Acta Diurna - Liceu Albert Sabin

Propaganda
O jornal
uma breve história
Não se sabe ao certo a origem exata do
jornalismo e qual foi o primeiro jornal
do mundo, mas os historiadores
atribuem ao lendário Imperador
Romano Júlio César esta invenção.
Ao que tudo indica, Júlio César, além
de um excelente general e comandante,
também foi um ótimo profissional de
marketing: para poder divulgar suas
conquistas militares e informar o povo
da expansão do Império (fazendo
obviamente muita propaganda pessoal),
César criou a chamada Acta Diurna,
o primeiro jornal de que se tem notícia
no mundo.
A Acta Diurna era uma publicação oficial do Império Romano, criada no ano de 59 a.C. durante
o governo imperial de César. Ela trazia notícias diariamente para a população de todos os cantos
do Império (e de fora dele) falando principalmente de conquistas militares, ciência e de política.
Para poder escrever a Acta Diurna, surgiram os primeiros profissionais de jornalismo do mundo,
os chamados Correspondentes Imperiais. Eles foram enviados para todas as regiões e províncias
Romanas para acompanhar e escrever as notícias.
Apesar de inaugurar o conceito e o formato geral dos jornais e do jornalismo modernos, a Acta
Diurna tinha algumas curiosidades:
• Como não existiam tecnologias de impressão no Império Romano e nem mesmo papel em
quantidade suficiente (a fabricação de papel usando a tecnologia da época era muito cara), a
Acta Diurna era publicada em grandes placas brancas de papel e madeira (estilo “outdoor”).
Estas placas eram expostas nas principais praças das grandes cidades para que as pessoas lessem
de graça.
• As comunicações também eram lentas na Época do Império Romano. Como os textos eram
transportados a pé ou a cavalo, embora a Acta Diurna fosse publicada todos os dias, sempre
apresentava notícias de dias ou semanas atrás!
• Como era uma publicação de jornalismo oficial, a Acta Diurna Romana não era imparcial,
nunca publicava notícias negativas de derrotas do Exército Romano e nem escândalos
envolvendo pessoas públicas e aliados do Imperador.
Durante a Idade Média, pode-se dizer que os jornais e o jornalismo tiveram o
seu maior salto tecnológico: a prensa de papel inventada pelo Alemão Johannes
Gutenberg possibilitou que o trabalho que antes era realizado manualmente
pudesse ser feito por máquinas, tornando a publicação de livros de jornais muito
mais ampla, rápida e barata.
A prensa de papel, construída com base na tecnologia dos tipos (letras) móveis e
também da prensa de vinho (que já era conhecida na Europa) permitiu que
Gutenberg criasse toda uma nova indústria.
A revolução na época foi tão grande que alguns autores afirmam que a prensa
de papel de Gutenberg tirou o mundo de vez da Idade Média, levando-o para a
Era da Renascença, com o despertar definitivo da ciência e do jornalismo
profissional.
A Bíblia de Gutenberg, considerada por muitos a obra prima do inventor
Alemão, foi o primeiro livro a ser produzido, lançado e vendido com a
tecnologia da prensa mecânica de papel.
Este exemplar da Bíblia, que começou a ser produzido em 1450 e foi finalizado em 1455, foi o
primeiro livro a ser produzido em larga escala (escala industrial).
Apesar de terem mais de 550 anos de idade, algumas pessoas, instituições e museus ainda tem
cópias originais da Bíblia de Gutenberg! Exemplares dessa obra podem ser encontrados na
Biblioteca do Congresso em Washington, na Universidade Keio em Tokyo e também na casa
do empresário Americano Bill Gates, o homem mais rico do mundo nas décadas de 80 e 90
do século XX, que comprou um exemplar deste tesouro histórico em um leilão em 1994.
No início do século XVII, à medida que a tecnologia da prensa de papel de Gutenberg
ia sendo disseminada e copiada por seus concorrentes, a publicação de livros e jornais se
tornava cada vez mais popular.
A Suécia, no caso, foi o primeiro país do mundo que implementou a Liberdade de
Imprensa através de uma lei criada no ano de 1766. Com essa lei, foi garantido que os
profissionais de jornalismo e os jornais da Suécia poderiam publicar qualquer tipo de
notícia, desde que ela fosse real e que não houvesse difamação.
O Telégrafo, aparelho considerado o pai de toda a comunicação moderna, permitiu que
textos que levariam horas ou até dias para serem transportados fossem repassados pelos
profissionais de jornalismo as redações em questão de minutos e a imprensa tornou-se
muito mais ágil: uma notícia que aconteceu de manhã poderia agora facilmente ser
publicada à tarde em um jornal.
Imprensa marrom é o nome dado ao tipo de jornalismo focado em divulgar notícias
sensacionalistas onde os dados nem sempre são checados corretamente, tornando a
notícia falsa e o veículo sem credibilidade.
O termo imprensa marrom é inspirado no termo yellow press (imprensa amarela), que
surgiu nos Estados Unidos, quando no final do século XIX os jornais New York World e
The New York Journal brigavam para ver quem iria publicar em suas páginas o desenho
Yellow Kid. A briga foi tão forte que ambos começaram a publicar notícias falsas,
sensacionalistas e sem escrúpulos para atacar o concorrente e vender mais jornais.
No Brasil, a adaptação do termo ocorreu pelo jornalista Calazans Fernandes. Por achar
a cor amarela muito amena, escolheu substituí-la pela cor marrom para fazer referência
a imprensa sensacionalista e inescrupulosa.
A primeira revista brasileira a ser acusada de agir como imprensa marrom foi a revista
Escândalo, que extorquia dinheiro de pessoas fotografadas em situações
comprometedoras. Certa vez, um homem fotografado pela revista se suicidou após se
negar a pagar para não ter sua foto publicada.
Calazans Fernandes, o inventor da adaptação da expressão imprensa marrom,
contribuiu para o fim da revista Escândalo, já que divulgou todas as barbaridades que a
revista fazia para conseguir uma alta vendagem.
• Manchete: o título
principal, de maior
destaque, no alto
da primeira página
de jornal ou revista
que menciona a
mais importante
notícia.
Editorial
• O editorial é um tipo de texto utilizado na
imprensa, especialmente em jornais e
revistas, que tem por objetivo informar,
mas sem obrigação de ser neutro,
indiferente.
• O editorial possui um fato e uma opinião.
O fato informa o que aconteceu e a
opinião transmite a interpretação do que
aconteceu.
• Podemos dizer que o editorial é um texto:
dissertativo, pois desenvolve argumentos
baseados em uma ideia central; crítico, já
que expõe um ponto de vista; informativo,
porque relata um acontecimento.
Tipos de anúncio
Quem é o ombudsman?
Ombudsman é uma palavra sueca que significa representante do cidadão. Designa,
nos países escandinavos, o ouvidor-geral, função pública criada para canalizar
problemas e reclamações da população. Na imprensa, o termo é utilizado para
denominar o representante dos leitores dentro de um jornal. A função de ombudsman
de imprensa foi criada nos Estados Unidos nos anos 60. Chegou ao Brasil num
domingo, dia 24 de setembro de 1989, quando a Folha, numa decisão inédita na
história do jornalismo latino-americano, passou a publicar semanalmente a coluna de
seu ombudsman.
Para exercer o cargo com independência, o jornal instituiu o mandato de um ano
para cada ombudsman, com a possibilidade de apenas uma única renovação de mais
um ano. Essa possibilidade, posteriormente, foi expandida, para três renovações
(quatro anos de mandato). O profissional não pode ser demitido durante o mandato e
tem estabilidade de mais seis meses no jornal após deixar a função.
A atual ombudsman da Folha é Vera Guimarães Martins.
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