Reposição hormonal e os hormônios bioidênticos

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Reposição hormonal e os hormônios bioidênticos
Muitas mulheres que se aproximam da fase da menopausa
chegam aos consultórios médicos cheias de dúvidas a respeito da
reposição hormonal. Atualmente, muitas delas querem saber sobre
os hormônios bioidênticos para o tratamento dos sintomas
relacionados à menopausa. O assunto, porém, é cercado de mitos.
05/11/2013 16:11:16
Médico ginecologista desfaz confusões sobre o tema
Muitas mulheres que se aproximam da fase da menopausa chegam aos consultórios médicos cheias
de dúvidas a respeito da reposição hormonal. Atualmente, muitas delas querem saber sobre os
hormônios bioidênticos para o tratamento dos sintomas relacionados à menopausa. O assunto,
porém, é cercado de mitos.
Hormônios Bioidênticos - definição
De acordo com médico ginecologista e obstetra Dr. Marcelo Steiner, hormônios bioidênticos são
aqueles que possuem a mesma estruturação molecular dos hormônios produzidos pelo nosso
organismo.
Segundo o especialista, a primeira dúvida sobre os hormônios é com relação a sua origem. “É errado
acreditar que hormônios bioidênticos são hormônios naturais. Embora apresentem a mesma
estrutura molecular do corpo humano, eles podem ter origem sintética ou natural. O termo
bioidêntico, na verdade, tem sido usado como sinônimo para hormônio natural e manipulado, mas de
forma equivocada. Muitas opções de terapia de reposição hormonal convencional, sintetizadas pela
indústria farmacêutica, possuem a mesma estrutura química do principal estrogênio produzido pelo
nosso organismo, o estradiol, e também podem ser consideradas uma reposição bioidêntica”,
explica.
Afastando o medo da reposição hormonal
Ainda hoje muitas mulheres têm receio em utilizar a terapia de reposição hormonal convencional
devido a supostos efeitos colaterais negativos, mas optam pela reposição através de hormônio
bioidêntico manipulado por acreditarem ser mais segura.
“Muitas mulheres acham que os bioidênticos são mais ‘naturais’ e por isso teriam menos riscos a
saúde. O termo bioidêntico, na verdade, se refere à formação molecular dos hormônios. Eles
continuam sendo hormônios, portanto, se ministrado em excesso ou equivocadamente, também se
associam a riscos”, explica o médico. “O que vale ressaltar é que a reposição hormonal tem
indicações médicas, para mulheres que sofrem com sintomas mais severos durante a menopausa e
que afetam sua qualidade de vida. Se bem avaliada e ministrada, os benefícios superam em muito
os riscos”, diz o médico.
“Hoje se defende sempre a menor dose terapêutica para reposição hormonal. Os medicamentos
oriundos da indústria farmacêutica passam por um processo rigoroso de aprovação, são monitorados
por órgãos governamentais competentes, então são altamente confiáveis. Há estudos de bom índice
de evidência científica atestando sua segurança”, comenta o especialista, Doutor em Ginecologia,
Obstetrícia e Mastologia pela UNESP.
Segundo Marcelo Steiner, algumas mulheres, porém, podem ter restrição ao tratamento. “Pacientes
com histórico de câncer de mama, trombose e doenças hepáticas, para citar alguns exemplos, têm
restrições ao uso dos hormônios. Para quem não tem contraindicações prévias, a reposição deve ser
indicada de modo individual e criterioso pelo médico, para que os benefícios sejam alcançados.”
Para mulheres que não podem se submeter ao tratamento de reposição hormonal, outras
alternativas podem ser utilizadas, para amenizar sintomas específicos. “Tudo vai depender da
avaliação médica, mas o uso de fitoterápicos, isoflavonas ou alguns medicamentos podem ser
indicados após avaliação”., completa o médico.
Saiba mais sobre a menopausa
Menopausa significa a data da última menstruação. Parar de menstruar é o sinal clínico de que o
ovário perdeu sua capacidade de ovular e produzir hormônios. Muitas mulheres encaram isso de
uma forma negativa e estigmatizada, mas o fato é que esse momento não é melhor nem pior que
qualquer fase da vida, apenas diferente. “O segredo para encarar e viver essa nova fase é estar na
frente dos sintomas e das repercussões negativas que a falta do estrogênio pode proporcionar”,
explica o ginecologista Marcelo Steiner, membro do setor de Ginecologia Endócrina da Faculdade de
Medicina do ABC e professor afiliado do departamento de ginecologia.
Os primeiros sintomas da menopausa decorrem da queda na produção do hormônio estrogênio.
Ondas de calor, secura vaginal, prejuízos ao sono são alguns dos sintomas que podem aparecer. A
menopausa também pode alterar o estado psicológico das mulheres, manifestando-se na forma de
nervosismo, irritabilidade, depressão e alterações no humor. A oesteoporose também é uma ameaça
mais forte, pois, após a menopausa, as mulheres tendem a perder massa óssea de maneira bem
mais acelerada.
“Nos casos em que a mulher sofre com sintomas da menopausa, o tratamento de reposição
hormonal pode ser uma alternativa para melhorar a qualidade de vida da paciente”, defende o
ginecologista Marcelo Steiner. O principal hormônio utilizado na reposição para mulheres na fase da
menopausa é o estradiol. Em doses adequadas, ele pode trazer vantagens como ajudar na redução
do colesterol e na diminuição do acúmulo de gordura na barriga, ajudando na prevenção de doenças
cardiovasculares, além de proteger a massa óssea. “É importante que a mulher conte com a ajuda
especializada nesta fase da menopausa, pois assim, poderá, em conjunto com seu médico, definir o
melhor caminho para uma vida saudável, tranquila e mais feliz”, finaliza o médico, que também é
responsável pelo ambulatório de Osteoporose do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher de
São Bernardo do Campo.
A2N Comunicação
Assessoria de Imprensa Dr. Marcelo Steiner (CRM 109535)
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