música como instrumento psicopedagógico para

MÚSICA COMO
INSTRUMENTO
PSICOPEDAGÓGICO PARA
INTERVENÇÃO COGNITIVA
Fabiano Silva Cruz
Educador Musical/ Psicopedagogo
([email protected])
APRESENTAÇÃO
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Fabiano Silva Cruz
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Graduado em composição e arranjo musical
Graduado em educação musical
Pós graduado em práticas interpretativas
Pós graduado em psicopedagogia
Professor de música (infantil ao médio);
psicopedagogo clínico; pesquisas sobre
reabilitação cognitiva com a música como
ferramenta.
MÚSICA E DESENVOLVIMENTO - EXPRESSÃO
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Um indivíduo vive rodeado de sentimentos,
instintos, desejos; e as artes, como meio de
linguagem intermediária, facilitam a exteriorização
desses sentimentos como expressão de sua leitura do
mundo.
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Expressar musicalmente: compreender os signos
musicais e saber trabalhar esses em uma
linguagem própria.
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Adquirimos compreensão dos elementos musicais
com a experiência de ouvir os objetos sonoros,
interiorizando esses elementos.
MÚSICA E DESENVOLVIMENTO – OS ANOS INICIAIS
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O ambiente familiar é o primeiro contato da criança
com os objetos sonoros; a criança começa a se
desenvolver por meio dos sons, os quais ela tem
como forma de interação com o ambiente.
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A natureza musical então potencializada por meio
da afetividade, sendo que a expressão como forma
de comunicação ao mundo se desenvolve de uma
maneira sensível e pessoal de cada indivíduo.
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Auxilia na alfabetização;
Auxilia no desenvolvimento cognitivo e
lógico-matemático;
Auxilia no desenvolvimento motor;
Auxilia na relação intrapessoal, extrapessoal
e sócio-cultural.
MÚSICA – UMA VISÃO
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Música: um processo de comunicação e
expressivo próprio do ser humano.
Fenômeno temporal que une passado,
presente e futuro em sua execução; o
indivíduo trabalhar simultaneamente sua
memória e imaginação a partir da
compreensão histórica, cultural e social
do meio.
A dimensão funcional da música é feita
pelo seu uso comunicativo transmitindo
valores a alguém.
RELAÇÃO MÚSICA E FATORES HUMANOS
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Cognitivo: raciocínio prevendo mudanças
sonoras, formas musicais, relacionar sons
com
letras
e
palavras;
aumenta
o
desenvolvimento auditivo.
Afetivo/ emocional: desenvolvimento dos
fatores afetivos, expressando com clareza
em várias situações; aproxima os laços com
familiares, amigos e ambiente que mora e
frequenta.
Psicomotor: auxilia a desenvolver questões
espaciais e temporais.
Sócio-cultural: interação com diferentes
culturas e pessoas.
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A música envolve uma integração entre seus
elementos
(ritmo,
melodia,
formas)
e
a
funcionalidade do cérebro
A estimulação sonora pode refletir em questões
fisiológicas como a orientação espaço-temporal, na
atenção, na memória, nos pulsos elétricos cerebrais.
Atua diretamente na afetividade, controlando nossos
impulsos, emoções e motivações.
Atua dentro das percepções integradas, trabalhando a
audição em conjunto com outros sentidos, levando a
lembranças e memórias
Sendo considerada como um tipo de linguagem,
ajuda nas funções da construção e desenvolvimento
da linguagem, seja oral ou corporal
O DESENVOLVIMENTO MUSICAL
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Sensorial (0 a 3 anos) – respostas a impressividade do som,
particularmente ao timbre
Manipulativo (4 a 5 anos) – interesse no manuseio de
instrumentos; estabelecimento de pulso regular; começo de
manipular elementos musicais
Expressividade pessoal (4 a 6 anos) – aparecimento da
expressão pessoal; ideias musicais espontâneas e
diversificadas
Vernacular (7 a 8 anos) – aparecimentos de padrões;
organização métrica e rítmica, absorção de ideias musicais
de outras fontes
Especulativo (9 a 11 anos) – compreensão maior dos
elementos
musicais;
exploração
das
possibilidades
estruturais
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Idiomático (12 a 14 anos) – estruturas se tornam mais firmes
e reconhecíveis; o controle técnico, expressivo e estrutural é
estabelecido de maneira mais confiável
Simbólico (15 anos) – consciência do poder afetivo da
música; reflexões sobre a atuação musical
Sistemático – capaz de refletir e ser discursiva sobre a
experiência musical; pesquisas e estudos de novos sistemas
composicionais; teorização musical
MÚSICA E CÉREBRO
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A atividade musical não atua somente em um campo cerebral, e sim
atua no cérebro como um todo:
• Córtex motor – Regula o movimento (acompanhar o ritmo com os
pés/
dançar e tocar);
• Córtex pré-frontal – criação de expectativas; satisfação ou decepção
delas;
• Córtex sensório – “Feedback” tátil ao tocar instrumento e dançar;
• Córtex auditivo – Primeiros estágios da audição/ percepção e análise
de tons;
• Cerebelo – Movimento rítmico; reações emocionais à música;
• Corpo caloso – liga os hemisférios (direito e esquerdo);
• Hipocampo – Memória, experiência e contextos musicais;
• Núcleo acumbente – Regulação do humor (dopamina) e coordenação
dos
movimentos;
• Córtex visual – Ler música, ver os movimentos de quem executa
instrumento.
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Com o conhecimento do desenvolvimento
funcional do cérebro que compreendemos
as alterações que o cérebro sofre, como no
caso
de
disfunções
cognitivas
e
comportamentais adquiridas por meio de
lesões, doenças ou mal desenvolvimento
cerebral
Investigação
das
funções
corticais
superiores, como a atenção, a memória, a
linguagem, a percepção
Cérebro: funcionalidade como um todo,
onde as áreas são interdependentes e
inter-relacionadas; a integração das áreas
cerebrais - sistema funcional
MÚSICA E AS FUNÇÕES COGNITIVAS
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Atenção: capacidade de focar a mente a algum aspecto
ambiental e/ou conteúdo
- Apreciação musical, canto coral, aprendizagem de
instrumentos
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Memória:
capacidade
de
armazenar
e
processar
informações; envolve acontecimentos cognitivos, como
compreensão, aprendizado e raciocínio
- Jogos musicais, aprendizagem
memórias afetivas e sensoriais
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de
instrumentos,
Táctil-cinestésica: reconhecimento dos objetos pelo tato;
sensações tácteis na localização, intensidade e direção do
corpo; coordenação motora fina e grossa
- Aprendizagem de instrumentos, percussão corporal,
relação música-dança, desenvolvimento auditivo
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Funções motoras: construção dos movimentos voluntários:
tônus muscular, sistema ótico-espacial, regulação verbal do ato
motor
- Aprendizagem de instrumentos, canto coral, relação música/
dança, percussão corporal
Funções superiores: ato de pensar racionalmente e lidar com o
meio inserido
- Apreciação musical, desenvolvimento auditivo, lembranças
musicais, composição musical
Orientação: Consciência de si no meio ambiente
- Desenvolvimento auditivo, composição
Verbais: linguagem verbal, sua programação, compreensão e/ ou
expressão da fala
- Desenvolvimento auditivo, percepção musical, linguagem
musical, canto coral
AS INTERVENÇÕES MUSICAIS
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Estímulos musicais: aumentam ou mantém as
capacidades cognitivas e emocionais, como a
concentração, a memória, a coordenação, a
aprendizagem
Adultos:
Doenças
degenerativas
(Alzheimer),
dependência química, danos cerebrais, incapacidades
físicas devido a acidentes ou doenças, debilitações por
doenças terminais
Crianças: Dificuldade de aprendizagem, problemas
comportamentais, transtornos de desenvolvimento,
transtornos causados por doenças, deficiências
mentais, dificuldades de socialização e falta de
auto-estima.
Tratamento individual - formação de grupos
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Interação humana, música como ferramenta
ativa no processo
Discurso
sonoro-musical:
planejamento
e
intencionalidade, mesmo que inconsciente, para
conduzir a alguma mudança; conhecimento
mínimo dos elementos musicais e seus fatores
O trabalho com a música desenvolve a
sociabilização, a autonomia, os limites a
linguagem, a organização e a memória,
utilizando diversas ferramentas musicais no
processo:
canções,
ritmos,
improvisações,
composições, historias musicadas
Fabiano Silva Cruz
Educador musical/ psicopedagogo
(Francisco Morato/ Campo Limpo Paulista/
Jundiaí/ São Paulo)
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