diálise peritoneal e o cuidado de enfermagem

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Trabalho Submetido para Avaliação - 14/05/2012 22:50:00
DIÁLISE PERITONEAL E O CUIDADO DE ENFERMAGEM
MARIANA ANTUNES JANK ([email protected]) / Enfermagem/ Centro universitário Franciscano
(UNIFRA), Santa Maria - RS
NATHANY MELLO DE AVILA ([email protected]) / Enfermagem/ Centro universitário Franciscano
(UNIFRA), Santa Maria - RS
ADRIANE BELCHOR CAUDURO ([email protected]) / Enfermagem/ Centro universitário Franciscano
(UNIFRA), Santa Maria - RS
ANDRESSA ARRUDA DO NASCIMENTO ([email protected]) / Enfermagem/ Centro
universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria - RS
GRASSELE DENARDINI FACIN DIEFENBACH ([email protected]) / Enfermagem/ Centro universitário
Franciscano (UNIFRA), Santa Maria - RS
ORIENTADOR: CAMILLA PAYNES VARGAS ([email protected]) / Enfermagem/ Centro
universitário Franciscano (UNIFRA), Santa Maria-RS
Palavras-Chave:
Diálise peritoneal; Insuficiência renal crônica; Enfermagem.
INTRODUÇÃO- Pacientes com insuficiência renal crônica apresentam alterações na estrutura e função
muscular, associadas a um conjunto de sinais e sintomas conhecidos como miopatia urêmica. Essa
síndrome pode se manifestar pela atrofia, fraqueza muscular proximal predominante nas pernas¹. Dentre os
tratamentos para portadores de insuficiência renal, cita-se a Diálise Peritoneal Continuada Ambulatorial
(DPCA), que consiste em uma técnica de infusão de líquido de diálise na cavidade abdominal do paciente,
favorecendo a depuração do sangue por meio da membrana peritoneal, com a finalidade de remover
substâncias que necessitam ser eliminadas pelo organismo. Para realizar a DPCA, o paciente necessita de
um treinamento, geralmente desenvolvido pela enfermeira do serviço de diálise, para que o mesmo sinta-se
autônomo e capacitado para a troca das bolsas de diálise, realiza-se pelo paciente e/ou familiar em seu
domicílio². OBJETIVO: Refletir a assistência da equipe de enfermagem para uma assistência de qualidade ao
paciente com insuficiente renal. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, que tem como
propósito fornecer fundamentação teórica ao trabalho, bem como a identificação do estágio atual do
conhecimento referente a temática³, realizada no período de março a abril de 2012 em periódicos, bases de
dados e livros. Foram incluídos trabalhos que tivessem como descritores a Diálise peritoneal; Insuficiencia
renal crónica; Enfermagem, sendo excluídas teses e dissertações. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Apesar
de característico os sinais e sintomas da doença renal, o diagnóstico pode ocorrer tardiamente, uma vez que,
o paciente na maioria dos casos procura um serviço médico-hospitalar em fase avançada, sendo a técnica
de diálise e hemodiálise já indispensáveis para conservação da vida. Nos últimos 20 anos desenvolveram-se
a máquina cicladora4, e a diálise peritoneal se transformou em uma solução prática para o tratamento assim
tornando-se uma opção eficaz e cômoda para o paciente. O paciente e sua família podem ser os
protagonistas do tratamento, pois como a dialise peritoneal é feita em sua residência a responsabilidade dos
cuidadores é grande juntamente com a equipe de enfermagem que aplica todo o treinamento e instruções
sobre a importância desse tratamento e a responsabilidade depositada a ele, habilitando o cuidador e
trabalhando lado a lado com a teoria do autocuidado5. Assim, após o tratamento ser indicado e iniciado,
periodicamente são realizadas consultas médicas e de enfermagem, a fim de avaliar o estado de saúde o
tratamento e se o paciente está conseguindo se adaptar, tirando dúvidas e dando a assistência necessária
para que o paciente e a família sintam-se seguros. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A possível resistência dos
pacientes e as complicações que muitas vezes ocorrem ao longo do tratamento afirmam o quanto é
importante um tratamento especializado, interdisciplinar e a integralidade da equipe que tem a função de
motivar e proporcionar uma melhor qualidade de vida, despertando as habilidades manuais e independência
de maneira eficaz e segura ao paciente. Dessa forma, ressalta-se que a equipe de saúde deve
constantemente estar atualizada, para compartilhar as informações com o paciente e família, diminuindo
assim os agravantes e atenuantes do seu tratamento, pois esse momento é de grande fragilidade para os
clientes no qual a postura e o conhecimento do profissional tem extrema relevância. Sendo assim ao longo
do tratamento, e após a equipe construir um vinculo com o paciente e sua família, na maioria das ocasiões o
mesmo abandona a ideia de morte e passa ter um melhor entendimento, sabendo a relação entre doença
renal crônica e dialise peritoneal, alcançando assim uma melhor qualidade de vida.
REFERÊNCIAS:
1.Moreira P; Barros E.; Atualização em fisiologia e fisiopatologia renal: Bases fisiopatológicas e miopatia da
insuficiência renal crônica. ; Jornada brasileira de nefrologia.; 22; 201 - 208; 2000.
2.Kusumota L; Rodrigues APR; Marques S.; Idosos com insuficiência renal crônica: alterações do estado de
saúde.; Rev. Latino-Am. Enfermagem; 12; 525 - 532; 2004.
3.Gil AC.; Como elaborar projetos de pesquisa.; reimpr. São Paulo: Atlas; 4; 12; 2009.
4.Abrahão SS; Ricas J; Andrade FD; Pompeu FC; Chamahum L; Araújo TM; Silva JMP; Nahas C; Lima EM.;
Estudo descritivo sobre a prática da diálise peritoneal em domicílio. ; Jornada brasileira de nefrologia; 32; 45 50; 2010.
5.Figueiredo AE; Kroth LV; Lopes MH.; . Diálise peritoneal: educação do paciente baseada na teoria do
autocuidado.; Sci. med.; 15; 198 - 202; 2005.
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