O que é Moral?

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Os problemas da civilização tecnológica; (Pg 13 - 14)
A importância das questões socioambientais; (Pg 15)
Filosofia e Cidadania; (Pg 16 - 19)
O nascimento da Bioética; (Pg 20-21)
O QUE É ÉTICA?
A palavra ética é de origem grega derivada de ethos, que diz respeito ao costume, aos hábitos dos
homens na sociedade. Teria sido traduzida em latim por mos ou mores (no plural), sendo essa a origem
da palavra moral. Uma das possíveis definições de ética seria a de que é uma parte da filosofia (e também
pertinente às ciências sociais) que lida com a compreensão das noções e dos princípios que sustentam as
bases da moralidade social e da vida individual. Em outras palavras, trata-se de uma reflexão sobre o valor
das ações sociais consideradas tanto no âmbito coletivo como no âmbito individual.
O exercício de um pensamento crítico e reflexivo quanto aos valores e costumes vigentes tem início, na
cultura ocidental, na Antiguidade Clássica com os primeiros grandes filósofos, a exemplo de Sócrates,
Platão e Aristóteles. Questionadores que eram, propunham uma espécie de “estudo” sobre o que de fato
poderia ser compreendido como valores universais a todos os homens, buscando dessa forma ser correto,
virtuoso, ético. O pano de fundo ou o contexto histórico nos qual estavam inseridos tais filósofos era o de
uma Grécia voltada para a preocupação com a pólis, com a política.
A ética seria uma reflexão acerca da influência que o código moral estabelecido exerce sobre a nossa
subjetividade, e acerca de como lidamos com essas prescrições de conduta, se aceitamos de forma
integral ou não esses valores normativos e, dessa forma, até que ponto nós damos o efetivo valor a tais
valores.
Segundo alguns filósofos, nossas vontades e nossos desejos poderiam ser vistos como um barco à deriva,
o qual flutuaria perdido no mar, o que sugere um caráter de inconstância. Essa mesma inconstância
tornaria a vida social impossível se nós não tivéssemos alguns valores que permitissem nossa vida em
comum, pois teríamos um verdadeiro caos. Logo, é necessário educar nossa vontade, recebendo uma
educação (formação) racional, para que dessa forma possamos escolher de forma acertada entre o justo e
o injusto, entre o certo e o errado.
Assim, a priori, podemos dizer que a ética se dá pela educação da vontade. Segundo Marilena Chauí em
seu livro Convite à Filosofia (2008), a filosofia moral ou a disciplina denominada ética nasce quando se
passa a indagar o que são, de onde vêm e o que valem os costumes. Isto é, nasce quando também se
busca compreender o caráter de cada pessoa, isto é, o senso moral e consciência moral individuais.
Segundo Chauí, podemos dizer que o Senso Moral é a maneira como avaliamos nossa situação e a dos
outros segundo ideias como a de justiça, injustiça, bom e mau. Trata-se dos sentimentos morais. Já com
relação à Consciência Moral, Chauí afirma que esta, por sua vez, não se trata apenas dos sentimentos
morais, mas se refere também a avaliações de conduta que nos levam a tomar decisões por nós mesmos,
a agir em conformidade com elas e a responder por elas perante os outros. Isso significa ser responsável
pelas consequências de nossos atos.
Assim, tanto o senso moral como a consciência moral vão ajudar no processo de educação de nossa
vontade. O senso moral e a consciência moral tem como pressuposto fundamental a ideia de um agente
moral, o qual é assumido por cada um de nós. Enquanto agente moral, o indivíduo colocará em prática seu
senso e consciência, pois são importantes para a vida em grupo entre vários outros agentes morais.
Logo, o agente moral deve colocar em prática sua autonomia enquanto indivíduo, pois aquele que possui
uma postura de passividade apenas aceita influências de qualquer natureza. Assim, consciência e
responsabilidade são condições indispensáveis à vida ética ou moralmente correta.
Paulo Silvino Ribeiro
O que é Moral?
Numa breve definição de moral, podemos dizer que se trata do conjunto de valores, de normas e de
noções do que é certo ou errado, proibido e permitido, dentro de uma determinada sociedade, de
uma cultura. Como sabemos, as práticas positivas de um código moral são importantes para que
possamos viver em sociedade, fato que fortalece cada vez mais a coesão dos laços que garantem a
solidariedade social. Do contrário, teríamos uma situação de caos, de luta de todos contra todos para o
atendimento de nossas vontades.
Assim, moral tem a ver com os valores que regem a ação humana enquanto inserida na convivência
social, tendo assim um caráter normativo. A moral diz respeito a uma consciência coletiva e a valores que
são construídos por convenções, as quais são formuladas por uma consciência social, o que equivale
dizer que são regras sancionadas pela sociedade, pelo grupo. Segundo Émile Durkheim, um dos
pensadores responsáveis pela origem da Sociologia no final do século XIX, a consciência social é fruto da
coletividade, da soma e inter-relação das várias consciências individuais.
Paulo Silvino Ribeiro
PROBLEMAS DA CIVILIZAÇÃO TECNOLÓGICA
Na verdade, a tecnologia em si não é boa nem má. O uso que se faz dela, no entanto, pode trazer
benefícios ou prejuízos para a humanidade. Diversos autores com a concepção da técnica como um
recurso do qual os homens se utilizam para um aproveitamento mais benéfico, eficaz e eficiente da
natureza para sua sobrevivência e subsistência. Sob essa óptica, a tecnologia é vista como uma extensão
do processo de adaptação do ser humano à natureza: a relação do homem com a natureza é medida pela
técnica, relação essa geralmente revestida de um aspecto harmonioso, graças à intervenção positiva da
técnica. No entanto, a tecnologia tem sido alvo de críticas, por ser considerada dominação inconsequente
da natureza, a serviço de interesses comerciais, industriais, militares, entre outros, muitas vezes
inescrupulosos,
cujos
resultados
podem
ser
prejudiciais
ao
homem.
São inegáveis, sem dúvidas, os benefícios das inovações tecnológicas: economia de tempo e esforço na
realização de inúmeras atividades; maior produtividade com mais qualidade; maior conforto e bem estar,
seja no lar ou no ambiente de trabalho; indivíduos mais esclarecidos e universalmente instruídos pela
abundância de informações e acúmulo de conhecimentos à disposição de todos na moderna sociedade
informatizada. Por outro lado, o mundo e a humanidade podem ser destruídos em poucos segundos; o
aumento desconfortável do desemprego estrutural lança milhares de seres humanos a uma situação de
ócio forçado e não planejado; a possibilidade de armazenamento de armazenamento de informações nos
computadores torna o indivíduo mais vulnerável e ameaça sua liberdade pessoal e sua privacidade, a
manipulação de toda uma sociedade por regimes totalitários, bem como a massificação e uniformização
de padrões de conduta, capazes de romper os limites geográficos de cada nação, transformando o mundo
numa “imensa aldeia global”, são riscos que ameaçam cotidianamente a existência do homem.
Filosofia e Cidadania
Melhor do que apenas não aceitar doutrinas que neguem a liberdade de outrem, injuriando a dignidade
humana e engendrando a barbárie, é, além disso, promover uma reflexão filosófica que afirme a liberdade
eticamente exercida de outrem, que suporte conceitualmente o ético exercício da liberdade humana,
contribuindo com a afirmação da cidadania. Assim, ao lado da crítica que desvenda mecanismos
alienadores e opressivos afirmam-se elementos filosóficos que permitem considerar a construção de
novas relações humanas que ampliem as liberdades de todos.
Como nenhum preconceito deve servir de referência para decidir sobre quais temas algum filósofo possa
trabalhar, nada impede que um filósofo tome, como tema de sua investigação, questões éticas, estéticas,
políticas, semióticas, gnosiológicas, entre tantas outras que emerjam da práxis social, com vistas à
construção da cidadania. Como é de consenso na comunidade filosófica, não cabe à filosofia tornar-se
baluarte na defesa de sistemas ideológicos e políticos. Pelo contrário uma de suas possíveis tarefas é
criticar tais sistemas, como objetivo de produzir conceitos que permitam às pessoas viverem com
sabedoria, ampliando e fortalecendo o exercício das liberdades públicas e privadas, considerando
criticamente os elementos éticos, estéticos, políticos, semiológicos, gnosiológicos e tantos outros que
perpassam as relações sociais.
Esta idéia basilar é um dos fundamentos da assim chamada filosofia da libertação que destaca a
necessidade de refletir-se filosoficamente a práxis social, considerando em particular as situações que
caracterizam fenômenos de injustiça e opressão, a fim de promover a ampliação das liberdades públicas e
privadas em sua máxima extensão possível, tendo a consciência de que, sendo a liberdade um exercício
historicamente condicionado, não haverá jamais uma libertação total nem tampouco uma dominação
absoluta, havendo sempre a possibilidade de os seres humanos decidirem libertar-se não apenas daquilo
que os oprime, como também dos limitados horizontes de conhecimento nos quais se movem, a fim de
poderem realizar aquilo que os humanize cada vez mais.
A Importância da consciência Ambiental para o Brasil e para o Mundo
A partir da escassez dos recursos naturais, somado ao crescimento desordenado da população mundial e
intensidade dos impactos ambientais, surge o conflito da sustentabilidade dos sistemas econômico e
natural, e faz do meio ambiente um tema literalmente estratégico e urgente. Durante o período da
chamada Revolução Industrial não havia preocupação com a questão ambiental. Os recursos naturais
eram abundantes, e a poluição não era foco da atenção da sociedade industrial e intelectual da época. A
partir da escassez dos recursos naturais, somado ao crescimento desordenado da população mundial e
intensidade dos impactos ambientais, surge o conflito da sustentabilidade dos sistemas econômico e
natural, e faz do meio ambiente um tema literalmente estratégico e urgente. O homem começa a entender
a impossibilidade de transformar as regras da natureza e a importância da reformulação de suas práticas
ambientais.
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