Descoberto primeiro planeta que sobreviveu à `morte` do seu Sol

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revelados com raios de luz 10 mil milhões de vezes mais
brilhantes do que o Sol. É uma nova ferramenta britânica,
a fonte de luz de diamante, dada a conhecer na Feira da
Ciência em York .
A Fundação Calouste Gulbenkian e os
Cientistas Portugueses na Europa
Descoberto primeiro planeta que sobreviveu à 'morte' do seu Sol
:: 2007‐09‐12
FLAD and the Portuguese Scientists in
America
Uma equipa internacional de
astrónomos descobriu pela
primeira vez um planeta gasoso
em órbita à volta de uma estrela
velha, perto do fim da sua
evolução, permitindo antever
qual o destino da Terra daqui a
cinco biliões de anos.
Portuguese Science
Conselho Científico
Os cientistas e as suas fotos
A descoberta da equipa liderada
por Roberto Silvotti, do INAF ‐
Observatório Astronómico de
Capodimonti, Nápoles, Itália, é
publicada na revista Nature,
permitindo prever o que poderá
acontecer à Terra, assim que o
Sol tiver esgotado o combustível
no seu núcleo e se tornar numa
estrela gigante vermelha.
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Opinião
Quem tem medo do
lobo mau? Por Vicente
Martins
Com uma idade de
cerca de 10 biliões de
anos, o planeta
chamado 'V 391 Pegasi
b' é o primeiro planeta
detectado a orbitar à
volta de uma estrela
gigante vermelha e um
dos mais velhos
planetas descobertos de
sempre. As gigantes
vermelhas são estrelas
que anteriormente
tinham um tamanho
equivalente ao do Sol
(até quatro vezes a
massa solar), mas
esgotaram o hidrogénio
existente no seu
Roberto Silvotti pensa que a Terra não sobreviverá a expansão do Sol
núcleo.
Já há mais de duzentos planetas extra‐sistema solar conhecidos, mas este agora
descoberto por Roberto Silvotti e pelos 22 astrónomos da equipa que assina o artigo
na Nature é o primeiro a sobreviver à fase de gigante vermelha, uma das mais
dramáticas fases da evolução da sua estrela mãe. A sobrevivência do 'V 391 Pegasi b'
ocorreu apesar de o planeta e a sua estrela terem uma distância orbital que é
apenas 1,7 vezes a separação média entre a Terra e o Sol.
Uma fase gigante vermelha
Durante uma fase gigante vermelha, as estrelas, após terem esgotado o hidrogénio
existente no núcleo, experimentam uma expansão enorme (com o respectivo volume
aumentado por um factor de alguns milhões), fazendo com que facilmente alcancem
e engulam os planetas próximos. "O mesmo acontecerá ao Sol", diz Roberto Silvotti.
"Quanto aos planetas do Sistema Solar, esperamos que Mercúrio e Vénus
desapareçam na cintura do sol, enquanto que Marte deve sobreviver", realça. "O
destino da Terra é menos claro, porque a sua posição está no limite: parece mais
provável que a Terra não sobreviva a qualquer expansão gigante vermelha do
Sol, mas isso não é certo", explica.
Tudo isto não é para já: acontecerá daqui a aproximadamente cinco biliões de anos,
altura em que a Terra será mais ou menos da mesma idade que o 'V 391 Pegasi b',
isto é, terá dez biliões de anos. Esta idade faz do gigante gasoso 'V 391 Pegasi b',
com uma massa que é pelo menos três Júpiter, um dos planetas mais velhos
descobertos de sempre.
Muito pouco comum é também a sua estrela mãe, a 'V 391 Pegasi' (da qual o planeta
herdou o nome, com um 'b' extra que indica que se trata de um corpo secundário). A
'V 391 Pegasi' tem uma temperatura de superfície perto dos 30.000 graus e é a
estrela mais quente entre aquelas que são cercadas por um sistema planetário. É tão
quente que os investigadores acreditam que a temperatura de superfície do planeta
descoberto poderá rondar os 200 graus Celcius, apesar da sua distância orbital
relativamente grande.
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