decisão do que produzir é tomada pelas empresas na expectati a

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ECONOMIA MICRO E MACRO
AULA 02: DEMANDA, OFERTA E EQUILÍBRIO DE MERCADO
TÓPICO 02: TEORIA DA OFERTA
A decisão do que produzir é tomada pelas empresas na expectativa de
realização de lucros. Preços altos sinalizam um maior nível de lucros
futuros, o que leva as empresas a investir na produção, ou seja, a alocar
mais recursos produtivos para aumentar a produção existente, ou para
produzir novos bens. A oferta representa, assim, um plano ou intenção de
venda, e não a venda efetiva. Consideramos que os produtores são
racionais, já que estão produzindo com o lucro máximo, sob a restrição de
custos de produção.
Os principais fatores determinantes da oferta de dado bem ou serviço
são: o preço desse bem, o preço dos produtos substitutos, o preço dos
insumos necessários à sua produção e a tecnologia. Algebricamente temos:
Em que:
= quantidade ofertada do bem i, por período de tempo;
= preço do bem i;
= preço do insumo 1; = preço do insumo n;
= preço do bem substituto 1; = preço do substituto n;
T = Tecnologia.
Como estabelece a teoria, a quantidade ofertada do bem varia
diretamente com o seu preço e com o nível da tecnologia, e inversamente
com o preço dos insumos produtivos (mão de obra, matérias-primas, etc.) e
com o preço de bens substitutos.
A relação diretamente proporcional entre a quantidade ofertada e o
preço do próprio bem ou serviço, coeteris paribus, é chamada de LEI GERAL
DA OFERTA.
LEI GERAL DA OFERTA E VARIAÇÕES NA QUANTIDADE OFERTADA
Considere o gráfico abaixo onde P é o preço do bem i e
é a sua
quantidade ofertada. Caso o preço do bem i aumente de
coeteris paribus, o produtor aumentará a oferta do bem de
, ocorrendo um deslocamento ao longo da curva de oferta
para o ponto
. Caso contrário, se o preço
para ,
para
do ponto
do bem i
reduzir de para , coeteris paribus, o movimento ao longo da curva
de oferta se dará em sentido oposto. Em suma, quando o preço do
próprio bem ou serviço varia, tem-se uma variação na quantidade
ofertada e esta variação pode ser observada em deslocamentos ao
longo da própria curva de oferta. Este comportamento do produtor
demonstra a relação apresentada pela Lei Geral da Oferta.
LEI DA OFERTA
A quantidade ofertada de um bem, por período de tempo,
varia diretamente com o preço do bem, tudo o mais permanecendo
constante (coeteris paribus). Algebricamente, temos:
A primeira expressão acima indica que ocorreu uma variação
na oferta do bem i,
, que passa de
(quantidade ofertada do
bem i no período inicial, ou seja, antes da variação do preço) para
(quantidade ofertada do bem i no período final, após da
variação do preço), proveniente de uma variação no preço do bem
i, que passa de (preço do bem i no período inicial) para (preço
do bem i no período final, ou seja, após a variação). A segunda
expressão apresenta o mesmo movimento na oferta em forma de
derivada.
Uma ESCALA DE OFERTA mostra numericamente como os empresários
reagem, quando se altera o preço de um bem (mercadoria ou serviço), tudo o
mais permanecendo constante.
EXEMPLO
Preço do bem i
(R$)
Quantidade ofertada
do bem
(unidades)
1,00
3,0
2,00
4,0
3,00
5,0
4,00
6,0
5,00
7,0
Quando é representada GRAFICAMENTE a relação existente entre a
quantidade ofertada de um determinado bem e o seu preço, em um
determinado período de tempo (coeteris paribus), temos a chamada CURVA
DE OFERTA (S).
No gráfico acima está representada a oferta de uma firma típica.
O FORMATO DA CURVA DE OFERTA
A exemplo do que ocorre com a função demanda, a curva de oferta
pode ter um formato linear ou não linear (potencial, exponencial),
dependendo de como os dados estatísticos forem apresentados.
Estatisticamente, as variáveis que comparecem com mais regularidade
nas estimativas de funções oferta são o preço do próprio bem e o custo
dos fatores de produção. A variável preço de bens substitutos aparece
apenas em algumas funções de oferta de produtos agrícolas.
Na maior parte dos estudos empíricos, observamos que a oferta
depende mais do preço no período anterior do que do preço no próprio
período, uma vez que as decisões de alterar a produção não são tomadas
de imediato, demandando um certo período de tempo para as empresas
ajustarem a sua planta de produção aos novos preços.
No eixo vertical estão os diversos níveis de preço e no eixo horizontal
estão as quantidades do bem que os produtores desejam ofertar. A inclinação
positiva da curva indica que a preços mais altos, a firma está disposta a
vender maiores quantidades. Há, portanto, uma relação direta entre o preço
do bem e a sua quantidade ofertada. Isso se explica com base no objetivo
empresarial de maiores lucros, uma vez que preços maiores compensam os
custos que se elevam com o aumento da produção.
PARADA OBRIGATÓRIA
As mudanças no preço do próprio bem são responsáveis pelos
ou MUDANÇAS NA
QUANTIDADE OFERTADA do bem.
MOVIMENTOS AO LONGO DA CURVA DE OFERTA
OFERTA DE MERCADO
A OFERTA DO MERCADO é obtida de modo similar à derivação da
DEMANDA DO MERCADO. O comportamento da firma individual típica
corresponde, em média, ao comportamento do conjunto das firmas
existentes no mercado. Ela é obtida do seguinte modo: a cada nível de preço
somamos horizontalmente as quantidades ofertadas do bem ou serviço i por
cada firma existente no mercado. Assim, podemos expressar esta relação
como segue:
OBSERVAÇÃO
As quantidades ofertadas pelo mercado corresponderão, portanto, à
soma horizontal das quantidades ofertadas pelas m firmas individuais, a
cada nível de preço.
DESLOCAMENTOS DA CURVA DE OFERTA
Os DESLOCAMENTOS da curva de oferta ocorrem quando se flexibiliza a
condição coeteris paribus, permitindo que mudanças nos fatores
determinantes da oferta do bem considerado que não o seu preço,
influenciem o nível das suas quantidades ofertadas. Entre elas as mais
importantes são: mudanças NOS PREÇOS DOS FATORES DE PRODUÇÃO e
na TECNOLOGIA DISPONÍVEL. Nesse sentido, uma redução dos preços dos
fatores de produção ou um aperfeiçoamento tecnológico tendem a aumentar
a oferta do bem, por ensejar ao produtor a obtenção de um maior lucro
vendendo o produto ao mesmo preço.
Nesses casos temos, portanto, um deslocamento da curva de oferta para
a direita e para baixo, indicando o aumento da quantidade ofertada do bem a
cada nível de preço do produto, o que pode ser observado no gráfico a seguir:
SAIBA MAIS SOBRE OS DESLOCAMENTOS DA CURVA DE OFERTA
Há uma RELAÇÃO INVERSA entre os PREÇOS DOS FATORES
usados na produção de um bem e a sua OFERTA. Na produção de soja,
por exemplo, o barateamento de insumos como terra, fertilizantes e
mão de obra, coeteris paribus, aumentará a margem de lucro do
agricultor implicando em uma elevação da quantidade ofertada de soja
no mercado. Embora o PREÇO DE BENS SUBSTITUTOS NA
PRODUÇÃO seja uma variável menos importante como determinante
da oferta de um bem, verifica-se também uma RELAÇÃO INVERSA
entre ambos. Caso, por exemplo, o preço do milho diminua em relação
ao da soja (coeteris paribus), os produtores de milho serão
estimulados a substituir o cultivo de milho por soja, implicando em
um aumento das quantidades ofertadas de soja a cada nível de preços
do produto.
Por outro lado, verificamos uma RELAÇÃO DIRETA entre a
QUALIDADE DA TECNOLOGIA usada na produção de um bem e a sua
OFERTA.
Considerando que a tecnologia representa o conjunto de
técnicas ou métodos existentes para produzir um determinado bem ou
serviço, o aperfeiçoamento tecnológico aumenta a produtividade dos
fatores, viabilizando a produção de uma maior quantidade de produto
com o mesmo estoque de fatores (maximização da receita) ou a
redução da quantidade de fatores empregados para a obtenção do
mesmo nível de produção (minimização dos custos), o que assegura ao
produtor um maior nível de competitividade no mercado.
Considerando o exemplo citado anteriormente, uma mudança
tecnológica importante na produção de soja, como um novo método de
plantio que reduza a quantidade utilizada de insumo por unidade de
produto, também eleva o lucro do produtor, eleva o seu nível de
competitividade no mercado e estimula o aumento da oferta desse
bem.
Vale ressaltar que em todos os casos mencionados temos um
deslocamento da curva de oferta do bem ou serviço analisado para a
direita e para baixo. Em situações contrárias teríamos deslocamentos
da oferta para a esquerda e para cima, indicando uma redução da
mesma.
O deslocamento da curva de oferta de um bem para a esquerda significa
que AO MESMO PREÇO será menor a QUANTIDADE OFERTADA desse bem.
Este tipo de deslocamento é provocado principalmente pelo AUMENTO DE
PREÇO DE FATOR(ES) DE PRODUÇÃO, já que uma empresa dificilmente
substituirá sua técnica de produção por uma de pior qualidade.
FONTES DAS IMAGENS
Responsável: Prof. Raul dos Santos
Universidade Federal do Ceará - Instituto UFC Virtual
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