filosofia da ciencia

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FILOSOFIA DA CIÊNCIA
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ØA filosofia e a ciência no mundo medieval
» Nesta matéria iremos aprender sobre as idéias que
circulavam no período medieval, a partir de autores
como Santo Tomás de Aquino e Pedro Abelardo.
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ØO legado medieval
» Muitos foram os pensadores do chamado medievalismo
que, como todos de sua época, estavam preocupados
em manter a sobrevivência num período de peste, fome
e guerras, como foram os cinco séculos que hoje
chamamos época medieval.
» Os assuntos que envolvem este mote vital foram mais
valorizados por eles, assim como a fé e suas questões,
haja vista que na Idade Média o homem ocidental se
encontrou cada vez mais solitário, disperso pela tomada
que os povos germânicos empreenderam no que
sobrara do Império Romano.
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ØO legado medieval
» Todavia, para o homem medieval, o que é compreender
e como isso é possível? Existem duas formas de
explicação para essa pergunta. A primeira afirma que o
mundo é fielmente representado pelas imagens de
nosso espírito e pela linguagem comum, a segunda
teoriza que o mundo é fundamentalmente diferente do
que aparenta ser. Esta é a oposição máxima entre
Platão e Aristóteles e o ponto de partida para uma
Filosofia da Ciência no período medieval.
» Em busca da compreensão, o homem medieval vai
dirigir seu olhar para a natureza e para os céus,
tentando encontrar respostas para as mesmas
questões que os filósofos anteriores fizeram.
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»
«A flagelação de Cristo», na igreja franciscana alemã de Esslingen (1320).
FONTE: www.revista-temas.com/.../Contacto6.html , ACESSADO EM
27/02/2008.
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ØO pensamento de São Tomás de Aquino
» A teoria cristã fundamentada em Aristóteles – ou seja, aquela que
afirmava ser o verbo feito da carne, em Cristo– era o pensamento
mais difundido na ciência teológica deste período.
» Todavia, Tomás descordava desta teoria Ele se questionava
sobre a polpa e circunstância opositora da humildade de Cristo,
banca que os bispos e seguidores de Cristo firmavam em suas
ações. Tomás queria unir a fé à razão, o amor à sabedoria. Numa
imbricação entre as palavras que os padres proferiam e a sagrada
escritura, criou um sistema que unia a vida moral e intelectual à
vida teológica, de fé. Desta forma deu-se sua principal obra:
Summa Theologica.
» A partir daí, a existência de Deus deveria ser provada pela razão.
No enlace entre Aristóteles e a Bíblia, Tomás fundamentou tudo o
que existia, afirmando que Deus criara o mundo e que todas as
coisas provinham Dele – teoria que reafirmava Aristóteles, filósofo
que teorizava ser Deus o motor que impulsionava tudo.
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SANTO TOMÁS DE AQUINO
SANTO
TOMÁS
DE
AQUINO,
GHIRLANDAIO, D. Vitral da igreja de
Santa Mª Novella, Florença, séc. XV.
FONTE:
br.geocities.com/discursus/filotext/a
quinfil.html
,
ACESSADO
EM:
27/02/2008.
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ØPedro Abelardo
» No livro Dialética, Abelardo expõe sua teoria do conceitualismo.
Nesta teoria, Abelardo afirmava que por meio dos nomes
chegava-se aos conceitos, que seriam os únicos mecanismos de
libertação da lógica perante a metafísica. A polêmica de seu
pensamento centrava-se nos conceitos ditos universais.
» Utilizando o método da análise de algo por diversas perspectivas,
procurando por meio das controvérsias que surgiam, a solução
para o problema posto, Abelardo lançou as bases da Escolástica.
Estas teorias metodológicas, entre outras, encontram-se no livro
conhecido como Sim e não.
» O seu método do sim e não permeou profundamente a filosofia
escolástica, estando tão intrinsecamente envolvidas que, anos
mais tarde, Abelardo seria deixado de lado pela doutrina que
ajudou a fundamentar, devido ao não reconhecimento da
Escolástica clássica das suas idéias, por serem vistas como
dogmas já pertencentes à sua criação.
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ABELARDO E HELOÍSA
»
ABELARDO E HELOÍSA. Manuscrito
do séc. XIV do Roman de la Rose.
FONTE:
www.ricardocosta.com/pub/abelar
d.htm , ACESSADO EM 27/02/2008.
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ØA multiplicidade do pensamento medieval
»
»
»
»
»
»
»
Robert Grosseteste (1168-1253): fundador do pensamento científico em Oxford,
escreveu textos sobre temas do mundo natural, prioritariamente. Afirmava que os
experimentos deveriam compactuar com a teoria referente a eles.
Alberto Magno (1193-1280), o Doutor Universal: representante dos dominicanos,
defendia o diálogo entre ciência e religião. Foi, ainda, o intro dutor das ciências grega
e árabe na Europa estudantil daquela época, nunca contrariando Aristóteles, no
entanto.
Roger Bacon (1214-1294), o Doutor Admirável: franciscano interessado, influenciado
pelas teorias de Grosseteste, na experimentação de suas teorias, juntamente com a
observação da natureza, criando a idéia de “Leis da Natureza”.
William de Occam (1285-1350), o Doutor Invencível: criador da teoria que dava
preferência as explicações mais simplórias para um fato, essa teoria ficou conhecida
como Navalha de Occam. Sua criação viria a ser, futuramente, um método cientifico
muito utilizado, principalmente pelos reducionistas.
Duns Scot (1266-1308), o Doutor Sutil: membro da Ordem Franciscana, filósofo e
teólogo, acreditava que a razão era incapaz de compreender a fé, portanto, a filosofia
deveria ser subordinada a teologia.
Jean Buridan (1300-1358): foi o teorizador de um modo de explicar o movimento dos
objetos em queda livre, que abriu caminhos para a teoria newtoniana da inércia.
Nicole d'Oresme (c.1323- 1382): foi o último dos pensadores medievais antes da
peste negra. Defendia a existência de outros mundos habitados no Universo.
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ØCIÊNCIA MEDIEVAL
» De um modo geral, podemos dizer que a ciência
medieval é marcada pela filosofia natural, como
podemos observar em alguns de seus pensadores
centrais. A natureza se reduzia a leis explicadas pela
racionalidade humana, sendo a lógica e o empirismo as
bandeiras
da
filosofia
medieval
predominante,
denominada Escolástica. As Sagradas Escrituras e os
Padres
da
Igreja
eram
fundamentais
no
aprofundamento de qualquer questão que tocasse o
homem naquele período.
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ØREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
ABBAGNANO, N. História da Filosofia. Vol. VI. Editorial
Presença: 1982.
CHALMERS, A F. O que é ciência, afinal? Tradução
Raul Fiker. 1ºedição, São Paulo: 2001.
MARCONDES, D. Iniciação à história da filosofia: dos
pré-socráticos a Wittgenstein. Segunda Edição. Jorge
Zahar Ed., Rio de Janeiro, 1998.
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ØAgostinho e Galileu: Mudanças sutis no pensar humano rumo ao
renascimento.
» Nesta matéria atentaremos para algumas das
mudanças no rumo do pensamento humano, de
significativa importância para o período que as seguirá,
o Renascimento e para o advento da Ciência Moderna.
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Santo Agostinho
Boticcelli. FONTE: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/03/Sandro_Botticelli_050.jpg, ACESSADO EM: 21/01/08.
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ØSanto Agostinho
» No ano de 386 da era Cristã, aos 34 anos, Agostinho recebia a
revelação divina – uma iluminação – efetuada através da aparição
de algumas das palavras de Paulo de Tarso (São Paulo).
» Após o acontecimento da revelação na sua vida, Agostinho
tornou-se um bispo ativo, na igreja de Hipona (hoje Annaba ou
Boné, na Argélia), deixando para trás a vida de professor
municipal, cargo exercido em Cartago, Roma e Milão.
» Santo Agostinho era considerado um dos seguidores da
Patrística, ou seja, uma religião revelada e não uma filosofia, em
que algumas regras de conduta moral e a crença na salvação
através do sacrifício de Cristo eram suas fundamentações, era
uma religião de contestação da ordem imperial, sendo que se
tentava demonstrar, nesta linha patrística de pensamento, o não
embate entre ideologias cristã e helênica, defendida pelos
romanos.
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ØEm que Santo Agostinho nos ajuda quando o
assunto é filosofia da ciência?
» Santo Agostinho era um pensador preocupado com as
relações entre a razão e a fé, de modo que, para ele, estas
duas categorias centrais no desenvolver humano deveriam
se relacionar, e não simplesmente confrontar-se.
» A fé, para o bispo, era um caminho para a verdade eterna.
No entanto, este caminho devia ser trilhado pela razão.
» Nesta perspectiva, a razão antecede a fé, mesmo que as
verdades reveladas pela fé não sejam passíveis de prova, é
possível demonstrar que se está certo ao afirmá-las.
» A razão, desta forma, precede a fé e é sua conseqüência.
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Ø Se
eu me engano, eu sou, pois aquele que não é não
pode ser enganado.
» Para o filho pródigo da cidade de Tagaste, - Numídia,
na África – a sensação era ação sofrida pela alma, e
não apenas paixão.
» As verdades reveladas aos homens provinham da
Iluminação Divina, o saber - assim como na teoria
platônica – já se encontra na alma, porém, para Santo
Agostinho, este saber da alma não proveio de uma
vivência passada, mas da irradiação divina.
» A presença de Deus estaria em todas as formas de
conhecimento humano, sejam eles científicos, estéticos
ou morais.
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ØFORMAS DE CONSUBSTANCIAÇÃO
» Para Agostinho, Deus compreenderia três formas de
consubstanciação: Pai, Filho e Espírito Santo. A
primeira forma é a essência divina, a perfeição, a
segunda forma é o verbo, a razão ou a verdade por
meio da qual Deus se manifesta, e a terceira forma é o
amor, a qual Deus dá a vida
» Diferentemente da concepção helênica onde Deus
apenas ordenaria o Cosmo - retirando-o do Caos
originário - a concepção cristã formulada por Agostinho,
afirmava que Deus era o criador de todos os seres,
conseqüência do seu amor infinito.
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ØO Maniqueísmo
» O Maniqueísmo era uma teoria que colocava todas as coisas e
seres existentes dentro de um padrão, ou modelo, onde ou se
participada do Bem ou pertencia-se ao Mal. Em Agostinho esta
teoria tomava formas distintas, porém afirmativas de sua
proposta. Ele distinguia entre Homem e Deus, mal e bem, trevas e
luz.
» Para o ex-professor, a salvação divina por meio da graça era
concedida apenas à alguns escolhidos, predestinados, teoria a
qual Calvino (1509-1564) aderia; discordando do monge Pelágio
(c. 360 – c.420) e seus seguidores que minimizavam a
intervenção da graça em prol da decisão do livre-arbítrio.
» Inovadoramente, Agostinho tentava conciliar ambas as teorias,
naquilo que este considerava apropriado em cada uma delas.
Acreditava no livre-arbítrio como forma manifesta da graça divina,
presente nos escolhidos, dizia que a graça e a liberdade não se
excluíam.
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Galilei Galilei
FONTE:http://www.emack.com.br/sao/webquest/sp/2004/jornadas/resultado/cient/galileu .htm, ACESSADO EM 22/01/08
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ØGalileu Galilei
» Criador da física moderna, Galileu Galilei (1564-1642),
contribuiu significativamente para que a ciência
moderna emergisse na história do pensamento
humano. O filósofo nascido em Pisa (Itália), foi
importante por suas teorias quanto ao método cientifico,
além de suas descobertas físicas e astronômicas.
» A observação dos fenômenos, a experimentação e a
regularidade matemática compunham os três princípios
galileanos. Nesta clássica forma de observação da
natureza, hoje vista como banalidade, foi uma
grandiosa revolução em se tratando de análise do
objeto.
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ØA oposição ao finalismo
» Galileu se opôs, principalmente, ao finalismo - teoria de
Aristóteles de que tudo ocorre na natureza por meio dos
desígnios/vontades de Deus – e à visão antropológica – em que o
homem como um todo é valorizado, tanto em sua característica
metafísica quanto física/fenomenológica. Tal como Demócrito,
Galileu acreditava na explicação da natureza através das leis
mecânicas, dos fenômenos físicos, das resoluções matemáticas.
» Isto posto, Galileu inventava um hábito metodológico científico
que até então não existia: a especificação. O cientista passaria a
ser aquele que domina os mecanismos de análise real de um
objeto, ou seja, a matemática, a física, a astrologia, no caso
galeliano. Fazendo com que as interpretações acerca da natureza
fossem puramente objetiváveis, Galileu conduziu a ciência
moderna à sua maturidade (Idem, p. 19).
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ØREFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
Os Pensadores. Santo Agostinho. Editora Nova Cultural
Ltda., 2004.
Os Pensadores. Galileu. Editora Nova Cultural Ltda.,
2004.
ABBAGNANO, N. História da Filosofia. Vol. VI. Editorial
Presença: 1982.
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