Filosofia de Um Pardal

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Filosofia de Um Pardal
Paulo Hijo
Filosofia de um pardal
Num bar, que já não existe, na rua Niterói, no centro de São Caetano do Sul, cidade do
ABc Paulista, me deparei com um papel surrado, colado numa parede de pintura cansada,
que, com sua mensagem, muito me ensinou.
Quando acabei de ler, emocionado, perguntei ao proprietário, senhor Fernando, quem
havia escrito aquela pérola. Ele disse não saber. Procurei pelo autor da genial obra, mas
até hoje não encontrei. Caso o leitor conheça o texto e saiba do seu autor, por favor, entre
em contato.
Aquelas palavras tanto me marcaram que, até hoje, sou capaz de transcrever. E é o que
desejo fazer agora. Lembro ter lido algo mais ou menos assim:
“Um pardal, cansado da vida rotineira, resolveu sair voando, em busca de aventuras, pelo
mundo afora. Voou até chegar a uma região muito gelada. Quase congelado, não podendo
mais voar, caiu duro no chão. Prestes a morrer, uma vaca avistou-o e sobre ele defecou. O
excremento o esquentou e o salvou. Sentindo-se muito bem, começou a cantar. Um gato,
ouviu e seguiu seu canto. Assim que ele o encontrou, cuidadosamente tirou-o dali, limpouo e o comeu.”
CONCLUSÃO
A) Nem sempre quem caga sobre você é seu inimigo.
B) Nem sempre aquele que tira você da merda é seu amigo.
C) Desde que você se sinta confortável, mesmo estando na merda, fique de bico calado.
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D) Quem está na merda não canta.
Obra original disponível em:
http://www.overmundo.com.br/banco/filosofia-de-um-pardal
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