artropodologia e malacologia - Universidade Castelo Branco

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VICE-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃO E CORPO DISCENTE
COORDENAÇÃO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
ARTROPODOLOGIA E MALACOLOGIA
Rio de Janeiro / 2007
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS À
UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO
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Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida, armazenada ou transmitida de qualquer forma ou por
quaisquer meios - eletrônico, mecânico, fotocópia ou gravação, sem autorização da Universidade Castelo
Branco - UCB.
U n3p
Universidade Castelo Branco.
Artropodologia e Malacologia. –
Rio de Janeiro: UCB, 2007.
52 p.
ISBN 978-85-86912-41-2
1. Ensino a Distância. I. Título.
CDD – 371.39
Universidade Castelo Branco - UCB
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Rio de Janeiro - RJ
21710-250
Tel. (21) 2406-7700 Fax (21) 2401-9696
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Responsáveis Pela Produção do Material Instrucional
Coordenadora de Educação a Distância
Prof.ª Ziléa Baptista Nespoli
Coordenador do Curso de Graduação
Maurício Magalhães - Ciências Biológicas
Conteudista
Janyra Oliveira Costa
Supervisor do Centro Editorial – CEDI
Joselmo Botelho
ARTROPODOLOGIA
E
MALACOLOGIA
Apresentação
Prezado(a) Aluno(a):
É com grande satisfação que o(a) recebemos como integrante do corpo discente de nossos cursos de graduação,
na certeza de estarmos contribuindo para sua formação acadêmica e, conseqüentemente, propiciando
oportunidade para melhoria de seu desempenho profissional. Nossos funcionários e nosso corpo docente
esperam retribuir a sua escolha, reafirmando o compromisso desta Instituição com a qualidade, por meio de uma
estrutura aberta e criativa, centrada nos princípios de melhoria contínua.
Esperamos que este instrucional seja-lhe de grande ajuda e contribua para ampliar o horizonte do seu
conhecimento teórico e para o aperfeiçoamento da sua prática pedagógica.
Seja bem-vindo(a)!
Paulo Alcantara Gomes
Reitor
Orientações para o Auto-Estudo
O presente instrucional está dividido em cinco unidades programáticas, cada uma com objetivos definidos e
conteúdos selecionados criteriosamente pelos Professores Conteudistas para que os referidos objetivos sejam
atingidos com êxito.
Os conteúdos programáticos das unidades são apresentados sob a forma de leituras, tarefas e atividades
complementares.
As Unidades 1, 2 e 3 correspondem aos conteúdos que serão avaliados em A1.
Na A2 poderão ser objeto de avaliação os conteúdos das cinco unidades.
Havendo a necessidade de uma avaliação extra (A3 ou A4), esta obrigatoriamente será composta por todos os
conteúdos das Unidades Programáticas 1, 2, 3, 4 e 5.
A carga horária do material instrucional para o auto-estudo que você está recebendo agora, juntamente com os
horários destinados aos encontros com o Professor Orientador da disciplina, equivale a 60 horas-aula, que você
administrará de acordo com a sua disponibilidade, respeitando-se, naturalmente, as datas dos encontros
presenciais programados pelo Professor Orientador e as datas das avaliações do seu curso.
Bons Estudos!
Dicas para o Auto-Estudo
1 - Você terá total autonomia para escolher a melhor hora para estudar. Porém, seja
disciplinado. Procure reservar sempre os mesmos horários para o estudo.
2 - Organize seu ambiente de estudo. Reserve todo o material necessário. Evite
interrupções.
3 - Não deixe para estudar na última hora.
4 - Não acumule dúvidas. Anote-as e entre em contato com seu monitor.
5 - Não pule etapas.
6 - Faça todas as tarefas propostas.
7 - Não falte aos encontros presenciais. Eles são importantes para o melhor aproveitamento
da disciplina.
8 - Não relegue a um segundo plano as atividades complementares e a auto-avaliação.
9 - Não hesite em começar de novo.
ARTROPODOLOGIA
E
MALACOLOGIA
SUMÁRIO
Quadro-síntese do conteúdo programático..........................................................................................................
11
Contextualização da disciplina.............................................................................................................................. 12
U NIDADE I
CARACTERÍSTICAS GERAIS DE ARTHROPODA
1.1 - Anatomia .............................................................................................................................................................13
1.2 - Estrutura interna ............................................................................................................................................... 13
1.3 - Classificação ..................................................................................................................................................... 14
U NIDADE II
SUBFILO TRILOBITA E UNIRAMIA
2.1 - Subfilo Trilobita .................................................................................................................................................15
2.2 - Subfilo Uniramia (Atelocerata) ........................................................................................................................15
U NIDADE III
SUBFILO CHELICERATA
27
3.2 - Classe Pycnogonida ....................................................................................................................................... 27
3.3 - Classe Merostomata ........................................................................................................................................ 28
3.4 - Classe Arachnida ............................................................................................................................................ 28
3.1 - Características gerais ......................................................................................................................................
U NIDADE IV
SUBFILO CRUSTACEA
4.1 - Características gerais ...................................................................................................................................... 31
4.2 - Classe Remipedia............................................................................................................................................. 31
4.3 - Classe Cephalocarida............................................................................................................................................. 31
4.4 - Classe Branchiopoda....................................................................................................................................... 31
4.5 - Classe Mallacostraca........................................................................................................................................ 32
4.6 - Classe Maxillopoda.......................................................................................................................................... 33
U NIDADE V
FILO MOLLUSCA
5.1 - Características gerais....................................................................................................................................... 35
5.2 - Classe Aplacophora............................................................................................................................................. 35
5.3 - Classe Monoplacophora......................................................................................................................................... 36
5.4 - Classe Polyplacophora............................................................................................................................................ 36
5.5 - Classe Gastropoda............................................................................................................................................. 36
5.6 - Classe Bivalvia.................................................................................................................................................. 37
5.7 - Classe Scaphopoda.......................................................................................................................................... 37
5.8 - Classe Cephalopoda.......................................................................................................................................... 38
Glossário.....................................................................................................................................................................41
Gabarito...................................................................................................................................................................... 46
Referências bibliográficas..........................................................................................................................................48
Apêndice.....................................................................................................................................................................49
Quadro-síntese do conteúdo
programático
UNIDADES DO PROGRAMA
1 - CARACTERÍSTICAS GERAIS DEARTHROPODA
1.1 - Anatomia
1.2 - Estrutura interna
1.3 - Classificação
2 - SUBFILO TRILOBITA E UNIRAMIA
2.1 - Subfilo Trilobita
2.2 - Subfilo Uniramia (Atelocerata)
3 - SUBFILO CHELICERATA
3.1 - Características gerais
3.2 - Classe Pycnogonida
3.3 - Classe Merostomata
3.4 - Classe Arachnida
OBJETIVOS
• Conduzir o aluno ao conhecimento da morfologia
de Arthropoda;
• Permitir o entendimento da fisiologia do Filo;
• Informar o aluno sobre a diversidade do Filo.
• Transmitir ao aluno a noção da organização geral
dos Subfilos Trilobita e Uniramia;
• Transmitir ao aluno as características diagnósticas
da Superclasse Myriapoda e sua diversidade;
• Transmitir ao aluno as características diagnósticas
da Superclasse Hexapoda e sua diversidade.
• Proporcionar ao aluno o entendimento da diagnose
do grupo;
• Transmitir ao aluno as características diagnósticas
das Classes.
4 - SUBFILO CRUSTACEA
4.1 - Características gerais
4.2 - Classe Remipedia
4.3 - Classe Cephalocarida
4.4 - Classe Branchiopoda
4.5 - Classe Mallacostraca
4.6 - Classe Maxillopoda
• Proporcionar a diagnose do grupo;
• Transmitir ao aluno as características diagnósticas
das Classes.
5 - FILO MOLLUSCA
5.1 - Características gerais
5.2 - Classe Aplacophora
5.3 - Classe Monoplacophora
5.4 - Classe Polyplacophora
5.5 - Classe Gastropoda
5.6 - Classe Bivalvia
5.7 - Classe Scaphopoda
5.8 - Classe Cephalopoda
• Levar o aluno a relacionar as principais
características do grupo;
• Transmitir ao aluno as características
diagnósticas das Classes.
11
12
Contextualização da Disciplina
O filo Arthropoda (arthros = articulado + poda = pé) contém a maioria da biodiversidade existente. Estão nesta
categoria os insetos, crustáceos, aranhas, escorpiões, centopéias e outros animais menos conhecidos. É um
dos filos mais importantes ecologicamente, pois domina todos os ecossistemas terrestres e aquáticos em
número de espécies, de indivíduos ou ambos.
Estão descritas cientificamente mais de um milhão de espécies de artrópodes (mais de 890.000 espécies apenas,
segundo outros autores), ou seja, mais de 4/5 de todas as espécies existentes, desde formas microscópicas do
plâncton, com menos de um quarto de milímetro, até animais de grandes dimensões.
Se o número de espécies pudesse ser usado como indicador de sucesso de um grupo animal, os artrópodes
poderiam ser considerados os dominadores do mundo, pois superam em diversidade todos os outros grupos
animais reunidos. É, portanto, o maior dos grupos zoológicos, tanto em diversidade de formas como em número
de indivíduos.
A enorme variedade permite a sobrevivência dos artrópodes em todos os ambientes. É praticamente impossível
encontrar um local não habitado por pelo menos um artrópode. Para que se tenha idéia da diversidade de
habitats que apresentam, pode-se dizer que foram encontrados artrópodes em montanhas, em grandes altitudes,
assim como em profundidades oceânicas. Há formas adaptadas para a vida no ar, na terra, no solo e em água
doce e salgada.
Tradicionalmente, acreditava-se que os artrópodes tenham evoluído a partir de animais tipo anelídeo poliqueta
ou que tenha existido um ancestral comum aos dois filos. Apresentam sistema nervoso semelhante ao da escada
de corda. Ambos possuem o corpo segmentado externamente – fenômeno denominado metamerização. Estudos
genéticos recentes mostram que os filos mais próximos dos artrópodes são Onychophora e Tardigrada.
UNIDADE I
13
CARACTERÍSTICAS GERAIS DE ARTHROPODA
1.1 – Anatomia
Têm simetria bilateral e corpo segmentado com vários
apêndices articulados. Os apêndices estão especializados
para a alimentação, para a percepção sensorial, para defesa
e para a locomoção. São estes “pés articulados” que dão
o nome ao filo. Nos artrópodos, os segmentos ou
metâmeros, durante o desenvolvimento embrionário,
podem ser agrupados de acordo com a função exercida
em regiões do corpo, denominadas tagmas, tipicamente:
• Cabeça - tagma sensorial;
• Tórax - tagma locomotor;
• Abdômen – tagma visceral.
Pode ocorrer junção de alguns tagmas: cabeça + tórax
(cefalotórax) e tórax mais abdome (tronco).
Todas as superfícies externas do corpo são
revestidas por um exoesqueleto orgânico contendo
quitina (especialmente), proteínas, ceras e lipídeos.
Nos crustáceos, pode ser ainda mais endurecido
por impregnação de carbonato de cálcio, formando
uma carapaça. O exoesqueleto apresenta,
externamente, tricobótrios que são pêlos e cerdas
sensoriais e, internamente, dobras e pregas internas
(apódemas), que servem de apoio aos músculos.
O exoesqueleto fornece suporte ao corpo, permite
à movimentação dos apêndices, apoio aos músculos
e protege contra choques mecânicos e perda de
água, o que explica seu sucesso em meio terrestre.
No entanto, o exoesqueleto acarreta dificuldades
pois é rígido, limitando o crescimento.
Devido às dificuldades de crescimento impostas
pelo exoesqueleto, os artrópodes necessitam realizar
mudas periódicas (ecdise). Crustáceos e
quelicerados realizam mudas ao longo de toda a vida,
enquanto os insetos param de sofrer esse processo
após a maturidade sexual.
Processo de Ecdise ou Muda
O exoesqueleto é dividido em três camadas:
epicutícula, exocutícula e endocutícula. O principal
hormônio envolvido é a ecdisona. O exoesqueleto
velho é “solto” por enzimas e vai sendo dissolvido de
dentro para fora (endocutícula), enquanto um novo é
formado por baixo dele. A endocutícula é absorvida
pela epiderme. Quando o novo está formado, o
exoesqueleto velho (epicutícula e exocutícula) fendese em locais predeterminados e o animal
emerge. Enchendo o corpo de ar ou água para expandir
ao máximo, o animal espera que o novo exoesqueleto
endureça, enquanto cresce. O período entre duas
mudas é denominado instar e o material eliminado é
denominado exúvia.
1.2 – Estrutura Interna
Sistema nervoso ganglionar ventral e órgãos dos
sentidos bem desenvolvidos. Apresentam antena que
contém grande percepção olfativa e olhos compostos,
permitindo respostas rápidas a estímulos.
O sistema circulatório é aberto, composto por um vaso
dorsal simples, com zonas contrácteis que funcionam
como um coração tubular, donde o sangue (denominado
hemolinfa com pigmento respiratório hemocianina) passa
para uma aorta dorsal anterior. Após passar por este vaso
o sangue espalha-se por espaços denominados
hemoceles, banhando os tecidos. É importante esclarecer
que o sangue distribui apenas os nutrientes, não tendo
nenhuma relação com a oxigenação dos tecidos que é
realizada, diretamente, pelo sistema respiratório.
O sistema respiratório pode ser de diversos tipos,
dependendo do meio em que o animal vive. Os
artrópodes terrestres possuem canais ramificados de
quitina, denominados traquéias, por onde o ar circula.
As traquéias são túbulos que se comunicam com o
exterior através de aberturas denominadas espiráculos,
promovendo a troca de gases. Espécies aquáticas
possuem brânquias, ligadas ao sistema de traquéias,
enquanto outras respiram pela superfície do corpo.
O celoma é reduzido e ocupado pelos órgãos
reprodutores e excretores. Esse fato, possivelmente,
está relacionado com o abandono da locomoção por
pressão hidrostática existente em anelídeos.
O sistema digestivo é completo com glândulas
digestivas. Peças bucais formadas por apêndices
modificados e adaptadas para diferentes tipos de
alimentação. O sistema excretor é formado por
túbulos de Malpighi, composto por uma rede de
14
túbulos mergulhados na cavidade celômica e em
contato com o sangue, donde removem as
excreções. Estes tubos comunicam com o intestino,
onde lançam esses produtos, que são eliminados
com as fezes.
Dependendo da posição anatômica e do grupo
taxonômico o sistema excretor pode ser denominado
glândulas coxais, antenais ou maxilares.
A reprodução pode ser sexuada ou assexuada. Os
artrópodes apresentam sexos separados, com
fecundação interna nas formas terrestres e interna ou
externa nas aquáticas. Os ovos são ricos em vitelo e o
desenvolvimento é quase sempre indireto, passando
os animais por metamorfoses.
1.3 – Classificação
ARTHROPODA
Pés articulados e exoesqueleto quitinoso
FILO
SUBFILO
Trilobita
Chelicerata
Crustacea
Cefalotórax e
abdome,
quelícera e sem
antenas
Apêndice
birreme,
cefalotórax e
abdome,
mandíbula e
dois pares de
antenas
SUPERCLASSE
CLASSE
Arachnida
Pycnogonida
Merostomata
Remipedia
Cephalocarida
Brachiopoda
Ostracoda
Maxillopoda
Mallacostraca
Uniramia
Apêndice em ramo único,
mandíbula e um par de
antenas
Hexapoda
Myriapoda
Cabeça, tórax,
abdome e
três pares de
pernas
Cabeça,
tronco e várias
pernas
Insecta Protura
Diplura
Colembola
Exercícios de Auto-Avaliação
1) Quais as características diagnósticas de Arthropoda?
2) Quais as vantagens e desvantagens do exosesqueleto?
3) Explique como é feita a oxigenação dos Arthropoda.
4) Quais são os Subfilos de Arthropoda e suas características diagnósticas?
5) Diferencie as Superclasses de Uniramia.
Atividades Complementares
Pesquise sobre as vantagens e prejuízos que os Arthropoda trazem ao homem.
Diplopoda
Chilopoda
Pauropoda
Symphyla
UNIDADE II
15
SUBFIL
O TRIL
OBIT
A E UNIRAMIA
SUBFILO
TRILOBIT
OBITA
2.1 – Subfilo Trilobita
O vocábulo vem do latim trilobito = formado por três
lobos + grego morpha = forma. Grupo que surgiu no
período Cambriano e desapareceu no Permiano. Todos
marinhos, com corpo dividido em três tagmas: cabeça,
tórax e pigídio. Dois sulcos dorsais dividiam o corpo
em três lobos. Cabeça com antenas, olhos compostos,
boca e apêndices birremes. Tórax e pigídio com
apêndices birremes contendo uma parte locomotora
(telopodito), outra branquial (epipodito) e uma
estrutura mastigadora na base (gnatobase).
Deslocavam-se por rolamento do corpo.
FONTE: http://www.upv.es
2.2 – Subfilo Uniramia (Atelocerata)
Os uniramia são considerados classicamente como
um subfilo do filo Arthropoda. São animais
principalmente terrestres, caracterizados pela
presença de apêndices não ramificados em animais
mandibulados. O nome Atelocerata refere-se à perda
de um par de antenas. Apresentam como
características diagnósticas a presença de quatro
apêndices cefálicos (um par de antenas, um par de
mandíbulas e dois pares de maxilas), sistema
respiratório traqueal, excreção por túbulo de Malpighi
e ausência de carapaça.
mas nefrídios saculiformes (glândulas coxais) de
função incerta também estão presentes. O coração é
um tubo dorsal que se estende por todo o comprimento
do tronco e apresenta um par de óstios em cada
segmento, mas artérias ramificadas raramente estão
presentes.
Superclasse Myriapoda
Classe Chilopoda
Agrupa animais segmentados com um elevado
número de pernas, como as lacraias e gongôlos. São
tradicionalmente divididos em quatro classes:
Chilopoda (lacraias), Diplopoda (piolho-de-cobra),
Puropoda e Symphila e agregam aproximadamente
13.000 espécies.
Os membros dessa classe são conhecidos
vulgarmente como centopéias ou lacraias. São
animais alongados, achatados ou vermiformes com
15 ou mais pares de pernas (15 a 117 pernas). O
corpo está dividido em duas regiões, cabeça e
tronco. O tronco apresenta um par de pernas por
segmento. A maioria das centopéias tem hábitos
crípticos e/ou vida noturna. Esse hábito representa
não somente uma proteção contra predadores, mas
também contra dessecação. São predadores ativos,
distribuídos por todo o mundo, que vivem
principalmente em zonas úmidas e quentes,
escondendo-se de dia e saindo à noite para
perseguir suas presas, geralmente outros
artrópodes, embora centopéias grandes possam
capturar pequenos vertebrados, como rãs, aves,
cobras etc. São animais ativos e correm muito.
Apresentam corpo constituído por uma cabeça e
um tronco (junção de tórax + abdome) alongado que
contém muitos segmentos portadores de pernas. Na
cabeça existe um par de antenas e olhos laterais
simples. Esses estão constituídos por alguns
omatídeos frouxamente agrupados, mas não existe
cone cristalino. Symphila e Pauropoda não
apresentam olhos.
Há higrorreceptores e/ou quimiorreceptores
denominados órgãos de Tömösváry, localizados na
cabeça. Pode possuir glândula repugnante que secreta
substância nociva para sua defesa. Sistema repiratório
traqueal. Excreção ocorre pelos túbulos de Malpighi,
Sistema nervoso não fortemente cefalizado. Os sexos
são separados, a fertilização é interna e a transferência
indireta de espermatozóides por espermatóforos está
amplamente desenvolvida.
Alimentam-se de aranhas, insetos e outros animais
pequenos. Todos os quilópodes são venenosos,
embora em graus variáveis.
16
Anatomia Externa
A cabeça pode ser convexa ou achatada, com as
antenas localizadas na margem frontal. A base da
mandíbula é alongada e encontra-se na região ventrolateral da cabeça. Os lobos gnatais são portadores de
vários dentes grandes e de uma espessa franja de
cerdas. Debaixo das mandíbulas, há um par de primeiras
maxilas, que forma um lábio inferior funcional. Um par
de segundas maxilas sobrepõe-se ao primeiro. Cada
primeira maxila tem um palpo curto.
Cobrindo todos os outros apêndices bucais, há um
grande par de garras de veneno, também chamadas de
maxilípedes ou forcípula pois são, na verdade, os
apêndices do primeiro segmento do tronco, envolvidos
na alimentação. Cada garra é curvada em direção à
linha mediana ventral, e termina num gancho
pontiagudo, que é a saída do ducto da glândula de
veneno, localizada dentro do apêndice. É a esses
apêndices que se refere o nome Chilopoda.
Atrás do primeiro segmento do tronco, que possui
as garras de veneno, encontram-se 15 ou mais
segmentos portadores de pernas. As coxas das pernas
estão inseridas lateralmente em cada placa esternal.
Entre o último segmento com pernas e o telson
terminal, estão dois pequenos segmentos sem pernas
- os segmentos pré-genital e genital. Além das garras
de veneno, há outras adaptações para proteção. O
último par de pernas nas centopéias é o mais longo e
podem ser usadas na defesa através de “beliscões”.
Alguns possuem glândulas repugnantes.
Alimentação
Acredita-se que a classe, como um todo, é predadora.
Pequenos artrópodos formam a maior parte da dieta,
mas algumas centopéias alimentam-se de minhocas,
caracóis e nematóides. A presa é detectada e localizada
por contato através das antenas, ou com as pernas e,
então, é capturada e morta, ou atordoada com as garras
de veneno. Certas espécies não se alimentam quando
desprovidas de suas antenas.
Após a captura, a presa é sustentada pelas segundas
maxilas e garras de veneno, enquanto as mandíbulas e
as primeiras maxilas desempenham a ação
manipuladora requerida para a ingestão. O trato
digestivo é um tubo reto, com o intestino anterior
ocupando de 10 a 70% do comprimento, dependendo
da espécie. O intestino posterior é curto. As secreções
salivares são fornecidas pelas glândulas associadas
em cada um dos apêndices alimentares.
Grandes centopéias são freqüentemente temidas, mas
o veneno da maioria delas, embora doloroso, não é
suficientemente tóxico para ser letal ao homem. O efeito
é geralmente similar à picada de uma vespa. Registros
de mortes humanas causadas por Scolopendra
gigantea não foram comprovados. A espécie
Scolopendra heros, além da picada, faz pequenas
incisões com suas pernas ao andar; quando o animal é
irritado, derrama nessas feridas um veneno produzido
perto das coxas, causando inflamação.
Trocas Gasosas, Circulação e Excreção
As trocas gasosas são efetuadas através de um
sistema traqueal. Com poucas exceções, os espiráculos
encontram-se na região pleural membranosa acima e
logo atrás das coxas. Basicamente, há um par por
segmento. O espiráculo, que não pode ser fechado,
abre-se em um átrio revestido de pêlos cuticulares
(tricomas) que podem reduzir a dessecação ou impedir
a entrada de partículas de pó. Os tubos traqueais se
abrem na base do átrio e terminam em pequenos tubos
cheios de líquido que fornecem oxigênio diretamente
para vários tecidos.
Geralmente há um único par de túbulos de Malpighi,
que consistem de um ou dois pares de tubos delgados
ramificados. Os detritos passam do sangue, através
das finas paredes dos túbulos, para o lúmen, e depois
para o intestino. Grande parte dos detritos
nitrogenados é excretada como amônia e não como
ácido úrico. Os quilópodos requerem ambiente úmido
para manter um balanço hídrico apropriado, pois o
tegumento não possui a cutícula cerosa dos insetos e
aracnídeos.
Órgãos Sensoriais
Alguns habitantes de cavernas não possuem olhos
e outros quilópodos possuem de poucos a muitos
ocelos. Em algumas espécies, os ocelos estão
agrupados e organizados de modo que formam olhos
compostos. Entretanto, não há evidência de que esses
olhos compostos funcionem mais do que na simples
detecção do claro e escuro. Muitos quilópodos são
negativamente fototrópicos.
Um par de órgãos de Tomosvary está presente na
base das antenas. Cada órgão sensorial consiste de
um disco com um poro central, para o qual convergem
as extremidades de células sensoriais. Os poucos
estudos sobre os órgãos de Tomosvary sugerem que
eles detectam vibrações, talvez auditivas. O último
longo par de pernas de muitos quilópodos tem uma
função sensorial, elas estão modificadas para formar
um par de apêndices anteniformes, dirigidos para trás.
Reprodução e Desenvolvimento
O ovário é um órgão tubular único localizado acima do
intestino e o oviduto se abre numa saída mediana ventral do
segmento genital posterior, sem pernas.A abertura feminina
é ladeada por um pequeno par de apêndices, chamados de
gonópodos. Nos machos há de 1 a 24 testículos, localizados
acima do intestino médio. Os testículos estão ligados a um
único par de ductos espermáticos que se abrem através de
um gonóporo mediano no lado ventral do segmento genital.
O segmento genital possui pequenos gonópodos.
A transmissão de espermatozóides é indireta nos
quilópodos, como nos outros miriápodos. Em geral, o
macho constrói uma pequena teia de fios de seda
secretada por uma fiandeira localizada no átrio genital.
Um espermatóforo, de até vários milímetros, é colocado
na teia. A fêmea apanha o espermatóforo e o coloca na
sua abertura genital. Os gonópodos de cada sexo
auxiliam na manipulação do espermatóforo.
O macho geralmente só produz um espermatóforo
ao encontrar a fêmea, e freqüentemente há um
comportamento inicial de corte. Cada indivíduo pode
apalpar a extremidade posterior do parceiro com as
antenas enquanto o casal se move em círculos. Este
comportamento pode durar até uma hora antes de o
macho depositar o espermatóforo. O macho então
“sinaliza” para a fêmea (ex.: mantendo as pernas
posteriores ao lado do espermatóforo enquanto gira a
parte anterior do corpo e toca nas antenas da fêmea).
Ela responde rastejando-se em direção do macho e
apanhando o espermatóforo.
ventrais e dois pares de óstios cardíacos dentro de
cada segmento.
A cabeça tende a ser convexa dorsalmente e achatada
ventralmente, com o epistômio e o labro estendendose para frente das antenas. Os lados da cabeça estão
cobertos pelas bases convexas das mandíbulas muito
grandes. Distalmente, a mandíbula porta um lobo gnatal
que possui dentes e uma superfície raspadora. O
assoalho da câmara pré-bucal é formado pelo primeiro
par de maxila denominada gnatoquilário. O segundo
par está ausente.
O tronco pode ser achatado ou essencialmente
cilíndrico. O segmento típico (diplossegmento) é
coberto por um tergo dorsal convexo que, em muitas
espécies, estende-se lateralmente como uma saliência,
chamada carena ou paranoto. Ventrolateralmente,
existem duas placas pleurais, e ventralmente, duas
placas esternais. Também é comum a presença de uma
placa esternal mediana. As placas esternais são
portadoras de pernas.
Os segmentos anteriores diferem consideravelmente
dos outros e não são, provavelmente, diplossegmentos.
O primeiro (colo) é desprovido de pernas e forma um
grande colarinho atrás da cabeça. Os segundo, terceiro
e quarto segmentos possuem apenas um par de pernas.
O corpo termina no télson, no qual o ânus se abre
ventralmente.
O tegumento é duro, particularmente os tergitos e,
como o tegumento dos crustáceos, está impregnado
com sais de cálcio.
FONTE: http://animaldiversity.ummz.umich.edu
Classe Diplopoda
O vocábulo vem do grego diplo = duplo; poda = pé,
apêndice. Seus membros são conhecidos vulgarmente
como piolhos de cobra, gongôlos ou imbuás. Esses
artrópodos são encontrados em todo o mundo,
especialmente nos trópicos. Em geral têm hábitos
crípticos e evitam a luz. Vivem debaixo de folhas,
pedras, cascas de árvores e no solo. Alguns habitam
antigas galerias de outros animais, como minhocas;
outros são comensais de ninhos de formigas. Um
grande número de diplópodos habita cavernas. A
maioria dos diplópodos tem cor preta ou marrom;
algumas espécies são vermelhas ou alaranjadas, e não
são raros os padrões manchados. Alguns diplópodos
são luminescentes.
Anatomia Externa
Apresenta segmentos duplos no tórax (diplossegmentos) derivados da fusão de dois somitos
originalmente separados. Cada diplossegmento tem
dois pares de pernas, de onde deriva seu nome. A
condição de segmentação dupla é também evidente
internamente, pois existem dois pares de gânglios
O tamanho dos diplópodos varia muito. Alguns são
minúsculos, algumas espécies medem 2,0 mm de
comprimento, outras medem menos que 4,0 mm, mas a
maioria dos membros desta subclasse tem vários
centímetros de comprimento.
Proteção
Para compensar a falta de velocidade na fuga de
predadores, muitos mecanismos protetores evoluíram
nos diplópodos. O esqueleto calcário protege as
regiões superiores e laterais do corpo. E protegem a
superfície ventral mais vulnerável, enrolando o tronco
em espiral quando em repouso ou perturbados.
As glândulas repugnantes estão presentes em muitos
diplópodos. Geralmente, há apenas um par de glândulas
por segmento, embora elas estejam totalmente ausentes
em alguns deles. As aberturas se encontram nos lados
das placas tergais, ou nas margens dos lobos tergais.
Cada glândula consiste de um grande saco secretor,
que se esvazia em um ducto para o exterior através de
um poro externo.
O principal componente da secreção pode ser um
aldeído, quinona, fenol ou cianeto de hidrogênio. A
secreção é tóxica ou repelente a pequenos animais, e
em algumas espécies tropicais grandes é cáustica à
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18
pele humana. O fluido é geralmente exsudado
lentamente, mas algumas espécies podem liberá-lo
como um jato de 10 a 30 cm de distância.
Alimentação
Quase todos os diplópodos são herbívoros,
alimentando-se principalmente de vegetação em
decomposição. O alimento é umedecido por secreções e
mastigado ou raspado pelas mandíbulas. Entretanto,
algumas famílias exibem um progressivo
desenvolvimento de peças sugadoras, com degeneração
das mandíbulas, culminando com a formação de um rostro
perfurante para sugar seiva vegetal. Curiosamente, uma
dieta carnívora foi adotada por algumas espécies, e as
presas mais comuns incluem opiliões, minhocas e insetos.
Como as minhocas, alguns diplópodos ingerem solo do
qual a matéria orgânica é digerida.
O trato digestivo é tipicamente um tubo reto com um
longo intestino médio. As glândulas salivares se abrem
na cavidade pré-bucal. O par anterior está localizado
na cabeça, e o par posterior fica ao redor do intestino
anterior.
Trocas Gasosas, Circulação e Excreção
Os diplópodos respiram por um sistema traqueal.
Existem quatro espiráculos por diplossegmento,
localizados logo na frente e lateralmente a cada uma
das coxas. Cada espiráculo se abre em uma bolsa
traqueal interna da qual surgem numerosas traquéias.
O coração situa-se na parte posterior do tronco, mas
na parte anterior uma curta aorta continua até a cabeça.
Existem dois pares de óstios para cada segmento, com
exceção dos segmentos anteriores, nos quais há um
único par.
Os túbulos de Malpighi surgem de cada lado da
junção dos intestinos médio e posterior e
freqüentemente são longos e enrolados.
Como os quilópodos, os diplópodos não possuem
uma epicutícula cerosa, e a maioria das espécies é
muito sensível à dessecação. Os poucos quilópodos
que vivem em áreas muito secas possuem sacos
coxais que aparentemente absorvem água, como gotas
de orvalho.
Órgãos Sensoriais
Os olhos podem estar totalmente ausentes ou pode
haver de dois a 80 ocelos. Estes estão dispostos perto
das antenas em uma ou várias fileiras, ou em grupos
laterais. A maioria dos diplópodos é fototrópica
negativa, e mesmo as espécies sem olhos têm
fotorreceptores no tegumento. As antenas contêm
pêlos tácteis e outras projeções supridas de
quimiorreceptores. O animal tende a bater com as
antenas no substrato enquanto move. Como nos
quilópodos, os órgãos de Tomosvary estão presentes
em muitos diplópodos e podem ter função olfativa.
Reprodução e Desenvolvimento
Um par de longos ovários tubulares fundidos
encontra-se entre o intestino médio e o cordão
nervoso ventral. Dois ovidutos se estendem para
frente até o terceiro segmento, onde cada um se abre
em um átrio ou vulva. As vulvas são bolsas protáteis
que se abrem na superfície ventral, perto das coxas.
Quando retraída, a vulva é coberta externamente por
uma peça esclerotizada em forma de capuz, e
internamente um pequeno opérculo cobre a abertura
do oviduto. Na base da vulva, um sulco leva até um
receptáculo seminal.
Os testículos ocupam posições correspondentes às
dos ovários, mas são tubos pares com conexões
transversais. Na parte anterior do corpo, cada testículo
se abre em um ducto espermático, que se dirige até um
par de pênis, perto da coxa do segundo par de pernas,
ou se abre em um único pênis mediano.
A transferência de esperma nos diplópodos é
indireta, por não haver introdução direta de peças do
aparelho reprodutor masculino na fêmea. Entretanto,
há necessidade de acasalamento, para que o macho
“entregue” seu esperma à fêmea. As aberturas genitais
são localizadas na parte anterior do tronco, entre o
segundo e terceiro segmentos. Os órgãos
copuladores geralmente são apêndices do tronco
modificado (gonópodos). Na maioria dos diplópodos,
um ou ambos os pares de pernas do sétimo segmento
agem como gonópodos. Quando o macho carrega os
gonópodos com espermatozóide, ele insere os dois
pênis coxais do terceiro segmento através de um anel
formado por estruturas em forma de foice chamadas
telopoditos.
Os machos comunicam sua identidade e intenção
à fêmea de diversas maneiras. O sinal é táctil na
maioria, quando o macho sobe no dorso da fêmea
por meio de almofadas especiais das pernas.
Contato das antenas, batidas com a cabeça e
estridulação são outros métodos usados. Algumas
espécies produzem feromônios que estimulam o
comportamento de acasalamento.
Durante o “acasalamento”, o corpo do macho está
enrolado sobre ou estendido ao lado do corpo da
fêmea, de modo que os gonópodos estão opostos à
vulva, e o corpo da fêmea é sustentado pelas pernas
do macho.
Os gonópodos estão protraídos e os
espermatozóides são transferidos através da ponta do
telopodito ao interior da vulva.
Os ovos dos diplópodos são fecundados no
momento da postura e, dependendo da espécie, são
produzidos de 10 a 300 ovos de uma só vez. Alguns
depositam os ovos em grupos no solo ou húmus.
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Livingstone.BIODIDATIC
JW/95
FONTE: http://cas.bellarmine.edu
Classe Pauropoda
Vocábulo do grego pauro = pequeno + poda =
pés. São pequenos, medindo menos de 2,0 mm,
com corpo simples e mole. Vivem em solo úmido,
húmus ou vegetação em decomposição. Tem um
par de antenas ramificadas. Não tem olhos, porém
tem um par de estruturas sensoriais que se
assemelham a olhos (pseudóculo). O primeiro par
de maxilas é transformado em gnatoquilário e o
segundo par não existe. Também possui um colo.
O tronco tem doze segmentos e alguns deles são
parcialmente fusionados como diplosegmentos,
pois cada dois segmentos são cobertos por uma
placa tergal. Não tem sistema circulatório e
respiratório. A fecundação é indireta através de
espermatóforo.
FONTE: http://www.ipm.uiuc.edu
Classe Symphyla
Vocábulo do grego sym = junto + phylon = tribo.
São pequenos, medindo de 2,0 mm a 10,0 mm de
comprimento, com corpo mole. Vive em solo úmido,
húmus e entre raízes. Algumas espécies podem ser
pragas de plantas. Também não tem olhos, as
antenas são simples, tem órgão de Tömösvary bem
desenvolvido. Dois pares de maxilas. O tronco
possui 14 segmentos. Possui fiandeiras. Sistema
respiratório reduzido, com apenas um par de
espiráculos na cabeça.
FONTE: http://biodidac.bio.uottawa.ca
Superclasse Hexapoda
São artrópodes mandibulados com apêndices
unirremes e seis pernas. Tem corpo dividido em cabeça,
tórax e abdome. A cabeça apresenta um par de antenas.
Classificação
As primeiras classificações de insetos dividiram a
Classe Insecta em duas subclasses: Pterygota e
Apterygota, insetos com e sem asa, respectivamente.
Termo Apterygota introduzido por Aristóteles para
insetos sem asas e mais tarde o nome foi utilizado para
reunir Collembola, Protura, Diplura e Thysanura.
Na década de 1970, a partir de estudos detalhados, a
pesquisadora Manton considerou que a classe Insecta,
da forma como era tratada, não formava um grupo
monofilético, sugerindo o termo Hexapoda para incluir
cinco subclasses. Nas últimas décadas do século XX,
foi adotada a visão que os Collembola, Protura e
Diplura formavam um grupo monofilético denominada
Entognatha. Os entognatos apresentam crescimento
das peças bucais por dobras orais da parede cranial e
as mandíbulas e maxilas crescem, então, em bolsas
internas. Apresentam túbulo de Malpighi reduzido e
olhos compostos ausentes ou degeneradas. Por ter
uma relação mais estreita, Collembola e Protura são
reunidas na classe Ellipura ou Parainsecta. Entre os
insetos ectógnatos, estudos posteriores mostraram
que os membros da família Machilidae de Thysanura
possuem mandíbulas monocondilares, isto é que se
articulam com a cabeça em um único ponto,
enquanto os membros da família Lepismatidae
possuem mandíbulas dicondilares, ou seja, com dois
pontos de articulação, portanto mais relacionado
aos Pterygota. Em 1981, Hennig separou as duas
famílias e utilizou o nome Archaeognatha para os
Machilidae e Thysanura s. str. para Lepismatidae,
Dycondylia foi criado para reunir Thysanura e
Pterygota. Entre os pterigotos, são reconhecidos
dois grupos: Paleoptera e Neoptera. Paleoptera
reúne insetos alados mais primitivos como
Efemeroptera e Odonata, com base nas ninfas
aquáticas e asas incapazes de dobrar para trás no
adulto. Neoptera são os que têm capacidade de
flexionar as asas para trás.
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Morfologia
Um inseto tem o corpo dividido em três tagmas básicos:
a) cabeça formada pela fusão de seis segmentos com os
respectivos apêndices e órgãos sensoriais (olhos
compostos e antenas); b) o tórax é formado por três
segmentos (protórax, mesotórax e metatórax), cada um
deles ligados a um par de pernas e os dois últimos ligados
a um par de asas, cada um, sendo, por isso denominado
pterotórax; c) o abdome, integrado por 10 a 12
segmentos.
FONTE: http://www.consulteme.com.br/atropode/insetos.htm
Cabeça
Antenas - são apêndices que podem funcionar como
órgão olfativo, auditivos, gustativos e tácteis. Uma antena
típica apresenta três regiões distintas: escapo, pedicelo e
flagelo. Sua forma varia de espécie para espécie.
a) Filiforme – semelhante a um fio. Ex: baratas e
esperanças;
b) Clavada – dilatada na extremidade. Ex: borboletas.
c) Setácea – em forma de seta. Ex: odonata;
d) Lamelada – em camadas ou lamelas. Ex: besouro da
família Scarabaeidae;
e) Aristada – flagelo contendo um pêlo. Ex: moscas;
f) Plumosa – semelhante a uma pluma. Ex: pernilongos
g) Geniculada – flagelo dobrado em ângulo próximo a
90º. Ex: hymenoptera;
h) Pectinada – semelhante a um pente. Ex: machos de
Mariposa.
Olhos – há dois tipos de fotorreceptores: olhos
compostos ou simples. Os olhos compostos são
formados por unidades denominados omatídeos que
formam imagens. Os olhos simples são denominados
ocelos e têm percepção apenas para claro e escuro.
Aparelho bucal – conjunto de apêndices que
funcionam na manipulação do alimento. Entre
as peças de aparelho bucal. O tipo básico é o
tipo mastigador, adaptado para ingestão de
alimentos sólidos. O aparelho bucal é formado
por um par de mandíbulas, dois pares de maxilas,
labro (lábio superior), lábio (lábio inferior),
epifaringe (abaixo do labro) e hipofaringe (em
forma de língua).
• Mastigador – mandíbulas fortes. Ex: barata,
besouro, lavadeira, Louva-deus;
• Picador – peças bucais modificadas em estiletes.
Ex: cigarra, Pernilongo, piolho, mosquito, pulga etc;
• Lambedor – peças bucais modificadas como
esponja de absorção. Ex: mosca doméstica.
• Sugador – peças bucais modificadas em
espirotromba sugadora. Ex: borboleta.
Tórax
A parte superior é denominada tergo ou noto, a
parte ventral, esterno e a parte lateral, pleura. O tórax
está relacionado à locomoção. De acordo com a
consistência, as asas são classificadas.
• Élitro – mais rígida, serve para a proteção. Ex: segundo
par de asas dos besouros;
• Hemiélitro – metade é rígida como um élitro e a
outra metade flexível como uma asa membranosa.
Ex: segundo par de asas dos percevejos;
• Membranoso – asa mole e flexível. Ex: moscas;
• Tégmina – asa de consistência intermediária. Ex:
barata.
As pernas têm forma adequada ao tipo de função
desempenhada. As partes da perna são: coxa,
trocanter, fêmur, tíbia, tarso e garras. Os tipos de
pernas são:
• Cursorial – serve para andar ou correr. Ex: barata;
• Saltatorial – Serve para saltar. Ex: gafanhoto;
• Coletora – Serve para coleta de pólen, pois
apresenta uma escavação onde essa substância é
armazenada para o transporte. Ex: abelha;
• Raptorial – serve para a captura de presas. Ex: louvadeus;
• Natatorial – serve para a natação. Ex: insetos
aquáticos;
• Fossorial – serve para escavação. Ex: cachorrinho
do mato.
Abdome
Caracterizado pela segmentação típica e ausência
geral de apêndices locomotores. Constituído de 11
segmentos, sendo os terminais modificados para
copulação ou postura de ovos. Ao longo do lado
inferior do tórax e abdome, há pequenas aberturas,
os espiráculos, ligados ao sistema respiratório. Na
extremidade posterior, há três filamentos caudais,
os dois laterais são os cercos e o central é o
filamento mediano.
Fisiologia e Anatomia Interna
Quando as larvas vivem dentro de outros animais
parasitando-o e levando-o a morte, temos o
parasitóide. Apresentam sistema digestivo completo,
consistindo de um tubo que vai de boca ao ânus,
com glândulas anexas.
Trocas Gasosas e Distribuição dos Gases
FONTE:http://pt.wikipedia.org/wiki/Inseto#Anatomia_Interna
Anatomia de um inseto
A- Cabeça B- Tórax C- Abdómen
1. antena
2. ocelo (inferior)
3. ocelo (superior)
4. olho composto
5. cérebro (gânglios cerebrais)
6. protórax
7. artéria dorsal
8. tubos traqueais e espiráculos
9. meso-tórax
10. meta-tórax
11. asa (1ª)
12. asa (2ª)
13. intestino médio (mesêntero)
14. coração
15. ovário
16. intestino posterior (proctodeo)
17. ânus
18. vagina
19. gânglios abdominais
20. túbulos de Malpighi
21. tarsômero
22. garras tarsais
23. tarso
24. tíbia
25. fémur
26. trocanter
27. intestino anterior (estomodeo)
28. gânglios torácicos
29. coxa
30. glândula salivar
31. gânglio sub-esofágico
32. peças bucais
Nutrição
A maioria se alimenta de sucos e tecidos vegetais
(fitófagos ou herbívoros, respectivamente). Outros são
carnívoros, predadores, caçando outros insetos e
animais. Os que sugam sangue são chamados
hematófagos. Muitos são saprófagos, vivendo em
matéria orgânica em decomposição, ou são
coprófagos (alimentam-se de dejetos). Muitos são
parasitas e outros sofrem hiperparasitismo, ou seja,
são parasitas parasitados por outros parasitas.
O sistema respiratório típico é o traqueal que permite
rápida troca de gases sem perda de água. Entretanto,
alguns organismos são aquáticos e apresentam
adaptações para captura de gases nesse ambiente.
Em alguns, o sistema traqueal é completamente
fechado, sem espiráculos e os gases passam por
difusão através da cutícula, internamente há uma rede
de traquéias. Outros apresentam sistema brânquiotraqueal, com ramificações da parede do corpo
formada por cutícula fina e ramificações do sistema
traqueal. Os insetos aquáticos que apresentam
espiráculos, para evitar entrada de água, apresentam
pêlos ao redor do espiráculo que se fecham quando
submersos ou apresentam sifão respiratório que
mantém na superfície. É sempre bom lembrar que o
sistema respiratório é responsável pela distribuição
dos gases que não tem nehuma relação com o
sistema circulatório.
Sistema Circulatório
Sistema circulatório aberto ou lacunar responsável
pela distribuição de nutrientes e retirada de excretas.
Sistema Excretor
Os excretas são removidos do intestino através de
túbulos de Malpighi.
Ciclo de Vida dos Insetos
Normalmente, ao eclodir do ovo, os insetos
apresentam características diferentes do que se observa
nos adultos e necessitam sofrer transformações para
atingir essa fase. O conjunto de transformações sofrido
por esses organismos é chamado metamorfose.
Tipos de Metamorfose
a) Ametábolo - eclodem do ovo igual ao adulto,
necessitando apenas crescer sem metamorfose
Ex: traças.
b) Metamorfose Incompleta
• Paurometábolo - assemelha-se ao adulto
morfologicamente e biologicamente, com algumas
diferenças como não desenvolvimento de asas e
apêndices genitais. As formas imaturas recebem o
nome de ninfa.
Ex: percevejos, gafanhotos, baratas etc.
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22
• Hemimetábolo - iguais aos paurometábolos, porém
as formas jovens são aquáticas, recebendo o nome
de náiades.
Ex: libélulas.
c) Holometábolo - eclodem do ovo com uma forma
completamente diferente do adulto. Passam por fase
de ovo, larva (que sofrem mudas) e pupa (onde sofrem
profunda metamorfose originando o adulto).
Ex: insetos das ordens Lepidoptera, Coleoptera,
Hymenoptera, Diptera, Siphonaptera etc.
Obs.: em lepidópteros, a pupa recebe o nome de
crisálida.
Classificação Taxonômica
Entognatha
a) Protura - vivem em locais úmidos, no solo, serrapilheira,
musgos etc. Alimentam-se de matéria orgânica em
decomposição. Não apresentam olhos compostos ou
ocelos, cercos, antenas ou asas. Tem aparelho bucal
sugador. Apresentam pseudóculos que são estruturas
sensoriais semelhantes aos órgãos de Tomosvary.
b) Diplura - vivem em locais úmidos, no solo, serrapilheira,
sob tronco ou pedras etc. São carnívoros ou herbívoros.
Não apresentam olhos compostos ou ocelos e asas. Tem
aparelho bucal Mastigador. Apresentam antenas e cercos.
c) Collembola - vivem em locais úmidos, no solo,
serrapilheira, vegetação herbácea etc. Alimentam-se de
matéria orgânica em decomposição. Não apresentam olhos
compostos, cercos e asas. Porém, possuem ocelos e
antenas. Têm aparelho bucal mastigador. Apresentam
fúrcula para saltar e colóforo para aderir a superfícies lisas.
Insecta
Primitivos
a) Archeognatha – apresentam padrão de mandíbula
primitivo (monocondilar) e não possuem asas. São de
vida livre, noturnos, escondendo-se sob cascas de
árvore ou fendas, se alimentam de liquens e detritos
vegetais. Possuem olhos compostos, ocelos, antenas e
cercos. O aparelho bucal é mastigador e são ametábolos.
b) Thysanura s. str. - apresentam padrão de mandíbula
novo (dicondilar) e não possuem asas. São de vida livre,
noturnos, escondendo-se sob cascas de árvore, pedras
ou serrapilheira, se alimentam de papel, cola, ou tecidos
(traças de livro). Possuem olhos compostos, cercos e
antenas, mas não possuem ocelos. O aparelho bucal é
mastigador e são ametábolos.
Archeognatha
(bristletails)
Thysanura
(silverfish)
FONTE:http://www.ento.csiro.au/Ecowatch/Invertebrate_key/key_images
Paleoptera
a) Ephemeroptera - apresentam padrão de mandíbula
novo (dicondilar) e possuem asas membranosas (asa
anterior bem maior que posterior). São de vida livre,
vivem poucas horas, apenas para o vôo de cópula e
postura dos ovos, suas náiades têm hábito escavador.
Possuem olhos compostos e ocelos, cercos longo e
antenas. O aparelho bucal é mastigador nas náiades e
vestigial nos adultos. São hemimetábolos.
b) Odonata - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar) e possuem asas membranosas sub-iguais.
São de vida livre. Tanto adulto quanto imaturos
(náiades) são vorazes predadores. Possuem olhos
compostos e ocelos, cercos curtos, abdome longo e
antenas pequenas. O aparelho bucal é mastigador. São
hemimetábolos.
a) Protura
b) Diplura
c) Collembola
FONTE: http://www.ento.csiro.au/Ecowatch/Invertebrate_key/key_images
Ephemeroptera
(mayflies)
a) Ephemeroptera
b)Odonata
FONTE:http://www.ento.csiro.au/Ecowatch/Invertebrate_key/key_image
Neoptera
Ortopteróides – Hemimetábolos ou
Paurometábolos de aparelho bucal
mastigador
a) Plecoptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar) e possuem asas membranosas alargadas
e dobradas em leque. Vivem próximo à água doce e são
bons caçadores, náiades herbívoras ou carnívoras.
Possuem olhos compostos, cercos multisegmentados,
pernas cursoriais e antenas longas. O aparelho bucal
pode ser vestigial.
b) Blattaria - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar) e possuem asas anteriores tipo tégmina e
posteriores membranosas. Vida noturna, escondendose em fendas, folhas, troncos. Possuem olhos
compostos, cercos com um ou multisegmentos, pernas
cursoriais e antenas longas. Corpo achatado
dorsoventralmente.
c) Isoptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), podem ou não possuir asas membranosas
de mesmo tamanho e com uma fratura na base. São
insetos sociais. Possuem olhos compostos, cercos
curtos, pernas cursoriais e antenas curtas.
h) Phasmatodea - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar) e a maioria não possui asa, nos alados a asa
é desenvolvida apenas nos machos (anterior tégmina e
posterior membranosa). Vivem em folhagens e caule.
Olhos compostos presentes, cercos curtos, pernas
cursoriais e corpo semelhante a gravetos ou folhas.
i) Embioptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), machos alados ou ápteros e fêmeas aladas.
Vivem em galerias de seda construídas por eles. Olhos
compostos presentes, cercos curtos, pernas cursoriais
curtas e antenas.
j) Zoraptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar). Geralmente, não possuem asas ou
apresentam asas membranosas com poucas nervuras.
Vivem em ambientes terrestres, são gregários, vivem
em colônias sob cascas de árvores, ninhos de cupins
etc. Olhos compostos presentes, cercos curtos, pernas
cursoriais curtas e antenas.
k) Mantophasmatodea - apresentam padrão de
mandíbula novo (dicondilar), não possuem asas. Vivem
em ambientes terrestre, são predadores. Olhos
compostos presentes e sem ocelos. Cercos não
segmentados e antenas longas. Apenas duas espécies
na Namíbia e Tanzânia.
d) Mantodea - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar) e possuem asas anteriores tégminas e
posteriores membranosas. Fêmeas com asas reduzidas
ou ausentes. Predadores se alimentam de insetos ou
aranhas. Possuem olhos compostos, cercos curtos,
pernas raptoriais e antenas curtas.
e) Grylloblattodea - apresentam padrão de mandíbula
novo (dicondilar) e não possuem asas. Vivem em
ambientes frios e úmidos. Olhos compostos pequenos
ou ausentes, cercos longos, segmentados e flexíveis,
pernas cursoriais e antenas longas. Apenas doze
espécies conhecidas.
a) Plecoptera
b) Blattaria
f) Dermaptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), não possuem asas ou apresentam asas
curtas, sendo as anteriores coriáceas e posteriores
membranosas. Vivem em ambientes úmidos, são
noturnos, se alimentam de matéria vegetal ou animal,
viva ou morta. Olhos compostos presentes ou vestigiais.
Cercos longos em pinça para defesa e para ajeitar a asa.
Pernas cursoriais curtas e antenas longas.
g) Orthoptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), possuem asas anteriores tipo tégmina e
posteriores membranosas. Porém, há espécies
braquípteras ou ápteras. Olhos compostos presentes,
cercos não-segmentados, pernas posteriores saltatoriais
e, nas paquinhas, pernas anteriores fossoriais, e antenas
longas. Há duas subordens: Ensifera (grilo, esperança
e paquinhas) – atritam uma asa na outra para estridular,
tímpano na base da tíbia, grilos cantam de dia e noite e
esperança a noite; e Caelifera (gafanhotos) estridulam
com as pernas na asa, tímpano no primeiro segmento
abdominal, só cantam de dia.
c) Isoptera
FONTE:http://www.ento.csiro.au/Ecowatch/Invertebrate_key/key_images
d)Mantodea
f)Dermaptera
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b) Phthiraptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), asas secundariamente ausentes.
Ectoparasitas de mamíferos, corpo dorsalmente
achatado, olhos compostos reduzidos. Aparelho bucal
mastigador ou sugador perfurante, pernas cursoriais
com tarsos adaptados para agarrar e antenas curtas.
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g) Orthoptera
FONTE:http://www.ento.csiro.au/Ecowatch/Invertebrate_key/key_images
c) Thysanoptera - apresentam padrão de mandíbula
novo (dicondilar), possuem asas curtas, estreitas e
franjadas ou ausentes. Vivem em folhagens, brotos,
botões florais e frutos, fitófagos. Aparelho bucal
sugador-raspador. Olhos compostos pequenos,
pernas cursoriais e antenas curtas.
d) Hemiptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), possuem asas membranosas ou asa anterior
tipo hemi-élitro. Aparelho bucal sugador-picador. Olhos
compostos presentes, pernas cursoriais, antenas longas
ou curtas. Há três sub-ordens: Heteroptera com rostro
surgindo na parte anterior da cabeça (Ex: percevejo),
Auchenorryncha com rostro surgindo da parte posterior
da cabeça (Ex: cigarra) e Stenorryncha com rostro
surgindo entre as pernas (Ex: pulgão).
e) Grylloblattodea h) Phasmatodea i) Embioptera
FONTE: http://www.discoverlife.org/nh/tx/Insecta
FONTE: http://www.ento.csiro.au/Ecowatch/invertebrate_key/key_images
a) Psocoptera
b) Phitiraptera
j) Zoraptera
c) Thysanoptera
k) Mantophasmatodea
FONTE: http://www.cals.ncsu.edu/course/ent425
Hemipteróides – Paraneoptera –
Paurometábolos sem cerco
a) Psocoptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), possuem asas membranosas que se ajustam
em telhado, podendo ser braquíptero ou áptero. Vivem
em folhagens, serrapilheira, produtos estocados, coleções
entomológicas etc. Aparelho bucal mastigador. Olhos
compostos forte ou fracamente desenvolvidos, pernas
cursoriais, antenas longas e glândulas de seda labiais.
FONTE:http://www.ento.csiro.au/Ecowatch/Invertebrate_key/key_images
d) Hemiptera
d.1) Hemiptera Heteroptera
d.2) Hemiptera
Auchenorryncha
d.3) Hemiptera
Stenorryncha
FONTE: http://www.ento.csiro.au/Ecowatch/Invertebrate_key/key_images
Endopterigotos - Holometábolos
a) Strepsitera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), possuem asas anteriores reduzidas e
coriáceas e posteriores membranosas nos machos,
fêmeas ápteras. Endoparasitas de Hemiptera e
Hymenoptera, machos de vida livre quando adultos.
Aparelho bucal mastigador reduzido. Olhos compostos
e antenas presentes nos machos e pernas cursoriais.
Fêmeas larviformes.
b) Coleoptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), possuem anteriores em élitro e posteriores
membranosas. Hábitos variados. Aparelho bucal
mastigador. Olhos compostos, pernas cursoriais e
antenas de forma variada.
h) Diptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), possuem apenas o primeiro par de asas
membranoso e funcional, o segundo é transformado
em estrutura de equilíbrio denominado halter. Hábitos
variados. Aparelho bucal lambedor ou sugadorpicador. Olhos compostos, pernas cursoriais e
antenas variáveis.
i) Trichoptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), possuem asas membranosas, anterior
maior. Vivem próximo a riachos, larvas aquáticas que
constroem “casas”. Aparelho bucal mastigador
modificado para absorver fluidos. Olhos compostos,
pernas cursoriais e antenas.
j) Lepidoptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), possuem asas membranosas cobertas por
escamas. Fitófagos. Aparelho bucal sugador com
espirotromba. Olhos compostos, pernas cursoriais e
antenas. Larvas com falsas pernas abdominais.
k) Hymenoptera - apresentam padrão de mandíbula
novo (dicondilar), possuem asas membranosas com
nervação reduzida. Hábito variado. Aparelho bucal
mastigador ou lambedor. Olhos compostos, pernas
cursoriais, antenas longas e primeiro segmento do
abdome associado ao tórax por uma constricção.
c) Megaloptera - apresentam padrão de mandíbula
novo (dicondilar), possuem asas membranosas
similares com muitas nervuras. Vivem na vegetação
marginal de riachos, larvas aquáticas e predadoras.
Aparelho bucal mastigador. Olhos compostos, pernas
cursoriais e antenas longas.
d) Raphidioptera - apresentam padrão de mandíbula
novo (dicondilar), possuem asas membranosas
similares com muitas nervuras. Adultos predadores e
larvas capturando pequenos insetos no solo. Aparelho
bucal mastigador. Olhos compostos, pernas cursoriais,
antenas longas e protórax alongado.
e) Neuroptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), possuem asas membranosas similares com
muitas nervuras. Vivem na habitat variado, larvas
aquáticas, semi-aquáticas ou em casca de árvores.
Aparelho bucal mastigador. Olhos compostos, pernas
cursoriais e antenas longas.
f) Mecoptera - apresentam padrão de mandíbula novo
(dicondilar), possuem asas vestigiais ou ausentes. Se
presentes, membranosas similares com muitas
nervuras. Vivem na vegetação densa próxima a cursos
d’água, larvas saprófagas. Aparelho bucal mastigador.
Olhos compostos, pernas cursoriais, antenas longas
e cabeça projetada formando um rostro.
g) Siphonaptera - apresentam padrão de mandíbula
novo (dicondilar), asas secundariamente ausentes.
Ectoparasitas de aves e mamíferos. Aparelho bucal
sugador-picador. Olhos compostos ausentes, ocelos
laterais, pernas longas para o salto, antenas curtas e
larva vermiforme.
b) Coleoptera
a) Strepsitera
c) Megaloptera
d)Raphidiopptera
FONTES: http://www.ento.csiro.au/Ecowatch/Invertebrate_key/key_images
http://www.hmyz.net/Raphidioptera.jpg
e) Neuroptera
g) Siphonaptera
FONTE: http://www.ento.csiro.au/Ecowatch/Invertebrate_key/key_images
25
26
f) Mecoptera
k) Hymenoptera
FONTE: www.nhc.ed.ac.uk/images/collections/insecta/Mecoptera.jp
FONTE:http://www.ento.csiro.au/Ecowatch/Invertebrate_key/key_images
h) Diptera
i) Trichoptera
j) Lepidoptera
FONTE: http://www.ento.csiro.au/Ecowatch/Invertebrate_key/key_images
Exercícios de Auto-Avaliação
1) Quais as características diagnósticas de Uniramia?
2) Quais as características diagnósticas de Chilopoda?
3) Quais as características diagnósticas de Diplopoda?
4) Quais as características diagnósticas de Symphyla?
5) Quais as características diagnósticas de Pauropoda?
6) Quais as características diagnósticas de Insecta?
7) Caracterize as ordens mais comuns de insetos.
Atividades Complementares
Dê uma caminhada em uma área de mata, observando e coletando os insetos que encontrar.
UNIDADE III
27
SUBFIL
O CHELICERA
TA
SUBFILO
CHELICERAT
3.1 - Características Gerais
Esse subfilo inclui as classes Arachnida (aranhas,
escorpiões, opiliões etc.), Merostomata (subclasse
Xifosura - límulo e a extinta Eurypterida escorpiões marinhos) e Pycnogonida (aranhas-domar).
Todos têm o corpo dividido em duas partes ou
tagmas:
• Prossoma, o anterior, composto do ácron
presegmentar + oito segmentos – cefalotórax;
• Opistossoma, o posterior, com 12 segmentos abdôme.
Prossoma ou Cefalotórax
Possuem seis pares de apêndices uniramosos (não
ramificados):
• Um par de quelíceras;
• Um par de pedipalpos;
• Quatro pares de pernas locomotoras.
OBS: ao contrário dos restantes dos artrópodes, eles
não têm mandíbulas nem antenas e, com exceção do
limulo, possuem apenas ocelos.
Sistema Digestivo
Há intensa digestão extracorpórea, para posterior
ingestão do material liquefeito. São generalistas. Há
diversas estratégias de captura de presas. Sistema
digestivo igual dos outros artrópodes, tendo,
entretanto um estomodeu (tubo digestivo anterior)
frequentemente composto por áreas especializadas
(papo, moela ou órgão de bombeamento), um
mesodeu para digestão química e absorção e um
proctodeu para elimenação de dejetos.
Sistema Circulatório
Não existe muita diferença do plano básico dos
artrópodes, porém o sistema arterial pode ser mais
desenvolvido. O “sangue” possui capacidade de
armazenamento e defesa contra microorganismos, além
de poder ajudar no endurecimento da cutícula.
Sistema Respiratório
As trocas gasosas ocorrem através de brânquiasem-livro em xifosura, fornecendo grande contato entre
o oxigênia da água do mar e as lamelas dessa estrutura.
Em aranhas, traquéias e pulmões-livro são as principais
estruturas. Em animais de pequeno porte, como ácaros,
as trocas gasosas são através da cutícula.
Sistema Excretor
As principais estruturas de excreção são as glândulas
coxais e os túbulos de Malpighi, embora em
Pycnogonida a eliminação de excretas corra por difusão.
Sistema Nervoso e Órgãos Sensoriais
Mesmo plano básico de artrópodes. Como estruturais
sensoriais, temos: cerdas (mecanorreceotoras),
tricobótrios, órgão em fenda – liriformes (georreceptores,
receptores de som, etc), ocelos (claro e escuro) e olhos
compostos (visão em Xiphosura).
Reprodução
São dióicos. A presença de órgão masculino
específico para cópula não é comum.
Desenvolvimento direto, alguns ovíparos, outros
ovovivíparos e víviparos. A transferência de
espermatozóides pode se dar de forma indireta
através de espermatóforo.
3.2 - Classe Pycnogonida
Ocorrem em profundidades maiores que 3000 m e são
abundantes em mares polares. São pequenos, com
tagmatização diferente: a região anterior possui uma
probóscide, a segunda região contém as pernas e um
tubérculo dorsal, provavelmente, representa o
opistossoma ou abdôme. Na probóscide há quatro olhos
simples, os quelíforos, palpos, primeiro par de pernas
locomotoras e ovígeras (pernas modificadas que carregam
ovos). Na segunda região há o segundo e terceiro par de
pernas e no opistossoma há o quarto par de pernas.
FONTE:http://mek.oszk.hu/03400/03408/html/img/brehm
28
3.3 - Classe Merostomata
São marinhos, possuem prossoma coberto por
carapaça e o opistossoma pode ser dividido ou não
em mesossoma e metassoma. Pedipalpo semelhante a
perna locomotora e telso em forma de lança.
Subclasse Eurypterida
Grupo extinto que podia alcançar 3,0 m de comprimento.
Último par de apêndices do prossoma alargado em remo.
O opistossoma segmentado apresentava um mesossoma
mais alargado com apêndicews e metassoma estreito.
Quelíceras reduzidas em algums espécies e desenvolvidas
em outras podendo ser queladas.
FONTE: http://www.palaeos.com/Invertebrates/Arthropods/
Eurypterida/eurypt-morphology.gif&imgrefurl=http
Subclasse Xiphosura
São os límulos que vivem em águas calmas e rasas
da costa do Atlântico Norte. A carapaça que recobre o
prossoma tem forma de ferradura, apresenta 2 olhos
compostos laterais, dois ocelos medianos. Seis pares
de apêndices lamelares locomotores. Flabelo para
limpar as brânquias. Opistossoma com 5 pares de
brânquias-livro.
FONTE: http://www.maine.gov/dmr/rm/aquarium/teachers_guide/horseshoe
3.4 - Classe Arachnida
Possuem prossoma coberto por uma carapaça, ocelos
e terrestres.
principalmente por insetos e aranhas que capturam
com os pedipalpos e matam com o ferrão.
Ordem Scorpiones
Apresentam o corpo alongado, dividido em prossoma
e opistossoma (mesossoma e metassoma). No primeiro,
encontramos um par de quelíceras e um par de pedipalpos
bastante desenvolvidos que termina em forma de pinças.
O abdome é formado por duas regiões distintas: uma
porção anterior larga e achatada, constituída por sete
segmentos que é denominado pré-abdome (mesossoma);
e uma porção posterior, cilíndrica e estreita, formada por
cinco segmentos, denominada pós-abdome (metassoma).
Ventralmente, no segundo segmento ocorre uma placa
sensorial denominada “pente”, com função sensorial. O
último segmento do pós abdome recebe o nome de telson
e sua extremidade distal termina em um ferrão onde
desemboca a glândula de veneno (aguilhão).
Habitam regiões quentes e secas, escondendo-se
durante o dia em vários locais protegidos, saindo à
noite para capturar suas presas representadas
FONTE:http://ag.arizona.edu/pubs/insects/az1223
Ordem Uropygi
São os escorpiões vinagre, pois eliminam um odor
semelhante a ácido acético. Podem alcançar 8 cm. São
noturnos e vivem sob pedras e serrapilheira. Prossoma
coberto por carapaça, opistossoma dividido,
metassoma com telso em forma de chicote. O primeiro
par de pernas tem função sensorial e funciona como
uma antena.
Ordem Aranae
Prossoma não dividido coberto por carapaça e
concetado ao opistossoma por pedicelo. Maioria com
oito olhos, queliceras com dente inoculador de veneno,
com glândulas produtoras de seda e fiandeira.
FONTE: http://www.bumblebee.org/invertebrates/images/spider.
FONTE:http://www.nmpest.com/images/WhipscorpionT.JPG
Ordem Schizomida
Todos menores que 1,0 cm. Possuem prossoma
dividido em propeltídeo coberto por caracpaça e dois
segmentos (mesopeltídeo e metapeltídeo). Primeiro par
de pernas sensitivas e glândulas repunantes.
Ordem Ricinulei
Têm menos de 1,0 cm de comprimento, vivem
escondidos em tocas, grutas e serrapilheira. Prossoma
coberto por carapaça largamente conectado ao
opistossoma. Quelícera e pedipalpo pequenos.
Ordem Pseudoscorpiones
São os falsos escorpiões, porém não apresentam
opistossoma alongado terminando em aguilhão.
Pedipalpos quelados com glândulas de veneno. Menos
de 7,0 mm de comprimento.
Ordem Solpugida
Vivem em desertos da América, África e Ásia.
Prossoma dividido, quelíceras grandes, pedipalpos
longos semelhantes a pernas locomotoras.
FONTE: http://web.pdx.edu/~smasta/Images/schizomid72dpiHigh.jpg&imgrefurl
Ordem Amblypygi
Prossoma não dividido, coberto por carapaça e
conectado ao opistossoma por pedicelo estreito.
Pedipalpos grande não quelados, primeiro par de pernas
anteniforme.
Ordem Opiliones
Possuem quelíceras pequenas, não queladas,
pedipalpos e pernas longas. Apresentam glândulas
secretoras de substância repugnante.
Ordem Palpigradi
Possuem prossoma dividido em proterossoma,
coberto pelo propeltídeo seguido por dois segmentos
conectados ao opistossoma por pedicelo estreito. São
diminutos.
FONTE: http://www.uvm.edu/pss/pss161/arthropods/opiliones.jpg
29
30
Ordem Acari
São os ácaros e carrapatos. Muitos são parasitas,
corpo globoso coberto por carapaça.
Solpugidae
Acari
FONTE: http://palaeo.gly.bris.ac.uk/Palaeofiles/Fossilgroups/Chelicerata
Pseudoscorpiones
Palpigradi
Amblipygi
Ricinulei
Exercícios de Auto-Avaliação
1) Quais as características diagnósticas de Chelicerata?
2) Quais as características diagnósticas de Pycnogonida?
3) Quais as características diagnósticas de Merostomata?
4) Quais as características diagnósticas de Arachnida?
Atividades Complementares
Monte os insetos coletados na atividade anterior.
UNIDADE IV
31
SUBFIL O CRUST
AC E A
CRUSTA
4.1 - Características Gerais
Grupo principalmente marinho, com alguns
representantes de água doce e uma espécie terrestre
(tatuzinho de jardim). São mandibulados e apresentam
o corpo dividido em cabeça e tronco ou com
tagmatização em cefalotórax e abdome. Há um escudo
cefálico ou carapaça. Apresentam dois pares de antenas
e dez ou mais pernas. Em muitos crustáceos, um a três
segmentos torácicos anteriores se fusonaram com a
cabeça, e esses apêndices foram incorporados como
elementos bucais chamados maxilípedes. Os apêndices
são birremes, compostos por um protopodito (parte
proximal) e seguido de um bifurcação (endopodito e
exopodito).
Fisiologia semelhante ao plano básico dos artrópodes,
com respiração branquial, sitema circulatório aberto
com o sangue sendo oxigenado nas brânquias, sistema
digestivo reto e completo e sistema excretor formado
por glândulas antenais ou maxilares.
São divididos em cinco classes: Remipedia,
Cephalocarida, Branchiopoda, Malacostraca e
Maxillopoda.
4.2 - Classe Remipedia
Habita cavernas marinhas e tem até 30,0 mm de
comprimento. Possuem o corpo dividido em duas
partes: cabeça ou cefalon e tronco. O tronco tem 32
segmentos cada um com um par de apêndices
birremes, em forma de remo e lateralmente dispostos.
Maxílulas com veneno.
FONTE :http:/science.kennesaw.edu/~jdirnber/InvertZoo/
LecArthropod/Remipedia.jpg
4.3 - Classe Cephalocarida
Crustáceos pequenos que medem de 2,0 a 4,0
mm de comprimento, ocorrem desde regiões rasa
até 1500 m de profundidade. Possuem cabeça
coberta por escudo cefálico, um tórax e um abdome
com um telso. Não possuem maxilípedes e nem
olhos. Têm apêndices torácicos birremes e
foliáceos (filópodes).
FONTE: http://tolweb.org/Cephalocarida
4.4 - Classe Branchiopoda
O número de apêndices e segmentos torácicos é
variado, carapaça ausente em algumas espécies e
presente em outras, assim como as maxilas e maxílulas
que são reduzidas ou estão ausentes. Porém, têm
apêndices corporais foliáceos (filópodes), o telso com
ramos caudais e ausência de maxilípedes. Habitam
ambientes efêmeros. Portanto, têm ciclo de vida curto.
a. Ordem Anacostraca (Artemia) – menos de 1,0 cm e
sem concha;
b. Ordem Notostraca - mede de 2,0 a 10,0 cm, com
concha nas costas;
c. Ordem Diplostraca – mede de 0,5 a 3,0 mm. Concha
formada por duas valvas, sua concha difere da concha
32
dos moluscos, pois é formada por proteínas, lipídios,
quitina e carbonato de cálcio. Há um grupo que possui
a concha dobrada dorsalmente em uma peça única,
que deixa a cabeça exposta (Cladocera – pulga d’água)
e outro grupo com concha articulada entre as duas
valvas e que cobre todo o animal (crustáceos bivalves).
a) Diplostraca
FONTE: http://animaldiversity.ummz.umich.edu
a) Anostraca
b) Notostraca
FONTE a:http://content.answers.com
FONTE b: http://mek.oszk.hu/03400/03408/html
4.5 - Classe Mallacostraca
Subclasse Phylocarida
Marinhos de 5,0 a 15,0 mm, muitas espécies fósseis. Podem
habitar ambientes hostis como fontes termais. Possuem
filópodes torácicos e sete pleópodes (pernas abdominais).
Alguns apêndices birremes e rostro articulado.
raptorial quelada (portadora de pinça) utilizada para
caçar, pois esse grupo é formado por excelentes
predadores. Medem entre 2,0 e 30,0 cm. Suas brânquias
estão localizadas nas pernas abdominais.
a) Tamburutaca
FONTE: http://www.crustacea.net
FONTE: http://animaldiversity.ummz.umich.edu
Subclasse Eumallacostraca
b) Ordem Euphasiacea
Não apresentam maxilípedes, possuem brânquias torácicas
e pereópodes birremes, com exopoditos e cerdas alimentares.
Semelhantes ao camarão, porém menores, medindo de 3,0 a
6,0 cm. São conhecidos como Krill. São bioluminescentes.
São os verdadeiros Mallacostraca que são compostos
pelas espécies conhecidas da população como, por
exemplo, camarão, caranguejo, siri, lagosta etc.
a) Ordem Stomatopoda
São as conhecidas tamburutacas que possuem três
pares de pernas torácicas (pereópodes), cinco pares de
maxilípedes (apêndices para manipulação do alimento)
e cinco pares de pernas abdominais (pleópodes). O
segundo par de maxilípede é modificado em uma perna
b) Krill
FONTE: http://www-atdp.berkeley.edu
c) Ordem Decapoda
São os mais populares. Apresentam três pares de
maxilípedes, cinco pares de pereópodes (o primeiro e
o segundo podem ser quelados) e cinco pares de
pleópodes. O nome da ordem deriva da quantidade de
pernas (10 pernas). Há alguns grupos que possuem o
abdome reduzido e dobrado sob o cefalotórax como
caranguejo, siri e Tatuí.
a 500,0 mm. Há grupos parasitas. Não possuem
carapaça e são achatados dorsoventralmente. Tem
um par de maxílipede (primeiro apêndice torácico)
e sete pares de pernas (pereópodes). Os pleópodes
(pernas abdominais) são transformados em
brânquias ou pseudotraquéias.
FONTE: http://www.atlantecologia.unito.it
e) Amphipoda
Não possuem carapaça, apresentam um par de
maxilípedes, mas são achatados lateralmente e
possuem brânquias no tórax. Seus dois primeiros
pares de pereópodes são queladas. Variam de 1,0 mm
a 25,0 cm.
FONTE: http://a-bangladesh.com
d) Ordem Isopoda
Estão presentes em quase todos os ambientes e
são os únicos crustáceos terrestres. Medem de 0,5
FONTE: http://www.aunj.org
4.6 - Classe Maxillopoda
Possuem cinco segmentos cefálicos, seis torácicos e
quatro abdominais. Apresentam olhos maxiopodianos.
Devido a essas características, esse grupo é considerado
neotênico, ou seja, pós-larvas que atingiram a maturidade
sexual antes de adquirir características de adulto.
1) Subclasse Thecostraca (cracas) - contém cirros;
2) Subclasse Copepoda - muitos são parasitas;
3) Subclasse Ostracoda - contém concha com duas
valvas, porém não apresentam linhas de crescimento.
2) Copepoda
1) Craca
33
34
3) Ostracoda
FONTE 1 - http://animaldiversity.ummz.umich.edu
FONTE 2 - http://www.fauna.is
FONTE 3 - http://www.wigry.win.p
Exercícios de Auto-Avaliação
1) Quais as características diagnósticas de Crustacea?
2) Quais as características diagnósticas de Remipedia?
3) Quais as características diagnósticas de Cephalocarida?
4) Quais as características diagnósticas de Branchiopoda?
5) Quais as características diagnósticas de Mallacostraca?
6) Quais as características diagnósticas de Maxillopoda?
Atividades Complementares
Etiquete os insetos coletados e organize-os em uma caixa entomológica.
UNIDADE V
35
FILO MOLLUSCA
5.1 - Características Gerais
Esses organismos representam um dos maiores e
mais diversos filos de todo o reino animal. Junto aos
artrópodes, estes possuem o maior número de animais
descritos de todo o reino animal.
O nome Mollusca é derivado da palavra em latim
Molluscus, que significa mole. Uma das características
mais distintas é um corpo interno mole que contrasta
com uma concha exterior dura. São protostomados,
de simetria bilateral e celomados (com celoma
reduzido).
A morfologia do ancestral era composta por uma
concha, com apenas uma valva, um pé macio por onde
se arrastava, uma parte visceral e um manto. O manto
é a parte do organismo responsável por secretar a
concha. Entre o manto e a massa visceral há uma
cavidade chamada cavidade palial responsável pela
respiração. Além de possuir um epitélio sensorial
olfativo (o osfrádio), têm a abertura do intestino,
sistema reprodutor e excretor. A estrutura do corpo
desse filo é similar, todos os organismos possuem
corpo não segmentado, composto por uma cabeça,
um pé e uma massa visceral. A cabeça contém os
órgãos do sistema sensorial, como olhos, estatocistos
e tentáculos. Estatocistos são órgãos sensoriais de
equilíbrio. O pé funciona na movimentação do
organismo e a massa visceral contém os órgãos
internos. Possuem cutícula ciliada e a epiderme contém
glândulas produtoras de muco. São divididos em 8
(oito) classes, das quais três são os mais populares:
os bivalves, os cefalópodes e os gastrópodes.
As brânquias são denominadas ctenídeos e estão
localizadas na cavidade palial, por onde a água passa,
trazendo oxigênio, captado por seus filamentos, e sai
carregando o gás carbônico, além dos dejetos, visto
que o ânus também está localizado nessa região. Há
um fluxo inalante (entrada de água) e um fluxo exalante
(saída de água) dorsal às brânquias visando evitar
poluí-las com os dejetos liberados. Nas lulas e polvos,
a água é impulsionada por contrações musculares,
permitindo o deslocamento por propulsão a jato. Nos
organismos terrestres, cavidade do manto é
vascularizada formando uma câmara como um falso
pulmão. O sistema circulatório é aberto, exceto nos
cefalópodes. O sistema nervoso é ganglionar.
O sistema digestivo é completo, de boca a ânus. Na
grande maioria dos grupos, há uma espécie de língua
raladora denominada rádula. Outra estrutura comum é
o estilete cristalino, que é um órgão afilado que auxilia
na trituração do alimento. O sistema excretor é formado
por um ou mais pares de metanefrídeos. Algumas
espécies são filtradoras, ou seja, se alimentam de
partículas dispersas na água.
A concha é composta por três camadas: o periostraco,
mais externo, a prismática (intermediária) e a nacarada,
mais interna. O periostraco é a porção orgânica da
concha, enquanto as outras duas camadas são
formadas por carbonato de cálcio. A pérola é formada
quando um corpo estranho penetra na cavidade do
manto. O organismo, em uma reação de defesa, começa
a secretar nácar sobre o invasor a fim de isolá-lo e,
então, a pérola é formada.
Os moluscos são encontrados em todos os
ambientes. Existem moluscos vivendo em rios, lagos,
mar e terra. Podem ser fixos, presos a algum substrato,
caminhar ou nadar livremente. Podem ser carnívoros,
parasitas, herbívoros ou necrófagos.
5.2 - Classe Aplacophora
Essa classe é caracterizada por não ter concha. São
moluscos marinhos de corpo alongado e cilíndrico.
Possuem escamas ou espículas calcárias. Não
possuem olhos, estatocistos, tentáculos ou nefrídeos.
Possuem cabeça reduzida, rádula e brânquias.
FONTE: http://www.manandmollusc.net
36
5.3 - Classe Monoplacophora
São moluscos providos de concha única, marinhos e
que vivem em grandes profundidades. Possuem
órgãos repetidos em série. Sua cavidade palial se situa
em torno do pé, formando um sulco lateral onde estão
os ctenídeos. A cabeça é reduzida e sem olhos, há
tentáculos em torno da boca que é provida de rádula.
FONTE: http://cas.bellarmine.edu
5.4 - Classe Polyplacophora
São organismos que apresentam o corpo achatado
dorsoventralmente, coberto por sete a oito placas
calcárias sobrepostas. O manto rodeia todo o corpo,
formando um sulco ao redor do pé. As brânquias estão
localizadas nessa região e cílios promovem a corrente
de água, promovendo as trocas gasosas e a liberação
de dejetos. A boca possui rádula. Não possuem estilete
cristalino, porém apresentam as glândulas de açúcar
responsáveis pela digestão da celulose.
FONTE: http://animaldiversity.ummz.umich.edu
5.5 - Classe Gastropoda
São moluscos com o corpo assimétrico formado por
cabeça, massa visceral e pé. O pé está localizado na
massa visceral originando o nome do grupo (pé no
estômago). Podem ser marinhos, de água doce ou
terrestres. A cabeça possui estatocistos, um ou dois
tentáculos e um par de olhos. A maioria apresenta
rádula e estilete cristalino. Sofrem uma torção de 90º
ou 180º em razão da concha espiralada. Portanto, a
cavidade palial se abre antes da cabeça.
Possuem uma concha única e espiralada. A concha
possui um eixo central denominado columela, em torno
da qual se encontram as espiras e a abertura da concha,
por onde saem o pé e a cabeça. Há um alongamento na
espira maior formando uma cavidade sifonal para
possibilitar a entrada e saída de água. No pé há um
disco córneo que serve para fechar a concha quando
o animal se retrai em defesa.
Partes da concha
FONTE: http://www.eumed.net
1) Subclasse Prosobranchia
37
Esses organismos apresentam concha espiralada
e cavidade palial anterior à cabeça, olhos na base
dos tentáculos, com a rádula podendo ou não estar
presente.
1) Prosobranchia
2) Ophistobranchia
2) Subclasse Opisthobranchia
Esses organismos apresentam cocha reduzida,
interna ou ausente. Distorção dos órgão e cavidade
palial do lado direito ou posterior à cabeça.
3) Subclasse Pulmonata
3) Pulmonata
Esses organismos apresentam concha em espiral ou
ausente. A cavidade palial é fechada e vascularizada
formando um falso pulmão. Não há ctenídeos.
FONTE 1: http://www.manandmollusc.net
FONTE 2: http://www.biol.sc.edu
FONTE 3: http://www.enchantedlearning.com
5.6 - Classe Bivalvia
São organismos que apresentam concha por duas
valvas que envolvem a massa visceral. As valvas
são unidas por ligamentos na região dorsal e há
músculos para sua abertura. O pé se projeta para
fora da concha. Marinhos, fixos em substratos ou
enterrados no fundo. Não possuem cabeça, rádula
ou olhos. Os órgãos sensoriais estão espalhados
pela massa visceral.
As trocas gasosas são feitas no manto e nos
ctenídeos. A água é impulsionada para dentro do
sifão inalante pelos cílios e, após as trocas gasosas
nas brânquias, sai pelo sifão exalante. Pode haver
retenção de partículas alimentares nas brânquias,
pois são animais filtradores, produzindo um muco
que retém as partículas, conduzindo-as à boca. Há
um estilete cristalino que gira, enrolando as
partículas alimentares no muco para que sejam
digeridas.
A protuberância da concha é chamada umbo e as
linhas concêntricas na superfície são as linhas de
crescimento. Na parte interna da concha, há marcas
das cicatrizes musculares e a linha palial que é a cicatriz
formada pela massa visceral. Entre as valvas há dentes
que evitam o deslizamento e abertura da concha.
Partes da concha
FONTE: http://www.phoenix.org.br
5.7 - Classe Scaphopoda
Esses organismos apresentam uma única concha
cônica, com duas aberturas, semelhante a um dente.
Possuem uma estrutura semelhante a uma quilha
próxima ao pé. Seu manto é dobrado e a massa visceral
fundida. Suas trocas gasosas ocorrem através do
manto, sem a presença de ctenídeos. Há tentáculos
em torno do pé que servem para a captura de alimento
(captáculos) que também têm função sensorial.
Possuem rádula.
FONTE: http://www.meer.org
38
5.8 - Classe Cephalopoda
São organismos com o corpo constituído de
cabeça fusionada à massa visceral, com pé
transformado em braços e tentáculos. Podem atingir
grande tamanho.
A concha pode estar presente, interna ou
externamente, ou ausente. A concha externa é
constituída por câmaras cheias de gás que
aumentam a capacidade de sustentação na água.
Possuem sifão que expulsa a água da cavidade do
manto possibilitando locomoção rápida por
“propulsão a jato”. Essa circulação de água também
possibilita as trocas gasosas, levando oxigênio às
brânquias. Em alguns organismos, as brânquias
podem ser vestigiais e as trocas gasosas serem
feitas pela superfície corporal.
1) Coleoidea (Lula)
FONTE: http://userwww.sfsu.edu
São carnívoros predadores providos de bico
córneo para dilacerar as presas. Os tentáculos e
braços servem para a captura de alimento. Há
rádula. Ao contrário dos outros moluscos, seu
sistema circulatório é fechado, possibilitando
oxigenação perfeita dos tecidos, visto que são
ágeis e hábeis caçadores. Seu sistema nervoso é
altamente desenvolvido e eles apresentam
capacidade de aprendizado. Seus olhos são bem
desenvolvidos e similares aos olhos dos peixes,
formando imagens.
Para a defesa, possuem cromatóforos que
possibilitam troca de coloração fazendo com que o
animal se confunda com o ambiente (camuflagem).
Através da glândula de tinta, quando perturbado,
o animal turva a água, possibilitando sua fuga do
predador.
1) Coleoidea - Polvo
FONTE: http://www.dnr.sc.gov
1) Subclasse Coleoidea
Com concha reduzida e interna ou ausente.
Ex: lulas e polvos;
2) Subclasse Nautiloidea
Com concha externa e desenvolvida.
Ex: nautilo;
2) Nautiloidea
FONTE: http://www.earth.rochester.edu
Exercícios de Auto-Avaliação
1) Quais as características diagnósticas de Molusca?
2) Quais as classes de Mollusca?
3) Quais as características diagnósticas de Aplacophora?
4) Quais as características diagnósticas de Monoplacophora?
5) Quais as características diagnósticas de Polyplacophora?
6) Quais as características diagnósticas de Gastropoda?
7) Quais as características diagnósticas de Bivalvia?
8) Quais as características diagnósticas de Scaphopoda?
9) Quais as características diagnósticas de Cephalopoda?
Atividades Complementares
Observe e compare um exemplar de polvo e de lula.
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Se você:
1)
2)
3)
4)
concluiu o estudo deste guia;
participou dos encontros;
fez contato com seu tutor;
realizou as atividades previstas;
Então, você está preparado para as
avaliações.
Parabéns!
Glossário
Abdome (Abdomen - Ing, Esp, Lat, Fra, Unterleib - Ale) - a última das três divisões principais do corpo dos
insetos, vindo logo atrás do tórax, e onde se situa o ânus e o aparelho reprodutor. Quanto aos tipos podem ser
séssil (aderente), livre e pedunculado.
Abdome pedunculado - é quando a união entre o abdome e o tórax se faz por uma constrição pronunciada,
formando um pedúnculo ou pecíolo. É característico em alguns Hymenoptera.
Abdômen - ver abdome.
Ácron - é a parte anterior não segmentada do corpo de um animal metamérico.
Aguilão - ver ferrão.
Alado (Alate – Ing; Ailé - Fra; geflügelt - Ale) - que possui asas.
Ambulatória - ver pernas ambulatórias.
Ametábolo - ver apterygota.
Antena (Antenne - Ale; Antenna - Ing; Antenne - Fra; Antena - Esp; Antenne - Ita) - são apêndices formados
por três partes distintas: escapo, pedicelo e flagelo, este último formado por uma série de artículos. As antenas
são presentes sempre em par, em todos os insetos, por isto são denominados de díceros e, segundo o aspecto
dos artículos (antenômeros), elas podem ser classificadas em: filiforme, moliniforme, clavada, capitada, imbricada,
fusiforme, serreada, denteada, estiliforme, plumosa, flabelada, setácea, furcada, pectinada, lamelada, geniculada,
aristada e composta. Sua função principal é sensorial, como: tato, olfato e audição.
Anterolateral - Situado lateralmente e para frente.
Áptero (Attero - Ita, Aptero – Esp, Flügellos - Ale Apterous - Ing, Aptère - Fra). (Do grego an, sem; pteron, asa) - que
não possui asas.
Apterygota - palavra latina, ver apterigoto.
Asa (Aile - Fra; Wing - Ing; Flügel -Ale) - são apêndices torácicos laminados, membranosos, reforçados com veias
e são articulados ao tórax, para locomoção aérea dos insetos. O par anterior chama-se mesotorácico ou asas I, e o
posterior metatorácico ou asas II. Os insetos com apenas um par de asas funcionais são chamados de dípteros, os
desprovidos de asas são ápteros e os que, apesar de as possuírem não as usam, são os aptésicos. Quanto aos
tipos de asas temos: membranosas, tégminas, hemiélitros, élitros, balancins, pseudo-halteres, franjadas e lobadas.
Balancins (Balanciers - Fra; Balancers - Ing; Schwingkölbchens - Ale) - é o primeiro par de asas atrofiadas com
função de equilíbrio no vôo. São encontradas em Diptera.
Braquíptero - que tem asas curtas que não cobrem o abdome.
Cabeça (Cabeza - Esp; Head - Ing; Kopf – Ale) - é a porção anterior das três divisões principais do corpo dos
insetos, que apresenta os olhos, as antenas e as peças bucais.
Camuflagem - é um procedimento de dissimulação e ocorre quando um inseto possui a mesma cor (homocromia)
e, ou a mesma forma (homotipia) das coisas do meio em que vive, podendo ser obtido pelo comportamento
(como no caso do bicho-pau, que ao sopro do vento imita os movimentos de um galho real). Sin: mimecrismo.
Casulo - é um envoltório tecido em seda, no interior do qual o inseto se empupa. Em sericultura, os casulos são
classificados em: casulos de primeira qualidade, casulos de segunda qualidade e casulos duplos.
Cerco - apêndice unitário ou em par, localizado no final do abdome, normalmente com função sensorial.
Coprófago - é o inseto que consome alimentos de origem animal (zoófago), neste caso, excrementos (ver
também alimentação). Sin: ontófago.
Corbícula - é uma área lisa, na superfície externa da tíbia, do último par de pernas (pernas coletoras), marginada
em cada lado por longos pêlos curvos, que servem como um cesto de pólen. Sin: cesto, corbelha.
Coxa - é o primeiro segmento da perna, e se localiza basalmente às porções do tórax.
Crisálida (Chrysalide - Fra, Crisalide - Ita) - a pupa de um borboleta.
Cromatóforo - é a célula responsável pela mudança da cor, pela expansão ou aglutinação de pigmentos.
Cutícula (Cuticule - Fra; Cuticle - Ing; Cuticula - Ale) - é a camada protetora externa da parede do corpo dos
insetos e é formada basicamente de Quitina.
Diapausa (Diapause - Ing, Fra, Ale) - período de parada do desenvolvimento, igual a atividade vital suspensa.
Dimorfismo - quando ocorrem formas morfológicas diferentes numa mesma espécie. Sin: dimormia.
Dimorfismo sexual - conjunto de diferenças entre macho e fêmea de uma mesma espécie gonocórica.
Dióico - espécie diferenciada em macho e fêmea.
Dorsal - relativo ao dorso.
Dorso (Dorsum - Ing). (Do latim dorsum, atrás) - é a superfície superior, lado oposto ao ventre.
Ecdise (Ecdysis - Ing) - é a porção do exoesqueleto despojada na muda. Ver muda.
Eclosão (Eclosion - Ing) - é o aparecimento do adulto (imago) da pupa ou da última pele de ninfa. Sin: emergência.
Élitro (Élytre - Fra; Elitre - Ita; Elytron - Ing; Deckflügel, Elytron - Ale) - primeiro par de asas endurecida e
engrossada, coriácea ou córnea, encontrado em Coleópteros, Dermápteros e em alguns Hemípteros. Quando
não recobrem totalmente o abdome, é chamado de braquiélitros.
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Emergência - ver eclosão.
Empupar - é a transformação em pupa.
Encasulamento - é a confecção do casulo.
Endocutícula - é a camada interna da cutícula.
Endoparasita (Endoparasite – Ing) - um parasita que vive dentro do corpo do seu hospedeiro.
Entomologia (Insektenkunde, Entomologie – Ale, Entomomlogy, Bugology - Ing) - é a parte da zoologia que
estuda os insetos. Sin: insetologia
Entomologista - ver entomólogo.
Entomólogo - é o zoólogo que faz o estudo científico dos insetos. Sin: entomologista.
Epicutícula - é a camada externa da cutícula.
Epiderme - é a camada celular da parede do corpo, responsável pela secreção da cutícula.
Escapo (Scape - Ing) - é o seguimento de base da antena. Está unido à cabeça na inserção antenal pelo bulbo
condilar.
Espiráculo (Spiracle - Ing) - são poros de respiração, aberturas do sistema traqueano, através dos quais ocorre
a difusão de gases . Eles normalmente ocorrem no terceiro segmento torácico e em todo o abdome.
Estádio - ver estágio.
Estágio (Instar - Ing, Estadío, Estado - Esp) - no inseto imaturo, o primeiro estágio é a fase depois da eclosão,
mas antes de sua primeira muda; O segundo estágio é depois da primeira, mas antes da segunda muda, etc. Sin:
instar e estádio.
Esternito (Sternite - Ing) - um esclerito na face ventral do segmento abdominal do corpo. Ou seja é a(metade
inferior de cada um dos segmentos do abdominais.
Estilete - estrutura semelhante a agulha, presente em peças bucais sugadoras.
Estridular - produzir som, pelo atrito de duas estruturas ou superfícies. Sin: cricrilar. Som: cricrido, cricri.
Exoesqueleto (Exoskeleton – Ing, Esoscheletro - Ita) - estrutura de sustentação externa, formada por peças de
cutícula, presente em todos os artrópodes.
Exúvia (Exuvie - Fra; Exuvia - Ing; Exuvie - Ale) - a pele abandonada de um inseto ou outro artrópode.
Fêmur (Fémur - Esp, Femur - Ing) - é o terceiro segmento da perna, e se localiza entre o trocânter e a tíbia.
Feromônio (Pheromone - Ing). (grego phereum, levar para; horman, excitar, estimular) - é um infoquímico mediador
de uma interação entre organismos da mesma espécie (ação intraespecífica), produzindo uma resposta
comportamental ou fisiológica adaptativamente favorável ao receptor, ao emissor ou a ambos os organismos da
interação. Os principais feromônios são: feromônio de agregação, feromônio de alarme, feromônio marcador de
trilha e feromônio sexual.
Ferrão (Sting – ing, Aguijón – Esp, Aiguillon ou Dard - Fra, Werkzeug - Ale) - é o dardo dos insetos, uma
estrutura normalmente oca, fina e dura, normalmente associada a uma glândula produtora de veneno, o que
torna os insetos, assim equipados, peçonhentos, por poderem inocular seu veneno. É encontrado em
Hymenoptera Aculeata, e é formado pela modificação do ovopositor, servindo para defesa ou agressão. Sin:
aguilhão, dardo.
Filófago - diz-se dos insetos que consomem alimento de origem vegetal, neste caso, folhas (ver também
alimentação).
Fossorial - são animais adaptados para escavar o solo, normalmente possuindo pernas fossoriais.
Franjada - são as asas que possuem muitos e longos pelos em sua extensão, e são alongadas com poucas
nervuras.
Fúrcula - aparelho saltador bifurcado, presente no abdome dos Collembola.
Gânglio - uma massa de corpos celulares de neurônios que serve como um centro de influência nervosa.
Genitália - é o órgão copulador de alguns animais. Em insetos, a forma da genitália é freqüentemente usada para
distinguir espécies próximas ou relacionadas.
Habitat - significa o lugar ou tipo de local onde um organismo ou população ocorre naturalmente.(Convenção
de Diversidade Biológica).
Hematófago (Hématophage - Fra; Haematophagous - Ing; Hämatophag - Ale) - diz-se dos insetos que consomem
alimentos de origem animal (zoófago), neste caso, o sangue (ver também alimentação).
Hemiélitro (Hémiélytre - Fra; Hemelytron - Ing; Halbdecke, Hemielytron - Ale). (do latim Hemi-elytron ‘meio
élitro’, plural hemi-elytra) - são asas anteriores que apresentam a parte basal coriácea chamada de cório e a parte
apical membranosa chamada de membrana. É encontrada em percevejos.
Hemimetabolia (Do grego hemi, meio; metabole, mudança) - são insetos com metamorfose simples, sem estágio
de pupa. Os indivíduos se desenvolvem com mudanças graduais no tamanho e forma, do primeiro estágio de
ninfa até a fase adulta. Sin: batmetabolia, hemimetábolo, hemimetamorfose.
Hemimetabólico - inseto que apresenta hemimetabolia.
Hemimetábolo (Hemimetabolous - Ing) - ver hemimetabolia.
Hemimetamorfose - ver hemimetábolo.
Hipermetabolia - é o tipo de metamorfose completa (holometabolia) que se caracteriza por dois ou mais tipos
diferentes de larvas. Sin: hipermetabolia e hipermetamorfose. Ex: cantárida.
Holometabolia (Do grego holos, inteiro; metabole, mudança) - insetos com metamorfose completa, com estágios
de ovo, larva, pupa e adulto bem distintos.
Holometábolo (Holométabole - Fra; Holometabolous - Ing; Holometabol - Ale) - ver holometabolia.
Hospedeiro - organismo no qual vive(m) outro(s).
Imago - inseto adulto, ou seja, pronto para a reprodução. Obs: ver pedogênese.
Imaturo - inseto não completamente desenvolvido; uma larva ou ninfa.
Inseto (Insekt – Ale, Insect – Ing, Insecto – Pot, Insetto – Ita, Insectu - Lat) - animais que pertencem à classe
insecta. Coletivo: miríade, nuvem, praga, correição. Som: estridular, tritar, garritar, chiar, chirriar, sibilar, silvar,
azoinar, zinir, zoar, zumbir, zunir, zunitar.
Instar - ver Estágio.
Lagarta (Caterpillar - Ing; Oruga - Esp; Raupe - Ale) - é a larva dos Lepidópteros.
Larva (Do latim larva, fantasma. Plural, larvae) - inseto imaturo, entre a fase de ovo e a fase pupal, em insetos de
desenvolvimento holometabólico. Às vezes usado para insetos com desenvolvimento hemimetabólico (por
exemplo, usados para o primeiro estágio de térmitas).
Mamangaba (Bourdon - Fra, Bumble bee - Ing, Hummel - Ale). (Ordem Hymenoptera, famílias Apidae,
Anthophoridae e outras) - são as grandes abelhas solitárias ou sociais. Nidificam no solo ou em madeira seca.
Algumas espécies são essenciais para a polinização de plantas, como os maracujás. Sin: abelhão bomboloni,
mamangava, mangava, mangaba, mangagá, mangangá, mangangaba, vespa-de-rodeio, vespão. Decolagem de
ninho cavado em árvore morta
Metamorfose (Metamorfosi - Ita). (Do grego meta, mudança de; morphe, forma) - a transformação em forma ou
substância durante as fases sucessivas do desenvolvimento. Alguns tipos de metamorfose são: ametabolia,
paurometabolia, hemimetabolia, hipometabolia, holometabolia e hipermetabolia.
Metamorfose direta - ver paurometabolia.
Metamorfose gradual - ver paurometabolia.
Míiase (Myiasis - Ing). (grego myia, mosca) - condição mórbida causada pela infestação, no corpo do hospedeiro,
por larvas de dípteros (ver berne).
Mimetismo - é a semelhança que assume ou possui certo organismo (mímico) a uma parte ou um todo de outro
animal (modelo), para confundir seus predadores ou para predar, parasitar ou obter vantagem de outra espécie,
podendo ser do tipo batesiano, mertesiano, muleriano ou wasmanniano.
Mirmecologia - é o ramo da entomologia, que estuda as formigas.
Mirmecólogo - é o entomólogo que faz o estudo científico das formigas.
Muda (Écdisis ou Exuviosis - Esp; Ecdysis - Ing, Mue - Fra) - é a troca do exoesqueleto dos insetos (a porção
despojada é chamada de ecdise) para que possam crescer e passar para novo estágio. Sin: ecdise.
Náiade (Naiad - Ing). (Ordens Ephemerida, Plecoptera e Odonata) - por este nome são conhecidas as ninfas
aquáticas dos insetos das ordens dos Efemerópteros e Plecópteros, que têm respiração por tráqueo-brânqueas,
e também as larvas de Odonatos, que também são conhecidas por odonáiades.
Natatória - é a perna que apresenta o fêmur, a tíbia e o tarso achatados e, geralmente, com as margens providas
de pêlos e esporões. Exemplos: baratas d’água e besouros aquáticos.
Navegação verdadeira (True navigation - Ing) - é a habilidade de um Necrófago. (Necrophagous - Ing). (Do
grego nekros, mortos; phagein, come). Diz-se dos insetos que se alimentam de animal ou vegetal morto (ver
também alimentação).
Ninfa (Nymph - ing, Nymphe - Fra) - a fase imatura de um inseto hemimetabólico; normalmente se assemelha a
uma versão em miniatura do adulto.
Ocelado - que tem ocelos ou manchas ocelares.
Ocelar - pertinente ao olho ou se parece com um olho.
Ocellus - ver ocelo.
Ocelo (Ocellus - Ing, Ocello - Ita). (Latim ocellus, olho pequeno. Plural, ocelli) - é um olho simples, ocorrendo
normalmente em grupo de três, no topo da cabeça dos insetos.
Olho simples - ver ocelo.
Omatídeo - é a unidade fisiológica da visão, nos olhos compostos, e é constituído por córnea, cone cristalino,
célula matiz da córnea, íris, retínula, rabdoma e membrana basal fenestrada. Externamente, é visto como uma
faceta, que pode variar do circular ao hexagonal.
Ovíparo - é o organismo que põe ovos. Sin: Oótoco.
Ovipor - é o ato de por ovos. Sin: Ovipositar.
Ovipositar - ver ovipor.
Parasito (Parasite - Fra) - diz-se dos insetos que consomem alimentos de origem animal (zoófago). Neste caso,
alimenta-se durante qualquer fase de sua vida, do hospedeiro, podendo ou não causar-lhe a morte. São divididos
em endoparasito e ectoparasito (ver também alimentação).
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Parasitóide (Parasitoïde - Fra) - é o inseto parasito cujos ovos são colocados em um hospedeiro vivo, no qual
a larva se desenvolve, consumindo-o e eventualmente matando-o.
Paurometabolia (Paurometabola - Ing). (Do grego pauros, pequenas; metabole, mudança) - é uma divisão da
heterometabolia, onde o inseto recém eclodido se assemelha ao adulto, com a diferença da falta de asas e com
órgãos sexuais imaturos. Sin: metamorfose gradual ou metamorfose direta. Ex: Isoptera e Hemiptera.
Paurometabólico - inseto que se desenvolve por paurometabolia.
Paurometábolo - ver paurometabólico.
Pernas - são os apêndices torácicos responsáveis pela locomoção terrestre e/ou aquática nos insetos. Tipicamente,
as pernas são compostas por coxa, trocânter, fêmur, tíbia, tarso e pós-tarso. Sin: patas.
Pernas ambulatórias - são pernas que servem para correr ou andar, não possuindo qualquer modificação especial. São
encontradas em baratas, moscas, formigas e vespas. Sin: pernas corredoras, pernas marchadeiras e pernas gressoras.
Pernas coletoras - são pernas adaptadas para recolher e transportar grãos de pólen, possuindo uma estrutura
denominada corbícula. Estão presentes em alguns himenópteros.
Pernas corredoras - ver pernas ambulatórias.
Pernas escansoriais - são pernas adaptadas para agarrar nos pêlos de hospedeiros de alguns insetos. Os
piolhos são exemplos típicos.
Pernas escavadoras - ver pernas fossoriais.
Pernas fossoriais - são pernas que servem para escavar o solo. Sin: pernas escavadoras.
Pernas nadadoras - ver pernas natatórias.
Pernas natatórias - são pernas que servem para nadar. Possuem fêmur, tíbia e tarso achatados e, geralmente,
com as margens providas de pelos e esporões. Sin: pernas nadadoras.
Pernas preensoras - são pernas adaptadas para a captura de outros animais e insetos. Possuem o fêmur
desenvolvido, provido de sulco no qual se aloja a tíbia que é recurvada.
Pernas raptadoras - ver pernas raptatórias.
Pernas raptatórias - são pernas adaptadas para a captura de outros insetos. Possuem o fêmur e a tíbia providos
de espinhos e dentes que se encaixam perfeitamente. Sin: pernas raptadoras.
Pernas saltadoras - ver pernas saltatórias.
Pernas saltatórias - são pernas adaptadas para saltar. Possuem o fêmur e a tíbia intumescido devido à forte
musculatura propulsora. Sin: pernas saltadoras.
Praga - nome pelo qual é conhecido o inseto que compete com o homem por recursos naturais, consome suas
lavouras, destrói suas propriedades ou ataca suas criações. Deve se ter em mente que os insetos praga têm
atuação quanto maior e mais alterado for o ecossistema (por exemplo, na floresta tropical primária em que moro,
a tão temida praga da formiga quenquém apenas presta um serviço natural, reciclando os nutrientes das folhas
caídas com o auxilio de suas culturas de fungos, arejando as densas copas das árvores para aumentar a
insolação nos estratos arbóreos inferiores. Pude observar uma aparente predileção pela planta parasita erva-depassarinho, família das lorantáceas, e suas sementes, o que é uma explicação para seu controle numérico e de
tamanho. Por sua vez, a quenquém é controlada por seus inimigos naturais, tatus, moscas parasitóides etc).
Predador (Prédateur - Fra) - diz-se dos insetos que consomem alimentos de origem animal (zoófago), neste
caso, presas vivas. Pode ser um predador verdadeiro, parasitóide, parasita ou herbívoro que consome partes de
plantas (ver também alimentação).
Predatismo - é a interação desarmônica, na qual um indivíduo (predador) ataca, e devora outro (presa) de
espécie diferente.
Presa - organismo que é consumido e eventualmente morto por um predador.
Pronoto - é a placa endurecida da parte dorsal do protórax.
Protórax - o primeiro dos três seguimentos torácicos.
Pseudo-halteres - são as asas anteriores atrofiadas dos machos de Strepsiptera.
Pupa (Pupe - Fra) (Do latim pupa, menina. Plural pupae) é o estágio intermediário nos insetos holometabólicos,
onde ocorre a metamorfose. Os tipos de pupa são: pupa livre ou exarada, pupa obtecta, que por sua vez se
divide em obtecta nua e obtecta fixa-nua e, finalmente, pupa croactada.
Puparium - palavra latina. Plural puparia. Ver pupário.
Quelado - estrutura semelhante a pinça, com duas garras oponíveis.
Quimioreceptor (Chemoreceptor - Ing). (Do grego chemeia, transmutação; latim recipere, para receber) - é um
órgão sensitivo, adaptado para perceber sinais químicos.
Raptatória (Raptatorial - ing) - primeiro par de pernas do louva-a-deus. O fêmur e a tíbia possuem perfeita
adaptação, além de numerosos espinhos que auxiliam na apreensão do alimento.
Rostro (Rostrum - Ing). (Do latim rostrum. Bico) - 1) Bico ou probóscide de inseto sugador; 2) Bico ou tromba
do gorgulho (Ordem Coleoptera, Família Curculionidae).
Saltatória - são as pernas posteriores dos gafanhotos, grilos, esperanças e pulgas. Possuem o fêmur e a tíbia
bastante desenvolvidos e alongados.
Saprófago (Saprophage - Fra) - diz-se dos insetos que se alimentam de materiais em decomposição, de origem
vegetal ou animal (ver também alimentação).
Subordem - a maior subdivisão de uma ordem, contendo um grupo de famílias aparentadas.
Subclasse (Subclass - Ing) - a maior subdivisão de uma classe, contendo um grupo de ordens aparentadas.
Subfamília (Subfamily - Ing) - a maior subdivisão de uma família, contendo um grupo de tribos ou gêneros
aparentados. Os nomes das subfamílias são seguidos do sufixo -nae.
Subfilo - a maior subdivisão de um filo, contendo um grupo de classes aparentadas.
Subespécie - subdivisão de uma espécie, usualmente uma raça geográfica. As diversas subespécies de uma
espécie não são muito diferentes umas das outras, apresentam formas intermediárias e são capazes de se
reproduzir entre si.
Superparasitóide (Superparasitoid - Ing) - 1) É um parasitóide que produz vários descendentes por hospedeiro
individual; 2) É a oviposição em um hospedeiro previamente parasitado, por um parasitóide de mesma espécie;
3) É o parasitismo em um hospedeiro por mais larvas do que as que podem chegar até a maturidade.
Tarso - é a porção da perna, logo após a tíbia. E possui mais de um segmento, em insetos.
Tégmina - é a asa anterior espessada e coriácea. É encontrada nas ordens Blattodea, Mantodea, Orthoptera e
Phasmida.
Tergo - a superfície dorsal de qualquer segmento do corpo.
Tíbia - é o quarto segmento da perna e se localiza entre o fêmur e o tarso.
Torácico - 1) Pertencente ou relativo ao tórax. 2) Pertencente ou relativo aos torácicos.
Torácicos - animais pertencentes aos artrópodes (arthropoda), crustáceos (crustacea) e cirrípedes (cirripedia),
da ordem thoracica, que se caracteriza por ter o corpo revestido por um manto, com seis pares de apêndices no
tronco. Ex: cracas.
Tórax (Thorax - Ing) - uma das três divisões principais do corpo dos insetos. Fica situada entre a cabeça e o
abdome; onde ficam as pernas e asas.
Traquéia (Trachea - Ing). (Do latim trachia, traquéia. Plural, tracheae) - um dos tubos que penetram o corpo dos
insetos e levam gases para os vários órgãos. São elásticos e espiralares. Eles são abertos ao ar pelos espiráculos.
Trocânter - é o segundo segmento da perna e se localiza entre a coxa e o fêmur.
Umeral - porção do corpo localizada anterior e basilar à asa.
Úmero - o ângulo lateral do pronoto em hemiptera.
Ventre (Venter - Ing). (Do latim, venter, barriga) - 1) O abdome. 2) A superfície ventral do abdome, ou seja, oposta
ao dorso.
Vísceras (Vicera - Ing). (Do latim vicera, intestinos) - são os órgãos internos do corpo.
Vivíparo (Viviparous - Ing). (Do latim vivus, vivendo; parere, para procriar) - dá origem a formas jovens vivas,
sem pôr ovos.
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Gabarito
ATENÇÃO: SÓ OLHE AS RESPOSTAS APÓS TER RESPONDIDO
Unidade I
1) Pernas articuladas, tagmatização e exoesqueleto de quitina.
2) Protege contra choques mecânicos e desidratação, porém dificulta o crescimento fazendo com que o artrópode
tenha que sofrer o processo de muda.
3) Através do sistema traqueal, as traquéias levam o oxigênio diretamente aos tecidos sem depender do sangue.
4) Trilobita – carapaça dorsal dividida em três lobos;
Chelicerata – quatro pares de pernas, corpo dividido em cefalotórax e abdome e sem antenas;
Uniramia – corpo dividido em cabeça, tórax e abdome, com um par de antenas;
Crustacea – apêndices birremes, corpo dividido em cefalotórax e abdome e dois pares de antenas.
5) Myriapoda – corpo dividido em cabeça e tronco, muitas pernas;
Hexapoda – três pares de pernas.
Unidade II
1) Apêndices com ramo único, quatro apêndices cefálicos (um par de antenas, um par de mandíbulas e dois
pares de maxilas), sistema respiratório traqueal, excreção por túbulo de Malpighi e ausência de carapaça.
2) Corpo dividido em cabeça e tronco, um par de pernas por segmento, achatado dorsoventralmente, presença
de forcípula.
3) Corpo dividido em cabeça e tronco; dois pares de pernas por segmento e cilíndrico.
4) São pequenos, medindo de 2,0 mm a 10,0 mm de comprimento, com corpo mole. Não têm olhos, as antenas são
simples, têm órgão de Tömösvary bem desenvolvido.
5) São pequenos, medindo menos de 2,0 mm, com corpo simples e mole. Têm um par de antenas ramificadas.
6) Tem asas, corpo dividido em cabeça, tórax e abdome. Possui um par de antenas.
7) Coleoptera – tem élitros;
Diptera – tem apenas um par de asas;
Hymenoptera – tem contricção entre abdome e tórax;
Hemiptera – tem aparelho bucal picador;
Lepidoptera – tem asas membranosas cobertas por escamas coloridas.
Unidade III
1) Possuem quelícera, tem corpo dividido em cefalotórax e abdome, quatro pares de pernas e não têm antena.
2) São pequenos, com tagmatização diferente: a região anterior possui uma probóscide, a segunda região
contém as pernas e um tubérculo dorsal, provavelmente, representa o opistossoma ou abdôme.
3) Possuem prossoma coberto por carapaça e o opistossoma pode ser dividido ou não em mesossoma e
metassoma. Pedipalpo semelhante a perna locomotora e telso em forma de lança.
4) Possuem prossoma coberto por uma carapaça, ocelos e terrestres.
Unidade IV
1) Possuem carapaça cálcarea, corpo dividido em cefalotórax e abdome, dois pares de antenas.
2) Possuem o corpo dividido em duas partes: cabeça ou cefalon e tronco. O tronco tem 32 segmentos cada um
com um par de apêndices birremes, em forma de remo e lateralmente dispostos. Maxílulas com veneno.
3) Possuem cabeça coberta por escudo cefálico, um tórax e um abdome com um telso. Não possuem maxilípedes
e nem olhos. Têm apêndices torácicos birremes e foliáceos (filópodes).
4) O número de apêndices e segmentos torácicos variado, carapaça ausente em algumas espécies e presente em
outras, assim como as maxilas e maxílulas que são reduzidas ou estão ausentes. Porém, têm apêndices corporais
foliáceos (filópodes), o telso com ramos caudais e ausência de maxilípedes.
5) Características variadas, é constituída dos crustáceos mais populares.
6) Possuem cinco segmentos cefálicos, seis torácicos e quatro abdominais. Apresentam olhos maxiopodianos.
Unidade V
1) Animais de corpo mole, com padrão de corpo dividido em cabeça, massa visceral e pé.
2) Aplacophora, Monoplacophora, Polyplacophora, Gastropoda, Bivalvia, Scaphopoda e Cephalopoda.
3) Moluscos sem concha.
4) Moluscos com uma concha única.
5) Moluscos com uma concha dividida em oito valvas.
6) Moluscos, normalmente, com concha em espiral. Corpo dividido em cabeça, massa visceral e pé.
7) Moluscos com concha dividida em duas valvas.
8) Moluscos com concha cônica.
9) Moluscos com corpo divido em uma fusão de cabeça e massa visceral, com pé transformado em braços e
tentáculos.
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Referências Bibliográficas
BRUSCA, Richard e BRUSCA, Gary. Invertebrados. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
GUIMARÃES, José Henrique; TUCCI, Edna Clara e BARROS-BATTESTI, Darcy Moraes. Ectoparasitos de
Importância Veterinária. São Paulo: Plêiade, 2001.
HENGGE, Ulrich; CURRIE, Bart; JAGGER, Gerold; LUPI, Omar e SCHWARTZ, Robert. Scabies: a ubiquitous
neglected skin disease. Lancet Infect Dis 6:769-79, 2006.
REY, Luis. Parasitologia. 3. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001.
RUPPERT, Edward; FOX, Richard e BARNES, Robert. D. Zoologia dos Invertebrados. 7. ed. São Paulo: Roca, 2005.
http://curlygirl.naturlink.pt/aracnideos.htm#introducao
http://portal.prefeitura.sp.gov.br/secretarias/saude/vigilancia_saude/ccz/0031
http://www.acervosaber.com.br/curiosidades/insetos_aracnideos.htm
http://www.ambientebrasil.com.br/composer.php3?base=./urbano/index.html&conteudo=./urbano/pragas/piolhos.html
http://www.estadao.com.br
http://www.geocities.com/apotecionegro/arac.html
http://www.geocities.com/apotecionegro/insetos.html
http://www.saudeanimal.com.br/curiosidades_animais.htm
http://www.ufrgs.br/para-site/Imagensatlas/Athropoda/Pthirus%20pubis.htm
http://www.wikipedia.org
http://www1.folha.uol.com.br/folha
http://www.aries-online.de/.../bettwanzen.html
http://www.hermann-levinson.de/bettwanze.htm
http://www.ipm.ncsu.edu/AG369/notes/head_and_body_lice.html
http://www.msd-brazil.com.../m_manual/mm_sec18_203.htm
APÊNDICE – AVALIAÇÃO II
MONTAGEM DE UMA COLEÇÃO ENTOMOLÓGICA
Trabalho em grupo
- Coleta de 15 ordens diferentes;
- Três exemplares diferentes de cada ordem;
- Montagem em alfinetes entomológicos – site http://www.entomologia.com;
- Organização em caixas entomológicas;
- Preservado com naftalina moída.
PROCEDIMENTOS BÁSICOS
PREPARAÇÃO: etapa em que os alunos coletam, a campo, os insetos solicitados, transportam, preparam,
identificam e acondicionam para a apresentação.
APRESENTAÇÃO: etapa em que os alunos apresentarão a coleção devidamente acondicionada.
Consultar:
ALMEIDA, Lúcia Massutti de et al. Manual de coleta, conservação, montagem e identificação de insetos.
Ribeirão Preto: Holos, 1998.
AZEVEDO-FILHO, Wilson Sampaio de & PRATES-JÚNIOR, Paulo Henrique de Souza. Técnicas de Coleta &
Identificação de Insetos. Porto Alegre: Edipucrs. Cadernos Edipucrs, 2005.
BORROR, D. J., DELONG, D. M. Introdução ao estudo dos insetos. Trad. D. D. Correa et al. São Paulo:
Edgard Blücher, 1998.
A coleção deverá ser entregue em caixa de papelão forrada, de tamanho adequado ao conjunto de materiais e
com etiqueta de identificação na tampa. O relatório deverá estar dentro da caixa.
DATA DA ENTREGA:
Dia da avaliação 1
Montagem de Insetos
Informações complementares retiradas do site: http://www.ufmt.br/famev/ento/montagem.htm.
Os insetos coletados devem ser montados tão rapidamente quanto possível, para evitar que seus apêndices
e outras partes do corpo endureçam na posição errada. Se o exemplar ressecar e endurecer, use uma câmara
úmida para amolecê-lo. A câmara úmida é feita com um vidro de ± 5 litros de capacidade, com boca larga (vidros
vazios de picles são perfeitos). No fundo do vidro, coloca-se uma camada de areia (± 3cm) misturada com
bolinhas de naftalina trituradas (para prevenir mofo). A areia é umedecida e os insetos secos são colocados no
vidro sobre uma folha de papel toalha; o vidro deve ser bem fechado; os insetos amolecem em cerca de dois
dias, por causa da umidade.
A montagem é feita com alfinetes entomológicos ou agulhas, nunca em alfinetes de costura, que variam em
espessura de 000 até 10. Os mais usados são os de números 0 e 1. Saiba que os alfinetes comuns de costura
enferrujam prontamente.
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Aqui estão algumas regrinhas gerais que você deve observar ao montar seus insetos:
• O inseto deve ser espetado em posição rigorosamente perpendicular ao alfinete;
• Os apêndices, como antenas e pernas, devem ficar em posição simétrica;
• As antenas, quando longas, devem ser voltadas para trás e circundar o inseto;
• As pernas, principalmente a perna 3 em gafanhotos e esperanças, devem ficar distendidas e baixas, juntas do
corpo;
• As margens anais das asas anteriores de borboletas e mariposas devem fazer um ângulo de 90° com o eixo
longitudinal do corpo;
• As margens costais das asas posteriores de borboletas e mariposas devem fazer um ângulo de 90° com o eixo
longitudinal do corpo;
• As asas de um dos lados de gafanhotos, esperanças, grilos, louva-deus e baratas podem ser montadas
abertas;
• Os apêndices são mantidos no lugar durante a fase de secagem do exemplar através de alfinetes-guia, que
JAMAIS deverão traspassar quaisquer estruturas do inseto.
Os insetos são alfinetados em certos locais, dependendo da ordem a que pertencem:
• Coleoptera: no élitro direito perto da base;
• Hemiptera (Heteroptera): no escutelo;
• Dermaptera: no meio do élitro direito;
• Mantodea: no metatórax;
• Demais ordens: no mesotórax.
O bloco de montagem (veja figura abaixo) é usado para se obter altura uniforme dos exemplares e das etiquetas
no alfinete.
Nos espécimes de pequeno porte (até mais ou menos 5 ou 6 mm) ou delicados, os alfinetes, mesmo os mais
finos, podem destruir o exemplar. Nesses casos, usa-se uma técnica chamada dupla montagem. A dupla montagem
consiste em colar o inseto em um pequeno triângulo de papel cartão e depois alfinetar o triângulo. Deve-se
tomar cuidado para que a quantidade de cola usada seja a mínima possível e não interfira com as estruturas
diagnósticas do exemplar. Veja as ilustrações abaixo:
A etiqueta deve ser impressa em computador Sugerimos 10 × 20mm ou ½ × 1" como tamanhos razoáveis.
Etiqueta de procedência
Etiqueta de identificação
Borboletas e mariposas devem ter suas asas distendidas, o que pode ser conseguido com um bloco de
montagem. Esse bloco (veja a ilustração) pode ser construído com isopor, cortiça ou uma madeira leve como a
balsa ou a pita. O exemplar, depois de alfinetado, é colocado no bloco e as asas são montadas com tiras de papel
manteiga presas por alfinetes. NUNCA atravesse as asas com alfinetes!!!
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Conservação de Insetos
Os insetos mortos a seco são guardados em caixas de madeira com tampa de vidro, ou em gavetas entomológicas
construídas especialmente para esse fim. As caixas ou gavetas têm fundo de isopor para fixar os alfinetes. Para
evitar bolor e ataque de outros insetos usa-se pastilhas de paraformol ou bolinhas de naftalina. A naftalina ataca
o isopor se ficar em contato direto com ele. Por isso, deve ser colocada dentro de uma caixinha de papelão (o
fundo de uma caixinha de fósforo). A caixa deve ser forrada com papel milimetrado (é um protetor perfeito).
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