veículos
de comunicação entre as pessoas envolvidas
no projeto, e não somente aos programadores
dos objetos.
checagem de consistência, completude,
ambigüidade e redundância [4]. Na Figura 3
apresentamos a estrutura final de um dos
módulos desenvolvidos por nossa equipe.
Esta estrutura foi modelada através de uma
árvore de menus.
4.1. Construção de Roteiros
Para a modelagem de objetos, a equipe
coordenadora do RIVED sugere a construção
de roteiros. Segundo [7], “o roteiro é um
instrumento essencial para o planejamento de
qualquer produção multimídia ou de vídeo. A
elaboração do roteiro ajuda a visualizar o
produto final e pode reduzir frustrações e o
tempo de produção. Além de mostrar as telas
individuais (cenas no caso de vídeo), o roteiro
também mostra as seqüências de telas. Por
isso pode-se dizer que ele funciona, para a
equipe de produção, como um mapa do que
se quer produzir”. A Figura 2 a seguir ilustra
um roteiro para um dos objetos desenvolvidos
por nossa equipe:
Figura 2: Exemplo de roteiro de um dos OAs produzidos
4.2. Árvores de Menus
Para muitas aplicações, uma árvore de
menus é uma boa forma de representar um
conjunto de opções. Como técnica de
especificação de interface ela é bastante
poderosa, pois apresenta de forma resumida
aos usuários, projetistas, programadores e
outras pessoas da equipe, a estrutura
completa e detalhada do sistema. Uma árvore
de menus apresenta a estrutura dos menus
por inteiro, de uma só vez, facilitando a
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Figura 3 – Estrutura da árvore de menus de um dos
módulos desenvolvidos
5. Implementação dos OAs
Os objetos foram implementados no
ambiente Macromedia Flash 8.0, utilizando-se
da linguagem Action Script 2.0. A nossa
equipe seguiu o modelo de documentação de
código proposto pela Macromedia [6].
Durante o desenvolvimento, a equipe de
programadores utilizou o OriOn [5], um
ambiente virtual de discussão, para registro
das alterações no código dos objetos que
estavam sendo desenvolvidos. Esse tipo de
registro é de fundamental importância na
captura do design rationale da construção dos
objetos e na integração final dos objetos
construídos.
É importante lembrar também que os
objetos desenvolvidos seguem os padrões
visuais definidos pelo RIVED [7].
6. Elaboração do Guia do Professor
O “Guia do Professor” é um manual útil de
orientação na navegação correta e completa
dos módulos. Ele auxilia o professor na
condução das atividades que os alunos
deverão executar, dando suporte tanto
pedagógico quanto operacional. De acordo
com [7], “o guia do professor, além de sugerir
a condução da atividade em sala, também
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tem o propósito de enriquecer a formação do
professor. Nesse sentido este documento não
se limita a instruções básicas de como utilizar
a atividade, mas vai além oferecendo apoio
com um aprofundamento das questões de
conteúdo e pedagogia”.
Os autores das atividades, ao elaborarem
as estratégias de aprendizagem, antecipam
as possíveis reações que os alunos poderão
apresentar ao interagir com o material. Dessa
forma, para facilitar o trabalho do professor
com os alunos, os autores previnem o
professor sobre concepções errôneas mais
comuns e oferecem no guia estratégias e
rotas de aprendizagem alternativas [7].
7. Exemplos
interatividade
de
OAs:
conteúdo
e
A nossa equipe desenvolveu dois módulos
educacionais completos, ambos abordando o
tema de Trigonometria. No primeiro módulo
são apresentadas as noções básicas de arcos
e ângulos; o círculo trigonométrico; as
definições das funções trigonométricas
fundamentais (seno, cosseno e tangente) e
seus respectivos gráficos. Além da exposição
teórica, estão incluídas também atividades de
verificação de aprendizagem para o aluno. No
segundo módulo são exploradas algumas das
principais
propriedades
das
funções
trigonométricas que abordam os conceitos de
amplitude e período que serão amplamente
utilizados na construção de gráficos de ondas
senoidais, um assunto com larga aplicação
em problemas do mundo real. Neste segundo
módulo também foram incluídas algumas
atividades de verificação de aprendizagem.
Todas as atividades, de ambos os módulos,
são abordadas e ilustradas através de figuras,
gráficos, textos, imagens, animações e
simulações que facilitam a compreensão e
possibilitam ao aluno a exploração dos
conceitos através de uma interatividade
dinâmica que permite não somente a
realização das atividades propostas, mas
também a verificação das tarefas através de
janelas de feedback.
A seguir, descrevemos a interatividade do
aluno com uma das telas do primeiro módulo
(Figura 4). Nesta tela, o aluno trabalha com a
construção do gráfico de y = sen x.
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Figura 4: Construção do gráfico da função y = sen x
Inicialmente, são exibidas na tela a “tarefa
a ser realizada”, o “círculo trigonométrico” e o
“sistema cartesiano de eixos xOy”. Também é
apresentado no canto superior direito da tela
o ícone
, que possibilita ao usuário obter
ajuda sobre a realização da tarefa.
No exemplo específico, a tarefa trata-se
do movimento de um ponto P (ponto em
destaque sobre o círculo na parte esquerda
da Figura 4) que se encontra inicialmente
sobre o ponto A do círculo trigonométrico.
Mais precisamente, clicando-se com o botão
esquerdo do mouse sobre o ponto P e
arrastando-o
ao
longo
do
círculo
trigonométrico, sem liberar o botão, o gráfico
de y = sen x vai sendo construído
simultaneamente no sistema de eixos
coordenados xOy (curva em destaque na
parte direita da Figura 4). Se o ponto for
movido no sentido anti-horário (como é o caso
apresentado na tela da Figura 4), o gráfico
será construído para valores positivos de x e,
se for movido no sentido contrário, o gráfico
será construído para valores de x < 0. Após
liberar o botão do mouse o ponto pára de se
mover, a construção do gráfico é interrompida
e uma janela de feedback aparece na tela
comentando a interpretação dos resultados
obtidos pela atividade realizada.
A seguir, apresentamos uma outra tela
(Figura 5) pertencente ao segundo módulo. O
objetivo dessa atividade é o de verificar se o
aluno aprendeu os conceitos de amplitude e
período da função y = a tan (mx). Nesta tela,
são apresentados quatro gráficos de y = a tan
(mx), cada um com diferentes valores para a
em
España, 14-18 junio 2008
aluno ainda não tiver acertado, a solução do
problema é apresentada e o aluno é remetido
novamente à tela da Figura 5 para prosseguir
com as atividades com um próximo exemplo.
8. Avaliação dos OAs
Figura 5: Tela de verificação de aprendizagem
de y = a tan (mx)
A tarefa do aluno consiste em determinar
quais os valores corretos de a e m para cada
um dos gráficos apresentados. Para isto, ele
deverá clicar sobre cada um deles. Depois de
selecionado o gráfico, uma nova tela (Figura
6) é apresentada com mais detalhes do
gráfico escolhido e ampliado.
A avaliação é uma etapa essencial no
processo de desenvolvimento de um sistema
interativo. Mesmo que as etapas anteriores no
ciclo de desenvolvimento sejam realizadas
cuidadosamente,
somente
através
de
avaliação é que obtemos indicações do grau
de sucesso do produto resultante [4].
Existem diversos métodos de avaliação
de interfaces de usuário, cada qual
produzindo certos tipos de resultados. Dentre
as características que permitem selecionar o
método mais adequado para um projeto,
estão, além de prazo e custo, o número
mínimo necessário de especialistas e
usuários e a configuração do ambiente físico
e equipamentos necessários para se fazer a
avaliação.
Neste trabalho, são propostos três tipos
de avaliação: (i) checklist a ser respondido
por especialistas, (ii) testes com usuários
finais e (iii) rubrica de avaliação para a equipe
produtora dos objetos.
8.1. Checklist de Avaliação dos OAs
Figura 6: Detalhes do gráfico selecionado na Figura 5
Após a análise do gráfico, o aluno deve
fornecer os valores escolhidos para a e m nos
locais indicados e em seguida clicar no botão
“Verificar”. Uma janela de feedback então
aparece na tela comentando se o aluno
acertou ou não. Se ele acertou, a tela com os
quatro gráficos (Figura 5) aparece novamente
para que o aluno prossiga com a tarefa, desta
vez clicando sobre um novo gráfico. Se o
aluno errou, uma outra janela de feedback
aparece aconselhando-o a uma nova
tentativa. Se ao final da terceira tentativa o
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Neste tipo de avaliação, especialistas
utilizam uma lista de itens que devem ser
inspecionados no objeto (sem realizar testes
com usuários) numa tentativa de prever os
problemas que usuários típicos do sistema
provavelmente terão ao utilizar o sistema.
Para isto elaboramos um checklist para a
avaliação tanto do conteúdo pedagógico
quanto da interface/interação dos objetos.
Como exemplos de itens de avaliação
adotados em nosso checklist citamos: (1)
organização dos dados nas telas, (2)
disposição das janelas de instruções de
atividades, de mensagens de erro, de ajuda e
de feedback, (3) navegabilidade, (4)
disponibilidade de outros links referentes ao
assunto abordado, (5) eficácia dos botões de
ajuda para solucionar problemas na
realização de tarefas, (6) existência de cores
e animações que facilitam a aprendizagem do
España, 14-18 junio 2008
conteúdo, (7) existência de interatividade na
construção dos conceitos e (8) motivação.
8.2. Avaliação dos OAs com usuários
finais
A primeira versão de um dos objetos que
trata da função seno foi avaliada inicialmente
através de entrevistas e questionários
aplicados a um conjunto de alunos com idade
escolar entre 1° e 2° anos do Ensino Médio,
residentes na cidade de Ouro Preto – MG.
Primeiramente foi aplicada uma série de
testes com os usuários, em que eles
utilizaram o aplicativo de forma livre através
somente de seus próprios conhecimentos e
de informações que o aplicativo oferecia
(meios de interação, ajuda, textos, menus e
botões etc.), sem qualquer interferência dos
avaliadores. Após este estágio, os usuários
responderam a um questionário de múltipla
escolha sobre os principais aspectos do
aplicativo em questão. Em seguida, foram
realizadas
entrevistas,
devidamente
gravadas, com os usuários, onde foram feitas
perguntas abertas sobre o sistema.
O questionário teve o objetivo de observar
a opinião dos usuários quanto aos seguintes
aspectos:
1. Conteúdo didático oferecido.
2. Questões visuais (cores, imagens, etc)
e design.
3. Interatividade oferecida ao usuário.
4. A Ajuda disponibilizada pelo aplicativo.
5. Navegabilidade.
Na entrevista, foram feitas as seguintes
perguntas abertas:
1. Quais as dificuldades que você
encontrou durante a utilização do
OA?
2. O que você acha que pode ser
melhorado?
3. Você encontrou algo que achou
desnecessário e que poderia ser
retirado do OA?
Os principais problemas apontados nos
testes com os usuários foram: excesso de
texto na página inicial do objeto avaliado; falta
de indicação clara de quais as partes dos
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gráficos que deveriam ser manipuladas; falta
de indicação de quais informações de entrada
eram requeridas; problemas de percepção e
falta de padronização de alguns elementos
gráficos (por exemplo, o botão “Continuar”).
Todos esses problemas identificados foram
levados em consideração no momento do
redesign do OA em questão.
8.3. Rubrica de Avaliação dos OAs
As rubricas de avaliação são critérios
adotados pela coordenação do projeto RIVED
para avaliação dos objetos. Estas rubricas
também podem ser utilizadas pelas equipes
produtoras para avaliação dos OAs durante o
processo de produção.
Os principais itens da rubrica de avaliação
do processo de produção são os aspectos
pedagógicos, técnicos e o guia do professor.
Uma outra rubrica também pode ser
utilizada pela equipe para avaliar o produto
final. Os principais critérios de avaliação são:
consistência com o design pedagógico, tema
da atividade, quantidade do conteúdo coberto,
consistência com o roteiro planejado,
interatividade,
layout
e
navegação,
adequação do uso de diferentes formatos de
informação para aprendizagem, padrões
visuais do RIVED, instruções, motivação e
scaffolding.
9. Conclusões e Trabalhos Futuros
Apresentamos neste artigo um resumo
das atividades envolvidas no processo de
desenvolvimento
de
Objetos
de
Aprendizagem
realizadas
pela
equipe
RIVED/UFOP.
O
nosso
enfoque
foi
apresentar
as
diversas
atividades,
exemplificando-as
com
alguns
dos
subprodutos obtidos em cada uma delas.
É importante enfatizar que um dos
principais resultados da nossa experiência de
participação no projeto foi a catalogação e
inserção dos nossos módulos educacionais
completos em um repositório maior ([1] e [2])
que contempla outros objetos em diversas
áreas. Esses módulos poderão ser utilizados
sozinhos ou em conjunto, dentro de um
planejamento pedagógico, por professores e
alunos de todo o país. Um outro resultado
España, 14-18 junio 2008
importante diz respeito à formação de
recursos humanos, com a configuração de
uma equipe na UFOP que está apta a
produzir
novos
objetos
segundo
a
metodologia RIVED.
As principais sugestões de continuidade
deste trabalho incluem:
 Avaliação mais detalhada dos objetos
desenvolvidos,
usando
outros
métodos de inspeção e testes com
usuários finais [4].
 Aplicação completa dos dois módulos
construídos em mais escolas dos
municípios de Ouro Preto (MG),
Mariana (MG) e regiões vizinhas.
 Inclusão de aspectos de acessibilidade
nos
objetos
desenvolvidos,
promovendo a inclusão digital e
permitindo um alcance maior dos
objetos.
 Inclusão no módulo de problemas
desafiadores que motivem os alunos a
utilizarem os objetos.
 Criação de uma disciplina no
DECOM/DEMAT
sobre
o
desenvolvimento de Objetos de
Aprendizagem
baseado
na
metodologia RIVED.
Agradecimentos
Aos discentes Fernando Pereira de
Oliveira, Leandro Jesus Duéli, Renato Vieira
Silva e Vinícius Henrique Mol, bolsistas do
programa RIVED/UFOP.
Notas
(1)
Projeto financiado parcialmente com
recursos provenientes da Secretaria de
Educação a Distância do Ministério da
Educação.
(2)
O RIVED (Rede Interativa Virtual de
Educação) [8] é um programa da Secretaria
de Educação a Distância - SEED, que tem por
objetivo a produção de conteúdos
IX Encuentro Internacional Virtual Educa Zaragoza
pedagógicos digitais, na forma de Objetos de
Aprendizagem.
De acordo com [7], “...um Objeto de
Aprendizagem para o RIVED pode ser uma
única atividade ou pode ser um módulo
educacional completo. Esses módulos são
formados por um conjunto de estratégias e
atividades, para aplicação em sala-de-aula,
elaboradas para promover a aprendizagem de
uma unidade curricular ou temática. Utilizando
a internet, o módulo traz variados formatos de
apresentação de conteúdos (textos, imagens,
animações, simulações) que facilitam a
compreensão e possibilitam ao aluno a
exploração dos conceitos”.
(3)
(4)
www.orion.iceb.ufop.br,
ambiente
desenvolvido
no
Departamento
de
Computação da UFOP.
Referências Bibliográficas
[1] Pimentel, F.R.; da Silva, E.J.; Pereira,
F.O.; Dueli, L.J.; Silva, R.V.; Mol, V.H.–
Mundo da Trigonometria (Matemática –
Funções Trigonométricas – Conceitos
Fundamentais) – Publicado em 2007 no
site
do
Rived/MEC:
http://rived.mec.gov.br/site_objeto_lis.php
[2] Pimentel, F.R.; da Silva, E.J.; Pereira,
F.O.; Dueli, L.J.; Silva, R.V.; Mol, V.H. –
Funções Trigonométricas (Matemática –
Funções Trigonométricas – Propriedades)
– Publicado em 2007 no site do
Rived/MEC:
http://rived.mec.gov.br/site_objeto_lis.php
[3] Bernardes, A.T., Inclusão Digital baseada
na Educação e Pesquisa. Projeto
Acadêmico. UFOP. Dezembro 2005.
[4] da Silva, E. J. Sistemas Interativos,
Departamento de Computação, Editora
UFOP, 2006.
[5] da Silva, E. J., Abreu, M. H. D., da Silva,
R.F., A Construção Coletiva de uma
Comunidade Online de Conhecimento. In:
XV Congresso da Sociedade Brasileira de
España, 14-18 junio 2008
Informática na Educação, Manaus – AM,
Novembro 2004.
[6] Flash 8 Best Practices. Disponível online
em
http://www.adobe.com/devnet/flash/article
s/flash8_bestpractices_print.html (acesso
em: 03/02/2007)
[7]
RIVED: Rede Interativa Virtual de
Educação. Curso de Capacitação “Como
Construir Objetos de Aprendizagem
segundo
a
Metodologia
RIVED”,
www.eproinfo.mec.edu, abril a setembro
de 2006.
[8]
RIVED: Rede Interativa Virtual de
Educação.
Disponível
online
em
http://rived.proinfo.mec.gov.br (acesso em:
03/11/2006).
[9] Nascimento, A.C.A. – Princípios de design
na elaboração de material multimídia para
a Web – Projeto RIVED – Ministério da
Educação
–
www.rived.mec.gov.br/artigos/multimidia.
pdf
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