Como o Brasil pode incentivar o retorno dos investimentos para

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Como o Brasil pode incentivar o retorno dos investimentos para reestimular
sua economia
Tema da 10ª Conferência Anual da EuroFinance sobre Gerenciamento Internacional de Tesouraria,
Caixa e Riscos
Cenário econômico tende a mudar logo em 2018
Octávio de Barros, Economista-Chefe e Diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco
Novembro de 2016
Octávio de Barros, Economista-Chefe e Diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do
Bradesco apresentou a palestra ‘Como o Brasil pode incentivar o retorno dos investimentos para reestimular sua
economia?’
“No cenário global não há locomotivas da economia mundial e não haverá tão cedo. Não tem China, não tem
Europa nem os EUA estão com essa força toda, estamos vivendo um processo muito mais longo”, apontou
Octávio em primeiro momento. O economista iniciou sua palestra apontando o crescimento mundial como lento,
considerado anêmico. O especialista apontou como causa para a queda da economia mundial fatores como o
enfraquecimento da regulamentação mundial e o aumento de políticas protecionistas, citando o Brexit como
exemplo.
No cenário econômico doméstico, Octávio citou “os 5 pecados originais do Brasil’’, com destaque para: a falta de
uma disciplina orçamentária, o desprezo sobre a eficiência lucrativa do recurso público, a tolerância com inflação
mais ou menos alta o protecionismo e a legislação trabalhista, que, segundo o especialista, protege os salários
mas destrói os empregos. Segundo o economista, esses são alguns dos fatores que podem ajudar a entender
como está a atual situação econômica.
“Dizem que a confiança está melhorando. Fico me perguntando: a confiança ou a esperança? Eu acho que são as
duas coisas. O Brasil está fazendo a coisa certa, o ajuste vai demorar muitos anos e governos e a recuperação vai
ser lenta, como no mundo todo”, enfatiza Octávio. Segundo o economista, o Brasil deve atingir 3% de crescimento
em 2018, porém longe de superar sua melhor taxa de crescimento, registrada em março de 2014.
Em relação às taxas de desemprego, o economista aponta que elas ainda irão aumentar, mas em meados de
2017 pode começar a se estabilizar. Pelo apontado do especialista, para que a taxa de desemprego se estabilize,
é preciso gerar mais de 1 milhão de empregos com carteira assinada. “Mas não nos iludamos, quando o
desemprego começar a estabilizar e começar a cair, ele não vai voltar ao patamar de 6% que chegou, no máximo
9,5 ou 10%.”, afirma Octávio.
Frente a um cenário aparentemente desolador, Octávio aponta os aumentos dos níveis de confiança na indústria,
construção civil, serviços e comércio, que vem se mostrando otimistas no último semestre, além do risco Brasil,
em relação ao cambio que diminuiu consideravelmente.
“O Brasil tem ai muito dever de casa, muita coisa para entregar, do ponto de vista dos ajustes fiscais e mudança
de cultura. As condições estão razoavelmente estáveis para as principais reformas do Brasil”, finaliza Octávio.
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