projeto: os ritmos musicais nos estados unidos

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ESCOLA ESTADUAL PROFESSOR LÉO KOHLER – ENSINO FUNDAMENTAL
II MOSTRA CULTURAL E CIENTÍFICA
“LÉO KOHLER 50 ANOS FAZENDO HISTÓRIA”
PROJETO: OS RITMOS MUSICAIS NOS ESTADOS UNIDOS
ORIENTADORA: CRISTIANE GONZAGA VITORINO SATO
DISCIPLINA: INGLÊS
TURMA 6ª H
TERRA BOA – PARANÁ
2008
TEMA: OS RITMOS MUSICAIS NOS ESTADOS UNIDOS
OBJETIVOS
-
Proporcionar aos alunos e conseqüentemente aos visitantes da Mostra,
uma cultura musical que está presente no dia-a-dia, envolvendo todas as
faixas etárias.
-
Ensinar a Língua Inglesa através da música.
-
Trabalhar o tema "music", apresentando a origem e a evolução do
mundo musical, uma vez que o país que aperfeiçoou a produção em
série estendeu-a, às artes, criando a indústria da cultura de massa música,
cinema,
programas
de
televisão
e
outras
formas
de
entretenimento.
-
Tornar a música um ponto de qualificação da realidade sócio-cultural.
JUSTIFICATIVA
Este projeto justifica-se pelo fato de o inglês ser a segunda língua mais
falada no mundo e cada vez mais as pessoas estão sentindo necessidade em
aprendê-la, devido sua grande expansão nos mais diversos ambientes.
Devemos levar em consideração que aprender uma língua estrangeira
não é fácil, porque não depende apenas de adquirir palavras. Quando
aprendemos uma nova língua, adquirimos sua estrutura e sua cultura e por
isto, é muito importante a maneira como essa nova língua nos é ensinada.
Este tema foi escolhido, porque faz parte do cotidiano das pessoas e com
certeza será mais contagiante o trabalho com a Língua Inglesa se ela for
abordada através da música. Cada ritmo musical tem características próprias,
especialmente nos Estados Unidos, e estes serão levado em consideração
neste projeto.
Sendo assim, esperamos que ao final deste projeto todos os objetivos
propostos sejam alcançados, tanto no que se refere ao ritmo em si, como ao
próprio estilo e a aprendizagem da língua.
INTRODUÇÃO
Os meios de entretenimento como às artes, a televisão e o cinema
tiveram uma grande expansão, assim como a música também, pois em 1907,
no auge da publicação das partituras, 42 músicas venderam um milhão ou
mais de cópias cada uma. Quando o fonógrafo substituiu o piano familiar, foi a
vez das indústrias de discos: 100 milhões de unidades vendidos em 1921. Em
1930, porém, a cifra caia verticalmente para 6 milhões por ano.
O rádio foi outro progresso tecnológico que revolucionou a indústria
cultural. Havia oito estações de rádio em 1920, nove anos depois elas eram
trezentas. No começo da década de 1930, um terço de todas as casas
americanas tinha um rádio, o que propiciava uma audiência de 60 milhões de
pessoas para qualquer programa.
Inspirando-se na opereta européia, compositores e letristas dos EUA
criaram uma forma de entretenimento nova, os musicais da Broadway.
Quando as tradições musicais africanas e européias se encontraram nos EUA,
combinaram-se para produzir uma expressão musical incomparável o jazz e
seus derivados, como o rock and roll.
Um dos artistas maiores foi uma mescla de elegância, suavidade e gênio
musical chamado Duke Ellington. Durante toda a vida, ele foi decerto o mais
notável compositor de jazz, e o mais incansável. Ellington, na década de 1920,
transformou o jazz, de uma mescla de música folclórica e popular, verdadeira
arte. Criou sons e formas musicais com tanta inventividade que todos os que o
sucederam ficaram-lhe devendo algo.
Em 1899, quando Edward Kennedy Ellington (Duke) nasceu em
Washington, um dos precursores musicais do jazz já estava ganhando
popularidade. Era o ragtime - composições para piano, bem ritmadas, feitas
por músicos negros do Meio-Oeste que se inspiraram nas quadrilhas e nas
marchas (ragtime era o termo usado pelos negros para designar "sincopado").
O mais famoso compositor de rags foi Scott Joplin, um texano filho de músicos
pobres.
Um punhado de pianistas negros fazia sucesso em Washington,
enquanto Ellington crescia absorvendo a melodia e o sincopado do ragtimeritmos e polirritmos cruzados que, como afirma o musicólogo Gunther Schüller,
têm suas origens na África e foram mantidos nas músicas e cantos dos negros
dos EUA.
Além disso, havia os sons metálicos de Nova Orleans, onde outro tipo de
jazz tinha surgido de uma fértil mistura do ragatime coma a música das
bandas de Crescent City.
Havia também o blues, originário do Sul e Sudoeste, na interpretação
inesquecível de Bessie Smith.
Os ritmos e sons do ragatime e do jazz influenciaram muitíssimo os
criadores de outra típica forma de expressão americana, os musicais da
Broadway, e deram a esses shows muito de seu brilho e encanto.
Virtualmente todos os musicais produzidos nas décadas de 1920 e 1930
tinham tramas superficiais que serviam de pretexto para a apresentação de
boas canções, danças alegres, um pouco de romance e as situações
engraçadas de praxe. Em dezembro de 1927, porém, chegou à Broadway um
musical que iria revolucionar essa tradição. Chamava-se Show Boat, com
música de Jerome Kern e letra de Oscar Hammerstein II. Na noite de estréia,
quando as cortinas se abriram, não havia frívolas coristas dançando e
cantando, mas sim um grupo de estivadores negros cantando em lamentos o
árduo trabalho de carregar nas costas pesados fardos de algodão.
MÚSICA POP
Abreviação do termo inglês popular music, ou seja, todas as formas de
música popular capazes de agradar o grande público. Por isso, é arriscado
enquadrá-la num único gênero musical, numa raça (música branca ou negra)
ou procedência geográfica (Inglaterra ou EUA). o pop mescla ritmos, idéias e
modos. Vende milhares de discos, influenciando costumes entre jovens.
Estrelas da música pop servem de modelo no modo de vestir, no corte de
cabelo e mesmo no comportamento sexual.
ORIGEM E EVOLUÇÃO
O termo música pop é usado a partir do final da década de 50 e início
dos anos 60. Quando diminui o alcance do rock popularizado por Elvis Presley
(1935-1977), surgem os Beatles, na Inglaterra. Mesclam rock às baladas
inglesas e tornam-se famosos no mundo inteiro a partir da música I Want to
Hold Your Hand. Vendem 100 milhões de discos entre 1960 e 1964.
A beatle mania vigora e o festival de Woodstock, nos EUA, reúne 500 mil
jovens, em 1969. Nudez, cabelo comprido, sexo, drogas rock' n' roll são os
símbolos da rebeldia. O público jovem torna-se o filão de ouro da indústria
pop. Os próprios Beatles são induzidos a ser menos "comportados", quando
outro grupo, os Rolling Stones alcança sucesso com músicas como Sympathy
for the Devil (Simpatia pelo Diabo).
A década de 70 marca uma separação entre rock e pop. Led Zepellin faz
sucesso com Stairway to Heaven, que começa como balada e evolui para um
rock pesado, com percussão forte e guitarras e vocais agressivo. No pop,
David Bowie (1947-) e Elton John (1947-) produzem músicas mais acessíveis.
Elton John lança a moda dos sapatos plataforma e diverte o público com a sua
coleção de óculos.
A segunda metade da década é dominada por dois cenários diferentes.
Na Inglaterra, surge o movimento punk, das roupas de couro preto e dos
cabelos quase raspados, que contesta, com violência, os valores da sociedade
do país. Destaque para a banda Sex Pistols. Nos EUA, pop vira sinônimo de
disc music. Feita para as pistas de dança das discotecas, fala de amor e de
alegria, utilizando-se da eletrônica com maior intensidade. Ganham espaço
nomes como Dona Summer (1948-) Abba, Glorai Gaynor (1949-) e Bee Gees.
Nos anos 80, as bandas inglesas voltam as paradas de sucesso pop.
Exemplos: os grupos Human League, Duran Duran e Wham!, o tecno-pop
interpretados por Eurythimcs, Depeche Mode e New Order e os new-waves
B-52's, Devo. Em todos os casos, a m´sica eletrônica é o destaque. Nos E.U.A.,
cantores em carreira solo conquistam o grande público. Michael Jackson
(1958-) lança Thriller, o álbum mais vendido da história. E uma cantora atinge
rapidamente o topo da parada da Billboard, a mais importante do mundo:
Madonna (1958-), que se transforma em estrela de primeira grandeza com
Like a Virgin.
Michael Jackson e Madonna mantêm-se, na atualidade, como os astros
pop de maior vendagem de discos no mundo. E os que geram mais polêmica.
O primeiro investe na linha do funk e rythm' n' blues. Madonna mistura
baladas, dance music e um pouco de house music.
INDÚSTRIA POP
Nos anos 60, a indústria fonográfica consolida a popularidade dos
singles, ou compactos, que desobrigam o consumidor da compra do álbum de
um cantor em razão de uma música. Os compactos destacam as músicas de
maior sucesso comercial. No meio da década de 80, ganha força o videoclip,
filme da história nem sempre linear, que serve para acompanhar a divulgação
de um single. Em agosto de 1981, nos E.U.A., começam as transmissões de
um canal especializado em videoclips, a MTV Music Television.
A carreira de um artista na industria pop inicia-se com a gravação de um
disco. Em seguida, lança singles das músicas mais cotadas para o sucesso.
Com o advento do CD, na década de 80, os compactos incluem inúmeras
músicas. O do grupo inglês Everything But the Girl, por exemplo, lançado em
1995, divulga sete versões de Missing.
ROCK' N' ROLL
Gênero musical que surge nos Estados Unidos, nos anos 50, e logo
alcança repercussão mundial. Caracteriza-se pelo ritmo acelerado, mistura de
elementos da música negra (Blues e rhythm' n' blues) à dos brancos (música
country) e o uso de guitarras elétricas. Possui linguagem simples, apoiadas em
ritimos que incitam à dança. Desde seu surgimento e ao longo dos anos, reúne
uma grande diversidade de estilos.
ANOS 50
O novo ritmo é divulgado, pela primeira vez, em 1951, no programa
Moondog's Rock and Roll Party, da Rádio WJW, de Cleveland, Ohio. Em 1954,
Bill Halley (1925-1981) grava Shake Rattle and Roll. No mesmo ano, Elvis
Presley (1935-1977) alcança êxito com That's all Righ Mamma. A repercussão
nacional acontece em 1955, quando a música Rock Around the Clock, de Bill
Halley e seus Cometas, se transforma em tema do filme Sementes da
Violência. Em 1956, Elvis grava Heartbeaker Hotel, que se torna o disco
(compacto) mais vendido no país. Apesar das letras ingênuas, o rock convertese em sinônimo de rebeldia. Nessa fase, destacam-se Chuck Berry (1926-),
com Johnny B. Good, e Little Richard (1932-) com Long Tail Sally.
ANOS 60
Em setembro de 1962, a música Love me Do, dos Beatles, entra nas
paradas de sucesso. O grupo inglês conquista os E.U.A. e torna-se sucesso
mundial.
Paralelamente a Guerra do Vietnã, surgem o hippies e os pacifistas. Uma
corrente do rock ganha tom político, com Bob Dylan (1941-), que une a música
folclórica ao rock. Compondo hinos à paz, caso de Blowin' in the wind. Nessa
época surge também o quinteto inglês Rolling Stones, o primeiro a fazer
grande sucesso comercial com letras ousadas e transgressoras e concertos
espetaculares.
O final da década é a época do sexo, drogas e rock' n' roll. Grupos como
The Doors e Pink Floyd interpretam o rock psicodélico; Velvet Underground, de
Lou Reed (1943-), faz um estilo transgressor. O festival de Monterrey
( Califórnia), em 1967, revela Janis Joplin (1943-1970) e Jimi Hendrix
(1942-1970). Em 1969, o Festival de Woodstock (E.U.A.) reúne 500 mil jovens.
Ainda no final da década de 60 surge a tendência do heavy metal, com
baterias e vocais agressivos, como Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple.
ANOS 70
O rock progressivo aparece nas bandas Yes e Gênesis. Em 1975, na
Inglaterra, destaca-se o punk-rock do Sex Pistols, em músicas como Anarchy in
the UK. No final da década. Começa o movimento new wave, tendo como
principais expoentes os grupos Talking Heads e The Police.
ANOS 80
A fusão de gêneros e estilos marca os anos 80. A onda dark, inspirada no
Sex Pistols, que aborda os problemas do cotidiano dos jovens proletários
ingleses, destaca as bandas The Cure e The Smiths. Ainda na Europa, o rock
de protesto, típico dos anos 60,é representado pelo irlandês U2, como no
sucesso Sunday Boody Sunday. Em 1982, o norte-americano Michael Jackson
(1958-) vende 47 milhões de cópias do álbum Thriller.
ANOS 90
O rap e o reggae alcançam repercussão mundial. Nos Estados Unidos,
surge a fusão entre heavy metal e funk, produzida por grupos como Red Hot
Chili Peppers e Faith No More. Em 1991, nasce o movimento grunge em Seatle
(E.U.A.), em que os arranjos musicais são pouco trabalhados. O precursor é o
Nirvana, que chega as paradas com Smells Like Teen Spirit. Outros grupos
tornam-se bastante conhecidos, como R.E.M.,Soudgarden, Pearll Jam e Alice in
Chains. O rock britânico ganha novas bandas como Oásis, Supergrass e Green
Day, que fazem parte do movimento chamado britpop. Entre as cantoras, a
islandesa Björk e a canadense Alanis Morissete são os destaques da nova
geração, o rock europeu dos anos 90 inspira-se em temas ligados a
discriminação racial e conflitos étnicos, como é o caso da banda alemã
Deesseedent. Novas bandas surgem nos Estados Unidos, como Everclear e
Tripping Daisy, que dão novo formato a vários gêneros, como hard rock, pop,
hip hop e surf music.
ANO 2000
O sucesso das bandas americanas The Strokes e White Stripes
repercutem um novo estilo do rock como "indie rock", ou seja, rock
independente , sendo uma mistura dos anos 60 com experimentalismo como
um rock alternativo que geralmente falam dos problemas sociais, do cotidiano
urbano e relacionamentos humanos.
AS RELÍQUIAS DE ELVIS
As décadas após a Segunda Guerra Mundial, viram surgir uma nova
mania musical, chamada rock and roll, com muito barulho, batidas, gritos e
sons agudos e metálicos que varreu os E.U.A e depois o mundo. O rei
indiscutível do rock, ao menos até os Beatles adaptassem o gênero musical na
Inglaterra, era um ex-caminhoneiro chamado Elvis Presley. Elvis foi tão
adorado por seus milhões de fãs que, desde sua morte por ataque cardíaco
aos 42 anos de idade, em 1977, objetos como por exemplo seus carros foram
conservados com um cuidado quase religioso.
O rock and roll, derivado do jazz foi criado por músicos negros no fim da
década de 1930 e seu público era quase exclusivamente negro – até que
apareceu Elvis. Nascido em Tulepo, no Mississipi, e criado em Memphis, no
Tennessee, ele aprendeu o impulso do ritmo e as entonações vocais dos
cantores de rock de então, a maioria deles negros do Sul, e popularizou esse
gênero, fazendo seu público aumentar incrivelmente. Foram vendidos três
milhões de cópias de seu primeiro disco importante, Heartbreak Hotel. Em dois
anos Elvis faturou 100 milhões de dólares brutos. Até 1968, tinham sidos
vendidos duzentos milhões de seus discos e ele já aparecera em 29 filmes –
ganhando em média 850 mil dólares cada um.
A enorme popularidade de Elvis pode ser atribuída, em boa parte, ao
jeito como contorcia o corpo para acompanhar a canção – ele foi apelidado de
"Elvis, o Pélvis". Para atingir as fãs e adolescentes, seus movimentos e sua voz
poderosa falavam sexo, liberdade e revolta contra a autoridade. No entanto,
Elvis aparentemente foi um homem desajustado e tímido que, no auge da
fama – e apesar da imensa fortuna -, se tornou quase um recluso em sua
mansão em Menphis, onde cada vez mais recorria ao uso de drogas, que,
provavelmente, contribuíram para antecipar sua morte.
OS BEATLES
Inesperadamente,
a
grande
renovação
veio
da
Europa.
Mais
precisamente, de Liverpool, na Inglaterra. Em 1963, um dos numerosos
pequenos conjuntos que tocavam em night-clubs dessa cidade inglesa,
chamado The Beatles, começou a destacar-se no hit-parade local com algumas
gravações. Love me do, Please, please, me, She loves you. Era um quarteto,
vocal e instrumental (John Lennon, Paul McCartney e George Harrison,
compositores, guitarristas e vocalistas, e Ringo Starr, baterista), cuja música,
um heavy beat que descendia diretamente do rock`n roll, simples e
descontraído, rapidamente ganhou as simpatias do público jovem inglês, dos
disc-jockeys e de boa parte da crítica especializada.
The Beatles, quarteto vocal e instrumental inglês, formado em 1960 em
Liverpool, cidade onde nasceram os seus componentes. Jonh Winston Lennon
(9/10/1940 – Nova York, 9/12/1980); James Paul McCartney, a 18/6/1942;
George Harrison, a 25/02/1943; e Ringo Starr (nome artístico de Richard
Starkey), a 7/71940. Os dois primeiros já atuavam juntos desde 1956; o
terceiro se reuniu ao grupo em 1959; finalmente Ringo Starr substituiu o
antigo baterista do conjunto em, 1961. Começaram em Liverpool sob nome de
Johnny and the Moondogs, mudado depois para Silver Beatles e, finalmente,
The Beatles. O grande sucesso internacional veio em 1964 com Lp Meet the
Beatles. Sucederam-se tournées e filmes de grande sucesso. A Hard day's
night (1964; lanç. Os Reis do iê-iê-iê) e Help! (1965; lanç. Socorro!). Sua
música evoluiu depois para o requinte experimental dos álbuns Sergeant
Pepper's lonely hearts club band (1967) e The Beatles (1968). Após sua última
gravação conjunta, Abbey Road
(1970), os integrantes do conjunto se
dispensaram, continuando individualmente as suas carreiras artísticas, tendo
sido gravados álbuns isolados de Lennon, Harrison e McCartney, que seguiram
pesquisas e caminhos independentes.
Em dezembro de 1963, quando os Beatles gravaram um compacto com
a música I wanna hold your hand, pela primeira vez na história de discos
ingleses um 'som' local superava as importações norte-americanas nas
paradas de sucesso. Em poucos meses, o 'Liverpool sound' ou 'Mersey sound'
(denominações dadas ao novo estilo, a Segunda do nome do rio que liga
Liverpool a Birkenhead) tomara conta toda a Europa. Criou-se o termo
Beatlemania, para descrever a histeria dos adolescentes que lotavam os
auditórios em apresentações do quarteto. Na trilha dos Beatles, como o Rolling
Stones, Gerry and the Oceacemakers e o Dave Clark Five, começavam a
vender milhares de discos.
Em fevereiro de 1964, quando eles apareceram no Ed Sullivan Show, o
mais popular programa de televisão dos E.U.a, a beatlemania já era fato
consumado no mercado norte-americano. Sua música mostrava-se capaz de
revitalizar o rock, misturando-o com soluções harmônicas do country and
western (música rural norte-americana) e com miniscências da balada poplular
inglesa.
REGGAE
Gênero musical nascido na Jamaica na década de 60, caracteriza-se pela
mistura de ritmos percursivos africanos com o jazz, o blues e o soul. É
influenciado também pelo mento, música folclórica jamaicana, que confere ao
gênero um ritmo dançante. Os principais instrumentos que marcam o estilo
são a bateria; a guitarra, que faz o contratempo; e o contrabaixo, cuja
sonoridade é semelhante a tambores africanos. As letras contêm forte crítica
social à situação dos negros jamaicanos e à pobreza do Terceiro Mundo. A
temática sofre grande influência do movimento jamaicano rastafari, que prega
a superação da miséria dos negros por meio da atuação política e espiritual e
a libertação da maconha.
Inicialmente, o reggae é tocado nos subúrbios de Kingston, capital do
país, onde os negros organizam os sound systems – bailes comandados por
disc-jóqueis. Os principais expoentes são o conjunto The Wailers – do qual
participavam Bob Marley (1945-1981) E Peter Tosh – e os cantores Scotty
Dekker e Jimmy Cliff. A partir de 1970, o gênero cpomeça a conquistar as ilhas
centro-americanas e a Inglaterra, onde o primeiro grande sucesso é a música I
Can See Clearly Now, gravada em 1971 pelo norte-americano Johnny Nash.
Após a dissolução da formação original do The Wailers, em 1974, Bob
Marley e Peter Tosh iniciam carreira-solo. Marley é responsável por clássicos
como I Shot the Sheriff e No Woman, no Cry, e Tosh, por Legalize It. Nos anos
seguintes, o ritmo passa a integrar o repertório de músicos como Paul Simon
(1942-), Eric Clapton (1945-) e dos Rolling Stones. Entre os novos nomes do
reggae jamaicano estão Ziggy Marley, filho de Bob Marley, e as bandas Inner
Circle e Big Mountain. Outro sucesso é a banda inglesa UB-40.
DANCE MUSIC
Gênero musical de ritimo marcado e acelerado, com arranjos totalmente
eletrônicos. É criado no final da década de 80, especialmente era tocar em
pistas de dança. O estilo é padronizado: letras curtas, geralmente em inglês,
melodia e refrão bastante simples para serem aprendidos rapidamente.
A dance é herdeira direta da disco music, que domina as paradas de
sucesso no final dos anos 70. Começa a ser tocada nas pistas de dança da
Europa, em 1988, com os grupos ingleses Bomb the Base e S´Express e o
belga Technotronic. Chega em 1990 ao Brasil, hoje um dos grandes mercados
consumidores do gênero. Grupos brasileiros como Sept e Corona fazem
carreira no exterior, e o número de canções em português aumentam
significamente em 1995. Nos anos 90, a evolução da dance music populariza
uma das maiores manias do mercado musical: o remix.
REMIX
Novo arranjo para a música, que ganha um ritmo mais adequado para
tocar em pistas de dança. A grande demanda e o forte esquema promocional
de algumas gravadoras levam até bandas de rock, como R.E.M., a gravar
músicas dançantes. Alguns dos grupos famosos de dance são Snap!, Deee Life,
C+C Music Factory, Black Box e Ice MC. Muitas outras canções de sucesso dos
anos 70 e 80, como Everlasting Love, That`s the Way (I like It) e total Eclipse
of the heart, também são regravadas, com o ritmo acelerado, em versão
dance.
MÚSICA COUNTRY
Gênero criado e desenvolvido nos estados do sul e oeste dos E.U.A..
Música Rural, também é conhecida como "Blues feito por brancos". Os
cantores em geral adotam tom grave a anasalado, e o acompanhamento
básico é feito com violão, banjo ou violino.
A origem da música country é atribuída aos pequenos proprietários que
no século XVIII ocuparam as terras ao sul das montanhas Apalaches. Nascidos
em sua maioria na região fronteiriça entre Inglaterra e Escócia, esses colonos
levam para os E.U.A. baladas folclóricas tradicionais. A segunda tradição
musical do country vem da música dos Estados do sudoeste norte-americano,
especialmente do Texas, que têm influências do blues e da música rural de
dança negra.
Com o surgimento do rádio, o gênero ganha divulgação nacional e, na
década de 20, são gravados os primeiros álbuns. A mais importante dentre as
emissoras de rádio para o desenvolvimento deste tipo de música foi a WSM, da
cidade de Nashvilli, no Estado do Tennessee, considerada até hoje a capital da
música country.
Os cantores do gênero adotam o visual de cowboys, que são tema de
muitas de suas baladas. O estilo atravessa fases de grande sucesso nos anos
50 e 60. Entre seus expoentes estão Loretta Lynn, Dolly Parton, Johnny Cash e
Willie Nelson. A combinação de instrumentos elétricos aos tradicionais deu
origem ao chamado country rock.
No começo da década de 80, o uso de teclados, cordas, coros e a maior
participação da guitarra elétrica nos arranjos provocam a reação de um grupo
de novos cantores, auto-intitulados "novos tradicionalistas". O novo estilo
mantém as guitarras elétricas do country rock, mas enfatiza a instrumentação
tradicional. O maior expoente é Garth Brooks. Existem hoje 2.600 rádios nos
E.U.A. especializadas em música country, responsável por 17% das vendas do
mercado fonográfico norte-americano.
DANÇA DE RUA
Em 1929, os E.U.A passou por uma grande crise econômica, e sendo
assim dançarinos e músicos que ficaram desempregados começaram a ganhar
a vida fazendo suas demonstrações de shows nas ruas.
Baseado em muito trabalho e pesquisa o bailarino e coreógrafo Marcelo
Cirino em janeiro de 1991 iniciou o primeiro curso de "Dança de Rua" no Brasil
na cidade de Santos.
A dança de rua é uma repercussão mundial reconhecida como um
trabalho e não somente como moda.
Há dois tipos de danças de ruas: O Hip Hop e o Street Dance.
Hip Hop - Hip (inglês) - quadril – Hop (inglês) - pulo: este movimento
envolve poesia, arte visual, música e dança, surgiu nos anos 70 entre meados
de descendência africana e latina nas periferias de Nova Iorque.
Possui variados tipos de ritmos, pois cujo significado de Hip Hop é
balançar o quadril, porém este movimento não tem somente a função de
mexer o corpo, tendo uma proposta de representar um instrumento político de
uma juventude que através da letra musical expressa um grito pedindo a paz
na vida social, protestando a violência urbana.
Segundo uma pesquisa à enciclopédia livre, Wikpédia, hip-hop é um
movimento cultural iniciado no final da década de 1960 nos Estados Unidos
como forma de reação aos conflitos sociais e à violência sofrida pelas classes
menos favorecidas da sociedade urbana. É uma espécie de cultura das ruas,
um movimento de reinvidicação de espaço e voz das periferias, traduzido nas
letras questionadoras e agressivas, no ritmo forte e intenso e nas imagens
grafitadas pelos muros das cidades.
O
hip
hop
como
movimento
cultural
é
composto
por
quatro
manifestações artísticas principais: o canto do rap (sigla para rythm-andpoetry), a instrumentação dos DJs, a dança do break dance e a pintura do
grafite. O termo música hip hop refere-se aos elementos rap e DJ, sendo hip
hop também usado como sinônimo de rap.
No Brasil, o movimento hip-hop foi adotado, sobretudo, pelos jovens
negros e pobres de cidades grandes, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e
Porto Alegre, como forma de discussão e protesto contra o preconceito racial,
a miséria e a exclusão. Como movimento cultural, o hip-hop tem servido como
ferramenta de integração social e mesmo de re-socialização de jovens das
periferias no sentido de romper com essa realidade.
O hip-hop emergiu no final da década de 1960 nos subúrbios negros e
latinos de Nova Iorque. Estes subúrbios, verdadeiros guetos, enfrentavam
diversos problemas de ordem social como pobreza, violência, racismo, tráfico
de drogas, carência de infra-estrutura e de educação, entre outros. Os jovens
encontravam na rua o único espaço de lazer, e geralmente entravam num
sistema de gangues, as quais se confrontavam de maneira violenta na luta
pelo domínio territorial. As gangues funcionavam como um sistema opressor
dentro das próprias periferias - quem fazia parte de algumas das gangues, ou
quem estava de fora, sempre conhecia os territórios e as regras impostas por
elas, devendo segui-las rigidamente.
Esses bairros eram essencialmente habitados por imigrantes do Caribe,
vindos principalmente da Jamaica. Por lá existiam festas de rua com
equipamentos sonoros ou carros de som muito possantes chamados de Sound
System (carros equipados com equipamentos de som, parecidos com trios
elétricos). Os Sound System foram levado para o Bronx, um dos bairros de
Nova Iorque de maioria negra, pelo DJ Kool Herc, que com doze anos migrou
para os Estados Unidos com sua família. Foi Herc quem introduziu o Toast
(modo de cantar com levadas bem fraseadas e rimas bem feitas, muitas vezes
bem politizadas e outras banais e sexuais, cantadas em cima de reggae
instrumental), que daria origem ao rap.
Neste contexto, nasciam diferentes manifestações artísticas de rua,
formas próprias, dos jovens ligados àquele movimento, de se fazermúsica,
dança, poesia e pintura. Os DJs Afrika Bambaataa, Kool Herc e Grand Master
Flash, GrandWizard Theodore, GrandMixer DST (hoje DXT), Holywood e Pete
Jones, entre outros, observaram e participaram destas expressões de rua, e
começaram a organizar festas nas quais estas manifestações tinham espaço assim nasceram as Block Parties.
As gangues foram encontrando naquelas novas formas de arte uma
maneira de canalizar a violência em que viviam submersas, e passaram a
freqüentar as festas e dançar break, competir com passos de dança e não
mais com armas. Essa foi a proposta de Afrika Bambaataa, considerado hoje o
padrinho da cultura hip-hop, o idealizador da junção dos elementos, criador do
termo hip-hop e por anos tido como "master of records" (mestre dos discos),
por sua vasta coleção de discos de vinil.
DJ Hollywood foi um DJ de grande importância para o movimento. Apesar
de tocar ritmos mais pop como a discoteca, foi o primeiro a introduzir em suas
festas MCs que animavam com rimas e frases que deram início ao rap. Os MCs
passaram a fazer discursos rimados sobre a comunidade, à festa e outros
aspectos da vida cotidiana. Taki 183, o grande mestre do Pixo, fez uma
revolução em Nova Iorque ao lançar suas "Tags" (assinaturas) por toda cidade,
sendo noticiado até no New York Times à época. Depois dele vieram Blade,
Zephyr, Seen, Dondi, Futura 2000, Lady Pink, Phase 2, entre outros.
Em 12 de novembro de 1973 foi criada a primeira organização que tinha
em seus interesses o hip hop, cuja sede estava situada no bairro do Bronx. A
Zulu Nation tem como objetivo acabar com os vários problemas dos jovens dos
subúrbios, especialmente a violência. Começaram a organizar "batalhas" não
violentas entre gangues com um objetivo pacificador. As batalhas consistiam
em uma competição artística.
STREET DANCE
Limitada as coreografias é vinculada ás academias de dança com
movimentos e ritmos fortes marcados com muita energia.
Segundo a professora de dança Camila do Amaral, o Street Dance, na
forma como é conhecido hoje, nasceu de movimentos urbanos do início da
década de 70, nos guetos de Nova York. Esses movimentos englobavam muito
mais do que dança; eles se expressavam através de diferentes manifestações
artísticas de música, dança, poesia e pintura. Tal fato acarretou a formação de
uma nova cultura associada à identidade dos negros, que ficou mundialmente
conhecida como Hip Hop.
Por haver muitas brigas entre gangues negras e latinas pela disputa de
territórios, um dos precursores do movimento cultural do Hip Hop, Afrika
Bambaataa, contribuiu para que as gangues nova yorkinas resolvessem suas
diferenças através da dança, chamadas de "batalhas". Estas eram disputas
dançantes nas quais um dançarino dificultava a movimentação do outro
utilizando o próprio corpo. Por ter se desenvolvido através das disputas e
performances de gangues, o Street Dance é um estilo com vestimenta, música
e linguajar próprios.
Por ser muito eclético, o Street Dance combina com vários outros
estilos. Movimentos de jazz ou da capoeira, por exemplo, podem ser
adaptados e enquadrados dentro dos parâmetros do Hip Hop. Ele utiliza uma
linguagem corporal que mescla mímica e acrobacia e seus movimentos
incluem giros de corpo e com a cabeça no chão, saltos, chutes, balanço para
as laterais do tronco e nos ombros. Valorizam-se as expressões do corpo, mas
as faciais são fundamentais para compor uma boa seqüência coreográfica.
As músicas utilizadas têm batidas fortes e marcantes e os movimentos
são sincronizados e precisos. O corpo acompanha a música de acordo com o
ritmo: quando a melodia é intensa, os passos ficam mais firmes. Se as batidas
diminuem, a coreografia fica mais suave. Apesar de existir fundamentos
técnicos no Street Dance, há total liberdade na execução de seus movimentos.
Por exemplo: para parar o corpo numa determinada posição não existe um
jeito único; cada um pode criar o movimento até atingi-la.
O estilo chegou ao Brasil no final da década de 70 e foi difundido
rapidamente, principalmente nas periferias. Isso aconteceu pela necessidade
que essas pessoas tinham de expressar uma arte misturada a protesto. No
começo de sua propagação no país, o Street Dance era praticado somente por
homens, mas logo cativou as mulheres e, hoje, muitas delas se dedicam ao
gênero.
Os movimentos intrincados, acrobáticos, mas altamente plásticos e
harmônicos dos praticantes desse estilo são associados ao Graffitti, com sua
colorida expressão artístico-visual, e ao Rap, a trilha sonora que completa o
cenário. Esses três elementos juntos fortalecem e proporcionam ainda mais
popularidade ao Street Dance.
METODOLOGIA
O encaminhamento metodológico não acontecerá através de um único
método, mas sim através de várias possibilidades de trabalho para estimular o
interesse e a participação do aluno em seu desenvolvimento.
Inicialmente será proposta a turma a escolha de um tema para o
desenvolvimento do projeto para apresentação na Mostra.
A seguir serão solicitadas pesquisas sobre o tema escolhido, seguidos de
debates em sala. A partir dos debates acontecerá o trabalho com algumas
letras de músicas favoritas da turma. Será então, elaborado um texto resumo,
que servirá de base para a apresentação do projeto na Mostra e escolhidos
alguns alunos da turma dispostos a participarem da exposição. Por fim, serão
confeccionados os materiais que serão utilizados na Mostra Cultural e
Científica.
Dessa forma, fica claro que este projeto visa despertar o aluno para uma
aprendizagem mais consistente da Língua Inglesa, partindo de algo conhecido
e apreciado por todos, que são os vários gêneros musicais.
ORÇAMENTO
O trabalho será apresentado numa sala de aula, podendo ser dividida
com outra equipe. Os materiais utilizados serão: folder, pôsteres, rádio, CD,
carteiras, edital, televisão, DVD, manequins de loja e roupas que caracterizam
os estilos dos ritmos musicais.
CRONOGRAMA
ATIVIDADES
MESES
ABRIL
Escolha
do tema.
MAIO
Pesquisas
em
diversas
fontes.
JUNHO
Estudo de
algumas
músicas.
Escolha
dos
gêneros
musicais.
Debates
em sala.
Elaboraçã
o de um
texto
resumo.
JULHO
Escolha e
ensaios dos
alunos p/
apresentaçã
o.
Confecção
dos
materiais,
pôsteres e
outros.
AGOSTO
Apresentaç
ão na
Mostra.
Avaliação.
REFERÊNCIAS
VIANNA, Hermano. (1988), O mundo Funk Carioca. Rio de Janeiro,Jorge
Zahar Editor;
Almanaque Abril. Editora Abril. 1997;
Dicionário Português- Inglês- Português, Oxford Escolar. Oxfor University.
Press. 1999;
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