As 5 grandes tendências em tecnologia para Educação

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As 5 grandes
tendências em
tecnologia para
Educação
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Introdução:
A educação iniciou o século XXI de maneira bastante disruptiva. Uma
série de inovações por parte de educadores e alunos fez com que os
responsáveis pelas instituições de ensino em todo o mundo precisassem
rever os conceitos e os métodos educacionais, com foco em um um novo
mundo conectado e interativo.
Isso aconteceu devido à introdução da tecnologia em escolas primárias,
secundárias, de educação especial e especialmente universidades.
Com soluções de áudio, vídeo, materiais disponíveis online, entre
outras possibilidades que são criadas todos os dias na sala de aula, os
educadores encontraram maneiras de transformar o ensino e renovar
o interesse dos alunos em uma época onde a disputa por atenção é
constante.
Confira as 5 grandes tendências em tecnologia para Educação neste
e-book que a Comstor preparou para você.
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Índice
3
Novas Estruturas e Modelos de Financiamento
6
Relação entre professores, pais e alunos
8
Processos de aprendizagem Interativos
12
Evolução das avaliações educacionais com base
nas novas tecnologias
15
Tecnologia, inovação e educação
Novas
Estruturas e
Modelos de
Financiamento
O uso de tecnologias de ponta na educação tem
como foco a amplificação básica de atividades de
ensino e aprendizado que já existem. Evoluções
importantes estão desafiando as estruturas
tradicionais da escola, tanto em termos de quando
e onde a aprendizagem ocorre, como a forma de
receber apoio e financiamento.
Já é possível que estudantes e professores
trabalhem em conjunto, ultrapassando as
barreiras comuns e restrições da educação
formal e tradicional. Isso porque a tecnologia
está possibilitando uma revolução na educação
padronizada do século passado. Por exemplo, em
uma pesquisa feita pela Common Sense Media,
96% dos professores americanos afirmaram que
a tecnologia na educação aumenta bastante o
engajamento dos estudantes na sala de aula.
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Além disso, quase 90% dos professores também
concordam que o uso de novas tecnologias na
educação é absolutamente essencial em sala de
aula. Isso vem permitindo a formação de novos
grupos de estudo em volta dos interesses de
cada aluno ou a partir de uma filosofia de ensino
específica. Essa tendência de estruturar uma sala de
aula ou grupo de estudos por interesses e vocações
é o que pode ser chamado de personalização da
educação.
Um exemplo interessante para ilustrar esse
conceito de personalização da educação, com
base em interesses individuais dos alunos, é a
comunidade global Rafi.ki, que possui membros de
mais de 1700 escolas em mais de 120 países, com
diversos fusos-horários.
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Novas Estruturas e Modelos de Financiamento
perceber como a tecnologia está unindo interesses
e preocupações globais e locais, algo definido
como “glocalization.” Essas iniciativas dão ênfase
ao valor do conhecimento local e da sensibilidade
com relação às preocupações locais, enquanto o
trabalho é feito em uma escala global, através da
Internet e de todas as conexões que estão sendo
criadas entre as pessoas.
E para que as escolas e universidades possam
usufruir das conexões e do compartilhamento
de conhecimentos que a Internet proporciona,
é preciso que a infraestrutura tecnológica seja
desenvolvida e eficiente. Para isso, as escolas e
universidades precisam renovar seus sistemas,
de modo a preparar toda a infraestrutura para as
novas tecnologias que estão surgindo ou que já
estão consolidadas.
Nessa rede, os colaboradores exploram importantes
conceitos de educação global como direitos
humanos, mudanças climáticas e a cidadania da
comunidade global (global community citizenship),
que funciona como uma rede de compartilhamento
de informações, trabalho e ajuda humanitária entre
nações. Através dessa comunidade virtual podemos
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Algumas das principais opções de financiamento
para educação são os subsídios governamentais,
que dão suporte para iniciativas de TI em educação
a nível local ou estadual, e financiamentos
privados de empresas de TI, que oferecem
opções competitivas e flexíveis para melhorar
as infraestruturas tecnológicas das escolas e
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Novas Estruturas e Modelos de Financiamento
universidades. Através dessas opções, é possível
implementar as novas tecnologias nas salas de aula
e nas instituições, trazendo eficiência tanto para
a equipe de docentes quanto para os alunos, que
terão um aproveitamento muito maior das aulas.
Em resumo, os principais desafios que as novas
estruturas e modelos de financiamento trazem são:
- Adequar ou adaptar novos locais para a
aprendizagem;
- Modificar as formas de ensino e aprendizado, fora
dos padrões tradicionais;
- Dar suporte aos alunos na criação grupos de
estudo sobre áreas de interesse comum;
- Desenvolver novas maneiras para captar recursos,
compartilhando as responsabilidades tradicionais
do governo com relação à educação com outras
empresas privadas.
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Relação entre
professores,
pais e alunos
Após inúmeras experiências feitas em vários países,
algumas escolas e universidades estão adotando
novas abordagens de ensino, nas quais professores
e estudantes se tornam co-alunos, transformando
as salas de aula em um local de aprendizado
colaborativo. A ideia é fazer com que os estudantes
participem mais das aulas e não sejam apenas
direcionados ou instruídos por um docente, dando
a eles oportunidades de agir como mentores,
auxiliando outros alunos e, em alguns casos, os
próprios professores.
Esse novo cenário pode oferecer aos alunos um
panorama mais atual sobre o sistema educacional e
maior independência no aprendizado. Um exemplo
interessante sobre isso é o da Consolarium,
empresa que cria métodos de aprendizagem
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baseados em jogos. Ela testou seus produtos em
algumas escolas da Escócia e conseguiu inverter
a relação professor/aluno oferecendo às crianças
a oportunidade de se tornarem especialistas nos
jogos e atuarem como mentores para os seus
colegas e professores. A ideia foi transformar
alunos em pesquisadores envolvidos em todo
processo de aprendizado, passando pelos
seus objetivos pessoais, até na participação
na escolha de um professor. Esse conceito é
chamado de Flipped Classroom, que fornece uma
personalização na abordagem do conteúdo.
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Relação entre professores , pais e alunos
O que devemos observar também é que a relação
aluno/professor vem se transformando nos últimos
anos devido ao Blended Learning. Esse tipo de
aprendizado tem como princípio básico a utilização
de gadgets por parte dos alunos para modificar e
complementar o aprendizado.
No ensino tradicional, o aluno assiste a aula e faz
exercícios sobre o conteúdo em casa. Hoje, já é
possível fazer o caminho contrário, ou seja, assistir
a aula em algum dos gadgets e fazer exercícios
em sala de aula, com auxílio do professor e dos
colegas de classe. Esse é o futuro do ensino
nas escolas e universidades, visto que 96% dos
professores acreditam que a tecnologia em sala
de aula aumenta o engajamento do aluno com o
conteúdo. Além disso, 87% das crianças americanas
preferem receber conteúdo digital ao invés de livros
impressos.
Outro ponto interessante, este já mais relacionado
à participação dos pais no aprendizado da criança,
mostra que alunos que possuem pais mais
presentes em sua educação costumam adquirir
um desempenho mais alto na escola. A tecnologia
entra aqui como fator determinante. Com sistemas
educacionais conectados e portais personalizados
dedicados exclusivamente aos pais, é possível que
eles se informem sobre as avaliações de seus filhos,
notas, participação em aula, comportamento, e
muitas outras informações. Além disso, é muito
mais fácil participar de reuniões com professores
e diretores, através de ferramentas de vídeochamada.
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Processos de
aprendizagem
Interativos
Os processos de aprendizagem que ocorrem
dentro e fora das salas de aula estão cada
vez mais integrados, seja em casa, no interior
das comunidades, ou mundo afora. Esse
aprendizado pode ser formal ou informal,
refletindo tanto padrões curriculares
preestabelecidos pelas instituições de ensino,
quanto o aprendizado iniciado pelo interesse e
entusiasmo do próprio aluno.
Como já foi dito, a educação vem se
transformando muito nos últimos 20 anos,
através das tecnologias da comunicação. Com
essa transformação, os educadores estão
enfrentando um novo desafio pedagógico:
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resgatar o interesse e o estímulo dos
estudantes. A Flipped Classroom ou classe
invertida, por exemplo, é um retrato dos novos
formatos de ensino que têm como base a
interatividade para atrair os estudantes. Eles
já cresceram acostumados a um mundo mais
dinâmico, cercado de dispositivos móveis,
Internet, TV a cabo, que permitem uma troca de
informações muito mais rápida. Isso significa
que para estimular o aluno na sala, o método
de ensino deve estar pautado na interatividade
e na participação ativa do estudante.
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Processos de aprendizagem Interativos
Alguns educadores perceberam isso e passaram
a transformar o método de ensino de uma
maneira ainda mais dinâmica, através de
jogos online. Especialistas apontam que os
novos modelos de ensino tendem a aproveitar
experiências online, por meio de fóruns de
discussão e jogos de RPG em mundo virtuais,
por exemplo. Essas experiências buscam não
apenas o método do “aprender fazendo”, mas
também o “aprender interpretando”, com
o intuito de explorar o potencial de novos
contextos e um aprendizado alternativo, que
mistura vários formatos de transmissão de
conhecimento.
A ideia é que este tipo de jogo estimula um
raciocínio globalizante, muito importante para
a atualidade. Ele deixa para trás o raciocínio
linear da maioria dos jogos para assimilar
um raciocínio muito maior que busca unir ao
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mesmo tempo o cenário onde se encontra, os
acontecimentos passados, as pessoas a sua
volta, suas ações e intenções; os possíveis
desdobramentos de cada um desses elementos
e as consequências das suas ações e das de
seus companheiros. Tudo isso é bastante
importante para criar um senso crítico e social
nos jovens e prepará-los para um mundo
que está se tornando totalmente interativo e
conectado.
Também é importante observar alguns
desafios que os modelos de aprendizado
mais sofisticados e abrangentes, baseados
em experiências de interpretação podem
apresentar, como por exemplo:
• Garantir que não exista exclusão digital para
os estudantes;
9
Processos de aprendizagem Interativos
• Garantir a segurança na Internet com
abordagens diferenciadas de desenvolvimento
baseadas em atitudes culturais diferentes das
mais variadas partes do mundo;
• Avaliação e aprovação desses modelos de
ensino;
• Desenvolver uma programação de ensino
que utilize essas novas oportunidades de
aprendizagem;
• Valorizar o aprendizado que não é, de
maneira alguma, parecido com o modelo
tradicional, mas talvez corresponda mais às
necessidades dos alunos do século XXI.
Um exemplo interessante de aprendizado por
meio dos jogos de RPG (Role Playing Games),
é a utilização deles em projetos de gestão
participativa de recursos naturais, através
de pesquisas e do apoio às negociações
dos conflitos socioambientais. Diversos
estudos indicam que esta metodologia é
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extremamente adequada para lidar com temas
mais complicados por meio de um processo de
Educação participativa. Por ser mais lúdico, o
jogo pode despertar sentimentos e perspectivas
que uma reunião tradicional não despertaria
com a mesma facilidade.
Jogos online de estratégia como Sim City e Age
of Empires (o primeiro ensina princípios básicos
de administração de cidades e o segundo
ensina sobre a história das grandes civilizações
do mundo), também se utilizam da Internet
como ambiente colaborativo e de conexão para
compartilhar conteúdo.
Todos esses pequenos exemplos, se utilizados
da forma correta e com bom senso, podem
se tornar ferramentas dinâmicas nas escolas,
utilizando um método mais disruptivo e
mais direcionado aos interesses dos alunos
hiperconectados do século XXI. Os estudantes
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Processos de aprendizagem Interativos
de hoje estão sempre conectados e sempre
informados ou buscando informações na
Internet, e dificilmente conseguirão prestar
atenção total a uma aula com o formato
tradicional e padronizado de um professor
transmitindo conteúdo de forma estática na
lousa. A dinâmica dentro da sala de aula se
tornou necessária para que o aluno consiga
não só apreender o conteúdo, como também
adicionar seus pontos de vista sobre o assunto
abordado, além de compartilhar coisas
interessantes que possam ter relação com a
matéria estudada.
Os dispositivos móveis e a conectividade já
fazem parte da vida dos estudantes de todas
as idades e oferecem coerência ao ambiente
multimídia das lousas interativas, criando novas
experiências que utilizam a tecnologia como
suporte.
O que parece claro, a priori, é que o equilíbrio
entre o virtual e as aulas presenciais, e entre
o aprendizado formal e informal é bastante
importante para aproveitar os benefícios
dos métodos de ensino mais sofisticados e
conectados.
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Evolução das
avaliações
educacionais com base
nas novas tecnologias
É evidente que provas avaliatórias possuem um
papel importante no processo de aprendizado,
para identificar possíveis falhas e dificuldades
que o estudante esteja encontrando. No
entanto, em muitos casos, as avaliações feitas
em escolas e universidades servem apenas
para responder às necessidades do sistema
educacional, deixando de lado o fornecimento
de informações para os alunos que buscam
melhorar sua própria performance de
aprendizado.
Em algumas instituições, uma abordagem mais
sofisticada em relação às avaliações já está
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sendo desenvolvida. Elas estão dando mais
ênfase a uma avaliação formativa com base
em competências. Isso significa que os alunos
estão passando por um processo de avaliação
bidirecional, no qual professor e aluno
aprimoram, regulam e orientam a forma como
aprendem o conteúdo. É o chamado feedback
de aprendizagem. Esse processo pode ajudar
os estudantes a reconhecerem seus próprios
modelos de aprendizagem e a tecnologia
tem um papel crucial nesse contato e
compartilhamento de feedback entre professor
e aluno.
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Evolu;áo das avaliações educacionais
com base nas novas tecnlogias
Esse formato é capaz de melhorar a
habilidade de localizar as realizações e as
falhas que precisam ser corrigidas, com mais
confiabilidade, precisão e freqüência. Ele
possibilita também que estudantes possam
controlar mais o que é avaliado, quando essa
avaliação acontece e como os resultados delas
são utilizados. Um exemplo interessante é
da estudante colegial norte-americana Sierra
Goldstein, que abandonou o colegial tradicional
para se matricular em uma instituição baseada
em um novo formato de ensino, que busca
individualizar o aprendizado e torná-lo mais
acessível e móvel. Para Sierra, o método clássico
de transmissão de conhecimento e avaliação
educacional era lento e muitas vezes não
conseguia trazer resultados positivos para os
estudantes do século XXI.
Monika Hardy, uma das professoras do instituto
Be You Innovation Lab, a escola em que Sierra
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se matriculou, explica melhor o conceito: “A
questão aqui não é como melhorar o ensino de
matemática para crianças, mas questionar se
elas realmente precisam aprender matemática
a partir de um certo momento de suas vidas”.
A ideia é utilizar os dispositivos móveis e
seus aplicativos para conectar os alunos com
pessoas que já estudam assuntos de mesmo
interesse. A busca pela individualidade, senso
crítico e personalização do ensino são algumas
das características que representam esse
novo modelo disruptivo de ensino e avaliação
educacional.
Essa mudança do paradigma educacional
se deve, em grande parte, ao fato de que as
novas gerações já nasceram conectadas a
dispositivos móveis e à Internet. Essas gerações
conectadas exigem um método de ensino muito
mais dinâmico e interativo do que o método
tradicional. Da mesma forma, o método de
avaliação deve ser renovado, através da
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Evolu;áo das avaliações educacionais
com base nas novas tecnlogias
utilização da tecnologia e da Internet para criar
portfólios de trabalhos online dos estudantes,
trabalhos que podem ser editados em conjunto,
o que possibilitaria uma consciência muito
maior de trabalho em grupo, testes online com
feedback imediato dos professores.
Esses modelos mais livres permitem que uma
escola primária deixe suas crianças definirem
seus próprios objetivos de estudo e criem
projetos significativos tanto para elas quanto
para a sociedade. A partir dessa construção
diferenciada, os resultados desse formato de
avaliação e ensino oferecem ideias valiosas
para o processo avaliatório. Essas novas
ferramentas também permitem que escolas,
professores, mentores e estudantes possam ver
os relatórios de avaliação de várias maneiras,
fornecendo informações úteis sobre as
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realizações e as necessidades dos estudantes.
Um outro exemplo que pode ilustrar esse
cenário é o projeto de avaliação feito em
escolas secundárias na Dinamarca. O projeto
possibilita o acesso à Internet durante os
exames, o que logo pode parecer estranho.
No entanto, as provas nessas escolas deixam
de ser apenas um instrumento de medição de
capacidade de recordar o conteúdo apreendido,
e se tornam uma oportunidade de avaliar
as habilidades associadas à busca, análise e
sintetização de informações que respondam os
problemas do mundo real.
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Tecnologia,
inovação e
educação
A inovação na educação não requer
necessariamente soluções complexas e super
tecnológicas. Ela comumente está ligada a uma
nova ideologia ou mudança cultural. O uso de
redes sociais, games e fóruns de discussão, por
exemplo, são inovações que há pouco tempo
ainda não eram aceitas nas escolas e hoje se
tornaram parte importante do processo de
aprendizado.
Alguns estudos sugerem que a utilização de
tecnologias as quais os estudantes estejam
familiarizados pode aumentar substancialmente
o engajamento desses alunos com o
aprendizado, bem como a confiança deles
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com relação às próprias habilidades. Essa
utilização de tecnologias pode trazer benefícios,
especialmente para estudantes que talvez não
tenham alcançado bons resultados em métodos
mais tradicionais de ensino.
Nos Estados Unidos, por exemplo, um dos
países pioneiros no uso de novas tecnologias na
Educação, 91% das faculdades já incorporaram
as redes sociais no método de ensino e delas
já permitem a utilização das redes sociais na
própria sala de aula, mostrando um panorama
ainda mais amplo para a o uso desses novos
recursos educacionais.
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Tecnologia, inovação e educação
Esse panorama explicita a relação entre
educação e tecnologia e mostra que ela tem
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mudado bastante nos últimos anos. Até
há pouco tempo, ainda existia uma certa
dúvida por parte das escolas se a tecnologia
realmente promoveria mudanças na educação.
Atualmente essa noção já se alterou e as
instituições de ensino passaram a entender
que a educação e a tecnologia coexistem lado
a lado e alteram todo o processo educacional
de uma maneira unificada, ou seja, a tecnologia
só altera o método de ensino se este se utilizar
dela para modificar o processo. Na NotSchool,
por exemplo, uma escola inglesa que funciona
como alternativa ao método tradicional de
ensino, a tecnologia foi implementada no
processo de aprendizado desempenhando um
papel não disruptivo e sim de suporte. Isso
significa que as tecnologias utilizadas lá têm um
papel importante de suporte para mudanças no
método tradicional de aprendizado dos alunos.
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Tecnologia, inovação e educação
É importante enxergar a tecnologia como uma
aliada da educação para transformar todo o
método de ensino. Especialmente pelo fato
de que a nova geração está o tempo todo
conectada a diversos dispositivos móveis.
Essa conexão constante está mudando toda a
concepção de ensino. Isso porque uma parte
dos novos estudantes pode até conseguir ser
bem sucedida estudando através do método
tradicional de ensino, mas ainda assim, eles
buscarão novas abordagens, mais interativas e
interessantes sobre os assuntos que realmente
são importantes para cada um deles. Com o
surgimento da Internet, o acesso à informação
se tornou simplesmente uma questão de
interesse. Por isso, as instituições de ensino
tradicionais vêm enfrentando algumas
dificuldades. Os estudantes estão buscando
as informações por eles mesmos e não mais
dependendo apenas da escola para aprender.
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Algumas escolas e universidades perceberam
essa transformação e passaram a adotar
algumas tecnologias para auxiliar e trazer
mais dinamicidade para as aulas. De outubro
de 2010 a outubro de 2012, por exemplo,
houve um aumento de 100% no número
de estudantes americanos que utilizavam
aplicativos do Google voltados para educação.
O interessante é observar que na maior parte
dos casos, os apps do Google não são usados
para ensinar conteúdo e sim como uma
plataforma conectada para ensinar, aprender
e compartilhar conteúdo, tanto entre alunos
quanto entre professores e alunos. Esse
crescimento mostra que 20 milhões de alunos
americanos utilizam aplicativos do Google para
educação.
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Tecnologia, inovação e educação
Mesmo com essa mudança no método de
ensino das escolas e universidades, ainda
existem desafios quanto à introdução de
tecnologias na educação. Veja algum deles:
• Desenvolver uma cultura de inovação
• Disponibilizar ferramentas como as redes
sociais, Internet e novas mídias como suporte
para um processo de aprendizado mais
profundo, desenhado a partir das necessidades
de cada estudante
• Apoiar um crescimento sustentável do
aprendizado de cada aluno a partir de seu
próprio desenvolvimento
• Desenvolver novas práticas de ensino com alto
nível de excelência.
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