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CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM TÉTANO
ARAUJO, Tereza Lourença Matias de
HOLANDA, Eliane Rolim de
RIBEIRO, Francisca Sanches Tavares
SANTOS, Kamila Késsia Gomes dos
SILVA, Gerson Ribeiro da*
O tétano é uma doença aguda causada pelo bacilo tetânico, clostridium tétano, cujos
esporos são introduzidos no organismo quando um traumatismo é contaminado com terra,
poeira de rua ou fezes de animais ou humanos. É mais comumente encontrada em pacientes
portadores de ferimentos com pequena abertura externa e em usuários de drogas
endovenosas. A incidência é maior entre os grupos de baixa renda (que freqüentemente não
foram imunizadas), entre mulheres e idosas que não foram imunizadas quando crianças ou
que perderam a sua imunidade. Neste trabalho discorreremos sobre o papel da enfermagem
junto ao paciente com tétano. Como metodologia trata-se de uma pesquisa bibliográfica
para a qual foram selecionados livros, artigos e endereços eletrônicos referentes ao tema.
Na infecção tetânica grave, um dos objetivos e prioridades mais importantes da
enfermagem é o apoio constante ao paciente, para assegurar uma função respiratória
efetiva; o tétano pode ser prevenido através de programas adequados de imunização, pois
esta estabelece a imunidade básica antes da exposição aos fatores de risco do tétano.
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CUIDADOS DE ENFERMAGEM AO PACIENTE COM TÉTANO
ARAUJO, Tereza Lourença Matias de
HOLANDA, Eliane Rolim de
RIBEIRO, Francisca Sanches Tavares
SANTOS, Kamila Késsia Gomes dos
SILVA, Gerson Ribeiro da
INTRODUÇÃO
Doença aguda provocada pela contaminação do bacilo Clostrindum tetani, um
microrganismo encontrado na terra, no adubo e na sujeira, que entra no organismo por
alguma ferida. Essa bactéria germina no ferimento, se multiplica e produz um poderoso
veneno que afeta os músculos. A ferida através da qual o microrganismo penetra no corpo,
muitas vezes cicatriza antes do aparecimento dos outros sintomas.Não é transmissível e
pode matar em parte dos casos (SMELTZER; BARE, 20002).
O começo é lento; há o aparecimento de rigidez muscular, especialmente do
queixo e pescoço. Quarenta e oito horas após, a doença está definida, apresentando-se
dificuldade de abrir a boca e de engolir, inquietude hiperirritabilidade, dor de cabeça,
calafrios, dor nas extremidades e espasmos. A função muscular pode ficar tão prejudica,
que a respiração pode se interromper nos primeiros três ou quatro dias. É uma situação
potencialmente fatal, em que requer hospitalização e atenção médica intensiva. Uma
característica da doença é a expressão da face da pessoa, denominada de riso sardônico,
revelando-se pelo franzimento da testa e afastamento dos cantos da boca, como se estivesse
chorando do nariz para cima e rindo do nariz para baixo(SMELTZER;BARE,2002)
Logo que a criança nasce, o maior perigo é a infecção tetânica da ferida umbilical,
pela falta de cuidados higiênicos, principalmente em certos lugares onde é prática corrente
tratar o umbigo com pó de estrume, que veicula os esporos do tétano. È chamado mal-de-
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sete dias, pois é por volta do fim da primeira semana que o recém-nascido começa a
apresentar os sintomas característicos da moléstia.(POTTER; PERRY, 1998).
OBJETIVOS
Discorrer sobre a fisiopatologia, manifestações clínicas e complicações do tétano;
Apontar o papel da enfermagem no cuidado ao paciente com tétano
METODOLOGIA
O presente estudo trata-se de uma pesquisa bibliográfica, na qual foram
selecionados livros, artigos e endereços eletrônicos referentes ao tema.
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REFERENCIAL TEÓRICO
O esporo do Tétano penetra no corpo através de um ferimento geralmente do tipo
perfurante, mas também de queimaduras e de ferimentos insignificantes ou que passam
desapercebidos. O Tétano do recém-nascido geralmente ocorre através da infecção
umbilical. O Tétano em condições naturais, não é transmitido de uma pessoa ara
outra.(ATKINSON; MURRIA, 1985).
O período de incubação do Tétano é variável, perdurando habitualmente três a vinte
e um dias no Tétano acidental e três a dez dias no Tétano Neonatal. O tempo necessário
para recuperação completa depende da gravidade da doença, mas geralmente, é de três
semanas.Quanto menor o período de incubação, maior é a gravidade.
MANIFESTAÇÕES CLINICAS
#TETANO ACIDENTAL
•
Hipertonia dos músculos masseteres (trismo e riso sardônico)
•
Hipertonia dos músculos cervicais (rigidez de nuca)
•
Dificuldade de deglutição (disfagia)
•
Contratura muscular generalizada (opistotono)
•
Rigidez dos músculos reto-abdominais (abdome em tabua) e do diafragma
levando a insuficiência respiratória
•
Extensão dos músculos dos membros acarretando flexão dorsal dos pés e
dos braços
•
Crises de contraturas dolorosas desencadeadas por estímulos luminosos,
sonoros ou manipulação do doente.
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#TETANO NEONATAL
• Dificuldade da sucção
• Choro constante devido contratura dolorosa da musculatura da mandíbula
(masseteres)
• Rigidez dos músculos cervicais, do tronco e do abdômen
• Febre, sudorese, hipertensão arterial, taquicardia
• Posição dos membros superiores fletidos junto ao tórax e as mãos
fechadas com dificuldade de abri-las (posição de boxeador)
• Membros inferiores hipotônicos (esticados)
• Riso sardônico, olhos cerrados e fronte pregueada.
São as seguintes indicações para o uso da vacina antitetânica:
-Vacinação primárias de lactantes jovens e crianças com menos de 7 anos de idade;
-Vacinação de suscetíveis com 7 anos de idade ou mais;
-Vacinação de reforço em indivíduos anteriormente vacinados;
-Vacinação de gestante;
- Imunoprofilaxia ativa em casos de ferimentos, isoladamente ou em associação com a
imunoprofilaxia passiva.
O tétano é uma doença imunoprevenível. Como não é possível eliminar os esporos
do Clostridium tetani do ambiente, para evitar a doença é essencial que todas as pessoas
estejam com as vacinas completas.Grande parte da população adulta nunca recebeu, ou
desconhece que tenha recebido, a vacina contra o tétano e precisa, portanto, receber o
esquema vacinal completo.
Em adultos, o esquema é feito com três doses da dT (vacina dupla, própria para adultos),
que confere proteção contra o tétano e a difteria. O esquema padrão de vacinação (indicado
para os maiores de sete anos) preconiza um intervalo de um a dois meses entre a primeira e
a segunda dose e de seis a doze meses entre a segunda e a terceira dose, no intuito de
assegurar elevados títulos de anticorpos protetores por tempo mais prolongado.Admite-se,
entretanto, que a vacinação possa ser feita com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
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Para os que iniciaram o esquema e interromperam em qualquer época, basta completar até a
terceira dose, independente do tempo decorrido desde a última aplicação. A dT pode ser
administrada com segurança em gestantes e constitui importante medida de prevenção do
tétano neonatal. Cabe ressaltar que, para assegurar proteção permanente, além da série
básica, é necessária a aplicação de uma dose de reforço a cada dez anos, uma vez que a
proteção contra o tétano fica reduzida com o passar do tempo. (VERONESI, 1998).
Independentemente do esquema vacinal estar completo ou não, a limpeza do
ferimento com água e sabão, e a retirada corpos estranhos (terra, fragmentos de madeira) é
essencial, até para evitar infecção secundária com outras bactérias. Se o indivíduo não
estiver com o esquema completo, dependendo do tipo de ferimento, pode ser necessário
que, além da vacina, receba também imunização passiva (imunoglobulina antitetânica ou,
apenas na sua falta, soro antitetânico).
Os pacientes com tétano apresentam algumas complicações tais como:
*Crise hipertensiva-A contração muscular faz com que o organismo libere substâncias
excitantes, como a adrenalina, que aumentam o ritmo cardíaco e fazem o sangue correr
mais depressa.
*Embolia Cerebral, por falta de oxigenação do cérebro.
*Flebite-Inflamação dos vasos sangüíneos do corpo.
*Fratura de vértebras-Quando o osso está fragilizado, especialmente em velhos e crianças, a
contração muscular, de tão forte é capaz de quebrar um osso.
*O tétano mata principalmente pela parada cardiorespiratória que acontece quando o
músculo da respiração, o diafragma, chega a ponto de não conseguir mais colocar ou retirar
o ar dos pulmões.(LUCKMAN&SOREMSEW,1998)
O tratamento consiste em:
*Cuidados gerais para não estimular o paciente mantendo-o na penumbra e com pouco
ruído,
*Utilização de antibióticos, sedativos e relaxantes musculares,
*Limpeza dos ferimentos,
*Aplicação de soro antitetânico.
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ATUAÇÃO DA ENFERMAGEM
Deve ser avaliada a disposição emocional do paciente a aprender, suas percepções e
compreensão acerca do tétano e seu nível educacional.
É papel da enfermagem orientar o paciente quanto à compreensão acerca da doença
e seu tratamento; prevenção de infecção e colaboração com o esquema terapêutico. Pois os
pacientes provavelmente esquecem pelo menos da metade daquilo que aprenderam,
especialmente quando os níveis de ansiedade são altos.
O papel do enfermeiro é muito importante na construção de uma relação de
confiança, de forma que a educação do paciente seja um processo continuo e provoque
alterações no comportamento.
Todos os detalhes do tratamento são cuidadosamente explicados, o enfermeiro
observa as reações do paciente e determina se ele compreende.
Deve ser mantido
um relacionamento de apoio continuo, não de dependência, através da avaliação das
crenças do paciente e do fortalecimento de sua autoconfiança no sentido de modificar seus
comportamentos, em relação à saúde, de forma positiva.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
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Pode-se concluir que o êxito no tratamento do Tétano depende da qualidade dos
cuidados de enfermagem que são prestados ao paciente, família e comunidade, com a
finalidade de aliviar as manifestações clinicas e prevenir as complicações.
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REREFÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
ATKINSON, Leslie D.; MURRIA, Mary Ellen. Fundamentos de enfermagem. Rio de
Janeiro: Guanabara Koogan, 1985.
LUCKMANN & SOREMSEN. Enfermagem Médico Cirúrgica: uma abordagem
psicofisiológica – 4.ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998.
POTTER, Patrícia.; PERRY, Anne. Grande tratado de enfermagem prática: clínica e
prática hospitalar. 3ed. São Paulo: Tempo, 1998.
SMELTZER, S. C.; BARE, G. B. Bruner & Studdath. Tratado de Enfermagem Médico
Cirúrgica. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 2002.
VERONESI, R.S. Doenças Infecciosas e parasitarias. Rio de Janeiro.Guanabara Koogan,
1998.
Tétano
Disponível em: <http: //www.abcdasaude.com.br/artigo.php?150>
Acesso em: 09/03/2004.
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