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INFORME GT ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA
Contexto FSM2005 (em relação a 2003)
I. Economia Popular Solidária está mais organizada e madura:
a. Construção de fóruns estaduais e nacional dos empreendimentos
solidários e entidades de apoio à ecopopsol;
b. Constituição da Secretaria Nacional da Economia Solidária, vinculada ao
Ministério do Trabalho e Emprego do Governo Federal – Governo Lula;
c. Ampliação
significativa
do
número
de
redes
econômicas
de
empreendimentos solidários no Brasil e no mundo;
d. Trabalhadores
associados
e
empreendimentos
solidários
mais
amadurecidos nas práticas de autogestão e inserção na atividade
econômica;
e. Impacto significativo da experiência vivida no FSM2003;
f. Experiências práticas relativas à sustentabilidade do abastecimento
(alimentação) através das redes de economia solidária e de implantação
de circuito monetário alternativo
Proposta de Ruptura  MUDANÇA DE PARADIGMA
Agregar um novo elemento na política do FSM.
Até 2003: política hegemônica do FSM: Uma nova gestão política, ideológica,
cultural. Operações econômicas decorrentes foram realizadas pelos mecanismos de
mercado.
2005: nova política hegemônica do FSM: nova gestão política, ideológica,
cultural e econômica, via economia solidária.
Eixos da gestão econômica: Economia solidária, Moeda social,
Consumo ético e solidário, Boicote às multinacionais.
 operações tradicionais de mercado devem ser complementares.
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Abastecimento/alimentação/materiais/estruturas: As redes envolvidas
devem fazer a análise de capacidade de abastecimento para que se possam elencar as
frentes de trabalho possíveis dentro da demanda geral do FSM. Para tanto, é necessário
que a Secretaria Executiva do Fórum / Comitê Organizador, através das comissões e
grupos de trabalho, especifiquem as demandas de materiais e serviços, e o período, para
que se busque prioritariamente pelas redes de economia solidária suprir estas
demandas.
Proposta de Eixo Político Geral
DIRETRIZES PARA O FSM2005

Boicote as multinacionais: não comercializar, em nenhum dos pontos
comerciais relacionados ao FSM, produtos de multinacionais, principalmente
Coca-Cola e Pepsi-Cola. Incentivar os participantes do Fórum a não consumirem
esses produtos, atacando a questão a partir do consumidor

Transgênicos: buscar alimentos não transgênicos para o abastecimento do FSM.
Na impossibilidade das redes envolvidas não comercializarem transgênicos,
trabalhar intensivamente a identificação de produtos transgênicos e não
transgênicos.

Transversalidade nos eixos: Explicitar a inter-relação da prática da Economia
Solidária com os demais eixos do FSM, buscando pontos em comum para
fortalecimento e trabalho conjunto das propostas

Gestão de Resíduos: a ser trabalhado junto ao grupo de Sustentabilidade

Ampliação e convergência: busca ampliar o espectro de redes de economia
solidária já existentes pelo mundo
-
a fim de abranger as diferentes interfaces que propõe a Economia
Popular e Solidária: Comercialização e produção em redes solidárias
(abastecimento, artesanato, etc.), moedas sociais, feiras de trocas e
consumo crítico.
-
a fim de dar sustentabilidade à proposta de abastecimento do FSM com
redes de economia solidária, buscando não somente as redes locais,
mas também nacionais e internacionais. Também amplia a oferta de
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produtos e serviços, amplia os debates, as trocas de experiências e
propicia a convergência dos grupos
-
articular com redes internacionais espaços para comercialização e
fortalecimento da oferta de abastecimento;

Discussão e alfabetização econômica: proporcionar o debate sobre economia
solidária a partir dos produtores e empreendimentos das redes. Utilizar como
eixo da Economia Solidária não somente o fortalecimento econômico dos
empreendimentos e redes, mas sim a real mudança de paradigma através do
debate e alfabetização econômica (desde a produção até o consumo).

Inclusão da força de trabalho ociosa e potencial: buscar envolver
trabalhadores desempregados, bem como buscar as potencialidades ociosas
disponíveis nas redes

Respeitar a capacidade das redes
PRATICAR A ECONOMIA SOLIDÁRIA NA GESTÃO E NAS
INTERAÇÕES DO FSM2005
Antes – durante – depois
Deve ser assumido como uma proposta do Comitê de Organização do FSM2005.
Processo Político de Organização da Economia Popular Solidária
Deve ser discutida e organizada as instâncias de definição e participação da
economia popular solidária no Encontro Estadual de Empreendimentos Solidários do
Rio Grande do Sul, em 12 e 13 de junho de 2004, e no Encontro Nacional de
Empreendimentos Solidários, de 10 a 14 de julho de 2004, em Brasília, com definição
de diretrizes, metodologias e instâncias de coordenação do processo por parte dos
empreendimentos e dos trabalhadores da economia popular solidária.
(as agendas devem ser estabelecidas em sincronia com as instâncias do FSM,
bem como criar dinâmica específica de gestão afora os Encontros)
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Mapeamento da Gestão Econômica
Realizar um mapeamento técnico denso das demandas, possibilidades e
potencialidades de ações, serviços e produtos do Comitê de Organização e dos
participantes do FSM2005, bem como do escopo atual da economia popular solidária,
potencialidade de crescimento e articulação, além de alianças com setores da economia
popular em contradição com a dinâmica capitalista hegemônica. O Mapa dará as
informações para o planejamento político do CO em conjunto com a ecopopsol.
Áreas potencialmente mapeáveis:
alimentação
Hospedagem
Transporte
Turismo
Cultura
Kits delegados
Material visual
Birô eventos organização Agenciamento viagens
Produção gráfica Vestuário
Jornalismo
Artesanato
Confecção
Produtos em geral
Infra-estrutura
Segurança
Limpeza
Comunicação
Levantamento de demandas, potencialidades e possibilidades. Construção de
arquiteturas de propostas de redes e moeda social frente às possibilidades.
Criação e definição fica a cargo das instâncias políticas.
Período do mapeamento: junho e julho.
Comitê Técnico Operacional – Economia Popular Solidária
Formação de um Comitê técnico operacional, com crescente profissionalização
com as seguintes tarefas:
1. mapeamento denso de demandas e propostas;
2. proposição de possibilidades técnicas para avaliação política;
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3. levantamento dos agentes, interlocutores e parceiros que sustentam as
proposições;
4. construções das propostas orçamentárias;
Metodologia:
a. base operacional em Porto Alegre;
b. núcleo inicial constituído a partir das entidades do CO, da reunião
preparatória e do GT de discussão, tendo um caráter aberto;
c. Ampliação do Grupo de trabalho e das entidades/redes envolvidas
d. Crescente profissionalização do núcleo técnico para a sustentação de
planejamento e controle de execução
e. Composição inicial do núcleo:
Marcha Mundial de Mulheres (Miriam)
Rede Social (Evanize)
MST RS (Ivori)
Comitê Acampamento Juventude (Júlia Coelho, André Mombach, Patrícia Ribeiro)
Guayí / EMREDE (Milton Pantaleão)
CUT – ADS (Fernanda)
Cáritas
Camp / Fórum Sul Abong (Mauri Cruz)
Prefeitura Porto Alegre (Ana Fialho)
Fórum Metropolitano Ecopopsol
Pontos levantados pelo grande grupo
-
Envolver setores de transporte e hospedagem
-
Estimular ações concretas e ações simbólicas
-
Trabalhar nível de impostos, principalmente sobre bebidas alcoólicas
-
Envolver a Economia Formal
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