AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE DE REVELADOR E

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UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE - UNESC
CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL
FRANCIANE TOPANOTTI
AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE DE REVELADOR E FIXADOR DE
RADIOGRAFIAS PROVENIENTES DE CLÍNICAS ODONTOLÓGICAS,
UTILIZANDO Daphnia magna E Allium cepa L.
CRICIUMA, JUNHO DE 2010
FRANCIANE TOPANOTTI
AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE DE REVELADOR E FIXADOR DE
RADIOGRAFIAS PROVENIENTES DE CLÍNICAS ODONTOLÓGICAS,
UTILIZANDO Daphnia magna E Allium cepa L.
Trabalho de Conclusão de Curso, apresentado
para obtenção do grau de Engenheira no curso
de Engenharia Ambiental da Universidade do
Extremo Sul Catarinense, UNESC.
Orientador(a): Prof. M.Sc. Claudio Ricken
CRICIUMA, JUNHO DE 2010
2
FRANCIANE TOPANOTTI
AVALIAÇÃO DA TOXICIDADE DE REVELADOR E FIXADOR DE
RADIOGRAFIAS PROVENIENTES DE CLÍNICAS ODONTOLÓGICAS,
UTILIZANDO Daphnia magna E Allium cepa L.
Trabalho de Conclusão de Curso aprovado pela
Banca Examinadora para obtenção do Grau de
Engenheira ambiental, no Curso de Engenharia
Ambiental da Universidade do Extremo Sul
Catarinense, UNESC, com Linha de Pesquisa
em Saneamento Ambiental e Recursos
Hídricos.
Criciúma, 28 de junho de 2010.
BANCA EXAMINADORA
Prof. Claudio Ricken - Mestre - UNESC - Orientador
Prof. Mario Ricardo Guadagnin – Mestre – UNESC
Prof. Claus Tröger Pich - Doutor – UNESC
3
Dedico esse trabalho à Mãe, Pai, minha irmã
Fabiane, namorado e aos meus familiares.
Principalmente a Deus.
4
AGRADECIMENTOS
A Coordenadora dos Laboratórios da Unesc Sintia Michels, a Claúdia
Peluso, e todos que compunham o Bloco S, pela força e paciência de ensinar.
A Yajaira pelo companheirismo, e dedicação ao longo do estágio.
Aos professores que ajudaram em minha formação profissional.
Aos professores da Banca, Prof. Mário, e ao Prof. Claus, que aceitaram o
convite de julgar, e vir acrescentar em meu trabalho.
Ao Prof. Reginaldo Geremias que ajudou a dar a partida inicial para a
realização deste.
A todos os colegas que de alguma forma ajudaram em minha árdua
caminhada Acadêmica. Principalmente os colegas Pabline, Adonai, Thiago Bratt,
Gustavo Zambrano, Flávia, Renata, Ângela, Camile.
Aos alunos de mecânica dos sólidos, no semestre de 2010/1 que de
alguma forma me ajudaram, me deram força e compreenderão nas horas de
dificuldades, agradeço a Carolina, André e todos os outros.
Aos meus pais, que me auxiliaram e estiveram juntos comigo em toda a
realização do curso.
Aos parentes que de alguma forma me ajudaram, principalmente meus
tios Pedro e Mª Silésia, primos, minha irmã Fabiane, e meu namorado Josué.
E a Deus porque se não fosse ele eu não conseguiria, os meus sinceros
agradecimentos.
5
“... pois a imagem projetada do filme
radiográfico
representa
a
"fotografia"
interna da peça, o que nenhum outro ensaio
não destrutivo é capaz de mostrar...”
(Ricardo Andreucci)
6
RESUMO
O presente trabalho teve como objetivo avaliar a toxicidade do efluente gerada pela
utilização de revelador e fixador de radiografias no processamento radiográfico,
utilizando Daphnia magna e Allium cepa L. como organismos bioindicadores e a
estimativa do volume de efluente originado de revelador e fixador de radiografias.
Foram estimados os volumes de efluente produzidos pela atividade, a partir de
questionamentos com os profissionais da área odontológica que utilizam o revelador
e fixador de radiografias em suas clínicas. O efluente do sistema de revelação e
fixação de uma das clínicas teve sua toxicidade avaliada utilizando Daphnia magna
e Allium cepa. Foi estimado um volume total de 72,626 litros produzidos
mensalmente por 34 clínicas de radiologia odontológica. Deste volume, 12% é
destinado a uma empresa que coleta resíduos de serviço de saúde, 1% é dado
destinos diversos e 87% do total não recebe tratamento antes do lançamento a rede
coletora de esgoto. No teste de toxicidade para Daphnia magna, obteve-se um fator
de diluição de 1:357 (0,28%) e para o fixador um fator de diluição de 1:114 (0,87%),
caracterizando essas amostras como tóxicas se comparadas aos indicados pela
portaria da FATMA nº 017/02. Para produtos químicos não especificados ou não
classificados determina um fator de 1:2(50%). Os resultados com o bioindicador
Allium cepa L., também apresentaram toxicidade elevada, pois em nenhuma das
diluições realizadas para o revelador e fixador as raízes cresceram, ao contrário
houve diminuição do peso. A partir dos resultados pode-se concluir que o revelador
e o fixador de radiografias utilizado nessas clínicas têm um elevado grau de
toxicidade aos organismos bioindicadores propostos nesse trabalho. Os resultados
reforçam a necessidade de tratamento ou destinação adequada antes do descarte
ao corpo receptor, além da aplicação efetiva das normas para disposição desse tipo
de resíduo.
Palavras - chave: Revelador, Fixador, Toxicidade, Daphnia magna, Allium cepa L.
7
LISTA DE ILUSTRAÇÕES
Figura 1: Diferentes camadas que compõe um filme radiográfico............................15
Figura 2: Filme radiográfico revelado.........................................................................16
Figura 3: Ampliação dos grãos de um filme radiográfico ainda não processado. (foto
extraída do Livro da Kodak).......................................................................................17
Figura 4: Procedimento da Revelação de Radiografias realizadas manualmente.....18
Figura 5: Fluxograma dos procedimento do Plano de gerenciamento de resíduos
sólidos de serviço de saúde.......................................................................................33
Figura 6: Localização do município de Criciúma........................................................43
Figura 7: Esquema do Teste de fitotoxicidade em vegetal Allium cepa L..................46
Figura 8: Localização dos Edifícios onde os profissionais de odontologia foram
entrevistados, 1, 2, 3, 4, 5 mostrando o curso rio Criciúma e as curvas de
níveis..........................................................................................................................47
Figura 9: Rio Criciúma localizado atrás do edifício 5, com tubulação do Edifício em
direção ao rio Criciúma. Localização Geográfica: 22J659581 E / 6826702 S...........49
Figura 10: Gráfico da concentração letal obtida por exposição de Daphnia magna
exposta a solução relevadora (valor CL50 = 0,28 %)................................................52
Figura 11: Gráfico da concentração letal obtida por exposição de Daphnia magna
exposto a Solução Fixadora (valor CL50 = 0,87 %)...................................................53
Figura 12: Gráfico de comparação entre os ganhos de peso das cebolas (Allium
cepa L.) expostas ao revelador, fixador e água mineral como controle negativo......54
Figura 13: Allium cepa necrosado, exposto ao revelador e ao fixador de
radiografias.................................................................................................................54
8
LISTA DE TABELAS
Tabela 1: Principais características físico-químicas do revelador e fixador...............23
Tabela 2: volume de revelador disposto no esgoto sem prévio tratamento pelos
profissionais de odontologia estabelecidos na rua Cel. Pedro Benedet....................48
Tabela 3: volume de Fixador disposto no esgoto sem prévio tratamento pelos
profissionais de odontologia estabelecidos na rua Cel. Pedro Benedet....................48
Tabela 4: Resultado do ensaio de toxicidade aguda em microscrustáceos Daphinia
magna utilizando revelador de radiografias................................................................51
Tabela 5: Resultado do ensaio de toxicidade aguda em microscrustáceos Daphinia
magna utilizando fixador de radiografias....................................................................52
9
LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária
CL50 - Concentração Letal com 50% de mortalidade
CONAMA – Conselho Nacional do Meio Ambiente
CRO – Conselho Regional de Odontologia
FATMA - Fundação do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina
FDd - Fator de diluição
FISPQ – Ficha de Informações de Segurança de Produtos Químicos
mg/L – miligramas por litro
mL – Mililitros
NBR - Associação Brasileira de Normas Técnicas
PGRSS – Programa de gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde
RSS – Resíduos de Serviço de Saúde
RSSS - Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde
°C – Graus Celsius
10
SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO .......................................................................................................12
2 OBJETIVOS...........................................................................................................13
2.1 Objetivo Geral....................................................................................................13
2.2 Objetivos Específicos .......................................................................................13
3 REFERENCIAL TEÓRICO.....................................................................................14
3.1 Processo Radiográfico .....................................................................................14
3.1.1 Processamento Radiográfico........................................................................14
3.1.2 Métodos de processamento ..........................................................................17
3.1.3 Soluções de Processamento.........................................................................20
3.2 Resíduos potencialmente tóxicos gerados no processamento radiográfico
..................................................................................................................................23
3.3 GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS...................................................................28
3.3.1 Definição de Resíduos ...................................................................................28
3.3.2 Origem.............................................................................................................28
3.3.3 Os Resíduos Sólidos de serviços de saúde ................................................28
3.3.4. Gerenciamento Integrado de Resíduos.......................................................31
3.3.5 Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde .....................32
3.3.5.1 Roteiro do Plano de gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de
Saúde .......................................................................................................................34
3.4 Organismos bioindicadores e biomarcadores para avaliação da toxicidade
de contaminantes ambientais ................................................................................39
4 METODOLOGIA ....................................................................................................43
4.1 Levantamento da quantidade gerada de revelador e fixador de radiografias
..................................................................................................................................43
4.2 Coleta da solução reveladora e fixadora de radiografias ..............................44
4.3 Testes de toxicidade aguda em microcrustáceos Daphnia magna ..............44
4.4 Testes de fitotoxicidade em Allium cepa L. (cebolas)....................................45
5 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS.......................................................47
5.1 Levantamento da quantidade gerada de solução reveladora e fixadora de
radiografias..............................................................................................................47
11
5.2 Avaliação da toxicidade das soluções reveladora e fixadora de radiografias
utilizando organismos bioindicadores..................................................................50
5.2.1 Teste de toxicidade aguda em microcrustáceos Daphnia magna...............50
5.2.2 Teste de fitotoxicidade em Allium cepa L. (cebolas) ....................................53
6 CONCLUSÕES ......................................................................................................56
REFERÊNCIAS.........................................................................................................58
APÊNDICES .............................................................................................................64
ANEXOS ...................................................................................................................73
12
1 INTRODUÇÃO
Os serviços odontológicos constituem uma das atividades profissionais
desenvolvidas na região central do município de Criciúma/SC, com a presença de
aproximadamente 204 estabelecimentos. Não há um número estimado de clínicas
que usam e fazem a revelação de radiografias. Nestas atividades são gerados
resíduos potencialmente tóxicos, destacando-se as soluções reveladoras e fixadoras
de radiografias, que por sua composição química e por se tratarem de resíduos de
estabelecimentos de saúde necessitam cuidados especiais.
Relatos bibliográficos, como no trabalho de Bortolleto et al. (2005)
mostram um teor altíssimo de prata, dentre outras substâncias tóxicas na
composição desses produtos. No entanto, tem-se relatado que muitas vezes os
efluentes originados do manuseio de reveladores e fixadores de radiografias, são
lançados em corpos hídricos sem prévio tratamento, comprometendo a sua
qualidade. Isso ocorre por falta de conhecimento dos próprios profissionais que
manuseiam esses efluentes e por deficiência na fiscalização por parte dos órgãos
reguladores.
Como forma de subsidiar o conhecimento a respeito da disposição desse
tipo de rejeito, o presente trabalho se propõe a realizar um levantamento quantitativo
do volume gerado de solução reveladora e fixadora de radiografias na Rua Coronel
Pedro Benedet, centro de Criciúma e a destinação das mesmas. Bem como, a
avaliação do potencial tóxico destes resíduos, utilizando ensaios de toxicidade
aguda em organismo bioindicador Daphnia magna, e ensaios de fitotoxicidade em
organismo bioindicador Allium cepa L.
13
2 OBJETIVOS
2.1 Objetivo Geral
Avaliar a toxicidade do efluente gerada pela utilização de revelador e
fixador de radiografias, utilizando Daphnia magna e Allium cepa L. como organismos
bioindicadores.
2.2 Objetivos Específicos
• Efetuar um levantamento quantitativo do volume gerado de solução
reveladora e fixadora de radiografias na Rua Coronel Pedro Benedet situado
no bairro centro de Criciúma;
• Identificar e descrever o destino atual dos efluentes de revelador e fixador de
radiografias na Rua Coronel Pedro Benedet situado no bairro centro de
Criciúma;
• Determinar a toxicidade aguda em organismo bioindicador Daphnia magna
exposto à solução reveladora e fixadora de radiografias;
• Determinar a fitotoxicidade aguda em organismo bioindicador Allium cepa L.
exposto à solução reveladora e fixadora de radiografias;
14
3 REFERENCIAL TEÓRICO
3.1 Processo Radiográfico
Para um melhor entendimento do tema proposto no presente anteprojeto,
faz-se necessário o estudo do processo radiográfico, cujos fundamentos básicos
serão descritos a seguir.
3.1.1 Processamento Radiográfico
A radiografia dentária é um dos procedimentos radiológicos mais
freqüentes, embora as exposições à radiação pelos pacientes sejam baixas. As
técnicas mais comuns envolvem filmes intra-orais que provêem uma imagem dos
dentes superiores e inferiores juntos (radiografia bitewing) ou que demonstram toda
a estrutura dentária, incluindo coroa e raiz (radiografia periapical). Não obstante, os
baixos níveis relativos à exposição individual, a dose do paciente pode ser
influenciada pelo equipamento e técnicas usadas na radiografia dentária (OLIVEIRA,
2006).
O processamento radiográfico tem como objetivo tornar a imagem latente
(virtual), existente no filme, em imagem visível e permanente. Isto acontece através
de um conjunto de reações químicas entre a emulsão do filme e as soluções
reveladoras e fixadoras (FREITAS, 1992 apud FONTÃO, 1997).
Para a obtenção da imagem vários fatores podem influenciar no
processamento: a) constituição da emulsão do filme; b) formação da imagem latente;
c) soluções reveladoras e fixadoras; d) temperatura das soluções; e) lavagem; f)
secagem e armazenamento dos filmes; e g) luzes de segurança. O controle destes
fatores é de grande importância na manutenção da qualidade radiográfica
(RUEGER; WARNER, 1981 apud FONTÃO, 1997).
Os materiais radiográficos, em geral, são constituídos por um composto
fotossensível, principalmente, a base de haletos de prata, que enegrece ao ser
15
exposta a luz. Esses haletos, agregados a uma gelatina, formam a emulsão
fotossensível, na qual a imagem é formada. A emulsão é colocada sobre um
suporte, denominado base, que é feito geralmente de um derivado de celulose,
transparente e de cor levemente azulada. Uma característica dos filmes
radiográficos é que possuem a emulsão em ambos os lados da base, ao contrário
dos filmes fotográficos (ANDREUCCI, 2005). A Figura 1 mostra a estrutura de um
filme radiográfico.
Figura 1: Diferentes camadas que compõe um filme radiográfico. Fonte: (ANDREUCCI, 2005, p. 20)
Segundo Andreucci (2005) a solução reveladora atua sobre esses cristais
de brometo presentes na emulsão provocando uma reação de redução que resulta
em prata metálica negra. Os locais do filme, atingidos por uma quantidade maior de
radiação apresentarão, após a ação do revelador, um número maior de grãos negros
que regiões atingidas por radiação de menor intensidade, dessa forma, quando
vistos sob a ação de uma fonte de luz, os filmes apresentarão áreas mais escuras e
mais claras que irão compor a imagem do objeto radiografado (Figura 2).
16
Figura 2: Filme radiográfico revelado. Fonte: (ANDREUCCI, 2005, p. 3)
A imagem nos filmes radiográficos é formada por uma série de partículas
muito pequenas de sais de prata, os quais invisíveis a olho nu (Figura 3). Entretanto,
essas partículas se unem em massas relativamente grandes que podem ser vistas
pelo olho humano ou com auxílio de pequeno aumento. Esse agrupamento das
partículas de sais de prata da emulsão cria uma impressão chamada de
“Granulação”. Todos os filmes apresentam o fenômeno de granulação. Por
possuírem grãos maiores, os filmes mais rápidos apresentam uma granulação mais
acentuada que os filmes lentos (ANDREUCCI, 2005).
Quando os cristais de haleto de prata interagem com os fótons de raios X
ou de luz, ocorre uma mudança física de modo a formar a imagem latente, invisível
ao olho humano, e é definida pela quantidade de cristais que absorvem energia
desses fótons. Essa imagem, para se tornar visível, precisa passar por um processo
denominado redução, onde os haletos de prata sensibilizados são degradados e têm
seus íons prata convertidos na forma neutra ou metálica (FERREIRA, 2007 apud
KURPIEL, 2008). Assim aumentando, ou diminuindo a quantidade de prata no
efluente onde será revelado, pois quanto mais cristais que absorvem energia dos
fótons de raio-X ou de luz for sensibilizados, maior a concentração de prata no
efluente.
17
Figura 3: Ampliação dos grãos de um filme radiográfico ainda não processado. (foto extraída do Livro
da Kodak). Fonte: (ANDREUCCI, 2005, p. 20)
3.1.2 Métodos de processamento
O processamento radiográfico pode ser feito manual ou automaticamente.
O processamento manual é aquele realizado pelo profissional, em câmera escura ou
em caixas de processamento portátil, seguindo os passos tradicionais: revelação,
lavagem intermediária, fixação, lavagem final e secagem (Figura 4) (FREITAS, 1992
apud FONTÃO, 1997).
18
Figura 4: Procedimento da revelação de radiografias realizadas manualmente. Fonte: (ANDREUCCI,
2005, p. 23)
O processamento manual pode ser realizado por meio de dois métodos:
inspecional e temperatura/tempo. O método inspecional, considerado subjetivo,
consiste em mergulhar o filme no revelador e removê-lo periodicamente para
examiná-lo sob a luz vermelha. A inconveniência do método é a falta de
padronização, o que leva a exames com imagens em que a comparação se torna
difícil, devido há diferenças de densidade e contraste. Por outro lado, ele permite
compensar problemas de sub e sobre-exposição e conseguir imagens com maior ou
menor densidades, quando isto se torna necessário (ROSA, 1975 apud FONTÃO,
1997).
No método temperatura/tempo, o tempo de revelação é calculado de
acordo com a temperatura dos líquidos no momento do processamento. Na medida
em que se aumenta a temperatura, diminui o tempo de revelação (FUCHS, 1976
apud FONTÃO, 1997).
Segundo FONTÃO (1997), a diferenciação entre degradação e exaustão
da solução foi estabelecida, pela primeira vez, por Tavano, em 1981, que conceituou
exaustão como a perda da capacidade de revelação, apenas pelo número de filmes
19
revelados, sem a interferência de fatores como oxidação, contaminação, depleção e
tempo de uso.
Baratieri; Tavano; N. Filho (1984) analisaram o processo de exaustão do
revelador e reforçador rápido Kodak para raios X. Este processo foi estudado
através das modificações nas propriedades sensitométricas dos filmes e da análise
subjetiva da qualidade fotográfica, realizada por 12 examinadores. Foram verificadas
também, as modificações de pH e cor da solução durante o experimento. Utilizaram
304 filmes periapicais (DF 58) e um tanque especial com capacidade para 400 mL
de solução reveladora em uma seqüência de 15 processamentos padronizados,
efetuados em um período de 8 horas. Concluíram assim, que a solução em teste não
apresentou um comportamento uniforme, pois sua atividade aumentou e atingiu seu
ponto máximo no 11o processamento, quando então passou a decrescer, sem que
tivesse ocorrido, durante o experimento, prejuízo à qualidade fotográfica.
Os filmes quando mergulhados no revelador e ai permanecerem, sem
nenhuma agitação, a óxido-redução será iniciada, mas logo se retardará, pois
haverá uma exaustão dos agentes reveladores. Se o material for agitado, novas
proporções de revelador ativo virão tomar o lugar daqueles já exaustos e a atividade
da revelação permanecerá constante, com o mesmo índice de atividade.
Recomenda Leite (1996), ao contrário dos próprios fabricantes, agitação constante,
em todas as etapas do processo.
Há um bom método para monitorar a exaustão da solução fixadora.
Separa-se em um copo graduado transparente uma pequena quantidade da solução
a ser examinada. Em seguida, acrescentam-se algumas gotas de iodeto de potássio
a 10% e agita-se a solução. Caso a turvação leitosa (formação de iodeto de prata)
desapareça, o fixador ainda pode ser usado. Persistindo a turvação, o fixador está
esgotado, devendo, portanto, ser substituído. Na pesquisa, a atividade do novo
fixador, está balanceada para a atividade do revelador, onde o desgaste de ambos
está quimicamente sincronizado (LEITE, 1996).
Silveira; Alvares; Tavano (1986) determinaram o comportamento e
degradação da solução Kodak para raios X (líquido concentrado), utilizada como
revelador rápido (30 C. /1 minuto), comparando-a com o processamento das
películas radiográficas periapicais pelo método de revelação temperatura/tempo (20
C. /5minutos). O estudo da degradação dessa solução foi realizado tomando como
norma à revelação a 30 C./1 minuto, durante o período de 62 dias. Concluíram que a
20
melhor combinação temperatura-tempo para trabalhar com o revelador Kodak para
Radiografias (líquido concentrado), usado como solução rápida é 30.C/ 1 minuto.
Entretanto sua degradação é mais curta em 56 dias, o recomendado é de 75 dias.
3.1.3 Soluções de Processamento
As soluções de processamento podem ser revelador e fixador e, dentre as
mais utilizadas, encontra-se a Kodak Dental® para raios X que são adquiridas de
forma pronta para o uso (FONTÃO, 1997).
Conforme PISTÓIA et al (2004 apud KURPIEL, 2008) os componentes de
um revelador de raios-x, são os agentes redutores (hidroquinona), um alcalinizante
ou
acelerador
(carbonato
de
sódio/
hidróxido
de
sódio/carbonato
de
potássio/hidróxido de potássio) e um preservativo ou antioxidante (sulfito de sódio).
A hidroquinona, como agente revelador, requer uma solução fortemente
alcalina para agir, pH de pelo menos 9. Por isso tem-se a presença do carbonato de
potássio (pH alcalino), que possibilita o amolecimento mais rápido da gelatina,
absorvendo mais rapidamente a solução reveladora. A combinação da hidroquinona
com o carbonato de sódio resulta em revelador de alta atividade (PISTÓIA et
al.,2004 apud KURPIEL, 2008).
O sulfito de sódio (antioxidante) mantém o pH da solução, e previne a
oxidação pelo contato com o ar, mantendo a vida útil da solução e evitando a sua
descoloração (PISTÓIA et al.,2004 apud KURPIEL, 2008).
Para a lavagem intermediária entre a revelação e a fixação, utiliza-se
água limpa com volume e por tempo adequados. A lavagem final é realizada em
água corrente em tanque de processamento com capacidade e velocidade de troca
de seis vezes por hora; durante, no mínimo, 20 minutos (FONTÃO, 1997).
Após a revelação, a gelatina amolecida da emulsão encontra-se saturada
com o revelador (PISTÓIA et al., 2004 apud KURPIEL, 2008), fazendo com que a
reação de revelação continue ocorrendo. O banho remove o revelador residual,
interrompendo essa reação, evitando uma revelação desigual e ainda a ocorrência
de manchas no filme (ANDREUCCI, 2005).
21
Esse banho também tem a função de não permitir que o revelador seja
conduzido ao fixador neutralizando-o, pois o primeiro é alcalino e o último é uma
solução ácida (PISTÓIA et al., 2004 apud KURPIEL, 2008).
A água do banho é contaminada com os produtos químicos do revelador,
sendo esta constantemente drenada (BORTOLETTO, et al. 2005).
Por fim, segue-se a etapa de fixação, onde a solução fixadora tem função
remover da emulsão os cristais não revelados por dissolução, uma vez que a
presença desses cristais deixa a imagem radiográfica opaca, sem condições de
interpretação, além de favorecer o endurecimento da emulsão gelatinosa, para dar
resistência à radiografia, facilitando sua manipulação (PISTÓIA et al., 2004 apud
KURPIEL, 2008).
O intervalo de tempo entre o início da fixação até o desaparecimento da
coloração amarela-esbranquiçada que se forma sobre o filme, é denominado de
tempo de ajuste ou tempo de definição. Nesse tempo, a solução fixadora estará
dissolvendo os haletos de prata não revelados, o qual não deve exceder a 15
minutos (ANDREUCCI, 2005).
Na etapa seguinte, o filme fixado é imerso em água corrente de modo que
toda superfície fique em contato constante com a mesma (ANDREUCCI, 2005). O
objetivo desse procedimento é remover os produtos químicos remanescentes das
soluções previamente utilizadas, assim como os sais de prata resultantes da
dissolução no processo de fixação, evitando que permaneçam no filme, ocasionando
futuras oxidações, tornando as radiografias amareladas (PISTÓIA et al., 2004 apud
KURPIEL, 2008).
Por fim, procede-se a secagem dos filmes a qual deve ocorrer em
ambiente isento de poeira, a temperatura ambiente ou em secadoras próprias
(PISTÓIA et al., 2004 apud KURPIEL, 2008).
A etapa de revelação torna visível a prata sensibilizada pelos raios X, e
logo após, a etapa de fixação remove a prata não sensibilizada. A etapa de enxágüe
é necessária para a retirada de excessos de revelador e fixador, pois estes podem
prejudicar a qualidade da radiografia. Efluentes típicos de processos de revelação de
raios X são caracterizados por elevados valores de DQO em torno de 200 g/L. Estes
efluentes não contêm somente os componentes iniciais do revelador fotográfico, mas
também uma variedade de substâncias resultantes de reações químicas dos
agentes reveladores com a prata, oxigênio e outros componentes presentes. Os
22
efluentes gerados no processo de revelação de radiografias contém prata, a qual
pode ser recuperada, uma vez que este metal é um elemento com risco de escassez
e possui elevado valor de mercado (BORTOLETTO, et al. 2005).
A solução de fixador contém tiosulfato, sulfito de sódio e isotiazolonas,
que são grandes consumidores de oxigênio, sendo o tiosulfato o mais nocivo, tendo
em vista suas propriedades e sua alta concentração. Ele é o responsável tanto pela
alta DQO, da ordem de 55 g O2/L, aproximadamente 280 vezes o limite estabelecido
na legislação, quanto como complexante para diversos metais pesados, favorecendo
a dissolução de compostos metálicos, mantendo-os em solução, como prata, cobre,
zinco, cádmio e mercúrio, por exemplo (FERNANDES, et al. 2005).
Para Fernandes et al. (2005) a solução de revelador usada contém
compostos aromáticos fenólicos (hidroquinona/quinona), sais de aminoácidos e pH
alto, fora do intervalo permitido (de 5 a 9). A sua DQO é alta, cerca de 3.800 mg
O2/L, cerca de 20 vezes o limite máximo que a legislação permite para o descarte. A
água resultante da lavagem também constitui um componente do efluente que
contém todos os compostos do revelador, do fixador e de seus produtos de reação,
o que também a torna carente de tratamento antes de ser lançada na rede de
esgotos.
Estudos de caracterização físico-químico de revelador e fixador relatados
por Bortolleto et al. (2005) são apresentados na Tabela 1, mostram que os efluentes
são, de maneira geral, bastante poluentes. O revelador, apresentou o pH de 10,9, ou
seja, não se apresenta de acordo com a Resolução n° 357/05 do CONAMA (pH de 5
a 9). Outras características como DQO, cor, turbidez, sulfatos, também se mostram
fora dos padrões. No fixador a prata apresentou um valor, em torno de 1024 mg/L,
ultrapassando o limite estabelecido pelo CONAMA (0,1 mg/L). O valor do pH
também não se enquadrou na resolução, a concentração de matéria orgânica
determinada pela DQO, e as concentrações de sulfatos, apresentam valores
elevados. O autor sugere que devido à alta concentração de prata no fixador, podese recuperar e comercializar, agregando valor ao efluente.
23
Tabela 1: Principais características físico-químicas do revelador e fixador. Fonte: (BORTOLLETO,
2005 3p.)
Parâmetros
pH
Cor (mg/L Pt Co)
Turbidez (FAU)
DQO (mg O2 /L)
Sulfatos (mg/L)
Prata (mg/L)
Alumínio (mg/L)
Sódio (mg/L)
Potássio (mg/L)
Cálcio (mg/L)
Obs.: ND=Não Detectado
Revelador
10,9
387
46
68250
10815
2
ND
12466
22008
69,8
Fixador
4,4
22
5
97900
12975
1024
643,5
4232
846,2
100,1
Ribeiro; Silva (2008) aplicaram métodos físico-químicos de precipitação e
filtração para o tratamento de resíduos líquidos gerados da revelação das imagens
produzidas em aparelho de raio-x de uma determinada clínica de Radiologia,
localizada em Goiânia. Realizou-se a avaliação da eficiência de remoção de DQO.
Foi avaliado inicialmente apenas o parâmetro DQO, cuja eficiência de remoção final
foi de 93,9 a 97,7%. Ressalta-se a necessidade de estudo mais aprofundados
ampliando-se o número de variáveis de controle além de DQO e pH, metais
pesados, sólidos totais, sólidos sedimentáveis.
3.2 Resíduos potencialmente tóxicos gerados no processamento radiográfico
Na revelação de filmes de raio-X é gerado um efluente que é um grave
problema ambiental uma vez que as soluções utilizadas neste processo,
denominadas solução reveladora e fixadora e a água residual, contém uma série de
compostos orgânicos e inorgânicos, os quais podem apresentar características
tóxicas ao meio ambiente quando descartados de forma inadequada. As tecnologias
convencionais de tratamento, muitas vezes, não são capazes de remover poluentes
orgânicos de elevada toxicidade (UES, 2008).
Conforme Pistóia et al. (2004 apud KURPIEL, 2008) os componentes, de
um revelador de radiografias, são os agentes redutores (metol/hidroquinona), um
24
alcalinizante ou acelerador (carbonato de sódio/ hidróxido de sódio/carbonato de
potássio/hidróxido de potássio) e um preservativo ou antioxidante (sulfito de sódio).
Os compostos presentes nos efluentes gerados no processo radiográfico
podem provocar efeitos tóxicos. O organismo humano, quando exposto a
hidroquinona, pode desenvolver processo cancerígeno e mutagênico (VARAGNAT,
1981 apud GANESH, 2000). Tem-se demonstrado experimentalmente que os
produtos de biotransformação do benzeno, entre os quais os compostos fenólicos
hidroquinona (HQ) e fenol (FE), são os responsáveis pela neurotoxicidade,
hematotoxicidade e imunossupressão observada em casos de intoxicações
(ROTHMAN et al., 1996 apud GANESH, 2000).
A substância hidroquinona é uma substância nociva por ingestão,
considerado muito tóxico para o meio ambiente, havendo possibilidade de uma ação
mutagênica em seres humanos. Muito tóxico para organismos aquáticos, podendo
ser possível a formação de misturas nocivas com a água, tendo perigo para a água
potável. Toxicidade em Daphnia magna: CE50 = 0.29 mg/L /48 h (VETEC, 2005).
Na FISPQ do produto pela empresa Kodak o assunto sobre hidroquinona
é contraditório a FISPQ da empresa Vetec, pois diz que o conteúdo Hidroquinona
não tem evidências suficientes para classificar como substância carcinogênica ou
mutagênica com suspeita em humanos. Adiciona comentando que não foram
observados aumentos de taxas de câncer em estudo epidemiológico que observou a
mortalidade entre mais de 800 pessoas empregadas basicamente na produção de
hidroquinona, e afirma que estudos de carcinogenicidade em animais não foram
conclusivos. A Agência Internacional para Pesquisa de Câncer (IARC) classificou a
hidroquinona no Grupo 3, isto é, "não classificável" como carcinogênico comenta a
empresa Kodak, e conclui que a hidroquinona é geralmente negativa em testes de
mutagenicidade bacteriana tendo evidências de elastogenicidade (quebra de
cromossomos) da hidroquinona in vivo e in vitro, os efeitos nos cromossomos em
testes com animais para prever risco humano não está clara (KODAK a, 2010;
KODAK c, 2010)
O Dietilenoglicol pode causar danos renais e efeitos no sistema nervoso
central após ingestão. A exposição oral repetida, para altas doses, pode causar
danos ao fígado (KODAK b, 2010).
O
4-hidroximetil-4-metil-1-fenil-3-pirazolidinona
pode
causar
efeitos
reprodutivos adversos como infertilidade baseado em dados com animais, por
25
ingestão repetida, verificou-se que uma substância presente neste produto pode
causar efeitos reprodutivos adversos ao nível do sangue e testículos (KODAK b,
2010).
A substância química ecol ( p-Metil Amino Fenol Sulfato ) (C14H20N2O6S) é
um produto orgânico, ocorrendo na forma de cristais, solúvel em água, parcialmente
solúvel em álcool e insolúvel em éter. O produto não é facilmente biodegradável.
Apresenta ser muito tóxico para organismos aquáticos, podendo ocasionar efeitos
negativos a longo prazo no ambiente aquático. A apresenta toxicidade em Daphnia
magna: CE50 = 0.019 mg/L /96 h (VETEC f, 2010).
O carbonato de sódio anidro (CNa2O3), é um produto inorgânico,
ocorrendo na forma alcalina de cor branca, em forma de pó e inodoro. Proteger o
meio ambiente evitando escapar para a canalização de águas residuais. A
toxicidade em Daphnia magna CE50= 2350 mg/L /48 h. (VETEC d, 2005).
O sulfito de sódio (Na2SO3) é um produto inorgânico, ocorrendo na forma
de cristais incolores deliquescentes ou pó cristalino branco. Solúvel em água e
insolúvel em álcool etílico/metílico. Pode reagir facilmente com ácidos liberando
gases muito tóxicos. Substância nociva por ingestão e irritante aos olhos e pele. Em
contato com ácidos libera gases muito tóxicos. Toxicidade em Daphnia magna:
CE50 = 273 mg/L /48 h. (VETEC h, 2010).
Apesar de ser moderadamente tóxico, o sulfito de sódio, em grande
quantidade, pode promover reações asmáticas, depressão no sistema nervoso
central, bronconstrição e anafilaxia. Alguns indivíduos são mais sensíveis a
pequenas quantidades de sulfitos em alimentos e broncodilatadores. Os sintomas
podem incluir broncoconstrição, choque, distúrbio gastrointestinal, angio edema,
rubor e formigamento (TEVES, 2003).
O fixador de radiografias é composto por tiossulfato de amônio (5-10 %),
tiocianato de amônio (5-10 %), bissulfito de sódio (< 1 %), ácido bórico (< 1 %) e
ácido acético (< 1 %) (KODAK c, 2010).
O tiossulfato de amônio (H8N2O3S2) é um produto inorgânico, ocorrendo
na forma de cristais brancos, é solúvel em água e insolúvel em éter e álcool.
Informações ecológicas como efeitos ecotóxicos não estão disponíveis dados
quantitativos sobre os efeitos ecológicos deste produto. Segundo o autor os sólidos
insolúveis que se formem devem ser separados e enviados a aterro “classe 1”
(VETEC j, 2010).
26
O tiocianato de amônio (CH4N2S) é um produto inorgânico, ocorrendo na
forma de pó cristalino branco. Solúvel em água, álcool etílico, acetona e amônio.
Substância pode ser nociva por inalação, ingestão e em contato com a pele,
sensível à ação da luz e higroscópico, incompatível com diversos metais. Toxicidade
nos peixes: Onchorhynchus mykiss LC50 >100 mg/L - Toxicidade em bactérias :
Pseudomona.putida; CE10 = 8000 mg/L. É um produto biodegradável (VETEC i,
2010)
O bissulfito de sódio (NaHSO3) é um produto inorgânico, ocorrendo na
forma de cristais ou pó branco, solúvel em água e levemente solúvel em álcool
etílico/metílico. (VETEC c, 2010). Pode causar reação alérgica em indivíduos
sensíveis, especialmente asmáticos, Irritante e pode ser um tumorigena e
mutagênica. Segundo o autor, os danos ao meio ambiente são compatíveis com os
efeitos ao homem, comprometendo principalmente os animais (em grandes
quantidades)
O ácido bórico (H3BO3) é um produto inorgânico, ocorrendo na forma
sólida na temperatura ambiente, de coloração branco cristalino. Solúveis em água
(1g: 18 ml) e pouco solúvel em álcool etílico e glicerina. Deve-se evitar contato com
a pele, os olhos e vias respiratórias, não ingerir. A toxicidade em Daphnia magna
CE50 = 133 mg/L /48h. (VETEC b, 2010). O uso de ácido bórico em ratos machos
para ensaio de laboratório foi capaz de promover alterações na quantidade e
mobilidade dos espermatozóides, além de necrose de células germinativas (ALVES,
et al. 2007).
O ácido acético (C2H4O2) é um produto orgânico, ocorrendo na forma
líquida e não viscosa na temperatura ambiente, é praticamente incolor, com odor
típico, possui solubilidade em água, álcool etílico, glicerol e éter, e insolúveis em
dissulfeto de carbono. As informações toxicológicas do produto relatam queimaduras
em pele e olhos de coelhos, irritação nas vias respiratórias, pneumonia, bronquite,
choque, falência cardiovascular e acidose. O ácido acético apresenta ser fácilmente
biodegradável, contudo tem efeito prejudicial nos organismos aquáticos, devido à
mudança do pH. Apresenta toxicidade em Daphnia magna CE50 = 47 mg/L /24 h
(VETEC a, 2010).
Conforme Marschner (1995 apud SCHMIDT, et al. 2010) o ácido acético
altera a composição de ácidos orgânicos das membranas das células das raízes em
vegetal, pela diminuição da proporção de ácidos poliinsaturados
27
Armstrong; Armstrong (2001 apud SCHMIDT, 2010) argumentam que esta
alteração causa injúria ás membranas, fazendo com que aumente a perda de
solutos pela raiz. Muitos processos fisiológicos das plantas incluindo a aeração
interna, o transporte vascular, a fotossíntese, a respiração e a integridade da
membrana celular são afetados pela presença de ácido acético.
Ao final do processamento do filme, tem-se a geração de três efluentes:
revelador e fixador após utilizados e a água residual. O revelador após utilização
contém elevado teor de DQO, fenóis totais, além de uma variedade de componentes
resultantes da reação química do agente de revelação com os haletos de prata,
oxigênio e outros componentes presentes. O fixador depois de utilizado contém
elevado teor de prata, na forma de complexo de tiossulfato de prata com carga
negativa ([Ag(S2O3)2]-3), DQO e fenóis totais. A água residual contém uma baixa
concentração de tiossulfato de prata (proveniente da etapa de enxágue pós-fixação)
e compostos fenólicos. O efluente fixador e a água de enxágue gerada no processo
de fixação contêm prata na forma de complexo negativo de tiossulfato de prata
(BORTOLETTO et al, 2007).
Tendo em vista que algumas substâncias usadas nos componentes de
revelador e fixador são tóxicas, acrescenta-se que a presença da prata pode
aumentar essa toxicidade. No ambiente a prata iônica atua como um inibidor
enzimático, interferindo no processo metabólico dos organismos (PETHKAR;
PAKNIKAR, 2003). A legislação brasileira vigente, resolução nº 357/05 do CONAMA,
determina o limite de prata em efluentes para lançamento em corpos receptores
hídricos em 0,1 mg/L de prata.
No processo radiográfico são gerados resíduos os quais necessitam de
seu gerenciamento. Neste contexto é que serão descritos a seguir os principais
temas associados ao gerenciamento de resíduos de serviço de saúde.
28
3.3 GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS
3.3.1 Definição de Resíduos
NBR 10004 (2004) define resíduos sólidos como resíduos nos estados
sólidos ou semi-sólidos que resultam tanto de atividades domésticas como
comerciais, de serviços de varrição, agrícola, hospitalar e industrial. Fazem parte
também os lodos provenientes de estações de tratamento de água, esgotos
domésticos e industriais, bem como determinados líquidos cujas particularidades
tornem inviável seu lançamento na rede pública de esgoto ou em corpos de água, ou
exijam, para isso, soluções técnicas e economicamente inviáveis em face da melhor
tecnologia disponível.
3.3.2 Origem
A origem é o principal elemento para a caracterização dos resíduos. Eles
podem ser agrupados como: domiciliar, comercial, público, serviços de saúde e
hospitalares, portos, aeroportos e terminais rodoviários e ferroviários, industrial,
agrícola ou entulho (TENÓRIO; ESPINOSA, 2004).
3.3.3 Os Resíduos Sólidos de serviços de saúde
O nome dado a Resíduos Sólidos de Serviços de Saúde (RSSS) foi
considerado, como um termo apropriado e abrangente, considerando os resíduos
dos mais diversos estabelecimentos de assistência à saúde, alem dos hospitais. A
associação Brasileira de Normas Técnica – ABNT – adotou essa denominação para
as normas brasileiras de terminologia, classificação, manuseio e coleta de resíduos
de serviço de saúde, os quais foram definidos como os resíduos resultantes das
29
atividades exercidas por estabelecimentos prestadores de serviço de saúde. Esta é,
portanto a denominação que melhor se adapta a realidade do problema, abrangendo
os resíduos provenientes das mais diversas fontes, a exemplo de hospitais, clínicas
médicas, clínicas veterinárias, clínicas odontológicas, farmácias, ambulatórios, posto
de saúde, laboratórios de análises clínicas, laboratórios de análises de alimentos,
laboratórios de pesquisa, consultórios médicos e odontológicos, empresas de
biotecnologias, casas de repouso e casas funerárias, entre outros conforme
resolução CONAMA nº 358/2005(BRASIL, 2005)
Apesar de estar sendo tratada há décadas a problemática dos resíduos
de serviço de saúde, o gerenciamento efetivo dos mesmos é uma opção de um
melhor entendimento e seu destino adequado (SCHNEIDER, 2004).
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) RDC nº
306 de 2004 e a resolução CONAMA nº 358 de 29 de abril de 2005 os Resíduos de
Serviços de Saúde são todos aqueles relacionados com o atendimento à saúde
humana ou animal, inclusive os serviços de assistência domiciliar e de trabalhos de
campo; laboratórios analíticos de produtos para saúde; necrotérios, funerárias e
serviços
onde
se
realizem
atividades
de
embalsamento
(tanatopraxia
e
somatoconservação); serviços de medicina legal; drogarias e farmácias inclusive as
de manipulação, estabelecimentos de ensino e pesquisa na área de saúde; centros
de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacêuticos, importadores e
produtores de matérias e controles para diagnóstico in vitro; unidades móveis de
atendimento à saúde; serviços de acupuntura; serviços de tatuagem dentre outros
similares, que por suas características, necessitam de processos diferenciados em
seu manejo, exigindo ou não tratamento prévio a sua disposição final.
A resolução RDC n.º 306 de 07 de dezembro de 2004 da ANVISA dispõe
sobre o regulamento técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de
saúde, incluindo os efluentes líquidos provenientes do processo de revelação de
filmes usados em raios-X. Assim, geradores destes resíduos devem atender esta
resolução, e de alguma forma, tentar minimizar ao máximo o impacto ambiental
causado por estes efluentes. Em seu art. 6º capítulo XI diz que:
Os reveladores utilizados em radiologia podem ser submetidos a processo
de neutralização para alcançarem pH entre 7 e 9, sendo posteriormente
lançados na rede coletora de esgoto ou em corpo receptor, desde que
atendam as diretrizes estabelecidas pelos órgãos ambientais, gestores de
30
recursos hídricos e de saneamento competentes. Os fixadores usados em
radiologia podem ser submetidos a processo de recuperação da prata ou
então serem submetidos ao constante do item 11.16.
11.16- Os demais resíduos sólidos contendo metais pesados podem ser
encaminhados a Aterro de Resíduos Perigosos-Classe I ou serem
submetidos a tratamento de acordo com as orientações do órgão local de
meio ambiente, em instalações licenciadas para este fim. Os resíduos
líquidos deste grupo devem seguir orientações específicas dos órgãos
ambientais locais (ANVISA, 2004)
Assim como a Portaria nº 017/02 – FATMA de 18 de abril de 2002 que
estabelece os limites máximos de toxidade aguda para efluentes de diferentes
origens e dá outras providências. Define no Art 1º que:
As substâncias existentes no efluente não poderão causar ou possuir
potencial causador de efeitos tóxicos capazes de provocar alterações no
comportamento e fisiologia dos organismos aquáticos presentes no corpo
receptor (FATMA, 2002).
Os padrões estabelecidos pela portaria da FATMA n° 017/02, quanto ao
limite Maximo de toxicidade aguda para Daphnia magna nas atividades do setor
químico na subcategoria Produtos químicos não especificados ou não classificados
é de (FDd) 1:2 (50%), as outras atividades não mencionadas é de (FDd) 1:8 (12,5%),
não podendo ser excedido, pois acima desse fator, o mesmo é considerado tóxico.
Segundo a Resolução CONAMA 357/2005 que dispõe sobre a
classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento,
bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá
outra providências, determina que o limite para lançamento de prata seja de 0,1
mg/L. Em relação ao lançamento de tiocianato não faz menção a esse composto
diretamente, e sim por meio de suas moléculas formadoras, sendo que de cianeto
(CN-) total o limite é de 0,2 mg/L e de sulfeto (S-2) é 1,0 mg/L.
Conforme Fernandes et al.(2005) apesar de ser clara a legislação quanto
à conseqüência da infração, os efluentes e os resíduos gerados pelos serviços de
diagnóstico por imagem seguem em geral os seguintes caminhos: algumas
instituições lançam tanto os efluentes (soluções de fixador, de revelador e de água
de lavagem) quanto os resíduos (filmes radiográficos) no meio ambiente, sem
31
nenhum tratamento adequado. Em face da dificuldade atual em alterar o processo
de revelação de filmes radiográficos por meio de novos produtos, processos ou
técnicas menos poluentes, a opção restante para sua otimização ambiental consiste
em interferir em seu final através de uma estação de tratamento dos efluentes.
Embora poluente, se tratado apropriadamente, o fixador poderá se tornar um insumo
que gera receita e economia ao serviço, por ser reutilizado.
Thunthy (1990) relata que centenas de radiografias são realizadas
diariamente nos consultórios dentários, e não há um controle da quantidade da prata
contida nos filmes e na solução fixadora que são, sem precedentes, lançados no lixo
e na rede sanitária, respectivamente. Os filmes que vão para o lixo comum, na
maioria das vezes, são os rejeitos, ou seja, aqueles que são repetidos ou que são
considerados velhos sem motivo útil. O que preocupa são as reações que ocorrem
no meio ambiente, pois os íons de prata livres atuam como enzimas inibidoras,
interferindo nos processos metabólicos dos organismos.
3.3.4. Gerenciamento Integrado de Resíduos
O gerenciamento integrado de resíduos são instrumentos e técnicas
aplicados pelos municípios para aumentar a eficiência de cada instrumento de
manejo, além de utilizar ao máximo os potenciais dos resíduos em relação à sua
reutilização e reciclagem. Do ponto de vista ambiental, simples ação de coleta,
transbordo e disposição em aterros sanitários, são a forma mais barata de
gerenciamento. Sistemas mais complexos envolvem o aproveitamento dos resíduos
através de coleta seletiva e usinas de reciclagem para os resíduos classificados
como inorgânicos o tratamentos como compostagem, biodigestão e aproveitamento
energético para resíduos orgânicos; e, incineração, como forma do aumento da vida
útil dos aterros (TENÓRIO; ESPINOSA, 2004).
Todas as estratégias de gerenciamento implicam em um custo por
tonelada maior que o da simples fase coleta-transbordo-aterro. Apesar de ser a
forma mais barata de destinação, a simples disposição em aterros sanitários gera
um desperdício de energia e matéria-prima, além do elevado volume de materiais a
serem depositados. Assim, com a escassez de locais para instalação de novos
32
aterros sanitários há a necessidade de novos sistemas de gerenciamento dos
resíduos, diminuindo, portanto, a utilização de aterros. O gerenciamento integrado é
constituído por sistemas de estocagem, coleta, tratamento e disposição final, ligados
entre si para oferecer o melhor custo-benefício para a gestão dos resíduos
(TENÓRIO; ESPINOSA, 2004).
Para
Tenório;
Espinosa
(2004,
p.201)
“o
compromisso
com
o
desenvolvimento sustentável (que é uma questão de gestão, ou seja, está acima do
gerenciamento) deve ser perseguido. Além disso, a valorização dos resíduos sólidos
significa também a valorização do cidadão.”
3.3.5 Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviço de Saúde
Segundo Schneider et al.(2004) a proposta fundamental de se formular e
aplicar um plano de gerenciamento de RSSS dentro de um estabelecimento é o de
reduzir os riscos para a saúde da população atendida, decorrentes do manejo de
diferentes tipos de resíduos gerados, especialmente aqueles que apresentam
caráter infeccioso ou por suas propriedades físicas e/ou químicas, representam um
alto grau de periculosidade. O plano de gerenciamento deve ter as características do
estabelecimento aonde será implantado e com a regulamentação e normas vigentes.
O plano de gerenciamento interno de RSSS na sua elaboração pode ser facilitado
considerando alguns aspectos como:
• Quantificação e classificação dos resíduos gerados, assim como as normas
de periculosidade de cada resíduo, de acordo com as normas vigentes ou
padrão interno, com a maior precisão que poder.
• Seleção das alternativas técnicas e procedimentos para o gerenciamento
interno bem como acondicionamento, separação interna, tratamento e
disposição final, com os respectivos responsáveis para cada etapa.
• Elaboração de um plano de emergência que adote, por exemplo, situações
como: derramamento de líquidos infecciosos, ruptura de bolsas plásticas e
recipientes, falhas de equipamentos e entre outros.
• Elaboração de programas de treinamento e capacitação contínuo, para
funcionários, responsáveis e geradores.
33
• Elaboração de normas e procedimentos para cada etapa.
• Apresentação da proposta de implementação e funcionamento do plano de
gerenciamento às autoridades.
• Interagir com as comissões de prevenção e controle de infecções bom como
a implantação de sistema de educação permanente.
• Implementação de programas de fiscalização interna.
O Plano de gerenciamento de RSSS deve atender as disposições da
resolução RDC n.º 306 da ANVISA (2004) que dispõe sobre o regulamento técnico
para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, bem como a resolução
CONAMA 358/05, que apresenta um roteiro que preceitua os itens necessários, são
eles: geração, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte,
reciclagem, tratamento e disposição final, bem como a proteção à saúde pública e
ao meio ambiente (Figura 5);
GERAÇÃO
CLASSIFICAÇÃO
SEGREGAÇÃO
MINIMIZAÇÃO
Reciclagem
ACONDICIONAMENTO
COLETA
ARMAZENAMENTO
Armazenamento interno
Armazenamento externo
TRANSPORTE
RECICLAGEM
TRATAMENTO
DISPOSIÇÃO FINAL
Figura 5: Fluxograma dos procedimento do plano de gerenciamento de resíduos sólidos de serviço
de saúde. Fonte: Elaborado pela autora com base na resolução CONAMA 358/05.
34
3.3.5.1 Roteiro do Plano de gerenciamento de Resíduos Sólidos de Serviços de
Saúde
• CLASSIFICAÇÃO
Os resíduos em geral podem ser classificados como perigosos, não
perigosos, não inertes e inertes conforme é definido na NBR 10004/2004.
Portanto para uma melhor subdivisão dos resíduos de serviço de saúde a
resolução do CONAMA nº 358/05 adotou uma classificação para os resíduos sólidos
de serviço de saúde em cinco grandes grupos, são eles:
1 - GRUPO A: Resíduos com a possível presença de agentes biológicos
que, por suas características de maior virulência ou concentração, podem
apresentar risco de infecção.
2 - GRUPO B: Resíduos contendo substâncias químicas que podem
apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, dependendo de suas
características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade.
3 - GRUPO C: Quaisquer materiais resultantes de atividades humanas que
contenham radionuclídeos em quantidades superiores aos limites de
eliminação especificados nas normas da Comissão Nacional de Energia
Nuclear-CNEN e para os quais a reutilização é imprópria ou não prevista.
4 - GRUPO D: Resíduos que não apresentem risco biológico, químico ou
radiológico à saúde ou ao meio ambiente, podendo ser equiparados aos
resíduos domiciliares.
5 - GRUPO E: Materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como:
lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas
endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos
capilares; micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os
utensílios de vidro quebrado no laboratório (pipetas, tubos de coleta
sanguínea e placas de Petri) e outros similares(CONAMA , 2005).
Os resíduos químicos perigosos, segundo a NBR 12808/93 requerem
soluções que compatibilizam a minimização do risco e o tratamento, de acordo com
a NBR 10004/2004 a definição de periculosidade abrange características de
toxicidade,
corrosividade,
explosividade,
reatividade,
genotoxicidade
e
mutagenicidade. O gerenciamento desses produtos, segundo a NBR 12980/1993
deve considerar: sempre que possível, a reciclagem ou a substituição por outro
produto; embalagem em recipiente rotulado, contendo indicação do conteúdo,
volume, identificação por simbologia própria: O órgão de controle ambiental é
reconhecido como autoridade responsável para opinar sobre o gerenciamento
adequado desses resíduos (SCHNEIDER, et al. 2004).
35
• GERAÇÃO
As principais causas do crescimento progressivo da taxa de geração de
RSSS é o continuo crescimento da complexidade da atenção médica e o uso
crescente de material descartável. Por outro lado, para o Ministério da Saúde a
população brasileira está se concentrando cada vez mais em áreas urbanizadas, a
expectativa média de vida do brasileiro vem crescendo ano a ano. E o conseqüente
aumento significativo na geração de RSSS. O aumento da população exige a oferta
de serviços de saúde, e diversos tipos de especialidades. Depende de cada hospital
e de cada hábito o procedimento que o profissional de saúde adota quanto à
geração que terá menos ou mais resíduos (SCHNEIDER, 2004).
• SEGREGAÇÃO
Ao segregar o resíduo podemos reciclar. A matéria prima, uma vez
transformada em produto, segue a via de consumo e, enquanto útil, permanece
nesse ciclo. Uma vez perdida sua utilidade, é descartada com resíduo. Embora não
tendo mais utilidade naquele ponto do sistema, pode ser passível de reutilização, a
exemplo dos vidros, dos produtos celulósicos, dos metais e dos plásticos. A
recuperação desses materiais pode levar a uma recuperação de matéria e energia,
contribuindo com a preservação dos recursos naturais (SCHNEIDER, 2004).
A segregação é a ferramenta de gestão utilizada para evitar a mistura e o
aumento de volume dos resíduos com maior potencial de risco (SCHNEIDER, 2004).
A norma NBR 12807/93 define segregação como sendo a “operação de
separação dos resíduos no momento da geração, em função de uma classificação
previamente adotada para esses resíduos”.
Segundo SCHNEIDER (2004) a segregação reduz a quantidade de
resíduos que requer cuidados especiais, pois os resíduos infectantes, mesmo em
pequena quantidade, quando não são separados, acabam por comprometer a
massa total de resíduos, sendo necessário tratar o todo como resíduo infectante. A
separação dos resíduos perfurocortantes em recipientes rígidos é um exemplo.
• MINIMIZAÇÃO
Na sua geração os RSSS necessitam de uma segregação correta para
que não haja contaminação de possíveis materiais a serem dispostos contudo
minimização dos resíduos consiste na economia dos materiais (SCHNEIDER, 2004).
36
Segundo Schneider (2004) o tema Minimização de resíduos significa
redução, na extensão em que pode ser aplicada, da geração de resíduos perigosos,
antes mesmo da fase de tratamento, armazenamento ou disposição, incluindo-se
qualquer redução de resíduo na fonte geradora ou atividade de clonagem que
resultem em: redução do volume total da quantidade de resíduos perigosos; redução
da toxicidade do resíduo; ou ambas, contanto que tal redução seja consistente com
o objetivo de minimizar os danos presentes e futuros à saúde humana e ao meio
ambiente.
Uma opção para minimizar é a reciclagem, que por sua vez traz muitos
benefícios principalmente aumentar a vida útil dos aterros, gerar renda a outros
trabalhadores, aumentar a vida útil dos recursos naturais entre outras.
Vilhena; D’almeida (2000, p.81), afirmam que “reciclagem é o resultado de
uma série de atividades, pela quais materiais se tornariam lixo, ou estão no lixo, são
desviados, coletados, separados e processados para serem usados como matériaprima na manufatura de novos produtos”.
Tenório; Espinosa (2004) comenta que ao contrario do que intuitivamente
se poderia acreditar, os custos do programa de coleta seletiva não são cobertos
pelos custos das vendas dos produtos, o que observa-se em todo o mundo. O custo
líquido do processo de coleta seletiva por tonelada é maior que o custo do simples
aterramento do resíduo. Conseqüentemente, a decisão de adotar um determinado
programa de coleta é uma questão mais de gestão de resíduos do que de
gerenciamento, cabendo a comunidade investir mais ou menos na valorização dos
resíduos e da cidadania, fazendo um balanço entre a possibilidade financeira e os
benefícios do ponto de vista de sustentabilidade e cidadania. A reciclagem é
importante na medida em que se preservam os recursos minerais e energéticos,
fatores fundamentais para o desenvolvimento sustentável.
• ACONDICIONAMENTO
No momento de sua geração o acondicionamento deve ser executado, no
seu local de origem ou próximo, em recipientes adequados ao tipo, quantidade e
características, para um melhor manuseio desses e uma melhor proteção dos
profissionais encarregados da coleta e da remoção. Isso evita a exposição, bem
como permite a identificação dos que requerem cuidados especiais, diminuindo
riscos de contaminação (SCHNEIDER, 2004).
37
• COLETA
O planejamento do sistema de coleta e transporte do lixo urbano deve ser
feito com qualidade e produtividade com o mínimo custo.
Para que se faça o planejamento da coleta num estabelecimento, são
necessárias
algumas
informações:
características
do
estabelecimento;
possibilidades financeiras; capacidade do órgão que prestará serviço, para que
assim se decida qual a freqüência da coleta na semana (diária, duas ou três vezes),
o horário (verificando as vantagens e desvantagens de ambos) e o tipo de coleta.
Na NBR 12980 (1993), os serviços de coleta de resíduos são
classificados como estabelecimentos comerciais, indústrias, cujos volumes e
características sejam compatíveis com a legislação do município vigente; Coleta de
resíduos de serviços e saúde, englobando hospitais, ambulatórios, postos de saúde,
laboratórios, farmácias, clínicas veterinárias.
Nos estabelecimentos que tem a coleta de resíduos de serviço de saúde
pode ser dividida em duas etapas a coleta interna e a coleta externa. A coleta
interna é aquela realizada dentro da unidade, e consiste no recolhimento do lixo das
lixeiras, no fechamento do saco e no seu transporte até a sala de resíduos ou
expurgo. Os sacos e as lixeiras devem ter capacidade de acordo com a demanda e
o número previsto de coletas. A coleta externa consiste no recolhimento dos RSSS
armazenados nas unidades a serem transportados para o tratamento ou para a
disposição final (SCHNEIDER, 2004).
• ARMAZENAMENTO
O armazenamento depende do porte do estabelecimento, podendo haver
necessidade de dois tipos de abrigo para armazenamento dos resíduos: um na
unidade geradora, e outro onde os resíduos ficam estocados aguardando coleta
externa. Os dois tipos de abrigo têm suas características definidas na NBR
12808/93.
• TRANSPORTE
Novaes (1994 apud Parra et al., 2000. p.45) relata que o planejamento do
transporte se faz necessitando conhecer os seguintes elementos para o seu
planejamento: fluxos nas diversas ligações da rede, níveis de serviço atual, nível de
38
serviço desejado, características ou parâmetros sobre a carga, e tipos de
equipamentos disponíveis e suas características (capacidade, fabricante, etc.).
Parra et al. (2000, p.46) dizem que “para que o sistema de coleta e
transporte funcione de maneira otimizada, é necessário o fluxo permanente de
informações que subsidiem seu planejamento e gerenciamento”.
• TRATAMENTO
As técnicas de tratamentos dos RSS surgiram de acordo com cada
necessidade, sendo que, em determinadas situações, aparecem soluções mistas.
Contudo surgiram diferentes técnicas de tratamento como, por exemplo, a
desinfecção e os incineradores. A escolha da melhor técnica a ser adotada para o
tratamento dos RSS varia segundo o potencial de risco, a realidade do país ou da
região, os recursos econômicos e naturais, e a população, entre outros fatores a
serem analisados (SCHNEIDER, 2004).
Desinfecção: Segundo Schneider (2004) é o processo que elimina a
maioria ou todos os microorganismos patogênicos exceto os esporos bacterianos de
superfícies inanimadas. Dessa forma, o risco biológico não é totalmente eliminado
por esse processo.
Incineração: Consiste na oxidação dos materiais a altas temperaturas, sob
condições controladas, convertendo materiais combustíveis (RSSS) em resíduos
não combustíveis (escórias e cinza) com a emissão de gases (SCHNEIDER, 2004).
Os gases de combustão devem ser mantidos a 1200ºC por cerca de 2 segundos,
com excesso de ar e turbulência elevados a fim de garantir a conversão total dos
compostos orgânicos presentes no RSSS em gás carbônico e água (USHIMA;
SANTOS, 2000). A princípio, a incineração visava unicamente à redução do volume
dos resíduos, para aumentar a capacidade dos aterros industriais. Atualmente, a
incineração tem também como meta a eliminação de resíduos tóxicos ou perigosos
(THEODORE, 1987 apud TENÓRIO; ESPINOSA, 2004).
Os processos de incineração deveriam gerar apenas três produtos:
dióxido de carbono, água e cinzas (TENÓRIO; ESPINOSA, 2004). Porém, Ushima;
Santos (2000) advertem questionando que devido a presença de alguns elementos
nos resíduos sólidos, pode-se formar ou volatilizar compostos como óxidos de
enxofre, óxidos de nitrogênio, ácido clorídrico, cloretos metálicos, etc., que se
lançados diretamente na atmosfera, causam a poluição. De acordo com Ushima;
39
Santos (2000) no caso de ocorrerem problemas operacionais no incinerador, podemse formar outros poluentes, como monóxido de carbono, fuligem, dioxinas, etc.
• DISPOSIÇÃO FINAL
A destinação final é a ultima etapa do gerenciamento dos RSSS, entendendose como a etapa a partir da qual o resíduo não sofrera mais nenhum tipo de
manuseio (SCHNEIDER, 2004). A Resolução CONAMA nº 358 de 29 de abril de
2005 dispõe sobre o tratamento e a disposição final dos RSSS e da outras
providências.
Segundo a ABNT, na NBR 8419 (apud Tenório; Espinosa, 2004), Aterro
Sanitário: Consiste na técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo,
sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os
impactos ambientais, método este que utiliza princípios de engenharia para confinar
os resíduos sólidos à menor área possível, cobrindo-os com uma camada de terra
na conclusão de cada jornada de trabalho ou a intervalos menores se for necessário.
O aterro sanitário ainda é o processo mais aplicado no mundo, por causa
do seu baixo custo. Ele é bastante seguro e simples, além do fato de que os
processos de tratamento de resíduos também geram resíduos, os quais também
devem ser destinados a aterros. A incineração pode ser competitiva em relação ao
aterro dependendo da dificuldade de se encontrar um local para implantação.
(TENÓRIO; ESPINOSA, 2004).
3.4 Organismos bioindicadores e biomarcadores para avaliação da toxicidade
de contaminantes ambientais
A toxicologia tem como principais objetivos identificar os riscos
associados a uma determinada substância e determinar em quais condições de
exposição esses riscos são induzidos. A ocorrência, natureza, incidência,
mecanismo e fatores de risco associados às substâncias tóxicas são parâmetros
experimentalmente investigados pela toxicologia. Ela não serve somente para
proteger os seres vivos e o ambiente dos efeitos deletérios causados pelas
substâncias tóxicas, mas também para facilitar o desenvolvimento de agentes
40
químicos nocivos mais seletivos, tais como drogas clínicas e pesticidas (COSTA et
al, 2008).
Testes de toxicidade são ferramentas desejáveis para avaliar a qualidade
das águas e a carga poluidora de efluentes, uma vez que somente as análises
físico-químicas tradicionalmente realizadas, tais como demanda química de oxigênio
(DQO), demanda bioquímica de oxigênio (DBO), sólidos suspensos, concentrações
de metais e de outras substâncias de caráter orgânico ou inorgânico, cujos limites
encontram-se estabelecidos nas legislações ambientais, não são capazes de
distinguir entre as substâncias que afetam os sistemas biológicos e as que são
inertes no ambiente e, por isso, não são suficientes para avaliar o potencial de risco
ambiental dos contaminantes. Apesar disso, os testes de toxicidade não substituem
as análises químicas tradicionais (COSTA et al, 2008).
A ecotoxicologia aquática tem como objetivo avaliar o efeito de
substâncias químicas tóxicas sobre organismos representativos do ecossistema
aquático. Os efeitos tóxicos podem se manifestar em diferentes níveis de
organização, desde estruturas celulares até indivíduos, populações e comunidades.
Os testes de toxicidade aquática são bastante utilizados porque os ecossistemas
aquáticos constituem os principais receptáculos de contaminantes, sejam eles
lançados diretamente nos corpos d’água por meio das descargas de efluentes,
emitidos no ar ou depositados nos solos (COSTA et al, 2008).
Os testes de toxicidade podem ser classificados em agudos e crônicos.
Esses testes diferem na duração e nas respostas finais que são medidas. Os testes
de toxicidade aguda são utilizados para medir os efeitos de agentes tóxicos sobre
espécies aquáticas durante um curto período de tempo em relação ao período de
vida do organismo-teste. Eles têm como objetivo estimar a dose ou concentração de
um agente tóxico que seria capaz de produzir uma resposta específica mensurável
em um organismo-teste ou população, em um período de tempo relativamente curto,
geralmente de 24 a 96 h. Os efeitos tóxicos medidos em testes de toxicidade aguda
incluem qualquer resposta exibida por um organismo-teste ou população resultante
de um estímulo químico. Normalmente, o efeito medido em estudos de toxicidade
aguda com organismos aquáticos é a letalidade ou alguma outra manifestação do
organismo que a antecede como, por exemplo, o estado de imobilidade (PERIN,
2005).
41
Os testes de toxicidade aguda permitem que valores de CE50 e CL50
sejam determinados por vários métodos estatísticos computacionais. Geralmente os
valores de concentrações efetivas e letais são expressos em relação a 50% dos
organismos porque estas respostas são mais reprodutíveis, podem ser estimadas
com maior grau de confiabilidade e são mais significativas para serem extrapoladas
para uma população. No ambiente aquático, efeitos agudos provocados por agentes
tóxicos nos organismos podem resultar de aplicações inadequadas de agrotóxicos,
de acidentes ambientais e de situações em que efluentes industriais não tratados
são lançados nos corpos d’água receptores (COSTA et al, 2008).
Os ensaios de toxicidade são muito utilizados por ser uma forma muito
importante para se obter uma melhor avaliação da qualidade de efluentes. Tem-se
então sugerido uma grande variedade de técnicas que utilizam organismos
bioindicadores, células isoladas, sistemas enzimáticos, entre outras, os quais são
capazes de avaliar o grau de toxicidade de diversas fontes de contaminação
ambiental. Em geral, os organismos bioindicadores são utilizados em metodologias
cujo objetivo consiste em testar a sua sobrevida e, para este propósito, tem-se
indicado teste de toxicidade aguda em microcrustáceos (ex: Daphnia magna,
Artemia sp.) e fitoxicidade em plantas (ex: Allium cepa L.), além de outros
organismos como bactérias, fungos e animais (SVENSSON et al., 2005).
O microcrustáceo Daphnia magna, conhecido popularmente como pulga
d’água é classificada taxonomicamente no filo Arthropoda, subfilo Crustacea, classe
Branchiopoda, ordem Diplostraca e família Daphnidae (RUPPERT; BARNES,1996).
É utilizado internacionalmente para testes ecotoxicológicos, tendo em vista sua
padronização pelos órgãos e institutos ambientais de diversos países. Além disto, é
amplamente indicado por apresentar características significativas como abundância
em meio aquático e sensibilidade a substâncias tóxicas (KNIE, LOPES, 2004).
Segundo os autores seu manejo e cultivo, frente a condições favoráveis em
laboratório, é fácil uma vez que apresenta um ciclo de vida curto e um padrão
reprodutivo
assexuado.
Sendo
assim, seu
genótipo
padrão
garante uma
uniformidade no resultado do ensaio. A escolha da Daphnia magna como organismo
teste fundamenta-se principalmente nos critérios como, os descendentes são
geneticamente idênticos, o que assegura certa uniformidade de respostas nos
ensaios; a cultura em laboratório sob condições controladas é fácil e sem grandes
42
dispêndios; o ciclo de vida e de reprodução é suficientemente curto, o que permite
usar as daphnias também em testes crônicos (KNIE, LOPES, 2004).
O uso de Allium cepa L. foi introduzido em 1938 como teste biológico para
avaliação dos efeitos citogenéticos da colchicina. Até então, a mesma vem sendo
utilizada como organismos bioindicador para a avaliação ecotoxicológica de
ambientes contaminados por várias classes de poluentes, tais como hidrocarbonetos
policíclicos aromáticos, pesticidas halogenados, metais pesados entre outros. Para
tanto, tem sido avaliados diversos parâmetros fitotóxicos, tais como, bioacúmulo de
contaminantes em diferentes tecidos (raízes, folhas e bulbos), inibição de
crescimento de raízes e folhas, efeitos citogenéticos e mutagênicos, entre outros. O
uso deste vegetal em testes ecotoxicológicos tem sido sugerido, uma vez que
oferece benefícios como sensibilidade, reprodutibilidade, resposta em breve período
de tempo, necessidade de pouco volume de amostra de contaminante, bem como,
baixo custo. Allium cepa L. também tem sido recomendada por agências
internacionais de proteção ambiental para avaliação da toxicidade de contaminantes
ambiental (RICHA et al., 2005).
43
4 METODOLOGIA
4.1 Levantamento da quantidade gerada de revelador e fixador de radiografias
Com o objetivo de obter informações do volume mensal de revelador e
fixador de radiografias, diluição, quantidade de trocas realizadas no mês e a
destinação das mesmas. Foi realizado um levantamento estatístico por meio de um
questionário aplicado aos profissionais/empresa da Rua Coronel Pedro Benedet do
Bairro centro de Criciúma - SC, registrados no Conselho Regional de Odontologia
(CRO) até fevereiro de 2010 com o endereço da clínica na Rua Coronel Pedro
Benedet (figura 6). As entrevistas foram efetuadas com o prévio Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da
UNESC.
Figura 6: Localização do município de Criciúma. FONTE: (CRICIÚMA, 2010).
A partir da localização das clínicas foi elaborado um mapa com a
localização das mesmas em relação as curvas de nível e ao rio Criciúma.
44
O lançamento de efluente independente do corpo receptor onde for
lançado compromete um volume de água, calculado através do cálculo do volume de
água comprometido (L) que partiria do volume gerado por cada profissional do
edifício somando-os e tendo um valor de volume total de cada edifício, o total de
cada edifício foi multiplicado pelos fatores de diluição 1:357 para Daphnia magna
exposto ao revelador e 1:114 para Daphnia magna exposto ao fixador. Sendo
utilizados dados provenientes apenas dos profissionais que afirmaram lançar o
revelador e o fixador ao esgoto sem prévio tratamento.
4.2 Coleta da solução reveladora e fixadora de radiografias
O revelador e o fixador de radiografias após o fim de sua vida útil foram
coletadas em frascos de polietileno (600 mL) em uma Clínica de Radiologia
Odontológica situada no centro de Criciúma, SC, e armazenadas em geladeira ao
abrigo da luz até a realização dos ensaios.
4.3 Testes de toxicidade aguda em microcrustáceos Daphnia magna
Para os testes de toxicidade, foram utilizados neonatos de idade inferior a
24 horas, pois são os mais sensíveis. Larvas (nauplios) de Daphnia magna L. com
24 horas fornecidas pelo laboratório de ecotoxicologia do IPAT foram colocados em
contato com a solução contendo as substâncias em análise de acordo com Perin
(2005).
As amostras forma preparadas em diluições seriadas (1:1 até 1:5000)
utilizando-se solução solução ISO (KNIE; LOPES, 2004). Como controle negativo em
béquer previamente identificado em um volume total de 25 mL de solução ISO.
Posteriormente foram distribuidos 10 indivíduos por béquer com o auxílio de malha
coletora, lavando a malha entre cada coleta.
45
Os indivíduos ficaram expostos por 48 horas, a 20oC em estufa e ao
abrigo da luz. Após a exposição, procedeu-se com a contagem dos indivíduos
mortos de Daphnia magna para cada diluição.
Os valores da CL50 foram obtidos por meio de cálculos no software
®
Biostat , utilizando o método matemático Probitos (HAMILTON et al., 1977). A partir
da CL50 foi calculado o Fator de diluição de acordo com a fórmula apresentada na
Portaria nº 017/02 da FATMA.
4.4 Testes de fitotoxicidade em Allium cepa L. (cebolas)
Foram utilizados bulbos de cebola-comum (Allium cepa) obtidas
comercialmente com peso aproximados. Primeiramente os bulbos tiveram as raízes
retiradas com o auxílio de bisturi. Cada bulbo foi pesado individualmente, cujo
valores correspondem ao seu peso inicial.
Diluições de 25, 50 e 100 % das amostras foram utilizadas para preencher
os tubos teste (falcon) para a exposição, preenchendo-os com as amostras até
volume máximo (50 mL). Os bulbos (seis por diluição) foram colocados
individualmente em cada tubo de forma que houvesse contato entre a solução e a
região onde foram removidas as raízes, e depois foi mantido a exposição por 7 dias
ao abrigo da luz e temperatura ambiente (figura 7).
Após o período de exposição, foram retirados os bulbos dos tubos e
avaliada a variação de peso do bulbo por meio da diferença entre o peso antes da
exposição e o peso após a exposição.
46
Figura 7: Esquema do Teste de fitotoxicidade em vegetal Allium cepa L. Fonte: (BORTOLOTTO,
2008 adaptado pela autora).
Para as análises estatísticas, utilizou-se o método de Análise de Variância
(ANOVA), seguida pelo teste de Tukey. Os cálculos foram realizados através do
software GraphPad Prism 5.0 (GraphPad Inc. San Diego, CA, USA), admitindo-se
níveis de significância de p<0,05 contra o controle.
47
5 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS
5.1 Levantamento da quantidade gerada de solução reveladora e fixadora de
radiografias
De acordo com o levantamento estatístico por meio de questionário
aplicado aos profissionais/empresa da Rua Coronel Pedro Benedet no Bairro Centro
de Criciúma – SC, foi gerado mensalmente 36,313 litros de revelador e 36,313 litros
de fixador de radiografias, totalizando 72,626 litros. Desses 12% (8,575 Litros) do
total gerado são destinados uma empresa que coleta Resíduos Sólidos de Serviço
de Saúde, 1% (475 mL) é dado destino diversos e 87% (63,576 litros) é destinado a
rede coletora de esgoto sem prévio tratamento.
Podemos observar no mapa a localização dos edifícios que os
profissionais foram entrevistados, entre eles 1, 2, 3, 4, 5. De acordo com a
localização dos edifícios à possibilidade de que todos drenam para o rio Criciúma
(Figura 8).
Figura 8: Localização dos Edifícios onde os profissionais de odontologia foram entrevistados, 1, 2, 3,
4, 5 mostrando o curso rio Criciúma e as curvas de níveis. Fonte: (ZAMBRANO; TOPANOTTI, 2010).
48
Podemos observar nas tabelas 2 e 3 o volume mensal gerado de
revelador e fixador disposto no esgoto sem prévio tratamento lançados pelos
profissionais de odontologia estabelecidos na rua Cel. Pedro Benedet. Bem como o
volume de água comprometido independente onde for lançado o efluente, foi
estimado um volume mensal de 13245,87 para o revelador e 4220,78 para o fixador.
Conforme estudos e as tabelas 2 e 3.
Tabela 2: Volume de revelador disposto no esgoto sem prévio tratamento pelos profissionais de
odontologia estabelecidos na rua Cel. Pedro Benedet.
Edifício
Volume mensal
estimado Revelador (L)
1
2
3
4
5
Total
0,475
24,750
0,250
1,925
9,9833
37,1033
Volume d’água (L) comprometido obtido a
partir do fator de diluição 1:357 para
Daphnia magna
169,58
8735,79
89,25
687,23
3564,04
13245,87
Tabela 3: Volume de fixador disposto no esgoto sem prévio tratamento pelos profissionais de
odontologia estabelecidos na rua Cel. Pedro Benedet.
Edifício
Volume mensal
estimado Fixador (L)
1
2
3
4
5
Total
0,475
24,750
0,250
1,925
9,9833
37,1033
Volume d’água comprometido (L) obtido a
partir do fator de diluição 1:114 para
Daphnia magna
54,15
2789,58
28,50
219,45
1138,09
4220,78
Nas tabelas 2 e 3 o cálculo do volume de água comprometido (L)
considerando fator de diluição 1:357 para Daphnia magna exposto ao revelador e
1:114 para Daphnia magna exposto ao fixador, totalizando uma quantidade de
17466,65 Litros, mostrando ser uma quantidade elevada, considerando que esse
efluente será lançado ao corpo receptor, rede de esgoto. Para tanto o efluente do
edifício 5 como mostrado na figura 9 está sendo lançado ao Rio Criciúma, não sabe
se o edifício tem tratamento de esgoto, dado não fornecido a pesquisa, mas se
eventualmente esse efluente não for tratado, estará contribuído para a contaminação
do rio, como tantos outros efluentes de edifícios e empresas, estabelecidas no
centro da cidade.
49
Figura 9: Rio Criciúma localizado atrás do edifício 5, com tubulação do Edifício em direção ao rio
Criciúma. Localização Geográfica: 22J659581 E / 6826702 S.
Schnack (2007) e Silva (2008) destacam o baixo nível de qualidade que o
rio Criciúma se encontra. Segundo Schnack (2007) a poluição do rio, é já prevista
em função de algumas características visuais como água turva, com aspecto cinza
causado por efluentes domésticos e laranja-avermelhado devido aos efluentes da
mineração e indústrias, odor forte, dejetos no leito e ausência de mata ciliar. O
lançamento dos afluentes de clínicas radiológicas poderá estar agravando as
condições já comprovadamente tóxicas desse corpo d’água. Ambas as autoras
encontraram índices crescentes de toxidade ao longo do curso do Rio Criciúma.
Em visita a consultórios odontológicos, observou-se a técnica de processo
de revelação de radiografias, está sendo aos poucos alterada por processo de
50
revelação a seco (computadorizado), assim não utilizando mais o revelador e fixador
de radiografias, mas sim processos de impressão digital utilizando para a revelação
em vez de película radiográfica, papel fotográfico, obtendo uma ótima resolução e
visibilidade do local desejado na radiografia. Essa nova tecnologia pode ser uma
opção para diminuição na produção de efluentes líquidos com as características
anteriormente relatadas.
5.2 Avaliação da toxicidade das soluções reveladora e fixadora de radiografias
utilizando organismos bioindicadores
A seguir estão descritos os resultados da avaliação da toxicidade das
soluções revelador e fixador de radiografias sobre os organismos bioindicadores
Daphnia magna e Allium cepa L.
5.2.1 Teste de toxicidade aguda em microcrustáceos Daphnia magna
Os resultados obtidos para as diferentes diluições e réplicas para o
revelador de radiografias estão descritos na Tabela 4 e na Figura 10 e os obtidos
para o fixador estão descritos na Tabela 5 e na Figura 11.
Para o revelador a concentração letal (CL 50) calculada foi de 0,28% e o
fator de diluição calculado a partir da CL50 foi de 1:357. Para o fixador a
concentração letal (CL 50) calculada foi de 0,87% e o fator de diluição calculado a
partir da CL50 foi de 1:114.
Os resultados obtidos comparados a portaria da FATMA nº 017/02
mostraram um elevado grau de toxicidade dos efluentes, pois o fator de diluição
permitido pela portaria aos produtos químicos não especificados ou não
classificados é de (FDd)1:2 (50%), as outras atividades não mencionadas é de (FDd)
1:8 (12,5%), não podendo ser excedido, pois acima desses fatores, o mesmo é
considerado tóxico, e as substâncias existentes no efluente não poderão causar ou
51
possuir potencial causador de efeitos tóxicos capazes de provocar alterações no
comportamento e fisiologia dos organismos aquáticos.
Conforme observado na bibliografia e nos testes, os componentes dos
dois efluentes apresentam toxicidade fora dos padrões. No entanto a legislação não
deixa claro quanto ao fator de diluição a ser utilizado como referência. Sendo
possível a comparação com produtos químicos não especificados ou não
classificados; ou outras atividades não mencionadas. Ambas, porém tem seus
fatores de diluição ultrapassados pelos fatores de diluição obtidos nos testes com
Daphnia magna.
Tabela 4: Resultado do ensaio de toxicidade aguda em microscrustáceos Daphinia magna utilizando
revelador de radiografias.
Diluição (%)
Mortalidade 48h
100 (réplica 1)
100 (réplica 2)
50 (réplica 1)
50 (réplica 2)
25 (réplica 1)
25 (réplica 2)
16,6 (réplica 1)
16,6(réplica 2)
12,5 (réplica 1)
12,5 (réplica 2)
10 (réplica 1)
10 (réplica 2)
6,25 (réplica 1)
6,25 (réplica 2)
3,125 (réplica 1)
3,125 (réplica 2)
1,56 (réplica 1)
1,56 (réplica 2)
0,78 (réplica 1)
0,78 (réplica 2)
0,4 (réplica 1)
0,4 (réplica 2)
0,2 (réplica 1)
0,2 (réplica 2)
0,08 (réplica 1)
0,08 (réplica 2)
0,04 (réplica 1)
0,04 (réplica 2)
0,02 (réplica 1)
0,02 (réplica 2)
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
80
40
60
50
20
20
20
0
0
0
.
Carvalho (2007) realizou teste com revelador contendo as mesmas
características de amostra usando como bioindicador Daphnia magna obtendo um
fator de diluição de 1024 correspondendo a 0,09% obtiveram mortalidade depois de
exposto 48h de exposição de 100% de mortalidade. A autora comenta que os
52
resultados das análises mostraram um elevado grau de toxicidade do efluente
perante a esse bioindicador.
De acordo com Baratieri; Tavano; Filho (1984), o efluente pode ter
variações quanto à concentração, diluição, exaustão, tempo de vida útil e de acordo
com a forma de seu manuseio. Justificando possíveis diferenças de resultados entre
o trabalho desenvolvido e o realizado por Carvalho (2007)
Figura 10: Gráfico da concentração letal obtida por exposição de Daphnia magna exposta a solução
relevadora (valor CL50 = 0,28 %).
Tabela 5: Resultado do ensaio de toxicidade aguda em microscrustáceos Daphinia magna utilizando
Fixador de Radiografias.
Diluição (%)
Mortalidade 48h (%)
50 (réplica 1)
50 (réplica 2)
25 (réplica 1)
25 (réplica 2)
12,5 (réplica 1)
12,5 (réplica 2)
6,25 (réplica 1)
6,25 (réplica 2)
3,12 (réplica 1)
3,12 (réplica 2)
0,4 (réplica 1)
0,4 (réplica 2)
0,2 (réplica 1)
0,2 (réplica 2)
0,08 (réplica 1)
0,08 (réplica 2)
0,04 (réplica 1)
0,04 (réplica 2)
0,02 (réplica 1)
0,02 (réplica 2)
100
100
100
100
100
100
100
100
100
100
70
50
30
10
20
0
0
0
0
0
53
Figura 11: Gráfico da concentração letal obtida por exposição de Daphnia magna exposto a Solução
Fixadora (valor CL50 = 0,87 %).
5.2.2 Teste de fitotoxicidade em Allium cepa L. (cebolas)
Os resultados da toxicidade subaguda avaliados por meio da inibição do
crescimento de raízes de Allium cepa L. expostas a diferentes diluições de revelador
e fixador de radiografias. Como não houve crescimento de raízes, a comparação só
foi possível com os pesos dos bulbos que esta apresentada na Figura 12.
54
10
5
0
C
on
ev
tr
el
ol
ad
e
o
R
r
ev
10
el
0%
ad
or
R
ev
50
el
%
ad
or
Fi
25
xa
%
do
r1
00
Fi
xa
%
do
r5
Fi
0
xa
%
do
r2
5%
Ganho de Peso (%)
15
R
-5
Figura 12: Gráfico de comparação da variação de peso das cebolas (Allium cepa L.) expostas ao
revelador, fixador e água mineral como controle negativo.
Com este resultado, pode-se observar que em todas as concentrações de
revelador e fixador houve expressiva inibição do crescimento das raízes quando
comparado ao grupo controle negativo. Constatou-se que após diluições seriadas de
50%, 25% ainda houve inibição do crescimento das raízes de Allium cepa L.
Observou-se também que o bulbo de A. cepa, se necrosou diminuindo seu peso
(figura ), e dando uma variação de peso negativa como mostra na Figura 13.
Figura 13: Allium cepa necrosado após exposição ao revelador e ao fixador de radiografias.
55
Trabalhos realizados têm demonstrado a inibição do crescimento de
raízes em plantas quando exposta a efluente contendo diferentes metais. A inibição
de crescimento de raízes de Allium cepa L. foi observada quando exposta a esgoto
doméstico contendo metais pesados (SRIVASTAVA; KUMAR; GUPTA, 2005).
Em estudos de avaliação dos efeitos fitotóxicos sobre Allium cepa L.
expostas a diferentes concentrações de sais dos metais Cd, Pb, Ni, Al, Cu e Zn foi
observado inibição do crescimento de raízes, bem como, da germinação de
sementes (DOVGALIUK; KALINIAK; BLIUM, 2001).
Os mecanismos envolvidos na inibição do crescimento de raízes de
plantas frente à exposição a metais ainda não estão bem estabelecidos. Sugere-se
que este efeito fitotóxico estaria relacionado à capacidade dos metais de serem
acumulados pela planta e interagirem com sítios específicos localizados na parede
celular, na membrana plasmática e no núcleo celular. Como conseqüência, poderiam
ser desencadeadas diversas alterações, tais como: alteração do fluxo de água e
nutrientes e comprometimento de eventos de sinalização celular, distúrbios do ciclo
celular. Estes efeitos poderiam trazer como resultados a inibição do crescimento de
tecidos da planta, incluindo-se os das raízes (DOVGALIUK; KALINIAK; BLIUM,
2001).
A análise da toxidade dos efluentes para os organismos bioindicadores
propostos no presente trabalho indica a impossibilidade de lançamento das soluções
revelador e fixador de radiografias ao meio ambiente sem prévio tratamento,
considerando a legislação vigente.
A resolução RDC n.º 306 da ANVISA (2004) apresenta alternativas de
tratamento para o revelador e para o fixador, visto que o revelador um alternativa
simples de neutralização para alcançar pH entre 7 e 9, sendo posterior lançado ao
corpo receptor, já o fixador pode ser submetido ao processo de recuperação de
prata, ou como os demais resíduos sólidos contendo metais pesados podem ser
encaminhados a Aterro de Resíduos Perigosos – classe I, ou por fim submeter a
tratamento de acordo com as orientações dos órgãos local de meio ambiente.
56
6 CONCLUSÕES
• O levantamento estatístico demonstrou que mais do que 50% dos
entrevistados que dispõem os efluentes procedentes do processo de
revelação de radiografias dispensam sem prévio tratamento na rede coletora
de esgoto;
• O volume estimado de efluente gerado é de 72,626 litros e o dispensado sem
tratamento prévio 63,576 litros correspondendo a 87% do total;
• Os fatores de diluições para Daphnia magna obtidos nesta pesquisa
mostraram fora dos padrões da portaria da FATMA nº 017/02;
• Os resultados obtidos neste trabalho permitem sugerir que o revelador e
fixador foi capaz de promover toxicidade sobre os organismos bioindicadores
Daphnia magna e Allium cepa L., o que poderia estar associado a sua acidez
e à presença de metais como prata, diversos sais e ácido acético, conforme
observados na avaliação dos ensaios.
• Conforme FISPQ dos produtos revelador e fixador de radiografias da KODAK,
a substância apresenta-se muito tóxica para os organismos aquáticos, tóxica
para os organismos aquáticos com efeitos duradouros. Percebesse certa falta
de informação ou descaso por parte dos operadores desses sistemas;
• Os efluentes apresentaram tóxicos aos organismos bioindicadores propostos
neste trabalho, ultrapassando os limites estabelecidos pela legislação vigente.
Os efluentes necessitam de um prévio tratamento ou destinação adequada do
revelador e fixador de radiografias.
• A disposição desses efluentes é realizada sem conhecimento dos órgãos
reguladores de meio ambiente. Resultando na disposição inadequada
comprometendo a qualidade dos corpos receptores.
57
• Recomenda-se o estudo de viabilidade da recuperação da prata dos
efluentes, bem como implantação de um sistema de tratamento, para
adequada disposição final.
• Em trabalhos futuros recomenda-se a investigação de quanto a variação na
concentração de cada componente do revelador e do fixador influência sobre
a toxidade do efluente e quanto esses efluentes contribuem para a toxidade
da água do rio Criciúma.
58
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LANDSAT TM5. 1 Fotografia aérea. Escala 1:4000. Composição colorida 3,4 e 5.
64
APÊNDICES
65
APÊNDICE A: Tabela dos profissionais de odontologia registrados ate
fevereiro de 2010, na Rua Coronel Pedro Benedet entrevistados que revela
radiografias.
SEMANAL
COLIX
5
2
SIM
475
475
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
5
3
SIM
475
475
NÃO
MENSAL
ESGOTO
DE FIXADOR
GERADO
(ml) GERADO
MENSALMENTE
MENSALMENTE
5L - 5L
5
4
SIM
3333,333333
3333,333333
DE
AGUA
3 EM 3
MESES
DESTINAÇÃO
NÃO
REVELADOR (ml)
DE TROCA
475
QUANTIDADE
FREQUENCIA
475
QUANTIDADE DE
DILUIÇÃO
SIM
SIM / NÃO
1
RADIOGRAFIAS
ENTREVISTADOS
5
REVELA
EDIFÍCIO
66
ESGOTO
5
5
SIM
475
475
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
5
6
SIM
475
475
NÃO
SEMANAL
ESGOTO
5
7
SIM
475
475
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
5
8
SIM
475
475
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
5
9
SIM
475
475
NÃO
QUINZENAL
DIVERSOS
5
10
SIM
950
950
NÃO
SEMANAL
ESGOTO
5
11
SIM
1425
1425
NÃO
SEMANAL
ESGOTO
5
12
SIM
1425
1425
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
2
13
SIM
950
950
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
2
14
SIM
950
950
NÃO
SEMANAL
ESGOTO
2
15
SIM
475
475
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
2
16
SIM
950
950
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
2
17
SIM
475
475
NÃO
SEMANAL
ESGOTO
2
18
SIM
950
950
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
SIM
20000
20 a 30 dias
ESGOTO
20 a 30 dias
ESGOTO
QUINZENAL
COLIX
2
4litros 19litros
19
2
3,950
SIM
20000
lts 18lts
4
20
SIM
450
450
NÃO
4
21
SIM
500
500
NÃO
4
22
SIM
237,5
237,5
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
4
23
SIM
237,5
237,5
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
4
24
SIM
475
475
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
4
25
SIM
500
500
NÃO
QUINZENAL
COLIX
4
26
SIM
475
475
NÃO
SEMANAL
COLIX
4
27
SIM
950
950
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
10 em 10
dias
ESGOTO
SEMANAL
COLIX
4
29
SIM
450
450
NÃO
QUINZENAL
COLIX
DE FIXADOR
GERADO
(ml) GERADO
MENSALMENTE
MENSALMENTE
1L 3
30
SIM
3000
3000
13L de
agua
3 em 3
meses
DESTINAÇÃO
NÃO
REVELADOR (ml)
DE TROCA
2500
QUANTIDADE
FREQUENCIA
2500
QUANTIDADE DE
DILUIÇÃO
SIM
SIM / NÃO
28
RADIOGRAFIAS
ENTREVISTADOS
4
REVELA
EDIFÍCIO
67
COLIX
3
31
SIM
250
250
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
3
32
SIM
475
475
NÃO
QUINZENAL
COLIX
3
33
SIM
250
250
NÃO
QUINZENAL
COLIX
1
34
SIM
475ml
475
NÃO
QUINZENAL
ESGOTO
68
APENDICE B: Tabela de Análise do teste de toxicidade subaguda em Allium
cepa L.
69
B.1: Análise estatística da variação de peso do bulbo de Allium cepa L. expostas a
100%, 50%, 25% dos efluentes de cada ponto amostral através do teste ANOVA
completada
pelo teste de Tukey.
Table Analyzed
Ganho de Peso (%)
One-way analysis of variance
P value
P value summary
Are means signif. different? (P < 0.05)
Number of groups
F
R squared
P<0.0001
***
Yes
7
40,4
0,8738
Bartlett's test for equal variances
Bartlett's statistic (corrected)
P value
P value summary
Do the variances differ signif. (P < 0.05)
22,99
0,0008
***
Yes
ANOVA Table
Treatment (between columns)
Residual (within columns)
Total
SS
df
Tukey's Multiple Comparison Test
Controle vs Revelador 100%
Controle vs Revelador 50 %
Controle vs Revelador 25 %
Controle vs Fixador 100 %
Controle vs Fixador 50 %
Controle vs Fixador 25%
Revelador 100% vs Revelador 50 %
Revelador 100% vs Revelador 25 %
Revelador 100% vs Fixador 100 %
Revelador 100% vs Fixador 50 %
Revelador 100% vs Fixador 25%
Revelador 50 % vs Revelador 25 %
Revelador 50 % vs Fixador 100 %
Revelador 50 % vs Fixador 50 %
Revelador 50 % vs Fixador 25%
Revelador 25 % vs Fixador 100 %
Revelador 25 % vs Fixador 50 %
Revelador 25 % vs Fixador 25%
Fixador 100 % vs Fixador 50 %
Fixador 100 % vs Fixador 25%
Fixador 50 % vs Fixador 25%
Mean Diff. q
9,378
10,33
10,14
8,728
7,328
6,317
0,95
0,76
-0,65
-2,05
-3,062
-0,19
-1,6
-3
-4,012
-1,41
-2,81
-3,822
-1,4
-2,412
-1,012
466
67,29
533,3
MS
6
35
41
16,57
18,25
17,91
15,42
12,95
11,16
1,678
1,343
1,148
3,621
5,409
0,3356
2,826
5,3
7,087
2,491
4,964
6,751
2,473
4,26
1,787
77,67
1,923
Significant? Summary
P < 0.05?
Yes
***
Yes
***
Yes
***
Yes
***
Yes
***
Yes
***
No
ns
No
ns
No
ns
No
ns
Yes
**
No
ns
No
ns
Yes
*
Yes
***
No
ns
Yes
*
Yes
***
No
ns
No
ns
No
ns
95% CI of diff
6.873 to 11.88
7.823 to 12.83
7.633 to 12.64
6.223 to 11.23
4.823 to 9.834
3.811 to 8.822
-1.556 to 3.456
-1.746 to 3.266
-3.156 to 1.856
-4.556 to 0.4557
-5.567 to -0.5559
-2.696 to 2.316
-4.106 to 0.9057
-5.506 to -0.4943
-6.517 to -1.506
-3.916 to 1.096
-5.316 to -0.3043
-6.327 to -1.316
-3.906 to 1.106
-4.917 to 0.09406
-3.517 to 1.494
70
APENDICE C: Tabela de Análise do teste de toxicidade aguda em Daphnia
magna.
71
C.1: Análise estatística de regressão para calculo da CL50 de Daphnia Magna
exposto ao Revelador de Radiografias através do teste ANOVA completado pelo
teste de Tukey.
Nível de Intervalo de Confiança
Análise Probit - Método de Finney [Distribuição log-normal]
Log10[Dose (Estímulo)]
0,05
-1,698970004
-1,397940009
-1,096910013
-0,698970004
-0,397940009
qui-quadrado
qui-quadrado
Graus de liberdade
p-nível
Percentagem
Percentagem
atual (%) N Probit (%)R
0,0125 0,025695
20
0,1 0,081754
20
0,2 0,200866
20
0,55 0,458155
20
0,6 0,673555
20
0,25
2
4
11
12
E(R)
Diferença
0,513907 -0,26391
1,635088 0,364912
4,017311 -0,01731
9,163104 1,836896
13,47111 -1,47111
0,745926
3
0,862352
Dose (Estímulo) Percentil Regressão de risco proporcional de Cox
Percentil
1
5
10
16
20
25
30
40
50
60
70
75
80
84
90
95
99
Estatística de regressão
LD50
LD50 LCL (Limite Inferior)
Log10[LD50]
Beta
Beta Erro-padrão
Probit (Y) Log10[DoseErro-padrão
(Estímulo)] Dose (Estímulo)
Erro-padrão
2,673215 -1,90437 0,264245 0,012463 0,00806
3,354789 -1,53458 0,183114 0,029202 0,012681
3,718271 -1,33737 0,143683 0,045987 0,015493
4,005578 -1,18149 0,116807 0,065843 0,017923
4,158543
-1,0985 0,105184 0,079708 0,019494
4,325811 -1,00774 0,095679 0,098233 0,021817
4,475998 -0,92626 0,090842 0,118506 0,024969
4,747067 -0,77919 0,092568 0,166269 0,035708
5 -0,64196 0,105459 0,228057 0,055924
5,252933 -0,50473 0,125911 0,312805 0,091965
5,524002 -0,35766 0,152788 0,438879 0,157606
5,674189 -0,27617 0,169032 0,529456 0,211313
5,841457 -0,18542 0,18788 0,652503 0,291166
5,994422 -0,10242 0,205632 0,789906 0,388141
6,281729 0,053456 0,239917 1,130983 0,657056
6,645211 0,250667 0,284456 1,781011 1,251748
7,326785 0,62046 0,369919 4,173113 4,000204
0,228057
0,156418
-0,64196
1,84312
0,373431
Análise Probit - Minimos Quadrados [Distribuição Normal]
Dose (Estímulo)
0,02
0,04
0,08
0,2
0,4
LD50 Erro-padrão
0,055924
LD50 UCL (Limite
0,405214
Superior)
Erro-padrão 0,105459
Intercepto 6,183203
Percentagem
N atual (%) Probit (Y)
0,0125
20 2,758155
0,1
20 3,718271
0,2
20 4,158543
0,55
20 5,125381
0,6
20 5,252933
Altura (Z)
1
2,654814
3,817087
4,874619
4,747067
Estatística de regressão
LD50
LD50 LCL (Limite Inferior)
Beta
Beta Erro-padrão
0,286344 LD50 Erro-padrão
0,035672
0,215341 LD50 UCL (Limite
0,357347
Superior)
4,432458 Intercepto 3,730794
1,703848
LD10
LD84
LD100
-0,00283 LD16
0,511952 LD90
0,624756
0,060735
0,575512
qui-quadrado
0,135524
0,08144
7,46E-05
0,368236
0,160652
72
C.2: Análise estatística de regressão para calculo da CL50 de Daphnia Magna
exposto ao Fixador de Radiografias através do teste ANOVA completado pelo teste
de Tukey.
Nível de Intervalo de Confiança
0,05
Análise Probit - Método de Finney [Distribuição log-normal]
Log10[Dose (Estímulo)]
Percentagem atual (%) Percentagem Probit (%)
N
-1,698970004
0,0125
0,000606046
-1,397940009
0,0125
0,007352808
-1,096910013
0,1
0,050186361
-0,698970004
0,2
0,27755039
-0,397940009
0,6
0,581747372
0,494154594
0,9875
0,994867468
qui-quadrado
qui-quadrado
6,17534463
Graus de liberdade
4
p-nível
0,186430526
Dose (Estímulo) Percentil Regressão de risco proporcional de Cox
Percentil
Probit (Y)
1
5
10
16
20
25
30
40
50
60
70
75
80
84
90
95
99
2,673214667
3,35478856
3,718271243
4,005578186
4,158543283
4,32581086
4,47599813
4,747066732
5
5,252933268
5,52400187
5,67418914
5,841456717
5,994421814
6,281728757
6,64521144
7,326785333
Estatística de regressão
LD50
LD50 LCL (Limite Inferior)
Log10[LD50]
Beta
Beta Erro-padrão
0,334245736
0,24515258
-0,475934124
2,645914666
0,524522064
Análise Probit - Minimos Quadrados [Distribuição Normal]
Dose (Estímulo)
0,02
0,04
0,08
0,2
0,4
3,12
Log10[Dose (Estímulo)]
-1,355322021
-1,097727208
-0,960352149
-0,851767036
-0,793955234
-0,730737935
-0,673975987
-0,571528011
-0,475934124
-0,380340237
-0,277892261
-0,221130313
-0,157913015
-0,100101212
0,008483901
0,14585896
0,403453772
LD50 Erro-padrão
LD50 UCL (Limite Superior)
Erro-padrão
Intercepto
Percentagem atual (%) N
0,0125
0,0125
0,1
0,2
0,6
0,9875
R
20
20
20
20
20
20
0,25
0,25
2
4
12
19,75
Diferença
0,237879
0,102944
0,996273
-1,55101
0,365053
-0,14735
Erro-padrãoDose (Estímulo)
Erro-padrão
0,184809 0,044124 0,019348
0,131996 0,07985 0,024644
0,107043 0,109559 0,027278
0,090551 0,14068 0,029545
0,0836 0,160711 0,031128
0,07799 0,185893 0,033562
0,075097 0,211848 0,036815
0,075695 0,268208 0,046984
0,08274 0,334246 0,064065
0,094649 0,416543
0,0915
0,111033 0,527361 0,136301
0,121195 0,600993
0,1699
0,133154 0,695164 0,216491
0,144545 0,794143 0,269218
0,166791 1,019727 0,401325
0,19602 1,399133 0,653163
0,252696 2,531942 1,557767
0,064065
0,517339
0,08274
6,259281
20
20
20
20
20
20
E(R)
0,012121
0,147056
1,003727
5,551008
11,63495
19,89735
Probit (Y)
2,758155
2,758155
3,718271
4,158543
5,252933
7,241845
Estatística de regressão
LD50
LD50 LCL (Limite Inferior)
Beta
Beta Erro-padrão
0,87539267 LD50 Erro-padrão
0,570344784 LD50 UCL (Limite Superior)
1,197615586 Intercepto
0,351636445
0,152448
1,180441
3,951616
LD10
LD84
LD100
-0,194841194 LD16
1,710385143 LD90
2,127881379
0,0404
1,945627
Altura (Z)
1
1
2,654814
3,817087
4,747067
1
qui-quadrado
4,668495
0,072064
0,988874
0,433367
0,011454
0,001091
73
ANEXOS
74
ANEXO 1 : Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, assinado pelos
profissionais entrevistados.
75
UNIVERSIDADE DO EXTREMO SUL CATARINENSE – UNESC
CURSO DE ENGENHARIA AMBIENTAL
TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Pesquisa de TCC: Levantamento Estatístico do Volume gerado de Solução
Reveladora e Fixadora de Radiografias
Eu, ............................................................................, declaro que fui esclarecido (a) sobre o
objetivo desta pesquisa que consiste em “obter informações com os profissionais em
Odontologia do Bairro Centro de Criciúma-SC sobre o volume gerado e a destinação de
Solução Reveladora e Fixadora de Radiografias”.
Fui informado(a) de que os dados obtidos com o questionário manterão no anonimato minha
identidade. As informações serão analisadas e utilizadas para pesquisa. Estou sabendo que em
nenhum momento serei exposto a riscos devido a minha participação nesta pesquisa. Sei
também que a qualquer momento poderei recusar-me a continuar, sem qualquer prejuízo para
a minha pessoa. Fui informado(a) que não terei nenhum tipo de despesa, nem receberei
nenhum pagamento ou gratificação pela minha participação nesta pesquisa. Declaro ainda que
fui comunicado(a) de que os resultados deste estudo serão publicados no Trabalho de
Conclusão de Curso. Concordo voluntariamente em participar deste estudo.
___________________________________
Assinatura do(a) entrevistado(a)
Data:__________________________
Pesquisadora acadêmica
Orientador
Franciane Topanotti
Claudio Ricken
9954-5702
Comitê de Ética em Pesquisa da UNESC: cé[email protected] - Fone 3431-2578
76
ANEXO 2: Questionário realizado com os profissionais de odontologia,
registrados ate fevereiro de 2010, na rua Coronel Pedro Benedet.
77
QUESTIONÁRIO
Profissional/Empresa:_____________________________________________
Registro CRO/SC: _______________________________________________
Rua: Rua Coronel Pedro Benedet
nº:_______
Edifício:______________________Andar:_________Sala:______
Bairro: Centro
Cidade: Criciúma – SC
Perguntas:
1) Qual o volume mensal utilizado de solução Reveladora de Raios-X e Solução Fixadora
de Raios-X ?
Volume de Revelador (ml):
Volume de Fixador (ml):
2) As soluções Reveladoras de Raios-X e Soluções Fixadoras de Raios-X são diluídas ou
não? Se sim, qual a diluição utilizada?
( ) Não Diluído
( ) Diluído
Diluição do Revelador:
Diluição do Fixador:
3) Qual a freqüência da troca das soluções?
( )Semanal
( ) mensal
( ) Outros
4) Qual destinação Final da Solução Reveladora de Raios-X e Fixadora de Raios-X após
o seu uso?
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